Combinação de loja online com loja física foi fundamental para o comércio

De acordo com a GfK a maneira como as pessoas vão encarar suas compras em 2021 indica o fim das barreiras entre Físico e Digital.

Para Felipe Mendes, General Manager da GfK para América Latina, o chamado Figital apresentou melhor performance em 2020, na comparação com operações apenas online ou apenas físicas.

“Embora os pedidos do e-commerce tenham crescido em 2020, notamos que os varejistas com atuação exclusivamente online cresceram 17% nos três primeiros trimestres do ano, enquanto os lojistas com atendimento apenas físico tiveram queda de 27%. E aqueles com atuação tanto online quanto física, os chamados Click&Brick, cresceram 77% no mesmo período”, observa o executivo.

Na avaliação da companhia, a pandemia nos colocou pra dentro de casa e nos fez olhar diferente para o que antes era encarado como um abrigo ou lugar de descanso. Passamos a enxergar nossas casas como o local permanente para nosso trabalho, educação, entretenimento e informação. Esse fator alavancou as vendas de tudo o que tem a ver com reforma e aperfeiçoamento do lar, como a compra de móveis, materiais de construção, eletrodomésticos e eletrônicos, videogames, computadores, câmeras, fones de ouvido, entre outros.

E, em 2021, a digitalização dos lares segue acelerada. “Alguns nichos do mercado ainda poderão gerar oportunidades de negócios. É o caso da digitalização da segurança e da iluminação, a realização de limpeza com robôs, e a programação à distância do ar-condicionado, por exemplo, ou a venda de serviços de helpdesk remoto e pacotes de serviços digitais, como Inteligência Artificial. Ou do lazer e entretenimento que seguirão como pilares fundamentais para mantermos a socialização e podem estimular a venda de gadgets de realidade virtual ou aumentada, para citar alguns exemplos de setores em alta neste ano”, completa Felipe Mendes.

Firjan: nova lei do gás abre novas oportunidades no mercado

Rio de Janeiro – A Firjan aprova o novo marco legal do gás natural, sancionado em lei na última quinta-feira, 08, pela presidência da República. Para a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, a nova lei permite um ambiente de mercado com maior diversificação de atores e abre caminho para a retomada da economia, com concretização de importantes investimentos no estado e no país.

Entre outros pontos relevantes, o novo marco estabelece que a construção, ampliação, operação e manutenção de gasodutos sejam feitos por regime de autorização e não mais por concessão. Isso possibilitará um mercado de gás aberto, ágil e competitivo, destaca a federação.

Mesmo antes da sanção, a nova lei do gás natural já confirma expectativas de investimentos, principalmente no Rio de Janeiro, como o anúncio realizado pelo consórcio do bloco BM-C-33 – formado pela Equinor, Petrobras e Repsol Sinopec Brasil – do gasoduto de escoamento da produção do gás do pré-sal, o Rota 5. O estudo da Firjan “Rio a Todo Gás”, divulgado em julho de 2020, já confirmava o potencial de destravar mais de R$ 80 bilhões em investimentos no Brasil e de expansão da demanda, em especial, com R$ 45 bilhões no estado fluminense.

Ainda conforme o estudo, cada bilhão de reais investido somente para a etapa de construção dos novos projetos pode gerar mais de 14 mil empregos diretos e indiretos, e mais de R$ 80 milhões em efeito renda no estado do Rio. Os impactos devem atingir todos os elos na cadeia de valor do gás natural – desde o escoamento até o consumo em diversos segmentos industriais, como siderurgia, petroquímica, fertilizantes, vidro, cerâmica e sal. Além disso, também existe oportunidade relevante para a expansão do GNV em veículos leves e pesados.

Na avalição da Firjan, a Lei do Gás é fundamental para o Brasil e, principalmente, para o estado do Rio alcançarem uma nova dinâmica de mercado para esse insumo, pois além de atrair novos investimentos em um ambiente competitivo no país, também tem potencial de reduzir o preço final ao consumidor.

Sebrae Aprimora Beleza está com as inscrições abertas

O Sebrae – SP abriu as inscrições para a primeira turma de 2021 do Sebrae Aprimora Beleza. O programa foi desenvolvido por especialistas para oferecer uma jornada de conhecimento, além de troca de experiências entre empreendedores do setor e acesso a novos mercados e tecnologias. O foco é apresentar oportunidades de negócios para empreendedores que já atuam neste ramo.

Este segmento foi muito impactado pela pandemia. Segundo pesquisa do Sebrae, em parceria com a FGV, estima-se que as perdas de faturamento desse mercado alcançaram 89%. Monitoramentos mais atuais já observam uma leve recuperação, com uma receita em torno de 50% comparada ao mesmo período antes da pandemia. Para o país, esse setor é muito importante pois gera cerca de seis milhões de oportunidades de trabalho em indústria, franquias, consultorias de venda direta e salões de beleza.

A palestra inaugural, com o tema “Desafios da pandemia para negócios do setor de Beleza”, será apresentada por Rosângela Barchetta, sócia-fundadora do Studio W, uma das primeiras franquias de salões de beleza de luxo do Brasil, que também é referência na formação de profissionais. Ao longo dos dias do Sebrae Aprimora Beleza serão abordados temas como a liderança de equipes, as experiências para fidelizar clientes, gestão e comunicação digital. Ao final, os participantes também terão acesso a um preparo para as consultorias do programa, dedicada aos concluintes dessa trilha.

O Sebrae Aprimora Beleza é gratuito e online. As inscrições são voltadas para empresários do setor que já possuem CNPJ. Serão 12 horas de conteúdo e mais duas horas de consultorias individuais.

Serviço:

Quando? 19, 20, 22, 26, 27 e 28 de abril

Quem pode se inscrever? Empresários do setor de beleza com CNPJ.

Valor de inscrição? Gratuito

Se inscreva em: http://contato.sebraesp.com.br/aprimora-beleza/

Destinos que misturam trabalho e lazer são cada vez mais procurados

Natasha de Caiado Castro

A pandemia completou um ano no Brasil no último dia 12. De tudo que foi afetado nesse período, é possível dizer que a rotina de trabalho, que passou a ser em casa, foi uma das maiores. Agora, além de dividir a rotina no lar com outros afazeres domésticos, aulas online (para quem tem filhos), é preciso encontrar tempo também para as videochamadas e reuniões. Não à toa, a pandemia deixou os brasileiros mais ansiosos e estressados. Uma pesquisa feita pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) revela que 80% da população brasileira tornou-se mais ansiosa na pandemia do novo coronavírus.

Se aliar a rotina de trabalho com atividades domésticas, de lazer e de família é inevitável em tempos como esse, é possível unir todas essas coisas de uma forma mais leve, diminuindo o estresse e, de quebra, aumentando a produtividade. O workcation – união de duas palavras em inglês: “work” (trabalho) e “vacation” (férias) – são destinos e locais que unem infraestrutura para o trabalho com opções de lazer. Segundo Natasha de Caiado Castro, especialista em inteligência de mercado e marketing de experiências e CEO da Wish International, essa já era uma tendência antes mesmo das medidas para combater a pandemia, mas que no momento que vivemos se tornou ainda mais forte:

“Vivemos em uma era de nômades digitais. Aquela lógica de ir para a empresa, todos os dias, entre 9h e 18h, tem ficado cada vez mais para trás. Com o advento da tecnologia, conseguimos trabalhar de qualquer lugar do planeta e, empresas que apostam nesse tipo de formato, mostram confiança na atuação do funcionário, elevando sua autoestima no trabalho e, consequentemente, aumentando sua produtividade”, explica a especialista.

É claro que, em tempos de Covid-19, saber escolher o destino para trabalhar e relaxar, mantendo a segurança, é fundamental. Com isso, se houver condições financeiras, nada melhor do que optar pelo aluguel de espaços inteiros que, além de internet rápida, também tenha quintal e piscina para aproveitar com a família e manter o dia a dia do trabalho. Desta forma, o isolamento é respeitado e ainda é possível sair um pouco da rotina.

No último Web Summit, maior evento europeu que engloba tecnologia, inovação e atualidade, a CEO do Booking.com, Gillian Tans, revelou que apesar do setor de turismo estar enfrentando um período enfraquecido por conta da crise sanitária e econômica, há uma tendência de procura por destinos para se instalar e trabalhar em home-office.

Em plataformas de aluguel de apartamentos e casas, é possível escolher acomodações das mais variadas, desde espaços amplos e simples a casas com quintais repletos de árvores e playground para as crianças, sítios e chalés no meio da natureza com piscina e vistas maravilhosas. Tudo depende do quanto se pode investir.

“Muitos desses sites, inclusive, já estão adaptados para a workcation. Ou seja, é possível selecionar já pensando nas necessidades para esse tipo de viagem, como boa conexão de internet e iluminação, área específica para trabalho, etc. Em tempos de Covid-19, esta é a melhor escolha para sair um pouco da rotina, mas sem desrespeitar as medidas de segurança”, reforça a especialista.

Como escolher o melhor local para workcation?

Veja dicas da especialista para aderir ao “Workcation”:

Mantenha uma rotina – Fundamental, tanto para manter a produtividade, como para encontrar espaço para relaxar. Não adianta estar em uma bela hospedagem se o trabalho não dá espaço para um mergulho na piscina. Ou se o churrasco acabou distraindo o trabalho. Importante estabelecer horários para tudo.

Certifique-se sobre a qualidade do wi-fi. Tudo o que você precisa para fazer um bom trabalho remoto é a internet: logo, o sinal precisa funcionar muito bem, ligue para o proprietário da acomodação escolhida, se for o caso. Vale também ler as avaliações de outros usuários.

Conforto é importante. Acomodações estão cada vez mais adaptadas para esse tipo de trabalho. Veja se o local possui mesa e cadeira confortáveis, iluminação suficiente e onde carregar celular e laptop. Nada de trabalhar em cima da cama ou em locais inapropriados. Ninguém quer transformar o workcation em dor nas costas.

Natureza acalma. Estar perto da natureza, ter uma vista para o verde, ou para o mar, nos colocam em contato com a natureza e, por isso, acalmam a mente. Procure destinos, sem aglomerações, que invistam nesse tipo de hospedagem. Nada como um almoço do lado de fora, ouvindo os passarinhos, não?

Isolamento sonoro é vital. Principalmente se a ideia é realizar o workcation em companhia de crianças e animais. Importante ter um cômodo exclusivo para trabalhar e manter o foco e a rotina e se separar emocionalmente das áreas de lazer.

Teste o wifi antes de fechar negócio – Faça um teste de vídeo com quem está te apresentando a casa para se certificar de que a internet não dará problemas em meio a reuniões de trabalho.

Belém usa transmissão 4G para monitorar consumo de água em tempo real

Tecnologia garante ContaJusta de água e gás dentro de condomínios -  Conteúdo Patrocinado - Campo Grande News

Um projeto de inovação que utiliza, entre as tecnologias, sensores de ultrassom e hidrômetros, com transmissão via 3G e 4G, está sendo implantado na região metropolitana da cidade de Belém, no Pará. O “Águas do Guamá” promete consolidar sistemas centralizados de monitoramento da distribuição de água em cidades, com o objetivo de promover a redução de perdas, foi o que explicou o professor Caio Fontana, do Instituto de Ciência Tecnologia e Inovação (ICT), da Fundação Vanzolini.

A explanação professor ocorreu no dia 23 de março, durante o Seminário das Águas Brasileiras, para celebrar o Dia Mundial da Água, comemorado no último dia 22. O evento foi uma iniciativa conjunta dos Ministérios do Desenvolvimento Regional (MDR), Meio Ambiente (MMA), Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Controladoria Geral da União (CGU) e Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

No painel “A inovação para a superação dos desafios do saneamento”, Fontana explicou que o projeto foi viabilizado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e é desenvolvido pela Fundação Vanzolini. Afirmou que em uma cidade como Belém, de quase 1,5 milhão de habitantes, a perda de água tratada por causa de vazamentos na rede municipal chega, na região Sul da cidade, a 72%, e, na região Norte, a 74%.

“Ou seja, um litro de água tratada sai da estação de tratamento e chega na outra ponta como um pouco mais do que uma xícara de chá”, exemplifica Fontana. Por isso, a proposta de inovação da Fundação Vanzolini foi desenvolver um sistema para ser aplicado em toda cadeia produtiva de saneamento básico, como forma de reduzir custos operacionais, melhorar a qualidade da água e reduzir o impacto ambiental com o desperdício.

Segundo o professor, por meio de análise de medidas indiretas, com o controle das perdas aparentes e perdas reais de água, é possível detectar vazamentos na tubulação e a chamada sub-medição − aquilo que, às vezes, é consumido mas não é medido. “O desafio desse projeto está sendo monitorar uma rede de abastecimento de água e saber como localizar o vazamento. Para isso, a proposta foi fazer a automação da localização de vazamentos, tanto da tubulação das vias públicas, quanto da tubulação interna das unidades de consumo”, ressalta Fontana.

Para a execução do projeto, ainda em fase de experimentação, foi escolhida uma área especifica da cidade e algumas residências, onde os hidrômetros foram substituídos por outros com tecnologia wireless. Nas vias, foram instalados sensores de ultrassom, com o objetivo de “ouvir” a tubulação e criar uma rede de comunicação e monitoramento. Para a coleta de informações são utilizados veículos equipados com rádios que percorrem os locais para leitura dos sensores ou por meio do método fixo, que usa repetidores para transmitir a informação por meio de uma rede de comunicação para uma central.

Essas medidas poderão gerar, entre outras facilidades, a disponibilidade de informação para as equipes operacionais e consumidores, a transmissão em tempo real do consumo de água das unidades, além de alertas em caso de alto consumo. “Na escala urbana, com a implantação de um Sistema Centralizado de Monitoramento e Controles Lógicos Programáveis, é possível fazer o monitoramento em tempo real da rede, com redução de custo operacional, assertividade e obter um bom histórico das operações”, finaliza Fontana.

ALSHOP prevê mais demissões em São Paulo se fase emergencial avançar

Enquanto o estado de São Paulo se mantém na chamada “fase emergencial” até pelo menos o dia 11 de abril, empresários ligados ao setor informam que a continuidade da medida resultará em demissão massiva de funcionários. Em um alerta enviado ao governo paulista, a ALSHOP (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping) com pouco mais de 40 mil associados, diz que 84% dos empresários já demitiram parte dos funcionários. No entanto, os empresários associados vão aumentar o contingente de dispensados se as medidas se prolongarem novamente.

Em outros estados da federação como Goiás, Santa Catarina, Distrito Federal, Pará, Amazonas, Paraná e até o Rio Grande do Sul já há flexibilização do funcionamento do comércio, incluindo shoppings e o comércio de rua, bares e restaurantes. Todos se comprometeram com a aplicação dos protocolos já conhecidos como uso obrigatório de máscaras, mesas distanciadas, controle de temperatura dos frequentadores e limitação no número de clientes, além do horário reduzido de funcionamento, medidas que variam conforme o estado.

“A ALSHOP e mais de 40 entidades ligadas ao varejo estão insatisfeitas com a condução do governo em relação às ações de combate à pandemia. Antes da segunda onda de fechamento tivemos contato mais frequente com o governo, o que agora não ocorreu mais. Enquanto os shoppings centers, que gastaram muito dinheiro para adequar os estabelecimentos visando a reabertura, as autoridades deixam o comércio informal trabalhando sem controle nas periferias em um lockdown fajuto que penaliza a economia, pois já está paralisando até mesmo a indústria. Lembro que 70% das lojas de shopping são pequenos estabelecimentos com 5 a 6 funcionários, e nossos associados já nos alertaram: as demissões vão aumentar na próxima semana”, alerta Nabil Sahyoun, presidente da ALSHOP.

Nabil Sahyoun lembra que não houve nenhuma contrapartida do governo do estado até o momento. “O governo não chama de lockdown e usa outros nomes, mas não faz sentido permitir que alguns segmentos funcionem e até templos religiosos sem permitir que o comércio, tomando os devidos cuidados, possa gerar renda. O pequeno empresário não tem mais para onde pedir socorro”, emenda.

A ALSHOP também destaca que o recente aumento do ICMS (estadual) impactou todos os produtos do varejo. 37% dos lojistas já foram obrigados a reajustar os preços ao consumidor, 53% absorveram essa elevação no imposto para evitar mais repasses e 10% disseram que os aumentos não impactaram nos preços.

“Já estamos há um mês com o comércio fechado e, por outro lado, o estado estrangula a atividade comercial com aumentos de impostos e imposição de fechamento a quem se adequou para manter-se aberto. Não houve nenhuma contrapartida por parte do governo que fechou as contas com superávit de R$ 7,7 bilhões recebendo repasses federais específicos para combater a pandemia, e até agora não temos dados positivos da saúde mostrando que as restrições não surtiram efeito até agora. Enquanto isso, os pequenos comerciantes agonizam sem poder trabalhar”, finaliza Sahyoun.

SC fortalece ecossistema de inovação na região Sul

O emergente ecossistema de inovação em Santa Catarina ganha um reforço nos próximos dias com a expansão do parque tecnológico da maior cidade do estado: inaugurado há exatos dois anos, o Ágora Tech Park representou um marco para o setor de tecnologia da industrial Joinville ao concentrar empresas, entidades e iniciativas de desenvolvimento de startups.

No dia 28 último, quando completou dois anos de atividade, o parque tecnológico inaugurou dois prédios: um deles, o Ágora MOB, terá como operação-âncora um cluster de saúde, com uma smart clinic oftalmológica, uma farmácia-conceito (com utilização de novas tecnologias e serviços de entrega e compra de medicamentos) e espaço para incubação de startups.

O espaço vai sediar também empresas de tecnologia e de outros segmentos com um objetivo em comum: usufruir do ambiente de inovação e conexão com startups, mentores e investidores para desenvolver projetos de open innovation e inteligência estratégica, além de expansão comercial. Antes mesmo da inauguração, o segundo prédio já tinha uma taxa de ocupação de 65% – a expectativa é concluir a ocupação ainda em 2021, apesar da pandemia.

O terceiro prédio, Ágora DAT, é um datacenter de última geração, com certificação TIER III, com investimento superior a R$ 20 milhões, feito pela Armazém Datacenter, empresa de Brusque (SC) que conta com mais de mil clientes no país. A empresa buscava um local para expandir as operações no Sul do país e escolheu o parque tecnológico pela conexão com o ambiente de inovação.

A localização do Ágora Tech Park é estratégica: está sediado no Perini Business Park, parque multissetorial com 250 empresas de 13 países, que faturam anualmente mais de R$ 5,2 bilhões e circulação diária de quase 10 mil pessoas (pré-pandemia). Ao lado do Ágora, há o campus local da Universidade Federal de Santa Catarina, com mais de mil e quinhentos alunos de cursos de Exatas, como Engenharias, Computação e Sistemas de Informação.

“Um parque tecnológico precisa da tríplice hélice – iniciativa privada, academia e poder público – para se desenvolver. E temos tudo neste ambiente”, ressalta Marcelo Hack, CEO do Perini Business Park.

No primeiro prédio do Ágora, estão algumas das principais entidades do estado, como o Sebrae/SC, a Federação das Indústrias (Fiesc) e a Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), que mantém um laboratório de inovação aberta no qual grandes empresas (WEG, ArcelorMittal, Whirlpool, Schulz, entre outras) se conectam com startups. A Fiesc, por sua vez, escolheu o Ágora para sediar o FaberUp, um programa de conexão entre empresas, desenvolvimento e capacitação com objetivo de ampliar a competitividade e a inovação da indústria local.

Segundo o estudo Acate Tech Report, o setor de TI da região representa 15% do faturamento total do estado (R$ 2,6 bilhões/ano) – e Joinville é uma das 10 cidades do país com maior concentração de empresas por habitante.

Enquanto a capital Florianópolis se consolidou nos últimos anos como um celeiro de startups – o que mudou sua vocação econômica, superando o turismo – Joinville passou a agregar inovação e tecnologia a seu histórico de “berço industrial” e maior PIB do estado. “Não estamos começando do zero. Joinville é um dos maiores polos industriais do país e agora acoplamos todo esse histórico à Nova Economia e às startups, ajudando empresas tradicionais a se reinventar no mundo digital. Em poucos anos, ajudamos a mudar o mindset corporativo na região”, explica Jean Vogel, diretor executivo do Ágora.

O Ágora sedia também a Associação Brasileira de Internet Industrial (ABII), que reúne empresas líderes no desenvolvimento da indústria 4.0 e da IIoT (internet industrial das coisas) no país. “Joinville é referência nesse setor e nós precisávamos estar bem posicionados para apresentar ao mercado de tecnologia o potencial dessas aplicações, que não se limitam à manufatura. Estar em um hub como esse potencializa nossas conexões e as oportunidades de projetos”, comenta José Rizzo Hahn, presidente da ABII e fundador da Pollux, empresa instalada no Perini Business Park e que foi recentemente adquirida pela Accenture, consultoria líder global de mercado.

Um dos primeiros projetos do parque tecnológico é o City Lab, um laboratório a céu aberto e em ambiente controlado, com gestão privada, que permite a empresas fazerem testes de novas tecnologias. “Não estamos isolados em um escritório, mas praticamente em uma cidade, com espaço para testar projetos pilotos em áreas que a Internet Industrial também atua, como Saúde e de Cidades Inteligentes. Aqui podemos testar na prática, e em conjunto com startups, tecnologias como semáforos inteligentes, robótica, IoT para saúde, entre outras possibilidades” resume Rizzo, da ABII.

Aprovação do Fiagro favorece capitalização do setor

Aperto de crédito ameaça produtores e exportações agrícolas

São Paulo – O agronegócio brasileiro está prestes a se aproximar ainda mais do ecossistema de financiamento do mercado de capitais. Foi sancionado nesta terça-feira, 30, pelo presidente Jair Bolsonaro o Projeto de Lei 5.191/20, que institui o fundo de investimento para o setor agropecuário (Fiagro). O novo veículo deve canalizar recursos de investidores — brasileiros e estrangeiros — para as atividades do agronegócio, num modelo semelhante ao que fomenta a construção civil e o mercado imobiliário por meio dos fundos de investimento imobiliários (FIIs).

Conforme estabelece o texto aprovado na Câmara, o Fiagro pode ser estruturado como fundo fechado ou aberto, com prazo determinado ou indeterminado. Podem fazer parte da carteira imóveis rurais, ativos financeiros do agronegócio — como cédulas do produto rural (CPRs) e certificados de recebíveis do agronegócio (CRAs) —, participações em empresas atuantes no setor e cotas de outros fundos cuja carteira tenha pelo menos 50% investidos em ativos ligados ao agronegócio. O Fiagro ficará sob a fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Na avaliação de Francisco de Godoy Bueno, sócio fundador do escritório Bueno, Mesquita e Advogados, banca especializada em agronegócio, a estrutura de financiamento por meio de fundos vai permitir que investidores de menor porte acessem esse importante setor da economia brasileira — responsável por no mínimo 30% da geração da riqueza do País e robusto mesmo em tempos de crises agudas. “Além disso, o Fiagro pode funcionar como um canal alternativo para que investidores estrangeiros possam participar de empreendimento agrícolas sem fazer a aquisição direta de terras ou de participações societárias de empresas agropecuárias”, destaca o advogado, lembrando que a aquisição de propriedades rurais por investidores de outros países é bastante restrita no Brasil, sendo essas limitações também aplicadas às empresas brasileiras que possuem estrangeiros entre seus controladores.

Benefícios fiscais

A exemplo do que ocorre com os FIIs, o projeto aprovado estabelece benefícios fiscais que tendem a atrair o interesse dos investidores. Se mantida a redação atual, serão isentos de imposto de renda (IR) e de imposto sobre operações financeiras (IOF) os rendimentos e os ganhos de capital dos Fiagro. Haverá, no entanto, cobrança de 20% sobre os ganhos de capital nos casos de distribuição de dividendos aos cotistas e de resgate de cotas.

Da maneira como foi sancionado, o PL do Fiagro permite que produtores rurais acessem esses fundos oferecendo seus próprios imóveis rurais como pagamento. Esse mecanismo deve favorecer a capitalização de muitos integrantes da cadeia do agronegócio brasileiro, inclusive grupos familiares, permitindo novas estratégias de planejamento patrimonial e sucessório.

No entendimento de Francisco de Godoy Bueno, a grande vantagem do Fiagro é oferecer ao setor um canal direto de contato com o mercado de capitais com base no empreendimento como um todo. Mas há riscos na redação aprovada pelos deputados, pondera. Bueno observa que a redação atual estabelece uma amplitude muito grande de ativos que podem fazer parte das carteiras. Caso não sejam tomados os devidos cuidados na estruturação do Fiagro, a razão de existência desse veículo de investimento pode acabar desvirtuada. “Ao ser muito abrangente, o texto pode permitir que os recursos dos investidores não cheguem de fato à ponta da cadeia, representada pelos produtores rurais, e fique apenas com as empresas mais sofisticadas, como a agroindústria e as empresas de insumos, serviços ou comercialização”, afirma.

O advogado se preocupa com a possibilidade de acontecer com o Fiagro o mesmo que ocorreu com os CRAs. A liberdade para a formação dos lastros (papéis que estão na base das operações) dos CRAs em alguns casos permitiu que empresas que participam do agronegócio de forma indireta captassem recursos aproveitando as vantagens desses títulos. “É importante que existam mecanismos que garantam que, de fato, os recursos captados por meio do Fiagro cheguem ao campo e não sejam capturados com intermediários”, completa.

Mais de 12 mil negócios no Brasil esperam aprovação do marco legal das startups

Alexsandra Marilac Belnoski

A Associação Brasileira de Startups (Abstartups) informa que no Brasil há 12.700 startups, sendo 11 “unicórnios”, ou seja, têm avaliação de mercado de US$ 1 bilhão ou mais, e outras 17 que ainda devem chegar nesse patamar até o final de 2021. No ranking mundial da StartupBlink, que avalia ecossistema de inovação, ambiente de negócios, a quantidade, a qualidade de startups e as instituições de apoio a esse modelo de empresa, o país ocupa o 37º lugar. O quadro revela uma grande expectativa dos empreendedores em relação ao Marco Legal das Startups, que prevê a regulação desses ambientes de negócios.

A professora de Direito Empresarial e advogada Alexsandra Marilac Belnoski, mestre pela Universidade Positivo e especialista em Direito Comercial pela Universidade de Coimbra, informa que no dia 25 de fevereiro de 2021, o Senado aprovou por unanimidade o Projeto de Lei Complementar sob o nº 146/2019, mais conhecido como Marco Legal das Startups. Como ocorreram alterações na redação do documento, o mesmo voltará para a Câmara dos Deputados para novas discussões e aprovação antes da sanção do Presidente da República. “A ideia central é salvaguardar as startups por meio de algum respaldo jurídico”, frisa.

A advogada comenta que o projeto também estabelece os princípios e as diretrizes para a atuação da administração pública no setor, e prevê medidas de fomento ao ambiente de negócios e ao aumento da oferta de capital para investimento em empreendedorismo inovador. Além disso, traz normas sobre licitação e contratação de soluções inovadoras pela administração pública. “Por fim, a proposta da relação com a Administração Pública a ser firmada com startups por meio de licitação diferenciada, visa ao teste de soluções inovadoras já desenvolvidas ou a serem desenvolvidas, com ou sem risco tecnológico”, complementa.

Destaques do projeto

Ela pontua que dentre os tópicos trazidos pelo projeto, dois merecem destaque: a delimitação temporal de 6 anos na inscrição do CNPJ para startups, e faturamento bruto anual de R$ 16 milhões ou mensal de R$ 1,3 milhão. A advogada ressalta que ainda são requisitos: estabelecer no objeto social a declaração de que utiliza modelo de negócios inovadores ou ser enquadrado no Inova Simples.

Quanto à figura do investidor anjo, a norma estabelece que poderá investir ou fazer consultorias, sem integrar o capital social da startup e também não responderá pelas dívidas ou até mesmo em recuperação judicial. O projeto propõe as regras simplificadas para as sociedades anônimas de capital fechado, “não com o intuito de criação de uma nova espécie societária, mas sim, para privilegiar o modelo já existente, mas com regras mais simples para o seu emprego”, pondera.

Alexsandra Marilac explica ainda que o projeto prevê a implementação do sandbox, um ambiente regulatório experimental com condições especiais simplificadas para aqueles que participam da relação jurídica, podendo receber dos órgãos e entidades reguladoras setoriais procedimentos facilitadores para a implementação da inovação.

Pontos positivos e negativos

Para a professora, o projeto apresenta como ponto positivo a promessa de melhoramento do ambiente jurídico para startups, bem como o fomento as inovações no mercado nacional. “O que pode ser observado, é que até a presente data, não havia regulamentação do setor, estando este segmento desprovido de segurança jurídica”, sublinha. Ela destaca que o marco legal pode fomentar o inventivo aos investimentos, em especial, do investidor anjo, que foi contemplado com a regulação da sua figura, limitando a sua condição, o que propicia maior segurança para aquele que pretende investir em startups.

Além disso, a abertura que se dá junto à Administração Pública também permite a relação governamental para que o país invista em inovação e se torne mais competitivo com países que já investem no setor. “Vale lembrar que as startups de hoje são futuras empresas que se destacarão no mercado, terão projeção e merecem a atenção devida”, observa a advogada.

Em relação aos pontos negativos, Alexsandra Marilac salienta que alguns temas referentes à inovação foram deixados de lado, e cita como exemplos: as fases das startups, quais sejam, a criação, operação, tração e autosustentação. “Estas fases são de grande relevância, pois definem o caminho a ser seguido e o bom ou mau desenvolvimento daquela que nasce e amadurece neste cenário”, reforça. A advogada pontua que não foram contempladas outras figuras no cenário de inovação que estão ligadas as startups, tais como, as aceleradoras, incubadoras, hub de inovação, venture capital e private equity. “Estas figuras são de suma importância e sequer foram mencionadas no projeto “, critica.

Por fim, a advogada destaca que a exigência de faturamento no importe de 16 milhões anuais exclui muitas startups que de início, sequer faturamento possuem, e, no período de operação, pouco faturamento terão, muitas vezes, sequer chegando a 1 milhão por ano.

Alexsandra Marilac Belnoski é professora e advogada especialista em Direito Empresarial pela FAE, aperfeiçoamento em Direito da Empresa e Recuperação de Empresas pela Universidade de Coimbra e mestre em Gestão Ambiental pela Universidade Positivo.

Com a pandemia, países oferecem vistos de trabalho remoto para nômades digitais

size_810_16_9_dolar-passaporte-computador-viagem[1] - Jota Contábil -  Itatiba/SP

A pandemia do novo coronavírus transformou a rotina de muitos profissionais e popularizou o home office. Com a crise sanitária e o fechamento de fronteiras, muitas pessoas voltaram para o país de origem ou tiveram que solicitar a extensão da estadia no país, outras buscaram por destinos que pudessem trabalhar remotamente. Esses fatores, atrelados ao incentivo dos governos internacionais, promoveram a criação do visto de trabalho remoto para atrair nômades digitais.

De acordo com o mapeamento da agência virtual de turismo ViajaNet, 9 países possuem esse tipo de visto e a maioria deles está localizado no continente europeu. Confira abaixo a lista completa dos lugares com visto de trabalho remoto:

Países com visto de trabalho remoto:

Alemanha – Europa
Barbados (Caribe) – América Central
Bermudas – América do Norte
Estônia – Europa
França – Europa
Geórgia – Europa/Ásia
Portugal – Europa
República Tcheca – Europa
Tailândia – Ásia

A criação dos vistos para regulamentar os viajantes que atuam em trabalhos remotos busca chamar atenção deste perfil profissional visando melhorar a economia local, sem sobrecarregar e gerar concorrência nas oportunidades de trabalho dentro do país para os moradores. Outro objetivo dos vistos para home office está voltado para amenizar as perdas do setor de turismo de cada país, já que viagens a lazer ainda não são recomendadas no momento.

Os pré-requisitos e tempo de estadia permitido variam para cada país. Entretanto, a comprovação de renda e de vínculo empregatício é uma exigência padrão, o que muda é a renda mínima exigida. Para Barbados, por exemplo, é necessário comprovar a receita de 50 mil dólares ao ano.

Tendência no pós-pandemia

O home office possibilitou uma independência geográfica que muitos profissionais gostariam de ter, mas não conseguiam por estarem frequentemente no escritório, acelerou a consolidação de um regime de trabalho que já estava em ascensão, como os nômades digitais e comprovou uma grande economia para as empresas.

A expectativa é que o formato continue em alta. Cerca de 30% das empresas nacionais cogitam manter o trabalho remoto após a pandemia, de acordo com um estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 2020.

Mesmo com a mudança repentina, muitas pessoas e empresas confirmaram que conseguem manter a produtividade de forma qualificada e sem grandes impactos à distância. Ainda segundo o ViajaNet, que apurou as buscas pelo Google Trends ao longo dos últimos 12 meses, os usuários que demonstraram maior interesse de busca por vistos são do Distrito Federal, Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo e Santa Catarina, respectivamente. O mês com o maior índice de procura foi em julho do ano passado.

O significativo aumento no número de casos de pessoas que pegaram o vírus tem feito com que muitos países restrinjam a entrada de brasileiros. Por isso, os profissionais que planejam viajar para trabalhar, além de verificar as exigências para obter o visto e para entrar em cada país, precisam se informar quanto à legislação e tributação da empresa em que trabalha e seguir de forma rígida os protocolos de segurança e higiene ao se deslocar até o destino.