e-commerce fatura R$ 3,8 bi na Semana Brasil

Durante a Semana Brasil, evento promocional realizado entre os dias 03 e 13 de setembro, o comércio eletrônico faturou R$ 3,8 bilhões, valor 72,6% maior em relação a 2019. O número de pedidos cresceu 60,9%, para 8,7 milhões. Os dados são de um levantamento realizado pela Neotrust/Compre&Confie, em parceria com a Associação Brasileira de Comercio Eletrônico (ABComm). O ticket médio chegou a R$ 435, alta de 7,3%, e as categorias mais compradas foram Telefonia, Eletrodomésticos, Informática, Moda e Acessórios. Na análise por região, o Sudeste aparece em primeiro lugar, com 62,6% de pedidos, seguido pelo Sul (14,9%), Nordeste (14,8%), Centro-Oeste (5,7%) e Norte (1,9%).

48% das empresas solicitaram crédito na pandemia

Durante a pandemia, 48% das empresas realizaram pedidos de crédito. Para o setor, as instituições financeiras estavam restritivas e exigiam grandes garantias para aprovação do recurso. Segundo um levantamento da FecomercioSP, 67,4% dos empreendedores precisariam de taxas de juros mais vantajosas e, para 27,2%, seria necessário maior prazo de carência para iniciar o pagamento das parcelas. O estudo aponta que metade dos entrevistados não tiveram necessidade de fazer empréstimo, 18% não conheciam quais linhas estavam disponíveis para o negócio, 16% consideraram o processo burocrático e 12% estavam negativados. Os maiores endividamentos das empresas ocorrem com Fornecedores (36,1%) e Folha de Pagamentos (30,1%). A FecomercioSP representa 1,8 milhão de empresários.

Fusões e aquisições com norueguesas no Brasil têm queda no semestre

O número de operações de fusões e aquisições envolvendo empresas norueguesas no Brasil caiu, no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2019, passando de cinco para dois. Além disso, o percentual da participação norueguesa, que representava 2,5% dessas operações entre janeiro e junho de 2019, caiu para 1,4%, totalizando 141 operações. Os dados são da pesquisa trimestral de fusões e aquisições realizada pela KPMG.

Este ano, as fusões e aquisições no Brasil tiveram a participação de empresas de 26 países. Das duas operações envolvendo norueguesas este ano, de janeiro a junho, todas se referiam à entrada no de capital no Brasil, originado pela compra de ativos pelos noruegueses.

“A queda do número de fusões e aquisições das empresas da Noruega no Brasil reflete a retração da economia global frente aos desafios impostos pela pandemia da covid-19. Apesar disso, o Brasil continua sendo um parceiro estratégico da Noruega, principalmente, no setor de energia e recursos naturais. A expectativa é que haja uma recuperação já a partir do segundo semestre”, analisa o sócio do Norwegian Desk da KPMG, Leandro Pereira.

Estudo aponta R$ 36 bi em oportunidades no segmento B2B com 5G

Um dos temas recorrentes dos debates do Painel Telebrasil 2020 tem sido o potencial de desenvolvimento de diferentes áreas da economia com a chegada do 5G. Mas para as operadoras de telecomunicações, o 5G também representa uma oportunidade de diversificação de modelos de negócio e oferta de serviços, aponta o estudo Potencial de Negócios 5G no Brasil, elaborado pela Ericsson.

Segundo o estudo, o mercado de IoT e 5G que se abre para as empresas será da ordem de R$ 67 bilhões em 2030. Ele identifica algumas oportunidades de receita e aponta alguns caminhos. A íntegra do estudo está disponível aqui.

O estudo foi feito a partir de levantamentos da consultoria Arthur D. Little, que avaliou mais de 200 casos de uso em 10 setores diferentes e um conjunto de clusters de casos de uso business-to-business (B2B) habilitados para 5G e apontou cinco estratégias considerando as principais cadeias de valor do País. O estudo indica ainda que:

· As receitas dos serviços tradicionais devem permanecer estagnadas até 2030, enquanto as oportunidades de digitalização B2B crescerão em um ritmo muito mais rápido.

· Até 2030, as oportunidades de B2B em 5G para provedores de serviços podem representar até 36% sobre as receitas dos serviços disponíveis atualmente.

· A captura desse potencial de mercado depende de ações imediatas das operadoras.

Empresas brasileiras lideram investimento em dados para tomada de decisões, indica IDC

Com um score médio de 52,47, as empresas brasileiras detêm a maior pontuação em pesquisa que avalia como organizações que investem na criação de recursos de dados para insights (Data 2 Insights – D2I) por meio de pipelines de dados e análises modernos. O estudo “Infobrief – Dados como a nova água: a importância de investir em pipelines de dados e análises”, foi encomendado pela Qlik, multinacional referência em data analytics, e realizado pela consultoria IDC junto a 1,2 mil líderes de negócios em 11 países.

As organizações foram avaliadas em relação ao seu desempenho nas quatro áreas do pipeline de dados: identificação, coleta, transformação e análise de dados corporativos, com uma escala medida de 0 a 100. Os brasileiros aparecem à frente de indianos (47,39), norte-americanos (46,52), australianos (42,39) e britânicos (40,80), e ficam 17 pontos à frente dos franceses, piores colocados (34,93).

As descobertas geográficas do estudo mostram que existem diferenças importantes na maneira como cada país e região aproveitam os dados. A região das Américas (EUA, Brasil, Canadá) obteve a pontuação média mais alta de 45 pontos, seguida pela APAC (Índia, Cingapura, Japão, Austrália) com 41,8 e EMEA (Reino Unido, França, Alemanha) com 37,8. As Américas estão vendo um aumento acima da média no lucro (19%), enquanto a APAC está vendo uma melhoria na eficiência acima da média (19,7%).

Entre os benefícios dos investimentos, de forma geral, 90% dos líderes responderam que o lucro melhorou, em média, 24%; 88% disseram que a eficiência operacional aumentou, em média, 21%; e 86% apontaram que a receita cresceu, em média, 23%.

Além de receita e lucro, um dos fatores que mais influenciam na pontuação D2I é o aumento na satisfação/lealdade do cliente, essencial para as empresas em um mercado impactado pela pandemia da Covid-19. A média geral de aumento nessa categoria foi de 19,7%, com a Austrália liderando com uma melhoria de 27% e a APAC tendo a maior média de melhoria em 21,5%, seguida pelas Américas em 19,6 e EMEA em 17,3%.

A pesquisa foi realizada entre fevereiro e março de 2020, com diretores, vice-presidentes e c-levels de organizações com mais de 1 mil funcionários de diferentes setores, incluindo educação, finanças, governo, saúde, manufatura, varejo/atacado, transporte, comunicação e serviços públicos. A partir do documento, IDC e Qlik disponibilizam também a ferramenta on-line D2I Data-to-Insight Assessments para que mais empresas possam contribuir continuamente, avaliar pontos fortes e fracos e ter acesso a um conjunto de recomendações para apoiar e concentrar os investimentos estratégicos.

Brasil supera a marca de 100 mil bots criados

Já foram lançados no Brasil 101 mil robôs de conversação. Trata-se de um aumento de 68% em relação ao número acumulado até agosto do ano passado, que era de 60 mil bots. Os números fazem parte do Mapa do Ecossistema Brasileiro de Bots 2020, lançado na quarta-feira, 16, durante a edição digital do evento Super Bots Experience. Trata-se do quarto ano consecutivo de publicação desse relatório, que é produzido por Mobile Time a partir de informações prestadas por desenvolvedores de chatbots e voicebots. Participaram do levantamento 97 empresas que desenvolvem robôs de conversação e/ou fornecem soluções para o seu desenvolvimento e que atuam no Brasil.

Desses 101 mil bots criados até hoje no País, 24 mil se encontram em operação atualmente. Eles trafegam 2,2 bilhões de mensagens por mês, o que representa um crescimento de 120% em um ano. Em média, por mês, cada um desses robôs conversa com 8 mil usuários únicos e troca 92 mil mensagens.

O Mapa do Ecossistema Brasileiro de Bots traz também informações sobre os canais mais povoados por bots, os propósitos mais comuns, as ferramentas mais utilizadas pelos desenvolvedores e seus modelos de negócios preferidos. O relatório pode ser baixado de graça neste link:
https://panoramamobiletime.com.br/mapa-do-ecossistema-brasileiro-de-bots-2020/

Venda de vermífugos e antiparasitários cai quase 80% em agosto

São Paulo – Após dois meses de forte alta, as vendas dos medicamentos antiparasitários e anti-helmínticos, como a Ivermectina, registraram queda no mês de agosto. Segundo dado do levantamento realizado pela Linx, líder e especialista em tecnologias para o varejo, em parceria com o Fundação Getúlio Vargas (IBRE FGV), a quantidade do medicamento vendida caiu 78,5% em relação a julho deste mesmo ano.

Segundo a análise, a queda nas vendas ocorreu no mesmo período em que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização do medicamento sem prescrição médica. Apesar da falta de comprovação científica, o remédio foi alvo de uma intensa busca por ser considerado “preventivo” contra o novo Coronavírus e viu seu crescimento disparar. Em junho, as vendas haviam subido 235% em relação ao mês de maio, e em julho, 54% em relação ao mês anterior.

A classe mais vendida em agosto, com 13,7% de representatividade no volume total, foi a de antirreumáticos, como a Hidroxicloroquina, e anti-inflamatórios não esteroidais, como o Ibuprofeno. Esses medicamentos reassumiram a liderança dos mais vendidos, já que no mês anterior figuravam em segundo lugar. A segunda posição em vendas do mês ficou com os analgésicos e antipiréticos, como Dipirona sódica e Paracetamol, com 12% de vendas. Fecham o top 3, com 11%, os contraceptivos hormonais.

São Paulo mantém liderança

Os paulistas continuam sendo os que mais compraram em farmácias, com 34,8% de importância relativa em faturamento nacional, seguido pelo Rio de Janeiro, com 11%; Minas Gerais, com 9,5%; Rio Grande do Sul, com 7%; e Paraná, com 6,9%. Os medicamentos do tipo genérico foram os mais vendidos, com pouco mais de 30% do total, mesmo número em relação ao mês de agosto de 2019.

O ticket médio nacional em agosto de 2020 ficou na faixa de R$ 45, um crescimento de 21% em relação ao mesmo mês no ano anterior. O estado de maior valor médio foi Rondônia, com mais de R$ 60, seguido do Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso.

Os dados foram obtidos a partir da análise de mais de 120 milhões de produtos farmacêuticos, em farmácias da base Linx, sendo mais de 56 milhões de notas de compra, comparando os três últimos meses de agosto.

Fusões e aquisições com chinesas no Brasil se mantiveram estáveis

O número de operações de fusões e aquisições envolvendo empresas chinesas no Brasil se manteve estável no primeiro semestre de 2019 com relação ao mesmo período deste ano. Nesses períodos, foram concretizados, respectivamente quatro negócios. Por outro lado, em 2019, o percentual da participação chinesa representava 2% do total de negócios fechados (203) em janeiro a junho enquanto este ano foi de 2,8% do total de 141 operações. Os dados são da pesquisa de fusões e aquisições realizada pela KPMG, trimestralmente.

Segundo a pesquisa, este ano, as fusões e aquisições no Brasil tiveram a participação de empresas de 26 nacionalidades. A China ficou em 10º lugar entre os países que mais concretizaram transações no Brasil. Das quatro operações envolvendo a China, de janeiro a junho, todas se referiam à entrada de capital no país com a compra pelos chineses de ativos brasileiros e até mesmo estrangeiros estabelecidos no Brasil.

“Apesar de o número de transações ter se mantido estável, a participação das chinesas aumentou frente ao número total de operações realizadas no país. São números que confirmam que o Brasil é um parceiro estratégico para a China”, analisa o sócio da KPMG e líder do Chinese Desk no Brasil e América do Sul, Davi Wu.

Salário médio de homem branco supera em até 159% o de mulher negra

No Brasil, um homem branco que cursou o ensino superior em uma instituição pública ganha, em média, R﹩ 7.892. Já uma mulher negra formada no mesmo tipo de faculdade recebe, em média, R﹩ 3.047.

Trata-se de uma diferença de 159%, a maior constatada por pesquisadores do Insper que analisaram as disparidades salariais no país associadas ao tipo de instituição em que se concluiu os ensinos médio e superior.

A segunda maior, de 128%, foi verificada entre o salário de homens brancos e o de mulheres negras que estudaram em instituições privadas no ensino superior. Eles embolsam, em média, R﹩ 6.627, enquanto elas, R﹩ 2.903.

A diferença persiste mesmo quando os pesquisadores olharam os dados para cada ocupação. No caso de médicos formados em instituições públicas, ela chega a 136%, com o salário médio de homens brancos em R﹩ 15.056 e o de mulheres negras em R﹩ 6.370.

Feito por Beatriz Caroline Ribeiro, Bruno Kawaoka Komatsu e Naercio Menezes Filho , o estudo “Diferenciais Salariais por Raça e Gênero para Formados em Escolas Públicas ou Privadas” foi publicado em julho deste ano.

Em todos os cenários analisados, homens brancos têm o maior salário médio e, na outra ponta, mulheres pretas e pardas, o menor.

Em relação aos indivíduos que cursaram ao menos o ensino médio, a maior diferença salarial, de 105%, ocorre entre homens brancos e mulheres negras que se formaram em escolas privadas. O salário médio deles é de R﹩ 3.672 e o delas, de R﹩ 1.792.

A pesquisa, cuja íntegra pode ser acessada aqui https://www.insper.edu.br/wp-content/uploads/2020/07/Policy-Paper-45.pdf , foi feita com base nos dados dos suplementos educacionais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do IBGE, de 2006 a 2018. As informações se referem a pessoas de 25 a 59 anos.

57% das empresas focam em planejamento de curto prazo

O Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral, 9ª melhor escola de negócios do mundo, de acordo com ranking do jornal britânico Financial Times, e a ANPEI (Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras), principal associação de promoção da inovação no país, trazem uma nova rodada da pesquisa sobre os impactos da Covid-19 em empresas inovadoras. No primeiro levantamento foi possível avaliar em que medida e como as empresas esperavam inovar inovar frente à mudança de cenário. Agora, passados quatro meses desde a chegada da pandemia ao país, o objetivo é avaliar se as estratégias adotadas foram eficientes e quais desafios foram superados ou surgiram no período.

Intitulada “Empresas Inovadoras e a Pandemia da COVID-19: uma reavaliação”, a pesquisa foi aplicada entre os dias 15 de junho e 09 de julho e contou com a contribuição de 152 respondentes, sendo eles executivos de empresas dos diversos setores da economia: indústria, serviços, saúde, educação, agricultura e tecnologia.

Permaneceu a percepção de alteração das agendas prioritárias das empresas desde o início da pandemia. Quando questionadas sobre a postura para equilíbrio das agendas de curto e de médio e longo prazos, uma maior parcela das empresas (57,2%) disse estar focada no curto prazo, mas também planejando estratégias sobre novos negócios, produtos e processos para os médio e longo prazos. Na primeira pesquisa, este número girava em torno de 50,9%. Outro dado importante que a pesquisa traz é a queda significativa das empresas que estavam focadas exclusivamente no curto prazo, 5,9% ante 12% em abril.

“É possível observarmos a reação de alguns segmentos frente à crise: no de tecnologia, por exemplo, a maior parte das empresas não demonstrou ter sofrido impacto negativo até o momento. Já a indústria, bem como no primeiro levantamento realizado, segue sendo desfavorecida, com 54% dos respondentes afirmando serem perceptíveis as consequências prejudiciais”, comenta Carlos Arruda, Gerente Executivo do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral .

“As empresas de todos os portes e setores parecem ter se adaptado melhor do que a expectativa inicial sugerida, de forma que não foi observado um aprofundamento dos impactos negativos sobre as atividades delas”, diz Humberto Pereira, Presidente da ANPEI. “Dessa forma, a crença anterior de que a partir de maio ou junho os inconvenientes começariam a ser sentidos caso a pandemia perdurasse, não se confirmou”.

Outro ponto interessante trazido pela pesquisa foram as respostas obtidas com os questionamentos sobre os impactos prejudiciais do “novo normal” nas atividades de PD&I (pesquisa, desenvolvimento e inovação) das empresas. 53,3% dos respondentes afirmaram não terem sentido tais efeitos, contra 41,4% que os relataram e outros 5,3% que ainda não souberam responder.

“A percepção de impacto da crise nas atividades de PD&I das empresas aumenta de acordo com o porte. As grandes empresas parecem ter sido as mais negativamente afetadas no que tange estas atividades, com 53% do grupo afirmando essa percepção. Por outro lado, as microempresas foram as menos abaladas, com apenas 27% percebendo impactos negativos”, diz Carlos Arruda.

“Provavelmente, este fenômeno se dá pela natureza do negócio das microempresas, que na nossa amostra tendem a ser de serviço e tecnologia, havendo uma mais fácil transposição das atividades de PD&I para o home office”, diz Humberto.

Quarentena estendida

Já no que tange um possível aumento das medidas de isolamento social no Brasil, o que levaria a uma nova redução nas atividades econômicas do país, a expectativa desses empresários é de agravamento. Quando perguntados, dentro dessa perspectiva, qual prazo máximo dariam para que os impactos nas atividades de PD&I não sejam aprofundados, 33,3% disseram que a partir de setembro, enquanto 25,4% entendem que os impactos no setor virão em julho. Dentre os que disseram não ter sentido impactos negativos, grande parte (49%) concorda que não haverá mudanças, independentemente da duração da quarentena.

“Dentre aqueles que trabalham com a possibilidade de consequências futuras com provável redução das atividades de PD&I, apenas 11,2% acreditam que haverá uma perda de equipes especializadas sem perspectivas de retomada”, aponta Arruda.

“Outros 7,2% acreditam que haverá uma perda de laboratório, centro de PD&I e projetos, sem perspectivas de retomada” alerta Humberto Pereira, da ANPEI .