Homens gastam mais em moda íntima que mulheres

São Paulo – Ainda que muita gente não acredite que a vaidade possa estar atrelada ao universo masculino, os dados sobre o mercado consumidor revelam uma realidade bem diferente disso. Além do surgimento de estabelecimentos voltados aos cuidados para homens, como salões masculinos e barbearias, as lojas de cuecas também notaram a mudança de comportamento do consumidor.

O Boletim de Tendências, divulgado pelo setor de Inteligência Setorial do Sebrae, informou que o segmento de moda íntima para homens está em constante evolução. Tendo como base um estudo realizado pelo Instituto de Estudos e Marketing Industrial, a instituição concluiu que, pela primeira vez na história, o público masculino está gastando mais com cuecas e outras peças íntimas do que as mulheres. O valor de compra médio para mulheres ficou estipulado em R$ 93,20, enquanto para os homens chegou aos R$ 115.

Mudança de comportamento masculino já chegou à classe C

A pesquisa leva em consideração algumas outras variáveis, como a faixa etária, mostrando que a maioria dos homens que estão comprando mais tem entre 25 e 34 anos. Além disso, quase 65% dos consumidores estão adquirindo alguma peça de roupa íntima uma vez por mês, pelo menos.

Ainda que boa parte do mercado acredite que essa nova faceta do homem vaidoso se restrinja à população com maior renda, a pesquisa confirma que praticamente 60% dos consumidores que realizam compras com frequência pertencem às classes econômicas B2 e C, ou seja, a classe média brasileira.

E-commerce sente impacto positivo nas vendas

A retomada da economia após a crise é lenta, porém já traz resultados positivos, principalmente para o comércio online. Só em abril deste ano já foram registrados 12 milhões de pedidos, que totalizaram 5 bilhões de reais em faturamento. Os números, que são resultado do período sazonal envolvendo a Páscoa e o Dia das Mães, representam avanço expressivo em relação ao mesmo período em 2018: o número de compras aumentou 12% e o valor total cresceu 10,3%.

É claro que as datas comemorativas, como Páscoa, Dia das Mães e, posteriormente, Dia dos Namorados, são responsáveis por grande parte desse impulsionamento da economia, mas o crescimento também se deve ao fato de que os consumidores estão cada vez mais familiarizados com as compras online.

Mercado deve se adaptar às novas demandas do público masculino

Além de estar mais vaidoso, o homem também tem várias exigências na hora de procurar roupas íntimas. Ele busca os modelos mais confortáveis (tanto na questão dos tecidos quanto das costuras), com melhor caimento, além de peças esteticamente atraentes.

O fato é que as marcas precisam investir mais na criação de produtos que atendam a essas demandas, além de divulgar o que já está disponível, trazendo visibilidade e praticidade ao consumidor. Independentemente do produto escolhido, o consumidor deve estar feliz com sua compra.

Loja de cuecas online deve oferecer o melhor em qualidade e segurança aos seus clientes

A loja de cuecas pela internet deve estar abastecida com as melhores peças e marcas na hora de atender às demandas dos clientes, oferecendo modelos confortáveis, duráveis e com a melhor vestibilidade.

A Cueca Store conta com diversos modelos de roupa íntima, como cuecas boxer, long leg, slip clássica, samba canção e sungão, além de pijamas, sungas, meias e camisetas, que são entregues diretamente na residência do cliente, sem que ele precise sair de casa para realizar a compra.

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E-commerce B2B movimentará R$ 2,4 trilhões no Brasil até dezembro

Segundo o índice Business-to-Business Online (B2BOL), medido há 17 anos pela E-Consulting, o comércio eletrônico estabelecido entre empresas no Brasil tem a previsão de faturar aproximadamente R$ 2,39 trilhões em dezembro 2019. Um aumento de 17,1% em relação ao ano passado, que fechou o período arrecadando R$ 2,04 trilhões.

Mais um ano, os marketplaces fechados, que são transações feitas entre a indústria e as suas cadeias produtivas e ecossistemas, vão puxar o comércio virtual brasileiro, representando cerca de 76,1% de toda a movimentação prevista para o ano. De acordo com números da E-Consulting, a expectativa é que os negócios digitais brasileiros arrecadem R$ 1,82 trilhão somente nesta modalidade, tendo um incremento de 15,2% em comparação com o R$ 1,58 trilhão conquistado em 2018.

Os segmentos que irão movimentar mais compras no período são: commodities agrícolas e minerais (15,2%), indústria de base e de capitais (12,7%), governo e agências públicas (11,4%), bens de consumo e varejo (11,3%) e convergência – telecomunicações, TI e internet, entretenimento e mídia – (10,3%).

Já as compras e vendas ocorridas em plataformas de marketplaces independentes, os chamados mercados digitais intermediários, devem gerar o montante de R$ 570 bilhões. Em 2018, este tipo de transação faturou R$ 560 bilhões.

Nesta categoria, bens de consumo duráveis e não duráveis responderam por 16,1% do total transacionado. A categoria foi seguida por atacado e varejo (12,3%), química e petroquímica (11,5%), convergência – telecomunicações, TI e internet, entretenimento e mídia – (11,4%) e utilities (10,3%).

Consumo mundial de café projeta 208 milhões de sacas até 2030

A demanda de café em nível mundial no ano-cafeeiro de 2018 foi calculada em 164,64 milhões de sacas, das quais 114,38 milhões de sacas foram consumidas pelos países importadores e 50,26 milhões de sacas pelos países exportadores. Tendo como base esse parâmetro global, se for estimado um aumento da demanda aplicando a taxa de crescimento de 1,5% ao ano, o consumo atingirá 196,84 milhões de sacas até 2030. Mas, se aplicada uma taxa de crescimento um pouco maior, de 2% ao ano, para esse mesmo período, a demanda poderá ser de 208,80 milhões de sacas. E, num terceiro cenário, com a demanda se expandindo em torno de 2,5% ao ano, o consumo mundial de café em 2030 poderá ser de até 221,42 milhões de sacas de 60kg ao ano.

Retrospectiva dos dados e números dos últimos 20 anos aponta que, no ano 2000, a demanda foi de 105,50 milhões de sacas, e que os Cafés do Brasil participaram com 31,1% desse consumo. Em 2004, quando a demanda global atingiu a marca de 120 milhões de sacas, o café brasileiro participou com 35,7% do consumo dos cinco continentes. Na sequência, em 2008, cujo consumo registrado no planeta foi de 132,96 milhões, a participação do Brasil no fornecimento do produto foi 37%. Em 2012, ano em que o consumo global atingiu 145,37 milhões de sacas, os Cafés do Brasil tiveram uma participação de 35,2% do mercado. E, por fim, em 2018, a participação brasileira no suprimento do consumo global subiu para 37,7%.

Cresce produtividade da cultura do trigo

A oferta de trigo para a indústria moageira nacional deverá ser favorável no segundo semestre de 2019 e início do próximo ano, considerando que a produção argentina, principal abastecedor dos moinhos brasileiros, tende à normalidade e a liberação da importação com taxa zero de 750 mil toneladas. “Outra boa notícia é que a produção brasileira em 2019 deverá alcançar 5,488 milhões de toneladas, com crescimento de 1,1% sobre a temporada passada, quando foram colhidas 5,428 milhões de toneladas”, salienta o embaixador Rubens Barbosa, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo).

“Esses números da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam melhoria da produtividade da cultura nacional, considerando que a área plantada este ano, de 1,993 milhão de hectares é 2,4% menor em relação à do ano anterior, de 2,042 milhões de hectares”, frisa Barbosa. A produtividade projetada é de 2.753 quilos por hectare, 3,6% acima do ano anterior, quando foi de 2.657 quilos por hectare. O Paraná deverá ter safra de 2,747 milhões de toneladas, com queda de 3,1% sobre o ano anterior. No Rio Grande do Sul, a produção deverá subir 3,4%, chegando a 1,936 milhão de toneladas.

“Com a diversificação dos fornecedores, incluindo Argentina, os produtores brasileiros e os de outros países, nossa indústria moageira conta com quantidade e variedades adequadas de trigo para atender o mercado nacional em volume e tipos de farinha”, conclui o embaixador.

Produtos naturais puxam mercado nacional de cuidados com pele e cabelo

A procura por produtos naturais aqueceu o mercado de beleza no Brasil nos últimos anos. De forma geral, os itens de beauty & care cresceram 9% em 2018. Já os itens com ativos naturais, como abacate, argan, coco, oliva, macadâmia etc., representavam 6% do mercado em 2017. Já em 2018, equivalem a 20% em valor, aponta levantamento feito pela Kantar, multinacional de painéis de consumo. A preocupação com pele e cabelo representa grande parte das decisões de compra desta cesta no Brasil. Entre os valores totais gastos neste segmento, 30,1% vão para shampoo, 25,3% com cuidados com a pele do corpo e 13,3% para skin care do rosto.

Apesar das mulheres terem rotinas cada vez mais dinâmicas e estarem buscando mais praticidade – reduziram em 2,6% a frequência do uso de produtos durante a semana -, os cuidados com a beleza ainda tomam 18% mais tempo delas do que dos homens. Em geral, este tempo extra é gasto estilizando o cabelo e com tratamentos para a pele do rosto.

O estudo aponta que na hora do skin care, o comportamento varia muito entre públicos masculinos e femininos, mas independente do sexo e idade concentra as atenções no rosto. Os homens têm duas grandes preocupações com cuidados estéticos ao longo da vida: acne e cravos. Para tratá-los, incluem um ou dois produtos em suas rotinas, principalmente entre 11 e 24 anos. Entre as mulheres, 33% delas têm em média seis preocupações na vida adulta. São elas: cravos, espinhas, acne, olheiras, rugas e manchas. Para isso, elas elegem, em média, 4 ou 5 categorias de beleza por período. No entanto, o número de produtos na nécessaire caiu 5% nos últimos dois anos na contramão do aumento pela busca de opções que ofereçam um mix de benefícios com ênfase em efeito anti-idade, hidratação e nutrição.

“Mulheres se preocupam com olheiras e rugas boa parte da vida adulta, enquanto os cuidados estéticos dos homens são concentrados entre os jovens que buscam soluções para cravos e espinhas”, analisa Giovanna Fischer, Diretora de Marketing e Insights da Kantar.

Entre o público feminino, 33,5% busca ajuda dermatológica para tratamentos no rosto, enquanto 21,1% dos homens procuram soluções nos consultórios médicos.

O estudo apontou também que 9,5% das mulheres gostariam de ter pele muito mais clara do que têm, 19,3% um pouco mais clara e 6,4% um pouco mais escura. Entre os homens, 6,8% gostariam de ter pele muito mais clara, 14,4% um pouco mais clara e 6,1% mais escura.

Quando se trata de cabelo, apenas 4,9% das mulheres se dizem felizes com as próprias madeixas, enquanto 11,4% dos homens não mudariam nada nos fios. O contraste entre os dois públicos também aparece nas queixas. As mulheres encontram, em média, 15 problemas capilares em si mesmas, número que cai para 8 entre os homens. Entre o público masculino, 21,7% não tem nenhuma reclamação a fazer sobre o próprio cabelo e, entre as mulheres, este índice é de 7,3%.

No Brasil, 31% das mulheres dizem ter cabelo liso, 28% levemente liso, 16% ondulado, 10% encaracolado e 4% crespo. Os fios longos predominam e 42% das mulheres têm cabelos abaixo do ombro e 23,3% na altura dos ombros. Entre os homens, 38% dizem ter cabelo liso, 28% levemente liso, 17% ondulado, 6% encaracolado e 2% crespo. Na hora de escolher o corte, 43,2% usam bem curto acima das orelhas, 20,6% curto que cobre as orelhas e 19,3% raspado.

A busca por um look mais natural tem crescido entre as brasileiras e, progressivamente, elas têm usado menos chapinha e secador de cabelo. O comportamento também tem feito a escolha por coloração, o procedimento químico mais popular entre as mulheres, mudar de tom: o loiro tem perdido espaço e o castanho ganhado pontos na preferência. Além disso, as donas de cabelos encaracolados são as menos adeptas à química.

Ao todo, nos últimos seis meses, 62,2% do público feminino passou por algum tratamento químico nos cabelos, enquanto 13,7% dos consumidores masculinos aderiram a algum procedimento deste tipo. A maior parte delas (23%) aplica produtos em casa e 20% vai ao salão de beleza.

O frizz é o que mais preocupa as mulheres: 45,3% o elegem como principal problema, principalmente entre as mais jovens. O ranking é completo com cuidados com pontas duplas e perda de cabelo. De acordo com o aumento da idade, fios grisalhos e pouco volume também entram na lista. Entre os homens, a caspa é a principal preocupação de 35,5% deles, além da perda de fios e cabelo grisalho.

Estudo traça perfil das startups da região Norte do País

Com o objetivo de compreender o ecossistema de startups nas mais diversas regiões do país, a Associação Brasileira de Startups (Abstartups) acaba de divulgar um novo mapeamento de startups da região norte do país. O estudo, feito entre os meses de maio e junho deste ano, apresenta dados interessantes em relação ao perfil das startups locais, como porte, número de colaboradores, perfil dos fundadores e setor de atuação.

Segundo o levantamento, existem, ao todo, 266 startups na região, sendo Amazonas (29%), Pará (24%) e Rondônia (14%) os estados com mais concentração dessas empresas. Outro dado importante é que o segmento que mais se destaca é o de Educação, seguido por Finanças e Agronegócios. Em relação ao modelo de negócios, 26% são Marketplaces, 25% são atuam no segmento SaaS e 9% tem foco em serviços e soluções para o mercado de Consumo.

A pesquisa também mostra que os empreendedores da região são em sua maioria do sexo masculino, contabilizando 46% do total, contra 8% do sexo feminino. Ao todo, 27% das startups locais tem mais de um fundador, sendo a maioria homens e, em apenas em 9% delas, a proporção de fundadores é igual entre ambos os sexos.

De acordo com o Presidente da Abstartups, Amure Pinho, grande parte das startups da região já passaram pela fase de ideação, e se encontram principalmente na fase de operação. “Quando analisamos o nosso país como um todo, podemos perceber que a região norte tem desenvolvido muito seu ecossistema, sendo que 36% das startups estão na fase de operação. Acredito que, para os próximos anos, teremos a maioria delas na fase de tração”, explica.

Para acessar o mapeamento completo, acesse: abstartups.com.br/mapeamento-norte/

Despesas assistenciais dos planos de saúde passam de R$ 160 bilhões

São Paulo – Passou de R$ 160 bilhões o montante de despesas assistenciais das operadoras de planos de saúde (OPS) médico-hospitalares em 2018. O valor representa aumento de 10,5% em relação às despesas para atender aos beneficiários registradas no ano anterior, de acordo com a análise especial do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) a partir do Mapa Assistencial da Saúde Suplementar no Brasil, publicação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Em 2018, o maior incremento ocorreu em “outros atendimentos ambulatoriais” (o que inclui consultas e sessões com nutricionista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, psicólogo etc.), foram R$ 13,3 bilhões ante R$ 10,6 bilhões do ano anterior, alta de 24,9%. As despesas com terapias tiveram o segundo maior avanço, de 23,1%, passando de R$ 10,4 bilhões para R$ 12,8 bilhões.

Essas despesas foram para a execução de 1,4 bilhão de procedimentos para atender aos cerca de 47,2 milhões de beneficiários de planos médico-hospitalares em 2018, 5,4% a mais do que o total de procedimento realizados em 2017 (1,33 bilhão). O total de terapias foi o que mais avançou, saltando de 77,2 milhões, em 2017, para 93,4 milhões em 2018, alta de 21%. Além disso, foram realizados 274,4 milhões de consultas, 164,2 milhões de outros atendimentos ambulatoriais, 861,5 milhões de exames e 8,1 milhões de internações.

José Cechin, superintendente executivo do IESS, destaca que o número médio de beneficiários médico-hospitalares teve queda de 0,1% no período analisado, passando de 47,25 milhões, em 2017, para 47,20 milhões em 2018. O que equivale a 59,1 mil rompidos. “Na comparação entre os dois anos, verificou-se que o número total de procedimentos assistenciais cresceu 5,4% e o número médio de beneficiários caiu 0,1%, aumentando assim, o número médio de procedimentos per capita em 5,5%.”

O executivo também cita que nesse mesmo período, houve aumento de 1,7% no número de internações e de 1,8% na taxa de internação que passou de 16,9% para 17,2% para cada 100 beneficiários. “Precisamos ter uma atenção especial nesse ponto, pois a tendência observada nestes dois anos tende a continuar, dado o rápido envelhecimento da sociedade brasileira, especialmente se não avançarmos em agendas de Promoção de Saúde, Prevenção de doenças, Coordenação do Cuidado e Atenção Primária à Saúde (APS)”, pondera Cechin.

Por fim, o executivo destaca que o investimento na saúde privada tem um importante fator social pois contribui para a saúde dos brasileiros com financiamento privado.