Transire investe R$ 22 milhões na criação de instituto de tecnologia em Manaus

A Transire, fabricante de máquinas de mPOS e POS, inaugurou há cerca de um mês em Manaus o Instituto Transire de Tecnologia, para pesquisas em tecnologia e biotecnologia. A empresa investiu R$ 22 milhões para abrir o instituto. E até o final do ano aplicará outros R$ 40 milhões, especialmente na montagem de laboratórios. O dinheiro vem de isenção fiscal, dentro do limite de até 5% da receita bruta da empresa.

Foram contratados mais de 100 pesquisadores das mais diversas áreas. Até o final do ano serão cerca de 200. Muitos deles se encontravam desempregados por causa da crise, alguns até dirigiam Uber para pagar as contas, revela Gilberto Novaes, mais conhecido como Giba, fundador da Transire e presidente do instituto.

O instituto será usado para desenvolver novas tecnologias que possam ser aproveitadas pelas empresas de Giba. É ele próprio quem dá as ideias e aloca os pesquisadores nos projetos. Serão mais de 80 projetos este ano, afirma. Entre eles há, por exemplo, aplicativos móveis que serão oferecidos com exclusividade para uma nova máquina de POS com sistema operacional Android que a empresa lançará este ano. Outro é um conceito de mercado portátil: um contêiner com produtos de mercado com etiquetas RFID em que o consumidor se identifica pelo celular ao entrar e não precisa botar a mão na carteira para pagar, pois quando sai os produtos que leva são lidos pelo RFID e debitados automaticamente da sua conta. Uma primeira versão desse contêiner será instalada na fábrica da Transire, para atender seus funcionários.

Também há uma série de pesquisas de biotecnologia. Aproveitando o fato de que Giba é dono de um frigorífico de peixes, está em desenvolvimento uma solução para produzir biodiesel a partir de sobras de peixe para gerar energia para a fábrica. Outra pesquisa é para produzir ração animal, igualmente a partir dos restos de peixes. E há também pesquisadores estudando as propriedades cosméticas de determinadas frutas da Amazônia, pois Giba sonha em abrir uma empresa no setor de beleza e cuidados pessoais. “No instituto criamos o futuro da Transire”, resume Giba.

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Motorola projeta crescimento de dois dígitos este ano

A Motorola aproveitou o lançamento dos smartphones do portfólio E e G para apresentar seus números de mercado. Sergio Buniac, presidente mundial da divisão mobile da companhia, afirmou que suas vendas expandiram 22% no Brasil durante 2017. Um ano antes, a empresa havia crescido 12%, de acordo com dados da IDC.

Para complementar, o presidente apresentou um dado da GFK que aponta a Motorola com 27% da fatia de mercado no País. “Temos mais que o dobro (de fatia do mercado) em relação ao terceiro colocado”, ressaltou o executivo brasileiro. “Há quatro anos ocupamos a posição número dois no Brasil.”

Além disso, Buniac revelou que, em quatro anos de produção, o Moto G vendeu mais de 30 milhões de aparelhos no Brasil. Frisou ainda que o Brasil é o terceiro principal mercado da Lenovo (em mobile) no mundo, e, portanto, vital para a companhia chinesa.

América Latina

O presidente da Motorola também apresentou números que contemplam toda a região da América Latina. Em sua apresentação, Buniac revelou que as vendas na América Central e no Caribe cresceram 69% em 2017, sendo que Chile e Peru aumentaram 21%; Colômbia teve um incremento de 86%; México, 61%; e Argentina, 112%. No total, o mercado da Motorola na região cresceu 40% no último ano, uma proporção 20 vezes maior do que todo o segmento de smartphones, que cresceu 2%.

Portfólio

Em relação ao portfólio, o executivo ressaltou que a ideia é cortar a quantidade de produtos em 20%, além de focar mais a produção de seus handsets no poder ótico (câmera) e menos nos chipsets (processadores). Sobre o Moto G, Buniac explicou que a atualização do portfólio deve manter-se como está, com apresentação de novos produtos entre 7 e 11 meses.

Ainda sobre os produtos, em especial uma possível volta dos smartwatches ou lançamento de outro wearable no portfólio, o executivo foi cético: “95% do nosso movimento está em smartphones. Mas olhamos outras categorias. Temos inovações como Snap. Se pensar o que Snap permite, como módulo de TV Digital, nós temos muito potencial de crescimento. Teremos mais inovação neste ano. O que vai ser? Ainda não podemos falar”.

2018

Sobre as expectativas da fabricante e como ela vê o mercado brasileiro e latino-americano, o presidente da Motorola disse que espera um incremento de 2% a 3% nas vendas, similar à prévia da IDC; e um possível aquecimento de vendas após a Copa do Mundo, como revelou a GFK nesta semana durante o Fórum MMA.

“O mercado brasileiro é importante para a gente. Ele vai reagir e já tem respondido. Passamos por isso na Argentina, teve muita gente que foi embora e nós ficamos. Agora estamos colhendo os frutos”, lembrou Buniac. “O mercado vai crescer este ano, mas um crescimento moderado. Porém, o crescimento mais forte do que em 2017 deve acontecer no Chile, por exemplo”.

Por sua vez, José Cardozo, gerente geral da Motorola no Brasil, estimou que o aumento de mercado da Motorola deve manter a toada dos “dois dígitos” em 2018, mas não pôde revelar sua previsão.

Twitter anuncia nova equipe para conteúdo de entretenimento no Brasil

O Twitter anuncia a chegada de Gabriela Malta e Nathali Lima à área de parcerias de conteúdo de entretenimento do Twitter no Brasil. Elas passam a integrar a estrutura liderada por Gerardo Vélez, que desde fevereiro ocupa a posição de head de parcerias de conteúdo de entretenimento da empresa para a América Latina.

No Twitter desde abril de 2017, Vélez era responsável por parcerias de conteúdo de entretenimento no mercado hispânico da América Latina, mas no início de 2018 conquistou um papel na região como um todo, incluindo o Brasil. Devido às particularidades do país, o executivo conta agora com Gabriela e Nathali para apoiá-lo na construção e desenvolvimento de parcerias locais com grandes produtores de conteúdo no ramo do entretenimento.

Com passagens por Ogilvy e Rede Globo, Gabriela Malta tem 12 anos de experiência na liderança de campanhas locais e globais para grandes marcas globais. Nathali Lima tem mais de 12 anos de experiência na indústria do entretenimento com desenvolvimento de projetos especiais e produção artística, passando por Vevo Brasil e Move Concerts.

Varejo de tintas cresce 15% no mês de março

São Paulo – O primeiro trimestre do ano fecha com um balanço positivo de vendas no setor de materiais de construção no varejo, com um crescimento de 10% em relação a fevereiro e 2% em comparação a 2018, Segundo a pesquisa Tracking, um levantamento mensal da Anamaco. “Os dois primeiros meses do ano são conhecidos por serem meses mornos para o varejo. Podemos acreditar que esse índice positivo marca uma recuperação gradual do mercado”, afirma Renato Sá, diretor de Estratégia e Marketing da Tintas MC.

Dentre todas as categorias, a que apresentou um melhor desempenho, com um crescimento de 15% foi o setor de tintas. “Tanto o varejo quanto os fabricantes do setor buscaram trazer oportunidades que tivessem impacto nessa retomada econômica.” comenta Sá. A pesquisa ainda revela que todas as regiões apresentaram progresso. O Sudeste ocupou o terceiro lugar, com um aumento de vendas de 10%, ficando atrás da região Nordeste com 15% e Centro-Oeste com 12%.

Confiança no mercado

Outro indicador positivo foi o Índice de Confiança da Construção (ICST), realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Ele apresentou um avanço de 0,7 ponto percentual de fevereiro para março e chegou a 82,1 pontos. A melhora na confiança é o reflexo direto da visão promissora dos profissionais em relação ao mercado. O Índice da Situação Atual (ISA-CST) também apresentou um crescimento de 0,9 ponto percentual, atingindo 71,4 pontos, o maior nível desde julho de 2015 (71,7 pontos).

“Apesar dos indicadores ainda não terem batido a marca de 100 pontos, que representaria um cenário ideal, essa alta já é muito relevante para o mercado”, finaliza Renato Sá.

Vivo inaugura Vivo Digital Labs para avançar na transformação digital

A Vivo inaugurou o Vivo Digital Labs, um espaço de 1.500m2, em São Paulo, ocupado por 230 colaboradores das equipes de transformação digital da operadora. Os profissionais trabalham seguindo metodologias como Agile e o Lean, aplicando a abordagem design thinking.

Operando em Squads, times multidisciplinares que atuam sempre por projeto baseado nas jornadas dos clientes, esse profissionais têm foco na solução de objetivos específicos para acelerar a transformação digital da Vivo.

Assinado pelo arquiteto André Detanico, do escritório gaúcho AT, o conceito do Vivo Digital Labs traz inovação, mobilidade, contemporaneidade, tecnologia e integração com o ambiente urbano, trazendo para dentro da empresa a possibilidade de contato com a natureza e de lazer, em sintonia com a rotina de trabalho.

Já na entrada, os visitantes serão recebidos pela Vivi, a atendente virtual da Vivo, que tem tecnologias de realidade aumentada e de reconhecimento de fala. Por meio de um tablet, o visitante conversará com a Vivi e ela enviará uma mensagem para o colaborador, informando que a visita chegou.

Além de 12 espaços para Squads, o ambiente tem um laboratório de user experience, para a realização de testes de serviços e funcionalidades com clientes, um command center, sala com 16 telas de monitoramento dos indicadores dos projetos em andamento pelos Squads, salas individuais e de reunião, com recursos de áudio e vídeo e telepresença; e arena de eventos, com capacidade para 40 pessoas e quatro terraços.

Furukawa cresce 16% e anuncia investimento de R$ 43 milhões em 2018

A Furukawa Electric LatAm fechou o ano fiscal de 2017, encerrado em março, com uma receita líquida de R$ 901 milhões. O valor representa um crescimento de 16% em relação ao exercício anterior. Para 2018, a previsão é de aumento na receita em 17%, apoiado por investimentos que deverão atingir R$ 43 milhões.

A fabricante, especializada em cabos de fibra óptica, credita os resultados à estratégia adotada há um ano, que visa fortalecer e expandir a marca Furukawa Electric LatAm no cenário global. A fabricante considera que conseguiu tornar a marca mais forte no Brasil e nos demais países onde atua.

As exportações cresceram 3% em 2017 e novos países, especialmente do Sudeste Asiático e do Norte da África, passaram a fazer parte do mercado da empresa. A expansão motivou a ampliação da linha de produtos da Furukawa, feita através de parcerias estratégicas, como a firmada no início deste ano com a Intracom Telecom.

Neste caso, a intenção é ofertar soluções híbridas, integrando as tecnologias de fibra óptica e sem fio (rádio), com foco em aplicações como Internet das Coisas (IoT), Indústria 4.0 e redes 5G.

A Furukawa também inaugurou uma fábrica de conectividade e expandiu seu centro de distribuição, ambos em Curitiba (PR), em janeiro deste ano. A nova fábrica deverá atender às necessidades do segmento de data centers, que demanda produtos customizados e prazos cada vez mais curtos, e dos provedores de internet (ISPs). Já o centro de distribuição tem o objetivo de atender ao crescimento da modalidade de e-commerce da empresa e dar mais agilidade às entregas.

Os novos investimentos devem focar na expansão da linha de cabos ópticos da Furukawa, bem como no aumento da produção de fibra. A intenção é acompanhar o crescimento da demanda por fibra na América Latina, principalmente na construção de redes 5G. A fábrica de Sorocaba (SP) deverá ampliar em 20% a capacidade de produção do produto. A produção nas unidades na Argentina e Colômbia também devem aumentar.

BCG lança unidade de negócio em Advanced Analytics no Brasil

O crescimento exponencial na geração e captura de dados, aliado às novas técnicas analíticas viabilizadas pelo aumento da capacidade de processamento e redução de custos, vem criando oportunidades reais de geração de valor para empresas. Em diversos setores, no mundo todo, modelos de negócios vêm se transformando a partir de insights competitivos gerados por essa infinidade de dados e novas tecnologias. Diante desse cenário, o BCG (The Boston Consulting Group) anuncia a chegada no Brasil e na América do Sul do BCG Gamma, unidade de negócio focada em Advanced Analytics & Artificial Intelligence, com o objetivo de transformar informações extraídas de bases de dados grandes e complexas – ou Big Data – em ativos determinantes para criar valor para uma empresa.

Sempre focando nos processos ligados ao core dos seus clientes, um time composto por data scientists de classe mundial e especialistas do BCG Gamma gera e implementa algoritmos de Machine Learning e Inteligência Artificial customizados às necessidades da organização, aprimorando assim a eficiência de processos fundamentais para a corporação e criando vantagem competitiva para a companhia no mercado. “Nós construímos e implantamos soluções inovadoras de análise de dados que tem o potencial de mudar a trajetória de desempenho de empresas em um período de 12 a 24 meses. Tipicamente, as organizações já notam os primeiros impactos de três a cinco meses após o início dos projetos”, diz Henrique Sinatura, diretor do BCG Gamma no Brasil.

O trabalho não se limita à execução de algoritmos e sistemas, mas busca uma visão integrada da aplicação destas tecnologias, associada à expertise do BCG em execução, governança, processos e gestão da transformação. “A exploração de dados é, hoje, uma demanda relacionada ao crescimento estratégico de nossos clientes. As empresas que encontram uma fórmula para implantar e escalar soluções de Advanced Analytics conseguem extrair valor e materializar benefícios em um curto período de tempo, sem necessidade fazer grandes investimentos. E isso tem sido uma importante ferramenta, utilizada em vários casos para financiar uma jornada mais ampla de transformação digital”, diz Douglas Woods, sócio do BCG no Brasil.

A construção dos data assets (estruturação de dados em ativos) e a monetização dos achados que derivam dessas bases têm papel central na atuação deste novo serviço. De acordo com o BCG, ferramentas analíticas se tornam fontes de vantagem competitiva na medida em que reduzem custos de operação, otimizam a efetividade dos esforços de marketing e sustentam a criação de modelos de negócio inovadores. “Identificamos uma crescente demanda local por análises avançadas de dados e especialistas que entendessem as especificidades das empresas nos mercados latino-americanos, o que nos fez concluir que era a hora de trazer BCG Gamma para a América do Sul”, ressalta Sinatura sobre a importância deste lançamento para o mercado.