Brasil já é 3º maior mercado de e-commerce de vinhos

O Brasil é o terceiro maior mercado de compra de vinho pelos canais online, com quase um terço das garrafas comercializadas via web, ficando atrás apenas da China e do Reino Unido. Além da facilidade de receber os rótulos em casa, os dados da empresa especializada em marketing de vinho Wine Inteligence apontam que os fatores preço e variedade estão atraindo cada vez os consumidores para esta plataforma. Outros motivos que explicam a posição brasileira no ranking são os altos custos logísticos e tributários que envolvem a comercialização do produto pelos canais tradicionais, a entrada de novos consumidores no mundo do vinho e a falta de informações sobre os produtos e a atuação de importantes players no país.

Atenta a este crescimento, a 2ª Wine South America, principal feira profissional de vinhos da América Latina, que ocorre na próxima semana, de 25 a 27 de setembro, em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, reunirá os dois maiores e-comerce de vinhos do Brasil, a Wine.com.br e a Evino.com.br, na mesa redonda Desafios, oportunidades e crescimento de mercado, com as participações de Rogério Salume (Founder & Chairman da Wine.com.br) e Ari Gorenstein (CEO da Evino.com.br). O painel será no dia 26 (quinta-feira), no espaço Wine Conference, e terá mediação de Diego Bertolini, gerente de Promoção dos projetos Vinhos do Brasil e Wines of Brasil.

“Um em cada quatro consumidores já faz suas compras de vinho pela Internet no Brasil. Queremos mostrar as possibilidades e apresentar estes cases de sucesso para o público qualificado que estará na feira, além de poder conhecer as novidades destas plataformas”, adianta o diretor da Wine South America, Marcos Milanez.

Durante os três dias de feira, os mais de 6 mil visitantes esperados, entre varejistas, atacadistas, importadores, distribuidores, enófilos e demais profissionais do setor vitivinícola terão a oportunidade de conhecer 300 marcas expositoras e participar também de degustações, masterclasses e conferências.

Importância do e-commerce no mercado brasileiro

– Existem mais de 8 milhões de consumidores de vinho online no Brasil, dos quais 1,7 milhão faz compras regulares pela Internet. As vendas online cresceram 40% no último levantamento da empresa de marketing Wine Intelligence.

– O perfil do comprador online é jovem, com maior disposição a provar novidades, renda elevada e consome vinhos mais regularmente em comparação com demais públicos mais regularmente do que o público médio.

– As fontes de informação mais utilizadas pelo consumidor online são aplicativos de vinho, sites de e-commerce e de produtores de vinho.

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Desenvolve SP orienta empresários sobre Crédito Digital

Uma das principais missões da Desenvolve SP é impulsionar o empreendedorismo por todo Estado de São Paulo. Por isso, na próxima terça-feira, dia 10/09, O Banco do Empreendedor apresenta a palestra “Crédito Digital: aprovação em até dois dias úteis”, no CIETEC, em São Paulo. Empresários da região conhecerão a modalidade de financiamento para capital de giro com aprovação em até dois dias úteis, em um processo totalmente online.

A Crédito Digital está disponível para micro, pequenas e médias empresa (MPMEs), com faturamento mínimo anual a partir de R$ 81 mil e o máximo de até R$ 90 milhões, e taxas de juros competitivas a partir de 1,03% (0,65% acrescidos da TLP) ao mês e prazo de 36 meses para pagar, já incluso o período de carência de três meses. A linha é uma excelente alternativa para quem precisa dar fôlego aos negócios.

Além disso, os fundos garantidores também estão disponíveis para contratação dessa modalidade, oferecendo uma alternativa a mais para aqueles que não dispõem das garantias para contratar o financiamento.

“O crédito para capital de giro é fundamental para as MPMEs que precisam honrar compromissos do dia a dia como recomposição de estoques, compra de insumos e matéria-prima. Os financiamentos vão de R$ 50 mil até R$ 1 milhão”, afirma a superintendente de negócios da Desenvolve SP, Ana Paula Shuay.

Mudanças que prometem revolucionar o futuro do trabalho

A dinâmica de trabalho que conhecemos hoje promete mudar drasticamente nos próximos anos. É o que mostra o PageGroup, empresa mundial de recrutamento especializado de executivos de todos os níveis hierárquicos. De acordo com a companhia, tendências como maior concorrência no mercado de trabalho, transformação constante de carreiras e empresas, aprendizado e modificação de rotina com mais frequência e horário de trabalho flexível são algumas das mudanças que devem movimentar o mercado e as relações trabalhistas nos próximos anos.

“É comum que o mercado de trabalho passe por transformações ao longo dos anos. Porém, notamos que essas transformações vêm acontecendo com mais velocidade graças ao rápido desenvolvimento da tecnologia e da ciência. O desafio para os executivos é se adaptar aos novos tempos e absorver de forma dinâmica novas demandas e foco no aprendizado contínuo”, explica Gil van Delft, presidente do PageGroup no Brasil.

Confira as oito mudanças que devem impactar o mercado de trabalho:

1) Maior concorrência no mercado de trabalho

Esqueça classe social e econômica, orientação sexual e gênero ou distância do local de trabalho. As empresas irão selecionar o candidato que julguem mais atrativos para a vaga em aberto, sem se importar com essas questões. A seleção de perfil será mais criteriosa e estritamente baseada no conhecimento técnico. “A concorrência cada vez mais é global. Vários empregos e atividades podem ser feitos no Brasil, Índia, México ou outra localidade. A pessoa não concorre apenas dentro do seu setor ou empresa, e sim com outros países e candidatos que podem executar a mesma atividade. Outro aspecto que deve ser considerado é a concorrência com robôs ou sistemas de automação, que farão boa parte das atividades operacionais hoje feitas por humanos”, destaca Gil.

2) Carreira numa mesma empresa?

A dinâmica de trabalho em sintonia com a evolução tecnológica e cientifica irá permitir aos profissionais buscarem projetos específicos que agradem seu perfil. Por isso, a troca de empregos será mais natural. As empresas terão de se adaptar a essa dinâmica e buscar novos caminhos para atrair e reter os melhores profissionais do mercado. “As empresas terão de se adaptar também às dinâmicas que os profissionais buscam. Hoje buscam trabalhos de curta duração e projetos com início e fim. Aí surge um desafio para as empresas em atração e retenção e provocar maior produtividade desses profissionais”, conta o executivo.

3) Mais estudos

Para se manterem relevantes no mercado, os profissionais terão que aperfeiçoar seus conhecimentos com mais frequência. Esqueça a rotina e longa duração dos cursos de graduação. Atualizações pontuais e cursos de reciclagem com duração rápida e on-line ditarão o aprendizado do profissional do futuro. “A tecnologia vai exigir atualização mais constante das pessoas não apenas sobre novas tecnologias, mas também como utilizá-las. A liderança terá um desafio de como construir uma empresa e mantê-la competitiva num mercado que está em constante movimentação”, analisa Gil.

4) O escritório do futuro será onde o profissional quiser

Tem uma viagem no meio da semana, mas não pode ir por conta do trabalho? Isso é passado. No futuro, trabalhar de qualquer lugar fora do escritório será comum. A prática permitirá à empresa poupar gastos e ao profissional tocar novos negócios e expandir sua dinâmica de trabalho. O modelo de escritório físico irá mudar drasticamente e em alguns casos poderá ser itinerante, com espaços esporádicos de coworking servindo para reuniões. “A tecnologia com vídeo conferência é um grande facilitador para que o profissional do futuro possa trabalhar de onde quiser. A troca de arquivos em nuvem, sem perder qualidade ou agilidade, também mudou o panorama nesse sentido,” explica Gil Van Delft.

5) As oito horas de trabalho diárias serão extintas

Flexibilidade para entrar e sair do trabalho, cargas menores no expediente e horas reduzidas serão fatores imprescindíveis para os profissionais do futuro escolherem uma empresa para trabalhar. O profissional do futuro irá considerar inadequada a prática de estar presencialmente nas companhias oito a nove horas por dia. “Uma das prerrogativas da diminuição da carga horária é o bem-estar familiar e pessoal. O profissional do futuro, além das atribuições técnicas, também terá foco em realizações pessoais, como trabalhos sociais e qualidade de vida”, diz.

6) A tecnologia será uma forte aliada

A automatização dos processos é uma realidade. Porém, a procura por profissionais que saibam manejar as novas tecnologias irá aumentar consideravelmente. As empresas do futuro irão promover sinergia entre fator humano e automação. Os colaboradores que souberem trabalhar em harmonia com as novas tecnologias, promovendo maior produtividade e mudanças positivas, estarão em evidência.

7) Globalização econômica

Por um tempo globalização foi a palavra que mais ouvimos falar. Hoje os limites geográficos, quando falamos de empregos e negócios, não são mais um entrave. É importante que o profissional fique atento aos novos mercados que irão surgir que, hoje em dia, não são tão falados. Pense em rotas comerciais, e-commerce e costumer experience de uma forma mais interativa e entrega de produtos consideravelmente mais prática e rápida. “Nesse sentido, como citei, o profissional que estiver alinhado a tecnologia de forma que otimize os negócios, terá destaque no mercado de trabalho. O ideal é que a tecnologia seja uma aliada e não concorrente”, discorre Gil.

8) Novas profissões

Algumas profissões que ainda não foram criadas já estão em constante mudança. O avanço científico e tecnológico começa a mudar o perfil das profissões que ainda estão sendo desenvolvidas. A evolução é tamanha que cerca de 70% das crianças de hoje em dia trabalharão em profissões que ainda não existem.

Empresas investem no bem-estar dos funcionários

Atrair, motivar e reter talentos são objetivos que as empresas mais buscam. Do outro lado, funcionários procuram por ambientes de trabalho que se sintam à vontade, estimulados, que proporcione qualidade de vida e que sejam criativos e dinâmicos.

De acordo com o estudo Tendências Globais de Capital Humano de 2018, realizado pela Deloitte, com 11 mil entrevistados, 86% dos funcionários esperam trabalhar em horários flexíveis, 67% querem um escritório com design que propicie bem-estar, 63% dos entrevistados gostariam de ter acesso a snacks saudáveis, enquanto 60% das pessoas adorariam um programa de suporte mental.

Já entre as empresas, 61% das entrevistadas afirmam que programas de bem-estar oferecidos melhoram a produtividade e os resultados financeiros da marca. 60% acreditam que eles ajudam a reter funcionários e 43% que ajudam a reforçar a missão e visão. 92% dos executivos entrevistados apontaram a atenção com o bem-estar como uma questão importante para as atividades profissionais no futuro.

De modo geral, as pessoas esperam que as empresas sejam cada vez mais responsáveis, não só como consumidoras, mas também como colaboradoras.

De olho nesse cenário, empresas brasileiras estão investindo cada vez mais em ações voltadas para melhoria da qualidade de vida dos próprios funcionários. Conheça algumas delas:

Liv Up, startup de alimentação saudável – Além de incentivar os consumidores a terem uma vida mais saudável, também permite uma qualidade de vida maior aos funcionários. Disponibiliza as próprias refeições e snacks para os colaboradores e conta com ações voltadas para o bem-estar e entretenimento deles. Como o “Living Up on the roof”, projeto que incentiva atividades físicas com aulas abertas de acordo com o interesse dos colaboradores e parceiros que querem divulgar modalidades esportivas. Também conta com o “Livupalloza”, focado em integração e entretenimento do time, realizando eventos para que os funcionários possam ser eles mesmos e mostrarem seus talentos aos demais, seja com canto, dança, teatro, pintura, performances, etc.

Com a cultura de integrar seus colaboradores e gerar conexão entre eles, a Solides, HR Tech especializada em Gestão e recrutamento de pessoas, é um outro exemplo de empresa que oferece ações internas pensando no bem-estar do time. Uma delas são os talks, reunião mensal com todos os funcionários para apresentar curiosidades, palestras e especialistas para gerar interação entre os funcionários de todas as áreas.

A startup também conta com uma banda formada por integrantes que trabalham na empresa e que, sem combinarem, começam a tocar os instrumentos que ficam na sede da Solides, geralmente durante o almoço e no fim do expediente. E, como o DNA da marca é integrar seus colaboradores, dar as boas vindas de forma inusitada aos novos contratados é uma ação que não podia ficar de fora. Toda vez que um funcionário é contratado, a equipe de RH da empresa recebe de braços abertos o novo “Solidiano” que chega na casa. O departamento promove reunião e apresentação geral, além de um quiz que todos os funcionários respondem para tentarem adivinhar quem são os recém-chegados e se aproximarem dos novos integrantes do time. O churrasco, feito na nova churrasqueira da equipe, é também um dos benefícios que os quase 150 funcionários que a Solides possui. Os colaboradores podem aproveitar muita comida e cerveja boa, caso as metas sejam atingidas, uma vez no mês.

Com 150 funcionários, a fintech Geru, primeira e maior plataforma de empréstimo online do Brasil, está em seu quarto escritório desde a fundação (2015), em um prédio descolado e moderno, o que dá cara e estilo para a startup localizada na região de Pinheiros, em São Paulo. Os colaboradores se reúnem em grupos em comum para assistir a séries da Netflix na sala de descompressão da empresa, que é um local de relaxamento e descontração. No espaço, também tem locais para colocar bikes, além de videogame, biblioteca, mesa de jogos e jogos de tabuleiro. O ambiente é ‘fun’ com sofás e uma cozinha integrada, além disso é levemente decorado, onde são feitas festas comemorativas ao longo do ano.

Com uma cultura que considera colaboradores e funcionários tão importantes quanto os seus próprios clientes, o Supermercado Now, maior plataforma de supermercado online, oferece diversos benefícios para quem se dedica a fazer a startup funcionar. Os 48 funcionários da empresa tem R$ 60 reais em créditos mensais para as suas próprias compras, além de isenção de frete e cupom de desconto adicional na primeira compra. No dia a dia de trabalho, também há a liberdade para home office, de acordo com as necessidades e acordo com o gestor, e folga no dia do aniversário. Por último, todos eles também têm acesso a alguns alimentos (frutas e bolos principalmente) disponibilizados pela própria empresa.

Já o Promobit, social commerce que apresenta as melhores ofertas da internet, conta com a área de endomarketing, responsável por pensar e realizar atividades que proporcionam bem-estar aos colaboradores. Atualmente existe um processo de onboarding, onde os novos contratados conhecem a empresa, processos e os novos colegas.

Também são realizadas atividades para promover maior entrosamento entre os funcionários: eventos para comemorar aniversários, festas temáticas e atividades por grupo de interesse. Esses grupos, aliás, são um dos maiores diferenciais da startup. Divididos por: filmes, fitness, games, gourmet e futebol, os interessados podem entrar e participar das discussões e atividades. Cada colaborador recebe uma verba a ser gasta em eventos desses grupos, então, eles se juntam para assistir filmes, levam videogames ou boardgames e pedem pizza, saem para comer em restaurantes diferentes, e até mesmo se juntam para fazer trilhas, andar de kart ou fazer escalada. As pessoas podem participar de quantos grupos tiverem vontade e as atividades são um sucesso na empresa. Além disso, os colaboradores são presenteados quando completam 1 ano de trabalho, e existe a opção de fazer Home Office 2 vezes por semana.

Na Samba Tech, empresa que ajuda pessoas e empresas a se comunicarem melhor por meio dos vídeos, os investimentos no bem-estar dos funcionários incluem horário flexível, massagem, festas de integração, o chamado “churrasquinta”, que acontece sempre na última quinta-feira do mês, “jogatina” – campeonato de torneios em uma noite de jogos. O maior diferencial entretanto é uma iniciativa que criou um comitê de cultura e diversidade com o objetivo de discutir um tema atual, e cada vez mais importante dentro de empresas, a inclusão. O comitê age para instruir e educar as pessoas sobre a importância de ter diversidade dentro da empresa, e também sugere formas de atrair colaboradores mais diversos para todas as áreas.

ABFintechs e CVM assinam acordo de cooperação

A Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) assinaram nesta quinta-feira, 29/8, um acordo de cooperação técnica. O documento prevê a realização de iniciativas conjuntas que tenham como finalidade o desenvolvimento, o apoio à regulamentação, a promoção e a educação da sociedade sobre o mercado das Fintechs.

As instituições trabalharão um cronograma anual de realização de diversas ações, eventos, conferências, palestras, etc, além de compartilhar, mutuamente, dados e informações a respeito do segmento.

Tendências de comportamento e consumo para ficar de olho

O modo como as pessoas consomem mudou. Se numa ponta dessa transformação está a tecnologia, na outra há temas tão humanos quanto propósito e impacto social. Em meio a essa complexa combinação, como as empresas devem se comportar?

Foi com essa pergunta em mente que cinco executivas de diferentes áreas do varejo se reuniram na terça-feira (27/8) durante o LATAM Retail Show.

Raquel Paternesi, diretora de marketing do Bob’s; Rita Almeida, chefe de planejamento da F/Nazca Saatchi & Saatchi; Silvana Balbo, diretora de marketing do Carrefour; e Simone Sancho, gerente executiva de marketing digital e relacionamento com o cliente da Sephora, participaram do debate “Desejos contemporâneos 4.0”, mediado por Beth Furtado, da Alia Mkt Decode.

Propósito e impacto

O interesse dos consumidores por marcas com propósito e compromissos que vão além do lucro foi o tema mais frequente em toda a conversa. Do varejo alimentício ao consumo de maquiagens, ele se reflete no aumento do consumo de itens mais sustentáveis, sem ingredientes de origem animal e sem testes em bichos. O interesse pela origem dos produtos também aparece, com destaque para a rastreabilidade de sua cadeia de produção.

No caso dos alimentos, as mudanças também incluem uma busca por consumos mais saudáveis. Mas, para Raquel Paternesi, do Bob’s, a tendência não veio para substituir totalmente os antigos hábitos. “O que entram são momentos de equilíbrio. Da mesma forma, há momentos em que a pessoa quer consumir algo rapidamente, mas continua querendo saber de onde o alimento vem e se é natural ou processado”.

Poder das redes

Que a internet é um canal importante para todo o mercado, não há dúvidas. Nos mercados de moda e beleza, segundo Simone Sancho, da Sephora, 40% dos carrinhos de compras em e-commerce passam pelas redes sociais, por exemplo.

Para as grandes empresas, porém, há um outro lado na moeda. Assim como servem para sua própria disseminação, nelas também nascem novas marcas e negócios com alto potencial competitivo. “Hoje, 30% do mercado de beleza pertencem a empresas que não existiam há três ou quatro anos”, diz. Ela aponta Kylie Jenner, uma das irmãs Kardashian, como um exemplo significativo de criação e conversão baseadas em rede.

Cliente no centro

Se há alguns anos o preço era a única ou a principal variável entre varejo e consumidor, hoje as empresas precisam de outras estratégias para conquistar e manter seu espaço. Silvana Balbo, do Carrefour, aponta que o crescimento do leque de preocupações do consumidor – incluindo as próprias questões de propósito, origem e saúde, entre outras – faz com que as comunicações massivas não funcionem bem como antes. “Hoje, enxergamos os consumidores de acordo com a jornada e o vemos no centro de um ecossistema. É preciso entender como ele se comporta, do que gosta e como entregar o que ele espera”, diz ela.

Um dos insights, segundo ela, é de que os consumidores querem tecnologia, mas não abrem mão da interação. Para não perder escala, o desenvolvimento de assistentes virtuais é uma opção nesse meio – e ainda garante dados relevantes para a empresa.

Lidando com pessoas

Mesmo diante de tantas tendências, não se pode esquecer que, antes de consumidores, as pessoas são essencialmente humanas. É o que afirma Rita Almeida, chefe da F/Nazca Saatchi & Saatchi. Entre as tendências mais urgentes destacadas por ela está a de simplificar, de verdade, a relação de consumo.

“O número de escolhas feitas por dia por uma pessoa pode chegar a 35 mil. Como resultado, temos o que chamamos de fadiga da decisão. Por isso, em meio a milhares de opções, as pessoas preferem marcas que simplificam o processo de compra”, diz.

Com a perda da confiança em instituições públicas, ela aponta, também, para uma oportunidade e necessidade de as empresas assumirem posições de impacto nas vidas, nas cidades e nas sociedades em que estão inseridas. “Em meio a tantas mudanças profundas, as pessoas passaram a se relacionar de forma mais humana com as empresas, com crenças e visões compartilhadas.”

PCHs pagam 20% mais impostos nos insumos do que eólicas e solares

O presidente da Associação Brasileira de PCHs e CGHs (ABRAPCH), Paulo Arbex, cobra isonomia no setor elétrico e para isso alega que as PCHs pagam, na compra dos insumos, 20% a mais do imposto que Eólicas e Solares. Ele cobra equiparação dos benefícios para aumentar a competitividade do setor e, consequentemente, melhorar a geração de energia e o custo da tarifa para o usuário final.

O assunto foi discutido ontem no Senado Federal, que realizou a quarta e última audiência pública a respeito do Projeto de Lei 232/2016, que trata de concessões de geração de energia elétrica e dispõe sobre o modelo comercial do setor. O presidente da Comissão, Senador Marcos Rogério, defendeu que esse é um projeto prioritário para a economia brasileira e a ideia é alterar o formato comercial do setor para expandir o mercado.

Segundo Paulo Arbex, da ABRAPCH, o Brasil tem 1.124 pequenas centrais hidrelétricas em operação, com mais de 2 mil empresas na cadeia produtiva, além de um potencial de R$ 131 bilhões em investimentos. “Temos condições de multiplicar estes índices em 4 ou 5 vezes. O Brasil tem muita hidrelétrica. Além disso, são 100 empregos gerados por MW, durante a construção. Trata-se de uma indústria 100% nacional, detentora de tecnologia nacional e exportadora de tecnologia”, disse.

Para ele, o setor elétrico passa por uma grave crise, já que, nos últimos 20 anos, passamos de uma das tarifas mais baratas do mundo, de acordo com a Agência Internacional de Energia, para a quarta mais cara. “Aumentamos em 700% as emissões de carbono do setor elétrico”, relatou.

Na avaliação de Paulo Arbex, o PLS 232/2016 precisa de ajustes para resolver problemas que não foram contemplados. “Precisamos definir, por Lei, o princípio da Isonomia ampla, geral e irrestrita. Lembrando de tratar desigual de maneiras desiguais, mas tendo isonomia entre os iguais. Resolver os problemas de inadimplência do Mercado Livre. Estender a financiabilidade para todos. Pequeno, médio e grande”, conclui.