Governo quer criar Black Friday à brasileira, chamada de Semana do Brasil

A Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social) planeja criar, na semana de sete de setembro, uma espécie de Black Friday à brasileira, com descontos no comércio para estimular o turismo, o consumo e o patriotismo. A informação é do jornal O Estado de São Paulo.

A data teria sido escolhida a exemplo do quatro de julho nos Estados Unidos, data em que se comemora a independência do país. Tradicionalmente, o varejo tende a realizar ações promocionais na celebração.

De acordo com o jornal, integrantes do governo já iniciaram conversas com representantes do setor varejista. Setembro é conhecido como um mês mais fraco para o comércio nacional justamente por não haver datas comemorativas, como Dia das Mães ou das Crianças, por exemplo.

Também estaria sendo sondado o setor hoteleiro, que poderia realizar ações promocionais para incentivar o turismo.

O Estadão também informou que o Planalto planeja gastos de até R$ 1,2 milhão com a parada do Sete de Setembro deste ano em Brasília. No ano passado, o custo foi de R$ 817 mil.

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Brasil recebe primeira certificação ISO de inovação

Inovar se tornou uma necessidade cada vez mais latente nas empresas, independentemente de porte ou segmento. Embora pareça complexo e sinuoso, esse processo ficou muito mais fácil com a chegada da norma ISO 56.002, que compila as melhores práticas em inovação de diversos países. A norma foi publicada no dia 15 de julho, na sede da ISO, em Genebra, na Suíça.

O comitê técnico de inovação foi criado pela ISO em 2008, dando início aos estudos para elaboração de uma norma específica para o assunto. Em 2013, o comitê já havia levantado todas as normas de inovação dos 163 países associados. A partir de 2015, começaram as reuniões para elaboração da norma. Ainda esse ano, a ISO 56.002 deve ser traduzida para o português.

Membro do comitê técnico, o brasileiro Alexandre Pierro, sócio-fundador da PALAS, atuou fortemente na elaboração da norma e, paralelamente, iniciou o processo de implementação em uma indústria brasileira de transformação, localizada na cidade de São Paulo. “Começamos a implementação em agosto, ainda com a versão draft. Fomos fazendo os ajustes necessários e, felizmente, conseguimos a certificação na mesma semana em que a norma foi oficialmente publicada”, comemora Pierro.

Diferentemente do que muitos podem pensar, o objetivo da norma não é engessar os processos de inovação. Ao contrário de outras normas, que pregam requisitos, essa é uma norma de diretrizes, que apresenta uma série de metodologias e ferramentas para que a empresa escolha as que mais se adaptam às suas necessidades. “Entendemos que a inovação é um processo flexível, que depende da criação de ambientes menos rígidos”, defende.

Trata-se de uma norma que pretende permitir uma classificação real entre o que é inovação e o que não é. “É uma certificação internacional que garante que a inovação não seja apenas um discurso, mas sim uma cultura inerente ao cotidiano da empresa. A proposta é criar uma política capaz de suportar a organização no desenvolvimento de novos processos que acompanhem o mundo volátil em que nos encontramos”, afirma Pierro.

A ISO 56.002 está ancorada em seis pilares: liderança visionária, gestão de insights, gestão de risco, cultura adaptativa, realização de valor e abordagem de processos. “O maior desafio está em criar uma cultura de inovação, fazendo com que as inovações aconteçam de forma sistematizada, e não esporádica. Precisamos primeiro desenvolver o mindset da inovação para depois criar processos que garantam a sua eficácia”, argumenta.

Agora, a ISO 56.002 está ao alcance de qualquer empresa que deseje garantir que seus processos de gestão sigam as melhores práticas do mundo com foco em inovação. “Essa será uma grande oportunidade de transformar as empresas brasileiras, disseminando condutas inovadoras ideais para enfrentarmos os desafios que estão sendo impostos todos os dias. As empresas já perceberam que o mundo mudou e elas precisam mudar junto para continuarem ativas”, finaliza.

Fundo faz aporte em primeira fazenda vertical urbana da América Latina

No que depender do Fundo Inovação Paulista, a oferta de alimentos cultivados dentro dos grandes centros urbanos, em produções verticalizadas, com economia de espaço e de energia, sem utilização de pesticidas, utilização de água até 95% menor que no campo e metade do tempo de produção, será cada vez maior no Estado de São Paulo. O Fundo, idealizado pela Desenvolve SP, a agência de fomento paulista, e gerido pela SP Ventures, acaba de anunciar um aporte de R$ 2 milhões, juntamente com a Capital Lab, para a primeira fazenda vertical urbana da América Latina, a Pink Farms.

Considerado um dos Fundos de Investimento em Participações (FIPs) mais ativos do mundo com foco no impulsionamento de AgTechs (startups de tecnologia para o agronegócio), de acordo com as organizações internacionais de pesquisa CBInsights e Agfunder, o Fundo Inovação Paulista conta com investidores de peso, como a Fundação de Amparo à Pesquisa do estado (Fapesp), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o Sebrae-SP, o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Jive Investments, além da própria Desenvolve SP.

Com o aporte, a Pink Farms parte para a construção de uma fábrica para produção de alta escala de hortaliças e tem planos de aumentar o portifólio de produtos. A produção de alimentos chamados “limpos” é tendência mundial. Cada vez mais são realizados investimentos para uma produção sustentável em toda a cadeia, com a utilização de tecnologia de ponta, sem perdas e sem agrotóxicos.

Além do Fundo Inovação Paulista, a Desenvolve SP participa de outros quatro fundos de investimento, com o objeto de acelerar o crescimento de startups e empresas de alto potencial bem como desenvolver ecossistemas locais de inovação. Juntos, esses fundos somam mais de R$ 500 milhões em patrimônio para aportes em projetos disruptivos das mais variadas áreas.

Expansão de condomínios fechados pode aquecer mercado imobiliário

Tem sido cada vez mais comum a procura por imóveis em condomínios fechados que fogem da regra dos edifícios verticais convencionais. Geralmente localizados em áreas mais afastadas dos grandes centros urbanos, eles se caracterizam por oferecer mais tranquilidade, privacidade, espaço para o lazer das crianças e, principalmente, segurança. Antigamente destinados somente a pessoas com um alto poder aquisitivo, atualmente, estão mais acessíveis também à classe média.

Surgidos no Brasil por volta da década 1970, de lá para cá, tem sido rápida o crescimento do interesse por esse tipo de empreendimento, conforme avalia o presidente da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH), Vinícius Costa Vinícius Costa. “As instituições financeiras têm oferecido a possibilidade de financiamento de lotes e até mesmo da construção pelo consumidor final. A procura por essa fatia do mercado poderá ser um ponto positivo no aquecimento do setor imobiliário, pois é capaz de gerar receitas, tanto com a construção quanto com a concessão do próprio financiamento.”

Outro ponto positivo para o consumidor que pensa em investir no setor é que, recentemente, os condomínios fechados ganharam uma regulamentação mais segura, equivalente à de condomínios edilícios, ou seja, de prédios comumente vistos em áreas urbanas. Tal legislação evita alguns aborrecimentos quando o assunto é a administração do condomínio. “Com a entrada em vigor da Lei 13.465/2017 eles passaram a ser regulamentados pelo Código Civil e começaram a vigorar com as mesmas características dos condomínios edilícios”, conta Vinícius Costa.

Por não se caracterizar como condomínio edilício, para manutenção das áreas comuns do condomínio fechado era necessário a criação de uma associação com tal finalidade. “Contudo, isso não resolvia o problema, pois muitos dos proprietários não se associavam ou não se mantinham associados, o que inviabilizava muitas vezes a administração do condomínio. Esse impasse foi resolvido com o advento da Lei 13.465/2017, que, entre outras questões, regulamentou a administração e a cobrança da taxa condominial”, completa o presidente da ABMH.

Ponto físico precisa se transformar digitalmente, diz diretor do Carrefour

Mesmo com o e-commerce cada vez mais presente nas nossas vidas, com pesquisa recente do PayPal indicando crescimento de quase 40% do segmento no Brasil no último ano, o Head de E-commerce do Carrefour, Luiz Escobar, acredita que as lojas físicas não irão acabar.

“O mundo acordou para isso, que o ponto físico não vai acabar. Ele precisa se transformar. Mas como? Digitalmente”, afirmou o executivo durante participação recente em um fórum sobre transformação digital promovido pela Western Union em São Paulo, que também contou a participação de outros especialistas.

Na ocasião, Escobar citou o exemplo da Amazon. Para ele, algumas iniciativas da empresa de Jeff Bezos, como a compra da rede de supermercados Whole Foods, nos Estados Unidos, e a adoção do modelo de entrega por meio de lockers, ajudaram a reforçar a importância do omnichannel.

Brasil

Segundo o executivo do Carrefour, o Brasil tem tudo para alcançar um bom equilíbrio entre digital e físico. “Sou otimista, acho que vamos fazer a transição melhor, sem acabar com o varejo físico. Aqui vamos ter uma nova ordem do digital com o físico, mais harmoniosa do que vimos principalmente em locais como EUA e alguns lugares da Europa.”

Vale lembrar que, no final do ano passado, o Carrefour iniciou testes no Brasil com o serviço Scan & Go, que permite que os consumidores paguem as suas compras nas lojas diretamente pelo smartphone, sem precisar passar pelo caixa, e também anunciou uma parceria com o Rappi, que permite que os clientes façam suas compras no mercado diretamente pelo aplicativo.

Idosos ganham espaço como força de trabalho nos supermercados

Com o crescimento da expectativa de vida da população brasileira, as empresas começam a repensar o papel do idoso no mercado de trabalho. Em 2018 houve um aumento de mais de 500 mil novos postos de trabalho preenchidos por idosos entre janeiro e março se comparado ao mesmo período de 2017, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O setor de supermercados, por sua vez, tem sido responsável por alavancar esse número.

Uma das empresas que colabora para o aumento desses números é a SuperPrix. Por meio do programa “Ativa Idade”, a rede recruta pessoas da terceira idade em um evento com café da manhã para os candidatos. Segundo a CEO do SuperPrix, Viviane Areal, os funcionários com mais de 60 anos se tornam aliados na rotina da empresa, repassando seus conhecimentos ao mesmo tempo em que o projeto consegue estimular a autoestima deles.

Vantagens da melhor idade

No SuperPrix já foram contratados mais de 500 funcionários idosos até hoje, mas essa não é a única rede de varejo de olho nesses “novos” profissionais. Segundo a Gerente de RH da rede Comper, Márcia Santos, hoje são 45 empregados com mais de 60 anos no quadro da empresa e previsão de contratação de dois a três novos colaboradores da mesma faixa etária a cada mês.

A dedicação está entre as principais vantagens que a contratação dessas pessoas pode oferecer para a empresa. De acordo com Ana Behrenso, gerente de Recursos Humanos do Prezunic, esses colaboradores possuem como características principais o bom desempenho, a conduta mais responsável, maturidade, paciência e atenção no atendimento.

Para ocupar cargos neste setor, os candidatos mais experientes precisam estar atualizados e seguros sobre as atividades que vão desempenhar no dia a dia da loja. Outra condição necessária é estar com boa saúde e sem restrições físicas. Além disso, estar alinhado com as novas tecnologias é um diferencial para idosos que queiram entrar numa equipe de supermercado.

Lojistas poderão usar seus recebíveis para obter crédito mais barato

Estabelecimentos comerciais poderão utilizar seus recebíveis de cartões de pagamento como garantia e, com eles, buscar no mercado condições mais favoráveis de financiamento. Isso será possível com a regulamentação feita pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) do registro de recebíveis. A medida faz parte da Agenda BC# (projeto iniciado em 2016 uma pauta de trabalho centrada na evolução tecnológica para desenvolver questões estruturais do sistema financeiro) e também permite que esse tipo de garantia possa ser cedida para instituições que não pertencem ao Sistema Financeiro Nacional (SFN), tais como Fundos de Direitos Creditórios ou fornecedores.

A regulamentação está sendo feita para que os recebíveis, que são do lojista, sejam usados a seu favor. A centralização nas registradoras – entidades autorizadas a funcionar pelo Banco Central e que são independentes dos bancos – organiza, dá visibilidade e segurança ao uso desse ativo como garantia.

Os recebíveis de cartões são muito utilizados, principalmente por micro e pequenas empresas, para obtenção de crédito. Com a medida, o Banco Central pretende dar mais eficiência e segurança às operações de desconto e de crédito vinculadas a recebíveis de cartões pelos estabelecimentos comerciais. Com isso, espera-se que mais instituições entrem no mercado de recebíveis, aumentando a concorrência. Com mais segurança, concorrência e eficiência, o mercado poderá aumentar a oferta de crédito para os estabelecimentos comerciais, de forma mais barata.

“Ao aumentar a segurança das operações de desconto de recebíveis com transparência para todos os concorrentes, damos mais um passo na agenda estruturante de redução sustentada dos juros para os tomadores”, afirmou João Manoel Pinho de Mello, diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central.

A medida entra em vigor em agosto de 2020.