Rio de Janeiro, Florianópolis, Palmas e Vitória serão as próximas capitais com 5G

São Paulo (SP) – As próximas capitais a terem a faixa de 3,5 GHz liberada para uso do 5G serão Rio de Janeiro, Florianópolis, Palmas e Vitória. Nelas, as redes deverão ser ligadas até o fim de setembro. Antes disso, na terça-feira da semana que vem, dia 16, as redes 5G serão ligadas em Curitiba, Goiânia e Salvador. As informações foram compartilhadas pelo Gaispi, órgão que responsável pela liberação da faixa de frequência.

Para outras 15 capitais restantes, o Gaispi solicitou uma prorrogação de 60 dias no prazo para liberação do 5G. O pedido se deve ao risco de atraso na chegada de filtros para a mitigação da interferência entre o 5G e estações de satélite. Para essas 15 cidades, a frequência de 3,5 GHz deverá ser liberada até o final de outubro e as redes 5G ligadas até o final de novembro. Contudo, pode ser que uma ou outra capital seja autorizada antes, dependendo do andamento dos trabalhados do Siga Antenado na instalação dos filtros, comentou o conselheiro da Anatel e presidente do Gaispi, Moisés Moreira. Cabe ao conselho de administração da agência reguladora aprovar o adiamento do prazo.

As 15 capitais cujo prazo deverá ser prorrogado são: Recife, Fortaleza, Natal, Aracaju, Maceió, Teresina, São Luís, Campo Grande, Cuiabá, Porto Velho, Rio Branco, Macapá, Boa Vista, Manaus e Belém.

Curitiba, Goiânia e Salvador

Em Curitiba, o 5G será iniciado com 316 antenas, 4,4 vezes mais do que o mínimo exigido de 72. Essas 316 representam cerca de 28% do total de 1.103 ERBs existentes na capital paranaense.

Em Salvador, o 5G começará com 193 antenas, quase o dobro das 108 exigidas para o lançamento, e cerca de 15% do total de 1.137 ERBs da cidade.

Por fim, Goiânia já conta com 100 ERBs 5G instaladas, também quase o dobro do mínimo de 57 ERBs, e cerca de 10% do total de 941 antenas da capital goiana.

População de baixa renda também contrata mais seguros

São Paulo (SP) – A população de baixa renda também está contratando mais seguros neste ano, acompanhando o sentimento de aversão a risco predominante nas classes média e alta. É o que revela levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), ao se debruçar sobre números do ramo de microsseguros e constatar alta na demanda dos produtos de riscos pessoas e danos materiais voltados para os mais pobres.

Nos primeiros cinco meses do ano, a receita aumentou 47,4% sobre o mesmo período de 2021. As indenizações acumuladas no ano até maio subiram 48,3% sobre os valores pagos nos primeiros cinco meses de 2021. O crescimento dos microsseguros se deve à retomada de empregos e ocupações dos mais pobres no País, (mesmo sem recuperação da renda); maior oferta de produtos pelos canais digitais; impactos difusos das ações educativas em seguros, além de preços, capitais segurados e coberturas mais adequados. Também as inovações advindas do sandbox regulatório da Susep e o novo marco regulatório dos microsseguros, aprovado no ano passado, são fatores em prol da expansão.

“As pessoas mais vulneráveis passaram a entender que o seguro protege sua família e seu patrimônio. Essa percepção ampliada favorece a contratação dos microsseguros e, em consequência, reduz as lacunas de proteção naturalmente maiores na população de baixa renda. O setor segurador tem se empenhado em ampliar o acesso a todos da sociedade, procurando adequar as coberturas às necessidades e perfil dos consumidores, além buscar mais canais de distribuição como a rede de varejo”, afirma a diretora executiva da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes.

No mercado, estão disponíveis as mais variadas coberturas nas duas modalidades de microsseguros, como despesas com funeral, microsseguro de danos residencial, incluindo serviços de assistência 24h, prestamista, oferta de cesta básica, além de uma linha de garantias facultativas, como Diária de Internação Hospitalar (DIH) – consiste no pagamento de indenização proporcional ao período de internação hospitalar do Segurado- ou Diária de Incapacidade Temporária (DIT), por exemplo.

Para Solange Beatriz, o microsseguro cumpre um papel social mais proeminente que as demais modalidades de seguro, por ampliar a resiliência dos mais pobres. “Todos sabem que a perda de um bem ou de um ente querido nessa faixa de público é muito mais impactante do que naquelas faixas intermediárias ou ricas da população”, afirmou.

Revisão fiscal melhora desempenho da indústria e do varejo

São Paulo (SP) – Alta inflacionária e dos combustíveis e cenário de guerra são os desafios do varejo este ano e por este motivo, falar sobre a revisão fiscal é extremamente importante. “Um produto cadastrado de forma errada pode gerar prejuízos, mas o que muitos não sabem é que dá para recuperar o que foi perdido nos últimos cinco anos”, afirma o advogado tributarista Eduardo Rodrigues, do escritório especializado no varejo Duarte Tonetti Advogados.

“Só para se ter uma ideia, um cliente supermercadista estava com uma tributação equivocada no queijo muçarela o que, nesse caso, representava um acréscimo de 9,25% no preço final do produto vendido. Como isso foi detectado, conseguimos a recuperação do PIS/COFINS pago nos últimos cinco anos de forma indevida, gerando uma recuperação de aproximadamente R$ 1,2 milhão”, afirma.

“Nesse sentido, é bom ficar atento. Uma loja, considerada pequena, terá em média 15 mil produtos cadastrados, e uma de porte maior pode ter mais de 100 mil e cada produto terá sua regra fiscal”, argumenta Eduardo.

Bombom

Quando um famoso bombom mudou a embalagem, a fabricante afirmou que a alteração foi realizada para garantir o sabor, o aroma e a crocância do wafer recheado por mais tempo. Entretanto o real motivo da alteração foi a tributação.

“Na embalagem anterior, classificada como ‘torcida’, o chocolate era classificado como bombom e estava sujeito a alíquota de 5% de IPI, uma vez que se trata de produto industrializado. Após a mudança da embalagem ‘selada’, sua classificação passou para ‘Produtos de padaria, pastelaria ou da indústria de bolachas e biscoitos’, portanto, hoje, ele é wafer, e não mais bombom de chocolate, sujeito a 0% de IPI”, explica Eduardo.

ApexBrasil e Softex vão investir R$ 20 milhões em exportação nos próximos dois anos

Brasília (DF) – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a Softex anunciam a renovação para o biênio 2022-2024 do convênio do Projeto Setorial Brasil IT+, o maior e mais abrangente plano de internacionalização competitiva de empresas desenvolvedoras de software e prestadoras de serviços já implementado no país.

Ao longo dos próximos dois anos, R$ 20 milhões serão investidos em ações de promoção comercial no exterior. Os mercados-alvos prioritários do projeto são Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Portugal, Espanha, Colômbia e Chile.

Nesse novo ciclo, as empresas aderidas terão a oportunidade de passar por uma análise de maturidade internacional para o desenvolvimento de ações customizadas e de participar de atividades estratégicas de apoio à internacionalização.

Serão oferecidas ações estruturantes focadas em capacitação e inteligência comercial, além do suporte para a presença nos maiores eventos de tecnologia do mundo com foco em prospecção e realização de negócios com valores subsidiados.
Outros benefícios oferecidos às associadas são acesso prévio a informações qualificadas sobre os mercados-alvo, validação de produto e conexão com potenciais clientes e parceiros no exterior, bootcamps virtuais, rodadas de negócios e missões internacionais online e virtuais.

Para Diônes Lima, vice-presidente executivo da Softex, “nossa proposta é traçar a melhor jornada de internacionalização de acordo com o perfil de cada empresa e de seu mercado-alvo, bem como por meio de um pack de inteligência comercial envolvendo uma ação estruturante, como capacitação ou treinamento, integrada por feira, missão comercial e análise mercado, proporcionando assim uma internacionalização 360° e uma experiência muito mais assertiva”.

Iniciado em 2005, o Projeto Setorial Brasil IT+ tem por objetivos gerar novas oportunidades de negócios no mercado internacional para as companhias brasileiras participantes, ampliar o volume de exportações, aumentar a exposição da indústria brasileira de TI e fortalecer a imagem do Brasil como um centro mundial de excelência no setor.

Ao longo dos últimos 17 anos, o Projeto Setorial Brasil IT+ já envolveu mais de 640 companhias interessadas em expandir sua atuação para além das fronteiras nacionais. O volume de negócios gerado pelas companhias aderidas ao Projeto atingiu US$ 421 milhões em 2021.

Os interessados em integrar o Projeto Setorial Brasil IT+ devem se inscrever no site https://brasilitplus.com/participar/ e, na sequência, seguir as etapas de avaliação do potencial de internacionalização e apresentação de suas demandas e estratégias de ação no exterior.

Anbima já tem registrados 22 fundos sustentáveis

Anbima

São Paulo (SP) – De janeiro até julho, 22 fundos de ações e de renda fixa se identificaram como sustentáveis de acordo com as nossas novas regras do Código de Administração de Recursos de Terceiros.

Deste total, 17 têm a sustentabilidade como propósito e ganharam o sufixo IS, de Investimento Sustentável, no nome. Os outros cinco integram as práticas ESG (ambientais, sociais e de governança, na sigla em inglês) em seus processos de gestão, mas não têm o investimento sustentável como objetivo principal. Eles não podem usar o termo IS, mas os investidores podem reconhecê-los pela frase “esse fundo integra questões ESG em sua gestão” nos materiais de venda.

“Acreditamos que, com o tempo, esse número cresça, principalmente dos fundos que consideram práticas ESG. Essa integração se tornará cada vez mais default na indústria, enquanto os fundos com tese de investimento sustentável permanecerão como produtos de nicho, ou seja, existirão em menor quantidade, como já acontece em outros países”, afirma Cacá Takahashi, nosso vice-presidente.

Segundo ele, a maior integração ESG está atrelada à pressão dos investidores – ainda tímida no Brasil. De acordo com pesquisa da ANBIMA, apenas 4% das instituições levam em consideração os critérios ESG por conta da demanda de clientes. “Quanto mais os investidores exigirem posturas sustentáveis das empresas e dos produtos, mais esse mercado deslanchará”, explica Cacá.

Identificação

Para usarem o sufixo IS, os fundos devem comprovar que as carteiras estão alinhadas ao propósito e que nenhum investimento pode comprometê-lo. Enquanto isso, a gestora deve cumprir uma série de exigências relacionadas ao fundo, como a definição e a divulgação dos dados e da estratégia, incluindo a metodologia. A casa deve, ainda, informar as ferramentas e o engajamento realizado pelo fundo; indicar potenciais limitações; e apontar as ações de aferição e de monitoramento dos objetivos ESG.

No caso dos produtos que integram os aspectos ESG, o compromisso de considerar essas questões no processo de gestão deve constar em documentação formal do fundo e evidenciado na metodologia. Nela, estarão detalhados os filtros, indicadores e outras métricas utilizadas nos ativos do fundo. A gestora também deve atender a requisitos com relação ao compromisso, à governança e à transparência.

As regras para identificação de fundos sustentáveis entraram em vigor em janeiro e o prazo as instituições darem início à essa adaptação terminou no dia 4 de julho. A partir daí, a ANBIMA teve 10 dias úteis para analisar os fundos e pôde, ainda, pedir esclarecimentos para a companhia. Atualmente, 45 fundos estão na “fila” ainda em análise por questões de envio de documentos ou ajustes. Destes, 31 deram entrada para adotar o sufixo IS, enquanto 14 afirmam que integram questões ESG no processo.

No momento, a ANBIMA aciona, em caráter educativo, as instituições com fundos com termos relacionados à temática ESG em seus nomes (“verde”, “impacto”, “social”, “ASG” etc.) que não se adaptaram às novas exigências. Depois deste período, caso não se enquadrem, as casas deverão excluir essas expressões do nome dos fundos ou estarão sujeitas a penalidades. A exceção são os fundos de ações classificados na atual categoria “sustentabilidade/governança”. Eles têm até janeiro de 2023 para se adaptarem.

Próximos passos

Neste mês, serão publicadas as regras para identificação de FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) e de FICs (fundos de cota) que invistam exclusivamente em cotas de fundos IS e/ou em fundos que integram questões ESG, constituídos no mercado local, que também poderão ser reconhecidos como sustentáveis.

As discussões sobre a identificação dos multimercados já começaram e as exigências devem ser colocadas em audiência pública para recebimento de sugestões do mercado. Na sequência, será a vez dos FIPs (Fundos de Investimento em Participações).

EUA provavelmente esperavam uma alta maior da produção de petróleo

São Paulo (SP) – Foi uma reunião bastante rápida da OPEP+ hoje, com um resultado que deve apoiar os preços do petróleo. A OPEP+ concordou em aumentar a produção em 100k b/d em setembro e o aumento será dividido entre os países membros.

Dado que alguns países estão atualmente subproduzindo suas cotas, isto significa que eles podem não ser capazes de cumprir sua parte do aumento de 100kb/d em setembro. Portanto, embora vejamos um aumento de 100kb/d (que é bastante pequeno), o aumento real da oferta pode ser ainda menor do que isso.

Os EUA provavelmente esperavam um aumento maior da produção, especialmente após a recente viagem de Biden ao Oriente Médio. Em termos de gerenciamento geral de oferta/demanda, a decisão da OPEP é lógica. Ainda há uma grande incerteza sobre a demanda de petróleo na metade deste ano, motivada por questões em torno da demanda chinesa e do potencial para uma recessão americana ou mesmo global.

Além disso, a capacidade excedente continua apertada; o comunicado de imprensa da OPEP categorizou a disponibilidade de capacidade excedente como “severamente limitada”, o que também limita a capacidade da OPEP de trazer um aumento no fornecimento de material para o mercado.

Órbi Conecta encerra primeiro semestre com crescimento da rede

Órbi Conecta | LinkedIn

Belo Horizonte (MG) – No ano em que os eventos presenciais voltaram com mais força, após um longo período de isolamento social, o Órbi Conecta se destaca mais uma vez como um espaço de conexão entre startups e empresas, sendo o principal hub de inovação e empreendedorismo digital de Minas Gerais. Entre janeiro e junho, mais de 5,3 mil pessoas participaram de ações na sede (Av. Antônio Carlos, 681, Lagoinha, BH), entre tantas outras que se conectaram virtualmente. Além disso, a rede cresceu com a chegada de novas startups e empresas parceiras.

Entre as ações de destaque realizadas este ano estão os eventos de formação de mão de obra da frente de trabalho Órbi Academy. Um deles foi a conclusão da primeira edição do Órbi Academy Techboost, que se consolidou como um dos maiores programas de formação gratuita de profissionais em habilidades digitais do Brasil. Com o propósito de reduzir o déficit de programadores em todo o país, entre outras competências, o programa ofertou cerca de 160 mil bolsas de estudos e gerou emprego para dezenas de pessoas.

Foram 5 bootcamps realizados entre fevereiro e junho, sendo 100% online e gratuitos. Alguns deles focaram públicos específicos, como o Órbi Web Games Developer, que ofereceu 10 mil bolsas de estudos a mulheres que estão iniciando no universo da programação de jogos.

A diversidade é uma marca do Techboost. Uma pesquisa realizada com mais de 40 mil participantes do programa mostrou que, embora a maioria tenha entre 20 e 40 anos, há uma participação significativa de pessoas de 40 a 50 anos (3.806) e com mais de 50 anos (891). Além disso, 22.013 dos participantes eram mulheres, 25.857 pretos e pardos, 8.690 LGBTQIA+, 1.602 PCDs, 942 indígenas, 677 refugiados e migrantes no Brasil.

Outro evento de destaque neste primeiro semestre foi o 1ª Minas Tech Day, desenvolvido em parceria com a Sirius Educação — escola brasileira de tecnologia, com sede no Vale do Silício e no Órbi — e com o apoio do Governo de Minas. O encontro aconteceu em maio e reuniu nomes da administração pública do estado, academia, e empresas da área de tecnologia para discutir o déficit de profissionais na área de tecnologia no estado.

Também focada nos talentos de tecnologia, a Feira de Recrutamento BH foi realizada em junho em parceria com a Cidade Universitária UNA e a Stories by Gama Academy — dois novos parceiros do Órbi. Durante o evento, que aconteceu na sede do Órbi, as empresas puderam recrutar profissionais.

Essa contribuição é urgente, tendo em vista o cenário de déficit de mão de obra em TI. De acordo com um estudo realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), o Brasil precisará de 420 mil profissionais de TI até 2024, sendo que apenas 46 mil profissionais se formam na área anualmente.

“Acreditamos que podemos dar nossa contribuição para mudar essa realidade. Nesse sentido, o Órbi, que está entre os 5 primeiros hubs de inovação do país, faz sua parte e se consolida tanto como um espaço de promoção da inovação aberta com startups quanto um pólo de formação de mão de obra especializada para tecnologia. Temos um sonho ousado de transformar Minas Gerais em um epicentro de formação de profissionais com habilidades digitais e Inovação, e estamos trabalhando para isso.”, afirma a CEO do Órbi, Dany Carvalho, uma das lideranças femininas do setor no país.

Startups e corporações

Além do Órbi Academy, o Órbi Conecta estruturou suas ações em outras duas frentes: o Órbi for Startups e Órbi for Corporates. Ambos os programas oferecem um pacote de benefícios, que envolve conexão com outros empreendedores e conecta as melhores soluções das startups à desafios das empresas da rede, eventos exclusivos e acesso à espaço de trabalho flexível.

No trabalho com as startups o destaque do semestre foi a chegada da Community Manager, Camila Nunes, e de uma série de novas startups, entre elas Ativo247, Holi, Metropole4, MeEventos e Avancci.

Além disso, o hub recebeu cerca de 600 participantes em três edições do Órbi de Portas Abertas, um programa que acontece uma vez por mês, com uma programação especial que ajuda a impulsionar novas parcerias e conexões, além de possibilitar uma vivência da comunidade Órbi Conecta, através do compartilhamento de ideias. Durante o programa, os empreendedores também podem usufruir gratuitamente do espaço coworking.

Neste primeiro semestre, o Órbi também se tornou mantenedor da ABStartups e anfitrião em Minas Gerais do grupo Open Innovation Brasil e do Movimento de Cultura Aberta de Inovação do 100 Open Startups.

“O aumento de startups significa mais possibilidades de conexão entre elas e também delas com os desafios reais de grandes empresas. Vamos continuar trabalhando para a evolução dos negócios, ajudando as startups e fortalecendo a comunidade San Pedro Valley”, afirma a CEO.

Na frente de trabalho Órbi for Corporates o destaque foram os encontros mensais de líderes de inovação para a troca de vivências e a construção de inteligência coletiva sobre inovação aberta e inovação disruptiva. Entre os participantes esteve o diretor global de inovação da AB Inbev, Bruno Stefani. Outra iniciativa importante nessa frente de trabalho é a “On The Road Negócios”, metodologia personalizada para conectar as melhores soluções de startups aos desafios de negócio de grandes empresas.

Outras parcerias importantes nesse primeiro semestre foram com o Troposlab, uma consultoria de inovação especializada em programas customizados para transformação da cultura e inovação aberta, e com a consultoria de transformação digital Overdub.

“Por meio do Órbi for Corporates estamos criando uma inteligência coletiva para apoiar líderes de inovação na jornada de transformação digital de suas empresas e, ao mesmo tempo, fomentando novos protagonistas dentro das corporações. Queremos que nossos parceiros se integrem a um ecossistema de inovação, sincronizando-os ao momento disruptivo que estamos vivendo globalmente”, destaca Dany Carvalho.

Conteúdo

O primeiro semestre no Órbi Conecta também foi de muita produção de conteúdo voltado para a capacitação dos empreendedores e para o fomento do ecossistema de inovação em Minas Gerais. Entre as publicações no período estão o report sobre o Metaverso, realizado em parceria com Meta, e o report sobre Economia Exponencial, produzido em em parceria com o professor Eduardo Ibrahim, da Singularity University.

Uma terceira publicação está em produção a partir de uma parceria firmada com a UNA — instituição da Ânima Educação. Trata-se de um estudo sobre o ecossistema de inovação de Belo Horizonte, especialmente o San Pedro Valley, considerado a primeira comunidade do Brasil criada organicamente por empreendedores de startups. A ideia é identificar características do mercado, como a vocação econômica das startups mineiras.

Conteúdo também não faltou nos eventos realizados pelo Órbi nesses primeiros seis meses do ano. Alguns exemplos foram os On The Road Tendências, uma semana de atividades que proporcionam encontros com startups que estão disruptando o mercado e experts que apresentam as principais #trends do cenário digital em cada edição; e a programação gratuita para o Mês da Mulher com workshops online e presenciais nas áreas de tecnologia, gestão financeira, liderança, comunicação e criação de podcasts.

Projetos em telecomunicações podem atrair novas formas de investimentos

São Paulo (SP) – O Ministério das Comunicações publicou na última semana uma portaria que traz novas regras para o financiamento de projetos de infraestrutura no setor das telecomunicações. No texto, o Ministério determina que as captações podem ser feitas por meio de debêntures incentivadas, Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) ou por meio de fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC). Para Ana Paula Cali, sócia do Cescon Barrieu Advogados nas áreas de Bancário de Financiamentos, Mercado de Capitais, Private Equity e Fusões e Aquisições, as novas normas são benéficas para companhias de pequeno ou grande porte e para investidores.

“Essa abertura é importante pois possibilita que as captações sejam realizadas por meio de instrumentos diferentes, acessando o bolso de uma gama maior de investidores. Em um momento que o setor, principalmente com o 5G, precisará cada vez mais de investimentos, essa alteração foi celebrada pelo mercado”, explica ela.

A especialista ainda explica que os projetos a serem enquadrados como prioritários deverão ser geridos por sociedade por ações. “A norma destaca que ‘não serão passíveis de reembolso os gastos, despesas ou dívidas em período da execução do projeto no qual a pessoa jurídica titular do projeto e sua sociedade controladora, se for o caso, não eram constituídas sob a forma de sociedade por ações’”, afirma. Mesmo que a emissão ocorra por uma controladora, o projeto precisará ser desenvolvido por uma SPE constituída sob a forma de sociedade por ações.

Segundo ela, as alterações estão de acordo com o parecer da Advocacia Geral da União (AGU), de 2021, segundo o qual a sociedade que receberia os recursos da controladora emissora também deveria ser uma sociedade por ações. “Tais alterações podem ter um impacto negativo nas empresas de pequeno porte, pois muitas delas são constituídas sob a forma de sociedade limitada”, afirma.

Anatel autoriza 5G em Belo Horizonte, Porto Alegre e João Pessoa

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São Paulo (SP) – A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) confirmou nesta quarta-feira, 27, que as operadoras poderão ativar suas redes de internet móvel 5G em Belo Horizonte, Porto Alegre e João Pessoa a partir desta sexta-feira, 29.

A data foi definida pelo Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência (Gaispi) na faixa de 3.625 a 3.700 MHz, em reunião esta manhã. O grupo é composto por representantes da Anatel, do Ministério das Comunicações e de empresas, incluindo as de radiodifusão afetadas pelo projeto.

As três capitais se somam a Brasília, onde o 5G foi ativado em 6 de julho. Desde então, segundo os conselheiros da Anatel, na capital federal a cobertura vem sendo expandida rapidamente, com a otimização da rede seguindo o cronograma que estabelece os prazos máximos para que as empresas instalem novas estações. Assim como em Brasília, a área atendida nas outras três localidades já autorizadas será ampliada pouco a pouco.

“Também é importante o usuário contatar sua operadora para saber se seu aparelho está apto a receber o sinal ou se será necessário trocar o chip ou fazer alguma outra mudança”, recomendou o presidente do Gaispi, Moisés Moreira.

Prorrogação

O Gaispi voltará a se reunir no dia 10 de agosto, quando os conselheiros avaliarão a liberação do sinal do 5G em outras capitais. Inicialmente, o edital do leilão 5G previa que a infraestrutura necessária à ativação do sinal deveria ocorrer até 31 de julho, em todas as capitais, mas o próprio Gaispi pediu à Anatel que o prazo fosse prorrogado por 60 dias a fim de contornar problemas logísticos que atrasaram a entrega de equipamentos importados da China.

Apesar da prorrogação do prazo inicial, o presidente do Gaispi se mantém otimista. Segundo Moreira, a expectativa é que o sinal esteja ativo em todas as demais capitais até o fim de agosto.

Na avaliação do Gaispi, tanto em Belo Horizonte, Porto Alegre e João Pessoa, quanto em Brasília, foram atendidos os requisitos mínimos necessários à liberação da faixa de 3,5 GHz, como a realização de testes preliminares para identificar e sanar a possibilidade do sinal do 5G afetar a recepção das antenas parabólicas domésticas ou mesmo sistemas profissionais, tais como sinais por satélite emitidos em frequências adjacentes.

“São feitos testes durante os quais o sinal é ligado por algum tempo para avaliar a efetividade dos filtros instalados [pela Entidade Administradora da Faixa (EAF), da própria Anatel]. Isso já foi feito nas quatro capitais [onde o sinal já foi ativado], a título experimental, e estamos avaliando se será necessário monitorar a possibilidade de interferências por mais algum tempo”, explicou Alex Pires de Azevedo, do grupo técnico de Desocupação do 3,5 GHz e Mitigação de Interferência do Gaispi. Ele disse que para o início das operações é necessário “limpar” as faixas de espectro do 5G atualmente ocupadas por serviços de satélites.

Para contornar possíveis interferências causadas a parte dos cidadãos que utilizam antenas parabólicas da chamada Banda C, a Entidade Administradora da Faixa (EAF) da Anatel criou um programa para distribuir, gratuitamente, às famílias carentes das capitais brasileiras e que estão registradas no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal, kits contendo novas antenas digitais, conversores e cabos. O pedido do kit e de instalação dos aparelhos pode ser feito por meio do site do Programa de Distribuição de Kits, criado pela EFA. As informações são da Agência Brasil.

Porto Feliz (SP) ganha loteamento industrial

Porto Feliz (SP) – Porto Feliz, cidade paulista da região de Sorocaba, a cerca de 120 quilômetros da Capital, passa a contar com um novo loteamento industrial. Fruto de um investimento de R$ 9,5 milhões da Constal Empreendimentos, ele está pronto para receber empresas que queiram se instalar no município. O loteamento fica no quilômetro 131 da rodovia Marechal Rondon, uma das mais importantes do estado, com fácil acesso à Castello Branco e ao sistema Anhanguera-Bandeirantes.

O projeto contou com apoio da InvestSP (Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade), que assessorou a Constal em questões ambientais. “É um empreendimento que contribui com o trabalho da InvestSP, que busca atrair empresas e, consequentemente, gerar desenvolvimento, emprego e renda em São Paulo. O novo espaço reforça a vocação de uma região com infraestrutura de primeiro mundo para receber empresas de ponta”, afirma o presidente da InvestSP, Antonio Imbassahy.

O novo loteamento fica a cinco quilômetros do parque industrial de Porto Feliz, onde estão instaladas a fábrica de motores da Toyota, além da Eaton e da Sarstedt, por exemplo. A região é referência na área industrial, com fábricas, centros de pesquisa & desenvolvimento, centros de distribuição e oferta de mão de obra qualificada em vários setores, com uma ampla rede de ensino técnico, tecnológico e superior.

Sem falar na logística privilegiada, uma vez que Porto Feliz tem fácil a diversas regiões do estado, como a de Campinas e à Grande São Paulo, e consequentemente ao Rodoanel, o que também aproxima a cidade dos aeroportos de Viracopos, Congonhas e Cumbica, além do porto de Santos.