No Brasil, 76% das empresas já operam agentes de IA

São Paulo (SP) – O Brasil desponta como um dos mercados mais avançados na adoção de inteligência artificial para comunicação com clientes. De acordo com o estudo global The AI Production Paradox, realizado pela Sinch com 2.527 líderes empresariais de dez países, 76% das empresas brasileiras já operam agentes de IA em produção, bem acima da média global de 62% e do índice registrado nos Estados Unidos (67%).

O levantamento revela, porém, que a velocidade da adoção vem acompanhada de novos desafios. O Brasil registra uma taxa de 80% de organizações que precisaram interromper ou reverter implementações de IA por questões de governança, acima da média global de 74%. Além disso, 39% dos casos de rollback no país ocorreram por vazamento de dados ou informações pessoais (PII), percentual superior ao dos Estados Unidos (24%) e do Canadá (16%).

Apesar desses desafios, as empresas brasileiras seguem acelerando os investimentos. Dois terços (66%) planejam ampliar em mais de 25% seus investimentos em IA, um índice superior ao dos Estados Unidos (61%), Reino Unido (49%), França (45%) e Alemanha (53%). Apenas a Índia apresenta intenção maior de expansão, com 71%.

Outro indicador que demonstra o dinamismo do mercado brasileiro é o movimento de revisão da infraestrutura tecnológica. Quase metade das empresas (48%) afirma estar avaliando novos fornecedores para suportar a estratégia de IA, percentual superior ao dos Estados Unidos (42%), México (37%), Reino Unido (31%) e Canadá (25%). Apenas a Índia registra índice ligeiramente superior, com 50%.

América Latina acelera mais que a América do Norte

A pesquisa mostra uma clara divisão dentro das Américas. Enquanto a América do Norte avança de forma mais cautelosa, a América Latina apresenta um ritmo muito mais agressivo de investimentos. Empresas latino-americanas têm quase o dobro da intenção de elevar investimentos em mais de 50% (21% contra 12% na América do Norte) e também maior proporção de projetos já em estágio avançado de produção.

Por outro lado, esse avanço cobra seu preço. Na América Latina, 41% das organizações precisaram desligar agentes de IA devido a vazamentos de dados, praticamente o dobro da taxa observada na América do Norte (26%).

Segundo a pesquisa, essa diferença demonstra que o desafio deixou de ser colocar a IA em produção e passou a ser sustentá-la com infraestrutura, governança e segurança adequadas. Nas Américas, 87,2% das empresas consideram a infraestrutura de comunicação essencial para sua estratégia de IA e o mesmo percentual afirma já ter avaliado ou estar negociando com novos fornecedores nos últimos 12 meses.

Brasil entre os mercados mais maduros

Na comparação internacional, o Brasil aparece entre os países mais avançados na adoção da IA corporativa. Apenas Índia (68%) supera ligeiramente os Estados Unidos (67%) em confiança para adoção, enquanto o Brasil combina alta maturidade operacional (76% em produção), forte intenção de investimento (66%) e um dos maiores índices de avaliação de novos parceiros tecnológicos (48%).

“O Brasil mostra que as empresas estão prontas para levar a inteligência artificial da experimentação para a operação em escala. O desafio agora não é mais adotar IA, mas garantir que ela seja segura, governada e capaz de entregar experiências consistentes para o cliente. Quanto mais autônomos se tornam os agentes de IA, maior é a importância de uma infraestrutura de comunicação confiável, que proteja dados, integre canais e permita que essas interações aconteçam com segurança e contexto. A próxima vantagem competitiva não estará apenas no modelo de IA, mas na capacidade de colocá-lo em produção com confiança.” afirma Mario Marchetti, CEO da Sinch na América Latina.

O estudo conclui que a nova corrida da inteligência artificial será decidida menos pelos modelos de IA e mais pela qualidade da infraestrutura que sustenta essas aplicações. Quanto maior a maturidade da infraestrutura e da governança, maiores as chances de sucesso na operação em escala.

O estudo The AI Production Paradox entrevistou 2.527 executivos seniores de dez países (Estados Unidos, Canadá, Brasil, México, Reino Unido, França, Alemanha, Austrália, Índia e Singapura) e seis setores da economia para analisar o estágio de adoção da inteligência artificial voltada à comunicação com clientes.

Wyndham Hotels & Resorts acelera expansão no Brasil

Maceió (AL) – A Wyndham Hotels & Resorts, maior empresa de franquia de hotéis do mundo, acaba de assinar a ampliação da sua presença no Nordeste brasileiro com o contrato do Wyndham Residences Maragogi Quinta das Mangueiras Resort, empreendimento que será desenvolvido na Praia de Ponta de Mangue, em Maragogi (AL). A empresa levar sua bandeira internacional ao projeto e reforça sua estratégia de crescimento em destinos turísticos com elevado potencial de desenvolvimento.

A chegada da rede acontece em momento de expansão do turismo na Costa dos Corais, impulsionado por investimentos em infraestrutura e mobilidade. Um dos principais vetores desse novo ciclo é o Aeroporto Costa dos Corais, atualmente em implantação entre Maragogi (AL) e São José da Coroa Grande (PE), que deverá ampliar significativamente a conectividade da região e fortalecer sua posição entre os principais destinos de lazer do Brasil.

Hoje, a Wyndham Hotels & Resorts reúne 35 empreendimentos no Brasil, mais de 300 hotéis e 50 mil quartos na América Latina e Caribe e mantém a posição de maior empresa de franquias hoteleiras do mundo, com cerca de 8.400 hotéis distribuídos por aproximadamente 100 países. Sua plataforma global também inclui o programa de fidelidade Wyndham Rewards, que conecta mais de 124 milhões de membros e contribui para ampliar a visibilidade internacional dos empreendimentos da rede.


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NV amplia operação em São Paulo com novas lojas

São Paulo (SP) – A NV, marca de moda fundada por Nati Vozza, amplia sua presença em São Paulo em 2026 com a abertura de quatro unidades, reforçando a estratégia de expansão da companhia em seu principal mercado de atuação. O movimento amplia a presença física da marca em endereços estratégicos e dá continuidade ao processo de transformação iniciado com o rebranding realizado em 2024.

O plano contempla a abertura no Outlet Catarina e de novas unidades nos Shops Jardins, Vila Nova Conceição e Cidade Jardim, além da reforma da loja do JK Iguatemi, que passará a incorporar o novo conceito arquitetônico da marca. A escolha dos endereços considera fatores como perfil de público, posicionamento e aderência à estratégia de presença em São Paulo.

Para NV, a expansão física vai além do aumento de capilaridade. As lojas são entendidas como pontos de comunicação, relacionamento e construção de comunidade, além de desempenharem um papel relevante como extensão da operação digital. A estratégia busca fortalecer a integração entre os diferentes canais e ampliar a jornada do consumidor.

A expansão acontece em um momento de amadurecimento da operação. Em 2024, a NV passou por um processo de rebranding que envolveu não apenas identidade visual e comunicação, mas também arquitetura, direcionamentos internos, treinamentos, processos e padronizações. A transformação foi estruturada para acompanhar a evolução da marca e criar bases para seu desenvolvimento nos próximos anos, preservando atributos centrais como leveza, ousadia, autenticidade e sofisticação.

O varejo físico ocupa papel central na estratégia da companhia e também atua como extensão da operação digital. A NV trabalha com um sistema omnichannel e uma estratégia “Figital”, que integra os canais físico e online e permite que as equipes das lojas também participem da jornada de compra digital. Atualmente, cerca de 30% das vendas digitais têm origem nas equipes de vendas das lojas. A combinação entre presença física, tecnologia e relacionamento com o cliente sustenta a estratégia da NV de construir uma operação cada vez mais integrada, conectada e preparada para acompanhar a evolução dos hábitos de consumo.


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Milon amplia presença em Minas Gerais e abre unidade em Lavras

Belo Horizonte (MG) – Com 10 anos de atuação no franchising e 20 anos de história no varejo, a Milon, marca de vestuário infantil com inspiração europeia, inaugurou recentemente a primeira unidade em Lavras, Minas Gerais, no Shopping Cidade da Serra. Pertencente ao Grupo Kyly, a marca planeja aumentar a capilaridade no estado com a implantação de, ao menos, mais cinco operações até 2030, priorizando regiões estratégicas e acompanhando a crescente demanda por produtos infantis de alto valor agregado em cidades como Juiz de Fora, Patos de Minas, Sete Lagoas, Araxá e Poços de Caldas. Atualmente, a rede conta com mais de 140 operações no Brasil, sendo 16 delas no estado mineiro, além do canal de e-commerce.

Com 104.761 habitantes, segundo o último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Lavras se destaca como um importante polo econômico do Sul de Minas. A cidade reúne mais de 15,5 mil empresas ativas e possui uma economia diversificada, com forte presença dos setores de comércio, serviços, indústria e agronegócio. Esse cenário reforça o interesse da marca em expandir para a região. No município, a responsável pela primeira loja da marca em Lavras será a advogada Juliana Soares Moreira Sacramento, de 34 anos. Há mais de 10 anos atuando na advocacia, sempre teve interesse pelo universo da moda e conheceu a Milon por meio dos dois filhos.


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Fusões e aquisições atingem R$ 195 bilhões no 1º semestre

São Paulo (SP) – Uma pesquisa da KPMG apontou que o mercado de fusões e aquisições movimentou um montante de R$ 195 bilhões no primeiro semestre deste ano, um aumento de mais de 22% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram negociados R$ 160 bilhões. Apesar disso, foram registradas 610 transações nos seis primeiros meses, uma redução de 35% em relação às 938 operações contabilizadas no mesmo intervalo de 2025.

“Embora o número de operações tenha diminuído, observamos um crescimento expressivo no valor movimentado, indicando que investidores continuam identificando oportunidades relevantes e priorizando transações com maior impacto estratégico e capacidade de geração de valor no longo prazo”, analisa o coordenador da pesquisa e sócio da KPMG, Paulo Guilherme Coimbra.

Entre as principais operações anunciadas no período estão as seguintes:

· A aquisição de ativos de mineração e refinaria da South32 pela Alcoa Corporation, por aproximadamente R$ 28,5 bilhões;

· A compra da Serra Verde pela USA Rare Earth, junto aos fundos Derham Capital, Energy and Minerals Group e Vision Blue, por cerca de R$ 13,9 bilhões;

· A compra da Raízen Argentina pela Mercuria, em transação avaliada em aproximadamente R$ 7,2 bilhões.

“Os dados indicam que o mercado brasileiro de fusões e aquisições continua ativo, porém mais concentrado em operações de grande porte e alto valor agregado. As maiores operações do semestre demonstram a continuidade do interesse de investidores por ativos estratégicos em setores considerados fundamentais para a economia, como mineração, serviços financeiros e energia. Em um ambiente de maior seletividade, empresas e investidores têm direcionado seus esforços para ativos estratégicos capazes de acelerar crescimento, ganho de escala e competitividade, reforçando a confiança nas perspectivas de longo prazo da economia brasileira”, destaca o sócio líder de transações e estratégia da KPMG, Alan Riddell.

Transações domésticas x internacionais:

No recorte por modalidade, a pesquisa revela retração no volume de operações em todas as principais categorias analisadas no primeiro semestre deste ano. As transações domésticas totalizaram 419 operações, frente às 705 registradas no mesmo período de 2025, enquanto as operações envolvendo investidores estrangeiros passaram de 233 para 191 negócios.

Já a indústria de private equity e venture capital contabilizou 146 transações, ante 266 no primeiro semestre do ano anterior. Apesar da redução na quantidade de operações envolvendo este tipo de investimento, o valor financeiro movimentado nessas transações apresentou crescimento superior a 30%.

Metodologia

A KPMG acaba de implementar uma nova metodologia na análise da Pesquisa Trimestral de fusões e aquisições. A atual análise reflete aprimoramentos relevantes em relação às edições anteriores, incluindo a padronização da estrutura setorial, com maior consolidação e comparabilidade entre os segmentos, a revisão dos critérios de contabilização das transações, priorizando a lógica econômica de cada operação, a ampliação do escopo analítico com a inclusão de métricas de valor e a adoção de uma abordagem baseada em transações anunciadas.


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Lepas, do Grupo Chery, confirma chegada ao Brasil em 2027

São Paulo (SP) – A LEPAS, marca automotiva premium do Grupo Chery, confirmou sua chegada ao mercado brasileiro em 2027. Focando na expansão internacional e avançando nos preparativos para iniciar operações no país, a marca, que estreou globalmente no início de 2026, tem o Brasil entre os seus mercados prioritários na América Latina.

A chegada ao Brasil faz parte da internacionalização da LEPAS, que vem ampliando sua presença em mercados da Europa, da Ásia, do Oriente Médio e da América Latina. Recentemente, a marca embarcou seu primeiro grande lote de veículos a partir do Porto de Wuhu, na China, com aproximadamente 1.500 unidades destinadas a mercados europeus como Itália, Espanha, Grécia, Croácia, Eslovênia e Romênia.


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Ofner reinaugura unidade no Mooca Plaza Shopping (SP)

São Paulo (SP) – A Ofner amplia sua presença na capital paulista com a reinauguração da unidade do Mooca Plaza Shopping, que deixa o formato de quiosque para uma experiência de loja completa. Presente na rotina de moradores da Mooca, a operação ganha agora um formato mais robusto para acompanhar o crescimento da demanda observada nos últimos anos.

A reinauguração acontece no dia 17 de agosto. A unidade, antes operada em formato de quiosque, passa a funcionar como loja, ampliando sua metragem de 35m² para 80m², com área de convivência estendida de 45m² e capacidade que salta de 48 para 56 lugares (10 internos e 46 na área de estar).

A expansão acompanha o desempenho já consolidado da operação no shopping e permite ampliar a curadoria do portfólio, com mais espaço dedicado à cafeteria, confeitaria, aos chocolates, aos produtos sazonais e opções de alimentação para diferentes ocasiões de consumo ao longo do dia. Sob a ótica arquitetônica, o novo espaço traduz a identidade da Ofner, em um ambiente acolhedor, refinado e alinhado aos atributos essenciais da marca.


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Getnet inicia plano de sucessão para nova CEO no País

São Paulo (SP) – A Getnet, fintech de meios de pagamentos do Grupo Santander, anuncia o início da transição do CEO. Como parte do processo de sucessão, Cristiane Nogueira assumirá a posição de CEO da operação brasileira, após a aprovação pelo Banco Central do Brasil, estimada para outubro. Cassio Schmitt permanecerá no cargo até a conclusão da transição e permanecerá no Conselho de Administração da Getnet.

Com mais de 25 anos de experiência nos setores financeiro e de meios de pagamento, Cristiane retorna à Getnet para liderar a próxima etapa de crescimento da companhia, com foco na evolução do ecossistema de soluções, na inovação e na experiência de clientes e parceiros.

Ao longo de sua carreira, a executiva passou por instituições como BankBoston, Banco Safra e Punto/Edenred, além de acumular mais de nove anos de experiência no Santander. Também atuou por mais de três anos na Getnet Brasil, período em que contribuiu para o crescimento comercial, o desenvolvimento de novos negócios e o fortalecimento do relacionamento com clientes e parceiros.


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Relatório aponta avanço de empregos em TIC fora do eixo Sudeste

São Paulo (SP) – A Brasscom, Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais, lança o Relatório de Regionalização dos Empregos CLT de TIC, que apresenta um panorama da distribuição geográfica, da evolução salarial e das tendências do mercado de tecnologia da informação e comunicação no Brasil. O levantamento aponta que o país conta com aproximadamente 943 mil profissionais CLT que atuam em ocupações de TIC, evidenciando um setor em transformação, com expansão territorial, diversificação de áreas de atuação e crescente relevância estratégica para a economia nacional.

Embora o Sudeste siga como principal concentração do mercado, reunindo 62,5% dos empregos formais em TIC e as melhores remunerações médias, nos últimos dois anos observa-se um crescimento mais acelerado nos empregos de profissionais de TIC fora do eixo Sul-Sudeste. Entre 2023 e 2025, os empregos em TIC cresceram 5,4% no Norte, 3,8% no Nordeste e 3,2% no Centro-Oeste, superando o ritmo registrado no Sul, de 3,1%, e no Sudeste, de 2%. Os dados evidenciam a expansão territorial e a descentralização gradual do setor de tecnologia no país. Nesse contexto, outras regiões avançam na consolidação de ecossistemas próprios, impulsionados por universidades, parques tecnológicos e políticas públicas de incentivo à inovação.

“Esse movimento reflete a aceleração da transformação digital, que ampliou a demanda por profissionais de TIC, valorizou salários e favoreceu a interiorização das oportunidades. O resultado é um mercado mais dinâmico, resiliente e distribuído, ainda que persistam desigualdades regionais de infraestrutura e capital humano”, explica Roberta Piozzi, diretora de Parcerias e Projetos em Educação na Brasscom.

Panorama regional

No recorte por unidades da Federação, São Paulo lidera o ecossistema nacional de TIC, com 44,7% dos empregos do país e salário médio de R$ 7.321, cerca de 3,2 vezes a média nacional considerada pelo estudo. Além da capital e da região metropolitana, polos emergentes no interior indicam uma tendência de descentralização, favorecida por menores custos e incentivos locais.

Minas Gerais ocupa a segunda posição em número de empregos formais em TIC e apresenta salário médio de R$ 4.955, equivalente a 2,2 vezes a média nacional geral, com destaque para a região metropolitana de Belo Horizonte. O Rio de Janeiro, terceiro no ranking, se sobressai pela segunda maior média salarial do setor (R$ 6.153), impulsionada por demandas de áreas reguladas, como energia, petróleo e finanças, e por incentivos fiscais em zonas de inovação.

O Sul mantém ecossistema tecnológico consolidado, com a segunda maior concentração de empregos formais em TIC no país, 17,5%, e salário médio de R$ 4.972. O Nordeste desponta como polo emergente, com destaque para Recife, Salvador e Fortaleza, reunindo 89.643 vínculos formais e média salarial de R$ 3.950. O Centro-Oeste, na quarta posição com 62.782 empregos, apresenta média salarial de R$ 4.855, superior à do Nordeste e impulsionada pelo Distrito Federal, onde a média chega a R$ 6.622. A região concentra especializações ligadas a soluções para o agronegócio, bioeconomia e serviços digitais.

Já o Norte, com 36.079 ocupações formais e salário médio de R$ 2.715, enfrenta desafios estruturais, mas mantém relevância estratégica para o setor, com a Zona Franca de Manaus e parques tecnológicos em expansão.

Profissões & salários

O relatório aponta que a função de analista de desenvolvimento de sistemas se destaca como a mais valorizada do setor, liderando tanto em número de profissionais quanto em remuneração média entre as cinco principais ocupações de TIC analisadas. São 252.903 trabalhadores, com salário médio de R$ 8.337, refletindo a centralidade dessa área na digitalização de empresas e serviços. A função exige domínio técnico aprofundado, aliado à visão sistêmica, diante da adoção crescente de computação em nuvem e inteligência artificial.

Entre as ocupações com menor remuneração média, de técnico de apoio ao usuário, ou helpdesk, registra salário médio de R$ 2.334, mas apresentou o maior crescimento absoluto de empregos em 2025, com saldo de 7.089 novos postos. O avanço acompanha a digitalização de processos e a necessidade de suporte a ambientes tecnológicos cada vez mais distribuídos.

Já ocupações como programador de sistemas de informação, analista de suporte computacional e técnico eletrônico ocupam posições intermediárias e passam por transformações relacionadas à adoção de linguagens mais modernas, automação e metodologias ágeis.

A área de suporte de TI, segunda maior do setor, alcançou 252.808 empregos em 2025, com saldo acumulado de 61.112 vagas desde 2021. O salário médio cresceu 18,2% no período, chegando a R$ 3.041. Apesar de um ritmo mais moderado, a área segue estratégica na sustentação da infraestrutura tecnológica e pode demandar competências cada vez mais especializadas, como segurança cibernética e gestão de ambientes híbridos.

“Em conjunto, os dados do relatório reforçam que o mercado brasileiro de TIC segue ampliando sua capilaridade, diversificando áreas de atuação e valorizando as carreiras. A interiorização das oportunidades e a consolidação de novos polos apontam para um setor cada vez mais essencial para a competitividade e a inovação do país”, finaliza Roberta.

Metodologia

O Relatório de Regionalização dos Empregos CLT de TIC realiza uma análise estritamente ocupacional, focando exclusivamente nos empregos formais (CLT) em ocupações típicas de TIC, como analistas e desenvolvedores de sistemas, programadores, técnicos de redes, especialistas em infraestrutura de TI, cientistas de dados, entre outras ocupações detalhadas na metodologia do estudo. Essa abordagem difere da análise setorial do ecossistema de TIC, que considera a totalidade dos trabalhadores contratados por empresas do setor, abrangendo também áreas como vendas, logística, jurídico, administrativo e demais funções de apoio (mapeadas no Relatório Setorial da Brasscom, que registra cerca de 2,1 milhões de empregos totais).


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Metade dos brasileiros consumiu conteúdo digital de leitura nos últimos 12 meses

São Paulo (SP) – Metade da população brasileira (49%) com 10 anos ou mais consumiu algum tipo de conteúdo digital de leitura nos últimos 12 meses, como e-books, audiolivros, PDFs, textos informativos, fanfics, quadrinhos e mangás. Para 72% dos leitores, o celular é o principal dispositivo usado para esse tipo de acesso, segundo a pesquisa Leitores Digitais, realizada pela Nielsen BookData a pedido do Skeelo.

O estudo ouviu 3 mil pessoas de todas as classes socioeconômicas, gêneros e regiões do país, por meio de um questionário respondido via aplicativo de celular. Ao todo, foram feitas 66 perguntas, entre questões fechadas e de múltipla escolha. Os entrevistados também puderam responder às perguntas em áudio, com o objetivo de obter uma aproximação maior da percepção dos participantes. A margem de erro é de 3,5%, com nível de confiança de 95%.

Os vídeos ainda são os formatos digitais mais acessados, com 57,2%. Os textos de leitura/informação aparecem na quarta posição, com 30,8%, atrás de mensagens curtas ou bate-papo nas redes sociais (45,8%) e textos em redes sociais e aplicativos de mensagem (32,2%).

Os livros digitais, que incluem e-books, PDFs e audiolivros, aparecem na sequência, com 25,3%. Já histórias seriadas, fanfics, quadrinhos e mangás somam 22,1%, ficando à frente de podcasts (18,7%) e de “Nenhum desses” (10,5%).

Entre os leitores digitais consultados, 71% afirmam que a leitura digital ajuda a ampliar o vocabulário e melhorar a escrita, enquanto 78% dizem buscar esses conteúdos para adquirir conhecimento sobre novos temas e assuntos.

Além do celular, o segundo dispositivo mais utilizado para a leitura digital é o computador ou notebook, com 23%. Um dos dados que chama atenção é o uso da smart TV, empregada não apenas para vídeos (30%) e jogos (21%), mas também para podcasts (27%), histórias seriadas, fanfics, quadrinhos e mangás (22%), textos de leitura/informação (17%), mensagens curtas (13%), textos em redes sociais e aplicativos de mensagem (13%) e livros digitais (9%).

O e-reader é mais utilizado pelas classes A e B, que concentram 55,5% dos usuários desse dispositivo. Entre essas classes, o aparelho é o segundo dispositivo mais usado, atrás apenas do celular.

Perfil

O comportamento de leitores de e-books e audiolivros está fortemente integrado à rotina digital, com plataformas de informação e redes sociais também desempenhando papel relevante na descoberta de novas leituras. Entre os leitores de e-books e os ouvintes de audiolivros, respectivamente, 27% apontam criadores de conteúdo no Instagram como fonte de recomendações. No YouTube, os índices são de 27% e 33%; no TikTok, perfis literários são citados por 23% e 25%.

Entre os leitores de textos de leitura/informação, a maior concentração está entre pessoas com mais de 25 anos. Juntas, as faixas etárias acima dessa idade representam 82% dos leitores desse formato.

Os mais jovens, entre 10 e 24 anos, são os que mais leem histórias seriadas, fanfics, quadrinhos e mangás, representando 47% dos leitores desse conteúdo.

Por região, os leitores digitais estão concentrados no Sudeste, com 45%. O Nordeste aparece em segundo lugar, com 24%, seguido pelo Sul (17%), Centro-Oeste (7%) e Norte (7%). Entre os leitores de histórias seriadas, fanfics, quadrinhos e mangás, 49% estão nas regiões Sul e Nordeste, segundo o estudo.

A classe C concentra a maior parcela dos leitores digitais, com 46%. A classe B vem em seguida, com 29%, seguida pelas classes D e E, com 18%, e pela classe A, com 7%.

Em relação à raça, não há variação significativa entre a população branca (50%) e a população preta e parda (48%).

Entre os consumidores de e-books e audiolivros, 15% são mulheres brancas e 27% pertencem às classes A e B.

O grupo de leitores de histórias seriadas, fanfics, quadrinhos e mangás tem forte presença de mulheres pretas e pardas da classe C, que representam 16% do total de leitores desse conteúdo. Entre as mulheres, 32% são leitoras desse estilo, e, entre elas, 33% têm entre 18 e 24 anos.

A pesquisa também elaborou um ranking de hábitos de lazer entre os leitores digitais. As redes sociais aparecem em primeiro lugar, seguidas por canais de streaming, música, vídeos no YouTube e TikTok, entre outras atividades. Em quinto lugar está descansar ou dormir, seguido por assistir à TV e praticar esportes ou atividades físicas. Ler aparece apenas na oitava posição, à frente de atividades como jogos e videogames, ida a bares e restaurantes, podcasts e rádio.


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