Governo sanciona lei que permite comércio cobrar mais barato em pagamentos à vista

A partir de agora, por força de lei, os comerciantes e empresários do ramo de serviços poderão cobrar, para um mesmo produto, preços diferentes conforme o meio de pagamento. O presidente da República, Michel Temer, sancionará hoje (26/6) a conversão em lei da Medida Provisória 764, que vigora desde dezembro do ano passado e dispõe sobre a diferenciação de preços de bens e serviços oferecidos ao público em função do prazo ou da forma de pagamento utilizada pelo consumidor. Na prática, a nova lei regulamenta os descontos em compras à vista ou pagas em dinheiro em espécie. Antes da Medida Provisória (MP), os varejistas não tinham permissão legal para cobrar valores menores em produtos pagos à vista. A medida tem como objetivo melhorar o ambiente de negócios, estimular a economia em meio à crise e oferecer um maior poder de barganha aos consumidores.

O presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), entidade que administra o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), Honório Pinheiro, é um dos convidados a falar na cerimônia de oficialização da nova lei e destaca a importância da sanção da medida. “Essa é uma luta histórica do setor de comércio e serviços que sempre enxergou na diferenciação de preços, uma oportunidade para que o consumidor obtenha melhores preços no pagamento à vista e, para o empresário, que terá a segurança jurídica para estipular uma política de diferenciação considerando as taxas cobradas pelas administradoras dos cartões de crédito. ”, destaca Pinheiro.

Participarão da solenidade o ministro da Fazenda Henrique Meirelles e o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, além de representantes de diversas entidades do setor de comércio e serviços, como a CNDL e SPC Brasil.

77% dos varejistas veem a medida como positiva e 31% notam aumento nos pagamentos à vista

De acordo com um levantamento inédito do SPC Brasil e da CNDL, após quase seis meses vigorando, alguns efeitos da medida já podem ser notados. Três em cada dez (31%) micro e pequenos empresários dos ramos do comércio e serviços disseram ter percebido um aumento nos pagamentos realizados à vista entre seus clientes desde que a medida provisória passou a valer. Nesse período, quase um quarto (23%) dos varejistas consultados disse ter sentido algum benefício prático da nova medida, como aumento das vendas em dinheiro (17%), queda da inadimplência (4%) e diminuição nos pagamentos das taxas das máquinas de cartão (3%).

A nova lei é avaliada de maneira positiva pela maioria dos empresários consultados: 77% dos varejistas consideram benéfica para o próprio negócio a possibilidade de oferecer descontos para pagamentos à vista. “Além de reduzir os custos com o pagamento das alíquotas das máquinas de cartão, um dos efeitos mais importantes da nova medida é aumentar o recebimento imediato do valor da venda, reduzindo as perdas com a inadimplência dos clientes. Em um momento de dificuldade econômica, a lei será positiva tanto para os empresários como para os consumidores”, explica o presidente Honório Pinheiro.

Sete em cada dez brasileiros têm o hábito de pechinchar; Nova lei estimula 76% dos consumidores a pedir descontos quando pagam à vista

Do lado dos consumidores, 38% já notaram que as empresas estão oferecendo mais descontos diferenciados para pagamentos à vista na comparação com o ano passado, sobretudo para o pagamento em dinheiro (27%). No total, 39% dos brasileiros têm conhecimento dessa nova lei, ao passo que entre os empresários, o nível de conhecimento é de 53%.

A pesquisa revela, ainda, que pechinchar faz parte da cultura do brasileiro. Sete em cada dez (74%) consumidores assumem o costume de pedir descontos ao realizar compras. Além disso, 76% dos consumidores entrevistados se sentem mais estimulados a pedir descontos nos pagamentos à vista – seja em dinheiro, cheque ou débito – em virtude da nova lei.

Metodologia

A pesquisa levou em consideração 800 Micro e Pequenas Empresas dos ramos do comércio e serviços com até 49 funcionários e 800 consumidores com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. Ambas as coletas foram realizadas em todas as regiões brasileiras na primeira quinzena de junho.

João Faria é o novo gerente regional de Vendas da Iberostar Hotels

Rio de Janeiro – A rede Iberostar Hotels & Resorts anuncia a contratação de João Faria para o cargo de Gerente Regional de Vendas São Paulo e Sul, ocupado anteriormente por Raul Monteiro. Faria é graduado em Hotelaria e pós-graduado em Gestão Empresarial e de Serviços pela FECAP, em São Paulo.

Há mais de 18 anos à frente da área de vendas e marketing, tem experiência no ramo hoteleiro e inicia, nesta semana, sua trajetória na Iberostar. Nos últimos anos, Faria passou pelos Resorts Nanai e Jatiúca, e também pela rede Accor Hotels, na qual atuou como gerente de Vendas Lazer América Latina.

Equinix planeja expandir no setor de Saúde com o apoio da MV

São Paulo – A Equinix, companhia global de interconexão e data center, planeja atender a demanda de transformação digital no setor de Saúde no Brasil e conta com o apoio da MV, líder nacional em desenvolvimento de software de gestão para hospitais, clínicas, operadoras de planos de Saúde, centros de medicina diagnóstica e redes de Saúde Pública. A empresa agora faz parte do Programa de Canais da Equinix e passará a revender o portfólio de produtos e serviços de data center para clientes que desejem modernizar sua estrutura de TI e ao mesmo tempo utilizar os serviços da MV.

“Toda a plataforma da MV pode, agora, também ser hospedada na Equinix, o que facilita a adoção das nossas soluções pelas instituições de Saúde com o uso de um data center seguro, disponível e com alta capacidade de interconexão”, explica Mozart Marin, diretor corporativo Comercial da MV. “Nossos clientes pedem indicações para alocar os sistemas externamente. Com essa parceria, poderemos oferecer a Equinix, com a certeza de que nossos clientes terão uma infraestrutura de excelente qualidade.”

Tintas MC adquire o Grupo Aquarela Tintas

São Paulo – A rede varejista Tintas MC anuncia a incorporação do Grupo Aquarela Tintas, Arte Tintas e Rio Vermelho Tintas, empresa atuante no ramo varejista há mais de 20 anos e à frente de 27 unidades próprias em atividade voltadas para a venda de tinta automotiva e imobiliária. O Grupo possui negócios nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás, com lojas em cidades como Amparo, Aguaí, Anápolis, Araraquara, Campinas, Cosmópolis, Holambra, Mogi Guaçu, Valinhos, Goiânia, Conchal, Espirito Santo de Pinhal, Jaguariúna, Mogi Mirim, Uberlândia, Vargem Grande do Sul. A incorporação milionária representa um adicional de R$ 40 milhões no faturamento anual da Tintas MC, que passa de 53 para 80 unidades próprias.

Agora, a expectativa é encerrar o ano faturando R$ 170 milhões e com 100 lojas em operação. “Tínhamos uma atuação mais regional, centralizada em São Paulo, Guarulhos, ABC e Baixada Santista. A partir da incorporação do Grupo Aquarela Tintas & Arte Tintas, expandimos o nosso nome para outros estados do Brasil, com a missão de manter o crescimento aquecido nos próximos anos, mesmo em tempos de crise. A ideia é sextuplicar de tamanho até 2023 e passar dos R$ 200 milhões”, revela Renato Sá, Diretor de Estratégia e Marketing da rede.

Devido ao empreendedorismo do executivo, a rede não para de crescer. Após um período longe da MC, Renato Sá montou a sua própria distribuidora de tintas chamada Premium, com forte atuação no atacado e na venda de materiais de construção. Após bater a marca de R$ 100 milhões em faturamento, a Premium se associou à MC, formando o Grupo Aliar, holding detentora das duas marcas e agora também, da Aquarela Tintas & Arte Tintas, incorporada ao Grupo. “Voltei para a MC em setembro de 2015, trazendo todo o meu know-how adquirido por meio da Premium”, diz.

Com o executivo à frente de todo o negócio que envolve a MC, a ideia é expandir em três diferentes formatos: aquisição de lojas, lançamentos próprios e abertura de unidades franqueadas. Atualmente, a rede conta com 300 colaboradores, além do time do Grupo Aquarela Tintas, que deverá se unir com a aquisição. A proposta é trazer a filosofia e know-how dos mais de 50 anos da rede, bem como opções em tintas imobiliárias e industriais, acessórios para tintura e repintura automotiva. As lojas comercializaram as principais marcas como Suvinil, Coral, Sherwin Williams, Tigre, Norton, Exin, entre outras.

Investimentos em TI no Brasil posicionam o país em 9º lugar no mundo

O balanço mundial de investimentos em TI apresentou alta de 2%, em 2016, em comparação ao ano anterior, atingindo US$ 2,03 trilhões. No Brasil, os investimentos para este setor apresentaram desaceleração sofrendo impacto direto da crise econômica e da valorização do dólar no período, somando US$ 38 bilhões, um recuo de 3,6% em relação a 2015.

Para 2017, a previsão é de uma recuperação no crescimento do setor no Brasil na ordem de 6,7%, o dobro do crescimento previsto para o mundo. Os dados fazem parte do estudo anual “Mercado Brasileiro de Software e Serviços” da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software), em parceria com o IDC (International Data Corporation).

Pela primeira vez em 12 anos, desde que o levantamento começou a ser feito pela ABES, o Brasil perdeu duas posições no ranking mundial e passou de 7º para 9º lugar. Desde o primeiro levantamento, em 2005, o país vinha se mantendo na sétima posição. No quadro da América Latina, entretanto, o mercado brasileiro mantém a liderança em investimentos no setor, que representam 36,5% do total de US$ 105,3 bilhões.

“A recessão teve impacto direto nos resultados e a alta do dólar puxou a conversão dos números do setor para baixo. Mesmo tendo o Brasil apresentado queda nos investimentos, ainda ocupa um lugar importante, estando no mesmo grupo de países como Alemanha, Estados Unidos e França, o que mostra a relevância do mercado interno de TI”, aponta Jorge Sukarie, presidente do Conselho da ABES.

Nos últimos quatro anos, a distribuição geográfica de investimentos no Brasil vem demonstrando sensível avanço. Apesar da região Sudeste ainda ser líder com 61% (65% em 2012), o Norte avançou de 2% para 6%, o Nordeste aumentou 3 pontos percentuais, alcançando 11% e o Sul chegou a 13%, ante 12% em 2012. O Centro-Oeste foi a única região que apresentou queda, passando de 13% para 9%.

New York Cafe anuncia nova unidade em Curitiba

Curitiba – Um dos empreendimentos gastronômicos mais charmosos e aconchegantes de Curitiba, o New York Cafe, acaba de anunciar o lançamento da sua nova unidade na capital. A partir de setembro, o espaço comandado pelo chef Luiz Santo, que foi um dos primeiros a trabalhar com o conceito de cafés especiais na cidade, começará a atender, também, no bairro Batel.

Serão mais de 120m² em um ambiente descolado e aconchegante, onde o público poderá vivenciar o melhor da cozinha e da cultura nova-iorquina, combinadas nos cafés especiais e no cardápio exclusivo, que destaca os principais sabores de uma das principais cidades do mundo. O grande diferencial do New York Cafe está em seu cardápio, que consegue atender todos os públicos, como vegetarianos, veganos e intolerantes a lactose.

O empreendimento traz uma grande linha de produtos que propõe uma conexão estreita com a cidade de Nova York, levando para os clientes os principais sabores da cidade norte-americana, entre eles hambúrgueres, doces, sanduíches e milkshakes. Com uma culinária artesanal, todos os itens são produzidos e finalizados no empreendimento.

Goma do cajueiro pode se transformar em remédio

Ribeirão Preto | Agência FAPESP – Um polímero extraído do caule do cajueiro (Anacardium occidentale) pode se tornar uma importante ferramenta no tratamento da doença do refluxo gastroesofágico, condição que afeta cerca de 12% da população mundial, segundo experimentos conduzidos na Universidade Federal do Ceará (UFC).

Resultados da pesquisa foram apresentados por Marcellus Souza, professor do Departamento de Medicina Clínica da UFC e ex-bolsista de doutorado da FAPESP, durante o Third International Symposium on Inflammatory Diseases (INFLAMMA III).

O evento foi realizado entre os dias 21 e 23 de junho, em Ribeirão Preto, pelo Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias (CRID) e pela Sociedade Brasileira de Inflamação (SBIn).

“Nos testes feitos com tecido de 33 pacientes, obtidos por meio de biópsia, observamos que a goma do cajueiro adere profundamente às células do esôfago, formando um biofilme e aumentando a resistência contra os danos causados pelo ácido gástrico. Nossa hipótese é que, além de conferir proteção tópica, o polímero também tenha ação anti-inflamatória”, disse Souza à Agência FAPESP.

A descoberta foi possível graças a um modelo experimental desenvolvido na UFC capaz de mimetizar em camundongos a forma mais prevalente da doença: o refluxo gastroesofágico não erosivo. O método foi descrito em um artigo publicado no dia 8 de junho no American Journal of Physiology.

“Entre 60% e 70% dos pacientes com refluxo apresentam o fenótipo não erosivo da doença. Embora tenham sintomas como azia, o exame de endoscopia não indica a existência de lesão no tecido do esôfago”, explicou Souza.

Com o objetivo de mimetizar essa condição nos animais, os cientistas realizaram um procedimento cirúrgico para amarrar o piloro – válvula que controla a passagem do conteúdo gástrico para o duodeno. Além disso, amarraram o fundo do estômago, para impedir o órgão de se expandir.

“Desse modo, o estômago fica cheio, não consegue aumentar seu volume e isso faz com que ocorra o retorno do conteúdo gástrico para o esôfago. Cerca de três dias após o procedimento, a inflamação no tecido atinge o auge. Também é possível observar uma dilatação nos espaço entre as células do esôfago, o que causa um comprometimento da barreira epitelial característico da doença”, contou Souza.

Em um dos grupos de camundongos, os pesquisadores iniciaram, logo após o procedimento cirúrgico, um tratamento por via oral com a goma purificada do cajueiro. O polímero foi obtido graças a uma colaboração com pesquisadores da Universidade Federal do Piauí (UFPI).

Os animais receberam a terapia uma vez por dia durante uma semana. Ao final, foram sacrificados para que o tecido do esôfago pudesse ser analisado e comparado com o de animais não tratados.

“Nossos resultados mostram que a goma do cajueiro reduziu o edema e a permeabilidade do tecido. Ou seja, ao combater a inflamação, a terapia manteve íntegra a barreira epitelial, impedindo os ácidos gástricos de atravessar para a região abaixo do epitélio, onde podem ativar receptores envolvidos na sensação de dor [azia]”, explicou.

Em testes feitos in vitro, com biópsia de pacientes, o grupo também observou uma redução na permeabilidade do tecido do esôfago após o tratamento com a goma do cajueiro.

“No momento, estamos realizando estudos de toxicidade para avaliar a segurança e definir a dose ideal para que, futuramente, possam ser realizados ensaios clínicos com o polímero”, afirmou Souza.

Novos alvos terapêuticos

De acordo com Souza, quase metade dos pacientes acometidos pela forma não erosiva do refluxo gastroesofágico não respondem ao tratamento convencional – feito com medicamentos da classe dos inibidores da bomba de prótons, como o omeprazol e o pantoprazol.

“Há, portanto, uma grande necessidade de desenvolver novos métodos terapêuticos. Para isso, precisamos entender por que esses pacientes sentem dor mesmo não apresentando lesão no esôfago”, comentou.

Visando compreender os mecanismos envolvidos na sensação dolorosa, o grupo usou o modelo experimental para investigar o efeito do refluxo gastroesofágico sobre um receptor celular conhecido como TRPV1 (receptor de potencial transiente vaniloide do tipo 1, na sigla em inglês). Presente em células nervosas, essa proteína atua como um receptor sensorial, responsável por enviar um sinal que causa a percepção da dor em resposta a um estímulo potencialmente danoso.

“Nossos resultados sugerem que o aumento da permeabilidade no epitélio do esôfago, causado pela microinflamação que acomete pacientes com refluxo gastroesofágico não erosivo, permite aos ácidos gástricos atravessar a barreira epitelial e ativar esse receptor TRPV1, desencadeando a resposta dolorosa”, contou Souza.

Para validar a hipótese, o grupo tratou os animais com substâncias capazes de bloquear a ação do TRPV1. Em um outro experimento, foram administradas aos animais moléculas capazes de superestimular esse mesmo receptor, causando a destruição do sistema sensorial por ele modulado. Nos dois casos, foi possível observar diminuição na inflamação e na permeabilidade esofágica.

“Esses dados sugerem, portanto, que o receptor TRPV1 é um alvo terapêutico a ser explorado no tratamento do refluxo gastroesofágico não erosivo”, avaliou o pesquisador.

Expandindo fronteiras

Em sua terceira edição, o INFLAMMA reuniu cerca de 300 pessoas na Faculdade de Direito de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FDRP-USP).

“O simpósio começou pequeno, como uma atividade de difusão do CEPID, mas tem atraído a cada ano mais pesquisadores de todo o país. Este ano temos participantes de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Acre, Paraná, Santa Catarina e Ceará – além dos 22 palestrantes, sendo oito estrangeiros”, contou Fernando de Queiroz Cunha, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP) e coordenador do CRID.

Segundo Cunha, para ampliar ainda mais a interação com pesquisadores de outros estados, a ideia é levar o simpósio para fora de São Paulo em 2018.