Exportação de carnes cai em Mato Grosso

O volume de carnes enviadas por Mato Grosso ao mercado externo caiu 8,69% no 2º trimestre de 2017, quando comparado ao 1º trimestre. Também houve retração de 5,21% no valor das exportações, que caiu de US$ 340,706 milhões no 1º trimestre para US$ 322,925 milhões no 2º. Na próxima quinta-feira (17), a deflagração da Operação Carne Fraca completa 5 meses.

As investigações de fraudes pela Polícia Federal sobre os frigoríficos deu início a uma séria crise de imagem do Brasil como fornecedor de proteína perante os principais mercados consumidores do mundo. Desde a operação, vários exportadores embargaram o produto nacional, situação da qual o país começou a se recuperar nos meses seguintes, com a retomada das vendas e reabertura dos mercados importadores.

8% ainda utilizam cheque pré-datado, revela levantamento

Na hora de ir às compras, nem só do cartão de crédito vivem os brasileiros. Embora a aceitação e a popularidade deste meio de pagamento sejam significativas, há outras modalidades que também despertam a atenção dos consumidores. Um levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todas as regiões do país revela que 8% dos brasileiros ainda utilizam cheque pré-datado para realizar compras. Na média, o cheque é utilizado nove vezes por ano entre seus usuários e os produtos que os brasileiros mais têm adquirido via talão de cheque são alimentos em supermercados (34%), materiais de construção (20%) e móveis (18%).

Ter prazo para pagar (28%), fazer compras mesmo quando não se tem dinheiro (23%) e a possibilidade de parcelar o valor do bem ou serviço adquirido (12%) são os fatores que mais levam essa pequena parcela de consumidores a continuar se utilizando do cheque como meio de pagamento.

Quatro em cada dez usuários fazem controle no próprio canhoto; 38% já ficaram inadimplentes por cheque sem fundo

O levantamento ainda revela que dentre aqueles que utilizam o pré-datado no ato das compras, quase a metade (49%) teve a iniciativa de fazer a solicitação ao banco, enquanto 29% aceitaram uma oferta da instituição financeira. Para 50%, a contratação teve como finalidade se preparar para algum imprevisto, ao passo que 12% o contrataram para quitar alguma dívida.

Resistindo às formas de controle de gastos mais modernas, como aplicativos no celular, os consumidores que utilizam cheque pré-datado têm como principal mecanismo a anotação em canhoto (42%) ou em papel, caderno ou agenda (23%). Apenas 21% fazem os registros em alguma planilha no computador. No total, 86% dos usuários de cheque garantem fazer algum tipo de controle quando usam esse meio de pagamento, contra 11% que não dão importância ao tema.

Como consequência da falta de controle nos gastos, a pesquisa revela que 38% dos que possuem cheque pré-datado já ficaram com o nome sujo por pagamentos em atraso e 13% ainda estão nesta situação. Para a economista chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, ainda que seja uma modalidade de crédito pouco utilizada, negligenciar o controle pode ser arriscado. “O cheque pré-datado tem a vantagem de oferecer crédito de forma prática e rápida, mas, ao mesmo tempo, exige disciplina e cuidado. É importante destacar que a modalidade não é regulamentada por lei e, em tese, o cheque pode ser compensado antes da data indicada, gerando problemas se não houver o dinheiro na conta. Além disso, se o consumidor confunde ou se esquece das datas de pagamento, ou mesmo se ele assumir quantias acima de sua capacidade para honrar os compromissos, as consequências podem ser ruins”, afirma.

26% dos brasileiros usam crediário e 27% não analisam tarifas e juros embutidos

Outra modalidade de crédito que se mostra ainda mais usual é o famoso carnê. De acordo com a pesquisa do SPC Brasil e da CNDL, 26% dos consumidores brasileiros têm o costume de fazer compras no crediário, especialmente as mulheres (31%) e os residentes do interior (29%).

Assim como no caso do cheque pré-datado, a principal motivação para adquirir o crediário é a possibilidade de fazer mais compras (32%), seguida de alguma necessidade ou imprevisto (21%) e do fato de não haver burocracia para adquirir (19%). Em média, cada entrevistado possui de uma a duas compras atualmente realizadas no crediário.

Um dado preocupante é que 27% dos usuários de carnê não analisaram as tarifas e juros cobrados quando realizam compras com esse meio de pagamento. Os mais cuidadosos somam 67% da amostra. A pesquisa destaca ainda que 39% dos usuários de carnê já ficaram com o nome sujo devido a pagamentos pendentes nessa modalidade, sendo que 13% ainda estão nesta situação. “No caso do crediário e do carnê, há uma particularidade que merece atenção: frequentemente há juros embutidos nas parcelas, o que encarece a compra e pode torná-la desvantajosa. Por isso, o ideal é comparar o valor total da compra parcelada com aquele que seria cobrado na aquisição à vista”, afirma o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli.

“Dividir as compras em prestações que cabem no bolso é algo tentador. Mas é preciso saber, também, se o pagamento dessas parcelas não comprometerá a renda e, consequentemente, o pagamento de outras despesas. Além disso, com a facilidade do parcelamento, corre-se o risco de exagerar nas compras por impulso ou sem planejamento”, afirma a economista Marcela Kawauti.

Frutas e hortaliças registram queda nos preços das Ceasas

Os preços da banana, laranja, alface e batata caíram nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país. É o que revela o 8º Boletim Prohort de Comercialização de Hortigranjeiros, que analisou o comportamento das cotações das frutas e hortaliças no mês de julho. O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira (17) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A boa oferta da batata e a diminuição do consumo da alface, devido ao clima frio, influenciaram o registro de preços mais baixos dessas hortaliças no atacado.

Na contramão desses produtos, a cebola teve alta de preços nas Ceasas analisadas devido à menor oferta no mercado, uma vez que foi registrada redução na área plantada em vista da limitação hídrica e dos baixos preços do produto durante o ano passado e no primeiro semestre deste ano. Já a cenoura não apresentou tendência uniforme, uma vez que há transição entre duas safras. Com isso, a oferta do produto em algumas regiões foi capaz de abastecer o mercado, influenciando na baixa dos preços.

Frutas – A banana e a laranja foram as frutas que registraram melhor oferta e, em consequência, um menor custo ao comprador atacadista. A melancia, por sua vez, teve oferta menor e acabou ficando mais cara nas Centrais pesquisadas. Com o mamão houve uma leve diminuição da oferta, tanto do Papaya quanto do Formosa. Essa pequena variação do produto no mercado fez com que a fruta não registrasse desempenho uniforme. Já no caso da maçã, os preços se mantiveram estáveis.

Além dos produtos analisados, outras hortaliças apresentaram recuo geral nos preços, como aspargos (-22%), abobrinha (-7%) e chuchu (-4%). A tendência de queda seguiu também em frutas como ameixa (-25%), morango (-16%), pera e uva (-6%).

O levantamento é feito mensalmente pela Conab, por meio do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), com base nas informações enviadas pelos principais mercados atacadistas do país. Em julho, a análise considerou entrepostos localizados nos estados de SP, MG, ES, PR, GO, DF, PE e CE.

Descarga de grãos via ferrovia quase dobra em Paranaguá

A descarga de soja e farelo de soja utilizando o meio ferroviário para transporte aumentou 182% no corredor de exportação do Porto de Paranaguá entre os meses de janeiro a agosto deste ano, se comparado com o mesmo período de 2016. Ao todo, foram descarregadas 206.635 toneladas de grãos por trem, contra 73.260 toneladas trazidas no ano passado.

Para que se tenha ideia, apenas no mês de julho, chegaram ao corredor de exportação 1.760 vagões, contendo 55 toneladas cada um, o que totaliza 96,8 mil toneladas. Os números de julho representam um aumento de 6.940% no comparativo com o mês de julho de 2016, quando foram descarregados apenas 20 vagões pelo modal ferroviário, contendo 1,1 mil toneladas.

“As ferrovias são estratégicas para o escoamento da produção agrícola do Paraná e de outros estados que exportam grãos pelo terminal portuário paranaense”, afirma o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.

Já o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) recebeu, entre os meses de janeiro e julho de 2017, 24.334 TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) por ferrovia.

O diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino, conta que o aumento se deve a uma nova dinâmica na programação de descarga no Corredor de Exportação e no TCP, que passou a priorizar a ferrovia.

“Investimentos que totalizam mais de R$600 milhões e incluem a compra de equipamentos como os novos tombadores de caminhões, nos permitiram mudar a dinâmica de recebimento de cargas pelo modal ferroviário, apostando cada vez mais na intermodalidade”, afirmou Dividino.

DESCARGA – O corredor de exportação do Porto de Paranaguá e o silo público contam com duas moegas para descarga via ferrovia. Uma delas é exclusiva para vagões e a outra atua de maneira alternada entre a descarga via modal ferroviário e rodoviário.

No entanto, com a aquisição dos novos tombadores – o que ampliou a descarga de caminhões de 400 para 700 por dia no silo público do porto – a diretoria da Appa passou a priorizar uma das moegas para a descarga de vagões.

Com isso, atualmente, o Porto de Paranaguá – com capacidade para descarga de 32 milhões de toneladas/ano, o que equivale a 1785 vagões por dia ou 89.250 toneladas/dia – encontra-se preparado para uma nova alternativa ferroviária.

Atualmente Paranaguá conta com 70 quilômetros de linhas férreas, sendo 7,5 quilômetros instalados no Corredor de Exportação do Porto.

NOVO PROJETO – Para o presidente da Ferroeste, João Vicente Bresolin Araujo, o aumento da capacidade de recebimento de vagões demonstra que o Porto de Paranaguá está preparado para receber carga do projeto de expansão da ferrovia entre Cascavel e Dourados, no Mato Grosso do Sul, assim como a construção do novo trecho entre Guarapuava e Paranaguá.

Segundo ele, chegam anualmente a Paranaguá 9 milhões de toneladas de grãos pelas ferrovias, mas que a capacidade de recebimento do Porto é muito maior.

“O Porto de Paranaguá movimenta anualmente 45 milhões de toneladas de produtos por ano, sendo que apenas 20% deste total chega por ferrovia. O Porto de Santos, por exemplo, recebe 40% da sua carga por vagões”, explica Araujo. Segundo ele, este índice de 20% de cargas transportadas por vagões tem se mantido nos últimos anos e comprova o limite das ferrovias no Paraná.

Dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) apontam a capacidade ociosa e ocupada por trecho em cada ferrovia do país. No caso do Paraná, os dois maiores gargalos logísticos ferroviários estão entre Curitiba e Paranaguá e Guarapuava e Ponta Grossa.

“Vendo a necessidade de aumento do transporte ferroviário, a Secretaria de Infraestrutura e Logística, por meio da Ferroeste, está buscando estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental para superar estes dois maiores gargalos logísticos do Paraná”, enfatiza.

Dividino destaca que, enquanto a produção agrícola faz uso de tecnologias de ponta e o Porto de Paranaguá investiu pesado em novos equipamentos e infraestrutura, a ferrovia que não foi modernizada. “A ferrovia que conecta a produção com o Porto de Paranaguá foi construída de 1885, por D. Pedro II. Precisamos de uma ferrovia com engenharia do século 21, produtiva e competitiva e com o modelo ambiental necessário”, defende Dividino.

Coeficiente de exportação da indústria de transformação paulista recua para 20%

O Coeficiente de Exportação da Indústria de Transformação (CE) registrou queda de 0,8 ponto percentual, para 20,1% no segundo trimestre deste ano, na comparação com os mesmos meses do ano passado. No primeiro trimestre de 2017, a taxa foi de 20,7%. Os dados são do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) e do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp.

Os destaques positivos em exportações de abril a junho ficaram com os setores de celulose e papel, que cresceram um ponto percentual, para 35,3% na comparação anual. Na análise contra o trimestre imediatamente anterior, houve uma retração de 2,2 pontos percentuais.

Segundo o estudo, a baixa do coeficiente foi puxada pela diminuição de 3,3% das exportações (em quantum), contra um aumento de 2,8% da produção. Já os produtos derivados de petróleo, biocombustíveis e coque tiveram queda de 1,8 ponto percentual ante o mesmo trimestre em 2016. Passaram de 9,1% no primeiro trimestre para 6,9% na leitura atual.

Do total, três setores apresentaram crescimento no segundo trimestre: produtos têxteis (+1,4 p.p.); produtos de madeira (+0,7 p.p.); e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (+0,3 p.p.). Os setores de confecção de artigos do vestuário e acessórios; móveis; e veículos automotores permaneceram estáveis.

Importações

Com a queda de 5,3% das importações (em quantum) e a alta de 0,9% no consumo aparente no segundo trimestre deste ano, o Coeficiente de Importação da Indústria de Transformação (CI) também caiu 1,3 ponto percentual, de 21,5% em 2016 para 20,2% em 2017. Quando comparado ao primeiro trimestre deste ano, a contração foi de 0,6 ponto percentual.

Dos 20 setores avaliados, dez registraram avanços no segundo trimestre frente ao trimestre anterior, com atenção especial para os produtos têxteis; artigos de vestuário; e bebidas. Na contramão, outros dez setores tiveram retrações, principalmente: máquinas e equipamentos (-3,4 p.p.); produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-3,0 p.p.); e derivados de petróleo (-2,9 p.p.).

O setor de máquinas e equipamentos atingiu 27,1% no segundo trimestre de 2017, uma baixa de 3,4 pontos percentuais contra o trimestre imediatamente anterior. Em relação ao mesmo período em 2016, houve crescimento de 12,4 pontos percentuais (39,5%). O setor de produtos farmoquímicos e farmacêuticos, por sua vez, passou de 50,9% no primeiro trimestre para 47,9% no segundo trimestre deste ano, uma queda de 3,0 pontos percentuais. Na análise interanual, o coeficiente teve expansão de 2,8 pontos percentuais em relação aos 45,1% de três meses antes.

Os CE e CI analisam de forma integrada a produção industrial brasileira e o comércio exterior. O CE mede a proporção da produção que é exportada, enquanto o CI avalia a proporção dos produtos consumidos internamente que é importada.

De acordo com o diretor titular do Derex, Thomaz Zanotto, a queda dos coeficientes é marginal. “Ainda faltam alguns meses para 2017 terminar, e já temos o maior saldo comercial em 28 anos. As exportações de manufaturados se recuperaram, principalmente do setor automotivo. A existência de um Plano Nacional de Exportações e uma taxa de câmbio mais previsível foram determinantes para a retomada”, afirmou.

Demanda do consumidor por crédito cresce 11%, aponta Serasa

São Paulo – De acordo com o Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito, a quantidade de pessoas que buscou crédito em julho de 2017 cresceu 11,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior (julho/16). No acumulado do ano até julho/17 a busca do consumidor por crédito avançou 3,4%. Na comparação com o mês imediatamente anterior (junho/17) houve recuo de 1,7% na demanda do consumidor por crédito.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, reduções significativas das taxas de juros e da inflação, aliadas a uma gradativa recuperação do emprego formal tem incentivado os consumidores a sentirem-se mais confiantes em retornar, paulatinamente, ao mercado de crédito.

Análise por classe de renda pessoal mensal

A alta interanual da demanda do consumidor por crédito em julho/17 ocorreu em todas as faixas de renda. Para os consumidores que ganham até R$ 500 por mês o avanço foi de 19,0%. Para os que recebem entre R$ 500 e R$ 1.000, a alta foi de 12,7%. Para quem ganha entre R$ 1.000 e R$ 2.000 o crescimento foi de 9,8%. Para os consumidores que ganham entre R$ 2.000 e R$ 5.000 mensais, o avanço em julho/17 foi de 8,4% e, para os que ganham entre R$ 5.000 e R$ 10.000, a alta foi de 8,0%. Por fim, os consumidores de renda mensal acima de R$ 10.000, a demanda por crédito cresceu 9,5% em julho/17.

Na comparação com o período acumulado de janeiro a julho do ano passado, a procura do consumidor por crédito cresceu 6,2% para quem recebe até R$ 500 por mês, 4,5% para quem ganha entre R$ 500 e R$ 1.000 mensais, e 2,6% para quem recebe entre R$ 1.000 e R$ 2.000. A demanda por crédito acumulada no período de janeiro a julho de 2017 subiu 1,5% para quem ganha entre R$ 2.000 e R$ 5.000 por mês e se expandiu 0,8% para os que recebem entre R$ 5.000 e R$ 10.000 por mês. E para quem recebe mais de R$ 10.000 mensais houve alta de 1,5% na demanda por crédito nos primeiros sete meses de 2017.

Análise por região

A alta interanual da demanda do consumidor por crédito em julho/17 ocorreu em todas as regiões do país. As maiores foram de 18,2% no Norte, de 18,1% no Nordeste e de 11,0% no Sudeste. No Sul a expansão foi de 7,9% e no Centro-Oeste de 4,4%.

Nos primeiros sete meses de 2017, a demanda do consumidor por crédito recuou apenas no Centro-Oeste (-0,7%). Nas demais regiões ocorreram expansões de 6,0% no Norte, 6,6% no Nordeste, 3,4% no Sul e 2,7% no Sudeste.

Buscadores representam 49% do tráfego do e-commerce, diz estudo

De acordo com um estudo realizado pela VTEX, empresa brasileira de cloud commerce, 49% do tráfego do e-commerce no Brasil é decorrente de ferramentas de busca. O levantamento foi feito em parceria com a Semrush, companhia especializada em ferramentas de SEO, e contou com a participação de mais de 500 lojas virtuais de todos os setores e tamanhos.

Segundo Rafael Campos, sócio diretor da VTEX, quanto menor o porte da loja virtual, maior a dependência das ferramentas de busca. O tráfego para lojas de grande porte oriundo dos buscadores representa, em média, 37% do volume total de visitas. “Empresas de pequeno porte têm uma dependência consideravelmente mais alta. Para elas, 52% do tráfego vem dos buscadores”, explica.

O especialista da VTEX diz que as lojas virtuais de pequeno e médio porte que não possuem força de marca são mais dependentes dos buscadores, tanto orgânico quanto pago. “Isso porque elas precisam investir mais fortemente em estágios iniciais do processo de decisão”.

Analisando o tráfego direto, a pesquisa concluiu que as lojas de grande porte chegam a gerar aproximadamente 20% a mais de tráfego proporcional ao seu total do que as lojas de pequeno porte. Enquanto para as grandes porte o tráfego representa 44% do total, para as pequenas representa 36%.

As marcas de moda ou indústria têm uma proporção do acesso direto ainda maior. Das lojas que possuem mais de 60% do tráfego gerado diretamente no seu domínio principal, quase 80% são marcas reconhecidas ou possuem presença de loja física.

No período da pesquisa, o tráfego total das maiores lojas teve um aumento de 4%. No entanto, lojas pequenas registraram redução de 7,5% e lojas médias tiveram uma retração ainda maior, de 17%. “Com o crescimento do marketplace e aumento do custo de mídia, é natural observarmos os acessos se concentrando com o grande varejo, marcas e indústrias”, afirma o executivo da VTEX.

Somente 105 lojas, ou 20% do total, apresentaram crescimento de tráfego acima do crescimento esperado. O pior resultado foi entre lojas de médio porte, onde 87% apresentaram crescimento abaixo do esperado para o ano.

“Podemos notar que é mais difícil uma loja de médio porte crescer pois ela já alcançou volume considerável de tráfego, mas possui verba limitada para investimento, seja em produtos ou em mídia”, analisa Campos.

O tráfego referenciado, aquele que a origem vem de outros sites, é mais representativo nas grandes lojas. Aproximadamente 14% de grandes lojas possuem tráfego referenciado, enquanto para médio e pequeno porte, a média é de apenas 8%.

Já as redes sociais possuem baixa representatividade na origem do tráfego. Na média, as redes sociais representam 4% do tráfego das lojas virtuais. Menos de 10% das lojas pesquisadas apresentaram 10% ou mais do tráfego oriundos de redes sociais e menos de 3% apresentaram volume de tráfego acima de 20%.