Pagamento de contas diversas é o que mais pesa no bolso do consumidor

São as contas diversas que estão impossibilitando de o consumidor manter o seu fluxo de caixa organizado e o “nome limpo”, segundo pesquisa online semestral realizada pela Boa Vista SCPC para identificar o Perfil do Consumidor Inadimplente. Dos quase 4 mil respondentes, de todo o Brasil, 23% afirmaram que manter em dia o pagamento de contas diversas tem sido o mais complicado. No 1º semestre, 25% tinham esta percepção, o que representa uma ligeira queda de dois pontos percentuais (p.p.).

Dentre as contas diversas, a que mais pesou no bolso do consumidor foi a relacionada com educação, que passou de 31% no 1º semestre para 35% neste 2º semestre. Na sequência, as despesas com saúde, como o convênio médico e medicamentos, e compra de aparelho celular/smartphone, com 18% das menções cada. No 1º semestre estes produtos e serviços receberam 16% e 11% das menções, respectivamente. Já taxas e tarifas como o IPTU, IPVA e condomínio tiveram queda de 24% para 17%.

As demais dificuldades, quando o assunto é o não pagamento que gerou a restrição, são as despesas com alimentação e vestuário/calçados com 15% das menções cada, contra 13% e 11%, respectivamente, na comparação com o semestre anterior. Empréstimo pessoal/consignado (14% contra 17% no 1º semestre); móveis e eletrodomésticos (14% contra 13% no 1º semestre); e contas de concessionárias (10% contra 9% no 1º semestre), vêm na sequência.

No 2º semestre, o desemprego continua sendo a principal causa da inadimplência e consequente incapacidade de pagamento das contas, aumentando de 31% para 38% das menções. Em segundo lugar a diminuição da renda (19% contra 23% no 1º semestre), e em terceiro o descontrole financeiro (17% contra 19%). Em quarto lugar o empréstimo do nome para outras pessoas, situação muito comum quando se é fiador de uma dívida (12% contra 11%).

Para 40% dos consumidores que estão com o “nome sujo” está muito difícil manter as contas em dia. Já 48% se consideram muito endividados, e 65% afirmaram que estão com mais 50% da renda comprometida com dívidas (estejam elas em dia ou não). Entre os não negativados, 45% afirmaram estar um pouco endividados. 44% disseram estar difícil manter as contas em dia e 51% estão com mais de 50% da renda comprometidos com o pagamento de dívidas.

As contas feitas no boleto são as principais causadoras da negativação, com 28% das menções. Questionados sobre qual tipo de boleto, 32% apontaram os de telefonia, 24% de concessionárias (água, energia elétrica, gás) e 22% de educação (colégio, cursos diversos). O cartão de crédito ficou na segunda posição como o meio de pagamento responsável pela restrição, crescendo de 21% para 24% neste 2º semestre.

Ainda de acordo com a Pesquisa do Perfil do Consumidor Inadimplente, 60% dos entrevistados disseram possuir até três contas em atraso, sendo o não pagamento das mesmas o responsável pela restrição. 40% possuem quatro ou mais. Deste total, 89% estão negativados há mais de 90 dias.

56% dos consumidores negativados possuem dívidas no valor de até R$ 3.000. Acima de R$ 5.000 estão 29% dos respondentes. Na média, as dívidas representam cerca de R$ 2.800.

Se há a restrição, há a preocupação em quitar as pendências. E entre elas, as que foram feitas por meio de boleto serão as primeiras a ser quitadas segundo 27% dos consumidores, principalmente as da conta de celular (29%) e de concessionárias (22%). O cartão de crédito ocupa a segunda posição entre as dívidas que serão priorizadas, com 21% das menções. Em terceiro lugar o carnê de financiamento/crediário com 15%, dos quais 56% referem-se a crediário de lojas.

79% dos consumidores com restrição estarão comprometidos com outras dívidas (não vencidas) nos próximos meses. Deste total, 16% pretendem fazer novas compras após quitarem estas dívidas – entre os itens estão: terreno, casa própria e automóvel, ambos com 17% das menções.

Comparado ao 1º semestre, aumentou o percentual de consumidores, negativados ou não, que declarou avaliar a taxa de juros a ser cobrada antes de contratar um empréstimo – de 41% para 46% e de 62% para 67%, respectivamente.

O empréstimo familiar (47%) é a primeira opção do consumidor para tentar obter recursos e quitar as dívidas antes de ser negativado. Entretanto, na prática, apenas 10% conseguiram a ajuda esperada. Já a procura pelos bancos na obtenção destes recursos caiu 13p.p. (49% para 36%) na comparação com o semestre anterior. Outros 5% conseguiram o apoio financeiro nas instituições financeiras.

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Indicador de bem-estar financeiro mostra que 63% não estão preparados para imprevistos

Sufoco na hora de comprar algum presente, falta de recursos para lidar com imprevistos, dificuldade para fechar as contas no azul… Esses são alguns sintomas de que a vida financeira não vai bem e que, nestes tempos de crise, acometem uma parte expressiva dos brasileiros. É diante desse quadro que o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) com o apoio de pesquisadores do Comissão de Valores Mobiliários (CVM) lança um indicador inédito de Bem-Estar Financeiro do Brasileiro. De acordo com os dados, 63% dos consumidores afirmam não estarem preparados para lidar com imprevistos e apenas 12% disseram ter a capacidade de lidar com despesas inesperadas.

A proteção contra imprevistos é um dos quatro pilares que sustentam o indicador, ao lado do controle sobre as finanças, os objetivos financeiros e a liberdade para fazer escolhas. O nível de bem-estar financeiro de cada consumidor varia de acordo com respostas dadas em dez questões que passam pelos quatros pilares. Numa escala que varia de zero a 100, quanto mais próximo de 100, maior o nível médio de bem-estar financeiro da população; quanto mais distante de 100, menor o nível.

Em novembro de 2017, o indicador marcou 47,4 pontos. Calculado desde julho de 2017, ao longo desses meses os resultados exibiram pouca variação, ficando praticamente estáveis. “Ainda temos uma taxa de desemprego bastante elevada, e isso coloca as famílias em situação de aperto. Mas não só a crise que põe as pessoas em dificuldade – muitas vezes, a negligência com o controle das finanças também pesa. Investigar como o consumidor se relaciona com o dinheiro é o importante porque uma vida financeira mal administrada pode afetar a saúde, a produtividade e até as relações familiares”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Controle das finanças: 48% acreditam que alcançarão as coisas que querem na vida pela maneira que administram as finanças

Outro importante pilar pesquisado no indicador é o controle das próprias finanças: 48% dos consumidores disseram acreditar que, por causa da forma como administram as finanças, alcançarão as coisas que querem na vida, mas 24% mostraram-se pouco confiantes a respeito disso. A preocupação com a possibilidade de o dinheiro que tem acabar descreve cerca de 33% dos consumidores.

No geral, 22% dos consumidores sempre ou frequentemente deixam a desejar no cuidado com as finanças – já 46% nunca ou raramente descuidam das finanças. Por fim, a sensação de que a situação financeira controla a vida acompanha 35% dos consumidores.

Objetivos financeiros: 62% não estão assegurando o futuro financeiro

O foco e o compromisso com os objetivos financeiros também pesam no bem-estar financeiro dos indivíduos. Nesse pilar, os consumidores brasileiros mostram-se especialmente desprecavidos: expressivos 62% dos consumidores afirmaram que não estão assegurando o futuro financeiro, enquanto 24% disseram que asseguram mais ou menos – apenas 15% garantem o oposto.

Outra constatação referente a conquista dos sonhos é que 65% nunca ou raramente têm dinheiro sobrando no final do mês, enquanto 24% têm algumas vezes e só 11% conseguem a sobra.

Liberdade para fazer escolhas: 59% não têm condições de aproveitar a vida por causa da forma que administra o dinheiro

Não é só do futuro, no entanto, que o consumidor deve se ocupar para ter bem-estar financeiro. A liberdade para fazer escolhas que permitam aproveitar a vida completa os pilares do bem-estar financeiro: os números mostram que 59% não possuem a condição de poder aproveitar a vida por causa da forma que administram o dinheiro. Apenas 15% disseram que podem aproveitar a vida. Indo ainda mais além, 36% dos consumidores disseram que a condição de apenas sobreviver, e não viver plenamente, descrevia a sua situação, contra 35% que não se viam descritos nessa condição.

Dar um presente a alguém, exemplo de gasto eventual que pode ocorrer a qualquer um, prejudicaria 25% dos consumidores frequentemente ou sempre. Já 35% seriam prejudicados algumas vezes e 39%, nunca ou raramente.

Em caso de perda de emprego, o padrão de vida seria mantido por menos de 4 meses

Avaliando cada quesito em separado, aquele em que o consumidor brasileiro mais destaca-se é o que diz respeito à conquista futura das coisas que quer na vida, com 55,4 pontos. Quando o assunto é a avaliação do cuidado com as próprias finanças, a pontuação é a mesma. Já as maiores dificuldades estão em fazer reserva contra imprevistos (38,4), e em assegurar o futuro financeiro (40,3). A sobra de dinheiro no final do mês também pontua mal (40,3), assim como as possibilidades para aproveitar a vida (41,4).

Sendo o preparo para situações adversas um dos atributos mais falhos constatados pela sondagem, em face da perda do emprego ou problema de saúde o padrão de vida dos entrevistados seria mantido por 3,8 meses. Mais de um quarto (26%) não conseguiria manter por nem um mês.

“Gozar de alto nível de bem-estar financeiro não é algo que vem de graça. O quadro econômico influencia o bem-estar dos indivíduos, mas está fora do seu controle. A personalidade, o comportamento financeiro e as habilidades individuais em lidar com as finanças também pesam”, explica Kawauti. “O desafio dos consumidores é fazer escolhas que equilibrem o desfrute do presente e o preparo para o futuro. Isso exige, para maior parte, vontade, controle, disciplina e a definição de prioridades.”

SPC Brasil lança aplicativo para o consumidor calcular seu próprio bem-estar financeiro

Além do novo Indicador de Bem-Estar Financeiro, o SPC Brasil acaba de lançar o aplicativo SPC Consumidor. Inicialmente, os consumidores poderão fazer o cálculo do seu próprio bem-estar financeiro e comparar com a média nacional.

Além da simulação, o usuário descobrirá como andam suas finanças e receberá dicas personalizadas periodicamente para melhorar a sua pontuação cada vez mais. Após quatro dicas recebidas, o consumidor pode refazer o teste e avaliar as mudanças no resultado.

“O SPC Brasil é uma plataforma de soluções integradas e queremos gerar conhecimento e bem-estar para sociedade. Esse é um passo importante para uma maior aproximação com o consumidor, possibilitando à população o acesso a essa importante e pioneira experiência de autoconhecimento e bem-estar financeiro”, afirma Magno Lima, superintendente do SPC Brasil.

“Queremos conhecer melhor os consumidores para desenvolver soluções que atendam às suas necessidades e ajudem a melhorar a gestão de suas finanças. Oferecer o aplicativo com indicador de bem-estar financeiro é o primeiro passo, mas muitas outras novidades estarão disponíveis em breve”, completou.

Pesquisadora do IEA analisa o Custo de Produção e a Rentabilidade da Cultura da Seringueira

O Brasil, que já foi o maior produtor mundial de borracha natural, hoje importa quase dois terços do que consome. Responsável por 56% da produção nacional, o Estado de São Paulo encerrou a safra 2016/17 de seringueira, da qual a borracha se origina, com produção de mais de 200 mil toneladas de coágulo, volume 11% superior ao alcançado na safra anterior (2015/16), informa o Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, a partir de dados coletados em junho de 2017, por meio de um levantamento realizado em parceria com a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), também vinculada à Pasta.

“Na última safra encerrada em junho de 2017 observou-se que houve um aumento significativo da produção. Esse resultado pode ser atribuído tanto ao aumento de pés em produção como à melhora dos preços ocorrida em meados de 2017, influenciando os produtores a realizar melhor manejo na cultura aliado ao clima propício o que resultou em melhor produtividade”, explicam Marli Dias Mascarenhas Oliveira, pesquisadora do IEA e Yuzen Kunisawa Carvalho, engenheiro florestal, autores do artigo.

O levantamento indica que a exploração da seringueira está situada, principalmente, na região norte/noroeste do Estado, sendo o Escritório de Desenvolvimento Rural (EDR) de São José do Rio Preto o maior polo produtor, com 28,9% da produção paulista, seguido pelos EDRs de General Salgado (17,9%) e Barretos (9,9%). Os EDRs que tiveram as altas mais expressivas foram General Salgado, Presidente Prudente e Jales.

Em relação aos preços recebidos, observa-se melhora em relação à safra anterior, principalmente pelo fato de ter ocorrido chuvas excessivas nos países produtores da Ásia no início de 2017, influenciando na oferta do produto, além da elevação da cotação do dólar no mesmo período. A cultura da seringueira ocupa o 19º lugar da economia agropecuária do Estado de São Paulo (0,77%). O preço médio mensal recebido pelos produtores paulistas durante a safra 2016/17 teve média de R$ 2,94/kg de coágulo. As diferenças entre a oferta e a demanda de borracha natural colocam o Brasil em situação de vulnerabilidade. Uma das formas de mitigar os riscos inerentes a produção é a gestão profissional do seringal.

Visando contribuir com o planejamento do início da safra da seringueira, que ocorre em setembro, os autores apresentam estimativas de custo de produção de implantação, formação e produção de seringueira e uma análise de resultados econômicos em função desses custos de produção, preços recebidos pelos produtores e diferentes níveis de produtividade.

Custo de Produção e a Rentabilidade da Cultura

A atividade da seringueira tem ciclo longo: as fases de implantação e formação consomem os primeiros seis anos; no sétimo, 50% das plantas encontram-se aptas para a sangria; a partir do décimo ano considera-se que o seringal tenha atingido todo seu potencial com 100% das árvores em sangria.

O custo de implantação, ou seja, o primeiro ano da cultura é o de maior valor, pois são consideradas as operações como o preparo do solo, plantio, replantio, molhação e outras operações de instalação da cultura. Para este, o custo operacional total (COT) apresenta valor de R$ 17.483,29, por hectare. Nos anos subsequentes (2º ao 6º ano), o custo de produção apresenta valores menores por apresentar operações de manejo sem sofrer o impacto, principalmente, dos custos com operações de máquinas os maiores ocorridos quando de sua implantação. A partir do 7º ano dá-se o início da sangria e os custos de produção sofrem um aumento, principalmente, pelo impacto da aquisição dos materiais para a sangria e do uso da mão de obra do sangrador. A partir do 10º ano o seringal entra em plena produção com 100% das árvores em sangria tendendo a estabilização da produção.

O item de maior participação percentual no COT é o da mão de obra, que soma 41,4% (comum, sangria tratorista e fiscal), seguido dos custos dos encargos sociais (16,6%). Outros fatores importantes são: defensivos (8,4%) e operação de máquinas (6%). Além destes, há de se levar em conta outros gastos envolvidos na produção que dependem da renda líquida para serem remunerados: o capital e a terra, o pró-labore do empresário e ainda outras despesas da propriedade.

De acordo com os autores, “o produtor precisa se concentrar no controle dos custos com a gestão eficiente dos fatores de produção e na busca de alternativas para aumento da produtividade, uma vez que os mesmos não possuem poder de controle dos preços recebidos pois estes são fixados pelo mercado”.

Por: Nara Guimarães

Indústria paulista perde 10,5 mil vagas de empregos em novembro, aponta Fiesp

A indústria paulista perdeu 10,5 mil postos de trabalho em novembro, queda de 0,49% em relação ao mês anterior, na série sem ajuste sazonal. Apesar do saldo negativo, esse resultado para o mês é o melhor apresentado nos últimos quatro anos. Em novembro de 2014, o recuo chegou a 1,44%, com a demissão de 37 mil trabalhadores. No acumulado do ano, o saldo ficou negativo, com o corte de 2 mil empregos (-0,10%). Já com ajuste para o mês, o saldo fica positivo (0,04%). Os dados são da pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo divulgados nesta terça-feira (12/12) pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e do Ciesp (Depecon).

Segundo o diretor titular do Depecon, Paulo Francini, esse resultado está dentro do esperado para o período, mas com o diferencial de apresentar uma queda menos agressiva quando comparado ao mesmo período de anos anteriores. “É relativamente normal esse esgotamento de emprego em novembro. Os meses de novembro e dezembro refletem as perdas causadas pela sazonalidade da indústria”, avalia Francini.

A indústria paulista deve fechar o ano com saldo negativo, segundo projeções do Depecon. A expectativa para dezembro é de demissão de 23 mil trabalhadores, e para 2017 o fechamento de 25 mil postos de trabalho. “O saldo a ser apresentado em dezembro deverá ser também um dos menores para os últimos 10 anos. Em dezembro de 2005, foram fechadas 33 mil vagas de emprego. Esse resultado sinaliza recuperação em curso. O ano de 2018 deve ser positivo na geração de emprego”, completa Francini.

Setores e regiões

Entre os 22 setores acompanhados pela pesquisa para o mês de novembro, 6 ficaram positivos, 12, negativos e 4, estáveis.

Entre os positivos, os destaques ficaram por conta do setor de produtos de minerais não metálicos, com geração de 624 postos de trabalho, seguido de veículos automotores, reboques e carrocerias (554).

No campo negativo ficaram, produtos alimentícios (-4.669) e coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (-3.857).

A pesquisa apura também a situação de emprego para as grandes regiões do estado de São Paulo e em 36 Diretorias Regionais do CIESP. Por grande região, a variação no mês ficou negativa no Estado de São Paulo (-0,49%), na Grande São Paulo (-0,04%) e também no interior paulista (-0,64%).

Entre as 36 diretorias regionais, houve variação nos resultados. Nas 9 que apontaram altas, destaque por conta de Matão (2,22%), influenciada pelo setor de máquinas e equipamentos (1,69%) e confecção de artigos do vestuário (8,74%); São João da Boa Vista (1,10%), por produtos de minerais não metálicos (6,42%) e produtos de metal (0,55%) e Santo André (0,87%), por produtos alimentícios (15,94%) e veículos automotores e autopeças (0,85%).

Já dos 19 negativos, destaque para Presidente Prudente (-3,87%), por coque, petróleo e biocombustíveis (-18,39%) e produtos alimentícios (- 0,52%); Franca (-2,71%), por produtos alimentícios (-4,64%) e coque, petróleo e biocombustíveis (-16,89%); Sertãozinho (-2,06%), influenciado por produtos alimentícios (-3,13%), máquinas e equipamentos (-2,66%).

Quais as dez principais previsões de fraudes eletrônicas para 2018?

A Easy Solutions listou as dez principais tendências e ciberataques que as organizações devem enfrentar em 2018. Segundo a empresa, enquanto os cibercriminosos se especializam na manipulação de usuários finais, as organizações devem concentrar seus esforços em mecanismos eficientes de autenticação.

1. Manipulação de usuários continua em alta – Os vazamentos de dados de grandes organizações, como os da Target, Equifax e OPM, envolvem e-mail, um link ou um arquivo anexado. Os ataques de phishing se concentram em fraquezas humanas e são simples, mas altamente efetivos. Além disso, nenhum setor, incluindo bancos, organizações governamentais e iniciativa privada, entre outros, está imune à engenharia social. A invasão de contas já causa cerca de 7 bilhões de dólares em prejuízos anuais. “Até o final de 2020, as organizações que não usarem técnicas avançadas de machine learning e autenticação de vários fatores serão incapazes de acompanhar as demandas de usuários finais cada vez mais digitalizados”, prevê Ricardo Villadiego, CEO da Easy Solutions;

2. Inteligência artificial: de que lado ela está? Os especialistas da Easy Solutions afirmam que as tecnologias de machine learning e de inteligência artificial, desenvolvidas para aumentar a conveniência dos usuários finais, estão sendo usadas pelos criminosos para criar caos e prejudicar usuários e empresas. Para a Easy Solutions, uma das maiores ameaças atuais é o uso de inteligência artificial para a geração de sites de phishing e malwares capazes de escapar dos sistemas de detecção. A tendência é que os criminosos entendam cada vez melhor o funcionamento de machine learning e alterem suas técnicas de ataque e programas maliciosos para superar os algoritmos usados em segurança. Isso é especialmente preocupante para as entidades que não usam ou não têm acesso a vastos conjuntos de dados para treinamento de algoritmos de IA, uma vez que é mais fácil para os criminosos injetar anomalias e efetivar o processo de aprendizagem de algoritmos de machine learning quando se usa apenas um conjunto superficial de dados;

3. Ataques cada vez mais sofisticados – Os criminosos estão usando dados obtidos ilicitamente no mercado negro, acessando contas bancárias e abrindo novas contas para cometer fraudes. Há agora uma necessidade ainda maior de se ter meios para detectar a falsificação de identidade no momento da abertura de contas, pedidos de empréstimo e solicitações de cartões de crédito, devido ao número cada vez maior de dados pessoais disponíveis no mercado negro. A Easy Solutions avalia que haverá mais casos em que uma conta de e-mail é o principal vetor do ataque. Uma conta hackeada do Gmail, por exemplo, poderá ser usada para acessar outros serviços e executar mais fraudes;

4. Invasões de conta devem aumentar – Graças aos vazamentos de dados passados, existe muita informação pessoal disponível no mercado negro. Os cibercriminosos poderão usar esses dados para invadir contas e alterar informações de contato e políticas de segurança dos proprietários, obtendo acesso livre para drenar recursos e gerar caos. Os fraudadores desenvolveram meios sofisticados para obter acesso a informações confidenciais, de modo que mesmo as pessoas mais atentas podem ter dificuldade para distinguir sites fraudulentos de sites legítimos. Os criminosos podem, ainda, empregar URLs e certificados digitais legítimos em páginas maliciosas, e usar dois ou mais canais institucionais, como apps e perfis falsos em redes sociais, para obter informações pessoais e depois acessar uma ou várias contas;

5. Ciberataques políticos – Reais ou imaginários, os ataques serão usados para obter vantagens políticas, como nos casos das eleições presidenciais de 2016 dos EUA, do ciberataque contra think tanks políticos na Alemanha e do ataque contra o parlamento britânico, que bloqueou o acesso a email dos parlamentares. Essa tendência deve aumentar, especialmente com a identificação de graves riscos de segurança em infraestruturas críticas, como redes elétricas, sistemas de água e comunicações. Como a maioria das transações e das atividades de empresas, governos e indivíduos é realizada digitalmente, garantir a segurança na Internet é mais que uma necessidade: é uma responsabilidade do governo;

6. Mais celulares, mais ameaças digitais – Apple e Google continuam a aumentar a segurança de seus dispositivos para proteger os usuários de ataques genéricos, como roubo de dados por apps utilitários. No entanto, ainda é possível usar esses aparelhos para facilitar o comprometimento de nomes de usuário, senhas e dados confidenciais. Ataques man-in-the-middle, pontos de acesso à Internet inseguros (como redes WiFi) e malwares em dispositivos com jailbreak são condições ideais para os cibercriminosos, pois possibilitam a exploração de vulnerabilidades. Segundo a Easy Solutions, essas estratégias de ataque devem se tornar ainda mais populares no próximo ano. Como a maioria das organizações não está monitorando essas ameaças e toma medidas apenas após a execução dos ataques, os criminosos continuarão se aproveitando das fraquezas e dos pontos desprotegidos de segurança móvel;

7. Ataques em dispositivos de IoT e assistentes de IA domésticos – Para cada assistente de IA, existe um hacker em algum lugar tentando acessar um dispositivo descontrolado. “As chances de sucesso são altíssimas, uma vez que o usuário médio está ciente da possibilidade de roubo de dados, mas não tem capacidade para impedir essas ameaças”, explica Villadiego. “Além disso, a maioria dos usuários é bastante negligente em termos de segurança, e não é de se admirar que os assistentes domésticos e os dispositivos IoT se tornem alvos populares no próximo ano”, acrescenta.

8. Vírus e malware autopropagados continuarão… a se propagar – O WannaCry não desaparecerá tão cedo. Em vez disso, TrickBot, a estrela em ascensão dos trojans bancários, Locky e outros estão se aproveitando do seu sucesso;

9. Moedas digitais permitirão que os criminosos embolsem os lucros obtidos nos ataques – Historicamente, a parte mais difícil de um ataque financeiro é o acesso aos recursos roubados por conta do risco de exposição. Em razão do aumento dos canais disponíveis para converter dinheiro normal em moedas digitais, os criminosos se concentrarão em estratégias que permitam receber em Bitcoins, segundo previsões da Easy Solutions. Essa tendência continuará até que as instituições financeiras e entidades de segurança desenvolvam e adotem contramedidas eficientes;

10. Tecnologias sofisticadas de skimming levarão a um aumento nos ataques a caixas eletrônicos – Em 2016, os hackers descobriram como criar skimmers virtuais (malwares instalados remotamente), o que lhes permitiu roubar informações dos cartões sem precisar sequer tocar no caixa eletrônico. Além disso, a prevalência de skimming não diminuiu diante da tecnologia EMV, que se tornou mais comum nos Estados Unidos a partir de 2015. Segundo a Easy solutions, enquanto houver caixas eletrônicos aceitando cartões com tarja magnética, deve-se esperar mais “investimento” dos criminosos em skimmers virtuais e um aumento em sua sofisticação.

Para enfrentar os desafios de 2018, a Easy Solutions recomenda que as instituições implementem uma solução de prevenção de fraude que ofereça monitoramento proativo 24 horas por dia e que vá além do simples monitoramento de domínios. “Uma solução forte analisa as ameaças de forma holística e é capaz de desativar qualquer atividade maliciosa”, explica Villadiego.

Buscar soluções que ofereçam proteção abrangente contra fraudes, incluindo ameaças digitais, proteção de marca e análises de navegação segura; Implementar autenticação de vários fatores e monitoramento de login para transações; e manter os sistemas atualizados com pacotes de software e backups regulares e ensinar funcionários e usuários finais sobre os perigos da fraude digital são as principais dicas da Easy Solutions. “As organizações que não implementarem as estratégias mais recentes de proteção contra fraudes enfrentarão grandes dificuldades para manter sua participação e relevância no mercado”, conclui.

As 50 empresas que mais geraram valor no Brasil em 2017

Entre as empresas que mais geraram valor tangível e intangível a seus investidores no Brasil, o Google é o destaque em 2017. A conclusão é do ranking Mais Valor Produzido – MVP Brasil 2017, que está em sua quinta edição e aponta as 50 melhores empresas brasileiras que mais geram valor tangível e intangível para si e para os seus acionistas, colaboradores, clientes e sociedade.

Desenvolvido pela área de Conhecimento do Grupo Padrão, o estudo mede documentos e indicadores coletados a partir de uma lista com as 1.000 maiores empresas, além do desempenho financeiro das organizações e da metodologia EVM (Enterprise Value Management).

De acordo com os responsáveis pelo ranking, a grande explicação para a ascendência da primeira colocada é a “atuação multidimensional”. “A atuação do Google é multidimensional. Agrega valor tangível e intangível desde o acionista, com modelos de negócios que trazem bons resultados aos lucros da companhia, passando por iniciativas diferenciadas para seus colaboradores no ambiente de trabalho, até o desenvolvimento de aplicativos e tecnologias que propiciam conhecimento compartilhado e o aumento da atratividade da marca ao cliente final. Tudo isso maximiza a geração e proteção de valor para a sua cadeia de stakeholders”, explica Daniel Domeneghetti, CEO da DOM Strategy Partners e desenvolvedor do estudo MVP.

Observou-se neste ano a tendência digital para as primeiras colocadas. Quatro entre as 5 melhores no ranking são empresas de tecnologia: Apple (2º lugar), Uber (3º lugar) e Facebook (5º lugar). A quarta posição ficou com o Bradesco.

Confira as 50 empresas destacadas, e as notas dadas pelo ranking para cada uma delas:

1. Google (9,01)

2. Apple (9)

3. Uber (8,89)

4. Bradesco (8,84)

5. Facebook (8,84)

6. Nespresso (8,79)

7. Santander (8,72)

8. Itaú Unibanco (8,71)

9. Caixa Econômica (8,69)

10. Whirpool (8,68)

11. Ambev (8,56)

12. Banco do Brasil (8,55)

13. Coca-Cola (8,53)

14. Samsung (8,44)

15. TV Globo (8,42)

16. Elektro (8,41)

17. Natura (8,33)

18. O Boticário (8,31)

19. Carrefour (8,31)

20. RaiaDrogasil (8,3)

21. Nestlé (8,29)

22. Johnson & Johnson (8,28)

23. Roche (8,23)

24. Cielo (8,22)

25. P&G (8,22)

26. Magazine Luiza (8,22)

27. BRF (8,21)

28. Ipiranga (8,21)

29. Walmart (8,19)

30. Heineken (8,18)

31. CCR (8,16)

32. Localiza (8,16)

33. Cosan (8,14)

34. BASF (8,13)

35. Renner (8,13)

36. Ifood (8,13)

37. Ser Educacional (8,12)

38. Bunge (8,11)

39. SBT (8,11)

40. Unilever (8,1)

41. Kroton (8,1)

42. Algar (8,08)

43. Embraer (8,07)

44. AES Eletropaulo (8,07)

45. Netshoes (8,07)

46. Fleury (8,07)

47. Riachuelo (8,05)

48. Pfizer (8,05)

49. Pão de Açúcar (8,04)

50. Prevent Sênior (8,04)

Consumo sustentará o crescimento da economia em 2018

O consumo das famílias foi o destaque da revisão das projeções de crescimento econômico de 2018 do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), divulgada nesta segunda-feira, 11/12. O instituto elevou a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) do próximo ano de 2,5% para 2,8%.

A principal revisão foi feita na projeção para o consumo das famílias. Antes da revisão, o Ibre/FGV trabalhava com 3,3% de alta em 2018 e, agora, espera que esse componente da demanda avance 3,9%. A geração de empregos e a recuperação do crédito para as famílias avançarão, substituindo o efeito da desinflação sobre a renda como principal mola do consumo, Silvia Matos, economista do instituto.

A equipe da entidade projeta saldo positivo de 800 mil vagas de emprego formais no Caged, do Ministério do Trabalho, no próximo ano. “Em 2018, a economia será tocada pelo consumo”, afirmou Silvia, após apresentar os dados em palestra durante seminário de conjuntura econômica, promovido pelo Ibre/FGV, no Rio.

Além disso, segundo a economista, os dados de 2018 melhoraram por causa da trajetória de duas altas de 1,2% no consumo das famílias, no segundo e no terceiro trimestres, sempre sobre os períodos imediatamente anteriores. Isso terá um efeito de carregamento estatístico positivo para o próximo ano.

O cenário para 2018 traçado por Silvia inclui uma preocupação com a questão energética. Por causa dos baixos níveis das hidrelétricas, o crescimento da demanda no próximo ano tenderá a elevar preços de energia elétrica.

Nesse quadro, com a demanda ainda reprimida, o Ibre/FGV projeta que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) baixará a taxa básica de juros (Selic, hoje em 7,0% ao ano) para 6,75%, mas com perspectiva de elevação ainda em 2018, para 7,25%. A dúvida, segundo Silvia, é se, diante de uma demanda um pouco mais aquecida, o ajuste na política monetária será feito ainda em 2018 ou no início de 2019.

O Ibre revisou sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2017 de 0,9% para 1,0%. Segundo a pesquisadora, haverá ligeira melhora na taxa de desemprego, e o consumo das famílias seguirá crescendo em 2018. O processo eleitoral seguirá como fonte de incerteza. “A grande preocupação hoje é ver a recuperação do investimento”, afirmou Silvia.