Exportação de carnes cai em Mato Grosso

O volume de carnes enviadas por Mato Grosso ao mercado externo caiu 8,69% no 2º trimestre de 2017, quando comparado ao 1º trimestre. Também houve retração de 5,21% no valor das exportações, que caiu de US$ 340,706 milhões no 1º trimestre para US$ 322,925 milhões no 2º. Na próxima quinta-feira (17), a deflagração da Operação Carne Fraca completa 5 meses.

As investigações de fraudes pela Polícia Federal sobre os frigoríficos deu início a uma séria crise de imagem do Brasil como fornecedor de proteína perante os principais mercados consumidores do mundo. Desde a operação, vários exportadores embargaram o produto nacional, situação da qual o país começou a se recuperar nos meses seguintes, com a retomada das vendas e reabertura dos mercados importadores.

Colheita do trigo começa no Paraná e chuva pode atrapalhar, diz Deral

A colheita da safra de trigo começou oficialmente no Paraná e já pode ser prejudicada pelas chuvas, que voltaram a ocorrer nesta semana após dois meses de uma estiagem comprometedora para o potencial produtivo das lavouras do Estado, principal produtor nacional.

“Se as chuvas forem esparsas e na semana que vem o clima estiver seco, tudo bem. Mas, se ficar nublado, a planta não vai secar, o que atrapalharia a colheita”, explicou o agrônomo Carlos Hugo Godinho, do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Agricultura do Estado.

Atento investe em solução de vendas online

São Paulo – Com o anúncio do lançamento da sua nova unidade global de negócios digital, a Atento, maior provedora de serviços de gestão de clientes e terceirização de processos e negócios (CRM/BPO) na América Latina e uma das três líderes mundiais em seu setor, reforça o escopo da sua solução de Vendas Online. Sempre com foco na maior conversão, a solução dispõe de capacidade analítica para geração de negócios, combinando marketing digital à habilidade de execução e gestão da Atento para realizar vendas de qualquer tipo de produto ou serviço, de maneira 100% online.

Integra esta solução o Portal de Vendas, uma plataforma totalmente digital, que conta com facilidades como atendimento multicanal integrado (chat ativo, bot, fale conosco) e integração com backoffice digital para gestão de processos online. Além disso, conta com um sistema antifraude, no qual os dados são submetidos à análise com as principais empresas de proteção ao crédito, sem intervenção humana.

Por meio do Portal de Vendas, a Atento é capaz de contribuir na definição de estratégias comerciais e de marketing digital para obter leads qualificados e otimizar resultados com o apoio da ferramenta analytics. “Estamos falando de um canal multicliente e multiproduto, isto é, que atende todos os setores de negócios e suporta vendas desde produtos financeiros até bens de consumo”, afirma David Cardoso, Vice-Presidente Global da Atento Digital. “A nossa atuação engloba todo o ciclo de venda, desde a atração até a conversão de leads qualificados, integrando cada uma dessas engrenagens e as suas respectivas ferramentas”, destaca.

8% ainda utilizam cheque pré-datado, revela levantamento

Na hora de ir às compras, nem só do cartão de crédito vivem os brasileiros. Embora a aceitação e a popularidade deste meio de pagamento sejam significativas, há outras modalidades que também despertam a atenção dos consumidores. Um levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todas as regiões do país revela que 8% dos brasileiros ainda utilizam cheque pré-datado para realizar compras. Na média, o cheque é utilizado nove vezes por ano entre seus usuários e os produtos que os brasileiros mais têm adquirido via talão de cheque são alimentos em supermercados (34%), materiais de construção (20%) e móveis (18%).

Ter prazo para pagar (28%), fazer compras mesmo quando não se tem dinheiro (23%) e a possibilidade de parcelar o valor do bem ou serviço adquirido (12%) são os fatores que mais levam essa pequena parcela de consumidores a continuar se utilizando do cheque como meio de pagamento.

Quatro em cada dez usuários fazem controle no próprio canhoto; 38% já ficaram inadimplentes por cheque sem fundo

O levantamento ainda revela que dentre aqueles que utilizam o pré-datado no ato das compras, quase a metade (49%) teve a iniciativa de fazer a solicitação ao banco, enquanto 29% aceitaram uma oferta da instituição financeira. Para 50%, a contratação teve como finalidade se preparar para algum imprevisto, ao passo que 12% o contrataram para quitar alguma dívida.

Resistindo às formas de controle de gastos mais modernas, como aplicativos no celular, os consumidores que utilizam cheque pré-datado têm como principal mecanismo a anotação em canhoto (42%) ou em papel, caderno ou agenda (23%). Apenas 21% fazem os registros em alguma planilha no computador. No total, 86% dos usuários de cheque garantem fazer algum tipo de controle quando usam esse meio de pagamento, contra 11% que não dão importância ao tema.

Como consequência da falta de controle nos gastos, a pesquisa revela que 38% dos que possuem cheque pré-datado já ficaram com o nome sujo por pagamentos em atraso e 13% ainda estão nesta situação. Para a economista chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, ainda que seja uma modalidade de crédito pouco utilizada, negligenciar o controle pode ser arriscado. “O cheque pré-datado tem a vantagem de oferecer crédito de forma prática e rápida, mas, ao mesmo tempo, exige disciplina e cuidado. É importante destacar que a modalidade não é regulamentada por lei e, em tese, o cheque pode ser compensado antes da data indicada, gerando problemas se não houver o dinheiro na conta. Além disso, se o consumidor confunde ou se esquece das datas de pagamento, ou mesmo se ele assumir quantias acima de sua capacidade para honrar os compromissos, as consequências podem ser ruins”, afirma.

26% dos brasileiros usam crediário e 27% não analisam tarifas e juros embutidos

Outra modalidade de crédito que se mostra ainda mais usual é o famoso carnê. De acordo com a pesquisa do SPC Brasil e da CNDL, 26% dos consumidores brasileiros têm o costume de fazer compras no crediário, especialmente as mulheres (31%) e os residentes do interior (29%).

Assim como no caso do cheque pré-datado, a principal motivação para adquirir o crediário é a possibilidade de fazer mais compras (32%), seguida de alguma necessidade ou imprevisto (21%) e do fato de não haver burocracia para adquirir (19%). Em média, cada entrevistado possui de uma a duas compras atualmente realizadas no crediário.

Um dado preocupante é que 27% dos usuários de carnê não analisaram as tarifas e juros cobrados quando realizam compras com esse meio de pagamento. Os mais cuidadosos somam 67% da amostra. A pesquisa destaca ainda que 39% dos usuários de carnê já ficaram com o nome sujo devido a pagamentos pendentes nessa modalidade, sendo que 13% ainda estão nesta situação. “No caso do crediário e do carnê, há uma particularidade que merece atenção: frequentemente há juros embutidos nas parcelas, o que encarece a compra e pode torná-la desvantajosa. Por isso, o ideal é comparar o valor total da compra parcelada com aquele que seria cobrado na aquisição à vista”, afirma o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli.

“Dividir as compras em prestações que cabem no bolso é algo tentador. Mas é preciso saber, também, se o pagamento dessas parcelas não comprometerá a renda e, consequentemente, o pagamento de outras despesas. Além disso, com a facilidade do parcelamento, corre-se o risco de exagerar nas compras por impulso ou sem planejamento”, afirma a economista Marcela Kawauti.

Frutas e hortaliças registram queda nos preços das Ceasas

Os preços da banana, laranja, alface e batata caíram nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país. É o que revela o 8º Boletim Prohort de Comercialização de Hortigranjeiros, que analisou o comportamento das cotações das frutas e hortaliças no mês de julho. O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira (17) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A boa oferta da batata e a diminuição do consumo da alface, devido ao clima frio, influenciaram o registro de preços mais baixos dessas hortaliças no atacado.

Na contramão desses produtos, a cebola teve alta de preços nas Ceasas analisadas devido à menor oferta no mercado, uma vez que foi registrada redução na área plantada em vista da limitação hídrica e dos baixos preços do produto durante o ano passado e no primeiro semestre deste ano. Já a cenoura não apresentou tendência uniforme, uma vez que há transição entre duas safras. Com isso, a oferta do produto em algumas regiões foi capaz de abastecer o mercado, influenciando na baixa dos preços.

Frutas – A banana e a laranja foram as frutas que registraram melhor oferta e, em consequência, um menor custo ao comprador atacadista. A melancia, por sua vez, teve oferta menor e acabou ficando mais cara nas Centrais pesquisadas. Com o mamão houve uma leve diminuição da oferta, tanto do Papaya quanto do Formosa. Essa pequena variação do produto no mercado fez com que a fruta não registrasse desempenho uniforme. Já no caso da maçã, os preços se mantiveram estáveis.

Além dos produtos analisados, outras hortaliças apresentaram recuo geral nos preços, como aspargos (-22%), abobrinha (-7%) e chuchu (-4%). A tendência de queda seguiu também em frutas como ameixa (-25%), morango (-16%), pera e uva (-6%).

O levantamento é feito mensalmente pela Conab, por meio do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), com base nas informações enviadas pelos principais mercados atacadistas do país. Em julho, a análise considerou entrepostos localizados nos estados de SP, MG, ES, PR, GO, DF, PE e CE.

Descarga de grãos via ferrovia quase dobra em Paranaguá

A descarga de soja e farelo de soja utilizando o meio ferroviário para transporte aumentou 182% no corredor de exportação do Porto de Paranaguá entre os meses de janeiro a agosto deste ano, se comparado com o mesmo período de 2016. Ao todo, foram descarregadas 206.635 toneladas de grãos por trem, contra 73.260 toneladas trazidas no ano passado.

Para que se tenha ideia, apenas no mês de julho, chegaram ao corredor de exportação 1.760 vagões, contendo 55 toneladas cada um, o que totaliza 96,8 mil toneladas. Os números de julho representam um aumento de 6.940% no comparativo com o mês de julho de 2016, quando foram descarregados apenas 20 vagões pelo modal ferroviário, contendo 1,1 mil toneladas.

“As ferrovias são estratégicas para o escoamento da produção agrícola do Paraná e de outros estados que exportam grãos pelo terminal portuário paranaense”, afirma o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.

Já o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) recebeu, entre os meses de janeiro e julho de 2017, 24.334 TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) por ferrovia.

O diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino, conta que o aumento se deve a uma nova dinâmica na programação de descarga no Corredor de Exportação e no TCP, que passou a priorizar a ferrovia.

“Investimentos que totalizam mais de R$600 milhões e incluem a compra de equipamentos como os novos tombadores de caminhões, nos permitiram mudar a dinâmica de recebimento de cargas pelo modal ferroviário, apostando cada vez mais na intermodalidade”, afirmou Dividino.

DESCARGA – O corredor de exportação do Porto de Paranaguá e o silo público contam com duas moegas para descarga via ferrovia. Uma delas é exclusiva para vagões e a outra atua de maneira alternada entre a descarga via modal ferroviário e rodoviário.

No entanto, com a aquisição dos novos tombadores – o que ampliou a descarga de caminhões de 400 para 700 por dia no silo público do porto – a diretoria da Appa passou a priorizar uma das moegas para a descarga de vagões.

Com isso, atualmente, o Porto de Paranaguá – com capacidade para descarga de 32 milhões de toneladas/ano, o que equivale a 1785 vagões por dia ou 89.250 toneladas/dia – encontra-se preparado para uma nova alternativa ferroviária.

Atualmente Paranaguá conta com 70 quilômetros de linhas férreas, sendo 7,5 quilômetros instalados no Corredor de Exportação do Porto.

NOVO PROJETO – Para o presidente da Ferroeste, João Vicente Bresolin Araujo, o aumento da capacidade de recebimento de vagões demonstra que o Porto de Paranaguá está preparado para receber carga do projeto de expansão da ferrovia entre Cascavel e Dourados, no Mato Grosso do Sul, assim como a construção do novo trecho entre Guarapuava e Paranaguá.

Segundo ele, chegam anualmente a Paranaguá 9 milhões de toneladas de grãos pelas ferrovias, mas que a capacidade de recebimento do Porto é muito maior.

“O Porto de Paranaguá movimenta anualmente 45 milhões de toneladas de produtos por ano, sendo que apenas 20% deste total chega por ferrovia. O Porto de Santos, por exemplo, recebe 40% da sua carga por vagões”, explica Araujo. Segundo ele, este índice de 20% de cargas transportadas por vagões tem se mantido nos últimos anos e comprova o limite das ferrovias no Paraná.

Dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) apontam a capacidade ociosa e ocupada por trecho em cada ferrovia do país. No caso do Paraná, os dois maiores gargalos logísticos ferroviários estão entre Curitiba e Paranaguá e Guarapuava e Ponta Grossa.

“Vendo a necessidade de aumento do transporte ferroviário, a Secretaria de Infraestrutura e Logística, por meio da Ferroeste, está buscando estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental para superar estes dois maiores gargalos logísticos do Paraná”, enfatiza.

Dividino destaca que, enquanto a produção agrícola faz uso de tecnologias de ponta e o Porto de Paranaguá investiu pesado em novos equipamentos e infraestrutura, a ferrovia que não foi modernizada. “A ferrovia que conecta a produção com o Porto de Paranaguá foi construída de 1885, por D. Pedro II. Precisamos de uma ferrovia com engenharia do século 21, produtiva e competitiva e com o modelo ambiental necessário”, defende Dividino.

Coeficiente de exportação da indústria de transformação paulista recua para 20%

O Coeficiente de Exportação da Indústria de Transformação (CE) registrou queda de 0,8 ponto percentual, para 20,1% no segundo trimestre deste ano, na comparação com os mesmos meses do ano passado. No primeiro trimestre de 2017, a taxa foi de 20,7%. Os dados são do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) e do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp.

Os destaques positivos em exportações de abril a junho ficaram com os setores de celulose e papel, que cresceram um ponto percentual, para 35,3% na comparação anual. Na análise contra o trimestre imediatamente anterior, houve uma retração de 2,2 pontos percentuais.

Segundo o estudo, a baixa do coeficiente foi puxada pela diminuição de 3,3% das exportações (em quantum), contra um aumento de 2,8% da produção. Já os produtos derivados de petróleo, biocombustíveis e coque tiveram queda de 1,8 ponto percentual ante o mesmo trimestre em 2016. Passaram de 9,1% no primeiro trimestre para 6,9% na leitura atual.

Do total, três setores apresentaram crescimento no segundo trimestre: produtos têxteis (+1,4 p.p.); produtos de madeira (+0,7 p.p.); e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (+0,3 p.p.). Os setores de confecção de artigos do vestuário e acessórios; móveis; e veículos automotores permaneceram estáveis.

Importações

Com a queda de 5,3% das importações (em quantum) e a alta de 0,9% no consumo aparente no segundo trimestre deste ano, o Coeficiente de Importação da Indústria de Transformação (CI) também caiu 1,3 ponto percentual, de 21,5% em 2016 para 20,2% em 2017. Quando comparado ao primeiro trimestre deste ano, a contração foi de 0,6 ponto percentual.

Dos 20 setores avaliados, dez registraram avanços no segundo trimestre frente ao trimestre anterior, com atenção especial para os produtos têxteis; artigos de vestuário; e bebidas. Na contramão, outros dez setores tiveram retrações, principalmente: máquinas e equipamentos (-3,4 p.p.); produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-3,0 p.p.); e derivados de petróleo (-2,9 p.p.).

O setor de máquinas e equipamentos atingiu 27,1% no segundo trimestre de 2017, uma baixa de 3,4 pontos percentuais contra o trimestre imediatamente anterior. Em relação ao mesmo período em 2016, houve crescimento de 12,4 pontos percentuais (39,5%). O setor de produtos farmoquímicos e farmacêuticos, por sua vez, passou de 50,9% no primeiro trimestre para 47,9% no segundo trimestre deste ano, uma queda de 3,0 pontos percentuais. Na análise interanual, o coeficiente teve expansão de 2,8 pontos percentuais em relação aos 45,1% de três meses antes.

Os CE e CI analisam de forma integrada a produção industrial brasileira e o comércio exterior. O CE mede a proporção da produção que é exportada, enquanto o CI avalia a proporção dos produtos consumidos internamente que é importada.

De acordo com o diretor titular do Derex, Thomaz Zanotto, a queda dos coeficientes é marginal. “Ainda faltam alguns meses para 2017 terminar, e já temos o maior saldo comercial em 28 anos. As exportações de manufaturados se recuperaram, principalmente do setor automotivo. A existência de um Plano Nacional de Exportações e uma taxa de câmbio mais previsível foram determinantes para a retomada”, afirmou.