Brasil e Noruega reforçam parceria para desenvolver soluções tecnológicas

Uma delegação do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), chefiada pelo secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, Alvaro Prata, participou na última semana de uma visita oficial à Noruega para estreitar a parceria do Brasil com o país europeu, especialmente nas áreas de petróleo e gás e de energias renováveis. Lá, ocorreu a primeira reunião do Grupo de Trabalho (GT) para Cooperação em Ciência, Tecnologia e Inovação Brasil-Noruega.

A parceria bilateral já está em andamento por meio de uma chamada conjunta entre a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) – entidade vinculada ao MCTIC – e o Conselho de Pesquisas da Noruega (CRN, na sigla em inglês). Como resultado, foram aprovados cinco projetos envolvendo pequenas e médias empresas brasileiras e norueguesas, com foco na elaboração de soluções tecnológicas em recuperação de petróleo e na elaboração de tecnologias ambientais e suboceânicas.

“Brasil e Noruega partilham muitos interesses. Além de possuir grandes reservas de petróleo, os dois países utilizam hidrelétricas em larga escala para a geração de energia elétrica e estão investindo cada vez mais em fontes alternativas de energias renováveis, tais como solar e eólica. Há, portanto, um grande campo para ampliarmos a cooperação”, destacou o secretário Alvaro Prata.

Mas a parceria pode ser ampliada para outros campos do conhecimento. Via teleconferência, o coordenador-geral de Oceanos, Antártica e Geociências do MCTIC, Andrei Polejack, apresentou propostas de cooperação em aquicultura e em pesquisas no Atlântico e na Antártica.

A reunião do GT foi acordada em setembro do ano passado, em visita do ministro da Educação e Pesquisa da Noruega, Thor Björn Isaksen, ao titular do MCTIC, Gilberto Kassab, em Brasília (DF). Na ocasião, eles assinaram uma declaração conjunta expressando interesse no aumento da cooperação em ciência e tecnologia e na definição de áreas de interesse comum.

Em novembro, acontece a Semana da Inovação da Noruega no Brasil. O evento, ainda sem data e locais definidos, vai promover seminários sobre energias renováveis e outros temas de interesse entre ambas as nações.

Além do secretário Alvaro Prata, a equipe brasileira foi composta pela coordenadora de Cooperação Internacional Bilateral do MCTIC, Ana Lúcia Stival, e pelo gerente substituto de Petróleo, Mineração e Siderurgia da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Henrique Vasquez. O embaixador brasileiro na Noruega, George Prata, e o futuro embaixador norueguês no Brasil, Nils Gunneng, participaram das reuniões. Do lado norueguês, estiveram presentes mais de 20 representantes dos ministérios da Educação e Pesquisa; Petróleo e Energia; e do Comércio, da Indústria e da Pesca; além do Conselho de Pesquisas da Noruega (RCN) e da agência Innovation Norway.

Frases que podem estragar sua relação com seu chefe

O mundo do trabalho mudou (e muito) nos últimos anos. A gestão se tornou mais horizontal, as paredes divisórias dos escritórios caíram e, consequentemente, a relação entre chefes e subordinados se tornou muito mais próxima do que no passado.

O efeito colateral disso é que, muitas vezes, a informalidade acaba sendo confundida com intimidade — e pode gerar certas distorções. Convencidos de que podem falar o que quiserem para seus gestores, alguns profissionais exageram na dose e acabam sendo inadequados.

Para Eduardo Ferraz, consultor e autor de livros sobre carreira, a maior parte dos conflitos no trabalho vem de falhas na comunicação. Uma frase mal colocada pode azedar a sua relação com o seu chefe — um componente delicado e valioso para o seu sucesso.

Mesmo quando há amizade e confiança, diz Ferraz, o relacionamento nunca prescinde de um ingrediente básico: a hierarquia. Para não atropelá-la, é preciso ser habilidoso na hora de falar com o líder e prestar atenção à forma como você estrutura as suas frases, afirma ele.

Segundo Ricardo Karpat, diretor da consultoria Gábor RH, a intensidade da convivência, por si só, também abre portas para desentendimentos. Onde há interação humana, afinal, existe potencial para conflito. Daí a importância de ser cuidadoso com o quê — e como — falamos no dia a dia.

A seguir, Karpat e Ferraz reúnem 7 frases emblemáticas que podem colocar o seu gestor contra você:

1. “Não fui contratado para fazer essa tarefa”

É perfeitamente válido questionar a finalidade e o sentido das suas atividades. Afinal, dizer “sim” para tudo que seu chefe pede é comprovadamente uma péssima estratégia de carreira.

Porém, recusar-se terminantemente a fazer um trabalho só porque ele não consta no seu escopo original de atividades pode soar como falta de comprometimento. “Ainda mais nos dias de hoje, quando há demissões em massa e as equipes andam cada vez mais enxutas, uma frase como essa não pega nada bem”, diz Ferraz.

Alegar que você não fará algo porque não é pago para isso dá a entender que o seu interesse no trabalho é subordinado ao salário, e só. Se você não concorda com uma tarefa, é melhor buscar argumentos melhores para não fazê-la.

2. “Meu chefe anterior nunca fez assim”

Uma das experiências mais desagradáveis para um gestor é ser comparado com o seu antecessor, especialmente se o outro for referido como alguém mais sábio ou competente.

Por isso, ao fazer referência aos métodos e preferências do seu ex-chefe, é importante tomar cuidado com o seu tom. “Pode soar como um pretexto para não seguir as orientações do seu gestor”, alerta Ferraz.

Afinal, evocar antigos processos como se fossem “lei” deslegitima qualquer possibilidade de atuação do seu novo chefe. Em vez de usar a tradição como escudo, é melhor se abrir para novas práticas e pedir ajuda caso você tenha dificuldade em assimilá-las.

3. “Meu colega não fez…por que tenho que fazer?”

Na visão de Karpat, é ilegítimo apontar a situação de outras pessoas da equipe para expor as suas insatisfações com o trabalho. Você recebeu um relatório para fazer enquanto seu colega está distraído nas redes sociais? Não necessariamente ele não receberá outra tarefa quando você estiver mais tranquilo, argumenta o especialista.

Além de levianas, as comparações fazem com que você transfira a responsabilidade sobre o seu próprio trabalho. “Se você errou e o seu colega também errou, você continua sendo responsável pelo seu erro”, diz Karpat.

Protestar contra um método de trabalho só porque outro departamento opera de forma diferente também não é válido. Todos os seus eventuais argumentos devem refletir a sua realidade, e não a vida alheia.

4. “Nunca ouvi essa crítica antes”

Em reuniões de feedback, algumas pessoas se defendem de comentários negativos dos seus chefes tentando minimizá-los. Uma das formas mais comuns — e desagradáveis —  de fazer isso é dizer que o gestor é o primeiro a fazer aquela observação.

Recado implícito: aquela crítica não faz sentido. “Os chefes ficam furiosos com frases assim”, diz Ferraz. Afinal, é uma forma de deslegitimar as suas opiniões e, o pior, fechar-se totalmente à mudança de comportamento pedida por ele.

A melhor forma de reagir a um feedback, mesmo que você discorde dele, é ouvir, refletir com calma e tentar extrair algo de produtivo do que foi dito. Qualquer fala que denote desprezo à visão do seu gestor pode soar como arrogância e má vontade.

5. “Se eu não tiver um aumento, peço demissão”

Karpat e Ferraz são unânimes na avaliação de que ultimatos não são nada saudáveis na relação entre chefes e subordinados. Prêmios como aumentos ou promoções não devem ser resultado de pressões ou ameaças, mas sim angariados por mérito.

Se você quer um aumento, tenha bons argumentos, invista numa negociação inteligente e justa, mas nunca coloque a faca no pescoço do seu chefe. Além de provavelmente fadada ao fracasso, essa tática cria um clima de hostilidade e desconfiança entre as partes envolvidas.

Mesmo que o ultimato funcione e você ganhe a recompensa desejada, você deixará uma mancha na sua reputação e poderá lembrado como chantagista no futuro.

6.“Vocês não me deixam crescer na carreira”

Está vivendo um momento de estagnação profissional? A responsabilidade por esse fato é compartilhada tanto pela empresa quanto por você. Dizer ao seu chefe que ele é o causador do problema denota imaturidade, segundo Karpat.

“O liderado também precisa cavar o seu espaço para ser notado e progredir na carreira”, afirma ele. “Dizer que a empresa não dá oportunidades é transferência de responsabilidade, ou seja, uma postura realmente desaconselhável”.

Se você está sentindo dificuldade para crescer, é importante conversar com o seu chefe, mas de forma equilibrada, evitando acusações. Compreender que você também é responsável por essa situação é o primeiro passo para um diálogo produtivo.

7. “Você pode falar com o diretor / presidente a meu respeito?”

Esta frase é emblemática de outro comportamento que pode desgastar a relação com o seu chefe: pedir favores um tanto exagerados com base no poder de influência que ele supostamente tem sobre camadas hierárquicas superiores.

Para Ferraz, solicitações do tipo soam como se você estivesse tentando instrumentalizar o seu gestor para subir na carreira. Dependendo da forma como você fala, pode parecer que você está usando seu chefe como “degrau”.

Não é proibido pedir para o seu gestor interceder por você em determinadas situações ou mesmo apresentá-lo a contatos que podem fazer a diferença para o seu sucesso profissional. “Pedidos são válidos, desde que se tome cuidado com tom, contexto, timing e pertinência”, afirma Ferraz.

Benefícios de startup que você nunca verá em uma grande empresa

Já pensou em trabalhar descalço ou ter um minibar à sua disposição no meio do expediente? Esses são apenas alguns dos benefícios excêntricos que pequenas empresas inovadoras oferecem aos seus funcionários.

Diante de um contexto de recessão nas grandes empresas, com cortes de funcionários, as startups têm atraído o interesse de quem quer entrar no mercado de trabalho ou mudar o rumo da carreira.

O potencial funcionário de startup precisa avaliar se possui o perfil exigido por esses negócios inovadores – e se ele está pronto para embarcar em uma jornada mais arriscada do que a vista em grandes empresas.

Se esse for o seu caso, será possível aproveitar benefícios excêntricos que as startups oferecem aos seus funcionários: o ambiente de trabalho criativo e descontraído é um diferencial nesse tipo de empresa. Há startups brasileiras que deixam seus funcionários andarem descalços, ou então colocam à disposição um minibar no fim do expediente.

Confira, a seguir, exemplos de benefícios de startup que você nunca verá em uma grande empresa:

1 – Andar descalço pela empresa

No GetNinjas, marketplace que conecta clientes a prestadores de serviço, é possível ver os funcionários andando pelos corredores usando apenas meias – ou até descalços.

“Desde o início do GetNinjas, temos o perfil de ser uma empresa onde as pessoas se sentem bem e confortáveis”, afirma Eduardo L’Hotellier, fundador da startup. “Vemos que funcionários são mais felizes quando têm liberdade para se vestir e expressar como gostam.”

2 – Levar seu pet para o trabalho

Na BeeTech, empresa de soluções cambiais online, funcionários podem levar os cachorros para trabalhar com eles.

“Isso faz com que o próprio funcionário fique mais feliz e mais motivado, o que acontece com os outros membros também: eles param para ver e fazer carinho no pet. É um momento de descontração e bem-estar, e ter isso ao longo do dia aumenta o engajamento das pessoas”, defende Fernando Pavani, fundador da startup.

3 – Beber uma rodada no minibar da empresa

Na Octadesk, startup especializada em gestão de relacionamento com clientes, os funcionários podem escolher entre a cerveja gelada e o Whisky para relaxar após o expediente.

“No ritmo acelerado que trabalhamos, com a constante falta de tempo e dificuldade de se locomover, raramente conseguimos reunir toda a equipe para comemorar as nossas conquistas. Foi por isso que decidimos trazer o Happy Hour para dentro do escritório”, diz Rodrigo Ricco, fundador da startup.

“Assim, conseguimos unir mais a equipe, deixar o funcionário mais motivado e, ao mesmo tempo, manter um ambiente de trabalho mais leve e descontraído.”

4 – Escrever seus pensamentos nas paredes

No Schroeder & Valverde, escritório de advocacia que possui uma área focada no atendimento de startups, as paredes de vidro são enfeitadas com as letras dos advogados.

“São visíveis as mudanças comportamentais na relação entre empresa e seus funcionários”, conta Rodrigo Valverde, sócio do escritório. “Nossos valores ficam visíveis para todos verem, e não existe assunto que não possa ser abordado.”

Com ações como essa, o nível de atratividade de talentos subiu bastante: o Schroeder & Valverde dobrou de tamanho nos últimos 12 meses.

5 – Descartar o telefone fixo na sua bancada

Os funcionários da plataforma de ensino Me Salva! se comunicam 100% via celular, computador ou tablet. Não há mais telefones fixos na empresa.

“Assim como a maioria das startups, grande parte do nosso quadro de funcionários é formado por jovens, que estão sempre conectados. Usar o meio digital para se comunicar é muito mais rápido e torna a comunicação muito mais dinâmica. Como consequência, perdemos menos tempo com ligações e ganhamos em eficiência”, afirma Miguel Andorffy, fundador do Me Salva!.

6 – Abolir o dress code e vestir o que você quiser

Por ser uma startup de beleza e bem-estar, que conecta clientes a profissionais da área, na Singu os funcionários não são regidos por um dress code.

“Delimitar a roupa que as pessoas usam para trabalhar não traz benefício algum. Existem exceções, como casos de reuniões de negócios com outras empresas, mas no geral defendo que as pessoas se vistam como têm vontade. Acredito que, assim, elas se sentem mais confortáveis e acabam rendendo mais no trabalho”, defende Tallis Gomes, fundador da Singu.

7 – Seguir um modelo de contratação meritocrático, usando o LinkedIn

No Chama, aplicativo que conecta clientes a revendedores de botijão de gás, os funcionários foram encontrados e analisados via LinkedIn.

“Hoje em dia, é muito raro as empresas de tecnologia contratarem alguém por meio do tradicional currículo. As pessoas estão expostas no Linkedin e elas divulgam seus trabalhos, suas experiências e seus interesses lá. Fica mais fácil encontrar o perfil que buscamos para fazer parte do nosso time”, diz o diretor de marketing Otávio Tranchesi.

Ministério lança aplicativo que facilita busca por emprego

O Ministério do Trabalho lançou um aplicativo móvel que permite ao trabalhador encontrar, de forma prática e rápida, vagas de emprego adequadas ao seu perfil. Desenvolvida pela Dataprev, a ferramenta leva ao cidadão os serviços do Sistema Nacional de Emprego (Sine) a partir de dispositivos conectados à internet, como celulares e tablets.

Brasileiros finalistas da maior feira de ciências do mundo conquistam oito prêmios nos EUA

São Paulo – Estudantes brasileiros conquistaram três prêmios na maior feira pré-universitária de ciências do mundo, a Intel ISEF (Intel International Science and Engineering Fair). Além de cinco prêmios especiais, oferecidos por organizações internacionais que fomentam a ciência no mundo. Com isso, eles voltam para casa com diversos prêmios em dinheiro, somando mais de US$ 8 mil, além de menções honrosas. A feira aconteceu em Los Angeles, Estados Unidos. A competição contou com cerca de 1.800 jovens cientistas escolhidos entre as 425 feiras afiliadas em 78 países.

Ivo Zell, de 18 anos, da Alemanha, ficou em primeiro lugar pelo design e construção de um protótipo operado por controle remoto de uma nova aeronave “flying wing” (ou “asa voadora”), mais eficientes do que designs tradicionais de aeronaves, mas também são menos estáveis em voo por possuir pouca ou nenhuma fuselagem ou cauda. Zell recebeu o prêmio Gordon E. Moore no valor de US$ 75.000, batizado em homenagem ao cofundador e cientista da Intel. Amber Yang, também de 18 anos, da Flórida, Estados Unidos, recebeu o Prêmio Jovem Cientista da Intel Foundation no valor de US$ 50.000 por sua abordagem inovadora para prever a localização de nuvens de detritos espaciais que se movem na parte de baixo da órbita terrestre. Valerio Pagliarino, 17 anos, da Itália, recebeu o outro Prêmio Jovem Cientista da Intel Foundation no valor de US$ 50.000 por seu protótipo de uma nova rede wireless de alta velocidade baseada em laser.

Entre os brasileiros, 3 projetos saíram com prêmios distribuídos pela Intel ISEF:

· O estudante Luiz da Silva Borges, do Instituto Federal de Educação de Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul, ficou em 2° lugar em sua categoria com o projeto: Hermes Braindeck: Uma Interface Cérebro-Computador para Comunicação com Pacientes Inicialmente Classificados como Comatosos ou Vegetativos, recebendo US$1.500.

· Maria Eduarda de Almeida, aluna do Instituto Federal de Educação de Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), recebeu US$ 500 pelo 4° lugar com o projeto: BioPatriam: Preservação da Biodiversidade com Plantas nativas Brasileiras.

· A também aluna do Instituto Federal de Educação de Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), Juliana Davoglio Estradioto, recebeu US$ 500 pelo 4° lugar com o projeto: Desenvolvimento de um novo filme plástico biodegradável com subproduto de Passiflora edulis.

Prêmios especiais

Além dos prêmios da feira, diversas organizações que fomentam iniciativas de ciências no mundo ofereceram prêmios adicionais para os finalistas da Intel ISEF. Cinco projetos brasileiros receberam prêmios em dinheiro e menção honrosa:

· 1° lugar e prêmio de US$ 3.000 da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional para Beatriz da Costa Dantas e Marcelo de Melo Ramalho, da Escola Estadual João de Abreu do Rio Grande do Norte pelo projeto: Aglomerado de milho: Produto ecológico fabricado com cobalto de milho e resíduo de casca.

· 1° lugar e prêmio de US$ 1.000 da Fundação do Qatar, Pesquisa e Desenvolvimento, pelo projeto: Remoção de íons de metais pesados ??de águas residuais industriais usando alginato de polissacarídeo algas do estudante Matheus Bevilacqua, da Escola Americana de Campinas.

· 3° lugar e prêmio de US$ 500 da Sociedade Meteorológica Americana para o projeto: Avaliação da Concentração de Partículas (PM10): Estudo de Caso em Camboriu, Brasil, dos estudantes do Instituo Catarinense, Beatriz Fraga e Daniel Oliveira.

· 3° lugar e prêmio de US$ 500 da Associação Americana de Fisiologia para os estudantes do Colégio Giordano Bruno de São Paulo, Isabela Dombrady, Julia Rolim e Maria Gabriela Leal, com o projeto: Autoimagem de Atletas com Deficiência: Um Novo Significado.

· 3° lugar e prêmio de US$ 500 da Associação para o Avanço da Inteligência Artificial para Luiz da Silva Borges, aluno do Instituto Federal de Educação de Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul, com o projeto: Hermes Braindeck: uma interface Cérebro-Computador para comunicação com pacientes inicialmente classificados como comatosos ou vegetativos

Além dos vencedores principais, aproximadamente 600 finalistas receberam troféus e prêmios por seus trabalhos inovadores, incluindo 22 vencedores do “Melhor da Categoria”, com cada um recebendo um prêmio de US$ 5.000. A Intel Foundation também ofereceu um prêmio de US$ 1.000 para cada escola e feira afiliada à Feira Internacional de Ciências e Engenharia da Intel representada por cada vencedor.

“A Intel parabeniza os vencedores deste ano. Os estudantes nos inspiram com seu talento e paixão para mudar o mundo”, disse Rosalind Hudnell, vice-presidente de Assuntos Corporativos da Intel e presidente da Intel Foundation. “Como um grupo diverso e inclusivo desenvolvendo soluções inovadoras para os desafios globais, esses jovens representam a próxima geração de inovadores. Temos orgulho em apoiar todos os finalistas à medida que eles se esforçam para melhorar o mundo que os cerca”.

A Feira Internacional de Ciências e Engenharia da Intel encoraja milhões de estudantes a explorarem sua paixão pelo desenvolvimento de inovações que melhorem a maneira como trabalhamos e vivemos. Todos os finalistas selecionados por uma competição local afiliada e receberam uma viagem com todas as despesas pagas para a Feira Internacional de Ciências e Engenharia da Intel. Na competição, os finalistas são julgados por centenas de profissionais em ciências, engenharia e da indústria com Ph.D. ou equivalente (experiência profissional relacionada de seis anos) ou estudantes de pós-graduação com pesquisa de doutorado em uma das 22 disciplinas acima.

A lista completa de finalistas está disponível no programa do evento. A feira Internacional de Ciências e Engenharia da Intel 2017 é financiada em conjunto com a Intel e a Intel Foundation, com suporte adicional de dezenas de outros patrocinadores corporativos, acadêmicos, governamentais e focados em ciências. Este ano, o evento distribuiu aproximadamente US$ 4 milhões em prêmios.

Confira dicas para promover a retomada do crescimento nas empresas

O cenário da economia, no Brasil, está começando a mostrar que a retomada da confiança dos empresários e consumidores segue para uma recuperação gradativa dos investimentos que ficaram congelados ou foram cortados nos últimos três anos. Os desafios ainda são muitos para reequilibrar as contas públicas, mas as empresas já conseguem avistar um futuro mais azul em seus caminhos quando se fala de investir no País. A maioria das empresas que sobreviveram à crise já fizeram “a lição de casa” e conduziram uma restruturação para ganhar eficiência e reduzir custos.

Agora, diante dos bons sinais de recuperação da economia, a Luzio Strategy Group, consultoria especializada em estratégia empresarial, otimização de performance, gestão de crise, governança corporativa, entre outros temas corporativos, que mantém operação no Brasil e nos Estados Unidos, elencou alguns dos pontos importantes que os empresários devem seguir:

– Estar sempre atento para desenvolver novos modelos de negócios, produtos e serviços ou entrar em novos segmentos de mercado;

– Rever o portfólio de produtos e deixar, apenas, aqueles que geram valor;

– Otimizar o modelo de negócios central para explorar oportunidades de micro-segmentação;

– Reconhecer e reter os melhores talentos da companhia;

– Engajar consultores e conselheiros para oxigenar o pensamento e ajudar a empresa a romper amarras de compromissos do passado que não explicam mais o presente;

– Explorar oportunidades de internacionalização de suas operações, não somente via exportação, mas desenvolvendo parcerias para entrar em outros mercados;

– Entrar em novas praças, principalmente aquelas carentes da proposta de valor única da empresa.

“Na crise ou na prosperidade, a gestão deve desenvolver a capacidade de ambidestria: de um lado ficar de olho na otimização do que já sabe fazer muito bem; de outro, criar novos modelos de negócios para asfaltar novas avenidas atrativas de crescimento. E a execução eficaz da estratégia depende de gente ousada como agente de mudanças”. diz Fernando Luzio, CEO Brasil da consultoria.

Quando se fala em ficar atento às oportunidades de investimentos nacionais ou internacionais, a Luzio tem um case recente de um dos seus clientes, a ZUP, empresa de tecnologia para digitalização de empresas que nasceu em Uberlândia (MG) e tem como investidor um fundo internacional que apoia companhias de tecnologia da América Latina. Com o apoio da Kaszek Venture, a ZUP iniciou primeiro sua expansão nos Estados Unidos e, hoje, está em franca ascensão também no mercado brasileiro, fornecendo soluções para as principais empresas de telefonia e bancárias.

“Sem ousadia, a empresa dificilmente vai romper o ciclo vicioso de fazer mais do mesmo e o não crescimento se transformará num pesadelo, do qual dificilmente conseguirá acordar e se libertar. É o momento de rever estratégia e agarrar as oportunidades já existem no mercado”, finaliza Luzio.

Qual o melhor momento para implantação da governança corporativa na empresa familiar?

A implantação de um processo de governança corporativa na gestão de empresas familiares nem sempre é iniciada com a antecedência necessária, podendo trazer consequências negativas para o negócio a longo prazo. De acordo com dados recentes da PricewaterhouseCooper (PwC), empresa de auditoria e consultoria, 54% das empresas familiares brasileiras não têm um plano de sucessão em andamento. Um cenário preocupante, mas que poderia ser contornado com medidas simples, que nem sempre são aplicadas na rotina administrativa.

Para o diretor-presidente da GoNext, Eduardo Valério, a governança corporativa torna-se essencial nas empresas que já estão na segunda ou terceira geração de sócios, embora o recomendável seja a implantação do processo desde a fundação. “No início de cada negócio é preciso estabelecer normas e acordos entre os diferentes sócios, principalmente no que diz respeito aos pilares fundamentais da governança: a relação dos gestores com a empresa, com os familiares e com os sócios. Numa empresa familiar é muito importante discernir esses tópicos pelo bem do negócio”, afirma Valério.

O maior desafio, segundo ele, é fazer com que os fundadores e os familiares tenham a consciência de que precisam entender melhor a dinâmica familiar dentro da empresa e, principalmente, que tratar de negócios é diferente de tratar da família. Ainda de acordo com o levantamento da Pwc, apenas 19% das empresas familiares no Brasil possuem um planejamento sucessório estruturado. Para Valério, “em uma empresa familiar, o quanto antes se começar a pensar nos pilares da governança, maiores serão os benefícios para a empresa, que terá melhor desempenho e, consequentemente, longevidade”.