Vendas de Dia dos Pais devem crescer 5% em SP

Dia dos Pais deve movimentar R$ 52,3 bilhões no varejo de SP - Núcleo de  Varejo

Uma das principais datas do varejo no segundo semestre, o Dia dos Pais deve aquecer as vendas do setor. De acordo com uma pesquisa realizada pela FCDLESP (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo), com a participação das principais CDLs do Estado, neste ano, o crescimento deve ser de 5%.

Com a expectativa de saída do estado da Fase Emergencial do Plano São Paulo, os comerciantes relatam que o bom desempenho das vendas está ligada à flexibilização. Segundo a entidade, durante o período de maior restrição, o comércio perdeu cerca de 30% do faturamento.

“Com os estabelecimentos abertos e uma maior flexibilidade do horário de funcionamento, o Dia dos Pais é esperado para grande parte dos lojistas. A data estimula a compra e com avanço na vacinação, o consumidor fica mais confiante para ir às compras”, explica o presidente da FCDLESP, Maurício Stainoff.

Segundo o levantamento realizado pela FCDLESP, o consumidor está em busca de variedade, mas o setor de vestuário e calçados deve apresentar o melhor desempenho e setor de eletrônicos também ficará com uma porcentagem das vendas. Na hora da compra, a entidade afirma que além dos pais, os avós também devem ser presenteados na data.

Mesmo com o bom desempenho do varejo no digital, a maior parte do volume de vendas vai permanecer no varejo físico. De acordo com a pesquisa, cerca de 65% dos lojistas esperam que o comércio de rua e os shoppings recebam alta demanda. Bares e restaurantes foram significativamente afetados durante as fases mais restritivas, com a flexibilização, também devem apresentar um cenário positivo.

O estado de São Paulo deve anunciar o fim da fase emergencial e planeja flexibilizar as medidas de restrições a partir de 1° de agosto. Com a medida, o horário de funcionamento e capacidade de funcionamento deve aumentar. A entidade varejista se mostra otimista, espera que o setor demonstre sinais de recuperação para o segundo semestre e uma possível retomada econômica.

“Acreditamos que a flexibilização trará um impacto positivo para o varejo. Os estabelecimentos dependem do funcionamento completo e mais flexível para que a economia se estabeleça e seja possível uma retomada do setor. A vacinação, o emprego e renda garantem a retomada consistente e contínua das vendas”, finaliza Stainoff.

57% dos brasileiros fazem compras online em sites estrangeiros

Sete em cada dez consumidores usam smartphone para compras online | Hermano  Mota

De acordo com um levantamento anual do PayPal, 57% dos compradores digitais fizeram pelo menos uma compra no exterior em 2020. Desse número, 78% das compras foram realizadas pelo smartphone. Os principais países em que os brasileiros compram são China (com 56% de respostas dos entrevistados), Estados Unidos (com 26%) e Japão (com 7%). Quase um quarto (23%) das compras no exterior usaram a carteira do PayPal como método de pagamento.

Ainda segundo a pesquisa, 38% dos brasileiros que compram online estão mais dispostos a fazer compras internacionais agora do que antes da pandemia. Este é o segundo maior aumento entre os 13 mercados pesquisados, atrás somente do México. A busca por melhores preços no mercado internacional é uma das principais motivações para 62% dos pesquisados, seguida pela capacidade de encontrar produtos novos e interessantes (32%), e ter acesso a itens que não podem ser encontrados tão facilmente no Brasil (29%).

Para 18% dos brasileiros, o idioma ainda é um fator determinante quando acessam marketplaces internacionais. Questionados, eles responderam que, se o atendimento não estivesse disponível em português, não teriam realizado a compra.

Cerca de 80% dos brasileiros que responderam à pesquisa disseram ter experimentado novas marcas ao comprar online em 2020 – assim como afirmam ter desenvolvido novos hábitos de consumo durante a pandemia. Por outro lado, 40% dos entrevistados pela pesquisa afirmaram que a instabilidade da internet os impediu de realizar pelo menos uma compra no ano passado.

A conclusão do Borderless Report 2021 é de que a onda de digitalização que atingiu o mundo inteiro, refletida no aumento de 28% na penetração global da internet, revelou que os 13 mercados estudados passaram a ter mais em comum do que o que os diferenciava. Países com alta adoção de e-commerce, como os Estados Unidos, cresceram 10 anos em apenas 90 dias; e países com menor penetração experimentaram migrações massivas para as compras online, lideradas por países altamente dinâmicos, como o Brasil.

Estudo mostra que seguro de viagem é mais atraente para viajantes a negócios

Casablanca Turismo Viajantes a negócios são desconectados da política de  viagens

São Paulo – Pesquisa publicada pela Chubb conclui que os viajantes a negócios de todo o mundo, incluindo da América Latina, acreditam que a pandemia e as restrições de viagens relacionadas à crise sanitária afetaram negativamente sua eficácia no trabalho, bem como a capacidade de seus empregadores de desenvolver negócios, servir aos clientes e manter relações comerciais.

Ao mesmo tempo, os viajantes a negócios dizem que, embora confiem nos protocolos de biossegurança das companhias aéreas, não acreditam inteiramente nas medidas de autocuidado de seus companheiros de viagem. Por isso, dão maior importância ao seguro de viagem que possuem e analisam com maior atenção as coberturas que lhes proporcionam.

Entre as conclusões da pesquisa da Chubb, intitulada ‘É hora de voar: o impacto da Covid-19 no presente e no futuro das viagens de negócios’, estão as seguintes:

Na América Latina, 80% dos viajantes a negócios acreditam que, por não poderem ter contato e comunicação direta com seus interlocutores, é impossível para eles perceberem a linguagem corporal ou outras pistas visuais relevantes na hora de fechar um negócio. Globalmente, essa crença é compartilhada por 82% dos participantes.

Quase três em cada quatro viajantes a negócios (74%) na América Latina e no resto do mundo afirmam que são menos eficazes em seu trabalho devido à pandemia e às oportunidades de viagens severamente limitadas. As áreas afetadas incluem atendimento ao cliente e a capacidade de manter relacionamentos com clientes e parceiros de negócios.

87% dos viajantes a negócios se preocuparam com a possibilidade de contrair COVID-19 durante a pandemia e tomam medidas para se proteger, incluindo o uso de máscaras e o distanciamento social. A adesão aos protocolos de saúde é maior entre os viajantes da América Latina, com 87%.

“Uma das descobertas mais interessantes da pesquisa é o quanto os viajantes a negócios de todas as regiões concordam com a afirmação de que a pandemia e as limitações de viagens que a acompanham têm custado aos viajantes e a seus empregadores a capacidade de atender e manter relacionamentos com clientes e parceiros de negócios de maneira eficaz”, enfatiza John Thompson, presidente da Divisão de Acidentes e Saúde Internacional.

No entanto, embora os entrevistados sintam falta das viagens de negócios e dos benefícios das reuniões presenciais, eles reconhecem alguns benefícios de trabalhar virtualmente. Em particular, 70% dos entrevistados latino-americanos afirmam que podem usar de forma produtiva o tempo que gastariam viajando e, embora globalmente 82% afirmem que videoconferências e chamadas telefônicas podem ser alternativas eficazes às viagens de negócios, na América Latina a cifra sobe para 91%.

Seguro de viagem

Apesar de a maioria dos viajantes a negócios terem um alto nível de confiança nas companhias aéreas – 85% dizem que as companhias aéreas estão fazendo todo o possível para manter as viagens seguras – quase 9 de cada dez entrevistados têm receio de seus companheiros de viagem não estarem seguindo os protocolos de biossegurança de maneira responsável.

Por esse motivo, não foi surpresa o fato de o estudo da Chubb revelar que mais de quatro em cada cinco viajantes a negócios (81%) acreditam que a pandemia os fará prestar mais atenção às coberturas de seguro de viagem daqui por diante. Já na América Latina, 89% estarão mais atentos à sua cobertura. Os viajantes a negócios latino-americanos também concordam amplamente (90%) que ter um seguro de viagem os deixa mais tranquilos quando viajam a negócios ou lazer. As previsões acima fazem mais sentido considerando que cerca de 80% dos entrevistados esperam outra pandemia em algum momento no futuro.

O estudo da Chubb é o primeiro desse tipo a ouvir viajantes a negócios em quatro regiões: América Latina, América do Norte, Europa e Ásia-Pacífico. A Chubb pesquisou 2.100 viajantes a negócios, com 20 anos de idade ou mais, que estão atualmente empregados e passaram regularmente a noite em viagens de negócios em um ano normal. A pesquisa foi realizada entre 24 de fevereiro e 30 de março de 2021.

Estudo aponta tendências para mercado de trabalho e setores aquecidos

São Paulo – A consultoria global de recrutamento especializado Robert Half lançou hoje seu mais novo relatório “Demanda por talentos no cenário atual”, que apresenta uma análise a respeito das tendências do mercado de trabalho, áreas, funções e habilidades mais demandadas para o segundo semestre de 2021, além de uma avaliação do movimento de “work from everywhere”.

Tendências nacionais de recrutamento

De acordo com os dados do relatório, as TOP 5 indústrias que mais estão contratando e seguirão aquecidas até o final do ano são: serviços financeiros, tecnologia, e-business/e-commerce, saúde e construção. Além delas, a Robert Half consultou CTOs/CIOs, CFOs e gerentes de contratação em geral para compreender quais são as funções mais demandadas pelo mercado para o segundo semestre.

Para CTOs/CIOs:

Posições permanentes: 1. Segurança de dados, 2. Business Intelligence, 3. Cloud, 4. Administração de banco de dados, 5. Gerenciamento de redes/sistemas;

Posições para contratos especializados: 1. Segurança de dados, 2. Business Intelligence, 3. Gerenciamento de redes/sistemas, 4. Cloud, 5. Desenvolvimento;

Para CFOs:

Posições permanentes: 1. Planejamento Financeiro, 2. Análise Financeira, 3. Gestão contábil, 4. Payroll, 5. Gestão fiscal; 

Posições para contratos especializados: 1. Análise Financeira, 2. Planejamento Financeiro, 3. Relatórios, 4. Gestão fiscal, 5. Auditoria;

Para gerentes de contratação em geral:

Posições permanentes: 1. Pessoal de Vendas (incluindo televendas), 2. Gestão/Administração, 3. Gestão de Projetos, 4. Recursos Humanos, 5. E-commerce/Marketing Digital;

Posições para contratos especializados: 1. Pessoal de Vendas (incluindo televendas), 2. Gestão/Administração, 3. Gestão de Projetos, 4. Talent Acquisition, 5. E-commerce/Marketing Digital;

Cresce a demanda por um conjunto de habilidades mais abrangente

Em resposta à evolução da pandemia e aceleração dos processos de transformação digital, as empresas passaram a demandar que os candidatos demonstrem um conjunto de habilidades mais abrangente e diverso. Na visão dos recrutadores entrevistados, os maiores impactos da abrupta digitalização foram o aprimoramento de habilidades estratégicas e de planejamento, a necessidade de uma comunicação mais assertiva e colaborativa com a equipe, capacidade de trabalhar de forma mais flexível/remota e o surgimento de novas responsabilidades (mais técnicas e complexas).

Confirmando a tendência de fortalecimento dos aspectos comportamentais, as soft skills seguem em alta, com destaque para: comunicação, liderança, visão do negócio e pensamento criativo.

Ainda, quase 70% dos profissionais (69%) acreditam que a transformação digital vai exigir mais qualificação dos candidatos na busca por um emprego. A habilidade para usar dispositivos e softwares específicos, a capacidade de processar e analisar dados, bem como o conhecimento de ferramentas de colaboração e comunicação, também estão em alta demanda por conta dos avanços das práticas de trabalho remoto/híbrido.

Para especialistas em Tecnologia: forte demanda por desenvolvedores das seguintes linguagens: Java/.Net/PHP com experiência em cloud (Azure). Adicionalmente, existe alta demanda por profissionais de Cybersecurity – com programas de SIEM.

Para funções Financeiras e Contábeis: especialistas em ferramentas de BI com foco em transformação digital para a área de Finanças

Para cargos Administrativos: maior ênfase para profissionais com conhecimentos em programação de computadores, análise de negócios e tecnologia da informação nos anúncios de vagas

Para as funções de Marketing, Publicidade e Comunicação: alta demanda por profissionais com conhecimento de ferramentas de análise de dados e todo o universo digital (social media, content marketing, gestão de projetos, gestão de performance)

“À medida que o plano de vacinação avança pelo país e os negócios continuam em direção ao crescimento e à recuperação, as empresas devem se certificar de que contam com a força de trabalho mais preparada para o momento de retomada. Qualificar e treinar os colaboradores para atender às novas necessidades do negócio, além de buscar profissionais qualificados no mercado, tendem a ser as principais preocupações dos executivos para o segundo semestre de 2021”, destaca Fernando Mantovani, diretor geral da Robert Half para a América do Sul. “Logo, para além da remuneração, as companhias também precisam reforçar as políticas de atração e retenção, ou correrão o risco de perder talentos para o mercado em um momento crítico de retomada dos negócios”, finaliza Mantovani.

Diante desse cenário, os recrutadores apontaram que as empresas em que trabalham têm facilitado a adoção de novas tecnologias para a equipe por meio da comunicação clara dos benefícios gerados por elas, programas de treinamento e aprendizagem que facilitem a transferência de conhecimento, como também programas de mentoria. Quase metade dos profissionais (49%), por outro lado, revelaram que seus gestores não forneceram treinamento adequado para ajudá-los a lidar com as novas tecnologias no trabalho, o que resulta em uma sensação de despreparo.

A qualificação, inclusive, de acordo com os colaboradores, é um dos focos para o semestre, de modo que 37% dos profissionais afirmaram querer aperfeiçoar habilidades tecnológicas até o final do ano, 32% disseram que priorizarão o aperfeiçoamento das competências de comunicação e 28% apontaram esforços para evoluir em planejamento e organização. Os profissionais também indicaram as TOP 3 formas de assistência de treinamento que mais gostariam de receber até o final de 2021: treinamentos práticos (38%), mentoria (36%) e consultorias especializadas (24%).

“Work from everywhere” é uma tendência que se fortalece

A pandemia contribuiu significativamente para a evolução dos modelos de trabalho remoto e híbrido, abrindo espaço para a força de trabalho “eveywhere”. Desde março de 2020, 80% das posições trabalhadas pela Robert Half foram 75% ou 100% remotas, com exceções para as vagas em serviços considerados essenciais. Em 2019, apenas 5% tinham essa característica.

Conforme dados do estudo, 61% dos trabalhadores se identificam como “homesteader” (que preferem o home office), 21% como “office dweller” (que adoram o clima do escritório), e 15% como “coffee shop traveller” (que preferem trabalhar de outros lugares).

Hoje, quase 15 meses após o início das medidas de restrição de circulação, as equipes híbridas (nas quais alguns funcionários trabalham remotamente e outros no escritório) são vistas como a melhor forma de trabalho por muitos empregadores e colaboradores. A possibilidade de oferecer mais flexibilidade ao colaborador e melhorar sua qualidade de vida são os principais benefícios apontados pelas empresas. Nessa linha, a opção de trabalho remoto e flexibilidade de horário estão entre os benefícios não-financeiros mais buscados pelos colaboradores quando o assunto é equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Metodologia

Os dados sobre empregadores mencionados ao longo deste relatório são provenientes de uma pesquisa online encomendada pela Robert Half a 1.500 executivos, realizada em março de 2021. Foram 300 entrevistas por país, incluindo Alemanha, Bélgica, Brasil, França e Reino Unido. Entre os entrevistados estavam Gerentes Gerais, Diretores Financeiros e Diretores de Tecnologia com responsabilidades de contratação pertencentes a empresas de pequeno (50-249 funcionários), médio (250-499) e grande (mais de 500 funcionários) portes do setor privado, público e empresas listadas publicamente.

Os dados dos colaboradores/profissionais citados neste relatório são um conjunto de resultados de pesquisas online realizadas pela Robert Half na Austrália, Alemanha, Bélgica, Brasil, França, Holanda e Reino Unido durante o período de março de 2021 a abril de 2021.

Estudo revela lacuna de conhecimento e acesso a serviços financeiros

São Paulo – Estudo global da Mambu, líder mundial em soluções de core bancário na nuvem, mostra que tanto os clientes com conta em banco quanto os não-bancarizados estão insatisfeitos com os serviços financeiros disponíveis. Os brasileiros bancarizados alegam que não se sentem bem atendidos pelos seus bancos, já os desbancarizados acreditam que os bancos não facilitam o acesso aos seus serviços.

A pesquisa revela ainda que, embora os avanços tecnológicos recentes tenham levado os serviços financeiros a um número cada vez maior de pessoas, a acessibilidade financeira ainda precisa se desenvolver para atender as expectativas dos clientes. De acordo com o levantamento, 56% das pessoas bancarizadas no mundo gostariam de ter acesso a outros produtos. Entre os brasileiros consultados, esse percentual é de 61%.

Os não-bancarizados acreditam que o acesso aos bancos seria facilitado por meio de serviços mais personalizados (29%), disponibilidade de mais serviços móveis e baseados na internet (29%), se as instituições informassem melhor como abrir uma conta (25%) e tornassem o processo de abertura mais simples (24%), agências mais perto de suas casas (18%) e disponibilidade de serviços específicos para expatriados e sem-teto (18%).

“No mundo todo, mais de 1,7 bilhão de adultos não têm conta no banco e os dados geralmente apontam para mercados emergentes e barreiras geográficas de acesso. Mas a verdade é que uma lacuna de acessibilidade tamanha não pode ser ignorada”, afirma Sergio Costantini, diretor-geral da Mambu no Brasil.

“A personalização será fundamental para os bancos que quiserem evitar ser marginalizados por novos players que oferecem mais inclusão e acesso. As instituições financeiras precisam usar a tecnologia disponível a fim de entender os hábitos dos seus clientes e, em contrapartida, antecipar suas necessidades, com recomendações e serviços hiper personalizados”, complementa o executivo.

A diferença entre ter ou não uma conta bancária pode parecer bastante simples, mas a pesquisa encontrou uma lacuna de acessibilidade financeira entre os dois grupos, bem como uma falta de compreensão sobre acessibilidade. Uma prova disso é que 81% dos adultos com conta bancária sentem que sua situação seria melhor se eles tivessem mais informações sobre o funcionamento do mundo das finanças. Isso vale também para 58% dos entrevistados sem conta bancária. No Brasil, esse percentual salta para 92% considerando os dois grupos.

O cenário de falta de conhecimento ficou ainda mais evidente durante a crise de COVID-19. Para 77% dos entrevistados no mundo, a pandemia deixou clara a importância da compreensão e do acesso a uma ampla gama de serviços financeiros – 83% entre os brasileiros. Todavia, de acordo com os consumidores, as instituições financeiras não estão tomando as medidas necessárias para aumentar a acessibilidade.

Há uma demanda clara por mais conscientização e educação sobre os serviços financeiros, e os bancos precisam assumir essa função para atender as necessidades de seus clientes. Entre os entrevistados do Brasil, 62% afirmam buscar informações na internet, 28% com os seus bancos e 21% com os familiares.

Quando perguntados sobre a responsabilidade em relação à educação financeira, 43% dos brasileiros acreditam que as escolas deveriam ser as responsáveis, 40% acreditam que esse deveria ser um papel das instituições financeiras e 38% que a responsabilidade deveria partir do governo. Já o índice global aponta que 56% acreditam que a tarefa cabe às instituições financeiras.

Este é o segundo estudo da Disruption Diaries, recém-lançada série de estudos da Mambu. A iniciativa busca entender o que os clientes pensam sobre as principais tendências que impulsionam o desenvolvimento da indústria de serviços financeiros, em um esforço para identificar oportunidades para bancos e outras instituições.

No Brasil, 64% dos jovens têm interesse em empreender

São Paulo – Pelo terceiro ano consecutivo, Herbalife Nutrition encomenda uma pesquisa global sobre empreendedorismo, conduzida pela OnePoll. Este ano o levantamento revela como os jovens encaram o desafio de empreender. A pesquisa realizada no mês de abril, em 35 países, ouviu 25 mil pessoas com idade entre 18 e 40 anos, incluindo 500 brasileiros.

O estudo mostra que, globalmente, 74% dos entrevistados sonham em se tornar empreendedores, sendo que 16% deles já possuem um negócio. Eles também acreditam que é mais fácil começar aos 28 anos, em média. E metade deles afirma que sua idade aumentaria as chances de sucesso.

Independência pessoal e profissional

Como principal fator motivador, “tornar-se meu próprio patrão” apareceu com 48% nos dados globais e 59% para os brasileiros, seguido pela capacidade de “seguir sua paixão” com 44% e 48%, respectivamente.

No entanto, mais de três em cada 10 entrevistados no mundo disseram que procuram sustentar sua família (37%), o que no Brasil sobe para quatro em cada 10 (41%). Os jovens com um todo também afirmam querer mais flexibilidade em seu trabalho (32%) e o mesmo desejo aparece para 28% dos brasileiros.

Os resultados globais revelaram ainda que 31% dos jovens veem o empreendedorismo como uma oportunidade para uma mudança de carreira, enquanto 26% buscam complementar a renda depois que suas horas de trabalho foram reduzidas, por conta da pandemia – dado que também aparece para 22% dos brasileiros.

Idade x Experiência Profissional

Mundialmente 60% dos entrevistados afirmaram que suas ideias pareciam não ser levadas em consideração em funções anteriores – percentual também parecido por aqui, com 63%.

Mas, ao mesmo tempo em que os jovens têm mais facilidade em lidar com novas tecnologias, também há inseguranças. No mundo, 51% deles temem não serem levados a sério por causa de sua idade, dado que também apareceu para 46% dos brasileiros.

Os jovens percebem a importância de ter uma bagagem para seguir com um negócio próprio e, tanto no mundo quanto no Brasil, consideram ser preciso ter cinco anos e meio de experiência antes de colocar este plano de empreender em prática.

74% dos jovens sonham em ter seu próprio negócio, revela pesquisa global da  Herbalife Nutrition - Na Cuia da Cris

Os brasileiros também esperam enfrentar muitos desafios pelo caminho, como criar e implementar uma estratégia de marketing (34%), ganhar o suficiente para compensar os custos (49%) e financiar seus negócios (28%).

Os resultados globais também descobriram que 63% acreditam que sua geração enfrenta desafios únicos ao iniciar um negócio, em comparação com as gerações anteriores – o que também pensam 59% dos jovens brasileiros.

Essa é a terceira pesquisa global realizada pela Herbalife Nutrition. A primeira, realizada em 2019, fez um levantamento sobre o sonho de empreender de pessoas ao redor do mundo, suas motivações e os principais desafios que enfrentam ao abrir o próprio negócio. Já o levantamento de 2020 investigou os desafios que as mulheres enfrentam no local de trabalho e suas motivações para empreender.

Empreendedorismo no Brasil

Para Jordan Rizetto, diretor geral da Herbalife Nutrition do Brasil, a venda direta é uma das opções de quem busca empreender, conforme colocam vários estudos. “A venda direta possui todo o princípio de micro-empresa: baixa barreira de entrada, baixo capital inicial, ciclos curtos de planejamento, variedade de produtos e muitos negócios que começam em casa. O mercado da venda direta é bem democrático e atende as necessidades destes jovens que estão na faculdade, querem renda extra, sem comprometimento de horários fixos, mas buscam ampliar seus ganhos com autonomia e do seu jeito”.

De acordo com estimativas da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), realizada anualmente, o ano de 2020 mostrou um alto crescimento no número de empreendimentos. A análise, que levou em conta o histórico de dados da GEM, mostra que a onda de empreender é ainda mais intensificada em momentos de recessão, como a que vivemos, já que a perda de empregos, a suspensão de contratos e a diminuição de jornada fazem com que mais pessoas buscam apoio no empreendedorismo.

Números da Pesquisa

Por que os jovens querem começar seu próprio negócio?

MUNDO//BRASIL

• Ser meu próprio chefe 48% 59%

• Seguir minha paixão 44% 48%

• Ajudar minha família 37% 41%

• Ter mais flexibilidade no trabalho 32% 28%

• Querem uma mudança de carreira 31% 22%

• Para complementar a renda devido à redução de horas de trabalho 26% 22%

• Ter mais tempo livre com hora de trabalho reduzidas 22% 16%

• Solucionar um problema/melhorar o mundo 19% 15%

• Insatisfeito com o trabalho atual 15% 19%

• Cansado de morar com os pais/família 10% 13%

Como a idade os ajudaria a começar um negócio?

MUNDO//BRASIL

• Melhor em se adaptar a novas tecnologias 61% 31%

• Mais facilidade em adotar novas tecnologias 46% 28%

• Tem ideias novas e ainda inexploradas 43% 22%

• Mais recursos disponíveis agora do que outras gerações 35% 14%

• Menos medo de falhar 29% 17%

72% dos consumidores vão continuar comprando online

52% dos consumidores pretendem continuar comprando em supermercados online  | Exame

Mesmo com a reabertura das lojas físicas, 72% dos consumidores pretendem continuar comprando pelo comércio online, de acordo com o relatório Future Shopper Report 2021, produzido pela Wunderman Thompson, em parceria com a Enext, em 17 países. Além disso, 73% dos consumidores relataram que o comércio eletrônico está sendo mais importante para eles em 2021. Antes da pandemia, o percentual de intenção de compra online estava na casa de 42% no Brasil. Esse número já chegou a 64% e, hoje, está em 55%.

Estudo mede impacto da pandemia na recolocação profissional

São Paulo – O alto índice de desemprego no Brasil em decorrência da pandemia do covid-19 tem levado profissionais a buscar alternativas para se manter ou retornar ao mercado de trabalho.

Estudo sobre recolocação profissional na pandemia, realizado pela Luandre, uma das maiores consultorias de RH do país, confirmou que 90% dos candidatos entrevistados aceitariam uma oportunidade com salário inferior ao que pretendiam.

A pesquisa realizada em julho de 2021, com profissionais com idade entre 18 e 60 anos, reuniu uma amostra de 935 profissionais desempregados, sendo 52% deles com ensino médio e 30% com ensino superior.

O estudo concluiu que, mesmo entre os profissionais que estão no máximo há três meses desempregados, a maioria aceitaria uma redução salarial. Além disso, 85% dos profissionais também relataram que aceitariam um cargo inferior para se recolocar no mercado, um índice que pouco varia de acordo com idade e formação. No caso de profissionais que não aceitariam a redução de cargo, 68% deles considerariam flexibilizar o salário.

“Percebemos que as pessoas estão mais dispostas a reduzir o salário do que o cargo, pois isso permite uma recuperação menos drástica. Mantendo o cargo é mais fácil para o profissional buscar novas oportunidades que ofereçam maiores salários”, diz Francine Silva, superintendente de seleção da Luandre.

Ainda sobre a questão “cargo”, a especialista ressalta que reduções muito drásticas, como ir de um cargo de gerência para assistente, pode trazer ainda mais dificuldade na recolocação, até mesmo por uma resistência das próprias empresas – “mesmo com a necessidade e a urgência de recolocação, é importante que os profissionais planejem essa redução, principalmente de cargo. As empresas costumam recusar esses candidatos, pois sabem que eles deixarão a empresa na próxima oportunidade. Por isso, o ideal é que seja para um nível abaixo apenas, como ir de analista para assistente, gerente para coordenação/supervisão, para que a retomada da carreira não seja tão difícil e as empresas confiem que o profissional se dedicará efetivamente”.

A pesquisa exclusiva da Luandre também observou que mais da metade dos entrevistados, 76%, consideram a mudança de carreira como alternativa para driblar a situação do desemprego e apenas 15% permanecem resistentes em manter a área de atuação.

Para Fernando Medina, CEO da Luandre, este movimento apontado na pesquisa é consequência do alto desemprego: “são muitas pessoas concorrendo para uma mesma vaga, o que faz com que seja mais difícil e demorado se recolocar. Diante disso, as pessoas acabam aceitando vagas com salários e cargos mais baixos do que tinham anteriormente. Isso gera ainda mais dificuldade para quem quer vagas dentro do seu cargo/salário atuais porque concorrem com pessoas com maior experiência”. “A boa notícia é que, com a retomada do emprego, tudo tende a melhorar” ressalta.

Estudo mostra o que buscam profissionais e recrutadores em TI

São Paulo – A Robert Half, consultoria global de recrutamento especializado, em parceria com o Centro de Liderança da Fundação Dom Cabral, escola de negócios brasileira, lança o estudo “Match Perfeito – o que buscam profissionais e recrutadores”. Com o objetivo de identificar os fatores mais relevantes e o que mais chama a atenção dos recrutadores na hora da contratação, e entender se essas preferências conversam, de alguma forma, com as prioridades dos profissionais – empregados e desempregados – ao avaliarem uma proposta de emprego nos diversos segmentos do mercado: agronegócio, construção, indústria, serviços, tecnologia e varejo.

O estudo revelou que os TOP 3 fatores mais relevantes para a contratação de um profissional de tecnologia são: experiência prévia do candidato (83%), aderência à cultura organizacional (50%) e expectativa salarial do profissional e seu enquadramento com as políticas salariais da empresa (38%). Ao analisar a pesquisa por segmentos do mercado, TI é o setor que mais dá importância à expectativa salarial do profissional (38%) e à indicação por pessoas da empresa (35%). Por outro lado, é o que menos valoriza a disponibilidade geográfica do candidato (1%), indicando forte aderência ao modelo de trabalho remoto.

“Desde o início da pandemia em março de 2020, o profissional de TI vem ganhando mais destaque, pois teve que repensar, viabilizar e colocar em prática boa parte do modelo de negócios em um espaço bem curto de tempo, e a tendência é que a demanda continue alta”, ressalta Caio Arnaes, diretor de recrutamento da Robert Half. “A valorização do setor impacta diretamente no aumento das contratações em diversas áreas da tecnologia e na inflação dos salários, visto que o aquecimento do segmento aumenta a disputa pelos melhores talentos, que se não estiverem amparados por estratégias sólidas de atração e retenção dentro das empresas, provavelmente irão atrás de oportunidades mais interessantes no mercado. Essas questões fortalecem a necessidade das empresas repensarem seus pacotes de benefícios e estratégias de remuneração”, completa Arnaes.

Metodologia:

O “Match Perfeito – o que buscam profissionais e recrutadores” contou com uma pesquisa com 351 profissionais empregados, 349 profissionais desempregados e 714 recrutadores. O período da coleta, de forma online, foi entre 03 e 27 de maio de 2021.

Aumento de fusões e aquisições no varejo foi de 300% no 1º tri, diz KPMG

O segmento de varejo brasileiro fechou o primeiro trimestre deste ano com oito operações de fusões e aquisições. Trata-se de um aumento de 300% na comparação com o mesmo período anterior – quando foram fechados dois negócios. Os dados são de uma pesquisa da KPMG produzida trimestralmente.

O relatório contou com a participação de 43 setores da economia e o segmento formado pelas lojas de varejo ocupou a 10ª posição no ranking setorial das transações realizadas no primeiro trimestre deste ano. O estudo apontou que o setor progrediu em relação ao mesmo período de 2020, quando ocupava a 19ª posição.

A pesquisa também apresentou que, durante todo o ano passado, o setor de varejo registrou dez operações. Todas as transações do segmento concretizadas – tanto no primeiro trimestre deste ano quanto ao longo de 2020 – foram do tipo forma doméstica, ou seja, envolvendo apenas empresas brasileiras.

“A pandemia provocada pela covid-19 impactou todos os setores de forma direta e um dos mais afetados, com certeza, foi o varejo. Esse aumento expressivo no número de fusões e aquisições do setor representa um sinal de recuperação da indústria local e significa que ela está se adaptando à nova realidade dos negócios. O cenário é otimista e há perspectiva de aumento do consumo a curto prazo à medida que a vacinação avança”, afirma o sócio-líder de consumo e varejo da KPMG, Fernando Gambôa.

“Os brasileiros fazendo aquisições no Brasil tem sido o motor das transações este ano. Além disso, está acontecendo um movimento de retomada da presença de estrangeiros no país que tinha sido perdida no ano passado quando a pandemia teve início, o que gerou um contexto de crise e que todas as empresas estavam focadas na sobrevivência e no mercado principal de atuação. Com isso, alguns planos de internacionalização destas empresas foram colocados de lado até que se tivesse um cenário mais previsível. Com expectativa de vacina, as empresas se adaptaram a uma nova realidade e voltaram com os planos de negócios”, analisa o sócio da KPMG e coordenador da pesquisa, Luis Motta.