Câmara aprova MP de crédito para MEI e microempresa através de maquininha

A Câmara dos Deputados aprovou na quinta-feira (09) o texto-base da medida provisória (MP) 975, de incentivo ao crédito durante a crise do coronavírus. O texto ainda precisa ser analisado pelo Senado.

A proposta inclui a possibilidade de que microempreendedores individuais (MEI) e pequenos negócios tomem empréstimos por meio de maquininhas de cartão.

A medida foi editada pelo governo no início de junho e, orginalmente, previa apenas um programa de crédito para empresas com faturamento entre R$ 360 mil a R$ 300 milhões, por meio de um fundo de R$ 20 bilhoes.

A Câmara manteve essa modalidade, mas inseriu no texto a modalidade aos negócios de menor porte. O crédito aos pequenos foi incluído pelo relator do texto na Câmara, Efraim Filho (DEM-PB).

A nova modalidade permite que MEIs, microempresas e empresas de pequeno porte contratem financiamentos diretamente nas maquininhas.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que a mudança melhorou o texto.

“(A MP) não veio completa. Agora, com o deputado Efraim, governo e equipe construíram um texto muito positivo, entraram no microcrédito com máquinas (de cartão)” — afirmou Maia, durante conversa com investidores transmitida ao vivo.

Para o parlamentar, a medida precisava focar no crédito aos pequenos: “Demos solução junto com o BNDES para problemas jurídicos de ajuda a grandes empresas. Pelo que ouvi de ex-presidente do BC (Banco Central) a matéria ficou muito boa e, aprovada, vai enfim garantir – e essa foi a grande preocupação – crédito pro pequeno micro e médio empresário”.

A medida também é bem avaliada pela equipe econômica. Em entrevista ao GLOBO, o assessor especial do Ministério da Economia, Guilherme Afif Domingos, afirmou que a ideia pode ter ‘vindo para ficar’.

Regras

O novo sistema com maquininhas permite que vendas futuras feitas por meio dos aparelhos funcionarão de garantia para os empréstimos. A taxa de juros será de até 6% ao ano e o limite de cada operação será de R$ 50 mil.

O prazo para começar a pagar as parcelas será de seis meses. Tomadores terão até 36 meses para quitar o financiamento, incluindo a carência.

A medida prevê um aporte de R$ 10 bilhões do Tesouro Nacional, que deverão ser repassados ao BNDES, que será responsável por coordenar o programa.

Para participar do programa, interessados devem ter vendido bens ou prestado serviços por meio das maquininhas em pelo menos um dos meses entre janeiro e março. Além disso, não podem ter comprometido vendas futuras como garantia para outras operações de crédito.

ProFuturo e Wayra buscam projetos inovadores

São Paulo – O ProFuturo, programa de educação digital promovido pela Fundação Telefónica e pela Fundação “la Caixa”, juntamente com a Wayra, hub de inovação aberta da Telefónica e uma iniciativa da Vivo no Brasil, divulgam uma convocatória internacional, para identificar projetos inovadores, que ajudem a enfrentar os desafios tecnológicos e educacionais em ambientes vulneráveis.

O ProFuturo, cujo objetivo é a redução da desigualdade educacional no mundo, levando educação digital de qualidade a crianças de 38 países da América Latina, Caribe, África e Ásia, executa seu programa em ambientes onde, às vezes, as escolas não têm energia nem conectividade à Internet. A estas limitações de infraestrutura, se juntam a falta de recursos tecnológicos (router, computadores, tablets) e de conteúdo educacional de qualidade, além da falta de professores com as competências digitais necessárias, para introduzir a tecnologia na sala de aula.

Os empreendedores e as startups que se apresentarem a esta convocatória devem propor respostas a estes e a outros desafios. Os projetos devem propor soluções de conectividade e acesso à energia, que proporcionem às escolas de equipamento tecnológico e recursos educacionais digitais de qualidade, ou que utilizem a Inteligência Artificial na educação, para personalizar o ensino e melhorar os resultados da aprendizagem por meio de ferramentas de .

Os projetos podem se apresentados até 30 de setembro. Serão selecionados dez projetos, por meio de um processo de avaliação, cujos responsáveis terão que defender sua iniciativa, de forma presencial, diante de um comitê de seleção. Serão avaliados aspectos como o impacto social e educacional do projeto, o grau de inovação, a capacidade de ser autossustentável, a escalabilidade, a experiência e capacidades da equipe proponente, e o potencial do projeto para melhorar a proposta de educação do ProFuturo.

Serão selecionadas até três startups, que terão disponível um espaço de trabalho em um dos hubs ou espaços de inovação da Wayra e receberão, durante seis meses, aceleração e mentoria do ProFuturo, para desenvolver seu projeto. Posteriormente, se estudará um plano de colaboração focado na sua sustentabilidade e se avaliará a possibilidade de realizar um projeto piloto em alguma das escolas onde o ProFuturo está estabelecido.

Um teste no México, Quênia e Brasil

Esta é a segunda vez que ProFuturo e Wayra fazem esta convocatória. No ano passado, foram enviadas 65 solicitações de 13 países. Das três startups ganhadoras, duas delas já tiveram seus projetos piloto implantados em escolas que fazem parte do programa da Fundação Telefónica e Fundação “la Caixa”.

A startup espanhola Cerebriti, que introduz a ludificação na sala de aula e permite que professores e alunos criem e compartilhem seus próprios jogos, fomentando a criatividade e o trabalho em equipe, testou seu projeto em cinco escolas do México, com alunos de 4º a 6º do ensino fundamental. A britânica Eedi, implantou seu projeto piloto em cinco escolas do Quênia: uma solução de avaliação, que permite medir, por meio de questionários digitais, o nível dos alunos e detectar déficits cognitivos e conceitos que podem ser confusos.

Já a iniciativa da startup portuguesa Ubbu, uma plataforma que permite que professores e alunos dêem seus primeiros passos no pensamento computacional, na alfabetização digital e programação, serão implantas em cerca de 14 escolas de Manaus, em cursos do 1º a 6º do ensino fundamental.

Visite o link para acessar a convocatória:
´Desafios tecnológicos e educacionais em ambientes sociais carenciados ProFuturo´
https://profuturo.education/convocatoria-profuturo-wayra/

Varejo gaúcho busca startups em todo o País

Está em desenvolvimento, pela CDL Porto Alegre, um programa de inovação para conectar startups de todo o Brasil ao setor do varejo. A iniciativa propõe uma transformação 360° do mercado varejista com um olhar para o futuro a partir da implementação de soluções que qualifiquem e desenvolvam empresas para superar desafios que, nesse período de incertezas, é fundamental para preparar as empresas ao novo momento que virá. O programa já conta com inscritos de diversos polos tecnológicos do País, como Pernambuco, São Paulo e Serra Gaúcha. As inscrições irão até 17 de julho. Além da possibilidade de aceleração, as startups selecionadas receberão prêmios de até R﹩ 30 mil.

Para o presidente da CDL POA, Irio Piva, o Programa de Inovação vem como resultado dos esforços da Entidade em busca de transformação e alternativas que reinventem e impulsionem o setor varejista com tecnologia e soluções eficientes para fortalecer o mercado.

Segundo o dirigente, a intenção é incentivar a criação de novos e mais qualificados produtos e serviços: “Aos empresários do segmento, o Programa propiciará o acesso a soluções que façam diferença nos seus negócios, e às startups oportunizará maior visibilidade e impacto no ecossistema varejista. E o resultado disso é um ambiente estimulador de novas ideias, onde todos ganham”. Ainda, Irio Piva ressalta que o Programa também atende às novas necessidades do mercado, que passa por um profundo momento de reconstrução, auxiliando empresas de todos os portes e segmentos. “Queremos mais do que startups, mas empresas inovadoras com dinâmicas e abordagens de startups para ajudar essa transformação”, destaca.

Sobre o Programa de Inovação da CDL POA

O Programa será executado em sete etapas, com início na seleção das startups e término com a premiação e a aceleração das vencedoras. O Projeto contará também com a mentoria da Grow+ e da Anlab – empresas reconhecidas no mercado por sua expertise em inovação. As inscrições estarão abertas entre os dias 18 de junho e 17 de julho de 2020, e poderão ser realizadas pelo site http://www.cdlpoa.com.br.

Os projetos serão selecionados a partir de sua aplicabilidade nas áreas de Cultura Digital, com soluções para capacitações, treinamentos, gamificação e ações de engajamento; Eficiência Operacional, para conectar todas as pontas de uma operação, desde a logística até as compras; Experiência de Compra, auxiliando em uma experiência de compra personalizada por meio de novas tecnologias; e Inteligência de Dados, voltada para captura e análise de dados em cada etapa da jornada de compra.

Durante o Programa, serão realizadas sete etapas de execução:

1. Inscrição das startups;

2. Seleção – 20 startups avançam para o Pitch Day;

3. Pitch Day – apresentações para a banca avaliadora;

4. Bootcamp – treinamento, identificação de gaps e aprofundamento das soluções;

5. Demoday – demonstrações das soluções e propostas de aplicabilidade ao Programa;

6. Formalização – possibilidade de contratação e de ingresso na etapa de aceleração;

7. Aceleração – startups vencedoras executarão suas soluções sob a coordenação de Grow+ e Anlab, focadas nas demandas da CDL POA.

Ao final do Programa de Inovação, as três startups vencedoras serão premiadas com valores que podem chegar até R﹩ 30 mil, além da aceleração de seus negócios. Durante todo o processo de seleção e desenvolvimento, as startups terão a possibilidade de fechar contratos e parcerias comerciais com a CDL POA; aderir ao portfólio de soluções da Entidade; acessar as três mil empresas associadas e as 130 entidades parceiras da CDL POA, que impactam em mais de 200 municípios do Rio Grande do Sul e 30 mil empresas; participar de eventos e ações relacionados; manter contato com a base de dados e produtos SCPC, já que a CDL POA é parceira de negócios da Boa Vista Serviços. Além da premiação, a entidade observará com atenção as soluções apresentadas, com o objetivo de conectar as startups com varejo, aproximando boas ideias das necessidades do mercado e sua complexidade.

Firjan defende abertura do mercado de refino

Em cumprimento ao acordo de junho de 2019 com o CADE – Conselho Administrativo de Defesa Econômica -, a Petrobras anunciou desinvestimentos na área de refino. No entanto, o pedido conjunto do Senado e da Câmara dos Deputados, protocolado na última quinta-feira (2/7) junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a venda de refinarias da Petrobras, vai na direção oposta da abertura do mercado de refino no país.

A Firjan defende a multiplicidade de agentes nesse segmento, com objetivo de tornar os preços dos produtos do refino mais competitivos, trazendo benefícios para a sociedade e economia. Com novos atores, será possível a retomada de investimentos e a expansão desse importante elo da cadeia de valor do petróleo e do gás natural no Bras. Além de estimular a diversificação na oferta de derivados e atração de investimentos, também abre espaço para investimentos em infraestrutura logística para suportar essa atividade.

A avaliação está em linha, por exemplo, com a divulgação realizada em estudo da PUC Rio, que avalia a competitividade da gasolina e do diesel no Brasil a partir de uma nova configuração de mercado sem um agente dominante. A Firjan acredita que um melhor ambiente de negócios não pode estar concentrado nas mãos de um único agente.

Para a real abertura de mercado, deve-se ter transparência e previsibilidade jurídica. O processo de desinvestimento tem sido objeto de amplo debate com todas as partes interessadas e é pauta urgente para o país, que não deve ser adiada.

Pandemia estimula uso de pagamentos on-line e sem contato

O isolamento social em função ao novo coronavírus (COVID-19) impactou de forma significativa os hábitos de compra e, consequentemente, a forma de pagamento dos brasileiros. Meios como links de pagamento, carteiras digitais e contactless (sem contato) ou NFC (near field communication), por exemplo, se tornam alternativas interessantes para compras na internet ou em lojas físicas.

Para o economista e presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (IBEVAR), Claudio Felisoni de Angelo, a quarentena desperta um potencial de compra que antes caminhava a passos lentos. “A tendência é que as pessoas busquem opções mais seguras e práticas para pagarem pelo que consomem, e diversas empresas já disponibilizam soluções sem contato. Seria inevitável não ver uma aceleração neste processo como reflexo da pandemia”, comenta.

Um levantamento realizado pela consultoria Bain mostrou que 48% dos brasileiros estão dispostos a manter a utilização de tais meios mesmo após o retorno do distanciamento social. Ainda segundo o estudo, mais consumidores estão optando por pagar on-line ao pedir comida ou usar aplicativos para entretenimento, por exemplo.

A operadora Cielo, por exemplo, registou uma adesão sete vezes maior no uso de links de pagamento durante a quarentena em comparação ao período de pré-isolamento. O sistema permite que os consumidores pagem suas compras via link enviado pelo vendedor, e pode ser usado débito ou crédito. Muitas marcas estão adotando a alternativa, dentre elas, O Boticário, Ri Happy e Santa Lolla .

As tecnologias contactless (sem contato) ou NFC (near field communication), que evitam o contato do consumidor com as maquininhas de cartão, também cresceram. Segundo a Mastercard, o número de transações nesta modalidade foi quatro vezes maior em março, quando comparado ao ano passado. Já o Banco do Brasil aponta um aumento de 12% nas compras sem contato entre os períodos de pré e pós-quarentena e avanço de 13% em compras on-line feitas com cartões da instituição no início do isolamento.

Na opinião de Felisoni, a pandemia acelerou a disseminação de um serviço que já existia no mercado, mas que muitos não tinham acesso. “O pagamento por aproximação começou a ser usado recentemente no Brasil, ainda com poucos adeptos. Com a pandemia, o consumidor passou a enxergar que se trata de uma ótima alternativa para compras em lojas físicas ou delivery, por exemplo, e consequentemente os varejistas passam a investir na modernização de seus processos”, ansalisa o economista.

O uso de carteiras digitais também ganhou força durante o distanciamento social e, ao que tudo indica, deve se manter mesmo após este período. O PicPay, por exemplo, do Banco Original, somou cerca de 3 milhões de novos usuários mensais adicionados à sua base, que antes da crise contava, em média, com 500 mil usuários.

Outras fintechs têm oferecido vantagens aos usuários para se tornarem mais atrativas no mercado . O PagBank, banco digital da PagSeguro, e a Ame Digital, carteira digital das Lojas Americanas, são algumas opções que disponibilizam ativos interessantes como crédito nas primeiras compras e “cashback” (retorno do dinheiro) para atrair cada vez mais adeptos.

“Iniciativas como estas, como créditos em compras ou o retorno do dinheiro gasto, são interessantes para atrair o consumidor e mostrar que o dinheiro dele pode valer mais. Em tempos de crise, pode ser uma boa alternativa”, completa o especialista do IBEVAR.

Sebrae cria solução digital para ajudar pequenos negócios a reduzir custos de serviços financeiros

Disposto a ajudar os donos de pequenos negócios com dificuldades para escolher a melhor opção de serviço financeiro para a sua micro ou pequena empresa, o Sebrae criou o EmConta, solução digital de acesso gratuito que facilita a busca e contratação de produtos e serviços financeiros ofertados por instituições do mercado brasileiro presentes na plataforma. Em sua 1ª versão operacional, o EmConta permite que o empreendedor conheça e compare os serviços oferecidos para ter uma conta corrente de pessoa jurídica em bancos digitais e tradicionais, e uso de diferentes máquinas de cartão.

“Identificamos que sempre houve muito desgaste neste processo. O empresário, de um modo geral, não sabe o que existe disponível no mercado e, mesmo sabendo, é sempre complicado comparar os serviços oferecidos”, explica o analista da Unidade de Gestão de Soluções do Sebrae, Hugo Lumazzini. Ainda de acordo com o analista, o EmConta ajuda os empresários a reduzir custos de forma significativa: “Muitas empresas já têm uma conta bancária há muito tempo, mas acabam pagando por serviços embutidos desnecessários ou por tarifas que nem são cobradas por outros bancos. No caso das tarifas, a redução pode chegar a mais de 50% “.

Na sua segunda versão, prevista para julho de 2020, o cliente do EmConta também terá a sua disposição a busca por serviços contábeis. A plataforma oferece inicialmente simulações de serviços de empresas digitais que realizam todo o atendimento de forma remota, tanto para aqueles que estão abrindo uma nova empresa ou que já tem uma empresa, quanto para microempreendedores individuais (MEI) que ultrapassaram o faturamento anual e que, por isso, são obrigados a migrar para uma nova modalidade empresarial e contratar um contador. Nesse mesmo momento, o EmConta estará aberto para que outros parceiros de contabilidade não digital possam se cadastrar.

A meta do Sebrae é alcançar 100 mil acessos no EmConta até o final de 2020, com a realização de 10 mil simulações. O próximo passo será ampliar o número de parceiros dentro da plataforma online e fortalecer a integração tecnológica com os parceiros para oferecer mais benefícios para os pequenos negócios com condições exclusivas na contratação dos serviços.

O que muda na cesta de benefícios com o home office?

A transformação do home office em política permanente de trabalho vai exigir uma readequação da cesta de benefícios oferecida aos funcionários. Por enquanto, são poucas as mudanças realizadas pelas empresas, como substituição do vale-transporte por um auxílio para pagamento da banda larga doméstica. Mas especialistas em Recursos Humanos apostam em alterações mais bruscas lá na frente, como uma adoção maior dos benefícios flexíveis.

Quais benefícios deixaram de fazer sentido? Com os funcionários trabalhando de casa, alguns benefícios foram cortados ou substituídos por outros. O principal exemplo é o vale-transporte. “Algumas empresas trocaram o vale-transporte por serviços de aplicativo, como Uber e 99”, diz Rafael Ricarte, líder de produtos de carreira da Mercer Brasil.

Esse foi o mesmo caminho seguido por empresas que colocavam veículos à disposição de seus funcionários, segundo Mario Penna, gerente sênior da Michael Page. “Elas já vinham trocando a frota de veículos por aplicativos.”

E companhias algumas trocaram o vale-transporte por um vale-internet, caso da Soft Trade. A empresa oferece um auxílio para pagamento da banda larga doméstica para funcionários que ganham até R$ 3.000. A Loft passou a dar um auxílio de R$ 120 aos colaboradores, independentemente da faixa salarial, para custear os gastos com internet e telefonia.

Quais benefícios foram transformados?

Com restaurantes fechados e com as pessoas passando mais tempo em casa, muitas empresas transformaram o vale-refeição em vale-alimentação. Empresas que ofereciam os dois benefícios permitiram que o funcionário lançasse no vale-alimentação os créditos do vale-refeição, o que ajudou a garantir as compras do supermercado neste período de pandemia.

Penna, da Michael Page, diz que há casos de empresas que já retornaram ao trabalho presencial e estão oferecendo aos funcionários a entrega da refeição. “Elas fecharam acordos com apps de entrega ou restaurantes próximos para entregar a refeição no local de trabalho e, dessa forma, evitar a exposição de sair às ruas na hora do almoço.”

Que benefícios já surgiram?

Além do já mencionado vale-internet, muitas empresas permitiram que seus funcionários levassem para casa equipamentos e móveis de escritório, como mesa, cadeira, notebook e mouse. Esse é o caso da Soft Trade, que não pretende retornar ao trabalho presencial até janeiro de 2021, e por isso já devolveu o escritório que ocupava antes na avenida Luís Carlos Berrini, zona sul de São Paulo.

“Como a gente devolveu o escritório, e muitos funcionários não tinham equipamentos adequados para trabalhar em casa, permitimos que levassem cadeira, mesa, mouse, supote para casa”, disse Arthur Cymerman Asnis, sócio da Soft Trade.

Muitas empresas também passaram a oferecer terapia online para os funcionários. “A saúde mental ganhou um peso importante agora na pandemia. A crise de saúde virou uma crise política, social e emocional com todo mundo confinado dentro de casa. As empresas perceberam a importância desse tema e correram para oferecer isso aos funcionários”, afirma Penna.

O que vem por aí?

Ricarte e Penna dizem que uma opção pouca utilizada hoje pode ganhar destaque com a intensificação do home office. São os chamados planos de benefícios flexíveis, que permitem que os funcionários decidam quanto vão gastar com cada benefício, de acordo com suas necessidades. Se a pessoa não tem carro, por exemplo, não precisa de vale-combustíveis. Se quer um plano de saúde mais simples, pode migrar de categoria e utilizar a diferença para melhorar outro benefício.

“Dentro desse cenário de home office faz muito sentido avaliar esse tipo de solução, que permite que as pessoas decidam aquilo que é mais necessário para elas. Já fazia sentido com os colaboradores dentro do escritório, quando uns preferiam levar marmita e outros almoçar fora, faz ainda mais agora, com as pessoas em casa”, afirma Ricarte.

Vai ter corte de benefício?

Pode haver substituição de fornecedores, como operadoras de planos de saúde, mas não eliminação. Os especialistas dizem que é difícil cortar benefícios mesmo em tempos de crise, pois há o risco jurídico de ser alvo de ações trabalhistas.

Plataforma de mediação online oferece acesso grátis até 31 de julho

Para apoiar a continuidade das conciliações e mediações judiciais durante a pandemia, a startup jurídica MOL – Mediação Online disponibilizou sua plataforma de resolução de conflitos a todos os órgãos integrantes do Poder Judiciário gratuitamente. Assim as sessões judiciais continuam a ser feitas, de forma 100% online, evitando atrasos nas decisões da Justiça .

A tecnologia permite a gestão do fluxo completo de mediação e conciliação online, da triagem dos casos à assinatura eletrônica dos termos. Até o momento já foram realizadas sessões nos estados do Amazonas, Espírito Santo e Minas Gerais para conciliações relacionadas ao direito do consumidor, além de sessões de mediação envolvendo questões de família, entre outros.

ABF e Caixa facilitam crédito para franquias

A Associação Brasileira de Franchising (ABF) e a ABF Seccional Rio assinaram um convênio com a Caixa para apoiar o setor de franquias. A iniciativa prevê soluções em crédito e serviços bancários, como cartão empresarial com isenção da 1ª anuidade e Cheque Empresa. Segundo a Associação, os destaques são duas linhas de crédito com juros a partir de 0,83% por mês e carência de 3 meses para pagamento. As redes de franquias associadas à entidade têm uma demanda de crédito de cerca de R$ 3,7 bilhões. Em relação a cada franqueado, a ABF estima que a demanda média de crédito seja de R$ 93 mil por unidade. O convênio pode atingir até 89 mil franqueados.

Programa de inovação do transporte prorroga inscrições para 2º Desafio

O COLETIVO, programa de inovação em mobilidade urbana, criado pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), estendeu o prazo para as inscrições da 2ª edição do Desafio para startups, em função da pandemia. Podem participar do 2º Desafio do COLETIVO novos projetos que tenham como objetivo promover inovações para melhorar a mobilidade urbana e torná-la mais sustentável. Para esta etapa, as propostas devem estar em estágio mínimo de desenvolvimento, na forma de protótipo ou de MVP (Produto Mínimo Viável). Além disso, devem favorecer a mobilidade urbana coletiva, integrar o transporte por ônibus aos outros modos e apresentar soluções voltadas à melhoria da qualidade desse serviço no país.

O 2º Desafio do COLETIVO deverá trabalhar com sete grandes temas em mobilidade urbana. Todos os inscritos deverão propor soluções de mobilidade urbana que estejam alinhadas aos temas: soluções para TPC relacionadas à pandemia da covid-19; meios de pagamento, bilhetagem, precificação variável e ABT; redução de custos, operação e manutenção; otimização de processos; jornada do usuário, fidelização do cliente, informação ao usuário e roteirização; receita extra tarifária; mobilidade por demanda; MAAS (Mobility as a Service ou Mobilidade como Serviço) e governança para o MAAS; uso de dados / big data e mais áreas correlatas.

As inscrições (http://forms.gle/GVXsCAPc8yvv6QLx6) podem ser feita até às 23h do dia 18 de julho de 2020 e serão avaliadas na Peneira do COLETIVO. Desta vez, todas as etapas, incluindo a preliminar, eliminatória e final serão realizadas de forma on-line. Os projetos escolhidos nessa fase participarão da etapa seguinte, a Seletiva, na qual a equipe do COLETIVO e o Conselho de Inovação da NTU escolherão seis finalistas para encarar o Desafio, a apresentação final das startups (Pitch Day) para investidores e empresários. A final do 2º Desafio será realizada no dia 4 de setembro de 2020.

Os interessados em cadastrar os projetos de inovação podem acessar o site http://www.coletivo.org.br, onde também terão acesso ao edital do 2º Desafio do COLETIVO. De acordo com a coordenadora do programa de inovação da NTU, Maria Luiza Machado, os inscritos devem estar disponíveis para realizar as atividades descritas nas datas previstas no cronograma do edital.

Cronograma do 2º Desafio do COLETIVO

ETAPAS

DATA

Período de inscrições

18 de março a 18 de julho de 2020

Peneira

18 a 25 de julho de 2020

Publicação das inscrições selecionadas

31 de julho de 2020

Apresentação nas Seletivas

3 a 14 de agosto de 2020

Publicação dos participantes aprovados para apresentação na final do 2º Desafio (Pitch Day)

21 de agosto de 2020

Pitch Day

4 de setembro de 2020