Estudo aponta mudanças na alimentação fora do lar

O cenário econômico desafiador dos últimos dois anos impactou os hábitos de consumo dos brasileiros que passaram a fazer escolhas mais racionais e usar mais promoções nas suas refeições fora do lar, segundo revelou a pesquisa CREST, realizada pela GS&Inteligência, empresa do Grupo GS& Gouvêa de Souza, que entrevista 72 mil consumidores por ano no Brasil.

Alimentação fora do lar

A pesquisa aponta que os brasileiros continuam frequentando os restaurantes em todo o Brasil, porém passaram a priorizar as refeições mais importantes na sua percepção, “ou seja, eles priorizam o almoço e lanche da tarde, principalmente durante os dias da semana, e passam a consumir menos nas refeições periféricas do dia, como o café da manhã, o lanche da manhã e nas refeições de entretenimento no final do dia e aos finais de semana”, explica Eduardo Yamashita, diretor de Inteligência de Mercado da GS&Inteligência, responsável pelo estudo.

Promoções

Outro aspecto interessante apontado pelo levantamento foi o aumento no uso de promoções nas refeições (seja cupons de desconto, compre 1 leve 2, entre outros), que cresceu +6% na comparação do ano móvel de Mar/17 x Mar/16.

Oferta certa no momento certo

Reforçando a tendência de racionalização, os consumidores têm dado preferência aos restaurantes que oferecem a oferta de valor certa para um dado momento de consumo, “ou seja, os consumidores não querem errar e continuam a frequentar aqueles restaurantes que oferecem a melhor relação entre conveniência, produto, preço, promoção e experiência para o momento de consumo em questão”, esclarece Yamashita, que cita como exemplo as padarias.

Os consumidores continuam frequentando as padarias durante a manhã, mas há uma queda de mais de 30% no tráfego (ano móvel de Mar/17 x Mar/16) de pessoas nas padarias na hora do almoço, uma vez que esse tipo de estabelecimento não oferece uma boa oferta de valor para os consumidores nesse momento do dia.

Repensar a oferta de valor

“As tendências e mudanças no comportamento de consumo, como a maior racionalização que vimos em 2016, continuam presentes em 2017, mas estão atenuadas”, comenta o diretor de Inteligência de Mercado da GS&Inteligência. “No curto prazo é importante que os restaurantes repensem a sua oferta de valor para os momentos de consumo nos quais são reconhecidos, como a padaria durante a manhã ou um restaurante por quilo na hora do almoço, mas no médio prazo, a diversificação desses momentos de consumo é o que garantirá o crescimento de vendas para esses estabelecimentos”, aponta Eduardo Yamashita.

Estudo revela perspectiva dos jovens em busca de estágio diante da crise

O conturbado cenário econômico que o país atravessa nos últimos anos não só tem afetado o mercado de trabalho como também a confiança de milhares de jovens que buscam uma colocação profissional. Em vista disso, a Companhia de Estágios – consultoria e assessoria especializada em programas de estágio e trainee – lançou um estudo exclusivo que explora o impacto desse quadro sobre os candidatos a vagas de estágio e ainda revela os principais anseios e expectativas dessa parcela da mão de obra brasileira.

Perfil dos candidatos

A pesquisa “O Perfil do candidato a vagas de estágios em 2017” contou com 2.193 entrevistados de todas as regiões do país, especialmente do Sudeste, que mantem a liderança desde o início do estudo, em 2016, concentrando mais da metade das respostas (60,9%), no entanto, houve um crescimento significativo de adesão da região Norte desde o último levantamento, que passou de 3,5% para 6,1%. Já a participação do centro-oeste caiu de 9,2%, em 2016, para 4,8% neste ano. A maioria dos estudantes é do sexo feminino e pertence à faixa etária mais jovem, entre 18 e 20 anos. Mais de 90% cursam a faculdade no momento e grande parte ainda frequenta os primeiros semestres da graduação. Dentre as áreas do conhecimento, a participação dos alunos das áreas Biológicas dobrou no último ano, ultrapassando os 10%, mas os cursos de Humanas ainda representam a maior parcela dos resultados (43,8%).

Experiência e desenvolvimento de carreira estão no topo

Apesar dos diversos entraves, os jovens acreditam em uma mudança positiva do cenário atual e se mantem otimistas diante do mercado. Tanto é que a remuneração não é a maior preocupação neste momento e ocupa os últimos postos entre os objetivos dos candidatos (6,8%). Para eles o aprendizado está em primeiro lugar, com mais de 70% dos votos, seguido das chances de efetivação após a conclusão do estágio (18%). Dentre aqueles que já participam do programa de aprendizagem (13,6%), a meta principal é adquirir experiência profissional. Boa parte recebe até 1 salário mínimo como bolsa auxílio (23,2) e cerca de 40% deles alega estagiar sem bolsa para cumprir a exigência curricular. 52% desses estagiários consideram a experiência do programa produtiva, pois, através dela adquirem novas experiências e colocam em prática as matérias apreendidas em sala de aula.

No geral, 76% buscam uma colocação profissional, dentre eles quase 60% estão à procura de uma oportunidade de estágio e apenas 17,3% estão interessados em qualquer oportunidade que surgir. Para esses jovens, atualmente o maior motivo de insegurança, durante o processo seletivo, é ter que demonstrar suas habilidades em pouco tempo (44%).

Tecnologia é a maior aliada nessa busca

Apesar de estar quase empatada ao fator “indicação”, o crescimento da tecnologia como uma facilitadora nessa empreitada é indiscutível. O fato é que, mesmo a indicação tendo uma relevância de peso (23,6%), as ferramentas digitais já se consolidaram como um dos principais recursos na hora de buscar vagas (23,5%). A maioria dos entrevistados afirma recorrer ao auxílio de até 5 sites de recrutamentos distintos, no entanto, diferente do último levantamento, aqueles que utilizam dezenas de plataformas para buscar uma vaga quase dobrou. Outra mudança que merece destaque é em relação as redes sociais. O Facebook que figurava em primeiro lugar na preferência dos entrevistados, perdeu seu posto para o LinkedIn, uma plataforma mais voltada para interações profissionais.

Impacto da crise

Para 62,7% dos jovens o pior efeito da crise é a falta de oportunidades no mercado de trabalho, seguido pelo maior nível de exigência por parte dos recrutadores e o aumento da competitividade entre os candidatos – ambos ocupam o segundo lugar com 14,7% das respostas. Além disso o cenário econômico desfavorável ainda provocou outros efeitos negativos que refletem na carreira dos estudantes, prova disso é que mais de 30% alegou não ter feito qualquer investimento em qualificações justamente por falta de recursos, e 43,4% tiveram que adiar os planos de aprimoramento do currículo, como cursos de idiomas e especializações. Mas, embora o panorama atual seja desafiador, 76,2% dos jovens estão otimistas em relação à crise e acreditam na recuperação do mercado muito em breve.

Saiba mais

Quer saber mais? Veja no link abaixo “Pesquisa Carreira e Mercado – O Perfil dos candidatos a vagas de estágio 2017” e veja os detalhes desse levantamento exclusivo realizado pela Companhia de Estágios.

https://www.ciadeestagios.com.br/pesquisa-carreira-e-mercado-2017/

Cresce o número de dívidas quitadas com liberação do FGTS inativo

Os brasileiros seguiram à risca as recomendações dos especialistas e aproveitaram a oportunidade para usar a quantia liberada do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para negociar suas dívidas. De acordo com pesquisa realizada pela MultiCrédito, houve aumento de 9,92% no pagamento de dívidas com cheque entre os consumidores brasileiros nos meses de março e abril deste ano em relação ao mesmo período de 2016. Isso se deu pela possibilidade de sacar o FGTS inativo, medida adotada pelo governo para ajudar a melhorar a atividade econômica do País.

Os dados mostram que, em março e abril deste ano, o percentual recuperado foi de 46,85% do valor total das dívidas. No mesmo período de 2016, a recuperação foi de apenas 42,62% do total. Em abril e maio deste ano, cerca de 5.450 consumidores realizaram o pagamento de dívidas em cheque, 500 consumidores a mais que no mesmo período do ano passado.

Brasil é maior alvo de ataques visando bloqueio a serviços digitais na América Latina

Na América Latina, o Brasil é o país que sofre o maior número de ataques DDoS (54%). Dirigem-se também ao Brasil os ataques de negação de serviço mais intensos, seguindo-se Argentina, Chile, Equador, Colômbia e México. Esses dados foram recolhidos pela Arbor Networks na pesquisa para seu 12º Relatório Anual sobre Segurança da Infraestrutura Global de Redes, o WISR (sigla em inglês de Worldwide Infrastructure Security Report).

A Arbor Networks é uma das patrocinadoras do LACNIC 27, organizado pelo Registro de Endereçamento da Internet da América Latina e o Caribe (LACNIC), em conjunto com o NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR) e com o CGI.br (Comitê Gestor de Internet no Brasil). O evento reunirá a comunidade latino-americana de Internet no Bourbon Cataratas Convention & Spa Resort, em Foz do Iguaçu de hoje até o dia 26. A palestra de Julio Arruda, Solution Architect da Arbor Networks, com o título “Arbor WISR XII: The Stakes Have Changed” (12º Relatório WISR da Arbor: o jogo mudou), se realizará no dia 24, das 16:30 às17h no salão Bourbom.

Ataques mais frequentes, de maior volume e de maior complexidade

De acordo com o relatório da Arbor, os ataques DDoS se tornam em todo o mundo – e a América Latina não é exceção – mais frequentes, e, também, mais intensos, utilizando-se de maciços volumes de solicitações de acesso para bloquear, como em uma via de trânsito engarrafada, as solicitações legítimas.

Julio Arruda comenta que, em 2016, os ataques volumétricos mais expressivos se realizaram tendo como “armas” as redes zumbi, ou botnets, formadas por dispositivos IoT, como, por exemplo, câmeras de vigilância: “embora o primeiro grande ataque utilizando dispositivos IoT tenha sido identificado em 2013, em 2016 assistimos à sua disseminação, devido principalmente a dois fatores: em primeiro lugar, a utilização cada vez mais ampla desses dispositivos por empresas em residências; depois, por características inerentes a esses aparelhos que facilitam seu ‘recrutamento’ para as redes zumbi”.

A complexidade dos ataques também vem aumentando, com a utilização simultânea de diversos vetores para atacar diferentes pontos da infraestrutura da organização visada, o que torna mais difícil a defesa contra eles.

Baixe o resumo do 12º Relatório WISR em: http://br.arbornetworks.com/visibilidad-de-redes/

Brasil continua sendo o País que mais sedia eventos na América Latina, segundo ICCA

O Brasil permaneceu em 1º lugar entre os países da América Latina que mais receberam eventos em 2016. Nesta segunda-feira (8), a ICCA (Associação Internacional de Congressos e Convenções) divulgou o ranking anual dos destinos que mais realizam eventos internacionais. Nas Américas, o País fica em terceiro atrás apenas dos Estados Unidos e Canadá. O segmento MICE (Meetings, Incentives, Congress & Events) é o segundo segmento que mais contribui no fluxo internacional de visitantes para o Brasil, logo após do Lazer.

Desde 2003, quando a Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) passou a se dedicar exclusivamente à promoção do Brasil como destino turístico no exterior, os Congressos e Convenções de Negócios subiram 294%, de 62 para 244 eventos no total. No mesmo período, o número de cidades que sediaram esse tipo de evento subiu de 22 para 45. O presidente do Instituto, Vinicius Lummertz, reforçou que a chance de incrementar ainda mais esses números está na modernização da autarquia e na aprovação dos projetos do Brasil+Turismo, plano de desenvolvimento do setor do Ministério do Turismo.

“A Embratur investe no Programa de Apoio à Captação e Promoção de Eventos Internacionais desde 2004, com o intuito de sensibilizar e mobilizar a cadeia produtiva do turismo MICE para consolidar o Brasil como um destino de encontros e eventos internacionais. Essa estratégia traz muita visibilidade para o nosso País, porém ainda precisamos de mais investimento”, comentou. Lummertz lembrou ainda que, no último ano, o Brasil recebeu os Jogos Olímpicos e Paralimpicos, provando a capacidade do País como realizador de eventos internacionais, trazendo um grande impacto futuro na economia.

O ranking da América Latina segue com Argentina (188 eventos), México (182), Colômbia (147) e Chile (104). Dentre as cidades brasileiras, São Paulo é a primeira (62 eventos), seguida do Rio de Janeiro (47) e Brasília (18) – esta contou com incremento de 63% do ranking 2015. São considerados para o calendário apenas os eventos associativos e itinerantes, que tenham três edições ou mais, com o mínimo de 50 participantes.

“Os eventos incrementam a economia local e contribuem para o desenvolvimento de diversas cidades brasileiras. Se a Embratur tiver mais autonomia na promoção do País, poderá aumentar ainda mais o número de cidades que sediam eventos e criar uma verdadeira cultura de turismo de Negócios e Eventos no Brasil”, completou Lummertz.

Baseando-se nos dados de impacto econômico apresentados pela pesquisa da FGV, apenas para as ações realizadas pelo Programa de Apoio à Captação e Promoção de Eventos Internacionais no ano de 2016, a Embratur apoiou a entrada de mais de R$ 300 milhões na economia brasileira até 2025.

O ranking global tem na liderança dos Estados Unidos com 934 eventos, seguido pela Alemanha com 689 e o Reino Unidos com 582. O Brasil aparece na 15ª posição e foram estimados mais de 120 participantes para os 244 eventos. O ranking completo está disponível apenas para membros da Associação e o documento deve ser divulgado em breve.

Sobre

A International Congress and Convention Association é responsável pela administração do maior banco de dados de eventos associativos ao redor do mundo. A ICCA representa os principais especialistas em organização, transporte, reuniões e eventos internacionais e abrange mais de mil empresas em quase 100 países do mundo. O banco de dados da Associação inclui mais de 20 mil reuniões que ocorrem regularmente, 220 mil edições e 11.500 associações internacionais.

IoT rendeu US$ 1,3 bilhão ao Brasil em 2016

O mercado brasileiro de Internet das Coisas (IoT) atingiu um faturamento de US$ 1,3 bilhão em 2016. De acordo com estudo da Frost Sullivan, as indústrias de manufatura vertical e automobilística foram as mais relevantes para o segmento no País. Foram considerados objetos do cotidiano (como carros e equipamentos de cafeteria) que não exigem interface humana.

Para 2017 e 2018, a companhia espera que o setor de automóveis gaste mais em IoT, devido a novas soluções em logística e transporte. O documento ainda destaca outros setores que devem crescer até 2021 em Internet das Coisas, como o mercado de saúde para consumidores (B2C), que deve atingir a soma de US$ 610 milhões até 2020 por meio de apps, serviços móveis e dispositivos.

Para efetuar a estimativa, a Frost Sullivan considerou receita em hardware, como módulos de conectividade e outros componentes, além de programas, sistemas e serviços ligados diretamente à Internet das Coisas.

Linkedin aponta as 25 empresas dos sonhos dos brasileiros

Grupo Pão de Açúcar (GPA), UOL e Bunge são as empresas onde os brasileiros mais sonham trabalhar, segundo levantamento do LinkedIn.

O ranking “Top Companies 2017” mostra quais são empresas mais procuradas pelos profissionais a partir de dados da rede profissional e de ações dos usuários da plataforma. Atualmente, 29 milhões dos 500 milhões usuários do Linkedin são brasileiros.

Entre os critérios de avaliação para descobrir em quais empresas os brasileiros desejam trabalhar está o engajamento deles com a página da empresa no LinkedIn bem como o número de acessos que a página recebe. Nestes aspectos, o Grupo Pão de Açúcar foi o grande vencedor.

Neste ano, oito empresas aparecem pela primeira vez no ranking brasileiro: UOL, Rede Globo, NetShoes, Deloitte, Porto Seguro, KPMG, Danone e Carrefour.

Abaixo, confira as 25 empresas onde os brasileiros desejam trabalhar:

Posição Empresa

1 GPA (Grupo Pão de Açúcar)

2 UOL

3 Bunge

4 Itaú Unibanco

5 Kroton

6 Klabin

7 Totvs

8 Latam Airlines

9 Raízen

10 ABInbev

11 Cielo

12 Natura

13 Rede Globo

14 B3

15 BR Malls

16 Hypermarcas

17 Grupo Netshoes

18 Lojas Renner

19 Deloitte Brasil

20 Porto Seguro

21 Grupo Boticário

22 KPMG Brasil

23 Brasil Kirin

24 Danone

25 Carrefour