Pinta Mundi Tinhas quer alcançar 40 lojas

A Pinta Mundi Tintas, rede franqueadora varejista do mercado de tintas, encerrou o ano de 2019 com 18 lojas e projeta chegar a marca de 40 unidades em 2020, entre próprias e franqueadas. Entre janeiro e fevereiro, a rede prepara mais quatro novas operações nos bairros paulistanos do Tatuapé, Vila Maria, Vila Mascote e no município de Mogi das Cruzes. Hoje a rede está presente no estado de São Paulo e em Santa Catarina.

Drogaria São Paulo abre duas unidades em SP

A Drogaria São Paulo inaugurou dois pontos de venda no estado de São Paulo, durante este mês. As novas lojas estão situadas na cidade de Bauru, interior do estado, e no bairro de Indianópolis, na Zona Sul da capital. A rede faz parte do Grupo DPSP que administra mais de 1.350 pontos de venda distribuídos por oito estados do Brasil. Em 2019, o grupo inaugurou 68 lojas.

Avanço do comércio online faz de Cajamar a ‘Faria Lima dos galpões’

A competição acirrada entre varejistas do comércio eletrônico tem aquecido o mercado de galpões logísticos e transformado o município de Cajamar, localizado a menos de 30 quilômetros de São Paulo, em uma espécie de “Faria Lima” dos galpões, em referência à área mais valorizada do País quando se fala em escritórios de alto padrão.

A briga pelo melhor espaço faz diferença na busca por uma entrega mais rápida das encomendas, exigência para crescer nesse setor em franca expansão. O comércio online de produtos cresce em ritmo acelerado no País. Em 2011, movimentava R$ 18,7 bilhões e girou quase o triplo – R$ 53,2 bilhões – em 2018, de acordo com dados da e-Bit-Nielsen.

A projeção da consultoria é de que em 2019 o setor tenha atingido R$ 61,2 bilhões, alta de 15%. Só entre a Black Friday e o Natal de 2019, o varejo digital vendeu R$ 14,1 bilhões, aponta a Compre&Confie, empresa de inteligência de mercado.

Estudo da plataforma SiiLA Brasil mostra que Cajamar reúne 1,3 milhão de metros quadrados de galpões logísticos de alto padrão. No quarto trimestre de 2019, o preço pedido para locação era de R$ 21,87 por metro quadrado, o maior valor desde o segundo trimestre de 2016 – e montante 13% mais caro do que no mesmo período de 2018.

A maior procura, especialmente por parte de empresas do varejo, reduziu a taxa de galpões vagos. Apenas 7,1% da área disponível está desocupada. Enquanto isso, a vacância média dos 7,2 milhões de metros quadrados de galpões disponíveis no Estado de São Paulo é mais que o dobro, 17,47%, aponta o estudo.

Giancarlo Nicastro, CEO da SiiLA Brasil e responsável pela pesquisa, conta que no início desta década, havia apenas cerca de 200 mil metros quadrados de galpões em Cajamar. Por causa da localização estratégica, perto do Rodoanel e das Rodovias Anhanguera e Bandeirantes, a região atraiu o interesse de empresas internacionais na construção de galpões. “Como elas seguem um padrão construtivo elevado, isso atrai as varejistas que querem rapidez nas entregas”, observa.

Além da localização privilegiada do município, as empresas estão de olho em alguns diferenciais oferecidos por esses galpões. Pé direito alto e eficiência energética, por exemplo, dão mais agilidade para o desembaraço de mercadorias e reduzem custos, diz Nicastro.

Hoje, mais da metade da área dos galpões logísticos de Cajamar é ocupada por empresas do varejo físico e online, 33% e 24%, respectivamente. Do varejo físico, os atacadistas Assaí e Makro e a revenda de materiais de construção Leroy Merlin têm centros de distribuição na região. Do varejo online, a B2W, líder do e-commerce, o Mercado Livre, e a Amazon, com três centros de distribuição, estão instaladas em Cajamar.

O fundo americano de investimento GTIS e a incorporadora Etoile, por exemplo, estão concluindo 153 mil metros quadrados de galpões em Cajamar, que serão destinados à locação. O grupo que possui áreas de galpões no município de Embu das Artes, também na região metropolitana de São Paulo, foi atraído para empreender em Cajamar por causa da localização da cidade, com fácil acesso para o interior e a capital paulista.

Häagen-Dazs investe em ilhas personalizadas em rede de supermercados

Com a chegada do verão, a marca de sorvetes Häagen-Dazs, instala dez ilhas personalizadas do produto em unidades da rede de supermercados Pão de Açúcar, localizadas em pontos na cidade de São Paulo e no Rio de Janeiro que ficarão ativadas até março de 2020.

Transferência de lojas do Carrefour para Super Nosso recebe aval do Cade

O Carrefour Brasil recebeu aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para um acordo que transfere a administração de 17 supermercados na Região Metropolitana de Belo Horizonte para a rede mineira Super Nosso, de acordo com decisão publicada do Diário Oficial da União de ontem.

A varejista converterá 17 supermercados da bandeira Carrefour Bairro para a marca Super Nosso dentro de um ano, informou a companhia em comunicado divulgado em outubro de 2018.

Conforme o Super Nosso, em outubro, com essa parceria a rede mineira quase dobra o número de unidades do supermercado gourmet e deve aumentar em 30% a produção de sua indústria.

Na prática, as lojas do Carrefour Bairro se tornam operações do Super Nosso por um período de, no mínimo, cinco anos. O consumidor final encontrará tudo o que já é oferecido na rede mineira: o mix completo, o açougue com carnes nobres, a padaria e, inclusive, os serviços, como comida japonesa, sommelier e clube de pontos.

Para o Carrefour, a vantagem da parceria está no resultado que as 17 lojas passarão a ter, uma vez que o faturamento continuará sendo da rede francesa. De acordo com o CEO do grupo mineiro, Euler Nejm, em entrevista na ocasião do anúncio da parceria, uma unidade do Super Nosso vende mais que o dobro por metro quadrado do que uma loja do Carrefour Bairro e, por isso, a operação é mais vantajosa do que o modelo da rede francesa.

Já o Grupo Super Nosso lucrará com uma porcentagem em cima do desempenho das 17 lojas e, principalmente, com o crescimento da produção de sua indústria, que passará a abastecer essas operações.

GPA mira expansão internacional do Assaí

Há um processo de recuperação econômica que leva o Grupo Pão de Açúcar, com mil lojas e 95 mil empregados, a prever um 2020 “muito melhor”, com aumento mais forte de demanda. Em 2020, o GPA voltará a abrir, depois de dois anos, supermercados novos da bandeira Pão de Açúcar e terá seu marketplace, um shopping center virtual.

“Há uma estrutura de longo prazo de juros mais baixos e de inflação controlada, então, enquanto tiver esse juro neutro ou zero, isso vai levar a uma dinâmica que nunca se viu. Teremos uma demanda que ninguém sabe como vai ser, mas que já se sabe que será extremamente positiva”, disse ontem pela manhã, em encontro com jornalistas, Ronaldo Iabrudi, co-vice-presidente do conselho de administração do GPA.

A empresa também planeja para 2020 o início da expansão da rede de atacarejo Assaí para fora do Brasil – a primeira loja será inaugurada na Colômbia.

A projeção do investimento para o próximo ano vai de R$ 1,6 bilhão a R$ 1,8 bilhão, com maior probabilidade de ficar perto do teto, disse Peter Estermann, CEO do GPA. É o mesmo valor, recorde para o grupo, de 2019.

O grupo pretende vender nos próximos anos até dez lojas dos hipermercados Extra (são 111 hoje) com baixo desempenho. São lojas que consomem R$ 15 milhões em lucro operacional ao ano. Outros 25 a 30 hipermercados serão convertidos em Assaí, numa nova fase de troca de formatos.

O grupo projeta ainda alta nas vendas em linha com inflação nas lojas mais antigas (em operação há mais de 12 meses) para o Assaí e um pouco acima da inflação para as lojas Extra e Pão de Açúcar. A inflação para alimentos prevista para 2020 varia de 4% a 4,5%. Para efeito de comparação, até setembro, as vendas nas lojas mais antigas do Assaí subiram 7,2%, e no braço de varejo, 1,9%.

Em encontro com analistas, o comando da empresa disse que, para 2020, projeta a abertura de 20 unidades da rede Assaí de 2020 a 2022 (mesmo número de 2019), 5 a 10 novas unidades do Pão de Açúcar (após dois anos sem inaugurações) e 50 unidades do Minuto Pão de Açúcar (foram três aberturas até setembro, incluindo conversão).

Também haverá, além das novas conversões de Extra em Assaí, a conclusão da fase de transformação de supermercados Extra em Compre Bem e em Mercado Extra. Essa fase foi iniciada há cerca de dois anos. Ambos são novos formatos criados para tentar recuperar o desempenho do modelo de supermercados do grupo.

De janeiro a setembro, as vendas líquidas da rede Pão de Açúcar caem 0,9%, e da rede Extra (afetada pela fase de transformações) está estável. Questionado pelo Valor se as medidas envolvendo as redes têm relação com esses números, Estermann disse que “não tem nada a ver com isso”. Segundo ele, “tem muita loja indo bem, e há algumas mais difíceis, mas nosso Ebitda do Pão [de Açúcar] não tem igual no mundo”.

Ainda sobre Assaí o grupo projeta vendas de R$ 30 bilhões em 2019 e R$ 50 bilhões em dois anos. Perguntado se o GPA projeta que o Assaí alcance de 65% a 70% de vendas totais (como ocorre no Carrefour com o Atacadão), Estermann disse que quer um melhor equilíbrio no portfólio. “Vamos crescer no digital e com todas as conversões e reformas que temos feito, então não creio nisso”.

Makro fecha seis lojas em um único dia

O ano começou para o Makro Atacadista com um grande número de lojas fechadas. Quarta-feira (15) foram mais seis operações encerradas nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia. Recentemente, o CEO Marcos Ambrosano também deixou a empresa para assumir um novo cargo no Sam’s Club.

Quarta-feira (15), a rede holandesa fechou as portas da unidade de Ilhéus e todos os funcionários foram demitidos. Segundo o portal Itacaré Urgente, não se sabe se o posto de combustível do grupo também será fechado. O Portal adianta ainda que a rede Mineirão Atacarejo poderá assumir a unidade nos próximos dias.

Em Minas Gerais, o Makro fechou três lojas. De acordo com o JM Online as unidades que fecharam as portas são as de Uberaba, Uberlândia e Belo Horizonte. Por nota, a assessoria de imprensa do Makro restringiu-se a dizer que “venda da operação de três unidades em Minas Gerais é um movimento que visa garantir maior eficiência operacional da companhia, assegurando a sustentabilidade do negócio por meio da priorização e diversificação de investimentos já para 2020”. Ainda segundo o JM Online, há rumores de que as lojas também tenham sido vendidas para uma rede de Belo Horizonte, mas não se sabe qual.

As outras unidades, também fechadas no mesmo dia, ficam no Espírito Santo. Uma em Serra e outra em Vila Velha. De acordo com o Sindicato dos Comerciários do Espírito Santo (Sindicomerciários), as lojas foram vendidas para o grupo Epa e darão lugar a duas unidades do Mineirão Atacarejo. Conforme apurou o jornal A Gazeta, a reinauguração, de acordo com o sindicato, deve acontecer em 60 dias, porém nem o grupo Epa, nem o Makro confirmam a transação.