Preços de pneus variam até 53% no e-commerce

Os preços do segmento de pneus variam até 53% no mercado online. As diferenças foram apontadas em estudo realizado pela PNEX, startup especializada em pneus e serviços automotivos. Na pesquisa, foram considerados produtos referentes às categorias de veículos SUV, Sedan e Hatch, e a amostragem contou com 1400 ofertas. Segundo o levantamento, a maior variação se dá entre os pneus do tipo Aro 17, com 38%. Em análise por veículo, o pneu destinado ao Tiguan apresentou diferenças de preços de até 53%. O estudo também indicou variação entre as marcas presentes no varejo.

Anúncios

Aplicativo utiliza gamificação para diminuir acidentes de trânsito

Como diminuir as 47 mil mortes que ocorrem todos os anos no trânsito no Brasil? Essa foi a pergunta que motivou estudantes de engenharia da USP, em São Carlos, a criarem um aplicativo baseado em gamificação para diminuir os acidentes de trânsito: o Arquimedes. Eles desenvolveram o projeto dentro do Renault Experience (RX), um programa de incentivo a novas startups e tecnologias no Brasil e patrocinado pela montadora de automóveis Renault.

Neste ano, o tema da competição foi Mobilidade como chave para uma sociedade mais eficiente e consciente. Com o Arquimedes, a equipe venceu o programa e recebeu um investimento de R$ 30 mil para desenvolver a iniciativa e um processo de aceleração pela Renault.

“A OMS (Organização Mundial de Saúde) considera acidentes de trânsito como uma doença crônica. Só no Brasil, são cerca de 47 mil pessoas mortas todos os anos, o que gera um prejuízo de R$ 19 bilhões para o País. Desse total de mortes, a falta de atenção é a principal causa, representando 31% dos acidentes fatais. Em conversas com o público, verificamos que o uso do celular é a maior fonte de distração”, conta Vinícius Garcia, chefe-executivo do projeto.

Utilizando esses dados como inspiração, os estudantes criaram o Arquimedes para buscar aumentar a taxa de concentração dos motoristas. O aplicativo funciona assim: primeiro, o motorista escolhe um mascote para acompanhá-lo durante a viagem. Quando a condução começa, o Arquimedes bloqueia todas as notificações de aplicativos que podem distrair o condutor – apenas os aplicativos de controle de mídia, mapas e o próprio Arquimedes continuam enviando alertas.

Conforme a quilometragem do percurso aumenta, o mascote escolhido no Arquimedes vai crescendo e avançando por níveis. “Quando essas evoluções acontecem, o usuário ganha pontos que podem ser trocados por descontos em lojas e instituições parceiras do aplicativo, o que estimula o motorista a adotar condutas que aumentam sua própria segurança”, completa Vinícius Garcia.

Com a ideia inovadora, a equipe, que também é formada por Rosival Neto, Alexandre Bellas, Gustavo Silva, Gabriel Pussoli e Wesley Perissin, passou pelas três fases do RX. Das 400 propostas enviadas inicialmente, eles ficaram entre as dez finalistas e, posteriormente, entre as três premiadas pela Renault.

Durante o processo, os criadores do Arquimedes já tiveram a mentoria do empreendedor Fábio Arazaki, de Curitiba, que contribuiu para o amadurecimento da empresa e da equipe. Após uma sabatina com os executivos da Renault, a premiação foi confirmada, garantindo ao grupo, além do investimento em dinheiro, uma imersão empreendedora de 21 dias em Curitiba, patrocinada pela Renault, cujo objetivo é auxiliar na estruturação e aceleração da startup.

O Arquimedes contou também com o estímulo do professor André de Carvalho, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, e do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (Cemeai), orientou os alunos no desenvolvimento do produto fornecendo um local adequado de trabalho e incentivando o projeto ao longo do processo.

“O projeto é muito criativo e socialmente relevante. Eles levaram a ideia muito a sério, com grande dedicação. O mérito do prêmio é totalmente deles e isso traz um grande orgulho para o campus de São Carlos”, comemora Carvalho.

Sobre o Cemeai

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria tem sede no ICMC e é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) financiados pela Fapesp.

O centro é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em quatro áreas básicas: Otimização Aplicada e Pesquisa Operacional, Mecânica de Fluidos Computacional, Modelagem de Risco, Inteligência Computacional e Engenharia de Software.

Além do ICMC, CCET-UFSCar, IMECC-Unicamp, Ibilce-Unesp, FCT-Unesp, IAE e Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP compõem o Cemeai como instituições associadas.

Leonardo Zacarin/ Assessoria de Comunicação do Cemeai

Grupo da USP desenvolve games que podem ser estudados e modificados

Por Tabita Said – Editorias: Extensão, Tecnologia

Lógica, Geometria, Álgebra Linear, Programação. Você não pensa em nenhuma dessas disciplinas quando está jogando. Mas é a matemática que sustenta a produção de games – desde um jogo de tabuleiro a um jogo digital. Partindo dos números, um grupo de desenvolvedores da USP compreendeu a necessidade de incluir outras áreas do conhecimento, como Design, Música, Letras e Física, levando o usuário a uma experiência mais interativa e diversa em suas criações.

Assim nasceu o USPGameDev, grupo de extensão universitária de pesquisa em desenvolvimento de jogos, que tem como filosofia a Cultura Livre. “Todo o código que usamos para desenvolvimento do jogo fica disponível para as pessoas baixarem, estudarem e até modificarem e redistribuírem”, explica Wilson Kazuo Mizutani, pesquisador do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP e um dos fundadores do grupo.

Uma das frentes do USPGameDev é a exibição de jogos desenvolvidos ao longo do semestre letivo no evento Let’s (test) Play, que está em sua quarta edição. Os visitantes podem jogar à vontade e interagir com os desenvolvedores, que coletam sugestões e críticas.

A última edição foi realizada no dia 29 de junho, no campus Cidade Universitária, em São Paulo. A mostra ocorreu em conjunto com o Glitch Mundo 1.0, um evento nacional de desenvolvedores de jogos, e dedicou espaço para uma “mostra pirata”, na qual todos os interessados – estudantes ou não – poderiam apresentar seus próprios games.

Os gêneros dos projetos variam bastante, tendo jogos em primeira pessoa (a perspectiva gráfica segue do ponto de vista do personagem), RPGs (geralmente ambientado no mundo medieval, contém elementos de progressão e customização de personagens), terror, puzzles, entre outros.

Para baixar os jogos desenvolvidos pelo USPGameDev, acesse: https://uspgamedev.org

Com informações do USPGamedev

Roubo de celulares: metade dos internautas brasileiros já foi vítima

A segunda edição da pesquisa anual sobre roubo de celulares realizada por Mobile Time em parceria com Opinion Box revela um crescimento alarmante da proporção de internautas brasileiros que já tiveram um telefone móvel roubado ou furtado. Em 12 meses, essa proporção subiu 10 pontos percentuais, passando de 39% para 49%. Ou seja, hoje, metade dos internautas brasileiros já teve um celular roubado ou furtado pelo menos uma vez na vida.

Na pesquisa anterior, 38% das vítimas haviam sido roubadas/furtadas há menos de um ano. Agora, o percentual subiu para 45%. A maioria (62%) foi vítima apenas uma vez na vida; 35%, duas ou três vezes; enquanto 4% de azarados ou descuidados perderam o aparelho quatro vezes o mais. Em média cada vítima teve 1,55 celular roubado/furtado.

O Panorama Mobile Time/Opinion Box também constatou que o roubo de celular é mais comum que o furto. 63% das vítimas informam que da última vez foram roubadas, enquanto 37% foram furtadas.

Crise na segurança pública, alto índice de desemprego, smartphones a preços proibitivos e a facilidade de compra e venda de aparelhos usados em mercados clandestinos estão entre os fatores que contribuem para esse aumento.

A pesquisa revela também o perfil das vítimas, por gênero, idade e classe social. E verifica qual costuma ser o seu comportamento após perder o aparelho (se faz ou não boletim de ocorrência, se compra um celular melhor ou pior que o anterior etc).

Foram entrevistados 2.072 internautas brasileiros de todo o País entre maio e junho deste ano. A pesquisa tem validade estatística, com grau de confiança de 95% e margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

Preços de pneus variam até 53% no mercado online, aponta pesquisa

Pesquisa produzida pela plataforma PNEX, especializada na busca de pneus e serviços automotivos, indicou diferenças de até 53% nos preços dos varejistas online. Foram considerados produtos referentes às categorias de veículos SUV, Sedan e Hatch. O levantamento foi feito com uma amostragem de 1.400 ofertas referentes à base em dados do site, que conta com mais de 70 mil, entre 150 marcas.

A maior variação ficou entre os pneus do tipo Aro 17, com 38%. Esse produto é usado em automóveis do tipo SUV, como Sportage, Pajero e Freemont. Em análise por veículo, o pneu destinado ao Tiguan apresentou diferenças de preços de até 53%.

Já entre os pneus de Aros 16 e 14, utilizados em automóveis dos tipos Sedan e Hatch, foram encontradas alterações na casa dos 23,6%. O destaque ficou entre os produtos destinados aos carros Cerato e Picanto, ambos da montadora Kia, com variáveis de 32% e 44%, respectivamente.

Por fim, os pneus de Aro 13, comuns nos automóveis populares, apresentaram diferença média de 15,4%, chegando a 18% em produtos indicados para o Chevrolet Celta. A menor oscilação de valores da categoria ficou entre os pneus utilizados pelos carros UP!, Mobi e Uno, com 14%.

O levantamento também apontou diferenciações de preços entre as principais marcas presentes no varejo. A maior variação ficou entre os pneus Continental Aro 17, que apontaram valores entre R$ 319,00 e R$714,92, 55% de diferença; seguido pelas marcas Michelin (47%) e Firestone (41%). Já sobre os produtos Aro 13, a marca Continental também teve grandes oscilações, com custos até 50% maiores, acima da marca Firestone (34%) e Pirelli (26%).

Usuários de 35 a 44 anos são responsáveis pela maior fatia de compras em farmácia online

Diferentemente da dinâmica da maioria das plataformas digitais, os consumidores brasileiros dispostos a adquirir pela internet medicamentos sem a necessidade de prescrição médica, produtos de higiene pessoal, itens de beleza e perfumaria não são os mais jovens. Pesquisa realizada pelo Farmácias APP, com base nas compras realizadas finalizadas na plataforma no 1º trimestre de 2018, constata que a maior prevalência está entre os usuários mais “maduros”, uma vez que as pessoas entre 35 e 44 anos são responsáveis por 62% das transações. Na sequência, aparece a faixa etária de 25 a 34 anos, com 21% das compras.

De acordo com Robson Michel Parzianello, CTO do Farmácias APP, o panorama constatado no levantamento mostra que o perfil dos compradores são aqueles que já adquirem diversos produtos e serviços pela web com uma certa frequência. “Como os mais jovens ainda não possuem tantas preocupações com o assunto, é natural que as pessoas mais velhas sejam os usuários com maior recorrência de compra”, argumenta.

O executivo informa também que as maiores exigências do público consumidor no canal envolvem a agilidade e economia. “Geralmente os produtos comprados pelos usuários possuem percentuais atrativos de descontos, acima de 30%, e com prazo de entrega em poucos dias”, complementa. Com 64% de participação, os medicamentos lideram a comercialização na plataforma, seguidos por produtos de higiene (20%) e itens de perfumaria/cosméticos (16%).

Outra curiosidade apontada pelo levantamento é o fato dos homens gastarem mais do que as mulheres. No 1º trimestre, o Farmácias APP apurou que o ticket médio mensal deles foi de R$ 182, número 46% superior em relação às mulheres (R$ 124). Vale destacar que a diferença percentual de gênero é mínima, com os homens representando 51% dos usuários ativos e as mulheres 49%.

Em virtude da possibilidade de parcelamento, o cartão de crédito lidera a preferência dos consumidores no ato da compra, com 62% das transações. No entanto, os descontos disponibilizados pelas marcas anunciantes fazem com que boleto bancário registre crescimento mensal contínuo, representando hoje 38% das vendas.

Saldo da balança do agro em junho é de US$ 8,17 bilhões

Brasília – A Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento divulgou na sexta-feira (13) o resultado das exportações do agronegócio brasileiro, que alcançaram US$ 9,21 bilhões, em junho, recuando 0,7% em comparação com os US$ 9,27 bilhões exportados em junho do ano passado. O agro representou 45,6% do total das vendas externas brasileiras no mês. As importações no setor totalizaram US$ 1,04 bilhão em junho, com retração de 10,1% em relação ao mesmo período de 2017. Como resultado, o saldo da balança comercial do agronegócio no mês foi de US$ 8,17 bilhões (+0,7%).

Além da soja, com participação de 53,5% das exportações do setor em junho, os outros quatro principais segmentos foram: produtos florestais (14,4%), carnes (8,3%), complexo sucroalcooleiro (7%) e café (3,9%). Em conjunto, as vendas externas dos cinco setores apresentaram participação de 87% do total exportado pelo agro brasileiro em junho de 2018.

A região asiática, com destaque para a China, continuou como principal destino das exportações do setor nos últimos 12 meses (julho/2017 a junho/2018), como também no primeiro semestre do ano (janeiro a junho) e, em junho deste ano, com embarques, sobretudo, de soja em grãos e celulose.

O segundo principal mercado de destino das exportações do agronegócio brasileiro, em junho, foi a União Europeia, com incremento das vendas, principalmente, de farelo de soja (+US$ 94,70 milhões), celulose (+US$ 60,36 milhões), suco de laranja (+US$ 35,40 milhões) e café verde (+US$ 17,64 milhões).

O boletim da Balança Comercial do Agronegócio destaca cenário favorável para as vendas externas do complexo soja (grãos, farelo e óleo), com base no último levantamento da Safra 2017/2018 realizado pela Companhia Brasileira de Abastecimento (Conab), que estima que a produção de soja alcançará 119 milhões de toneladas, em alta de 4,2% sobre a safra anterior.

A Conab também estima que a exportação total brasileira para este ano atinja 72 milhões de toneladas de soja, o que superaria em 5,6% o volume do período anterior. No primeiro semestre (janeiro a junho), o Brasil já embarcou 46,27 milhões de toneladas do grão, gerando receita de US$ 18,43 bilhões. Os aumentos frente ao mesmo período de 2017 foram de 5,2% em quantidade e de 10,6% no valor exportado, resultado da elevação do preço médio em 5,1%, que proporcionou registros de novos recordes de valor e quantidade.