Confira perspectivas de investimentos para startups no agronegócio

São Paulo (SP) – Muito se discute agora sobre as tendências do agronegócio para o próximo ano. Segundo pesquisa realizada pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), o PIB do setor cresceu 8,36% em 2021 e conseguiu participação de 27,4% do PIB Brasileiro. Já em 2022, estima-se que essa participação esteja por volta de 25,5%, resultado que pode estar atrelado à forte alta dos custos com insumos no setor, segundo pesquisadores da Cepea.

Buscando analisar esse cenário e discutir sobre as principais expectativas e desafios que giram em torno desse setor, o evento Agro Tech – Perspectivas para o agronegócio no Brasil reuniu no dia (29) investidores, empresas e startups no espaço de eventos do Ibrawork, em São Paulo (SP). Inovação, tecnologia e sustentabilidade foram os pontos-chaves do debate.

Inicialmente, Tânia Gomes, Head de Inovação do Ibrawork, falou sobre a importância de gerar esses eventos. “É uma comunidade forte que cria bons empreendedores. Então, toda vez nós fortalecemos o nosso ecossistema trazendo essas discussões, e ampliamos a nossa capacidade de solucionar problemas no Brasil”, afirmou.

Jennifer Chen, especialista em conexões entre grandes empresas e investidores e CEO da JC Capital, companhia que atua no mercado nacional e internacional através da captação de recursos, foi co-curadora e mediadora de dois dos painéis apresentados.

A conferência de exposição de ideias e fomentação de debates foi dividida por blocos. Mediado por Tânia Gomes, o primeiro painel contou com grandes especialistas, como Adriano Quércia, Secretário Executivo de Agricultura e Abastecimento em São Paulo; Silvana Saraiva, presidente da Câmara de Comércio, Desenvolvimento & Integração Brasil ECOWAS e Thomas Law, presidente do Instituto Sociocultural Brasil China (Ibrachina).

O Secretário Executivo de Agricultura e Abastecimento em São Paulo frizou que apesar dos desafios constantes, tudo é estabelecido e desenvolvido para melhorar a atuação do estado no mundo do agronegócio. “Em São Paulo, o agronegócio cresceu 29%, só no ano de 2021. Nós atuamos com o Setor Produtivo e procuramos desenvolver sugestões que possam ajudar no crescimento e na evolução do setor no Estado”, comentou Adriano Quércia.

Thomas Law, presidente do Instituto Sociocultural Brasil China (Ibrachina), disse que a ideia é incentivar o potencial presente nas regiões do Brasil e também fora do país. “A potencialidade pode ser explorada em virtude do comércio internacional das relações exteriores, com o maior parceiro comercial, a China”. Thomas ainda afirmou que uma das metas para o próximo ano é levar o protagonismo do Estado de São Paulo para eventos internacionais.

A presidente da Câmara de Comércio, Desenvolvimento & Integração Brasil ECOWAS, Silvana Saraiva comentou: “atualmente, a relação do Brasil com o Continente Africano, infelizmente, despencou. Nós representamos 0,8% dos negócios que giram por lá. Perdemos espaço para outros players que estão com relações muito maiores”. Ela salienta a importância de serem feitas novas políticas públicas para a retomada dos negócios na África.

Em seguida, o painel mediado por Jennifer Chen abordou estratégias de investimento em startups do agro. Rodrigo Reis, da Delloite, empresa de serviços profissionais, explicou que a companhia é focada no desenvolvimento de negócios, e completou: “Queremos impactar até 2030 um grande número de pessoas, através da educação e de políticas que vão auxiliar em questões socioeconômicas”.

Pompeu Scola, CEO da Cyklo, agritech aceleradora, também participou do bloco e comentou que para as startups funcionarem, elas precisam de investidores e aceleradores. “As agtechs são o terceiro setor que mais possui investimentos, mas ainda é pouco, tem muitas coisas que precisam ser investidas.”

Para completar, Jennifer pontuou que além do investimento, existe a parte da aceleração, da mentoria e do diagnóstico, para que assim, a startup esteja pronta para receber a aplicação.

Pompeu ressaltou que há uma preparação e que o ciclo de aceleração do agro é longo, mas que após esse período, gera bons resultados. “São 9 meses do ciclo, porque é o menor tempo que engloba as culturas e todos os fenômenos dentro dela. Após esse período, já é possível estar funcionando e faturando”.

Chen fez o levantamento de alguns pontos importantes sobre as tendências para o futuro do agronegócio brasileiro e a visão dos especialistas sobre possíveis soluções.

“O agro tem muitos desafios pela frente, repensar em como deve continuar exportando, aumentar produtividade sem aumentar área explorada, investir em pesquisas e testar soluções”, afirma Rodrigo.

Jennifer Chen encerrou o painel citando o trabalho realizado pela Unidroid, startup brasileira de São José dos Campos (SP), fundada com o propósito de desenvolver soluções robóticas inovadoras, onde atua como conselheira e sócia, e apontou as expectativas para as companhias brasileiras. “A gente precisa acreditar nessas startups, incentivar e levar para o mundo”, finaliza.

Em certo momento, as staturps também tiveram espaço para fazer os pitches sobre seus negócios e as expectativas para 2023.

Com mediação de Marcus Maida, os palestrantes Daniel Plotrino, da Yara, e Victor Mondo, da Embrapa, falaram sobre o papel da tecnologia no futuro das agtechs e o como ela irá se desempenhar no próximo ano.

Victor afirmou que a tecnologia é o principal driver de mudança e completou: “outro lado importante nessa tecnologia foi a tropicalização de culturas como soja, milho e trigo”.

Já Daniel, ressaltou que apesar de ter diversas tecnologias, o agronegócio está passando de uma curva linear para uma curva exponencial. “Tecnologia sozinha não resolve, assim como nenhuma empresa sozinha, tem que aproveitar a disponibilidade”.

“Todo trabalho de tecnologia busca sustentabilidade. É necessário trabalhar para alcançar as expectativas que o mundo tem sobre nós, um olhar sustentável e com sistemas que sofram menos com as variações climáticas, sociais, econômicas, ou seja, uma agricultura mais inclusiva”, finalizou Victor.

Fabiana Padovan, Sócia da Wanaka Capital, empresa de soluções financeiras, credenciada ao Safra, também participou e deixou um recado importante. “Diante de todo o mercado financeiro, talvez o agronegócio seja o maior de todos. Nós precisamos dar as mãos para que ele cresça cada vez mais”.

O evento também foi marcado pela participação especial online de Teresa Vendramini, personagem importante no mundo agro. A atual Presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB) participou de um bate-papo com Jennifer Chen, trouxe dados e ainda falou sobre desafios, exportações, propriedades rurais, além de temas importantes como a regularização fundiária e ambiental, conectividade e infraestrutura.

Teresa ainda comentou sobre o futuro do agronegócio brasileiro. “Temos ainda muitas oportunidades. Nós somos o maior fornecedor de alimentos mundial, o Brasil pode ser autossuficiente em trigo daqui uns anos”, finalizou.

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Setor de mineração precisa se modernizar se quiser ser mais “verde”

São Paulo (SP) – Para elevar níveis de eficiência e atingir metas de sustentabilidade, as mineradoras devem investir na modernização de suas operações. A afirmação foi coro de especialistas no fórum de mineração e metais da Automation Fair 2022, feira de inovação promovida Rockwell Automation, fornecedora de automação industrial. 

Para ilustrar o impacto da tecnologia para o setor, o painel apresentou como o consórcio canadense ReThink Milling está trabalhando para reduzir o uso de energia na indústria de mineração em pelo menos 50% até 2027. O consórcio está reunindo inúmeras empresas de mineração ao redor do mundo no desenvolvimento de tecnologias disruptivas para solucionar problemas em comum no setor. 

“Os equipamentos de moagem quase não avançaram nos últimos 20 anos, e o último grande avanço foi o surgimento do rolo de moagem de alta pressão”, comentou Gillian Holcroft, presidente da ReThink Milling e gerente de inovação da Canada Mining Innovation Council. 

Um dos projetos da ReThink Milling é a criação de um equipamento que permitirá moer pedras de maneira mais eficiente ao utilizar um modelo de quebra de partículas. Segundo a especialista, o modelo irá permitir a eliminação das pedras do maquinário ao atingirem uma determinada consistência, minimizando o desgaste do equipamento e reduzindo o uso de energia em até 72% na comparação com os rolos de moagem de alta pressão. 

O projeto já recebeu US$ 11,9 milhões em investimentos e conta com a Canada Mining Innovation Council como desenvolvedora de produtos, a Anmar como parceira de fabricação, a Corem como especialista de testagem, a Rockwell Automation como parceira de automação, além do apoio de diversas mineradoras, como a brasileira Vale. 
Setor de transportes também tem que cumprir seu papel 

O painel da Automation Fair foi mediado por Mauricio Alfonso, diretor de processos industriais da Rockwell Automation, e também contou com uma apresentação sobre a modernização da Chicago Heights Steel, empresa fundada em 1893 que atua com a reciclagem de trilhos de aço. 

A empresa é líder do seu ramo nos Estados Unidos, mas sofreu por alguns anos com a perda de produtividade por conta de equipamentos antigos. “Tínhamos uma planta muito antiquada e que nos fornecia pouco feedback”, disse David Zapata, supervisor-geral de engenharia na Chicago Heights Steel. 

A mudança veio quando a empresa fez uma parceria com a italiana Automazioni Industriali Capitanio, que implantou um sistema integrado e automatizado, incluindo painéis de controle da ControlLogix e componentes da Allen-Bradley, linha de equipamentos de automação de fábrica da Rockwell Automation. 

Essa nova configuração rendeu um ganho de 15% em performance da planta. Além disso, com a introdução de portas de segurança, detectores de arco voltaico e um recurso que desliga as máquinas automaticamente quando um operador pede acesso a elas, foi possível aumentar a segurança do local e reduzir significativamente o risco de acidentes. 

5G é um marco para o desenvolvimento urbano, afirma Ligga Telecom

São Paulo (SP) – Com palestra intitulada “Impactos do 5G no Desenvolvimento Urbano”, no Seminário Nacional de TIC para Gestão Pública (SECOP), Vitor Menezes, advogado e diretor de Relações Institucionais e Regulatório da Ligga, afirmou que o “5G não é uma evolução do 4G. É uma tecnologia completamente disruptiva e que chega focado na indústria. Ainda que, para o dia a dia da população, possamos vislumbrar uma qualidade melhor de download e latência, as possibilidades para as empresas e órgãos governamentais são infinitas”.

Segundo ele, uma cidade inteligente pode utilizar o 5G nos mais diversos setores, seja no trânsito, seja nos serviços de saúde, seja no monitoramento ambiental e até mesmo na gestão automatizada de infraestrutura. Tudo isso vai propiciar o uso massivo de dados e, por consequência, vai potencializar o uso da inteligência artificial.

As projeções para o futuro do 5G são bastante promissoras. De acordo com um estudo que envolveu o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a consultoria de negócios Deloitte e o governo brasileiro, as aplicações que envolvem o 5G podem movimentar, cerca de R$590 bilhões por ano no Brasil até 2031.

“Com o 5G temos mais velocidade, maior capacidade de transmissão, baixa latência e consequentemente mais possibilidades de realizar operações. Analisando todo esse cenário, podemos esperar, num futuro próximo, equipamentos públicos mais inteligentes e melhora na entrega dos serviços à população. A Internet das Coisas e o 5G já são realidade para as smart cities”, comenta Menezes.

Para acompanhar as tendências tecnológicas e conectar brasileiros, sejam cidadãos ou grandes corporações, a Ligga tem investido mais de R$1 bilhão de reais para levar a conexão 5G para cidades do Paraná, São Paulo, Mato Grosso e também na Região Norte.

Henrique Braun torna-se presidente de Desenvolvimento Internacional da Coca-Cola

Coca-Cola tem novo presidente de desenvolvimento internacional

São Paulo (SP) – A Coca-Cola nomeou Henrique Braun, atual presidente da unidade da América Latina, como novo presidente de desenvolvimento internacional. No novo cargo, o executivo será responsável por supervisionar sete unidades operacionais da companhia espalhadas por todo o mundo. São elas: América Latina, Japão e Coreia do Sul, Sudeste Asiático e Pacífico Sul, Grande China e Mongólia, África, Índia e Sudoeste Asiático e Eurásia e Oriente Médio. Braun está na Coca-Cola desde 1996 e, entre 2016 e 2020, presidiu as operações da companhia no Brasil. O novo presidente da unidade na América Latina ainda não foi divulgado. 

Pará leva maior número de prêmios de qualidade de amêndoas de cacau

Belém (PA) – O IV Concurso Nacional de Qualidade de Cacau Especial do Brasil premiou na última sexta-feira, 25, durante cerimônia realizada em Belém do Pará, as oito melhores amêndoas produzidas no país e distribuiu R$ 50 mil em prêmios. Figurando entre os vencedores desde o ano passado, o estado de Rondônia começa a despontar no mercado de qualidade e este ano levou o primeiro lugar na categoria varietal (cacau de variedade única).

Com pouco menos de três hectares de cacau em sua pequena propriedade no município de Jarú, há dois anos Deoclides Pires da Silva aposta nas amêndoas de qualidade graças à assistência técnica do Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural). “Foi muito gratificante receber essa notícia, pois a variedade CCN51 é muito plantada aqui em Rondônia, porém pouco procurada pelos produtores de chocolate fino”, ressalta o cacauicultor.

Além de Rondônia, todos os outros estados produtores de cacau do Brasil foram contemplados com prêmios na categoria varietal. A Bahia dividiu o segundo lugar com o Pará e o Espírito Santo ficou com a terceira posição. Já a categoria Mistura (blend de variedades) foi dominada pelo estado do Pará e também contou com empate técnico no segundo lugar.

“Essa competição em nível nacional provoca uma mudança de mentalidade nos produtores, muda a forma como eles estão produzindo cacau. E, claro, o fomento à sustentabilidade atrelado à qualidade só traz benefícios para a reputação do cacau brasileiro. Além de reforçar a qualidade com sustentabilidade e a reputação do cacau de origem Brasil, também está nas nossas metas aumentar cada vez mais o número de produtores engajados nesse movimento e participando do concurso”, declara Cristiano Villela diretor científico do Centro de Inovação do Cacau (CIC), entidade organizadora do evento, juntamente com a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac).

A estratégia dos organizadores, representados pelo Comitê Nacional de Qualidade de Cacau Especial (CNQCE), é que o concurso seja realizado no Pará e na Bahia, alternando entre os dois principais produtores do país. Este ano, o Pará teve uma maior representatividade entre os finalistas e, consequentemente, entre os vencedores, um reflexo do apoio do governo do estado nas ações voltadas para a cacauicultura e da ação de ONGs que desenvolvem trabalhos de assistência técnica voltada para a melhoria da qualidade, como a Solidaridad e o Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola). “Essa rede de apoio aos cacauicultores paraenses vem fazendo a diferença ano a ano, aumentando a participação e as premiações recebidas pelos produtores. Rondônia também está prometendo uma verdadeira revolução, aumentando o número de produtores e o engajamento nas pautas de qualidade e sustentabilidade”, aponta Cristiano.

Ao todo, 11 amostras de cacau especial do Pará, sete da Bahia, uma do Espírito Santo e uma de Rondônia estavam entre os finalistas em duas categorias: varietal (variedade única de cacau) e blend (mistura de variedades). Foram 94 amostras inscritas em ambas categorias.

Esta edição do Concurso Nacional de Qualidade de Cacau Especial do Brasil funcionou também como etapa classificatória para o Cocoa of Excellence (CoEx), premiação internacional realizada bienalmente em Paris, França. Além dos oito premiados no concurso nacional, o produtor paraense William Paulo Broechl também foi classificado para o prêmio mundial, que acontece em 2023 durante o Salon du Chocolat de Paris.

Transportadoras ampliam frota e digitalizam processos

São Paulo (SP) – Empresas de logística se preparam para a demanda da Black Friday 2022. A Jadlog, por exemplo, ampliou sua infraestrutura. No Terminal de Cargas em São Paulo, a empresa implementou leitores portáteis de código de barras, para agilizar o processo de cadastro dos pacotes; uma nova linha de esteiras de injeção nas emissões das cargas; e o aplicativo inbound/outbound (ou de entrada e saída de encomendas), para digitalizar as operações.

Em suas filiais espalhadas pelo Brasil, houve aumento de capacidade operacional e de área útil em cerca de 60%, com destaque para as filiais do Rio de Janeiro, que passou de 4,4 mil m² e 8 docas para 6,8 mil m² e 32 docas; e de Belo Horizonte, que estava com 2 mil m² e 12 docas e foi para 4,4 mil m² e 28 docas.

Já a FSJ Logística, que prevê um volume cerca de 23% maior do que é normalmente transportado por dia em períodos de demanda regular, ampliou o número de veículos na frota e o time de analistas de suporte aos clientes. A empresa espera transportar 940 mil pacotes originados do e-commerce no dia de maior pico da Black Friday 2022.

Varejistas agregam tecnologia o ano todo para melhor logística

São Paulo (SP) – Apesar de acontecer apenas em novembro, a Black Friday impacta no planejamento e direcionamento de investimentos dos varejistas durante todo o ano. Para a atender à alta demanda com agilidade, que é cada vez mais buscada pelos consumidores, as empresas têm investido pesado em logística. No Mercado Livre, boa parte do aporte de R$ 17 milhões feito no Brasil ao longo deste ano foi direcionada a novos centros de distribuição.

“A empresa inteira se move para a Black Friday, seja para flexibilizar os nossos CDs ou antecipar as categorias mais impactadas. A ideia é que a gente consiga manter a rapidez na entrega, apesar do desafio do comportamento diferente do cliente, por conta dos jogos do Brasil na Copa do Mundo”, explica, em entrevista ao Giro News, Diego Santos, diretor de Marketplace do Mercado Livre.

Fast Shop

Com mais de 80 lojas pelo país, a Fast Shop tem 50% de suas vendas de Black Friday no mundo físico e 50% no digital. “Investimos em tecnologia e logística durante todo ano para conseguir fazer entregas mais rápidas para os nossos clientes e não será diferente durante a Black Friday. Sempre nos preparamos durante o ano com o objetivo de, no mínimo, manter nossos prazos de entrega regulares durante a ‘Golden Friday'”, afirma Eduardo Salem, diretor geral de operações da Fast Shop.

Segundo o executivo, a rede está trabalhando com entregas em até 3 dias úteis em localidades específicas e prevê um crescimento de dois dígitos na data promocional, em comparação ao ano passado. “Já sentimos o reflexo do ‘pós-pandemia’ há algum tempo. Estamos performando bem nas nossas lojas físicas, em função da experiência que oferecemos”, complementa Eduardo.

Para Robson Munhoz, Chief Customer Success Officer da Neogrid, esses investimentos contribuem para que o consumidor passe a comprar cada vez mais no e-commerce, mudando, inclusive, o hábito do público que compra de forma híbrida. “A partir do momento em que as cadeias de abastecimento evoluem, os processos ficam mais azeitados, os varejos resolvem uma série de questões logísticas, com certeza o serviço do digital melhora muito. Então quanto mais os serviços melhorarem, mais pessoas devem aderir à compra online”, analisa o executivo.

De olho nesse cenário, novos modelos surgem nas frentes logísticas. Uma novidade do Mercado Livre nesta Black Friday é o “Sortation Center”, inaugurado em Cajamar (SP). Trata-se de um centro de distribuição pensado para a alta temporada de vendas, com foco em separação dos produtos para os cross-dockings e service centers. “A gente vai conseguir receber milhares de pacotes e fazer a distribuição para o Brasil inteiro de maneira muito mais rápida”, finaliza Diego.

BNDES projeta ser carbono neutro até 2050

Brasília (DF) – De forma inédita entre os bancos de desenvolvimento do mundo, o BNDES divulgou na COP27 um documento com seus compromissos para o clima. Em alinhamento com a Nationally Determined Contributions (NDC – em português Contribuição Nacionalmente Determinada) brasileira, o BNDES assume o compromisso de ser neutro em carbono até 2050, considerando os escopos 1, 2 e 3 de seu inventário de emissões. A instituição é a primeira a fazê-lo entre os bancos de desenvolvimento internacionais e de forma abrangente a todas as operações. 

Para assumir este compromisso, o BNDES está divulgando o documento “Clima e desenvolvimento – A contribuição do BNDES para uma transição justa”, no qual organiza as ações, aprovadas no planejamento estratégico do banco, que estão sendo e serão tomadas para alcançar a meta. 

O banco se compromete a neutralizar as emissões nos escopos 1, 2 e as relacionadas a viagens a negócios e deslocamento de funcionários (casa-trabalho) a partir de 2025; finalizar o inventário das emissões financiadas do escopo 3 para as demais carteiras do BNDES; definir, em 2023, metas de neutralidade para as carteiras de crédito direto, indireto e renda variável; definir, em 2023, metas de engajamento para acelerar a transição dos seus clientes para a neutralidade em carbono; e incorporar, em 2023, a contabilização de carbono nos processos de aprovação de apoio a novos projetos. 

O documento contou com o apoio técnico da WayCarbon, empresa de base tecnológica e consultoria estratégica com foco exclusivo em sustentabilidade e mudança do clima, apoio esse viabilizado por meio de uma parceria do BNDES com o UK Pact (Governo Britânico).
Ações traçadas 

Segundo o documento “para alcançar esses compromissos de transição climática, foram traçadas ainda estratégias transversais e estratégias específicas aos setores-chave. As estratégias transversais incluem a busca do engajamento das empresas e instituições financeiras repassadoras dos recursos do BNDES, tanto em relação à elaboração de inventários de emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE), quanto à definição de metas e estratégias de transição para neutralidade de emissões e incorporação de boas práticas relativas a clima”. 

O documento prevê ainda a oferta de produtos financeiros que promovam investimentos em transição e resiliência climática e o avanço na incorporação de inventariado de emissões e de aspectos climáticos na estruturação de projetos de infraestrutura e desestatização. O banco também pretende trabalhar com outros parceiros para promover práticas de adaptação aos efeitos da mudança do clima e contribuir para a estruturação do mercado de carbono brasileiro, de projetos de prevenção do desmatamento e de soluções baseadas na natureza. 

Já as estratégias setoriais complementam as abordagens transversais. As ações com foco no setor de energia incluem: o apoio à descarbonização da matriz energética brasileira por meio de projetos de eficiência energética, a produção e aproveitamento de biogás e biometano, a geração por fontes renováveis, incluindo a estruturação de projetos de hidrogênio verde para consumo doméstico e internacional, além da promoção de tecnologias de captura e estocagem de carbono (CCUS) nas atividades de biogás/biometano. 

O tema de eletrificação e uso de fontes renováveis na logística ferroviária e mobilidade urbana deverá ser um dos tópicos centrais da atuação do BNDES no setor de logística e mobilidade urbana, assim como o incentivo ao transporte urbano de alta capacidade e baixa emissão, incluindo infraestrutura cicloviária, e o apoio a logística de baixo carbono. 
Meio ambiente 

As estratégias para atividades de mudança e uso da terra e florestas incluem investimentos para prevenção, combate e monitoramento do desmatamento ilegal e atividades de recuperação de áreas degradadas. Além disso, soluções de uso sustentável da floresta e da biodiversidade, em especial a bioeconomia, serão incentivadas. 

Com foco na agropecuária, o BNDES pretende fomentar a sustentabilidade na cadeia de valor do setor, financiando o uso de bioinsumos e biofertilizantes, e impulsionar a redução do desmatamento por meio da integração lavoura- pecuária-floresta. Nas operações diretas do setor, irá investir na produção e uso de biocombustíveis e na redução de emissões de carbono e metano associadas à pecuária bovina, além de apoiar o aumento de produtividade por meio da adoção de novas tecnologias, reduzindo a pressão pela abertura de novas áreas produtivas. 
Outros setores 

Entre as diferentes atividades da indústria, o banco atuará para promover a descarbonização a partir de eficiência energética e uso de energias renováveis, substituição de matérias-primas por alternativas de menor intensidade de emissões de GEE, assim como iniciativas de captura de carbono e economia circular. 

O banco também fomentará a mineração de insumos essenciais para as tecnologias da economia verde, como cobre, lítio, níquel e outros, monitorando e induzindo o cumprimento de altos níveis de proteção ambiental e contrapartidas sociais.

No setor de saneamento, serão incentivados projetos que ampliem o acesso aos serviços e contribuam para reduzir desigualdades sociais e regionais, investir em ações de captura e uso de metano, aproveitamento de biogás, e em iniciativas de geração zero de resíduos e compostagem em macro escala. 

Na temática de adaptação, o BNDES atuará em linha ao Plano Nacional de Adaptação (PNA), direcionando capital para setores e tecnologias de adaptação prioritários, incluindo ações com municípios e estados em projetos de infraestrutura e desenvolvimento urbano resiliente. Também pretende ampliar suas linhas de financiamento para adaptação e incluir mitigantes em projetos de infraestrutura, minimizando efeitos de impactos físicos da mudança do clima como enchentes, inundações e deslizamentos.

Startups têm nova oportunidade para obter incentivos do Serpro

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Brasília (DF) – Esteira de inovação do Programa Serpro Ventures, o Serpro Booster foi criado para promover ambientes de inovação e colaboração entre o governo e a sociedade através da interação com os ecossistemas de inovação e empreendedorismo e empresas startups. A iniciativa, que já oferece condições diferenciadas para acesso a APIs oficiais de governo, incluiu produtos, como Consulta CPF, Consulta CNPJ, Datavalid e Biovalid, no novo ciclo que acaba de lançar, disponibilizando créditos de consumo, sem ônus para startups cadastradas utilizarem produtos Serpro, facilitando assim a criação de provas de conceito (POC), produto mínimo viável (MVP), dentre outros. 

Para o Serpro, a realização do programa é necessária pois há um forte crescimento do número de empresas startups. “Nos últimos anos houve, em média, um crescimento superior a 25% nesse segmento e nossa iniciativa contribui para desenvolver e impulsionar o ambiente de inovação nacional, além da consonância com o Marco Legal das Startups”, explica Gileno Barreto, presidente do Serpro. 

“O Serpro Booster vem para simplificar todo o processo de interação com as startups, fomentando o ambiente de inovação digital brasileiro, disponibilizando créditos de consumo de produtos da empresa para startups de todo o país”, destaca Ricardo Campos, gerente de Inovação do Serpro. 

De acordo com ele, este novo ciclo traz, como novidade, a possibilidade da startup solicitar mais de um benefício do programa, além da ampliação do prazo para inscrição e solicitação dos créditos. “É uma nova oportunidade de obter incentivos, uma vez que o edital anterior expirou. Ampliamos a vigência pra doze meses e, agora, cada startup pode escolher mais de um, entre os produtos oferecidos”, completa Campos. 

Como funciona 

A startup pode solicitar o benefício diretamente no site Serpro Booster. Produtos como Datavalid, Biovalid, APIs de consulta CPF e CNPJ, podem simplificar processos, como os de validação cadastral, onboarding digital e gestão da identidade. É uma tecnologia oficial do governo acessível a fintechs, IDTechs e startups de diversos nichos. 

São ferramentas que trazem facilidades para a abertura de contas, análise de concessão de crédito, verificação de prova de vida, autenticação de transações e até autorização de pagamentos com uma simples selfie. 

São José dos Campos bate capitais e vira polo de inovação

São José dos Campos (SP) – Em fevereiro deste ano, a Prefeitura de São José dos Campos fechou uma parceria inédita com a Associação Brasileira de Serviços Compartilhados (ABSC) com o objetivo de atrair para a cidade empresas que atuam com Centros de Serviços Compartilhados (CSC). Este é um modelo de gestão que tem sido aplicado nas organizações com o intuito de otimizar e dar mais praticidade para diferentes processos interligando-os entre si. 

De lá pra cá, alguns projetos, buscando atrair grandes empresas, têm saído do papel, como o Centro de Segurança e Inteligência, Educação 5.0 e certificação da primeira cidade brasileira inteligente, resiliente e sustentável. Empresas como Ball Corporation, Bayer, Pilkington e Logmed já estão presentes na cidade, mostrando que a empresa tem atraído atenção de grandes empresas. 

Segundo pesquisa da aceleradora de startups Endeavor, a cidade de São José dos Campos é a mais inovadora do País. O levantamento mostra que a cidade está à frente de capitais como Rio de Janeiro e São Paulo, que aparecem em terceiro e quarto lugar, respectivamente. O Parque Tecnológico presente na cidade faz jus a essa posição, contando com a presença de mais de 300 empresas e instituições de ensino e pesquisa. Cerca de 6 mil pessoas transitam diariamente por este espaço e, desde a sua inauguração, em 2009, o parque recebeu mais de R$ 1,9 bilhão em investimentos.

Benefícios

Para Alberto Marques, secretário de Inovação e Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de São José dos Campos, essa movimentação e ambição em se tornar um polo empresarial traz diversos benefícios para a cidade. “Mão de obra de alto nível, serviços que serão faturados trazendo recolhimentos de impostos importantes no INSS, movimentação econômica em geral e uma internacionalização relevante são benefícios trazidos pelos CSCs nos colocando como exemplo a ser seguido na criação de projetos que buscam inovação e desenvolvimento para a cidade”, diz. 

No dia 29 de novembro, o Parque Tecnológico receberá o maior evento de CSC do Brasil, com palestras e discussões em mesas redondas, contando com a participação de empresários de grandes organizações. O evento intitulado de CSC Innovation Day, organizado pela Associação Brasileira de Serviços Compartilhados (ABSC), tem o objetivo de discutir a importância dos Centros de Serviços Compartilhados e da inovação baseada em dados. 

Segundo o secretário, no Brasil, o segmento de Centros de Serviços Compartilhados ainda está em desenvolvimento e isso deixa o País atrasado em relação às grandes potências mundiais, mas com capacidade e previsão de crescimento nos próximos anos. “Vai ser uma honra sediarmos esse evento e ainda premiarmos as boas práticas das corporações ao longo do ano. Existe um esforço muito grande para trazermos para a cidade esse modelo de gestão junto das melhores práticas de back office e a ABSC tem sido uma grande parceira nesse desafio”, finaliza o secretário.