Brasil, Rússia, China e Índia lideram medidas protecionistas, segundo UE

A Rússia, seguida pelo Brasil, China e Índia foram os países nos quais a União Europeia (UE) detectou mais obstáculos ao livre comércio em 2016 e denunciou um aumento de 10% em medidas protecionistas. Os dados constam do relatório anual sobre barreiras comerciais da Comissão Europeia (CE) apresentado nesta segunda-feira (26). A informação é da agência EFE.

O documento contabilizou até 372 medidas restritivas em 51 países de fora do bloco, entre as quais 36 restrições foram criadas no ano passado e afetaram 27 bilhões de euros em exportações europeias (1,6% do total das exportações).

“É preocupante que países integrantes do G20 [grupo dos países mais industrializados e emergentes] mantenham o maior número de barreiras comerciais”, afirmou a comissária europeia de Comércio, Cecilia Malmström. Segundo ela, a União Europeia pedirá na próxima cúpula do G20 em Hamburgo que estes países “resistam ao protecionismo”.

Apesar dos compromissos contra o protecionismo assumidos pelo G20 na sua cúpula de setembro do ano passado, na China, a CE ressaltou que os dez países com o maior número de barreiras comerciais são integrantes do grupo.

Ranking

À frente do ranking está a Rússia, com até 33 medidas protecionistas, das quais 16 aplicadas diretamente nas fronteiras e 14 além delas (restrições a serviços, investimentos, licitações públicas, propriedade intelectual ou injustificadas barreiras técnicas ao comércio), e três subsídios que distorcem a troca comercial.

Em seguida aparecem o Brasil, a China e a Índia, com 23 barreiras comerciais cada, sendo que, no caso brasileiro, 14 se referem a medidas impostas além das fronteiras. Outros países que impuseram dez ou mais barreiras ao comércio e a investimentos foram Indonésia (17), Coreia do Sul (17), Estados Unidos (16), Argentina (16), Turquia (15), Austrália (13), Tailândia (11), Vietnã (11), Chile (10) e México (10).

Por outro lado, a maioria das novas medidas protecionistas introduzidas em 2016 foi aplicada por Rússia, Índia, Suíça, China, Argélia e Egito.

Além de medidas horizontais, foram registrados obstáculos em 13 setores de atividade econômica, principalmente os de bebidas alcoólicas e o de agricultura e pesca.

A Comissão Europeia também destacou que sua estratégia de acesso a mercados permitiu eliminar até 20 obstáculos que prejudicavam exportações europeias e representavam 4,2 bilhões de euros em 12 países.

Alguns dos países onde a CE conseguiu eliminar estas barreiras foram Coreia do Sul, China, Israel e Ucrânia, e os setores que mais se beneficiaram dessa ação foram os de alimentação e bebidas, automação e cosméticos.

Brasil e Israel ampliam mecanismo de cooperação entre empresas

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, lançou hoje (26), em Jerusalém, com o ministro da Economia e Indústria israelense, Eli Cohen, e o presidente da Autoridade Israelense de Inovação, Aharon Aharon, a expansão do mecanismo de projetos conjuntos entre empresas dos dois países.

Marcos Pereira também assinou o edital que amplia as opções que os empresários brasileiros interessados passam a ter para participar dos projetos conjuntos entre os dois países em tecnologia e inovação. O documento será publicado amanhã (27) no Diário Oficial da União.

Segundo o secretário de Inovação e Novos Negócios do ministério, Marcos Vinícius Souza, a novidade é que, além do financiamento, será oferecido um mecanismo de subvenção aos participantes da concorrência. Para participar, é preciso apresentar um projeto inovador e que envolva o desenvolvimento das tecnologias dos dois países.

O mecanismo de cooperação entre as empresas brasileiras e israelenses está em sua quarta edição. Do lado brasileiro o financiamento vem do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Do lado israelense, vem do governo do país.

Missão internacional

Marcos Pereira está em Israel desde o fim de semana. O ministro participa de uma missão internacional que também terá visitas a Portugal e Espanha. Um dos objetivos da viagem é conhecer experiências em indústria 4.0, um tipo de indústria com uso intensivo de tecnologia e que é conhecida como a indústria do futuro.

Pereira e a comitiva brasileira também visitaram, em Israel, a Yissum, empresa de transferência de tecnologia da Universidade de Jerusalém, e a Usina de Sorek, maior planta de dessalinização do mundo.

Brasil registra crescimento de 87% no mercado de fintechs

Há cerca de três anos, as fintechs, startups com sistemas para facilitar a gestão financeira de pessoas e empresas, estão transformando o mercado. O modelo de negócio deu certo e o Brasil, de acordo com a pesquisa do FintechLab, registrou crescimento de 87% desse tipo de empreendimento só no último ano.

Taxas mais baixas que bancos tradicionais, agilidade nas transações, facilidade de gerenciamento dos recursos e opção de serviços online. As fintechs apostam em soluções simplificadas, de fácil acesso e custo reduzido.

A expansão da atividade transformou o Brasil em líder do segmento na América Latina, segundo estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Dados do banco indicam que 32,7% do mercado na região está no país.

BNDES aprova financiamento de R$ 2,6 milhões para empresa de games

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 2,6 milhões para Sioux Serviços de Informática realizar seu plano de investimentos 2016-2018, no valor total R$ 5 milhões. O apoio do BNDES corresponde a 51% do investimento total e faz parte do programa para Desenvolvimento da Economia da Cultura (BNDES Procult).

Estima-se que o projeto da Sioux apoiado pelo BNDES ampliará em 50% os postos de trabalho na empresa, em áreas como planejamento, design de jogos, projeção gráfica 3D, programação, suporte, gerenciamento de projetos e assessoria de imprensa, entre outras.

No Brasil, a base produtiva da indústria de jogos digitais é formada, na maior parte, por micro e pequenas empresas. Pesquisa da USP realizada em 2014 com 133 empresas nacionais apontou que 75% delas declararam receita anual inferior a R$ 240 mil.

Estratégia

O financiamento do BNDES à Sioux pressupõe o fortalecimento da indústria de games por meio de três estratégias principais: utilização de games na transmissão de conhecimento, ao apoiar a plataforma Ludos Pro e o portal Brincando na Rede; aprimoramento na comercialização dos jogos desenvolvidos por empresas brasileiras, por meio de sua atuação como publicadora; e desenvolvimento de novos modelos de negócios que permitam a geração de propriedade intelectual própria, tal como o Moovieplay.

Mercado

O mercado global de games envolve cerca de 2,2 bilhões de consumidores e gerou, em 2016, cerca de US$ 101 bilhões em receitas, segundo dados da pesquisa The Global Games Market 2017, da empresa Newzoo. A mesma pesquisa prevê taxa de crescimento anual de 6,2% entre 2016 e 2020. As plataformas móveis (celulares e tablets) são as que mais atraem os desenvolvedores brasileiros de jogos digitais, pelo menor patamar de barreiras ao desenvolvimento.

Os melhores conselhos para um empreendedor de primeira viagem

Quem decide empreender sabe que está prestes a trilhar um caminho nada fácil, com diversos obstáculos pelo caminho. E uma das características marcantes desta caminhada é que aprende-se muito mais na prática do que com a teoria.

Porém, isso não quer dizer que quem está começando agora não possa tirar proveito do conhecimento de quem já tem mais experiência.

Em um post na rede social Quora, vários empreendedores com mais experiência responderam à seguinte pergunta: Qual conselho você daria para um empreendedor de primeira viagem?

Foram selecionadas algumas das melhores respostas, que você confere a seguir:

1 – Aprenda a falar em público

Se existe uma habilidade universal e crítica para qualquer situação é a habilidade de se comunicar verbalmente de forma efetiva. Essa é a habilidade que eu vejo em comum entre todos os grandes empreendedores que eu conheci – e também é uma habilidade pouco desenvolvida na maioria dos adultos.

Tim Westergren, fundador da Pandora

2 – Tenha um propósito

Grandes empresas têm um ponto de vista, e não apenas um produto. Um propósito para existir que emana de tudo o que elas fazem.

O ponto de vista de uma empresa é o lugar onde a paixão da equipe pelo seu trabalho encontra um propósito maior. Esse propósito se relacionará com um público maior que compartilha as suas crenças sobre o futuro. Estes serão seus clientes mais apaixonados e as suas melhores contratações.

Scot Chisholm, CEO e cofundador da Classy

3 – Descomplique

As pessoas sempre deixam o empreendedorismo mais complicado do que ele realmente é. Em geral, as pessoas me perguntam: ‘Se eu tiver uma ideia, devo patenteá-la?’, ‘Se eu tiver uma ideia, devo contratar um advogado?’, ‘Se eu tiver uma ideia, como eu encontro um bom sócio?’, ‘Se eu tiver uma ideia, você me apresenta para algum investidor ou pode investir no meu negócio?’.

Todas essas são perguntas ruins. Eu pergunto de volta:

‘Você já tem o mínimo produto viável?’, ‘Você tem usuários, ou clientes pagantes, ou seja, alguém quer pagar pelo que você tem a oferecer?’ Então, o melhor conselho é ser capaz de responder ‘sim’ para essas duas questões antes de perguntar qualquer coisa.

James Altucher, escritor, empreendedor e investidor

4 – Questione seus motivos

Se eu puder dar apenas um conselho seria: Não siga cegamente a moda do empreendedorismo. Seja verdadeiro consigo mesmo e tente descobrir o que você realmente quer ser na vida. Você realmente quer ser um empreendedor?

Muitas vezes ser empreendedor é absolutamente incompatível com as coisas que nós realmente queremos alcançar na vida. Muitos de nós simplesmente queremos uma vida relaxada e descontraída, sem muitas preocupações e com dinheiro suficiente para fazer o que queremos.

Se essa é a sua meta, ser um empreendedor provavelmente é a pior decisão que você poderia tomar. Se você não está 150% comprometido com a sua ideia, seu projeto, seu produto, ou mesmo com o fato de se tornar empreendedor, isso vai te matar com o tempo.

Yann Girard, empreendedor

5 – Seja realista

Nos últimos anos, conversei com muitos jovens empreendedores que querem ter seu próprio negócio por razões similares aos dos jovens atores que ainda sonham com Hollywood. Eles querem o glamour, as festas na piscina e o reconhecimento de seu nome.

Eles veem programas como Silicon Valley e caras como Mark Zuckerberg… e eles acreditam que as conexões certas e alguns livros vão levá-los ao topo. Os gigantes da tecnologia existem, mas para cada um deles existem centenas de milhares de empreendedores que falharam.

O que todos o que querem empreender deveriam saber é isso: empreender é difícil, provavelmente a coisa mais difícil que você fará na vida. Então, a não ser que você esteja disposto a escalar montanhas de adversidade por anos, não vá por esse caminho.

Daniel L Jacobs, cofundador e CEO da Avanoo

6 – Conheça seu público

Para mim, há apenas um conselho: conheça o seu público e o alimente. Todo mundo fala sobre vantagem competitiva, plano de negócios e estratégias de marketing. Na minha experiência, nada é melhor do que saber exatamente a quem você quer servir (porque um negócio sempre serve a alguém, seja com um produto ou um serviço).

Eni Oken, da Bizies.com

7 – Não tenha medo de errar

Começar o negócio da sua vida não é fácil, mas não tenha medo. Você sempre pode mudar tudo e começar de novo.

Apenas comece. Tente, você nuca vai saber antes de tentar. E você pode sempre começar de novo. E permita-se cometer erros. É difícil escolher o negócio da sua vida, mas você pode fazer um pequeno projeto e desenvolver habilidades empreendedoras.

Sophie Bagaeva, fundadora da Logomachine.net

8 – Controle seu tempo e meça seu progresso

O empreendedorismo está cheio de liberdade. Liberdade para se dar o título que você quiser, encontrar quantas pessoas quiser para tomar um café, programar o quanto quiser e desenhar quantos logos achar necessário.

Porém, no fim das contas, somos definidos por aquilo que conquistamos. Se nós fomos capazes de fazer aquilo que nos propusemos. E muitas vezes nós nos sabotamos ao não sermos diligentes na hora de alocar o nosso tempo e ao termos medo de medir os aspectos do nosso negócio que sabemos serem mais frágeis.

Os empreendedores são muito diferentes entre si, cada com suas qualidades e fraquezas. Por isso não posso recomendar nada mais universal do que controle seu tempo e meça o seu progresso.

Marcus Whitney, co-fundador da Jumpstart Foundry

9 – Esqueça os investidores (por um tempo)

Não perca o seu tempo procurando investimento. Buscar investimento é uma perigosa perda de tempo para jovens startups. Eu vi muitas startups, inclusive a minha, se consumirem tanto em reuniões com investidores e se preparando para entrevistas com aceleradoras que elas perderam o foco em seu produto e em seu cliente.

Cada minuto que você gasta falando com investidores é um minuto que você poderia usar melhorando o seu produto ou encantando seus clientes. Pensando de forma realista, você precisará de 50 reuniões para despertar o interesse de cinco investidores. Se você é uma startup ainda em início de operação, não consigo pensar numa forma mais épica de perder tempo. Eu perdi seis meses do meu precioso tempo procurando por investidores na Índia.

Pintu Singha, empreendedor

10 – Esqueça Zuckerberg

Apesar do que a mídia nos leva a acreditar, você não precisa ser o criador do iPhone ou do Facebook ou do carro elétrico para ter algo único para oferecer para o mundo.

Algumas ideias simplesmente oferecem algo que já existe, só que mais barato e melhor. Algumas ideias buscam resolver um problema existente de um jeito ligeiramente diferente. E, sim, algumas ideias são totalmente novas e revolucionárias.

Onde quer que a sua ideia esteja neste espectro, isso é bem menos importante do que por que você e o seu negócio estão unicamente posicionados para oferecer aos seus clientes algo que eles simplesmente não podem conseguir com mais ninguém.

Evian Gutman, fundador e CEO do Padlifter.com

3CON apura crescimento de 15% no primeiro trimestre

São Paulo – A 3CON, consultoria brasileira de TI, anuncia que apurou um crescimento de 15% no primeiro trimestre deste ano e que reconhece nesse resultado um reaquecimento do mercado. De acordo com Genivaldo Araujo, diretor presidente da 3CON, clientes tradicionais retomaram projetos adiados e novos clientes foram conquistados no período. “Estamos satisfeitos com esse início de ano. Em 2016, crescemos apenas 5%, mas não houve retração. No entanto, esse crescimento de 15% no primeiro trimestre já demonstra um retorno aos patamares normais do mercado. Só não crescemos mais porque tivemos que ser seletivos em relação a alguns projetos.”, analisou.

Segundo o executivo, a área de desenvolvimento de sistemas continua sendo a principal a puxar o faturamento. “Continuamos fortes em fábrica de software e manutenção de sistemas, suporte técnico, performance e qualidade de aplicações”. Ele conta que a maior fatia do faturamento veio de projetos da TI tradicional, mas que as soluções de transformação digital têm mostrado um crescimento importante pela rapidez de provar seu valor e o retorno de investimento. Além disso, tem sido responsável pela captação de novos clientes em nichos até então pouco explorados pela empresa, como serviços, indústria, logística, entre outros,

Para o diretor, os ganhos dos usuários com as soluções da TI tradicional são lineares. Já as soluções ligadas à transformação digital são disruptivas e com ganhos exponenciais. Como exemplo, ele cita o OfficeTrack e o AppDynamics, aplicativos que fazem parte do menu da 3CON. “Eles promovem uma forma mais eficiente de realizar determinados trabalhos, o que faz com que os ganhos das empresas sejam muito grandes. Assim, é mais fácil mostrar o retorno do investimento, mais fácil vender e entrar em novos clientes. As empresas, via de regra, já têm seus fornecedores para a TI tradicional e, muitas vezes, já estão satisfeitas, mas quando oferecemos uma solução nova, com a qual obterá grandes ganhos, então as portas se abrem”, descreveu.

Em se tratando de mercados verticais, o varejo foi o segmento para o qual a 3CON mais vendeu, mas reportou expansão também na área financeira, especialmente pelo lançamento do 3FMS, uma solução especialmente criada para corretora de valores. Também contabilizou aumento no número de clientes. “Há dois anos faturávamos 50 clientes por ano. Hoje, são mais de 100. Isto é, dobramos o número de clientes ativos. Esse crescimento se deu, principalmente pela venda dos aplicativos OfficeTrack e AppDynamics e grandes projetos do menu tradicional de TI”, disse.

Para o resto do ano, a expectativa é manter o crescimento na casa dos dois dígitos, com o mix de soluções novas e tradicionais, incluindo a fábrica de software que desenvolve soluções ágeis para plataforma web e mobile. Além disso, o time 3CON reforçará a venda de soluções para as áreas financeira e de segurança, como o 3X Security, uma suíte robusta para combater fraudes e invasões, seja na plataforma mainframe ou web. “Um dos maiores problemas da internet das Coisas (IoT) e do Big Data é a segurança e acreditamos que existe um mercado considerável nesse nicho para nos próximos anos”, encerrou.

Drogarias Pacheco e Drogaria São Paulo abrem 40 vagas para PCD

São Paulo – O Grupo DPSP – administrador das marcas Drogarias Pacheco e Drogaria São Paulo – está com 40 vagas de emprego para pessoas com deficiência que tenham interesse em atuar como auxiliar de atendimento ao público, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Para participar do processo seletivo é preciso ter ensino fundamental completo e idade mínima de 18 anos. A experiência com atendimento ao público não é exigida, mas pode ser um diferencial do candidato. Os currículos podem ser encaminhados para: andreia.barbosa@dpsp.com.br . A empresa oferece salário, vale transporte, vale alimentação, vale farmácia, cesta básica, assistência médica e odontológica, além de plano de carreira.