Graduação em Ciência de Dados e IA vê demanda de alunos crescer 150%

A Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getulio Vargas (FGV EMAp) registra aumento no número de inscritos para o próximo vestibular do curso de Ciência de Dados e Inteligência Artificial, em relação aos inscritos no ano passado. De 2020 para 2021, o curso obteve um aumento de 150% no número de alunos matriculados.

“O principal diferencial da nossa graduação é o fato de ter sido toda desenhada como um curso de Ciência de Dados e Inteligência Artificial. Construímos a grade curricular com esse foco específico; não partimos de um curso já existente em área afim para fazermos adaptações. Nesse sentido, há um protagonismo da Escola”, afirma Yuri Saporito, coordenador do curso. O programa promove habilidades e competências para trabalhar em áreas de análise intensiva de dados e de geração de conhecimento voltadas à tomada de decisões; além de fornecer uma base sólida para quem almeja prosseguir na carreira acadêmica.

Entre as disciplinas do curso estão Análise exploratória de dados e visualização; Técnicas e algoritmos em Ciência de Dados; Modelagem informacional; Computação escalável; e Aprendizado de Máquina e Aprendizado Profundo. Entre as novidades do curso está a disciplina eletiva de Criptomoedas e Blockchain.

Desde o primeiro período da graduação, estudantes são preparados para a prática profissional em um leque diversificado de percursos. Adquirem repertório de conceitos, métodos e técnicas em Matemática, Estatística e Computação para produzir, gerenciar e analisar grandes massas de dados.

A FGV EMAp tem um corpo docente experiente em pesquisas aplicadas e atuante em consultorias para empresas privadas e governos. Todos esses diferenciais posicionam o curso na fronteira do conhecimento, com implementação de modelos e técnicas em problemas reais.

As inscrições para o vestibular do curso de Ciência de Dados e Inteligência Artificial estão abertas até o dia 22 de outubro. A taxa de inscrição é de R﹩ 150. As provas do vestibular, que será online, acontecerão nos dias 14 e 15 de novembro. Quem quiser se candidatar a uma vaga via exame do ENEM pode fazer sua inscrição até o dia 7 de janeiro de 2022, com taxa de R$50.

Leilão do 5G deve movimentar R$ 169 bilhões em investimentos, diz Anatel

O leilão de radiofrequências para o 5G movimente R$ 169 bilhões nos próximos 20 anos, de acordo com estimativas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Os cálculos apontam para R$ 70 bilhões a serem investidos pelas operadoras de telecomunicações em todo o Brasil para cumprir as obrigações previstas no edital.

Entre os compromissos estão a ampliação da cobertura 4G em mais de 9 mil localidades e em 31 mil quilômetros de rodovias; a expansão da infraestrutura de fibra ótica; e a implantação da Projeto Amazônia Integrada e Sustentável e da Rede Privativa da Administração Pública Federal.

O restante do valor, estimado em R$ 99 bilhões, refere-se a investimentos necessários à prestação comercial de serviços de telecomunicações por meio das faixas de radiofrequência que estão sendo licitadas. A projeção bilionária total corresponde às despesas com bens de capital — por exemplo, aquisição de máquinas, de equipamentos e a implantação de redes e de outras infraestruturas físicas.

O governo optou por realizar um leilão não arrecadatório. Desse modo, incluiu como contrapartida para a aquisição das faixas de radiofrequência investimentos para ampliação da conectividade. Esses compromissos representam custos para as operadoras, uma vez que deverão aplicar recursos em outros setores para terem o direito de prestar os serviços nas faixas licitadas.

Para tornar propícia a licitação, a Anatel deduz esses custos extras do valor econômico das faixas, estimado em R$ 50 bilhões. Cerca de 80% desse preço mínimo foi reduzido para serem revertidos pelas operadoras na expansão da infraestrutura em regiões com pouca ou nenhuma infraestrutura. Em uma licitação tradicional, o valor integral seria exigido. O leilão do 5G espera arrecadar R$ 9 bilhões para os cofres públicos.

Cartórios de Notas passam a reconhecer firma de forma digital

Reconhecer a firma autêntica do comprador e do vendedor de veículos, assim como dos demais documentos onde era exigida a presença física do cidadão no Cartório de Notas, agora podem ser feitos à distância. Lançado nesta segunda-feira, 18, o novo módulo de Reconhecimento de Firma por Autenticidade da plataforma e-Notariado (www.e-notariado.org.br) permite a realização deste ato de forma totalmente digital.

Comumente exigido em documentos como transferência de veículos automotores de qualquer valor, firma do fiador no contrato de locação, autorização de viagem de menores, assim como quaisquer outros contratos ou documentos de natureza econômica de valor apreciável, o Reconhecimento de Firma por Autenticidade passar a ser feito de maneira virtual, por meio do envio do documento ao Cartório de Notas, videoconferência com o tabelião e assinatura eletrônica.

O ato, normalmente exigido pelas partes que estão formalizando um negócio jurídico, garante fé-pública, inibe falsificações de assinaturas, e mantém os mesmos efeitos que o procedimento realizado no balcão do Cartório de Notas. A novidade faz parte de uma série de desenvolvimentos que estão possibilitando a prática dos atos notariais em meio eletrônico, como procurações, testamentos, autenticações de documentos e escrituras públicas de compra e venda, doação, inventário, partilha e divórcio.

“Este novo ato revoluciona um dos serviços mais tradicionais feitos nos Cartórios de Notas de todo o Brasil”, explica a presidente do Colégio Notarial do Brasil — Conselho Federal (CNB/CF), Giselle Oliveira de Barros. “Trata-se de um novo módulo da plataforma eletrônica e-Notariado, agora voltado a atender uma demanda de alta complexidade, exigida por compradores e vendedores que estão celebrando atos jurídicos complexos e de valores altos e exigem o reconhecimento de firma por autenticidade como forma de contar com a segurança jurídica e a fé pública dos notários”, explica.

Para realizar o Reconhecimento de Firma por Autenticidade pelo e-Notariado o usuário deverá ter firma aberta no cartório escolhido e um certificado digital Notarizado ou ICP-Brasil. Após escolher o Cartório de Notas (que pode ser consultado no site http://www.e-notariado.org.br), o cidadão assina o documento original e o envia à unidade. Na sequência, é marcada uma videoconferência para confirmar a identidade e capacidade civil do solicitante. Em seguida, o usuário assina eletronicamente um termo de validação, o tabelião reconhece a firma autêntica no documento original, disponibilizando-o para retirada ou para que seja entregue ao destinatário.

Neste momento, apenas os Reconhecimentos de Firma por Autenticidade, aqueles onde o cidadão deveria ir presencialmente ao Cartório de Notas assinar o documento diante de um tabelião, podem ser feitos de forma eletrônica. Já os Reconhecimentos de Firma por Semelhança, que costumam ser feitos nos balcões dos Cartórios, onde a assinatura do usuário é confrontada com aquelas depositadas na ficha de firma armazenada na unidade, permanecem sendo realizados de forma física. Já em janeiro de 2022, o Colégio Notarial do Brasil tem planejado o lançamento de um novo módulo, o de Reconhecimento de Assinatura Eletrônica, previsto pelo Provimento nº 100 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Dependência de redes sociais prejudica micro e pequenas empresas

Se há algo positivo que pode ser extraído do apagão que tirou do ar, na segunda-feira, 4, por sete horas, as redes sociais do Facebook, é a necessidade de empresas terem um plano B para evitar – ou, pelo menos, amenizar – transtornos como os ocorridos ontem. É o que apontam entidades que atuam em defesa de micro e pequenos empresários, consultadas pela Agência Brasil.

Sem ainda conseguir mensurar o quanto, em termos de prejuízos, o apagão do grupo, que abrange Facebook, Instagram e WhatsApp, causou, tanto o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) como a Confederação Nacional das Micro e Pequenas Empresas e dos Empreendedores Individuais (Conampe) avaliam que a falha foi bem prejudicial para empreendedores que dependem dessas redes para se comunicar.

De acordo com a nona pesquisa O Impacto da pandemia de coronavírus nos Pequenos Negócios, 70% dos pequenos negócios vendem online, conforme informa o especialista em negócios digitais do Sebrae, Ivan Tonet. Desse total, 84% se comunicam via WhatsApp; 54% via Instagram; e 51% pelo Facebook.

“Pequenos negócios dependem dessas redes sociais para divulgação e relacionamento com os consumidores”, explicou Tonet ao apresentar os dados da pesquisa. Segundo ele, os negócios dos setores de varejo e serviços, que comercializam diretamente para o consumidor final, “são mais impactados quando canais de relacionamento direto com o público saem do ar”.

Perplexidade

Presidente do Conampe, Ercilio Santinoni disse que “todos os pequenos negócios sofreram com o problema de apagão”, e que as micro e pequenas empresas “foram muito atingidas”, uma vez que, de forma geral, a imensa maioria utiliza o WhatsApp para comunicação e Facebook e Instagram para divulgar seus produtos e serviços.

Diante da situação, a solução, ainda que paliativa, foi a de buscar outros canais para restabelecer a comunicação. O problema é que nem todos tinham um “plano B” para essa situação.

A alternativa então encontrada para manter “algum contato com fornecedores e consumidores” foi, segundo o especialista do Sebrae, intensificar o uso de e-mail, ligações telefônicas e outras redes sociais.

“Assim como a maioria dos usuários, a constatação da pane gerou perplexidade e, depois, a tentativa de minimizar os impactos, voltando ao SMS, tentando Telegram, fazendo ligações telefônicas, buscando vencer a barreira do silêncio e isolamento imposto pelo bug”, acrescentou o presidente do Conampe.

Plano B

Ercilio Santinoni disse que, de forma geral, “não havia plano B, o que deixou evidente a necessidade de se trabalhar nessa direção”. “Com certeza os prejuízos foram imensos. Muitas microempresas e MEIs ficaram isolados e até paralisados. Nos serviços, por exemplo, muitas solicitações feitas não foram atendidas, pois se perderam, o mesmo ocorrendo com vendas de produtos”.

Ele explica que “mentores” da Escola de Marketing Digital da Conampe criaram alguns conteúdos com conselhos aos empresários dos pequenos negócios, que podem ter ajudado muitos a evitar uma situação ainda pior.

Dicas

Entre as dicas sugeridas pela Conampe, está a de as empresas se organizarem e desenvolverem planejamento visando maior número de canais de comunicação e relacionamento com o cliente, de forma a evitar situações em que fiquem “reféns do trio Face-Insta-Zap”.

Nesse sentido, a entidade apresenta um passo-a-passo visando à criação de um “plano de presença online”.

“Tenha um site. Um site é algo seu, onde você tem total domínio. Se não tiver como investir em um, existem alternativas gratuitas que você pode colocar no ar você mesma, e depois investir em um mais profissional. Vale também blog e loja online”, sugere a entidade.

Ainda entre as dicas da Conampe está a de as empresas se colocarem em outras redes sociais e no Google, em especial por meio da rede social de baixa manutenção Google Meu Negócio, que é gratuita.

“Se você já explora o formato de Reels no Instagram por exemplo, você pode aproveitar os mesmos vídeos para o Tik Tok, Kawaii e até Youtube, que agora tem um novo formato para vídeos curtos (YouTube Shorts)”,a crescenta.

A Conampe sugere também que o empreendedor tenha em mãos um sistema de gestão de clientes. “Nem que seja seu próprio processo, guardando suas informações numa planilha ou na hipótese mais simples, em um caderno para este fim. Lista de e-mails também são muito utilizadas ainda”.

Redes sociais concorrentes

Ivan Tonet, do Sebrae, lembra que “outras redes sociais acabam crescendo em momentos de instabilidade das concorrentes”. “Foi assim em situações passadas e deve ter sido assim também nesse momento. O importante é o empreendedor não ficar refém apenas um canal de comunicação e, neste caso, até de um grupo empresarial”, disse.

“Atuar em mais de uma rede social, bem como montar um cadastro de clientes com telefone e e-mail são alternativas que podem ajudar em um momento como este ou até mesmo [em casos] de sequestro da conta por algum hacker”, acrescenta.

A exemplo da Conampe, o especialista do Sebrae sugere que os pequenos negócios avaliem a possibilidade da criação de um site institucional, loja virtual ou atuação em marketplaces e apps. “Essa diversificação de canais permite ampliar acesso ao público consumidor e ficar menos exposto ao risco da atuação concentrada em um canal de vendas”.

Revenda de lingerie pode ser uma opção de ganho extra

A pandemia do novo coronavírus e o isolamento social fizeram com que muitas pessoas precisassem se reinventar. No primeiro trimestre do ano, o índice de desemprego bateu recorde, chegando à taxa de 14,7% de brasileiros, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por isso, mediante a nova realidade, muitas famílias precisaram buscar soluções para garantir o sustento durante o período pandêmico.

Foi nesse contexto que a revenda informal de diversos produtos cresceu e se tornou a solução para quem buscava por novas oportunidades de renda. De acordo com a pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Empresas de Venda Direta, atualmente, o número de revendedores autônomos chega a 4 milhões no país. Entre os setores que se destacam estão o de produtos de beleza, representando 52% dos trabalhadores, e de roupas, com 22%.

A moda íntima foi um dos mercados que obteve impacto positivo durante o período. Dados do Google Trends mostram que a busca pela palavra-chave “revenda de lingerie” aumentou no ano de 2020. Comprar lingerie no atacado para revender tem se tornado a opção de muitas famílias para garantir renda extra diante da crise econômica que assola o país.

Além de serem peças indispensáveis para o dia a dia, itens de moda íntima são capazes de aumentar a autoestima e proporcionar bem-estar. Por esse motivo, os conjuntos de calcinha e sutiã são produtos com ampla saída no mercado, tornando-se aliados de quem busca novas oportunidades, flexibilidade no trabalho e novos caminhos profissionais.

A busca pela independência financeira é o que leva milhares de pessoas a optar pela revenda informal de produtos. Ao trabalhar para si mesmo, é possível ter maior controle do dinheiro, saber quanto investir e quanto utilizar para benefício próprio.

No caso das lingeries, as chances de lucro são altas. As peças de moda íntima são utilizadas no dia a dia e costumam ter bastante procura pelo público feminino e alta rotatividade no estoque.

A revenda, de modo geral, possibilita uma maior flexibilidade no horário de trabalho. Um revendedor consegue organizar o melhor momento do dia para realizar os atendimentos do seu negócio.

Além disso, diferente do que ocorre em um trabalho de carteira assinada, quem atua na revenda informal é também o seu próprio patrão e pode ter folgas em dias especiais, como aniversários por exemplo. Dessa forma, a liberdade é uma das maiores vantagens, tanto para quem está se dedicando somente a revenda quanto para quem precisa revezar a atividade com outros trabalhos.

Uma das maiores preocupações de quem começa a empreender um novo negócio, sendo de revenda ou não, diz respeito ao capital de investimento. No caso do atacado de moda íntima, os preços costumam ser acessíveis. Portanto, montar um estoque inicial requer baixo recurso.

Setor de bebidas se organiza e cria nova cooperativa

O setor de bebidas brasileiras está ganhando um aliado em meio à crise sanitária de Covid-19. Mais de 60 empresas do ramo se organizaram e vão lançar, nesta quarta-feira, 6, a Cooperbebidas, que chegou para dar sobrevida a muitos negócios que já enfrentavam dificuldades.

“Sentimos a necessidade de ajudar as empresas do segmento de bebidas brasileiras através de atos cooperativos e decidimos unir forças para ganhar fôlego neste que está sendo um ano bem difícil para todos os setores”, disse o presidente da Cooperbebidas, Fernando Rodrigues de Bairros.

A solenidade de lançamento da Cooperbebidas será realizada remotamente, às 10 horas, via Zoom e transmitida simultaneamente pelo Youtube (https://www.youtube.com/afrebras) e pelas redes sociais da cooperativa (https://www.facebook.com/cooperbebidas e https://www.instagram.com/cooperbebidas).

Além de auxiliar as indústrias no seu desenvolvimento econômico-social, a Cooperbebidas veio para incentivar o cooperativismo e promover o crescimento horizontal e vertical de todos os cooperados.

“Para o setor de bebidas, a fundação da Cooperbebidas é um marco na história setorial para promover mudanças estruturais na forma de fazer negócios do setor”, ressalta Bairros.

O presidente do Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), Márcio Lopes de Freitas, e o presidente do Sistema OCDF-SESCOOP/DF, Remy Gorga Neto, já confirmaram presença no lançamento.

MPRJ abre inscrições para programa de inovação aberta

O Impacta, programa de inovação aberta desenhado pelo Laboratório de Inovação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Inova_MPRJ), e executado com o apoio da Semente Negócios, irá selecionar negócios de todo Brasil que tenham soluções inovadoras para a resolução de nove desafios mapeados pela Instituição. As inscrições vão até o dia 19 de outubro.

O objetivo do programa é aperfeiçoar a atuação do MPRJ por meio da junção de esforços possibilitada pela inovação aberta. Os participantes contarão com treinamentos personalizados para o desenvolvimento de sistemas e negócios, mentoria por procuradores, promotores e servidores do MPRJ, e acesso seguro aos dados necessários para que as soluções sejam desenvolvidas. Ao final do Impacta, o MPRJ selecionará quais soluções serão implementadas pela Instituição.

O programa está dividido em dois módulos. No primeiro, de incubação, grupos com ideias inovadoras e disposição para empreender serão selecionados para desenvolver, no prazo do programa, produtos minimamente viáveis (PMV) relacionados a três desafios “tiros na lua”. São 10 vagas para equipes dispostas a buscar soluções para o aperfeiçoamento do combate às milícias, para a criação de métodos mais eficientes de identificação de transações patrimoniais suspeitas e para o aprimoramento do controle externo da atividade policial.

O segundo, de aceleração, busca startups que possam desenvolver soluções para outros seis desafios: a integração de dados para investigações, a identificação de questões jurídicas repetitivas em processos judiciais e procedimentos investigativos, a automatização de providências simples, a localização de pessoas com mandados de prisão em aberto, o acompanhamento da execução de recursos legalmente vinculados e o gerenciamento de projetos de forma mais colaborativa e padronizada. Serão escolhidos 12 negócios em fase de desenvolvimento ou comercialização em escala – mesmo que tenham soluções que exijam adaptação. As equipes selecionadas na incubação também poderão seguir para a aceleração, a critério do MPRJ.

“Os programas de inovação aberta possuem um diferencial promissor. Por meio deles, organizações podem investir na definição precisa dos problemas que pretendem resolver e criam condições para as empresas construírem as melhores propostas. Esse diferencial pode ser ainda mais promissor quando aplicado aos desafios do setor público”, explica Breno Gouvêa, Gerente do Inova_MPRJ.

Para se inscrever, basta acessar https://www.mprj.mp.br/inova/impacta/ até o dia 19 de outubro. Os selecionados serão anunciados em 29 de outubro (incubação) e 19 de novembro (aceleração).

Invest SP cria programa para internacionalizar startups

A Invest SP, agência de inovação e investimento do estado de São Paulo, lançou um programa para preparar startups paulistas para o mercado global. Batizada de SP Global, a iniciativa foi feita junto à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico e tem como objetivo:

Acelerar a internacionalização dessas novas entrantes;

Consolidar o conhecimento dos empreendedores;

Dar suporte à jornada internacional das startups;

Ampliar o networking dessas empresas.

Online e gratuito, o programa é dividido em capacitação, imersão internacional e desenvolvimento. As dez startups selecionadas nesta primeira fase do programa terão acesso a uma ferramenta de autodiagnóstico para saberem o quão preparadas estão para atuar no exterior.

Com foco em edtech, fintech, retailtech, agtech e foodtech, o programa atuará com a preparação das startups para o mercado europeu (Alemanha, França, Espanha, Portugal, e Reino Unido).

As inscrições no SP Global vão até 22 de outubro deste ano e podem ser feitas por este site. Importante dizer, a participação no programa é restrita às startups instituídas em SP e não garante contrapartida de investimento da Invest SP.

Projeto amplia ajuda a pequenos e médios negócios de São Paulo

Criado logo no início da pandemia, em março de 2020, o Transforme SP já conseguiu, em um pouco mais de um ano, beneficiar 150 micro e pequenos negócios em todo o estado, movimentando cerca de R﹩ 60 mil no período. O programa, tocado pela Federação das Empresas Juniores do Estado de São Paulo (FEJESP), leva soluções e consultorias a pequenos empresários, de forma gratuita, diante dos impactos econômicos causados pela Covid-19. A meta é alcançar 800 empresas até o final do mês de outubro.

“Implementamos um modelo onde podemos atender simultaneamente diversas empresas, como, por exemplo, colocando 10 empresas juniores atendendo grupos de até quatro pequenos negócios ao mesmo tempo. Podemos ainda realizar workshops com até 250 participantes. Caso haja necessidade de um número ainda maior, podemos fazer via Youtube”, explica o presidente executivo da FEJESP, Victor Rodrigues.

São Paulo reúne, atualmente, 205 empresas juniores, com representatividade em 45 cidades. O estado conta com 4.200 empresários juniores. Em 2021, o segmento faturou R﹩ 10 milhões e propiciou mais de quatro mil soluções às pequenas e médias empresas.

“As micro e pequenas empresas foram as mais impactadas desde o início da pandemia. Muitas acabaram não resistindo e foram obrigadas a fechar. O objetivo do Transforme SP é auxiliar este segmento, contando com a parceria de instituições que se preocupam com o fortalecimento desse ecossistema de negócios. Acreditamos que, dessa forma, temos condições de contribuir com a retomada econômica do estado, o que beneficiará a todos”, diz Rodrigues.

Recentemente, a FEJESP, via Transforme SP, realizou consultoria junto à Aliança Empreendedora, que reúne mulheres empreendedoras de baixa renda. A iniciativa mobilizou 378 inscrições e incluiu a realização de workshops sobre Educação Financeira. No início de outubro, está marcada uma rodada de ações com empresas do setor de bares e restaurantes. Os encontros podem reunir 800 empresários. Haverá workshops sobre Marketing, Educação Financeira e Gestão de Pessoas.

Caso uma empresa queira contribuir com o trabalho realizado pela FEJESP, pode acessar o link: transformesp.fejesp.org.br/#apoiar . As empresas que doarem a partir de R﹩ 10 mil, terão suas logomarcas no site oficial do Transforme SP, além de contar com divulgações sobre a parceria no Instagram e na newsletter enviada aos jovens membros de empresas juniores.

Telite é selecionada para programa de aceleração do BNDES

Rio de Janeiro – A Telite, fabricante de telhas plásticas com 100% de material reciclado, acaba de ser selecionada pelo BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Social), no programa BNDES Garagem – Negócios de Impacto, criado em parceria com o consórcio AWL, formado pela Artemisia, Wayra e Liga Ventures, com o objetivo de contribuir para criação e aceleração de soluções de impacto social e/ou ambiental.

A empresa foi uma das 25 selecionadas entre as 1.366 inscritas no programa e agora vai receber apoio para continuar com o desenvolvimento de seu projeto pioneiro de telha solar, com grafeno acoplado. Esse novo material é fino como o carbono e tem elevada impermeabilidade. A previsão é de que esteja disponível no mercado em até seis meses. Leonardo Retto, CEO da Telite, celebra a parceria com o BNDES, ressaltando o quanto ela vai ajudar a viabilizar seu ousado projeto. “O BNDES vai abrir muitas portas, tanto nacionais como internacionais, sejam elas com investidores ou parcerias comerciais,”.

As telhas desenvolvidas pela Telite já possuem uma série de diferenciais. São feitas com resíduos plásticos 100% reciclados e possuem rastreabilidade de ponta a ponta. Outro destaque é que a empresa tem um aplicativo para coleta e rastreabilidade dos resíduos, que gera renda em dinheiro para o fornecedor. Somado a tudo isso, o inovador sistema de acoplamento do grafeno diretamente na telha, tecnologia que capta luz solar, inclusive em dias nublados ou chuvosos, tornando as residências autossuficientes na geração de energia elétrica e, naturalmente, contribuindo de forma efetiva para amenizar o grave problema de abastecimento de energia em todo o país.