Sebrae defende o movimento “Compre do Pequeno”

Para reduzir os efeitos econômicos da crise causada pela expansão do novo Coronavírus no país, o presidente do Sebrae, Carlos Melles, pediu que os brasileiros apoiem o movimento Compre do Pequeno. “Neste momento tão difícil para todos nós, o Sebrae tem estimulado de maneira vigorosa que a nossa população compre da micro e pequena empresa”, afirmou Melles, em vídeo publicado nas redes sociais do Sebrae e veiculado em canais de TV.

Levantamento feito pelo Sebrae mostra que alimentação fora do lar, varejo tradicional, construção civil, e moda são alguns dos setores mais impactados pela pandemia do Covid 19 no Brasil. O mapeamento revela que, além destes, outros 10 segmentos estão entre os mais afetados e respondem por mais de 21,5 milhões de empregos. O total de pessoas empregadas nas pequenas empresas é de 46,6 milhões, segundo dados da RAIS de 2018.

O presidente do Sebrae foi enfático ao afirmar que a melhor maneira de combater a crise é com a preservação dos empregos e mais de 54% das vagas formais no país estão nos pequenos negócios. Além disso, Melles, ressaltou o incentivo da instituição aos empreendimentos que estão se reinventando: “O Sebrae vem apoiar o comércio local perto de suas casas, soluções via aplicativo e compras via internet”.

As principais medidas tomadas pelo Sebrae neste momento de crise foram apresentadas pelo presidente. “O Guia da Gestão Financeira para enfrentar a queda do movimento e a redução da produção, as lives diárias pelas redes sociais para esclarecer todas as dúvidas, a página com dicas de gestão e o monitoramento dos setores mais afetados nos pequenos negócios”, enumerou Melles.

O pronto atendimento para os donos de micro e pequenas empresas realizado pelos colaboradores do Sebrae em todo o Brasil também foi enfatizado pelo presidente, junto a uma mensagem de solidariedade. “A nossa rede de atendimento segue à disposição dos empresários de micro e pequenas empresas pela internet. Estamos solidários com você, com todos os empresários de pequenos negócios no Brasil”. O vídeo completo está disponível aqui.

EMBRAPII e SEBRAE destinam recursos para startups durante crise do Coronavírus

A EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) e o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) liberaram, nesta sexta-feira (20), R$ 2 milhões para o desenvolvimento de soluções tecnológicas para auxiliar o país a enfrentar o avanço do Coronavírus em seu território. O aporte será somado a outros R$ 4 milhões da EMBRAPII e a contrapartidas das empresas e recurso econômicos das unidades credenciadas. A expectativa é chegar a R$ 10 milhões em projetos de PD&I.

“Neste momento, as instituições precisam se unir para conter o avanço desta pandemia. A EMBRAPII e o Sebrae decidiram destinar recursos para ideias inovadoras de startups e pequenos empreendedores que possam potencializar o combate ao vírus no país”, destaca José Luis Gordon, diretor de Planejamento e Gestão da EMBRAPII.

Os recursos da EMBRAPII e do Sebrae poderão ser utilizados por startups, micro e pequenas empresas associadas ou não à médias ou grandes empresas em projetos de inovação. As soluções podem envolver o diagnóstico e o tratamento da doença. As tecnologias incluem softwares, sistemas inteligentes, hardware, peças e equipamentos médicos, entre outros.

“Socorrer o pequeno negócio neste momento é socorrer o país! É manter os empregos e condições mínimas para a economia continuar girando. Junto à EMBRAPII, estamos direcionando esforços para agilizar a construção de soluções que possam impactar mais rapidamente neste enfretamento emergencial. Apostamos e confiamos na capacidade inovadora dos nossos empreendedores”, analisa o diretor-técnico do Sebrae, Bruno Quick.

Além do recurso, as startups e empresas poderão contar com o suporte técnico de pesquisadores especializados e a infraestrutura tecnológica das Unidades EMBRAPII no desenvolvimento de projetos. São 42 Unidades em 14 estados e no Distrito Federal.

Contrato EMBRAPII e SEBRAE

Os R$ 2 milhões correspondem à 50% da primeira parcela do acordo de R$ 30 milhões entre as duas instituições. O recurso se soma a outros R$ 20 milhões, que já permitiram o desenvolvimento de 109 projetos de inovação de startups, micro e pequenas empresas de base tecnológica.

Há três modalidades previstas no contrato. A primeira, voltada para o desenvolvimento tecnológico, destina-se apenas aos microempreendedores individuais, startups, micro e pequenas empresas. A segunda, é destinada ao encadeamento tecnológico e conta com a participação de empresas de médio e grande porte atuando como parceiras dos pequenos empreendedores. A terceira é o incentivo à inovação aberta com uma linha de financiamento voltada à criação de consórcios de empresas com interesse comum. A proposta inclui uma ou mais MGEs (Médias e Grandes Empresas) atuando em parceria com pequenos empreendedores.

Estudo aponta 42 tendências e seus impactos no futuro do trabalho

São Paulo – A Cognizant , uma das empresas líderes mundiais em tecnologia e negócios, apresenta estudo com 42 tendências sobre o futuro do trabalho. O levantamento contém análises e insights coletados nos 10 anos de trabalho do Center for the Future of Work (CFoW – Centro para o Futuro do Trabalho) da empresa. As tendências foram divididas em cinco categorias: mudanças nos modos, nas ferramentas, na estética, nos desafios e no significado do trabalho.

“A ideia do estudo era demonstrar como a tecnologia teve e continua tendo impactos contundentes no mercado de trabalho. Os humanos serão cada vez mais necessários. Não para tarefas repetitivas, mas para dar um direcionamento crítico e criativo para os insights que os bots nos trarão”, afirma João Lúcio de Azevedo Filho, presidente da Cognizant no Brasil.

Modos de trabalho

• De hierarquia para “wirearquia” – Apesar de terem sido importantes, as hierarquias não pertencem a um mundo colaborativo. Aí entram as “wirearquias”, um modelo de organização baseado em auxílio mútuo e confiança. O futuro da estrutura organizacional está em equilibrar esses dois modelos.

• De cargos para tarefas – Nossas profissões são um pedaço de nossa identidade. Contudo, o futuro do trabalho requer que as profissões sejam pensadas de maneira mais fluida, aceitando mudanças e reinvenções. Isso quer dizer que cargos estão sendo desconstruídos em tarefas, que são a forma mais sustentável de lidarmos com a força de trabalho homem-máquina.

• De segunda a sexta para segunda a quinta – A jornada de trabalho de 40 horas distribuídas em cinco dias ao longo da semana é fruto da Primeira Revolução Industrial. Mas agora o trabalho pode ser realizado a qualquer hora, de qualquer lugar. E a tendência é que o fim de semana passe a contemplar a sexta-feira também.

• De assistentes para robôs assistentes – Os assistentes facilitam o trabalho daqueles em posições de liderança. Mas esses profissionais poderiam ter profissões mais rentáveis e produtivas. Dessa forma, os robôs não vão roubar empregos, mas sim facilitar o trabalho. O novo assistente funcionará com zeros e uns, não com café.

• De comprar para alugar – Os custos de comprar são maiores do que a ideia de comprar. A ligação entre riqueza e posses está diminuindo. E logo será desfeita. Embora a ideia de posse tenha sido um dos pilares do mundo moderno, a tendência é de mudança. Possuir bens não é mais tão sedutor assim para os jovens que estão entrando no mercado.

• De robôs maus para robôs bons – Uma ideia disseminada pelo imaginário popular é a de que os robôs fazem muitas coisas boas, mas também podem fazer coisas muito ruins. De quem é a culpa? Nossa! Bots mal programados só podem ser corrigidos por humanos. Ou seja, bons humanos ainda são necessários para desenvolver bons bots.

Ferramentas de trabalho

• Do polegar para a voz – Pode ser a era digital, mas o ato de digitar é cada vez mais supérfluo. Seus gadgets são capazes de ouvir tudo que você fala agora. Com isso, a tendência é cada vez menos digitar e cada vez mais utilizar os comandos por voz.

• De microscópios para datascópios – Tal como os microscópios mudaram a medicina, a inteligência artificial é um datascópio que trará soluções antes inimaginadas. A IA, assim como outras ferramentas, não substituirá as pessoas, mas sim permitirá que façamos coisas incríveis.

• De programação a (quase) sem programação – Os softwares estão engolindo o mundo – incluindo outros softwares. Por isso, plataformas que requerem pouco ou nenhum conhecimento de programação estão democratizando a maneira com que sistemas empresariais são desenvolvidos, utilizados e expandidos.

• Da insegurança para a segurança – Estamos às vésperas de uma transformação em que a tecnologia será o aspecto central da sociedade moderna. Portanto, as empresas não devem hesitar em investir em cibersegurança. Quadruplicar o investimento atual é um bom começo.

• De petaescala para exaescala – O Eniac, primeiro computador a ser comercializado, completou 74 anos. Mas não vimos nada ainda. O futuro do trabalho será baseado na exaescala – um sistema computacional capaz de realizar um quintilhão de cálculos por segundo.

• Do 4G para o 5G – O advento do 5G vai acelerar a transmissão de dados ante as redes 4G. O próximo espectro de banda larga será a fase seguinte da revolução digital. E a fusão do 5G com a inteligência artificial vai aumentar a escala da Internet das Coisas.

• Da inteligência artificial para o machine learning – As aplicações comerciais da IA e do ML estão trazendo grandes retornos financeiros. Os filmes de Hollywood com robôs inteligentes malvados são uma miragem. Mas modelos de negócio baseados em machine learning serão uma realidade.

• Do centralizado para o descentralizado – A tecnologia moderna deu mais ferramentas de centralização e controle para pessoas, governos e sociedades. Mas são as expressões descentralizadas que fazem as democracias liberais. A descentralização – se feita da maneira correta – será o antídoto para a polarização na era digital.

• Do desenvolvimento de software para engenharia de software – O maior desafio dos desenvolvedores de software hoje em dia é conseguir acompanhar a velocidade com a qual o mercado muda. É o fim da programação como a conhecemos. A engenharia de software fará com que o desenvolvimento de programas acompanhe a economia digital.

• Do bit para o qubit – O futuro é muito mais do que números binários. O futuro da sociedade e da inteligência artificial está no qubit – a base da computação quântica.

• De cloud para edge computing – A IoT pôs fogo na definição de cloud computing. A nuvem sobrecarrega a distribuição de computadores, mas a próxima parada está nas beiradas da rede. A mudança de cloud para edge computing vai acelerar e virtualizar o mundo em níveis sem precedentes.

• Da internet para a splinternet – A internet como uma vila global está se dividindo em tribos locais da splinternet conforme países aplicam diferentes regulações em seu funcionamento. A internet como conhecemos está morrendo.

• De smartphones para smartdevices – Aplicativos, plataformas, sistemas e websites fazem parte do nosso cotidiano. Você não precisa aprender como a tecnologia funciona. Você precisa aprender como trabalhamos e vivemos com ela.

• Do servidor para o contêiner – A arquitetura cliente/servidor foi padrão por muito tempo. Agora esse modelo está sendo desafiado pelo surgimento de softwares de visualização que redefinem o que é um servidor. Contêineres estão substituindo componentes de hardware por códigos.

Estética do trabalho

• Do terno para o capuz – Os ternos não combinam mais com essa nova era de disrupções. Os softwares comandam o mundo dos negócios agora, e os ternos caindo em desuso foi só dano colateral.

• Do cubículo para o sofá – Atualmente, conseguimos trabalhar de qualquer lugar com um computador, celular ou tablet: num café, no saguão de um aeroporto, num quarto de hotel e até mesmo em um escritório. Nossos cubículos serão extintos.

• Do subúrbio para a cidade – Antes isolados tecnologicamente, os subúrbios urbanos agora estão florescendo. Procurando pela Quarta Revolução Industrial? Ela está lá.

• De vidro e aço para tijolos e madeira – Novas ideias vêm de prédios antigos. Ambientes legais não são apenas aqueles feitos de vidro e aço. Prédios antigos estão sendo rejuvenescidos para abrigar empresas desenvolvendo novas tecnologias.

• De “originals” para “digit-alls” – No mundo da TI, os “originals” cuidam da parte de infraestrutura, enquanto os “digit-alls” desenham os aplicativos e plataformas que dominarão o mundo. Os primeiros ficarão até toda a carga de trabalho de infraestrutura do mundo ser automatizada. Os segundos ficarão até saírem de moda.

Desafios

• De “ver” para “tome cuidado com o que vê” – A manipulação digital está fazendo com que questionemos o que é real e o que não é. Os deepfakes também são um perigo no mundo digital.

• De “somos todos um” para “todos somos um” – A personalização da tecnologia está acabando com a crença de que todos temos uma identidade em comum. Com a chegada da realidade virtual, a tendência é que cada um viva sua realidade de forma cada vez mais pessoal.

• De “wi-fi grátis” para “sem wi-fi” – Ficar conectado o tempo todo está deixando todos malucos. Por isso, espaços sem wi-fi vão restaurar a calma e a sanidade de nossos cérebros confusos.

• De “a privacidade morreu” para ” vida longa à privacidade” – Assinar newsletters e fazer testes on-line pode ser divertido, mas as pessoas estão começando a questionar se vale a pena trocar seus dados por isso. As grandes empresas de tecnologia estão na mira da sociedade por conta de problemas com a privacidade do usuário. Não, a privacidade não morreu ainda.

• De humano para ciborgue – Hoje, nós acessamos as informações por meio de nossos gadgets. No futuro, todas as respostas serão enviadas diretamente para nossas mentes. Nossos avós acham que já somos super-humanos, mas seremos simplórios perto de nossos netos. Estamos nos transformando em ciborgues, e as gerações futuras terão curiosidade para saber como era ser um humano pré-tecnológico.

Significado do trabalho

• De “cuidado com a língua” para “desembucha!” – Estamos eliminando as formalidades. Prepare-se para ficar chocado. A necessidade de sermos cada vez mais autênticos causará o fim da conversa fiada.

• De #sextou para #segundou – Você saberá que o futuro do trabalho chegou quando se sentir motivado em uma segunda-feira. Esqueça o medo de os robôs tomarem todos os nossos trabalhos. Pode ser que o que nos torna humanos seja o trabalho em si.

• De serviços para experiências – A não ser que você seja um gamer ou um influencer, você se desenvolveu em uma carreira na área de serviços. Mas o que vem depois? Prepare-se para a era das experiências. Tecnologias como realidade aumentada, realidade virtual, inteligência artificial e cross reality vão abrir as portas para a criatividade e experiências imersivas.

• De uma carreira para várias – O mindset de ter apenas uma carreira está virando um problema. O crescimento da automação e da IA fará com que o modelo “educação-emprego-carreiras” fique obsoleto. Há mais de um caminho para o sucesso – você pode só precisar de mais de uma carreira para alcançá-lo.

• Do vermelho para o verde – Energias renováveis. Reciclagem. Transporte público. É o encontro do capitalismo com o conservacionismo. Ainda bem que várias tecnologias estão mudando a percepção do público em relação à sustentabilidade, fazendo com que ideias ecológicas de negócio sejam cada vez mais possíveis. A sustentabilidade finalmente faz sentido (e dinheiro).

• Da produção privada à produção individual – Prototipações rápidas e produções velozes abrirão para bens personalizados feitos pelo próprio usuário. As produções individuais são a alternativa ecológica para a manufatura e o varejo.

• Da reciclagem para a economia circular – Há mil anos, os japoneses produziram o primeiro papel reciclado. Mas precisamos pensar em novas abordagens. A sustentabilidade está completando seu ciclo, e, na economia circular, todo dia é o Dia da Terra.

• De informação grátis para informação paga – A onda das informações públicas disponibilizadas na internet está acabando, mas serviços de assinatura podem ser uma salvação. Não há gratuidade – pelo menos não do ponto de vista da privacidade.

• Da aposentadoria à continuidade – Nosso ciclo de trabalho esteve bem definido no decorrer do último século. Os 65 anos eram a linha de chegada da carreira de muita gente. Mas agora precisamos dar umas voltas a mais. O jogo não acaba com a chegada da aposentadoria.

• Do CEO para a SHEO – Ainda teremos uma era em que a chegada de uma mulher ao cargo de CEO de uma grande empresa não será notícia por si só. O mundo corporativo ainda é predominantemente masculino, mas isso está acabando.

• Do Ocidente para o Oriente – O domínio econômico do mundo ocidental está desaparecendo com a chegada da era da informação. O Ocidente levou a melhor nas três primeiras Revoluções Industriais, mas pode perder a Quarta para países como a China, os Emirados Árabes Unidos e a Índia.

• Da diversidade ao pertencimento – A diversidade é um conceito que está na ponta da língua. Mas a inclusão para minorias no ambiente de trabalho deve ser mais do que um representante no meio da maioria. Essa abordagem está chegando ao fim. Não importa nossa identidade, todos nós queremos sentir que pertencemos a algum lugar.

Conheça os principais cuidados e vantagens das placas fotovoltaicas

Seja por razões ligadas à sustentabilidade ou mesmo para fugir dos aumentos da conta de energia elétrica, o fato é que cada vez mais pessoas estão utilizando a energia solar. Esse movimento também está sendo impulsionado pelos melhores preços das placas fotovoltaicas encontrados no mercado. De acordo com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), a instalação de sistemas de produção de energia solar nos telhados brasileiros triplicou em 2019 em relação ao ano anterior, chegando a 95,3 mil implementações.

Uma das principais razões desse crescimento é o financeiro. O potencial de economia de energia elétrica em uma residência pode chegar até 30% mensais sem placas solares, ou seja, dependendo do perfil dos moradores e das atitudes que estes têm para gastar menos eletricidade. Já com a tecnologia, a economia pode variar em média, de 50% a 70%. Outro benefício está relacionado à sustentabilidade. A radiação solar é um fenômeno natural não poluente e inesgotável.

Mas as características que fizeram a procura por este tipo de tecnologia aumentar também leva à necessidade de conhecimento sobre os cuidados para instalação e manutenção das placas. Confira dicas do engenheiro eletricista, Sergio Levin, que faz parte do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia, para um processo seguro:

Instalação

De acordo com o especialista, como o sistema fotovoltaico depende do sol, o Brasil é um país propício para esta tecnologia por conta da geografia, contudo, é preciso que as placas sejam colocadas no ângulo correto para aproveitarem ao máximo a luz natural. Além disso, a instalação errada da tecnologia pode causar diversos problemas, como o desabamento de telhados que não aguentam o peso das placas fotovoltaicas. Sendo assim, é recomendável a contratação de um engenheiro civil.

“O profissional deve considerar fatores como, por exemplo, o peso das placas que serão colocadas no telhado e se o tamanho do espaço é realmente adequado. Além disso, é preciso que ele analise o perfil dos moradores, ou seja, quantos eletrodomésticos possuem e a frequência que eles são utilizados, para, assim, calcular a quantidade de placas fotovoltaicas necessárias e, também, uma estimativa de retorno”, afirma Levin.

Depois do projeto feito, é necessária homologação de uma concessionária. Ainda de acordo com o engenheiro do Ibape/SP, esse processo é importante porque, apesar de muitas pessoas não saberem, se as placas fotovoltaicas forem mal instaladas, resultam em riscos para a segurança das pessoas e dos imóveis.

Manutenção

As placas fotovoltaicas duram, em média, 25 anos. Se a instalação for em um imóvel que tem um consumo médio mensal de 180 kWh, será necessária a instalação de cerca de cinco placas, o que já garante uma média de 55% a 60% de economia por mês. Além disso, o especialista indica que o retorno do dinheiro investido na tecnologia pode vir em poucos anos. Mas, para isso, é preciso que a manutenção dos equipamentos seja feita corretamente, o que garante que as placas continuem gerando bons resultados.

“As placas fotovoltaicas precisam ser limpas, em média, duas vezes por ano, retirando principalmente pó, galhos e folhas que podem se prender a elas. É importante que moradores fiquem de olho em caso de obras perto de casa devido à sujeira, assim como em chuvas fortes de granizo e outros impactos externos que podem danificar a tecnologia. A limpeza pode ser feita pelos próprios moradores ou por alguma empresa especializada, porém no caso de impacto externo, é essencial chamar um profissional habilitado para avaliar a situação das placas”, destaca Sergio.

A parte elétrica é fundamental na manutenção. É necessário acompanhar o desempenho do sistema e chamar a empresa responsável pela instalação para fazer uma verificação duas vezes por ano, no mínimo. De acordo com a ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), o segmento deve gerar 120 mil novos empregos este ano, o que mostra como o mercado brasileiro vai abraçar cada vez mais essa tecnologia.

Por que os empreendedores devem prestar atenção em empresas júnior?

São Paulo – Entre os anos de 2014 e 2018, o número de desempregados dobrou no Brasil, os 6 milhões se tornaram 13, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, uma saída encontrada por muitos foi o de começar os seus próprios negócios, mesmo que inicialmente de modo informal, ou seja sem um Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).

Segundo estudo realizado pela Mckinsey, a informalidade tende a limitar a produtividade, ou seja, o crescimento econômico do país, por isso as nações mais eficientes possuem um maior Produto Interno Bruto (PIB). Consequentemente, os trabalhadores nessa situação são muito mais propensos a viverem em condições de maior pobreza do que os formalizados, revela a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Considerando que no Brasil 40% das ocupações estão fora da formalidade, é de interesse comum ajudar essas pessoas com suas condições trabalhistas.

Por isso, a Poli Júnior, empresa júnior da USP oferece serviços com valores – em média – 60% mais acessíveis do que os praticados no mercado sênior. Na organização, todas as funções são ocupadas por alunos de engenharia altamente capacitados para resolver os mais diferentes problemas. Esse trabalho se mostrou altamente eficaz na hora da transformação de ‘Pessoa Física’ para ‘Pessoa Jurídica’, já que grande parte desses profissionais não podem fazer um grande investimento financeiro em melhorias ou testes.

Um exemplo disso são os trabalhos realizados pelo Núcleo de Mecânica e Eletrônica da empresa, onde os empreendedores conseguem tirar suas ideias e produtos do papel para finalmente testá-las. “Nós desenvolvemos soluções que mudaram a vida de diversos comerciantes. Com um protótipo funcional, muitos conseguiram dar um passo à frente e seguir com os seus próprios negócios de forma mais segura”, comenta Caio Rhenius, gerente do núcleo.

Outra solução entregue pela empresa foi desenvolvida pelo Núcleo de Química, onde conseguiram encontrar uma utilidade comercial sustentável para um óleo poluente feito à base de lixo. Isso abriu portas para que a empresa solicitante encontrassem uma nova fonte de renda em materiais que não imaginava que fosse possível. “A descoberta fortalece ainda mais o trabalho do nosso cliente, encontramos uma saída para algo que poderia prejudicar o seu negócio”, comenta Felippo Pietro, gerente do núcleo.

Outro serviço prestado pela empresa também teve grande efeito na vida desses profissionais. O núcleo de tecnologia é capaz de desenvolver marketplaces, onde o cliente consegue gerenciar uma enorme quantidade de informações. Com isso, os solicitantes se tornam hábeis para desenvolver pesquisas e conseguem direcionar as diretrizes de seus novos negócios de forma mais clara desde o início.

Os agricultores, construtores e comerciantes representam a maior parcela de trabalhadores que prestam serviços de modo informal, segundo dados do IBGE analisados pela McKinsey. Esses profissionais não necessariamente são menos competentes que nenhum outro que possua CNPJ, a diferença são as condições de trabalho que são impostas a eles por outras empresas e por crises enfrentadas pelo governo.

Engajamento em programas de fidelidade cresce com a análise de dados

O aumento da demanda pelos programas de fidelidade e a acirrada competição entre as empresas que oferecem os benefícios têm feito essas companhias buscarem novas alternativas, que melhorem, ampliem e tornem seus programas mais eficientes para conquistar novos participantes, além de aumentar o engajamento – ou seja, o envolvimento, a interação e os resgates de pontos/milhas. A análise de dados apresenta-se como um meio para esse fim.

“Temos exemplo de um cliente onde a aplicação de inteligência de dados na revisão e redistribuição de metas comerciais contribuiu para aumentar em 21% o engajamento dos participantes do Programa e incrementado a receita em 11 milhões de reais apenas em 1 trimestre”, conta Fulvio Chaves, Gerente de DBM (Database Marketing) da LTM Fidelidade.

Conhecer o perfil do consumidor é peça chave para evoluir na fidelização, explica Paulo Curro, diretor-executivo da Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (ABEMF). Coletar, tratar, armazenar e analisar informações da maneira certa ajuda a criar uma relação mais próxima com o cliente, além de poder fazer ofertas exclusivas e customizadas para os participantes, algo valorizado por eles”, explica. Em um estudo da Bond Brand Loyalty, em parceria com a Visa, foi identificado que o nível de personalização e o fato de atender suas necessidades estão entre as questões que mais motivam os brasileiros a usarem os programas de fidelidade.

Algo que segue exemplos de outros mercados. O Instagram, por exemplo, em 2016, mudou a aparência dos feeds, antes sua listagem de postagens era em ordem cronológica, mas passou a ser classificada por níveis de engajamento. Funcionou assim: as pessoas viam primeiro os posts que, de acordo com dados de suas atividades anteriores, estavam mais de acordo com sua preferência e que passariam mais tempo olhando. Antes da alteração, os usuários estavam perdendo cerca de 70% das postagens, mas depois, passaram a ver, não só o que queriam, mas também quando tinham interesse.

“O conhecimento gera a inteligência necessária para dar os próximos passos”, conta o diretor-executivo da ABEMF. A análise de dados e do histórico pode definir toda tomada de decisão, “como que tipo de oferta, em que momento, em que canal. Já foi o tempo da oferta massificada. Hoje, esse processo é mais cirúrgico, e os dados são essenciais para isso”, diz Raphael Mello – CEO da LTM Fidelidade.

Entre as ferramentas usadas nesse tipo de trabalho estão as plataformas de Big Data – que proporcionam a capacidade de coletar e armazenar grandes volumes de informações, posteriormente avaliados por meio de Analytics, por exemplo.

Contribuinte agora pode doar parte do IR para conselhos de idosos

A Receita Federal do Brasil divulgou o Programa do Imposto de Renda de 2020. São esperadas 32 milhões de declarações, entre o período de 2 de março e 30 de abril. Uma das novidades deste ano é a possibilidade de doar diretamente na declaração a fundos controlados pelos Conselhos Nacional, distritais, estaduais ou municipais do Idoso.

A opção de doar diretamente na declaração está disponível para quem preenche o modelo completo da declaração, por deduções legais. Até 2019 só havia a opção de doar diretamente aos fundos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Exemplo: um trabalhador que recebeu um salário de R$ 6.000 em 2019, tem um dependente e gastou R$ 500 com convênio de saúde por mês. O valor devido de IRPF nesse caso é de R$ 4.970 (grande parte desse valor já foi retido, ou seja, descontado do salário, durante o ano). Até 6% desse valor, ou seja R$ 300, pode ser destinado para os fundos (ECA e Idoso).

Nesse caso, pelo Programa do IRPF, o contribuinte deve, antes de transmitir a declaração, informar na ficha “Doações Diretamente na Declaração” para qual município o dinheiro será destinado e o valor (repetir para ECA e Idoso). Depois disso, na opção imprimir, o doador precisa gerar os dois DARFs e pagá-los até 30 de abril. Esse valor pago será abatido do imposto a pagar (se saldo a pagar) ou vai aumentar o valor da restituição (sendo corrigido pela SELIC, conforme ocorrer a restituição).

O professor pesquisador doutor da FECAP, Tiago Slavov, explica qual é a vantagem. “Ao destinar parte do IRPF para os fundos municipais, por exemplo, o contribuinte garante que, ao menos essa fração do tributo arrecadado, será revertida para benefícios na sua comunidade. Ou seja, se a pessoa faz ou pretende fazer algum tipo de doação para entidades, esse dinheiro deixa de sair do bolso (ou seja, gera uma economia para o contribuinte) e é transferido ‘do bolso’ do governo”.

Os Fundos são administrados por um Conselho com representantes eleitos da comunidade, e em muitos municípios brasileiros, são as principais fontes para financiamento das entidades assistenciais.