Varejo deverá perder R$ 11,8 bilhões em 2020 com feriados

O varejo brasileiro deve deixar de faturar R$ 11,8 bilhões em 2020 devido aos feriados nacionais. A estimativa é da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O valor representa 0,6% do total faturado em um ano. De acordo com o levantamento, o prejuízo será 53% maior do que o valor registrado em 2019, de R$ 7,6 bilhões. Neste ano, foram sete dias de feriados e em 2020 serão 11. Os setores de supermercados e farmácias devem perder R$ 3,2 bilhões e R$ 1,87 bilhão, respectivamente, aumentos de 58% e 59% na comparação anual.

86% dos empresários esperam vendas iguais ou maiores na Black Friday

Pesquisa realizada pela Boa Vista entre agosto e setembro de 2019 revela que 86% dos empresários brasileiros acreditam que as vendas da Black Friday serão iguais ou maiores que em 2018. A pesquisa aponta ainda que 29% esperam faturar mais que o ano passado com a data.

“Os resultados indicam otimismo moderado dos empresários, em linha com o observado nas datas especiais anteriores de 2019. Este cenário reflete a melhor situação do emprego em relação ao mesmo período de 2018, a relativa estabilidade dos preços e o crescimento da economia, ainda que baixo. A Black Friday vem mostrando importância crescente para o comércio, e a tendência para os próximos anos é que se consolide como um dos principais períodos de vendas”, explica Gabriel Couto, economista da ACIRP.

Ainda de acordo com a pesquisa, 25% dos empresários farão estoque extra de produtos para a Black Friday de 2019 e 13% irão contratar mais mão de obra para a data, porcentagem que aumenta para 24% quando considerados apenas os empresários confiantes com o aumento das vendas.

Representatividade

Em média, as vendas da Black Friday representam 3,7% do faturamento anual das empresas. Para a maioria dos empresários (43%) as vendas da data representam menos de 1% do faturamento. O gráfico a seguir ilustra os números.

Estratégia de vendas

A principal estratégia adotada para chamar a atenção do consumidor será conceder descontos, conforme 55% das menções dos empresários. Outros 30% pretendem facilitar o pagamento, oferecendo a opção de parcelamento. Por fim, 15% irão apostar na criação de promoções como “leve dois e pague um”, por exemplo.

Vendas e faturamento por setor

Indústria e Serviços são os setores mais otimistas com o aumento das vendas da Black Friday em relação ao ano passado: 57% dos empresários de ambos os setores esperam um crescimento das vendas. Já para o Comércio, esse número representa 44% dos empresários, como ilustra o gráfico a seguir.

Em relação ao faturamento por setor nesta Black Friday, o de Serviços é o mais otimista, já que 42% de seus empresários afirmam esperar um maior faturamento com a data em relação ao ano passado. No caso de Comércio e Indústria, ambos os setores têm 39% de seus empresários otimistas com o crescimento.

Metodologia

A Pesquisa Perspectiva Empresarial – Black Friday foi realizada pela Boa Vista de forma quantitativa, entre os meses de agosto e setembro de 2019. No levantamento foram entrevistados mais de 800 respondentes, representantes dos principais setores (Comércio, Indústria e Serviços) e dos segmentos micro, pequenas, médias e grandes empresas. A leitura dos resultados deve considerar 4% de margem de erro e 95% de grau de confiança para leitura dos resultados.

Startups do Brasil estão na mira dos japoneses, diz estudo

As companhias japonesas estão de olho nas boas oportunidades junto as empresas inovadoras, em especial startups, do Brasil. Chama a atenção deles, aquelas dos setores de agritech (22%), tecnologia da informação (13%), fintech e logística (ambas com 9% cada). A informação faz parte do relatório do Grupo de Estudos das Empresas Japonesas sobre Inovação no Brasil criado pela Japan External Trade Organization (JETRO) em parceria com as companhias que integram o Grupo de Trabalho de Inovação da Câmara de Comércio e Indústria Japonesa no Brasil, que reúne 35 corporações que atuam no país.

Além das quatro áreas citadas, os nipônicos têm interesse nos setores de mobilidade, health tech e infraestrutura (todos com 6%). Outros, como biotecnologia, marketing, retailtech e security (com 3%) também são mencionados. A boa notícia para os brasileiros é que 26% dos japoneses querem inovar a partir dos novos modelos de negócios das startups, e outros 17% objetivam investir e até adquirir companhias ou atuar no co-desenvolvimento de produtos e serviços com empresas recém-criadas e rentáveis.

“Há interesse das companhias do Japão em ampliar os negócios a partir das subsidiárias que conhecem bem o mercado local, mas outras nações têm recebido prioritariamente os investimentos, embora reconheçam a importância brasileira”, argumenta Atsushi Okubo, diretor-presidente da JETRO no Brasil. De acordo com ele, outros mercados acabam por receber investimentos japoneses pelo desconhecimento, muitas vezes, do potencial brasileiro de inovação. “Para obter mais apoio, 40% das companhias que compõem o grupo de estudos afirmam que é preciso a matriz enviar seus principais executivos para desbravarem o Brasil”, completa Okubo.

Na pesquisa do Grupo de Inovação, a visita ao ecossistema brasileiro para a construção de um networking e a participação em programas de aceleradoras privadas e mesmo de inovação aberta por agências governamentais, respectivamente, foram citados por 41% e 18% dos japoneses como fundamentais para avançar no Brasil. “Hoje, temos casos em que as empresas buscam solucionar problemas resultantes dos ambientes de negócios no Brasil, como o Custo Brasil, através da inovação, porém, 50% delas priorizam a busca de novos negócios a partir de suas operações locais”, diz Okubo.

De acordo com o estudo Global R&D Funding Forecast, os gastos com P&D devem crescer 3,6% em todo o mundo em 2019, totalizando US$ 2,3 trilhões. E, segundo o Índice Global de Inovação (IGI), o Brasil ocupa a 66ª posição entre as nações mais inovadoras do planeta, em lista liderada pelo trio Suiça, Suécia e Estados Unidos. O Japão ficou em 15º lugar.

Mais empresas encerram portfólio de produtos em outubro

O Radar Empresarial de outubro, calculado pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, demonstra que cresce o número de empresas que encerraram os portfólios de produtos. O aumento deste índice em outubro foi de 13,5% na comparação com setembro para o indicador Brasil. Para médias e pequenas empresas, o aumento foi de 7,8%. Nos últimos 12 meses, no entanto, o índice aponta um cenário inverso ao de outubro, quando analisado isoladamente. Em um ano, observa-se redução de 3% no número de portfólio de produtos encerrados.

Radar Empresarial mensura o encerramento de portfólio de produtos pelas empresas, nos mostrando uma tendência se mais ou menos empresas decidem pelo término de suas linhas de produtos. Ele pode ser utilizado como um termômetro da conjuntura econômica nos meses subsequentes à sua publicação, sendo um antecedente do índice de falências do Serasa.

Entenda:

• O Radar Empresarial é um indicador estatístico que contempla todos os setores da economia nacional, tendo maior representatividade na indústria de transformação. O indicador apresenta dois recortes: Brasil e Micro e Pequenas Empresas (MPE).
• Elaborado pela GS1 Brasil com o apoio da 4E Consultoria, o estudo é publicado mensalmente e ajuda o mercado a ter uma percepção mais apurada sobre o ambiente de negócios no País.
• O indicador possui forte correlação com o indicador de falências do Serasa, sendo possível, inclusive, a utilização do Radar para antever seus resultados.
• Número indicador com base média 2012 = 100.

Expectativa de manutenção dos juros baixos valoriza títulos públicos em outubro

São Paulo – As expectativas do mercado de que os juros sejam mantidos em patamares baixos pelos próximos meses refletiram na valorização dos títulos públicos federais em outubro. Representados pelo IMA-Geral, o Índice de Mercado ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), esses papéis tiveram rentabilidade média de 1,72% no mês e de 12,62% no acumulado do ano.

“A aprovação da Reforma da Previdência no Senado, a nova redução na Selic e as previsões de mais um corte até o encerramento do ano impulsionaram a alta dos ativos no último mês”, afirma Hilton Notini, gerente de Preços e Índices da ANBIMA. “Com as expectativas de juros baixos por mais tempo, os papéis com prazos maiores de vencimento tiveram os maiores retornos”, completa.

Os subíndices que representam títulos mais longos tiveram as maiores altas de outubro: o IMA-B5+, que reflete as NTN-Bs com mais de cinco anos, e o IRF-M1+, que acompanha papéis pré-fixados com mais de um ano, cresceram 4,67% e 2,22%, respectivamente. No acumulado de 2019, os retornos médios foram de 32,45% e 14,38%.

Os demais subíndices também registraram variações positivas em outubro. O IMA-B5, que reflete as NTN-Bs até cinco anos, e o IRF-M1, que retrata os ativos pré-fixados de até um ano, avançaram 1,65% e 0,62% no mês e 12,09% e 5,96% no ano. Já o IMA-S, que segue a trajetória da Selic com os papéis pós-fixados, teve crescimento de 0,48% em outubro e de 5,19% em 2019.

Debêntures

O IDA-Geral (Índice de Debêntures ANBIMA), que acompanha os títulos corporativos, apresentou em outubro retorno de 0,46%. O destaque no mês é do IDA-IPCA ex-infraestrutura, que reflete os papéis atrelados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo): a variação foi de 2,20% no mês, acumulando 13,9% no ano – a melhor performance entre os subíndices do IDA.

Interior do Estado vende 4x mais que Grande SP e Campinas

A pesquisa mensal sobre o faturamento (deflacionado pelo IPS/FIPE) realizado pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) aponta que a Grande São Paulo e Campinas tiveram resultados negativos nas vendas no mês de setembro, registrando -5,70% e -4,31% em comparação ao mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, as regiões têm -2,47% e -2,13%. Para a Grande São Paulo, setembro foi o pior desempenho do ano na comparação entre meses de 2018 e 2019. No caso de Campinas, o terceiro pior.

No Estado, a pesquisa no conceito de mesmas lojas – que considera as unidades em operação no tempo mínimo de 12 meses – aponta que o número de vendas no acumulado de 2019 em relação à 2018 para o Estado é de 0,31%. Em agosto de 2019, o acumulado geral era de 0,45%. A queda acentua a dificuldade de fechar o ano dentro da projeção de 1% realizado pela APAS. Na comparação dos meses de setembro entre os anos, a queda é de 0,79%.

O destaque positivo de setembro fica para as regiões de Bauru e Marília que tiveram um forte crescimento em setembro contra o ano passado, sendo de 5% e no acumulado em 6%. Atualmente, a região de Bauru emprega 14,5 mil pessoas no setor e a Região de Marília 11,3 mil. A região representa 4% do faturamento do setor (2,3% e 1,7% respectivamente). No caso da cidade de Bauru são 192 lojas de varejo alimentar (super, hiper, mini, mercearias, atacados e atacarejos) e a cidade Marília, 156.

Apesar de historicamente ser um mês fraco, os empresários do setor esperavam resultados melhores devido à criação da Semana do Brasil – evento elogiado e que 90% dos associados da APAS pediram a continuidade em 2020. “Os empresários tiveram pouco tempo para trabalhar junto da indústria e poder realizar ofertas mais atraentes. Além disso, o apelido de “Black Friday Verde Amarela” foi apontado pelos empresários como um obstáculo, uma vez que o termo ‘Black Friday’ está intimamente ligado a eletroeletrônicos”, explica o economista da APAS, Thiago Berka.

Para Berka, o setor segue mostrando melhoras saindo da crise. “Os supermercadistas estão realizando contratações recordes. Neste ano, dos 10 meses analisadas, três tiveram recordes nos últimos cinco anos e o acumulado é o melhor em três anos. Isto demonstra que há sim melhora no fluxo de clientes e que a aposta do setor está no último trimestre de 2019 devido à liberação do 13º, FGTS e lotes de imposto de renda. A expectativa é que o Natal seja o melhor desde 2014”, explica o economista.

5G pode gerar US$ 293 bilhões em dez anos para a economia latino-americana

A implementação de redes de quinta geração (5G) de telefonia celular vai gerar entre US$ 230 bilhões e US$ 293 bilhões em dez anos no PIB latino-americano, dependendo da sua cobertura e qualidade de conexão, estima relatório assinado pelos especialistas Raúl Katz e Sebastián Cabello, ambos com longa experiência na indústria móvel – Cabello foi diretor geral da GSMA na América Latina entre 2010 e 2018.

Em seu estudo, eles consideraram quatro possíveis cenários. No primeiro, o 5G seria oferecido apenas nos grandes centros urbanos, com velocidade uniforme e simétrica de 50 Mbps. No segundo, haveria cobertura nacional, mas as áreas rurais teriam uma velocidade de 2 Mbps. No terceiro, a velocidade no interior seria de 10 Mbps. E no quarto e melhor cenário possível, os usuários em áreas rurais teriam a mesma qualidade daqueles nas grandes cidades, experimentando 50 Mbps.

Foram analisados seis mercados: Brasil, Argentina, México, Chile, Colômbia e o resto da América Latina. O Brasil será aquele com maior impacto econômico decorrente do 5G, gerando um ganho em dez anos em seu PIB entre US$ 85,9 bilhões, no primeiro cenário, e US$ 103,9 bilhões, no quarto cenário.

O impacto no PIB leva em conta não apenas o investimento nas redes de telecom, mas os ganhos de produtividade nas mais diversas verticais da economia em razão da melhor qualidade de conexão trazida pela rede 5G. Na agricultura, por exemplo, o impacto varia de US$ 6,3 bilhões a US$ 17,9 bilhões, dependendo do cenário. Na indústria, de US$ 26,8 bilhões a US$ 34,4 bilhões. O maior impacto será no setor público, variando de US$ 43,9 bilhões a US$ 55 bilhões. O relatório completo pode ser baixado aqui.