Brasil cria 889 mil empresas no 1º tri, recorde para o período em 20 anos

São Paulo – A criação de novas empresas bateu recorde no primeiro trimestre deste ano, segundo a Serasa Experian. Dados do Indicador de Nascimento de Empresas apontam que foram registrados 889.003 novos empreendimentos no acumulado dos três primeiros meses deste ano, o maior número observado para o período desde 2010, início da série histórica da companhia. O volume constatado no primeiro trimestre de 2020 é 17,1% superior ao de igual período de 2019, quando 759.257 novas empresas haviam sido abertas.

Quando considerado apenas o último mês de março, o surgimento de novas empresas aumentou em 24,0%, a maior expansão do ano. Já na passagem de fevereiro para março, sem ajuste sazonal, houve uma alta de 10,4%.

Em cada dez empresas criadas entre janeiro e março deste ano, sete (69,6%) atuam no segmento de serviços. O comércio responde por uma fatia de 21,8% dos novos empreendimentos, ao passo que as indústrias representam 7,4% do total de empresas abertas em 2019.

Na avaliação do economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, a necessidade de gerar renda em meio ao desemprego tem sido um dos principais motivadores da atividade empreendedora no país. “O custo de abrir o negócio é um fator que pesa na decisão dos novos empreendedores. Despontam aquelas empresas que exigem pouco investimento para equipamentos, não precisam de ponto comercial para funcionar e que dependem, basicamente, da mão de obra do empreendedor”, analisa Rabi.

700 mil novos MEIs

Os microempreendedores individuais (MEIS) são a maior parcela dos negócios criados no primeiro trimestre deste ano. Com um crescimento de 11,8% na comparação com o mesmo período do ano passado, elas representam 79,3% das aberturas, o que contabiliza 707.022 novos CNPJs que se encaixam nesta natureza jurídica.

As empresas classificadas como Sociedades Limitadas tiveram um crescimento robusto no último trimestre, com um avanço de 60,4% na abertura de novos empreendimentos, mas representam apenas 8,5% do universo de novos negócios, o que significa 75.939 empresas criadas no período. Já as Empresas Individuais perderam espaço no último trimestre, com uma queda de 13,2% – respondendo por uma fatia de 4,1% total de empresas abertas no último trimestre (36.058 novos empreendimentos no período).

Para Rabi, o atual cenário de aumento das demissões em virtude dos impactos do isolamento social sugere que o indicador deverá crescer nos próximos meses, impulsionando a criação de MEIs, modalidade mais comum entre pessoas que recorrem ao empreendedorismo por necessidade. “Pessoas que perderam o emprego neste momento de incertezas econômicas buscam no empreendedorismo e no trabalho por conta própria, geralmente feito de casa, uma saída para voltar ao mercado”, analisa.

Estados do Norte lideram

Dos cinco Estados que lideram o ranking abertura de novas empresas do último trimestre, três estão localizados na região Norte: Amazonas (46,9%), Pará (35,2%) e Roraima (31,9%). A lista ainda conta com Sergipe em terceiro lugar (32,1%) e Maranhão em quinto (31,7%). O Estado que apresentou o avanço mais modesto no nascimento de empresas é a Bahia, com alta de 7,8%.

Embora a região Sudeste tenha apresentado o menor crescimento de novas empresas no primeiro trimestre deste ano (14,7%), ela detém, em números absolutos, a maior quantidade de novos negócios: 462.555. O Norte, com 45.248 empresas criadas no período, desponta na liderança do crescimento, com uma alta de 30,7%. Depois aparecem o Sul (20,2%), Centro-Oeste (20,0%) e Nordeste (16,2%).

Contratação de crédito rural cresce 30% no Brasil

Na safra 2019/2020, a contratação de crédito rural no Brasil cresceu 30%, chegando a R$ 225 bilhões, segundo o Ministério da Agricultura. Os recursos são do Plano Safra 2019/20, de Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), de aquisições de Cédulas de Produto Rural (CPRs) e de operações com agroindústrias.

Emitindo CPRs eletrônicas, a agtech Bart Digital (www.bartdigital.com.br) disponibilizou durante a pandemia a versão beta da plataforma Ativus, uma ferramenta tecnológica construída para emitir títulos agrícolas eletrônicos, realizar assinatura digital, e ainda, enviar para registro, tudo de forma digital.

A antecipação do lançamento da ferramenta contribuiu com a continuidade das operações de financiamento ao produtor rural, garantindo que os insumos chegassem ao campo na época certa, mesmo com a necessária reclusão social temporária por conta do coronavírus

Na prática, qualquer pessoa ou entidade interessada pode usufruir do sistema Ativus, no entanto, neste primeiro momento, a startup vem priorizando solicitações de produtores rurais, cooperativas e distribuidores de insumos, que têm um ciclo de formalização de garantias anterior às indústrias.

“O planejamento inicial era de, até julho, disponibilizar o Ativus apenas para alguns clientes que nos ajudariam a validar a usabilidade e o modelo de negócio. No entanto, ao refletir sobre a situação atual do país e os possíveis reflexos na próxima safra, entendemos que a plataforma pode ser uma ferramenta útil para mitigação dos efeitos da crise, já que todo o processo é feito de forma eletrônica”, explica Mariana Bonora, CEO da Bart Digital. “O agronegócio não pode parar, ele é um importante pilar da nossa economia, e nossos alimentos percorrem o mundo”, pondera.

Bonora ressalta que a empresa tem tido bons resultados na interação com os cartórios, mesmo aqueles que nunca registraram títulos eletrônicos. “Há cartórios pouco familiarizados com os registros eletrônicos, mas todos têm se mostrado abertos, então frequentemente temos a oportunidade de trocar experiências e encontrar novas soluções. Essas entidades também têm total liberdade para nos acionarem, e assim pensarmos em conjunto como otimizar as relações rurais”, detalha a fundadora da agtech.

Startup acelerada pelo FIEMG Lab é comprada por grupo catarinense

A Mvisia, que faz parte do grupo de startups aceleradas pelo FIEMG Lab 4.0 e é especializada em soluções de inteligência artificial aplicada à visão computacional para a indústria, foi comprada pela WEG S.A. A empresa, que passa a ter 51% do capital social da startup, está localizada no município de Jaraguá, Santa Catarina, e atualmente é considerada uma das maiores fabricantes de equipamentos elétricos do mundo.

A WEG é um dos destaques no ramo de Visão Computacional para a indústria, possuindo softwares e sistemas de visão próprios, com forte know-how em aplicações de processamento embarcado e algoritmos de machine learning para vídeos e imagens, com integração aos sistemas MES utilizados na indústria, bem como no processamento em nuvem via dispositivos móveis ou integrado a plataforma aberta WEGnology.

“A nossa proposta de valor é tirar informações de imagens e vídeos utilizando técnicas de inteligência artificial e machine learning. Fazemos isso de uma forma rápida e simples”, explica Fernando Lopes, diretor administrativo da startup. A Mvisia tem como principais produtos uma plataforma de visão computacional e uma linha de câmeras inteligentes, em que se consegue fazer análise de vídeos em tempo real, sem precisar de conexão com a internet ou uma grande estrutura de suporte.

Lopes conta que a negociação com a Weg começou em janeiro deste ano e que o contrato só foi fechado agora, devido a crise causada pela pandemia do novo coronavírus. “A Weg é uma empresa brasileira, que trabalha com tecnologia nacional de ponta e, por isso, a proposta nos alegrou muito”.

O grupo catarinense adquiriu 51% da startup, mas que a manterão os sócios, a equipe e a marca originais. “Mantivemos nossa autonomia e agora temos, por trás, uma grande estrutura. Estamos muito contentes com essa nova fase e batalhamos por isso durante cinco anos. Agora somos o braço da divisão computacional do Grupo WEG”, comemora.

O programa de aceleração da FIEMG é voltado para startups com soluções industriais (indtechs) que promove o desenvolvimento de novas tecnologias e funciona como um hub de inovação aberta aplicada para a indústria. “Foi quase um ano de aceleração no FIEMG Lab e posso considerar que foi a melhor aceleração que já passamos”, afirma Lopes, pontuando que a experiência foi completa, com riqueza de aprendizado e de convivência.

“Estruturamos muitas coisas com o conhecimento adquirido e fizemos muitas conexões”, ressaltou salientando a importância de programas de conexões entre a indústria e agentes de inovação, como o FIEMG Lab. “Só assim conseguiremos mudar o cenário atual e sermos, finalmente, o país do futuro. Isso só depende de nós e de iniciativas pessoais”, pontua diretor administrativo da Mvisia.

TSB MICE firma parceria com 1900 Pizzeria

São Paulo – A TSB MICE anuncia a 1900 Pizzeria como mais uma marca parceira das experiências sensoriais oferecidas ao público por meio da BoXXperience – plataforma on demand de interação à distância lançada recentemente pela agência. A rede de pizzarias com 37 anos de tradição na capital paulista entra para a carteira de fornecedores oficiais da plataforma, que conta com importantes marcas de vários segmentos, como Nestle, Yoki, Orfeu, Easy Drinks, Alessandra Tonisi e Patê Maison.

E aproveitando o lançamento da nova marca 1900 e o Dia da Pizza – comemorado desde 1985 no dia 10 de julho – a TSB MICE fará uma ação de relacionamento com 80 importantes clientes das duas marcas com uma degustação dos dois principais sabores da 1900 Pizzeria e cervejas Goose Island, especialmente harmonizadas pelo sommelier de cervejas, João de Freitas, do Blog RockYourBeer.

Os clientes receberão em casa uma BoXXperience inédita, com massas pré-assadas, ingredientes exclusivos da 1900 e uma videoaula especial do Erik Momo, sócio da pizzaria, contando os segredos das pizzas mais saborosas de São Paulo. A proposta é comemorar a data colocando a mão na massa literalmente para fazer a legítima pizza “à moda da casa”.

A BoXXperience é uma plataforma com Data insights para qualquer situação, que oferece viagens, celebrações, reuniões e presentes em casa, valorizando a humanização das relações além da estratégia digital.

Cargill passa a produzir somente com energia eólica no Norte e Nordeste do Brasil

São Paulo – A Cargill está investindo em energia eólica para abastecer as plantas de Ilhéus e Barreiras, na Bahia, e para os terminais portuários de Miritituba e Santarém, no Pará. O PPA (Power Purchase Agreement) de 10 anos de fornecimento foi assinado com a empresa Omega Energia, que investe em energia 100% limpa e renovável, com a premissa de criar valor tangível para todos seus stakeholders.

O PPA celebrado entre as empresas constitui projeto a ser implantado na região Nordeste, onde a Omega opera um amplo portfólio de ativos eólicos. Com esse investimento, a Cargill terá uma economia estimada em US﹩ 11 milhões no período e 10.547 toneladas métricas de CO2 evitadas anualmente (quantidade equivalente à energia gasta em 1.217 residências por um ano). Para o presidente da Cargill no Brasil, Paulo Sousa, “projetos de energia renovável externos, como este projeto de PPA com a Omega, representam um componente vital do portfólio de energia em expansão da Cargill e nossos esforços para reduzir nossas emissões de gases de efeito estufa. Para cumprir nossas metas climáticas, estamos focados em operar com mais eficiência, avançar em energias renováveis locais e diminuir o impacto ambiental nas localidades onde atuamos”, explica o executivo.

“A Cargill está demonstrando seu compromisso com presente e futuro sustentáveis e ficamos honrados em fazer parte dessa iniciativa que vai ao encontro da nossa missão. Prezamos muito pelas relações de parceria e longo prazo aqui na Omega, e isso acontece naturalmente quando exercemos o melhor do nosso papel: trabalhar com nossos clientes para construir soluções de negócio rentáveis e com propósito compartilhado. Encontramos essa sintonia com a Cargill que, com sua meta de sustentabilidade, colabora para atingirmos a vocação de sermos um país com empresas fortes e com produção ambientalmente responsável” afirma Fabiana Polido, Diretora Comercial e de Trading da Omega Energia.

A iniciativa está estruturada dentro da meta apresentada pela Cargill de reduzir as emissões absolutas de gases de efeito estufa em todas as suas operações em 10% até 2025, conforme medido em relação à linha de base de 2017, e alinhado ao Acordo de Paris e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. A Cargill também tem como objetivo a redução do impacto de sua cadeia de suprimentos eliminando 30% das emissões por tonelada de produto até 2030. Esses objetivos são aprovados pela Science Based Target Initiative (SBTi), o padrão globalmente aceito para garantir que os objetivos de redução de emissões de gases de efeito estufa estejam alinhados com o Acordo Climático de Paris.

Rede Multimercados foca expansão na Região Sul

A rede Multimercados iniciará as atividades de um novo supermercado em Caxias do Sul, município do Rio Grande do Sul. Com previsão de inauguração para o mês de outubro, a loja seguirá o conceito “Villagio”, em que açougues, padarias e alguns outros setores têm produtos e atendimento diferenciados, afirma a rede. Situada no bairro Colina Sorriso, a unidade contará com 1,6 mil m² e deve gerar 40 empregos. A rede já possui três filiais que operam no formato Villagio, localizadas nos bairros Iguatemi, São Caetano e Centro. Ao todo, são 22 operações em cinco cidades do Rio Grande do Sul, sendo 15 em Caxias.

Grupo Bahamas constrói 3ª loja em Muriaé (MG)

O Grupo Bahamas anunciou a abertura de uma loja no município de Muriaé (MG). A unidade, que será a terceira do varejista na cidade, contará com a bandeira Bahamas Supermercado. Será investido o valor de aproximadamente R$ 21 milhões. O ponto de venda terá 1.025m² de área de vendas, localizado no bairro Prefeito Hélio Araújo, na Avenida Vicente Alves. Além disso, no espaço acima da loja, serão construídos 99 apartamentos. Muriaé tem duas lojas da empresa, o Bahamas Mix, inaugurado em 2013 e o Empório Bahamas, aberto em 2016. A inauguração está prevista para o primeiro semestre de 2021. O Grupo Bahamas tem cerca de 60 lojas.

Rede Cobasi implementa novos serviços no aplicativo

Com 103 lojas em dez estados, a varejista pet Cobasi desenvolveu uma nova versão para seu aplicativo. Disponível para sistemas Android e IOS, a plataforma passa a contar com duas novas funções: Monitoramento do Pedido, em que o usuário acompanha o status e a localização de sua compra, e Gestão de Assinatura, na qual o cliente pode ver quais produtos assina, acrescentar ou cancelar a assinatura de um produto e mudar o período de recebimento. Segundo a rede, o aplicativo foi elaborado por meio da tecnologia PWA, que oferece melhor usabilidade, ocupa menos espaço no celular e carrega as páginas mais rápido, em relação à versão anterior.

Montenegro (RS) receberá 1ª unidade do Supermercado Asun

Depois de anunciar uma nova unidade em Viamão (RS), o Asun Supermercados investe na construção de sua primeira filial no município gaúcho de Montenegro. A loja será instalada na região central da cidade, na rua Capitão Cruz, e contará com aproximadamente 2 mil m², 10 checkouts, estacionamento para 90 veículos e sistema de energia próprio. Com previsão de inauguração para 2021, o estabelecimento vai gerar 80 empregos diretos. Com o novo endereço, o Asun Supermercados chegará a 32 operações distribuídas pelo Rio Grande do Sul.

Transações online aumentam na AL e Caribe

O número de transações de e-commerce realizadas em maio pelos consumidores da região da América Latina e Caribe, quando comparado às médias de janeiro e fevereiro de 2020, subiu 6 pontos percentuais na categoria de gastos essenciais, que inclui alimentos, mercadorias em geral, despesas médicas e supermercado. É o que diz um levantamento da Visa realizada pela Visa Consulting & Analytics (VCA), sua consultoria estratégica. Além disso, o número de transações de débito realizadas via e-commerce na região subiu 8 pontos percentuais.

O percentual anual de mudança no número de transações realizadas online vs. o número de transações realizadas presencialmente foi 5,8 vezes mais alto em maio de 2020, quando comparado à média de janeiro e fevereiro de 2020, o que mostra uma aceleração no uso de pagamentos digitais online por parte dos portadores de cartão da região no período analisado, durante a pandemia de COVID-19.

A análise é realizada com base nos dados transacionais da VisaNet de janeiro a maio de 2019 e de 2020, comparando o número de transações semana a semana durante o período acima citado. A análise inclui países e territórios da região América Latina e Caribe.