Exportações do agro em alta de quase 6% ultrapassam US$ 100 bilhões

Brasília – As exportações do agronegócio atingiram o valor recorde nominal de US$ 101,69 bilhões em 2018, com crescimento de 5,9% em relação aos US$ 96,01 bilhões exportados em 2017. O recorde anual anterior ocorreu em 2013, quando o país exportou US$ 99,93 bilhões em produtos do setor.

De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), as vendas para a China explicam o comportamento da balança do agro. As exportações para o país aumentaram US$ 9 bilhões. O valor supera o aumento US$ 5,67 bilhões registrado no mercado externo de alimentos como um todo.

No complexo soja, o grão foi o principal produto exportado com volume recorde de 83,6 milhões de toneladas. Segundo o boletim da Secretaria, o incremento na quantidade exportada não ocorreria sem a forte demanda chinesa. O consumo chinês cresceu de 53,8 milhões de toneladas, em 2017, para 68,8 milhões de toneladas, em 2018, com aumento de 15 milhões de toneladas de soja em grãos.

Já o comércio de carne bovina in natura atingiu volume recorde na série histórica iniciada em 1997. No ano passado, foram exportadas 1,35 milhão de toneladas (+12,2%). Foram vendidas para a China 322,3 mil toneladas com acréscimo de 111,1 mil toneladas em relação a 2017.

Outro produto que teve desempenho favorável, nos últimos 12 meses, foi a celulose, dentro do segmento de produtos florestais. A celulose obteve valor recorde de US$ 8,35 bilhões (+31,5%), também em quantidade, chegando a 15,3 milhões de toneladas (+10,6%).

Também a demanda chinesa explica em grande parte esse incremento. O país asiático aumentou as aquisições para 6,5 milhões de toneladas de celulose em 2018 (+20%).

A participação do Agronegócio representou 42,4% do total das vendas externas brasileiras no ano.

As importações do agro registraram retração de 0,8%, somando US$ 14 bilhões. Como resultado, o saldo da balança comercial do setor foi de US$ 87,6 bilhões (+7,1%)

A divulgação dos dados da Balança Comercial do Agronegócio, elaborados pela Secretaria Comercial e Relações Internacionais, foi feita nesta sexta-feira (18).

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Sete capitais brasileiras onde energia solar é mais vantajosa

Gerar a própria energia elétrica através de placas solares se consolidou no Brasil como um dos melhores investimentos atuais, mas em nenhuma cidade ele é mais atrativo do que em Teresina, Piauí.

É o que apontou o levantamento feito pela empresa do mercado livre de energia, a COMERC, que listou as capitais brasileiras onde a tecnologia traz retorno mais rápido ao consumidor.

Para o estudo, a empresa baseou-se nos valores da tarifa de energia cobrados pelas distribuidoras do país, principal variante na hora de estimar o tempo de retorno sobre o investimento em um sistema solar elétrico.

Conhecido também como payback, esse é o prazo para que o sistema “se pague” através da economia gerada na conta de luz durante os seus 25 anos de vida útil, e a qual pode chegar a até 95% do valor.

Assim, quanto mais alta for a tarifa de energia praticada, maior seria a conta de luz paga e, portanto, maior a economia mensal que o consumidor tem com o seu sistema fotovoltaico.

Além da tarifa, outras variantes também devem ser consideradas, como níveis de radiação solar, visto que um local com condições climáticas mais adequadas resulta em um sistema com maior geração.

Com a 16ª tarifa mais cara do Brasil, segundo o ranking elaborado pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), a cidade de Teresina apresentou o menor payback para um sistema solar, de 2,86 anos.

Confira, abaixo, o ranking das 7 capitais brasileiras com o menor payback para um sistema solar:

1º Teresina – Piauí – 2,86 anos
2º Manaus – Amazonas – 3,0 anos
3º Campo Grande – Mato Grosso do Sul – 3,07 anos
4º Natal – Rio Grande do Norte – 3,08
5º Palmas – Tocantins / Recife – Pernambuco – 3,09 anos
6º Aracajú – Sergipe – 3,12 anos
7º Cuiaba – Mato Grosso – 3,15 anos

Índice da ABRAMAT aponta alta do setor em 2018

São Paulo – A ABRAMAT (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) divulga nesta quinta-feira, 17 de janeiro, a nova edição da pesquisa do Índice, com os dados projetados de dezembro. Como destaque da pesquisa, temos a indicação de crescimento da indústria de materiais de construção no mês de dezembro, assim como a confirmação dos dados consolidados do setor no ano de 2018.

Depois de três anos de queda no faturamento deflacionado, o segmento apresentou em 2018 crescimento de 1,2% em relação a 2017. Comparado a novembro/2018, o último mês do ano apontou resultado 0,2% superior no faturamento deflacionado. A comparação com dezembro/2017 registra queda de -2,5%.

Outro destaque fica por conta do nível de emprego na indústria de materiais de construção. Os últimos 12 meses (dez/17 a dez/18), comparados ao mesmo período do ano anterior, apresentam alta de 1,7% no número de vagas de emprego nas empresas do mercado. Em relação a dezembro/2017, a alta de empregos do setor é de 2,5%, enquanto que a comparação com novembro/2018 registra alta de 0,1%. O crescimento é relevante e trata-se de um indício mais forte da recuperação do setor, uma vez que até a última edição da pesquisa, com os dados até novembro/2018, a variação de empregos no acumulado do ano que terminou ainda era de queda, registrando -0,7%.

“2018 foi um ano de retomada para nós. O consumo no varejo movimentou os estoques e o resultado foi de crescimento, ainda que tímido, revertendo a sequência negativa estabelecida nos últimos 3 anos. Fechar o ano com aumento também na oferta de empregos é um sinal mais contundente não só de recuperação em termos de faturamento, mas também de uma retomada na importância socioeconômica do setor para a população. Durante o processo eleitoral, tivemos um segundo semestre de muita incerteza à espera de decisões por parte dos governos, além da natural contenção de investimentos do setor público. Com a definição da equipe de transição e agora a posse da nova legislatura, começamos a ter um cenário mais bem delineado para o futuro. Seguiremos, enquanto associação, promovendo o debate e conhecimento sobre as propostas da indústria de materiais de construção, que em 2019, deve manter um crescimento sustentavel.” comenta Rodrigo Navarro, presidente da ABRAMAT.

Analisando os dois segmentos produtos do setor, os números apontam a contribuição mútua para o crescimento do faturamento da indústria de materiais de construção, com os materiais de base registrando alta no faturamento de 1,8% em comparação a 2017, enquanto que os materiais de acabamento registraram, no mesmo período, crescimento de 0,5% no faturamento anual.

Sondagem indica otimismo do setor de transporte e logística

O setor de transportes está otimista em relação à economia brasileira e ao desempenho dos negócios em 2019. Pelo menos é isso o que indica a 10ª edição da Sondagem Expectativas Econômicas do Transportador 2018, realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). Das 776 empresas de diferentes modais entrevistadas entre 31 de outubro e 28 de novembro do ano passado, 74,2% se mostraram confiantes na capacidade do novo governo em promover as mudanças estruturais necessárias para uma retomada mais consistente do crescimento econômico.

O segmento mais otimista, segundo o levantamento, é o ferroviário de cargas: 83,3% acreditam que o ano será melhor. De acordo com o presidente da CNT, Clésio Andrade, as mudanças propostas pelo novo governo serão positivas para o setor de transportes e para a economia do Brasil. “Os empresários do setor querem ampliar suas frotas e aumentar o ritmo das atividades. A proposta de um mercado mais aberto, aliada à intensificação do programa de concessões e à continuidade de reformas estruturantes, poderá munir o país das condições necessárias para a melhoria da infraestrutura de transporte”, mencionou.

Entre os transportadores ouvidos pela CNT, apenas 2,8% acreditam que o Brasil estará em situação pior em 2019 em comparação aos dois últimos anos. Já 68,7% dos entrevistados projetam aumento da receita bruta em 2019 e 68,3% esperam reduzir a ociosidade em suas empresas nos próximos meses. A perspectiva de recuperação do dinamismo econômico justifica o fato de que 53% pretendem aumentar a contratação formal de empregados e 54,8% planejam expandir a frota.

Parte deste otimismo do segmento de logística e transportes está baseada nas propostas do novo governo. Em suas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro escreveu, durante a campanha, que ao “desburocratizar, simplificar e pensar de forma estratégica, o setor pode deixar de ser um gargalo para se transformar em solução”.

Uma das iniciativas, defendeu o presidente, seria “melhorar a eficiência portuária e reduzir custos, além de atrair mais investimentos para atender a demanda crescente no país”. A integração da malha rodoviária com as ferrovias é outro ponto defendido pelo presidente Jair Bolsonaro.

A medida, esperam os empresários, traria eficiência no transporte de mercadorias. A melhoria no setor de transportes, escreveu o presidente em seu twitter, vai além das estruturas portuárias e deve ter integração com uma vasta malha ferroviária e rodoviária ligando as principais regiões, assim como é feito em outros países.

Atualmente, o Brasil conta com cerca de 30 mil quilômetros de vias ferroviárias, responsáveis pela distribuição de um quarto da carga transportada no país, com projeções de aumentar a participação para 32% até 2020. Já o modal rodoviário conta com 1,720 milhão de quilômetros de estradas e rodovias, por onde passam mais de 60% das cargas. Os recursos para dotar o Brasil com as condições necessárias para a prestação eficiente do serviço de transportes, segundo estimativa da CNT, soma R$ 1,7 trilhão.

Segurança nos transportes

A Sondagem Expectativas Econômicas do Transportador 2018, realizada pela CNT, revelou ainda que 77,7% dos entrevistados afirmaram que o ambiente de negócios para as empresas, a partir deste ano, estará mais favorável. Além disso, a expectativa é que o quesito segurança nas operações também melhore. O tema foi o terceiro mais citado pelas empresas na lista de itens que merecem prioridade.

Entre os transportadores rodoviários de cargas (segmento duramente afetado pelo aumento nos índices de criminalidade nas estradas nos últimos anos), 61,4% acreditam que as taxas de roubo de mercadorias no país devem começar a cair em 2019 e mais da metade das empresas do transporte aquaviário também creem nessa redução.

A Sondagem da CNT revelou ainda que 89,9% das empresas do segmento rodoviário de cargas já utilizam algum mecanismo para evitar o roubo de mercadorias, incluindo o rastreamento de veículos via satélite (70% dos entrevistados), monitoramento de cargas (36,4%) e sistemas de gerenciamento de riscos (23,1%).

Brasileiros retomam confiança no mercado de trabalho, aponta Randstad

Depois de sofrer queda de 9 pontos no terceiro trimestre de 2018, o Índice de Mobilidade do Brasil, medida que analisa a confiança do profissional e sua probabilidade de mudança de emprego nos próximos seis meses, apresentou alta de 8 pontos, atingindo a pontuação total 125. O índice é parte da pesquisa trimestral WorkMonitor, realizada pela Randstad, líder global em soluções de recursos humanos.

Para Toni Camargo, diretor da Randstad Staffing, a recuperação já era esperada com a definição das eleições. “É natural que o mercado fique otimista no início de um novo governo. O mesmo aconteceu em 2015, quando a pontuação do Brasil era altíssima devido ao pleno emprego, e se manteve nos primeiros meses após a reeleição do governo anterior. Só começamos a observar queda quando a população começou a sentir a crise”, explica. De acordo com o especialista, a tendência é que o índice mantenha o patamar atual até, pelo menos, o segundo trimestre do ano.

Do segundo semestre em diante, a confiança dos brasileiros deve acompanhar o cenário econômico do País. “O governo tem pautas polêmicas para aprovar e que são esperadas pelo mercado. Dependendo do que acontecer e se o cenário desenhado por economistas se confirmar, prevemos um aumento de 10 pontos no Índice de Mobilidade, chegando próximo aos números de 2015”, explica. Entre os setores que devem puxar as contratações e movimentar todo o ecossistema, Camargo aposta na indústria automotiva, que já vem mostrando boa recuperação.

Mudança de emprego em 2018

A pesquisa também aponta que 75% dos brasileiros não mudaram de cargo e nem de empresa nos últimos seis meses do ano. Entre os que optaram pela mudança, 15% mudaram de empresa mantendo o cargo, 6% foram promovidos dentro da empresa; e 4% mudaram de empresa e de cargo.

Quando o assunto é a procura por novas colocações em 2019, os dados do relatório revelam que 30% dos profissionais são talentos passivos – não estão procurando vagas ativamente, mas avaliariam boas propostas recebidas – enquanto 24% estão procurando ativamente e outros 43% não estão interessados na busca no momento.

Abrasce registra alta de 7,2% nas vendas em shoppings no mês de novembro

O Monitoramento de Mercado da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) aponta que o setor de shopping centers fechou o mês de novembro com alta de 7,2% nas vendas, comparado com o mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, de janeiro a novembro, as vendas registraram alta de 4,4%, em comparação com 2017. Entre os segmentos, os artigos do lar mantiveram o destaque e seguiram com o melhor desempenho, com alta de 28,65%. Na sequência, aparecem: telefonia, com 15,66%; calçados, com 10,26%; e óticas, com 8,71%.

De acordo com o presidente da Abrasce, Glauco Humai, os resultados positivos foram impulsionados pela Black Friday, data que tem se consolidado cada vez mais no Brasil. “A cada ano, esse período ganha mais relevância e, por isso, já se configura como uma das datas mais importantes para as vendas do varejo no país – o que fica evidenciado pelos resultados do mês. Além disso, os shoppings têm registrado um aumento constante nas vendas, o que confirma uma tendência de crescimento do setor”.

Outro destaque do monitoramento foi o ticket médio dos consumidores. De acordo com o Índice Cielo de Varejo em Shopping Centers – ICVS Abrasce, enquanto as lojas de rua registraram valor de R$ 67,70, nos shoppings, o gasto médio foi de R$ 98,10 – diferença de 45%. “Isso comprova que os investimentos feitos pelos empreendimentos para oferecer novas operações e experiências únicas aos visitantes se refletem, positivamente, nas vendas. E que o setor deve superar a expectativa de crescimento, fechando 2018 com alta acima de 6%”, finaliza Humai.

Valor da Produção Agropecuária fecha 2018 em R$ 569,8 bilhões

Brasília – O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) encerra o ano de 2018 em R$ 569,8 bilhões, menor do que o valor recorde obtido em 2017, de R$ 582,3 bilhões. Os valores da produção de algodão e de soja foram os maiores registrados na série iniciada em 1989. Esses resultados trouxeram importantes benefícios, especialmente àqueles estados onde predominam as lavouras desses produtos, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Bahia.

Os produtos que deram maior sustentação ao VBP foram algodão, café e soja, embora cana-de-açúcar e milho também são destacados por expressiva participação no valor gerado.

O ano não foi favorável para a pecuária, que teve redução de valor em suas principais atividades, como carne bovina, frango, carne suína, leite e ovos. Preços internacionais e retração do consumo interno estão associados a esse desempenho, analisa José Garcia Gasques, coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Um balanço dos resultados dos estados mostra que nove tiveram aumento real do valor da produção. São eles Bahia, Piauí, Rio Grande do Norte, Maranhão, Minas Gerais, Espírito Santo e os estados Centro-Oeste (exceto o DF). As quedas de valor foram observadas em estados do Nordeste, em toda a região Sul, parte do Sudeste e alguns estados do Norte.

VBP 2019

As perspectivas para 2019 mostram aumento do faturamento devido, principalmente, à melhoria da pecuária, que mostra crescimento em quase todas suas atividades. As primeiras estimativas mostram crescimento de 2,1% do VBP em relação ao último ano, o que representa faturamento de R$ 581,6 bilhões.