Safra de vinhos brasileira de 2020 se destaca pela qualidade

Começam a chegar aos principais pontos de venda da Miolo as primeiras garrafas do Wild Gamay 2020. Isso, claro, se o sistema de entrega funcionar nestes tempos de mudanças diárias de planos por conta do Covid-19.

O tinto é o primeiro representante da safra brasileira de 2020, considerada espetacular por seus produtores, a ir para o mercado. E traz novidades. É a primeira vez que a vinícola coloca no mercado um vinho elaborado sem a adição tanto de leveduras selecionadas como de SO2, substância utilizada para preservar o vinho.

“Não lembro de uma safra tão boa para todos os vinhos, sejam brancos, tintos ou espumantes”, afirma, empolgado, o enólogo Daniel Salvador, presidente da Associação Brasileira de Enologia (ABE).

Nos últimos cinco anos, o Brasil amargou quatro safras ruins e uma de qualidade, a de 2018. Segundo Salvador, a de 2020 é ainda melhor do que a de dois anos atrás. “As uvas chegaram perfeitas às vinícolas, sem doenças, completamente maduras”, diz o presidente da ABE.

O clima foi o principal aliado neste ano. Por mais que ele tenha pregado alguns sustos. O primeiro veio logo no começo da safra, com as chuvas abundantes no período da floração, ainda na primavera. As águas atingiram fortemente os vinhedos, diminuindo seu rendimento.

“A redução não foi uniforme. Na Valontano, tivemos problemas com a merlot e a cabernet sauvignon, com queda de 20%”, afirma o enólogo Luís Henrique Zanini, que cultiva vinhedos na Serra Gaúcha.

O segundo susto foi na estiagem de dezembro e início de janeiro. Em alguns vinhedos, a falta de água foi prejudicial, contribuindo também para a quebra na produção. “Mas foi uma perda menos significativa do que a de 2018”, afirma Adriano Miolo, diretor de enologia da Miolo.

Dos quatro projetos e dos 1 mil hectares de vinhedos próprios da Miolo, o Vale dos Vinhedos foi o que mais sofreu, comparado com as regiões da Campanha Meridional (projeto Seival), Campanha Central (projeto Almaden) e Vale do São Francisco (projeto Terranova).

No Rio Grande do Sul, a colheita está quase concluída. Mas ainda há uvas nos vinhedos de Santa Catarina. Nesse cenário, até o momento, não há um dado final com o volume oficial da safra.

Entre meados de janeiro e março, a natureza colaborou com algumas chuvas providenciais, impedindo que as plantas entrassem em estresse hídrico

Entre meados de janeiro e março, a natureza colaborou com algumas chuvas providenciais, impedindo que as plantas entrassem em estresse hídrico. “As chuvas caíram na hora certa e permitiram aos produtores colherem as uvas no seu grau ótimo de maturação”, afirma Salvador, da ABE.

Ou, como diz Zanini, os produtores não tiveram de colher correndo para fugir da chuva. “Pudemos esperar a uva chegar em seu equilíbrio ideal”, diz ele.

Um exemplo está na medição do chamado grau babo da uva, que representa a quantidade de açúcar, em peso, em 100 gramas de mosto, e que permite estimar o teor alcoólico do vinho final.

Segundo Salvador, na região dos Vales dos Vinhedos, as uvas merlot e cabernet sauvignon costumam ser colhidas entre 18 e 20 de grau babo. Nessa safra, no entanto, o grau ficou entre 22 e 23,5, o que permite obter vinhos com mais de 14% de teor alcoólico. “São uvas que nos trazem maior potencial alcoólico, mais polifenóis, mais estrutura e potencial de guarda”, comemora ele.

Na Casa Valduga, a preocupação de Daniel Dalla Valle, o diretor técnico da vinícola, é se o segundo container de barricas conseguirá sair dos portos franceses rumo ao Brasil. O primeiro já está a caminho e ele torce para conseguir liberá-lo a tempo de utilizar nesta safra.

“Pela primeira vez, decidimos comprar foudres, para amadurecer alguns brancos e tintos”, afirma Valle. “E demos sorte porque tanto nos vinhedos do Vale dos Vinhedos como na região de Encruzilhada, as uvas estão com a maturação fenólica completa.”

Barricas grandes de carvalho francês, com capacidade para 2.500 litros, nos modelos escolhidos pela Valduga, os foudres são recipientes que vêm ganhando espaço na enologia.

Wild Gamay 2020

Em seu interior, os vinhos conseguem amadurecer, sem ficar com a madeira tão marcada como muitas vezes acontece nas barricas tradicionais, de 225 litros. “Devemos utilizar os foudres em alguns tintos, mas também em brancos, como um viognier”, adianta Dalla Valle.

A qualidade da safra, ainda, faz o enólogo pensar em novos projetos. Na Valduga, uma das apostas é esse viognier com passagem em foudres. Na Miolo, um cabernet franc single vineyard com uvas do projeto Almadén, na fronteira com o Uruguai, pode ser uma novidade, vindo de vinhedos plantados há mais de 30 anos. Mas é certo que as vinícolas devem lançar todos os seus brancos e tintos premium, aqueles que são elaborados apenas em anos de qualidade.

Com as uvas nas vinícolas, o desafio dos enólogos agora é transformar esta matéria-prima em vinhos de qualidade. Se, no passado, as boas safras muitas vezes esbarravam na falta de estrutura nas vinícolas, agora é esperar que todo o suporte técnico, dos laboratórios com equipamentos mais precisos às diferentes barricas importadas, ajudem a valorizar a uva de qualidade e não escondê-la em muito teor alcoólico e madeira demasiada. A palavra agora está com os enólogos.

Construtora celebra contrato de compra de imóvel 100% online

Na quinta-feira (26), a Pride Construtora e Incorporadora fechou o primeiro contrato de compra 100% online, garantindo a realização do sonho da casa própria e cumprindo as recomendações de prevenção e combate ao novo coronavírus (COVID-19).

Thiago Kuntze, sócio proprietário e diretor de experiência do cliente, comemorou a ação. “Fomos informados hoje da celebração desse contrato e ficamos muito felizes em poder garantir a realização do sonho de uma família e principalmente, em oferecer bem-estar e segurança a todos os envolvidos no processo, desde o corretor até o cliente”, destacou.

João Douglas de Melo Camargo, 29 anos, é montador, e contou sua emoção ao realizar um sonho acalentado há três anos. “Eu e a Mirian estamos planejando nos casar em 2021, e já diz o ditado né: que quem casa quer casa. Assim, neste período conversamos bastante e hoje realizamos mais uma etapa para a concretização de outro sonho nosso, o casamento”, relatou.

“Estou muito feliz em dar mais esse importante passo na minha vida, tornar um sonho realidade neste período complicado que estamos passando. Ter essa opção e receber um atendimento como o que eu recebi, foi decisivo na hora de comprar a minha casa”, ressaltou João Douglas.

Esta não é a primeira transação online da empresa, que desde 2019 atua desta forma em alguns casos, mas que até então, as pessoas precisavam se deslocar até os escritórios imobiliários. A ação de hoje, além de ser totalmente remota, pôde ser realizada da casa dos interessados, já que o Brasil passa por um momento de isolamento social.

Segundo Thiago Kuntze, a expectativa é que esse serviço cresça ainda mais, respeitando assim, as recomendações de saúde neste momento de isolamento social.

“Acreditamos que agora, nesse momento de isolamento social, os contratos fechados de forma online acabem crescendo, mas principalmente, acreditamos que estamos garantindo que as pessoas tenham assegurado a realização de seu sonho, ainda mais nesse cenário que estamos passando. Além do cliente, preservamos também o corretor. Fechamos um ciclo de prevenção pensando no bem-estar dos colaboradores, amigos, familiares e clientes”, explica Kuntze.

Para o corretor Fábio Raul Machado, que atua no mercado imobiliário há 6 anos, o momento é delicado, mas acredita que o online pode contribuir muito. “Precisamos nos reinventar, e a assinatura dos contratos de forma 100% online, mostrou que essa reinvenção precisa ser rápida. Como sou autônomo, fiquei muito feliz em poder celebrar esse contrato e acredito que esse é o caminho”, destacou.

Geralmente, os contratos Minha Casa Minha Vida devem cumprir uma série de etapas burocráticas, que podem durar alguns dias. Pelo processo online, os clientes passam a contar com auxilio direto dos corretores, ajudando a reduzir um pouco a ansiedade do comprador, explicando o passo a passo e dando mais rapidez aos processos da empresa. “Esse contato transmite segurança para o consumidor em um momento tão especial da vida. Todos os envolvidos ganham nesse processo”, afirma.

Além da celebração de contratos online, a Pride é também a única empresa do estado, que possui um processo de automatização de dados. As informações são repassadas para uma plataforma e os contratos são assinados virtualmente. Dessa forma, evitam-se erros que podem acontecer durante o preenchimento dos cadastros de forma manual. “Sempre estivemos atentos as necessidades do mercado e as inovações tecnológicas. Vimos que, informatizando nossos processos, atenderíamos a uma demanda interna e também ofereceríamos segurança e agilidade aos nossos clientes. Neste momento, pudemos verificar de forma mais efetiva como é importante investir no online. Graças a essa visão é que hoje conseguimos assegurar a realização do sonho dos nossos clientes de forma segura e agora, de forma preventiva ao novo coronavírus”, acrescenta o diretor.

TIM e C6 Bank anunciam oferta de serviços de telecomunicações e financeiros

Rio de Janeiro – A TIM e o C6 Bank anunciam nesta quinta-feira uma parceria estratégica que prevê a oferta conjunta de serviços financeiros e de telecomunicações. A iniciativa marca a entrada da operadora no segmento financeiro de uma forma inédita no Brasil. Os clientes poderão contar com benefícios especiais e a conveniência dos serviços das duas empresas. A oferta integrada será lançada ainda este ano para um público potencial de cerca de 55 milhões de usuários da TIM, além de novos clientes.

O C6 Bank atingiu a marca de 1,5 milhão de contas abertas em fevereiro de 2020 – a instituição financeira foi lançada em agosto de 2019. O banco, que funciona sem agências físicas, já oferece ampla variedade de produtos. Além da oferta básica, que inclui conta corrente sem taxa de manutenção, pagamentos, cartão múltiplo, TEDs e saques ilimitados, o banco oferece tag de pedágio gratuita (C6 Taggy), conta internacional em dólar, transferência por SMS (C6 Kick), CDBs, fundos e crédito pessoal.

O acordo também envolve potencial participação minoritária da TIM no capital do C6 Bank, a depender da evolução dos resultados da parceria.

O Credit Suisse foi o advisor, assessorando o C6 Bank. A TIM foi assessorada pelo Renato Grelle da Sakhra.

Pedidos de táxi aéreo internacional têm alta de 70%, apura Flapper

Medo do coronavírus, fronteiras fechadas e o cancelamento de voos regulares. Com o surto viral impactando negativamente a aviação comercial, a procura por voos em jatos particulares torna-se crescente entre corporações, agências de viagens e clientes de alto poder aquisitivo. Um desses prestadores de serviços é a empresa de fretamentos sob-demanda, Flapper, que vem tendo um expressivo crescimento neste ano. Operando no segundo maior mercado mundial de aviação executiva – Brasil – a Flapper compartilhou suas opiniões sobre as perspectivas atuais do setor, destacando um aumento da demanda de fretamentos, gerada pela epidemia do Covid-19.

Ao analisar o segmento de clientes internacionais que solicitaram voos para/do Brasil, o número de pedidos nos primeiros três meses de 2020 obteve alta de 69%, comparado com mesmo período de 2019, segundo a empresa. O valor dos voos cotados atingiu um total de R$ 62,6 milhões. Jatos executivos de longo alcance e aviões de linhas aéreas dominaram a demanda, respondendo por mais de 50% de todos os pedidos. Os voos aeromédicos e de turistas e empresários brasileiros que retornam da Europa, EUA e Peru são, particularmente, populares e correspondem a mais da metade de todos os pedidos internacionais. Cuzco-São Paulo e Lima-São Paulo foram as rotas internacionais mais cotadas, enquanto São Paulo-Rio de Janeiro continuou sendo a rota doméstica mais popular.

Num mercado em que 99% de todos os voos da aviação geral são domésticos (Instituto Brasileiro de Aviação, 2019), tais resultados representam um aumento de demanda sem precedentes, de acordo com Paul Malicki, CEO da Flapper. Em relação a voos domésticos, que haviam registrado crescimento mensal constante de 10% nos últimos 4 meses, Malicki também destaca que os grandes mercados internos oferecem estabilidade, especialmente em um cenário mundial enfrentado por ameaças da pandemia:

O rápido aumento de demanda por voos internacionais é de curto prazo e já está se achatando para os meses de abril e maio, relata executivo. “Vimos, no entanto, uma demanda mais constante por voos domésticos e tudo indica que a aviação geral constituirá uma das únicas opções para o transporte de passageiros interestadual nos próximos meses. Nesse sentido, o setor de aviação executiva brasileiro se comporta de maneira semelhante ao seu aos EUA, onde os voos comerciais devem cair de 70 a 90%, enquanto a aviação executiva poderá aumentar sua importância no segmento de transporte de profissionais de saúde e pacientes doentes. Essa situação não seria tão comum na Europa e na Ásia, já que possuem países com um mercado doméstico mais tímido, quando comparado ao setor de voos internacionais.

Com o provável fechamento da ponte aérea São Paulo – Rio de Janeiro, a aviação privada poderá se beneficiar do surto Coronavírus. Na semana passada, as maiores companhias aéreas da região, Gol e LATAM, anunciaram fechamento da maior parte de suas operações. Os aeroportos de aviação geral de Jacarepaguá (Rio de Janeiro) e Campo de Marte (São Paulo) continuam operando como de costume.

A outra tendência que a empresa observou é de um rápido crescimento na solicitação de voos de helicóptero. Segundo Paul Malicki, “em um mês típico, vemos de 30% a 40% de nossas receitas provenientes de fretamentos de helicópteros. Agora, em março, já estamos no nível de 50%, com expectativa de aumento. Podemos atribuir esse crescimento repentino aos receios contínuos da pandemia, especialmente entre clientes estrangeiros que desejam chegar aos aeroportos de uma maneira mais conveniente.

As estatísticas publicadas pela plataforma global de procurement de aeronaves Avinode apoiam a correlação positiva entre a aviação geral e o tamanho dos mercados domésticos. Enquanto, no mês de março deste ano, as solicitações de fretamentos mundiais estão claramente à frente do mesmo período do ano passado (alta de aprox. 70%), a demanda para maio já está 16% atrás dos recordes de 2019. Já a procura por voos domésticos nos EUA aumentou cerca de 120% em março e 57% em abril (em uma base anual) em relação aos resultados do ano anterior.

A queda de procura por voos internacionais de jato particular em abril é um mero resultado das ações preventivas realizadas por vários países da América Latina. Alguns governos, como do Peru, Colômbia e Venezuela, anunciaram uma suspensão de todas as viagens internacionais, incluindo voos de aviação geral. O Panamá, que fechou a fronteira neste domingo (22/3), estabeleceu voos aeromédicos sem restrições, tornando-se o centro preferido para os de resgate. Ainda, o México e várias nações do Caribe relutam em suspender os voos de países afetados pelo coronavírus, continuando a receber passageiros de jatos particulares.

Votorantim lucra R$ 5 bilhões em 2019, alta de 113%

São Paulo – A Votorantim S.A. registrou lucro líquido de R$ 4,9 bilhões em 2019. Na comparação com 2018, ano em que o lucro líquido totalizou R$ 2,3 bilhões, o resultado representa um aumento de 113%.

A receita líquida ficou estável, totalizando R$ 30,9 bilhões. Já o EBITDA ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) fechou o ano em R$ 5,1 bilhões, uma queda de 26% em relação ao resultado de 2018, que foi de R$ 6,9 bilhões.

O resultado é explicado, principalmente, pelo reconhecimento do ganho com a transação da Fibria, ocorrido no início do ano passado. A depreciação do real frente ao dólar colaborou para o melhor resultado das operações no exterior, que são consolidadas em reais, como nos casos das investidas Nexa e Votorantim Cimentos na América do Norte (VCNA).

A retomada da demanda no mercado de cimentos brasileiro em 2019, que apresentou um aumento de 3,5%, contribuiu para melhores resultados das operações da Votorantim Cimentos no Brasil.

No caso dos metais – como zinco, cobre, chumbo e alumínio – houve queda no preço global e também no volume de vendas. O mesmo aconteceu na Citrosuco: além da queda do preço internacional da commodity, houve também uma queda no volume de vendas de suco concentrado congelado, o FCOJ.

“Em 2019, apesar do contexto político e econômico desafiador, demos passos importantes na transformação do nosso portfólio e, por outro lado, nossas empresas investiram buscando aumentar a competitividade de seus negócios”, afirma João Miranda, diretor-presidente da Votorantim. “Diante das incertezas em relação a Covid-19 no Brasil e no mundo, adotamos medidas para garantir a saúde e segurança dos nossos profissionais e também priorizamos nossa liquidez”, diz João.

Investimentos

Os investimentos de 2019 somaram R$ 3,2 bilhões, um aumento de 24% em relação a 2018, com destaques para o projeto Aripuanã/MT, da Nexa, e a ampliação da planta de moagem da Votorantim Cimentos em Pecém/CE, que adicionará 800 mil toneladas de capacidade.

Além dos projetos de expansão, vale destacar que a Votorantim Cimentos, com o objetivo de reforçar sua posição competitiva e de liderança no mercado, iniciou um programa de investimentos em modernização de suas fábricas, de forma que esteja preparada para a recuperação da economia brasileira e que capture valor nas regiões onde atua.

Ainda em 2019, a Votorantim Energia, por meio da joint venture com o fundo Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB), fechou um acordo com a Votorantim Cimentos e com a CBA para investir cerca de R$ 2 bilhões na expansão das fases II e III do Parque Eólico Ventos do Piauí. A iniciativa levará à criação do maior cluster de energia eólica do Brasil, com mil megawatts de capacidade instalada. Juntos, os novos complexos totalizam capacidade instalada de 411,6 megawatts, que se somam aos 205,8 megawatts do Parque Ventos do Piauí I e aos 357,9 megawatts do Parque Ventos do Araripe III.

Alavancagem

A Votorantim encerrou 2019 com a dívida bruta consolidada de R$ 19,8 bilhões, uma queda de 19% em relação a dezembro de 2018. Esta redução é explicada pelos pré-pagamentos de dívidas realizados pela Votorantim Cimentos e pela Votorantim S.A. durante o ano. Já a dívida líquida totalizou R$ 10,0 bilhões em 2019, uma queda de 25% em relação a dezembro de 2018. A alavancagem financeira, medida pelo quociente da dívida líquida/EBITDA ajustado, ficou estável atingindo 1,95x, ante 1,92x em dezembro de 2018.

“Frente às adversidades desse período, reduzimos o endividamento consolidado, por meio do pré-pagamento de R$ 5 bilhões em dívidas, mantendo nossa alavancagem abaixo de 2,0x. A Votorantim é uma das nove empresas brasileiras consideradas Grau de Investimento. Enfrentaremos mais essa crise com uma posição de caixa robusta e com a usual prudência. “, afirma o diretor financeiro, Sérgio Malacrida.

Spicy aposta no e-commerce e oferece frete grátis

Nas últimas semanas, o mundo tem se deparado com uma situação nunca vista antes: o isolamento social por causa da pandemia do coronavírus (COVID-19). Com a doença, as autoridades estão orientando a população a ficar em casa e pedindo o fechamento de alguns estabelecimentos. Tal impacto no varejo físico está fazendo com que algumas empresas direcionem suas ações para atender seus clientes através do e-commerce. A Spicy, rede de lojas especializada em utensílios de cozinha, mesa e bar, seguiu essa tendência que foi muito bem aceita por seus clientes, e obteve um crescimento no canal digital nas últimas semanas.

“Buscamos sempre manter a excelência em nosso serviço, e para atendermos essa demanda crescente aumentamos a diversidade e quantidade de produtos na loja online”, afirma Paulo Oliveira Neto, gerente de e-commerce Spicy.

As redes sociais são hoje a principal ferramenta da marca para contato com o público, abastecendo-o de dicas de como aproveitar esse momento em casa com a família, nas refeições, nas brincadeiras e organizando tudo.

“A confluência de bons produtos com uma boa comunicação, aliados a um bom serviço e relacionamento é a nossa estratégia para manter nossos clientes satisfeitos”, completa Paulo.

Claramente, o fechamento das lojas físicas e demais opções de compra do consumidor impactam todo e qualquer faturamento, mas apresentar, de forma clara e objetiva, soluções para o período de quarentena tem se mostrado eficaz. O centro de distribuição Spicy recém inaugurado – fevereiro 2020, em Jarinu/ SP também está operando normalmente – com todas as medidas de higiene e recomendações do protocolo hospitalar Anvisa – e as entregas devem ocorrer nos prazos oficializados no ato da compra.

No e-commerce Spicy, o cliente encontra produtos que podem ser usados no home office, como cafeteiras, chaleiras, utensílios para facilitar a vida das famílias – desde fritadeiras, fornos elétricos, pipoqueiras (até para micro-ondas), entre outras opções. E para aproveitar o relacionamento das lojas com seus consumidores a empresa está incentivando as vendas também através da loja online. Os vendedores atendem seus clientes via WhatsApp e enviam links especiais para que eles façam a compra com desconto, mantendo a comissão que já tinham nas lojas.

Thinkseg ajuda a economizar com o seguro automóvel

São Paulo – Nesse momento difícil, em que os brasileiros só podem circular pelas ruas para comprar comida, remédios ou para ter acesso aos hospitais, o Grupo Thinkseg anuncia menor valor no seguro automóvel. Baseado no modelo de inteligência artificial, somado a uma decisão da empresa, o cliente Thinkseg passa a pagar entre 30% e 40% a menos no quilômetro rodado.

O seguro auto Pay Per Use (PPU) tem um sistema dinâmico. Diante da mudança de comportamento no deslocamento dos motoristas pelas ruas, houve a redução automática do preço de cada quilômetro (km) rodado. O desconto calculado está entre 30% a 40%. O preço de cada quilômetro é estabelecido, dentre outras variáveis, conforme o CEP de residência do motorista.

No PPU, o quilômetro com seguro pode custar, em média, 20 centavos, por exemplo, em algumas regiões do País. Quem cotar no site da Thinkseg, a partir desta semana, já vai ver os valores atualizados com o desconto automático. Para quem já é cliente, o valor do quilômetro, com o desconto, estará disponível no próximo mês.

A estimativa é de que esse seguro ofereça uma economia de até 60% no preço total do seguro automóvel pago pelos motoristas que usam pouco o veículo, quando comparado a outros produtos, do mesmo segmento, no mercado. “Com a restrição das atividades, por conta do coronavírus (covid-19), as pessoas vão ganhar menos e querem reduzir despesas desnecessárias”, explica o CEO do Grupo Thinkseg, Andre Gregori. “Estamos nos adaptando a uma nova realidade. Por isso, oferecemos um preço justo de seguro às pessoas. Quem usar o carro, vai pagar o seguro com mais descontos neste momento”, completa.

Por meio do aplicativo Thinkseg (app Thinkseg), é possível acompanhar o número de motoristas que estão se deslocando no País e, assim, ocorre o ajuste dinâmico do preço de cada quilômetro. “Quanto menor a locomoção de veículos, o preço do quilômetro cai. É o momento sendo ajustado ao bolso de cada um”, diz Gregori.

Após a contratação do PPU, 100% online na Thinkseg, o motorista recebe o convite para fazer o download do app Thinkseg. Quando logado no smartphone do motorista, o app avalia o modo de condução do veículo por meio de sete variáveis: aceleração, velocidade, frenagens, viradas, uso do celular na direção, horário e local onde trafega. Segurado com bom comportamento no volante ganha pontos.

O modelo de seguro automóvel Pay Per Use (pague pelo uso) foi lançado no Brasil em novembro passado, em parceria com a seguradora italiana Generali. O seguro PPU é completo e aceita veículos com valor mínimo de R$ 20 mil e máximo de R$ 300 mil, presentes na tabela Fipe, de acordo com a política de aceitação da plataforma. Os modelos de autos podem ser nacionais e importados, com ou sem blindagem, em todo o território nacional.

Além de cobertura para roubos e furtos, seguindo os preços da Tabela Fipe, o seguro auto Pay Per Use também oferece cobre acidentes de qualquer tamanho. O PPU tem ainda parcerias com cerca de 4 mil oficinas e uma rede para atendimento de serviços de socorro mecânico, guincho, reboque e reparos gerais (vidro, farol, lanterna, retrovisor e para-choque). E o cliente faz tudo pelo aplicativo.

É a primeira vez que esse modelo de seguro é adotado no Brasil. Em países da Europa, e nos Estados Unidos, modelos parecidos tem passado a serem determinantes na oferta de seguros.