Negócios digitais: 80% do foco não estão em vendas

*Anderson Gomes

Tire o foco da venda em 80% das suas ações de marketing digital e venda muito mais. É isso mesmo que você leu. Menos ansiedade em vender a todo custo e muito mais ajuda para o seu público. É assim que seu negócio irá vender mais.

Muito se fala de inbound marketing e chamadas para ação (CTA). E ambos são fundamentais, hoje em dia, para os negócios. Mas o que importa mesmo é como utilizar essas estratégias, uma vez que ambas vem sendo deturpadas nos últimos anos, aqui no Brasil.

Os “especialistas” dizem que seus conteúdos precisam ser vendedores, quando (na verdade) eles precisam ser engajadores! Conteúdo bom é aquele que prende a atenção de quem está tendo contato com as informações. Conteúdo precisa conversar com o seu público, não pode ser um monólogo, não pode chegar com os dois pés na porta e já querer empurrar algo para o cliente comprar.

O que aplico aos meus clientes que pedem consultoria – e também ensino aos meus mentorados – é a importância de você fazer um bom trabalho de branding ou pela construção de autoridade. E aí o inbound feito da forma correta se torna uma estratégia muito eficaz.

Para que isso aconteça, eu aplico a fórmula 80/20, no qual 80% do conteúdo é focado na gestão da marca e, somente, 20% em vendas. Assim, conquistamos clientes e mostramos que somos a melhor opção para eles. Mas você deve estar pensando: “isso é mais um blá, blá, blá, de mais um especialista”, certo? Então, vamos colocar as mãos na massa? Veja três situações e se identifique:

Sem case? Ensine algo ao seu público

Você é muito bom no que faz, tem um produto/serviço legal, mas pouca gente te conhece. E quase não tem casos de sucesso para dar a base de confiança que você precisa. Então, sugiro que comece ensinando o seu público algumas táticas que podem gerar os primeiros resultados. Primeiro, crie um funil e monitore em que momento cada lead se encontra e, no momento certo, ofereça o seu produto ou serviço, por meio de chamadas para ação.

Já tem case? Gere conteúdo com seus casos

Você é muito bom no que faz, tem um produto/serviço legal, já goza de um certo respeito na sua área de atuação e tem alguns casos de sucesso. Nesta fase você pode acelerar um pouco as coisas. Gere conteúdo que ajude seu público, apresente seus cases, na sequência. E, somente depois, ofereça seu produto ou serviço usando CTAs. Desta forma você irá impactar mais pessoas e escalar seus negócios.

Autoridade/Celebridade: Pesquise sua audiência

Você é muito bom no que faz, tem um produto/serviço legal, já é autoridade/celebridade no segmento que atua, e tem vários casos de sucesso. Primeiro passo é fazer uma pesquisa com a sua audiência, para entender exatamente o que ela quer comprar e como quer comprar. Crie uma série de conteúdos e já ofereça seu produto simultaneamente. Neste caso, as pessoas irão comprar mais pelo fato de “estarem mais perto” de você. Use isso a seu favor!

Viu como nos três exemplos citados a venda é consequência das ações? Em todas as situações, antes da oferta, existem alguns passos a serem seguidos. Nos negócios com os meus clientes esse tipo de estratégia tem gerado ótimos resultados. Não é teoria, é prática!

O inbound marketing bem trabalhado sempre trará bons resultados. Mas lembre-se: qualquer estratégia de marketing – seja ela, on ou off – precisa de pesquisa e planejamento. O primeiro passo de uma boa estratégia é uma boa e detalhada análise de avatar (público-alvo). Sem isso, toda a sua estratégia e ações de marketing podem estar comprometidas.

*Anderson Gomes – Estrategista em Negócios Digitais, com foco em Vendas Online e Aconselhamento a empreendedores. Tem formação em Administração de Empresas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com pós-graduação em Marketing Estratégico pela Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV/SP). É CEO da startup Daily Baby, sócio mentor nas Startups Daily Pet e OH Educação.

Cerca de 1,3 milhão de empresas precisam se adaptar à nova versão da NF-e

Cerca de 1,3 milhão de empresas emissoras de Notas Fiscais eletrônicas (NF-e) no Brasil terão que se adaptar à nova versão do documento fiscal. Desde que a NF-e foi instituída no país em 2005, já foram autorizadas aproximadamente 16 bilhões de notas fiscais eletrônicas.

A partir de 1º de junho, a versão 4.00 da NF-e entra em vigor no ambiente de homologação, onde são feitos os testes. A partir de 1º de agosto, ela passa a valer no ambiente de produção. Dia 6 de novembro, será desativada a versão 3.10 da NF-e, e as empresas que não migrarem para a 4.00 não conseguirão mais emitir a nota eletrônica.

Essa mudança de versão do documento fiscal eletrônico exige adaptações rápidas dos usuários na busca por soluções mais completas, que façam a emissão dos documentos eletrônicos e ainda agreguem outros benefícios aos negócios, como funcionalidades de controle e gestão.

“Uma ferramenta mais completa garante a emissão correta dos documentos fiscais, sem problemas com o Fisco, e ainda soma outras vantagens para o dia a dia dos empreendedores, proporcionando uma visão mais ampla da empresa e um planejamento mais eficiente”, afirma a consultora de negócios do sistema myrp, Karine Gresser.

Ela enfatiza que as empresas precisam se antecipar a esses prazos para não ter falhas na emissão. “É importante procurar uma solução especializada, que faça essas atualizações de versão sempre de forma automática, de acordo com a legislação, e ainda ofereça recursos que facilitem a gestão dos empreendedores”, acrescenta Gresser.

Mapfre Investimentos destaca divulgação do Relatório Trimestral de Inflação

São Paulo – Com projeções do Banco Central do Brasil para índices de inflação para os próximos anos, o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) que será divulgado nessa quinta-feira, dia 30, é o principal destaque da semana. O relatório contemplará diagnósticos e prognósticos do BCB acerca do cenário externo e da conjuntura doméstica, incluindo a evolução da atividade econômica, fiscal, do crédito e do Balanço de Pagamentos. Mais do que isso, o RTI apresentará as projeções da autoridade monetária para o IPCA de 2017 e 2018 nos cenários de mercado e de referência.

Poucos sustentam que essas projeções não serão reduzidas em relação às do RTI anterior. As atas dos últimos Comitês de Política Monetária já apontavam reduções das projeções do BCB. O que se questiona é quais serão os possíveis efeitos dessas projeções de inflação na política monetária daqui para frente. Nesse sentido, é importante acrescentar três comentários. Um deles é relativo à velocidade de queda da taxa de juros e como ela influencia o tamanho do ciclo de queda de juros. Quanto mais intensa a redução da taxa de juros no curto prazo, menor a magnitude da diminuição total da taxa no longo prazo, e vice-versa.

O segundo comentário é o de que ainda não há motivos para se considerar que já houve redução da taxa de juros real neutra, ou seja, a taxa de juros que não proporciona pressões de inflação no longo prazo. Afinal de contas, a economia brasileira não apresentou ganhos de produtividade nos últimos anos e os desequilíbrios fiscais seguem acontecendo. De fato, o déficit do setor público continua em plena trajetória de elevação. E mesmo se o projeto do Executivo de reforma da previdência for integralmente aprovado pelo Congresso Nacional, sem nenhuma modificação, o endividamento do setor público continuará em sua rota ascendente.

O terceiro comentário que se pode fazer acerca da taxa de juros refere-se à possível mudança da meta de inflação. Como se sabe, o Conselho Monetário Nacional decidirá em meados deste ano qual será a meta de inflação do ano de 2019. Argumenta-se que a queda da inflação corrente já justificaria a diminuição da meta central, de 4,5%. Por outro lado, a experiência dos anos de 2003 e de 2004, últimos anos em que a meta de inflação foi fixada abaixo de 4,5%, constitui um contra-argumento. As taxas efetivas de inflação nestes anos ficaram acima dos limites superiores fixados originalmente. Ou seja, se a inflação surpreender ainda mais para baixo, reduções adicionais da taxa Selic poderão ser preferíveis à redução da meta de inflação.

A semana que passou foi de apreensão para os investidores. No cenário local, os desdobramentos da operação “Carne Fraca” aumentaram o grau de incerteza em relação à recuperação econômica do país, uma vez que o setor de carnes tem grande representatividade na balança comercial. Além do impacto vindo do setor externo, outros produtos começam a sofrer os impactos da diminuição na produção de carne, como é o caso do milho, que caiu mais de 9% desde a divulgação da operação. No mercado de câmbio, o dólar se valorizou frente ao real e encerrou a semana com alta de 0,64%, cotado a R$ 3,1276.

No mercado de ações, a volatilidade começou a aumentar e o Ibovespa novamente apresentou queda semanal de 0,55%, chegando aos 63.853 pontos. Os principais destaques negativos foram as ações do setor de siderurgia, energia e imobiliário. Pelo lado positivo, o destaque da semana ficou com Pão de Açúcar, que subiu mais de 7% com a possibilidade de venda da Via Varejo.

No mercado de juros, a curva brasileira seguiu o movimento dos juros norte-americanos e do dólar, registrando nova queda. O fato de Donald Trump não ter conseguido aprovar sua proposta de reforma do sistema de saúde levantou a dúvida se ele conseguirá avançar nos futuros projetos, trazendo assim uma pressão baixista nas taxas. Os destaques da semana foram: Janeiro de 2018 com queda de 11 pontos; Janeiro de 2019 com queda de 9 pontos; Janeiro de 2021 queda de  10 pontos; Janeiro de 2023 com queda de 9 pontos e Janeiro de 2025 em queda de 12 pontos.

Pesquisadora critica influência empresarial na educação pública

Historicamente, as conquistas sociais – em especial as ligadas à educação pública – sofrem constantes ataques das classes dominantes, na tentativa da manutenção do status quo. Segundo especialistas, uma das interferências mais impactantes é a exercida por associações empresariais que atuam junto a municípios, estados e União com o objetivo de influenciar as práticas de ensino.

Por exemplo, o papel desempenhado pelo “Movimento Todos pela Educação”, de base empresarial, cuja pretensão é formular programas e estabelecer metas para as escolas como se fossem empresas, tem sido um dos principais alvos de críticas dos especialistas, como a professora Virgínia Fontes, docente da pós-graduação em História da Universidade Federal Fluminense (UFF). Ela explica que essas entidades vendem aos estados projetos de gestão, além de programas educativos e de avaliação do ensino.

Segundo Virgínia, essa abordagem incide sobre todas as redes de educação pública, inclusive as escolas do campo. Entidades como a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) ou o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) fornecem treinamentos para docentes e material didático para implementar disciplinas que “são verdadeiras propagandas empresariais nos espaços de ensino rurais”, afirma a pesquisadora.

A adoção legal de escolas públicas por empresas privadas e a formulação de políticas educacionais públicas por entidades empresariais, ainda que sem fins aparentemente lucrativos, de acordo com Virginia, é “uma situação escandalosa”. “O problema é que essa adoção é apenas aparente, já que as fundações e entidades sem fins lucrativos, inclusive as empresariais, têm enormes abatimentos de impostos e atuam como um estado paralelo”, crítica a professora da UFF.

Ao mesmo tempo, para Virgínia, as classes dominantes jamais se preocuparam efetivamente com a educação popular, mas sim com o treinamento de mão de obra. Essa interferência resultou na suposição de que algumas pessoas nasceram melhores do que outras porque descendem de famílias abastadas. “Na ausência de empregos, as massas populares são induzidas a aceitarem sua má sorte ou a lamentar a falta de qualidades para trabalhar”, defende ela.

Apesar das constantes baixas, Virgína Fontes lembra que já houve situações nas quais parcelas da rede pública conseguiram maior autonomização, especialmente nos momentos de impulso das lutas populares, e que além disso, em diversos países a educação pública não está à mercê do patronato. Para a especialista, apesar de seu imenso poder, as classes dominantes brasileiras, cujo topo concentra metade da riqueza do País, não conseguirá exercer essa dominação para sempre, pois há intensos esforços contra as formas abertas e veladas de privatização da existência humana, sejam na educação, na saúde, nos transportes, na habitação ou nas questões ambientais.

Semgepec: Para debater e apresentar propostas para a educação pública no campo, pesquisadores estarão reunidos entre os dias 26 e 28 de julho de 2017 na UFSCar, no Seminário Internacional de Estudos e Pesquisas sobre Educação no Campo (Semgepec). Serão discutidas as políticas educacionais para o meio rural, sob o panorama geral da educação no campo no Brasil e na América Latina, com destaque para Cuba e Colômbia. A professora Virgínia Fontes já confirmou presença e ministrará uma palestra sobre a dominação de classes e a educação no campo. Os interessados em apresentar pôsteres, resumos expandidos, relatos de experiência e trabalhos completos podem se inscrever até o dia 31 de março, por meio do site http://www.semgepec.ufscar.br.

Na página do evento na Internet também há as orientações para envio de trabalhos, os eixos temáticos, os valores, assim como a programação completa. Estudantes, pesquisadores, profissionais da área e demais interessados podem participar. Aqueles que desejam se inscrever como ouvintes devem realizar a inscrição até o início do evento, cuja gestão administrativa é da FAI.UFSCar (Fundação de Apoio Institucional ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Universidade Federal de São Carlos).

Como avaliar se a estrutura de capital de um novo negócio é boa, razoável ou ruim?

São Paulo – Com a crise e os altos índices de desemprego no País muitas pessoas tornaram-se empresários por necessidade, apostando toda a fonte de renda ou recorrendo aos bancos e financeiras para abrir um negócio. Mas, como saber se o recurso financeiro utilizado ajudará a empresa a crescer? Qual é a melhor forma para obter capital de giro?

No Brasil, são mais de 19 milhões de micro e pequenas empresas ativas e mais de 8 milhões de microempreendedores formalizados no MEIs, segundo levantamento do Empresômetro MPE. Dados do Sebrae revelam que, em maio de 2016, o faturamento mensal dos pequenos negócios foi de R$ 27,8 mil, um aumento de 0,4% comparado ao último ano.

Para identificar se a origem do capital é eficaz para manter a sustentabilidade financeira do negócio, o diretor executivo da ABSCM – Associação Brasileira das Sociedades de Microcrédito, Rubens de Andrade Neto explica que, a estrutura de capital de uma empresa é definida pela proporção em que é utilizada cada fonte de recurso financeiro, podendo ser classificada como:

BOA: quando o empreendedor recorre a recursos próprios que financiam os ativos fixos, isto é, a eventual compra de um imóvel e as máquinas e equipamentos utilizados no processo produtivo, e ainda sobra um pouco para o capital de giro.

RAZOÁVEL – quando o empreendedor opta por recursos próprios, somados a empréstimos e financiamentos de longo prazo, financiando ativos fixos e ainda sobra um pouco para o capital de giro.

RUIM – quando o empreendedor capta empréstimos de curto prazo e usados para financiar ativos fixos.

O especialista sugere que, para cada uma das alternativas citadas acima, o empreendedor faça um exercício para entender qual caminho está tomando na condução do negócio. “Por falta de conhecimento, pressa e afobação o microempresário acaba optando por alternativas de crédito que não são interessantes e podem comprometer o crescimento da empresa a longo prazo.  O capital, quando bem utilizado, é sem dúvida um aliado para manter a perenidade de um negócio. ”, pontua Andrade.

“Procure utilizar recursos próprios para financiar a totalidade dos ativos fixos e um pouco do capital de giro. Se não for possível, complemente as necessidades de capital para o financiamento de ativos fixos com empréstimos e financiamentos de longo prazo. Evite utilizar recursos oriundos de empréstimos e financiamentos de curto prazo para financiar imóveis ou máquinas e equipamentos.

ABSCM

É uma Associação Brasileira das Sociedades de Microcrédito é uma associação civil sem fins lucrativos, criada no ano 2000, com o objetivo de fomentar o empreendedorismo no País, facilitar as condições operacionais e fortalecer institucionalmente as SCMEEPPs. Atualmente conta com 27 instituições credenciadas e está presente em 12 Estados brasileiros. A ABSCM desempenha papel importante como interlocutora entre as associadas e os públicos de interesse, visando a mudança e a modernização do marco legal e regulatório em favor do crescimento e consolidação do setor.

Evento discute como a tecnologia transformará a educação no País

São Paulo A Affero Lab, maior empresa de Educação Corporativa do País e que tem IFC/Banco Mundial e Bertelsmann como sócios, promove, juntamente com a StartSe, o EdTech Class, evento que acontece no dia 30 de março, das 9h00 às 18h00, no Expo Center Norte, em São Paulo. A StartSe é uma plataforma que conecta startups com empreendedores, investidores e grandes empresas.

O programa do evento, que tem como público-alvo empresários, executivos, educadores e professores, gestores de recursos humanos, investidores e empreendedores do segmento, discutirá o futuro da Educação através da visão das startups que estão revolucionando o aprendizado no Brasil. Os palestrantes convidados irão debater e compartilhar suas experiências na área e interagir com os participantes durante todo o evento. Além disso haverá, nos intervalos, ferramentas, dispositivos e experimentações abertas, onde os participantes poderão interagir com as novas tecnologias apresentadas no EdTechClass.

Conrado Schlochauer, um dos fundadores da Affero Lab, conduzirá todo o evento e fará a abertura, trazendo insights do que vivenciou no Singularity Univesity e apontando como a Affero Lab tem contribuído com as organizações nesta transformação digital. O tema da palestra de Conrado Schlochhauer será Tecnologias e Inovações Disruptivas. “Acreditamos que o modelo tradicional de Educação já não funciona no contexto atual e, com base nos 6 Ds, a Affero Lab cria experiências completas e inéditas para as empresas e seus funcionários”, explica Schlochauer.

Além de Schlochauer, participarão do evento Pedro Englert, CEO da Startse, falando sobre a “Economia Acelerada e o Ecossistema de Startups”, Paula Bellizia, CEO da Microsoft, Felipe Amaral, líder de inovação da Kroton e Carmen de Paula, Executiva do IFC .

Serviço:

Ed Tech Class

Palestrante: Conrado Schlochauer, co-fundador da Affero Lab

Tema: Tecnologias e Inovações Disruptivas

Data: 30 de Março

Horário: 9h00

Local/ Endereço: Expo Center Norte/ Rua José Bernardo Pinto, 333 – São Paulo

Programa investirá R$ 50 milhões para conectar indústrias e startups

Uma pesquisa da consultoria KPMG revela que 88% das empresas consideram a colaboração com startups essencial para a sua própria estratégia de inovação. Do outro lado 54% destas empresas inovadoras acreditam que a colaboração com uma grande corporação é essencial para o sucesso do negócio. A indústria que já teve participação no PIB de 21,6%, despencou 10 pontos em 30 anos, atingindo cerca de 11,4% em 2015.

“É fato que parte importante da nossa indústria está pelo menos 15 anos atrasada em relação aos países de primeiro mundo. Falta investimento em tecnologia, inovação e processos eficientes”, explica Guto Ferreira, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

Na outra ponta da economia estão as startups, empresas em geral pequenas, com jovens no comando e soluções inovadores. “A maior empresa de transporte do mundo (UBER) não tem um único veículo próprio, mas possui milhares de motoristas no mundo todo e vale mais do que os principais bancos brasileiros. Isso chama-se inovação e é disso que a nossa indústria precisa. A saída da crise e competitividade está na inovação”, ressalta Ferreira.

Apesar do sucesso de algumas empresas um estudo produzido pela aceleradora Startup Farm aponta que 74% dessas empresas inovadoras brasileiras fecham após 5 anos. “Isso ocorre por diversos motivos, entre eles estão: a falta de planejamento, dificuldades de financiamento e, principalmente, não ter o comprador ou usuário daquela solução ou produto. Não adianta criar algo em tese incrível, mas que não resolva o problema de alguém. É exatamente neste papel de conexão que a ABDI irá atuar”, revela.

Após cerca de 9 meses de construção, com mais de 1.000 players colaborando para a formulação do projeto, a ABDI lançou, em 16 de março, o Edital do Programa para seleção de indústrias, startups e instituições de apoio ao desenvolvimento de negócios. O Edital está disponível na página do Programa (www.startupindustria.com.br). Inicialmente

“A última fase e uma das mais importantes do ponto de vista governamental é a agenda de novas estratégias, momento em que aproveitaremos toda a experiência adquirida para replicar em outras frentes e iniciativas de apoio à inovação da indústria nacional”, conclui Elisa.

No total o programa destinará R$ 50 milhões em 3 anos. “O Programa Startup Indústria é inédito no Brasil e tem o objetivo de repensar o setor industrial para próximos 10 anos. As profissões do futuro serão responsáveis por 300 milhões de empregos em todo o mundo”, revela Guto Ferreira.

Para o CEO da General Eletric (GE) no Brasil, Gilberto Peralta, o papel de startup hoje é fundamental no processo de inovação de uma empresa. “Nenhuma empresa que queira estar no Leading Edge de inovação, de futuro e desenvolvimento, pode prescindir de trabalhar com essas empresas inovadoras. Esse pessoal tem ideias novas e o resultado dessa união é extremamente positivo, não apenas para a GE, mas para todas as empresas”, ressalta.

A gerente de inovação da agência, Elisa Carlos explica a importância do projeto para o futuro do setor. “Empresas como a NET (telecomunicações) já anunciaram parceria com startups para a troca de seus mais de 8 milhões de modens, tornando-os 100% nacionais. Este é o movimento do momento. Queremos potencializá-lo ao máximo. Fazer com que a base de boas startups cresça e tenham apoio”, ressalta. O diretor de desenvolvimento da Embraer, Daniel Moczydlower acredita que o programa é fundamental para fortalecer todo o setor aeronáutico. “O programa Startup Indústria tem papel fundamental, já que nos ajudará com a tomada de decisões e, inclusive, mapeará oportunidades interessantes de trazermos essas startups para próximo da nossa cadeia de fortalecimento da indústria aeronáutica”.

ABDI – Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI surgiu no momento de retomada das políticas públicas de incentivo à indústria, em 2004, e se legitimou com órgão articulador dos diversos atores envolvidos na execução da política industrial brasileira.

Em mais de uma década de atuação, sob a supervisão do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, a ABDI é a única agência de inteligência do governo federal para o setor produtivo e oferece à indústria completa estrutura para a construção de agendas de ações setoriais e para os avanços no ambiente institucional, regulatório e de inovação no Brasil, por meio da produção de estudos conjunturais, estratégicos e tecnológicos.