Maior parte dos brasileiros não pretende comprar durante Black Friday

São Paulo – Sinônimo de boas ofertas e grandes oportunidades na reta final do ano, a Black Friday parece não empolgar tanto os brasileiros – nem mesmo como forma de antecipar as compras de Natal. De acordo com levantamento da Kantar Worldpanel, 53% dos entrevistados não planeja comprar nada no dia 23 de novembro.

Os dados revelam também que 17% dos ouvidos revelaram o desejo de antecipar as compras de fim de ano na data. A pesquisa online ouviu 605 pessoas, entre os dias 1º e 12 de novembro.

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Geração Z brasileira quer desenvolver novas tecnologias

Uma pesquisa encomendada pela Dell Technologies, realizada pela Dimensional Research, identificou que a maioria dos jovens brasileiros (85%), entre 16 e 23 anos, deseja trabalhar com o desenvolvimento ou implementação de novas tecnologias. O estudo, realizado em 17 países, incluindo o Brasil, mostra as expectativas e a relação da Geração Z (nascidos entre 1995 e 2002) com a tecnologia no mercado de trabalho.

A pesquisa, que entrevistou 704 jovens no Brasil, mostra que a Geração Z aposta que os novos recursos e o volume de dados analíticos oferecidos pela tecnologia permitirão ambientes de trabalho mais justos e igualitários, que prevenirão a descriminação baseada em sexo, raça ou idade.

Além de otimistas com os benefícios que a tecnologia trará em suas carreiras, os entrevistados também apontam que trabalhar com novos formatos tecnológicos é um dos principais atrativos para entrada no mercado de trabalho – 79% dos jovens brasileiros consultados estão interessados em trabalho com tecnologia de ponta e 94% indicam que a tecnologia oferecida pelo futuro empregador será um dos fatores decisivos para escolher entre empregos similares.

Outro dado apurado pelo estudo, aponta que a Geração Z brasileira tem expectativas em relação ao trabalho que vão além da compensação financeira. A meta da maioria dos entrevistados (48%) é trabalhar em uma empresa que tenha consciência ambiental e social, enquanto 38% querem um trabalho que tenha significado e propósito, além do salário. Diferentemente do senso comum, a maioria dos jovens consultados (39%) ainda valoriza a comunicação presencial como a forma preferida no ambiente de trabalho. Curiosamente, mensagens de texto em aplicativos como WhatsApp, ficaram em último lugar.

“O estudo traça o perfil de um jovem conectado que vê a tecnologia como uma parte essencial da equação em busca do equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional”, explica Diego Puerta, Vice-presidente para Consumidor Final e Pequenas Empresas da Dell Brasil. “Esse contexto demanda que as empresas preparem sua estrutura de tecnologia para que combine os atributos e os benefícios que a Geração Z procura, com a segurança e confiabilidade que o negócio precisa”, conclui.

Embora a maioria dos jovens (79%) observe a segurança dos dados pessoais e corporativos como uma alta prioridade, apenas 38% deles afirmam que estão fazendo tudo que podem para proteger suas informações. Quase em sua totalidade (97%), a Geração Z reconhece que suas postagens em redes sociais podem ter um impacto em suas futuras vidas profissionais.

Preparados para o futuro?

O otimismo e o desejo de trabalhar com a tecnologia no ambiente de trabalho, no entanto, não se traduz na confiança para encarar os primeiros desafios do mercado de trabalho. No estudo, 95% dos consultados estão preocupados com a transição da escola e da faculdade para uma profissão – 42% citaram a falta de experiência, 30% mencionaram a instabilidade dos empregos oferecidos para recém-formados e 19% estão receosos por ainda não saberem o que querem fazer profissionalmente.

Executivas globais veem disrupção como oportunidade e não ameaça, aponta KPMG

Executivas líderes globais aderem à disrupção, são realistas com relação ao crescimento futuro, querem melhorar os processos de inovação e acreditam em programas de apoio à igualdade de gênero. Essas são algumas das conclusões do estudo “Mulheres Líderes Globais” (Global Female Leaders, em inglês), conduzido pela KPMG com 699 executivas de 42 países e 14 setores da indústria.

O estudo revelou que a maioria das entrevistadas (77%) vê a disrupção tecnológica mais como uma oportunidade do que ameaça; 77% confiam no potencial de crescimento das empresas onde atuam; 58% tomaram decisões estratégicas com base em ideias apoiadas por dados; e apenas 28% acreditam que o próximo passo na carreira será dado dentro da atual empresa. Além disso, metade das entrevistadas (51%) acredita que aa empresa cria disrupção no setor, não sendo prejudicada pela disrupção dos concorrentes.

“As executivas em cargos globais de liderança estão muito envolvidas com iniciativas direcionadas para o crescimento e a rentabilidade das empresas. Além disso, o estudo revela que elas estão confortáveis com a utilização da tecnologia e atentas a uma perspectiva de trabalho mais inclusiva e diversificada”, afirma a líder do Comitê de Inclusão e Diversidade da KPMG no Brasil, Patricia Molino.

Transformação digital

Outros dados que merecem destaque estão associados à transformação digital. A ampla maioria (93%) vê necessidade de melhorar processos de inovação e execução nos próximos três anos; 77% aumentarão o uso de modelos de dados preditivos; 58% tomaram decisões estratégicas baseadas em ideias com base em dados nos últimos três anos; 48% se sentem à vontade com novas tecnologias, como inteligência artificial, blockchain, realidade mista e impressão 3D.

As entrevistas também demonstraram muito otimismo sobre o potencial das estratégias de desenvolvimento, sendo que 73% esperam crescimento de receita superior a 2%, e apenas 17% esperam que seja inferior a 2%. A respeito disso, as executivas têm como meta o crescimento orgânico, com 45% acreditando que essa seja a melhor estratégia.

Esses resultados estão alinhados com as expectativas de evolução no número de funcionários, com 33% das entrevistadas indicando um aumento de 6% ou mais na equipe. No entanto, as mulheres são mais cautelosas quando se trata do impacto da inteligência artificial na equipe, com apenas 47% declarando que criará mais empregos do que eliminará. Em comparação, 62% dos CEOs disseram o mesmo na nova edição do estudo CEO Outlook, da própria KPMG.

Entre os desafios, as mulheres líderes globais observam a necessidade de mudanças culturais para apoiar iniciativas de igualdade de gênero, com a ampla maioria (83%) acreditando que programas de capacitação para mulheres sejam uma boa maneira de colocá-las em cargos de liderança. Apesar disso, quando perguntadas sobre os fatores que as levaram ao sucesso pessoal, as cotas de liderança foram citadas como sendo as menos relevantes (4%), em contraste com os dois fatores mais importantes citados para o sucesso pessoal, como redes pessoais fortes e boas habilidades de comunicação.

Sobre

A pesquisa foi feita pela internet entre os dias 6 de março e 13 de abril deste ano. Quase 40% das entrevistadas são de empresas com mais de US$ 500 milhões de receita anual e 62% atuam em organizações com receita anual inferior a US$ 500 milhões. O estudo completo está disponível no link – http://www.kpmg.com/gflo.

Shoppings faturam 7,7% a mais em setembro, diz Abrasce

O Monitoramento de Mercado da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) apontou que, no mês de setembro, o setor de shoppings cresceu 7,7% em vendas, em relação ao mesmo período do ano passado. As vendas em shoppings centers mostraram crescimento superior ao registrado pelas lojas de rua, que cresceram 4,7%, de acordo com o Índice Cielo.

Um dos destaques foi o ticket médio, que nos shoppings ficou em torno de R$ 92,00, e no comércio de rua foi de R$ 67,20. “Comodidade e conveniência são características do setor que influenciam nos resultados, quando comparamos ao comércio de rua. Mesmo em um mês, historicamente, de menor rentabilidade, os empreendimentos elevaram suas receitas acima da média do mercado, o que é fruto de um trabalho intenso de trazer operações inovadoras que surpreendem os clientes e proporcionam uma experiência completa”, declara Glauco Humai, presidente da Abrasce.

Para os próximos meses, a expectativa é de um índice ainda maior, visto a proximidade de importantes datas do varejo, como Black Friday e Natal. “O segundo semestre é o mais forte em vendas para o setor. Outros fatores determinantes são a retomada da economia, o aumento do índice de confiança do consumidor e os novos modelos de negócios adotados pelos empreendimentos, que nos deixam ainda mais otimistas para fechar o ano com crescimento de 6%”, afirma Humai.

No acumulado do ano, de janeiro a setembro, as vendas somam alta de 4,2%, em comparação com o mesmo período de 2017. Na medição regional, duas tiverem um crescimento superior à média nacional: o Sul registrou alta de 8,9% e o Centro-Oeste, de 8,5%. Na sequência, está o Sudeste, com 7,5%, o Nordeste, com 7,2%, e o Norte, com 6,6%.

Entre os segmentos, os que tiveram melhor desempenho foram o de artigos do lar, com crescimento de 18,46%, seguido por telefonia, com 12,27%, e perfumaria, com 11,69%.

Investimentos em inovação disparam no Estado de São Paulo

A vocação inovadora do Estado de São Paulo se confirma, inclusive, por meio dos números. Desde 2009, a Desenvolve SP, agência de fomento estadual, teve papel importante no processo de amadurecimento, e multiplicação, dos projetos de inovação das pequenas e médias empresas (PMEs) paulistas. Ao longo de quase 10 anos de atividade, a instituição viu seu volume de financiamentos direcionados a essa finalidade crescer gradativamente e, somente entre 2017 e 2018, aumentar em mais de 30%, devendo ultrapassar a marca dos 60 milhões em desembolsos no acumulado deste ano.

São números representativos. No acumulado geral (desde 2009), a agência já soma a cifra de R$ 171,9 milhões em financiamentos inovadores. Deste montante, R$ 9,5 milhões foram destinados para empresas do setor de comércio, R$ 52,2 milhões para indústria e R$ 110,1 milhões para o setor de serviços – de longe o que mais investe em soluções criativas.

“Incentivamos a inovação nas PMEs oferecendo condições de crédito favoráveis para que elas cresçam e se tornem cada vez mais competitivas. Mais do que um desafio, esta tem sido nossa estratégia para fomentar a economia do Estado de São Paulo”, destaca Álvaro Sedlacek, presidente da Desenvolve SP.

A instituição passou a operar linhas dedicadas exclusivamente a projetos de inovação a partir de 2013. Em paralelo, para incentivar ainda mais a cultura empreendedora, também passou a percorrer o Estado com os eventos do “Movimento pela Inovação”, que busca aproximar a produção acadêmica do mercado.

“Em um esforço conjunto com as principais instituições brasileiras de apoio ao segmento, como IPT, Fapesp e Finep, levamos informação e consultoria gratuita para acadêmicos e empreendedores transformarem ideias disruptivas em negócios de sucesso”, diz Sedlacek.

Desde então, os financiamentos para inovação em São Paulo não pararam de crescer. O grande “boom” aconteceu em 2016 e, mesmo o Brasil vivendo a pior recessão da sua história, a Desenvolve SP registrou um crescimento de quase 50% na busca por crédito para inovação em relação ao ano de 2015.

“É também nos momentos de crise que as empresas encontram oportunidade de inovar e ganhar um diferencial. Porém, mesmo quando falamos de startups, é preciso levar em consideração a maturidade e a viabilidade do projeto, bem como o potencial do mesmo em alavancar o mercado. Esse é nosso papel enquanto agência de fomento”, completa Sedlacek.

Empresas de serviço são as que mais inovam

Ao longo deste ano, o destaque do setor de serviços se confirma, assim como nos anos anteriores. Até o final de dezembro terão sido desembolsados mais de R$ 24 milhões em financiamentos para empresas do segmento.

Uma delas é a “Contador Amigo”, startup paulista do ramo de fintechs que tem como objetivo ajudar o pequeno empresário a fazer a contabilidade da própria empresa, de forma remota, e sem a necessidade de um contador. A ferramenta desenvolvida pela empresa recebeu seu primeiro financiamento, por meio da Desenvolve SP, em 2016, e hoje é considerada uma das pioneiras do país a oferecer esse tipo de serviço.

Outra empresa que desenvolveu uma ferramenta inovadora e ganhou destaque no mercado da educação é a Palo Tecnologia, de São José dos Campos, que criou uma plataforma de comunicação para facilitar a comunicação das escolas com os pais, melhorando, inclusive, a participação das famílias nas atividades realizadas dentro das instituições de ensino, sejam elas da rede pública ou privada.

Porto de Paranaguá já supera exportação anual de soja, farelo, trigo e óleo vegetal

Dois meses antes do fim do ano, o Porto de Paranaguá já bateu o recorde histórico anual de exportação de soja, farelo, trigo e óleo vegetal. Desde janeiro até outubro, o porto exportou 19,2 milhões de toneladas destes produtos. A quantidade é 13% maior que o alcançado em todo o ano passado, quando foram 17 milhões de toneladas.

O destaque foi a exportação de soja: 13.177.790 toneladas movimentadas em apenas 10 meses. O número é 15% maior que o acumulado de 2017 (11.409.189 toneladas).

O diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Lourenço Fregonese, atribui os resultados ao aumento da capacidade de escoamento pelo porto paranaense, aliado a produtividade do campo.

“Nos últimos anos investimos mais de R$ 940 milhões no repotenciamento e na modernização da estrutura física do Porto de Paranaguá. As ações incluíram a troca dos carregadores de navios por equipamentos maiores e com maior capacidade de escoamento de grãos, a construção de novos portões de acesso, instalação de novas balanças e correias transportadoras, além de mudanças no cais, que foi remodelado e dragado”, conta.

Outra preocupação foi desafogar as estradas e vias de acesso ao porto, acabando com as filas de caminhões e aumentando a segurança da comunidade. “Além do sistema Carga Online, que organizou a descarga no Pátio de Triagem, estamos investindo em obras importantes para os moradores, como a Recuperação da avenida Bento Rocha e o novo viaduto na entrada da cidade”, completa ele.

Farelo, trigo e óleos vegetais: A movimentação de farelo já é 7% maior que o registrado no ano anterior. Foram 4,8 milhões de toneladas exportadas em 2018, contra 4,5 milhões em 2017.

A exportação de trigo supera em 28% o acumulado do ano passado, com 216.787 toneladas entre janeiro e outubro de 2018.

Na movimentação de óleos vegetais o aumento foi de 9%, passando de 935.611 toneladas para pouco mais de 1 milhão de toneladas.

Outros produtos – Considerando todos os produtos, o Porto de Paranaguá já alcançou 86% da movimentação de 2017, que foi a maior da história do terminal paranaense. O acumulado em 2018 soma 44,4 milhões de toneladas, enquanto o ano passado registrou 51,5 milhões.

Para o diretor de operações da Appa, Luiz Teixeira, dois fatores devem ter impacto nos números deste ano: a greve dos caminhoneiros, em maio, e o grande volume de chuvas, principalmente em outubro.

“No período de greve deixaram de ser movimentadas 648 mil toneladas de produtos, incluindo líquidos, cargas gerais, grãos, fertilizantes e outros”, revela.

Em outubro, 16 dias de chuva paralisaram principalmente o carregamento de grãos e a descarga de fertilizantes. “O porto não carrega grãos e farelo com chuvas e nem descarrega fertilizantes. Não podemos ter risco do grão ficar úmido, pois fermenta e estraga. Acontece no mundo todo, é uma questão que foge do nosso controle”, explica.

Debêntures representam 66% das emissões do mercado de capitais no ano

São Paulo – As emissões de debêntures entre janeiro e outubro somam R$ 123,4 bilhões, o que corresponde a 66% do total movimentado pelas companhias no mercado de capitais este ano (R$ 187,8 bilhões). Desde o último mês de agosto, quando chegou a R$ 107,9 bilhões, o volume de debêntures é o maior da série histórica anual da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) para o período.

As debêntures de infraestrutura (regidas pela Lei 12.431) também permanecem no maior patamar histórico até outubro deste ano, movimentando R$ 21,6 bilhões, em 55 operações. No mesmo intervalo do ano passado, por exemplo, foram 37 emissões, alcançado volume de R$ 8,7 bilhões.

Entre os demais instrumentos de renda fixa, as notas promissórias atingiram volume de R$ 24,2 bilhões, seguidas pelos FIDCs (Fundos de Investimento em Direto Creditório), com R$ 7,9 bilhões. Os fundos imobiliários seguem em crescimento e registraram em dez meses R$ 10,7 bilhões, valor que ultrapassa o total captado no ano passado inteiro, que foi de R$ 9,4 bilhões.

“As definições na política e na economia trouxeram maior clareza ao cenário atual, tornando o ambiente ainda mais propício para as empresas acessarem o mercado de capitais, não apenas na renda fixa como também na variável”, afirma José Eduardo Laloni, vice-presidente da ANBIMA. “Mesmo passando por meses de incertezas, as companhias mantiveram os financiamentos de seus projetos, o que se traduz no alto volume movimentado até outubro, principalmente em relação às debêntures”, completa.

No mercado externo, as captações das empresas brasileiras acumularam R$ 50,1 bilhões até outubro deste ano, contra R$ 86 bilhões alcançados no mesmo período de 2017. Em 2018, já foram realizadas 21 emissões, exclusivamente por ativos de renda fixa.