Banco Votorantim investe em fintech para antecipação de recebíveis

São Paulo – Em mais um movimento estratégico de transformação digital, marcado pela inclusão de fintechs em seu ecossistema, o Banco Votorantim, junto com Monashees e Mindset Ventures, anunciam uma rodada de investimento de 6 milhões de dólares na WEEL, primeira plataforma online de antecipação de recebíveis. Fundada em 2014, a WEEL inovou o segmento com um modelo de análise de risco baseado em Inteligência Artificial aplicada sobre grandes massas de dados (Big Data), em substituição aos modelos tradicionais de análise que dependem da consulta aos cadastros negativos de solicitantes.

O investimento foi feito após identificação de diversas frentes de sinergia entre as duas companhias. Pelo acordo, o Banco Votorantim entra com funding e sua sólida estrutura de capital, e a WEEL com a inteligência de dados e um sofisticado modelo de análise que proporciona a empresas acesso a capital de giro a custo mais baixo em uma operação convencional e com baixo risco de inadimplência.

A parceria permitirá ao Banco Votorantim otimizar limites de crédito utilizando a antecipação de recebíveis através de um novo canal de distribuição, aumentando assim o seu potencial de atuação no segmento de pequenas e médias empresas. Outro benefício será a substituição pelo Banco de seu sistema de checagem e monitoramento de duplicatas, passando a adotar a plataforma da WEEL para a melhoria de performance e escalabilidade.

“Acreditamos muito na diversificação e na transformação digital para oferecer as melhores soluções a atuais e potenciais clientes, que estão no centro de nossa estratégia de negócios. Ao nos aliarmos a uma fintech como a WEEL, que permite a antecipação do recebimento de receitas de forma automatizada, prática e com baixo risco, damos mais um passo no sentido de oferecer melhores produtos, serviços e experiência ao cliente”, explica Ricardo Abrahão Fajnzylber, diretor de corporate e banco de investimento do Banco Votorantim.

A WEEL foi fundada em 2014 pelos brasileiros radicados em Israel Simcha Neumark e Shmuel Kalmus, em sociedade como o norte-americano radicado em Israel Russell Weiss, os quais prosseguem na liderança da operação. O segredo do seu sucesso está em aplicar a inovação tecnológica para fornecer capital de giro acessível para os pequenos e médios negócios, suprindo uma reconhecida deficiência do sistema financeiro nacional, que oferece poucas opções de empréstimo rápido e sem exigências de garantia patrimonial.

Através de sua plataforma digital, a WEEL permite que, em poucos minutos e com uma navegação intuitiva, o interessado simule a operação de antecipação do recebível, verifique suas taxas – tudo de forma automática e gratuita – e obtenha a aprovação sem a burocracia e o estresse característicos do relacionamento com outras instituições de fomento comercial.

“A WEEL inovou ao desenvolver um modelo de análise de crédito que permite extrair informações relacionadas ao fluxo de notas fiscais eletrônicas para avaliar o comportamento das faturas desde sua emissão até a quitação. É um grande ganho para os clientes, que têm acesso a capital de giro a custo mais baixo, e para a operação, com menor risco de inadimplência”, comenta Fajnzylber.

A fintech emprega tecnologia analítica aplicada ao ambiente de Big Data – com 15 mil pontos simultâneos de consulta – e conta com algoritmos exaustivamente testados para a valoração dos ativos, o que permite registrar uma taxa média de inadimplência inferior a 1% sobre o valor de face das faturas resgatadas. Esta é uma marca histórica no Brasil, cuja média de inadimplência no setor varia de 4% a 5%.

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Havan aplica R$ 70 mi em Centro de Distribuição

O Grupo Havan anuncia o investimento de R$ 70 milhões em seu centro de distribuição, localizado no município de Barra Velha, em Santa Catarina. Com 100 mil m² de área construída, o espaço receberá 40 mil metros adicionais. Segundo o grupo, R$ 30 milhões serão utilizados para o crescimento físico do CD, R$ 15 milhões serão investidos na compra de um novo sorter, responsável pela separação dos produtos para envio às filiais, e R$ 25 milhões foram aplicados em tecnologia de expedição, com o objetivo de acelerar o embarque e entrega de mercadoria. A Havan também investiu R$ 100 milhões na aquisição de 185 caminhões para a frota.

Cuor di Crema integra novas opções ao portfólio

Com 24 lojas distribuídas pelo país, a Cuor di Crema, especializada em gelatos, amplia seu portfólio com a chegada dos serviços de cafeteria, doceria e panificação em suas unidades. A rede de franquias passa a contar com doces em mono porção, salgados e croissants. Segundo a Cuor di Crema, o objetivo é reforçar o segmento de panificação. Hoje, a rede oferece quatro modelos de negócio: quiosque no padrão bicicleta, com investimento inicial de R$ 120 mil; quiosque maior que engloba a parte de salgados e doces, com investimento de R$ 200 mil; e formato de loja com investimentos a partir de R$ 300 mil e de R$ 400 mil.

Rede Gazin investirá R$ 70 milhões no Acre

A rede de lojas de eletrodomésticos Gazin investirá R$ 70 milhões na abertura de lojas e na reforma de depósitos logísticos no Acre e outros dois Estados. A companhia, que também atua em áreas como plantação de eucaliptos e consórcio, faturou R$ 4,35 bilhões 2018 e espera aumentar esses números em 2019. Mato Grosso e Mato Grosso do Sul também serão contemplados. “Abriremos ao menos 15 operações. Os locais de instalação dos pontos ainda estão em estudo, mas a ideia é concentrar em municípios do interior”, revela o presidente da companhia, Osmar Della Valentina, acrescentando que três armazéns, usados para dar suporte à unidade varejista do grupo, serão ampliados nesses Estados.

Fast-food saudável Mr. Fit chega em Várzea Grande (MT)

A Mr. Fit, rede de fast-food saudável, inaugura sua primeira unidade em Várzea Grande, município vizinho de Cuiabá, capital do estado do Mato Grosso. A nova unidade é localizada no Várzea Grande Shopping e oferece cardápio repleto de alimentação natural por um preço acessível a todos os públicos. Entre as opções estão: refeições, lanches, wraps, omelete, caldos, tapioca, açaí, salgados e shakes fit, brigadeiro de biomassa, suco, chás e café.

Corretora Barela aposta em franquia para vender seguros e planos de saúde para PMEs

A Barela, que lidera o mercado doméstico de consultoria e venda de seguros e planos de saúde para pequenas e médias empresas, está investindo no modelo de franquias para ampliar sua capilaridade no mercado brasileiro. A corretora existe desde 1995 e em 2014 foi adquirida pela It´sSeg, uma gigante do setor que tem entre seus investidores Thomaz Menezes, ex-presidente da SulAmérica Seguros e o fundo inglês Actis.

“A venda de seguros e pacotes de benefícios para empresas de menor porte ainda não é feita de forma consultiva do Brasil. É um mercado fragmentado e operado por pequenos corretores, muitos deles não especializados. Vamos ocupar este nicho levando tecnologia, expertise e capacidade de negociação”, diz Marcelo Leite, diretor da Barela.

A expectativa da empresa é inaugurar cerca de 500 franquias nos próximos cinco anos no país. “Queremos atrair profissionais experientes, como ex-executivos de seguradoras e ex-gerentes de bancos que queiram inaugurar uma nova fase na vida profissional como empreendedores”.

A primeira franquia da Barela foi inaugurada em julho de 2017. Hoje a empresa já opera 52 unidades. A companhia tem cerca de 20 mil empresas clientes e administra uma carteira com cerca de 100 mil vidas. “Há uma demanda forte de mercado, impulsionada pela necessidade de redução de custos com benefícios nas empresas que só uma venda consultiva consegue entregar”, avalia Leite.

Há dois modelos de franquia da Barela. O interessado pode optar por desenvolver suas atividades em atendimento home office ou abrir um escritório da marca. A franqueadora cuida da padronização do mobiliário e das instalações. O investimento para loja ou sala comercial gira em torno de R$ 25.000,00 na padronização, sem considerar as despesas mensais, enquanto no sistema home office é aproximadamente de R$ 2.000,00 para compra de equipamentos adequados ao trabalho.

A qualificação do franqueado inclui treinamento inicial com 100 horas de duração numa jornada que inclui análise de mercado, legislação, sistemas, produtos, operação, gestão financeira, gestão de pessoas, técnica de vendas e marketing.

A Barela também oferece curso de formação na Superintendência de Seguros Privados (Susep), software de gestão de oportunidade de negócios e contatos iniciais para treinamento prático de atendimento e vendas, além de extranet com acesso a peças de marketing e comunicação, comissões, entre outras ferramentas.

Exportações do agro em alta de quase 6% ultrapassam US$ 100 bilhões

Brasília – As exportações do agronegócio atingiram o valor recorde nominal de US$ 101,69 bilhões em 2018, com crescimento de 5,9% em relação aos US$ 96,01 bilhões exportados em 2017. O recorde anual anterior ocorreu em 2013, quando o país exportou US$ 99,93 bilhões em produtos do setor.

De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), as vendas para a China explicam o comportamento da balança do agro. As exportações para o país aumentaram US$ 9 bilhões. O valor supera o aumento US$ 5,67 bilhões registrado no mercado externo de alimentos como um todo.

No complexo soja, o grão foi o principal produto exportado com volume recorde de 83,6 milhões de toneladas. Segundo o boletim da Secretaria, o incremento na quantidade exportada não ocorreria sem a forte demanda chinesa. O consumo chinês cresceu de 53,8 milhões de toneladas, em 2017, para 68,8 milhões de toneladas, em 2018, com aumento de 15 milhões de toneladas de soja em grãos.

Já o comércio de carne bovina in natura atingiu volume recorde na série histórica iniciada em 1997. No ano passado, foram exportadas 1,35 milhão de toneladas (+12,2%). Foram vendidas para a China 322,3 mil toneladas com acréscimo de 111,1 mil toneladas em relação a 2017.

Outro produto que teve desempenho favorável, nos últimos 12 meses, foi a celulose, dentro do segmento de produtos florestais. A celulose obteve valor recorde de US$ 8,35 bilhões (+31,5%), também em quantidade, chegando a 15,3 milhões de toneladas (+10,6%).

Também a demanda chinesa explica em grande parte esse incremento. O país asiático aumentou as aquisições para 6,5 milhões de toneladas de celulose em 2018 (+20%).

A participação do Agronegócio representou 42,4% do total das vendas externas brasileiras no ano.

As importações do agro registraram retração de 0,8%, somando US$ 14 bilhões. Como resultado, o saldo da balança comercial do setor foi de US$ 87,6 bilhões (+7,1%)

A divulgação dos dados da Balança Comercial do Agronegócio, elaborados pela Secretaria Comercial e Relações Internacionais, foi feita nesta sexta-feira (18).