Jon “Maddog” Hall divulga uso de “nuvem descentralizada” no 14º Latinoware

O diretor do conselho do Instituto Linux Professional e presidente da OptDyn, Jon “Maddog” Hall, reviveu o povo mongol, na pele do conquistador Genghis Khan, para divulgar a plataforma de armazenamento de conteúdo Subutai® v6.0. Maddog fez a palestra magna do 14º Congresso Latino-Americano de Software Livre e Tecnologias Abertas (Latinoware), na manhã desta quarta-feira (18), no Cineteatro dos Barrageiros. No período da tarde, Maddog e outras autoridades participaram da solenidade de abertura do evento. O 14º Latinoware é promovido pela Itaipu Binacional e pela Fundação Parque Tecnológico Itaipu (PTI).

Criado pela OptDyn, o Subutai – cujo nome faz referência a um general do exército mongol amigo de Genghis Khan – é um software de nuvem descentralizado para armazenamento seguro de informações na internet. Nele, o usuário decide onde seus dados (como fotos, documentos, aplicativos, notas e contatos) serão armazenados. Na quinta-feira (19), profissionais do PTI e da Itaipu farão um treinamento sobre o uso do software. Os participantes do Latinoware também poderão testar o Subutai.

“É um software seguro. No [sistema da Apple] iCloud, por exemplo, as informações vão para um grande computador nos Estados Unidos, junto com informações de outras milhares de pessoas. E não há garantia de que estarão seguros, que não serão espionados”, afirma Maddog, citando a interceptação de e-mails enviados pela ex-presidente Dilma Roussef, como um caso de espionagem. “No Subutai, é você quem instala, configura e tem domínio das informações”, acrescenta.

O software usa a lógica peer-to-peer (P2P ou ponto a ponto, em inglês), uma arquitetura computacional em que o conteúdo armazenado na rede se espalha pelos computadores de todos os usuários e não em um único servidor central, como nas nuvens convencionais iCloud, Google Drive, Dropbox, entre outras.

Além disso, pelo Subutai os usuários compartilham a capacidade de processamento de seus computadores pessoais para processar dados em rede. Cada usuário escolhe a quantidade de processamento e armazenamento que vai deixar disponível para o software. “Com o crescimento exponencial das informações na internet, este processamento compartilhado se torna cada vez mais fundamental”, defende Maddog.

Solenidade de abertura

Até sexta-feira (20), o 14º Latinoware reúne estudantes, professores, pesquisadores e entusiastas dos softwares de código aberto em mais de 200 atividades entre palestras, minicursos, mostras e bate-papos sobre temas como Segurança, Educação, Empreendedorismo e Negócios, Computação Forense, Software Livre, Design, Gráficos e Multimídia. A abertura oficial aconteceu no período da tarde, com a participação de diretores da Itaipu, da Fundação PTI e de Jon Maddog.

Para o diretor administrativo de Itaipu, Marcos Baumgartner, a defesa do software livre não deve se limitar aos três dias de Latinoware. “Não precisamos ficar dependendo de um software proprietário quando há opções livres, com tantos ou mais recursos. Esse evento busca incentivar a liberdade e, com a liberdade, a inclusão”, afirmou o diretor.

O superintendente de Informática da Itaipu, Daniel Ribeiro, acredita que o Latinoware é o momento para “reavivar o espírito livre nos mais experientes e acender a chama nos que estão iniciando”. E acrescentou: “É muito bom ver aqui tantos jovens em busca de conhecimento e informação. Nessa juventude depositamos a fé de um futuro melhor, baseado no conhecimento científico e na boa formação”.

A juventude, uma das marcas do Latinoware, é também a “cara” do PTI, defende o diretor-superintendente da Fundação, Ramiro Wahrhaftig. “É um evento que gera conhecimento e estimula novas ideias. É dinâmico, jovem e cheio de novidades”, considerou. “O PTI é um grade propulsor de conhecimento e, justamente por esse motivo, promove e continuará promovendo o Latinoware”, concluiu.

Mais informações sobre o 14ª Latinoware no site http://www.latinoware.org

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As quatro piores frases que você pode dizer a um recrutador

Acredite: se você vai minimamente preparado para suas entrevistas de emprego, já está a anos-luz da maioria dos candidatos.

É raro ver profissionais que chegam à fase presencial da seleção munidos de informações básicas sobre a empresa e sobre os requisitos da vaga, diz Leonardo Berto, gerente da consultoria de recrutamento Robert Half.

“Infelizmente, a maioria deixa escapar frases ou perguntas que denotam que não investiram nem um pouco em planejamento”, completa Lucas Oggiam, gerente executivo da consultoria Page Personnel.

O motivo está, em parte, no contexto econômico do país: diante da dificuldade de encontrar emprego, muitas pessoas têm chegado mais ansiosas, nervosas ou até desesperadas ao encontro com os headhunters — e acabam falando o que não deviam.

Para evitar gafes, é melhor planejar com cuidado o seu discurso na entrevista — sem, é claro, criar um discurso robótico ou artificial, que também pode prejudicar a sua imagem.

Já ouviu o ditado “o peixe morre pela boca”? Se você quer arruinar as suas chances em uma entrevista de emprego, siga este roteiro de frases, selecionadas por especialistas:

“Já aprendi tudo o que podia no meu emprego atual”
Por que pega mal? Aos ouvidos do recrutador, esse tipo de frase soa como um atestado de arrogância. “É humanamente impossível aprender 100% do que há disponível sobre um determinado trabalho ou segmento”, diz Oggiam. Diante de uma frase vaga como essa, o entrevistador pode imaginar que você está querendo esconder o real motivo por trás do seu desligamento de uma empresa.

O que deveria ser dito então? Se você realmente acredita que seu emprego atual já não agrega mais nada à sua carreira, a dica do gerente da Page Personnel é dizer isso fazendo referência a objetivos específicos. “É mais claro e honesto dizer que você queria aprender sobre A, B e C, e já conseguiu isso na empresa atual, e que agora quer buscar uma oportunidade que ensine sobre X, Y e Z”, explica.

“Antes de tudo, qual é o salário?”

Por que pega mal? Salário é uma questão fundamental em qualquer relação de emprego, mas as duas partes precisam abordar o tema com delicadeza. Na visão de Berto, o candidato que questiona o valor da remuneração e dos benefícios logo no primeiro encontro com o recrutador, de forma muito crua, passa a impressão de que só está interessado no dinheiro.

O que deveria ser dito então? O ideal, segundo especialistas, é deixar para o recrutador a iniciativa de tocar no assunto. Quando isso acontecer, busque apresentar dados concretos sobre o mercado, com base em pesquisas salariais, se possível, para sustentar o seu lado da negociação.

“Não fui promovido porque meu ex-chefe me perseguia”
Por que pega mal? “Esse tipo de frase sugere que o candidato é imaturo e não faz autocrítica”, afirma Berto. Quando você fala mal das pessoas com quem você trabalhou, é a sua reputação que sai ferida. Profissionais com “língua afiada” na entrevista são frequentemente vistos como pouco confiáveis e antiéticos, segundo o recrutador.

O que deveria ser dito então? Você pode fazer críticas à sua antiga chefia, desde que sejam bem fundamentadas e construtivas. Em vez de atacar características pessoais dele ou dela, é melhor apontar características do seu estilo de gestão que trouxeram prejuízo para o trabalho. Também vale explicar qual foi a sua postura diante desse desafio de relacionamento.

“Pode confiar em mim, eu sou da religião/partido X”
Por que pega mal? Não há nada menos profissional do que dizer que você deve ser contratado porque acredita numa determinada religião ou linha política. A impressão que fica é que você não está seguro das suas próprias competências, e então tenta apelar para uma identificação emocional com o headhunter.

O que deveria ser dito então? Sobre esse tipo de assunto, nada. “A entrevista serve para falar sobre trabalho, apenas”, explica Berto. “Não tente ganhar a simpatia do recrutador com base em qualquer outro argumento que não seja profissional”.

Camp de Ecoinovação seleciona soluções para a agricultura sustentável

O Sebrae, a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e a Embrapa estão com inscrições abertas até esta quinta-feira (19) para startups e potenciais empreendedores interessados em desenvolver novas tecnologias e soluções inovadoras para a agricultura sustentável.

O Camp de Ecoinovação Agritech Desafio: Agricultura Sustentável é um desafio de Tecnologias e Startups para o setor de agronegócio voltado para a ecoinovação. Serão selecionados até 20 projetos inovadores, entre startups e novas tecnologias. Os projetos devem apresentar soluções envolvendo as seguintes temáticas: sementes para agricultura orgânica; insumos para agricultura orgânica; embalagens biodegradáveis; rastreabilidade de alimentos; resíduos; logística e distribuição; e soluções colaborativas de mercado na agricultura sustentável.

Para as seis equipes com melhor colocação, três em cada categoria, serão oferecidos como premiação: participação no curso de Biostartup e 12 horas de mentoria para o desenvolvimento e modelagem de negócios.

O Camp de Ecoinovação Agritech será realizado na UFRRJ nos dias 27 e 28 de outubro. Os interessados devem acessar o link http://www.sebrae.com.br/agritechdesafio.

Quatro dicas para ser um líder positivo

O trabalhador dos dias de hoje não é mais aquele funcionário resignado, capaz de tolerar diversas situações desfavoráveis pensando em seu trabalho como uma fonte de renda e alicerce de uma carreira. Atualmente, em qualquer nível de emprego, a grande maioria dos trabalhadores enxerga sua vida como o núcleo em que deve se encaixar o trabalho, e não o contrário, como era no passado. Temos também os líderes que ainda não se alinharam a esta nova realidade e insistem em exercer sua liderança e atingir metas e objetivos, sem considerar a complexidade e os novos valores de seus subordinados. Na junção destes dois universos temos a desmotivação, falta de engajamento e queda de performance.

“A liderança positiva surge como uma resposta a este dilema. É um conceito relativamente novo, com base na Psicologia Positiva Aplicada, que visa performance, mas considera as múltiplas dimensões biológicas, pessoais, relacionais, institucionais, culturais, globais, para gerar uma série de novos comportamentos no sentido do florescimento humano de um grupo, instituição. Esse desenvolvimento de cada profissional é que gera resultados além dos esperados”, explica Flora Victoria, maior especialista do País sobre o tema, Mestre em Psicologia Positiva Aplicada, pela Universidade da Pensilvânia, e Master Coach fundadora da SBCoaching, rede de formação e treinamentos de alta performance, com 72 unidades em todo o País.

O líder positivo exerce a liderança com base em três pilares:

a) no desvio positivo (o que excede a performance comum);

b) nas ações virtuosas (uso das forças de caráter e virtudes que geram mais resultados e satisfação);

c) no viés afirmativo (foco no que funciona, no que dá certo, nas forças e qualidades).

Claro que não é possível ser um líder positivo seguindo apenas algumas dicas, porém elas são um bom começo para uma mudança, que talvez já seja muito aguardada na sua empresa. Estas quatro dicas da especialista Flora Victoria são baseadas no acrônimo HERO, que dá origem ao chamado “Psycap”, estado psicológico positivo de desenvolvimento encontrado em empresas e líderes bem-sucedidos e longevos.

1. HOPE – Garanta aos seus funcionários a oportunidade de criar planos e caminhos para conquistar suas metas. Estimule planos alternativos. Ajude-os a ter objetivos claros, a realizar e apresentar projetos bem-sucedidos para a equipe. Deixe-os entrar em ação.

2. EFFICACY – Invista em feedbacks e ações de encorajamento social. Funcionários que realizam bastante devem ser reconhecidos. Não só acompanhe suas atividades, demonstre que está acompanhando e mostre-se disponível para colaborar, caso ele necessite.

3. RESILIENCE – Pratique a resiliência e inspire seus funcionários a fazer o mesmo. Se exponha a situações nas quais você não tenha um roteiro definido e aumente sua capacidade de improvisar e criar soluções novas. Fazendo isso no dia a dia, sem pressão, quando a pressão ocorrer, você vai estar com a resiliência desenvolvida e sua equipe estará acostumada a lidar com isso.

4. OPTIMISM – Seja otimista. Isso não significa ser alienado. Reconheça dificuldades, problemas, mas a forma como vai lidar com eles é que vai diferenciar você e sua equipe. Um desafio não dura a vida toda. Um problema profissional é um problema profissional e não de todas as esferas da sua vida. Culpados não significam soluções. Perpetrar fraquezas e dificuldades não levam ninguém para frente. “Virar a chave” e acreditar no seu potencial e de sua equipe sim. Segundo Martin Seligman, um dos criadores da Psicologia Positiva, otimismo pode ser desenvolvido. Que tal?

Empresas buscam soluções inovadoras em rodada com pesquisadores e cientistas

Tecnologias inovadoras desenvolvidas pelas universidades públicas – Unesp (Universidade Estadual Paulista), Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e Ufscar (Universidade Federal de São Carlos) – serão apresentadas em uma inédita rodada de negócios com empresas durante a 4ª edição do InovaCampinas, evento de empreendedorismo e inovação, que será realizado no próximo dia 25 de outubro, na Expo D. Pedro, em Campinas-SP.

Juntas, as três universidades inscreveram 159 tecnologias, de um total de 184 ligadas a outras diversas instituições. Com a proposta de conectar empresas que buscam soluções inovadoras ao que tem sido produzido nas universidades e instituições, a rodada de negócios dá a essas tecnologias a oportunidade de serem canalizadas para o mercado.

A iniciativa é considerada inédita por contemplar exclusivamente projetos de pesquisadores e cientistas. Para isso, conta com o apoio da Rede Inova São Paulo, que tem atuado na articulação com os NITs (Núcleos de Inovação Tecnológica) do estado e ligados às essas instituições. A iniciativa tem apoio também da Agência de Inovação Inova Unicamp e da Fundação Fórum Campinas Inovadora (FFCi), responsáveis pela realização do evento.

Já a organização das reuniões é realizada pelo movimento 100 Open Startups, que possui uma metodologia que conecta as tecnologias inscritas às empresas interessadas pelo cruzamento de dados e interesses em comum. Uma pré-agenda está sendo definida para que as reuniões ocorram durante o InovaCampinas, no formato de “speed dating” (encontro rápido), com grandes empresas líderes. As tecnologias inscritas estão em processo de seleção.

Durante o InovaCampinas também será promovido o Demoday 100 Open Food Techs, em parceria com a FoodVentures, com o objetivo de conectar, de forma relevante, grandes empresas e startups do setor focadas em gerar oportunidades de negócio no setor de alimentos durante o Inova Campinas (www.openstartups.net/events/foodtechs2017/).

“De modo geral, as universidades encontram dificuldades em apresentar essas tecnologias ao mercado, por não ter um canal estruturado. Na nossa plataforma é possível encontrar diretamente os executivos e ambos iniciarem uma discussão sobre como alavancar isso”, explica Bruno Rondani, CEO e fundador do movimento 100 Open Startups. Essa mesma metodologia “matchmaking” é aplicada na conexão entre empresas e startups e tem apresentado resultado significativo.

Para a Rede Inova São Paulo essa será uma importante oportunidade de garantir a conexão das pesquisas ao mercado, fomentando assim oportunidade de novos investimentos e valorização da produção científica e tecnológica. “Nosso apoio tem sido feito em direção ao estímulo de parcerias e à ampliação da relação do mundo acadêmico com o mercado. Temos que pensar grande, promover a inovação e avanço nas fronteiras do conhecimento”, afirmou o coordenador executivo da Rede InovaSP, Milton Mori.

A professora e pesquisadora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) Marli Leite de Moraes teve sua tecnologia inscrita na rodada de negócios. Desenvolvida há cerca de dois anos na Unesp – campus Araraquara e Botucatu – ela vê essa proposta como grande oportunidade. A tecnologia, já patenteada, é um sensor que identifica a existência da cisticercose bovina, uma espécie de verme bastante comuns nesses animais. “Os frigoríficos só identificam esse elemento no animal após o abate, fazendo com que o boi seja totalmente descartado”, explicou. O sensor identifica essa doença, permitindo que o animal seja tratado e abatido em condição saudável. A tecnologia, contudo, prevê uma solução inovadora e debaixo custo – de R$ 5,00 a R$ 10,00 por animal. “Nós esperamos que uma empresa se interesse por essa tecnologia, que é brasileira, e seja usada no mercado. Acredito que hoje 90% das pesquisas desenvolvidas hoje nas universidades não sejam aproveitadas”, disse.

Arena Open Innovation

O movimento 100 Open Startups reunirá as principais grandes empresas líderes abertas a cocriar com +100 startups de base tecnológica e +100 tecnologias das principais ICTs do Estado de São Paulo na Arena Open Innovation. Mais informações: http://www.openstartups.net/events/inovacampinas2017/.

Serviço:

InovaCampinas: dia 25/10, na Expo D.Pedro, Campinas-SP

Inscrições abertas para atividades gratuitas e aquisição do “Passaporte Empreendedor”: http://www.inovacampinas.org.br

Seis vantagens do microcrédito produtivo para as microempresas

São Paulo – Muito se fala em microcrédito produtivo, mas, nem todos conhecem efetivamente o que significa e para quem o recurso é destinado. No momento em que os postos de trabalho foram reduzidos no País, por conta da crise financeira, já são mais de 13 milhões de desempregados, segundo o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. E é aí que muitas pessoas acabam abrindo o próprio negócio para ter uma fonte de renda.

Mas, onde e como levantar dinheiro para dar o primeiro passo? Quais são as linhas de financiamento disponíveis no mercado? Qual é a que atende mais o meu perfil? E as melhores taxas? Quais instituições financeiras poderão apoiar neste momento? Essas e outras perguntas passam pela cabeça de qualquer empreendedor. Para responder essas e outras questões, Ricardo Assaf, presidente da ABSCM – Associação Brasileira das Sociedades de Microcrédito, elenca as principais perguntas dúvidas sobre o assunto.

A atividade de microcrédito passou a ser difundida no Brasil na década dos anos 70. No final dos anos de 1990, surgem as primeiras iniciativas por meio de políticas públicas e, em 2005, foi criado o PNMPO – Programa Nacional de Microcrédito Produtivo e Orientado, com o propósito de facilitar e ampliar o acesso financeiro às pessoas físicas e pequenos empreendedores, visto a dificuldade que encontram para a comprovação de garantias.

Pela lei, o microcrédito produtivo precisa ser orientado para que o microempreendedor possa fazer o uso consciente do recurso e não de forma aleatória, sem critério. “Por intermédio de um agente de crédito é feito o levantamento de dados socioeconômicos do microempreendedor, com o objetivo de avaliar o potencial do negócio, a necessidade do financiamento, a gestão para o desenvolvimento do empreendimento, bem como a capacidade de pagamento do tomador”, explica Ricardo Assaf, presidente da ABSCM – Associação Brasileira das Sociedades de Microcrédito.

As SCMEEPPs – Sociedades de Crédito ao Microempreendedor e à Empresa de Pequeno Porte, regulamentadas desde 2001 pelo Banco Central do Brasil, é uma alternativa segura de financiamento, porque dependem da tutela e são supervisionadas pelo BACEN. E, além disso, são especializadas em conceder microcrédito de acordo com o tipo de negócio e perfil do cliente, a partir de uma análise minuciosa do microempresário, da família e seu negócio (atividade produtiva).

Quem pode contratar o microcrédito produtivo?

Empreendedores formais e informais, MEIs, PF ou PJ, de micro à pequena empresa, com faturamento bruto anual de até R$ 200 mil. O microcrédito tem a finalidade de financiar as atividades produtivas, conforme metodologia específica estabelecida em lei regulamento, sobretudo beneficiando pessoas de baixa renda.

Em quais situações o recurso pode ser utilizado?

Quando o microempreendedor precisa de capital de giro, ou seja, comprar insumos, matéria-prima, pagar aluguel ou investir no negócio, assim como a compra de máquinas para trabalhar, geladeira para fazer sorvetes, carrinho de pipoca, utensílios para o salão de beleza, e assim por diante.

Quais são as principais vantagens do microcrédito?

1. Capital de giro momentâneo;

2. Recurso financeiro para investimento na melhoria do negócio;

3. Taxa de juros mais baixa que a aplicada pelos bancos;

4. Assessoramento do negócio pelo agente especializado de crédito;

5. Aval Solidário (neste tipo de negociação, se uma pessoa do grupo não cumpre o pagamento do crédito, todas as outras são solidariamente responsáveis pela dívida;

6. Metodologia simplificada para a concessão do crédito.

Levantamento feito pela Techfoliance, comunidade internacional de especialistas que estudam a performance da tecnologia em vários lugares do mundo, revelou que mais de 55 milhões de pessoas ainda não possuem uma conta bancária no Brasil e cerca de 40% da população permanecem excluídas do sistema bancário tradicional.

Startups promovem inovação e crescimento dentro do ambiente de trabalho

O nascimento de uma startup é sempre um marco emocionante e desafiador para todos os que estão envolvidos. Entre noites viradas, incertezas e milhões de decisões a serem tomadas, a nova empresa precisa decidir seu plano de ação e trabalhar para que ele seja bem recebido pelo mercado.

Depois de se estabelecer, os desafios são outros, ainda mais neste momento onde o mercado brasileiro enfrenta uma complexa situação econômica. Mas, apesar da crise, o setor de tecnologia brasileira tem um crescimento estimado de 2,5% em 2017, segundo o IDC. Além disso, o Brasil, de acordo com um estudo feito pela Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes), é o líder na América Latina em relação a investimento no setor de TI, responsável por US $59,9 bilhões das US $133 bilhões que foram alocadas para a região latinoamericana.

As expectativas positivas não são as únicas razões pelas quais esse segmento tem crescido mais no país, muito pode ser atribuído ao fato que os brasileiros são conhecidos por criar soluções inovadoras em resposta às ineficiências enfrentadas no mercado de trabalho. Essa inovação é levada para dentro do ambiente do trabalho e incorporada nas próprias empresas. O espírito do empreendedor é forte na cultura brasileira e as startups demonstram esse desejo de testar os limites, criar novos ambientes (como os espaços de co-working) e desafiar os padrões tradicionais.

Conheça startups brasileiras que valorizam esta cultura e seguem inovando seus ambientes e o próprio mercado.

1. Skina
O Skina nasceu com um propósito: aproximar compradores e vendedores que estão por perto. Sob o lema “Olhou pro lado, negócio fechado!”, a startup se destaca pelo uso da tecnologia de geolocalização e busca incentivar uma nova forma de consumo, reciclando bens e estreitando laços entre comunidades. Criado em julho de 2015 pela OLX Brasil, o app foi eleito como um dos melhores aplicativos de 2016 pelo Google e, recentemente, passou a aceitar a venda por meio de cartão de crédito como forma de inovar e facilitar ainda mais as transações entre seus usuários. O diretor de marketing, Gabriel Di Bernardi, destaca a cultura do Skina como jovem e descontraída, sempre na busca da inovação.

“Tivemos que crescer muito rápido em pouco tempo para nos estabelecer dentro do mercado dos classificados e tudo isso foi possível por causa do nosso time que aceitou os desafios e quis crescer e inovar a cada oportunidade. A equipe hoje conta com 14 pessoas, todas entre 22-35 anos. Ao mesmo tempo que somos dedicados ao nosso trabalho, sempre tentamos desacelerar, o que ajuda contribuir ao ambiente descontraído da empresa”. Hoje, já são mais de 5 milhões de downloads de pessoas que, mesmo sem saber, fazem parte de uma rede de colaboração e de um consumo mais consciente.

2. Méliuz
O Méliuz foi criado em 2011 por Ofli Guimarães e Israel Salmen, que se conheceram na faculdade de Economia da UFMG. O Méliuz tem mais de 2.000 lojas parceiras no e-commerce e varejo e já devolveu R$ 28 milhões aos clientes. Em 2016, a empresa alcançou a marca de R$ 1 bilhão em vendas. Uma das motivações para criar o Méliuz foi a insatisfação com os sistemas de bônus ou pontos correntes, nas quais nem sempre o usuário podia vivenciar uma experiência completa. A cultura do app é composta de sete pontos sendo eles; a ideia de que o cliente é para vida toda, todo mundo ganha, os equipes são fora da curva e o espírito empreendedor.

Durante o processo seletivo, além das entrevistas técnicas, a empresa tem entrevistas de cultura, para certificar que tanto a empresa como os funcionários estarão alinhados e buscando o mesmo objetivo. A relação deve ser boa para ambas as partes. Internamente existe os “guardiões da Cultura”, que consiste em um funcionário ser responsável por um ponto da cultura, promovendo ações e reflexões sobre tal ponto e ajudar a mantê-lo vivo dentro da empresa.

3. Nubank
Um time global de engenheiros, desenvolvedores e designers inconformados por natureza, é assim que o Nubank se apresenta. A startup começou uma jornada para reduzir a complexidade que de todos os dias ao lidar com dinheiro.Alguns pontos positivos da empresa são: o uso da tecnologia a favor do cliente, trazendo soluções seguras e simples para resolver tudo pelo celular, a qualquer momento; canais 100% digitais que não fazem o cliente pagar por agências ou centrais de atendimento; e a transparência e a honestidade, usando uma linguagem direta e objetiva em toda informação compartilhada. A ambição do Nubank é redefinir o padrão de serviços financeiros no Brasil e no mundo.

4. ChefsClub
O ChefsClub é um clube para apaixonados por gastronomia! Os sócios têm direito a descontos de 30% a 50% em mais de 2000 restaurantes no Brasil e podem descobrir novas experiências deliciosas todos os dias. Os restaurantes, por outro lado, se beneficiam de um maior fluxo de clientes e da inteligência de dados sobre os clientes gerada pelo clube. O ambiente de trabalho é bastante informal, como na maioria das startups. O ChefsClub tem uma preocupação grande em proporcionar a todos os membros do time autonomia com responsabilidade. A cultura pode ser resumida por alguns dos valores da empresa que inclui inovação, transparência, igualdade, fraternidade, e o compromisso de ser para toda sua comunidade oferecendo um serviço único.