Estudante cria talher eletrônico para pessoas com Doença de Parkinson

Brasília (DF) – Como resultado do Trabalho de Conclusão do Curso de Engenharia Elétrica do Centro Universitário de Brasília (CEUB), o estudante Davi Mogrovejo desenvolveu um talher que busca contribuir com a mobilidade de pessoas acometidas com a Doença de Parkinson. O aparelho de baixo custo impede que o alimento caia durante o tremor nas mãos do paciente, permitindo que a comida se mantenha no talher mesmo no evento de inclinação. O talher autorregulador foi confeccionado com servomotores, microcontroladores e peças fabricadas utilizando impressão 3D.

De acordo com o estudante, o intuito do projeto é sanar uma parcela das dificuldades que as pessoas com a Doença de Parkinson enfrentam e proporcionar uma melhor qualidade de vida e independência. “A partir da necessidade de tornar a vida dessas pessoas mais confortável e independente, conseguimos que pacientes com tremores moderados e leves conseguissem manusear o talher e fazer as refeições com qualidade”, explica.

Com o objetivo de desenvolver um aparelho de baixo custo e de fácil reprodução, o estudante desenvolveu o talher com o auxílio de um circuito com um sensor de angulação para análise e estudo dos tremores dos pacientes. Por meio do sensor, é possível gerar um gráfico do tremor, considerando os três eixos de rotação do movimento. O protótipo foi testado em alguns pacientes com condições de tremores em estágio inicial. Talheres com tal função são vendidos no valor de R$3.000, já o protótipo teve custo do material, sendo possível a fabricação caseira, sem a necessidade de equipamentos industriais.

À frente da orientação da pesquisa, o professor de Engenharia do CEUB Francisco Javier explica que a partir das simulações feitas utilizando o protótipo, o talher é estabilizado ao haver tremor. “A funcionalidade do talher foi comprovada durante uma simulação que observou o processo de transporte do prato à boca. O talher manteve-se paralelo ao chão, reposicionando-se ao sofrer inclinação proveniente do tremor da mão do paciente”, completa.

Na prática, o talher permitiu que pacientes com estágios iniciais e intermediários de Parkinson pudessem se alimentar de forma independente, mesmo com tremor nas mãos. Davi afirma que o protótipo segue em aprimoramento, para ser usado um microcontrolador com maior velocidade de processamento de dados. “Nossa meta é suprir a necessidade de pacientes com tremores acentuados e produzir o talher com um custo bem mais acessível do que os modelos que estão atualmente no mercado”, considera.

Doença de Parkinson

Lentificação dos movimentos e tremores nas extremidades das mãos – muitas vezes notados apenas pelos amigos e familiares – são sintomas que podem estar relacionados à doença de Parkinson. Ocasionada pela morte das células do cérebro, responsável pela produção de dopamina, um neurotransmissor que controla os movimentos, os pacientes apresentam tremor involuntário, impactando significativamente na alimentação, entre outros movimentos.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que aproximadamente 1% da população mundial com idade superior a 65 anos tem a doença. No Brasil, existem poucos números sobre a doença de Parkinson, uma vez que esta não é uma doença de notificação compulsória. Números não oficiais apontam para pelo menos 250 mil portadores.

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Healthtechs da América Latina atraem investimentos acima da média das startups

São Paulo (SP) – Depois dos piores momentos da pandemia, a América Latina apresenta um amplo leque de oportunidades para um crescimento expressivo das healthtechs, startups que atuam no segmento da saúde, indo além de setores consagrados durante a pandemia, como telemedicina e saúde mental.

Historicamente, essa é uma região com acelerado incremento da população idosa e com ineficiências no setor público de saúde. Nos últimos anos, viu um rápido avanço não apenas em criação de startups de saúde, mas em investimento para essas empresas.

A análise é de um estudo inédito sobre o panorama de tendências e oportunidades para healthtechs na América Latina produzido pela Latitud, plataforma de tecnologia que fornece a infraestrutura para a próxima geração de startups na América Latina. O estudo Latin America: Future of Healthtech faz parte de um report maior produzido pela Latitud sobre sete indústrias diferentes, o The LatAm Tech Report.

Tendências, oportunidades e desafios

O estudo da Latitud evidencia que a pandemia de covid-19 de fato representou um divisor de águas para o fortalecimento das healthtechs, diante da urgência pela adoção de soluções tecnológicas como a telemedicina, em função das rígidas restrições de mobilidade e das medidas tomadas pelas autoridades sanitárias. O estudo nota que, no cenário da pandemia, foram superadas as resistências das autoridades do setor em relação a algumas dessas soluções tecnológicas. 

O estudo sinaliza uma tendência presente e de curto prazo de ampliação no uso de tecnologia na área da saúde, com o protagonismo das healthtechs. No pós-pandemia, a tendência é de continuidade e mesmo de aprofundamento do uso de algumas das novas ferramentas tecnológicas em medicina, mesmo com eventuais revisões da sua utilização por parte dos responsáveis pelo setor.

A tecnologia vai muito além da telemedicina e de soluções para saúde mental, muito presentes durante a pandemia, e inclui bem-estar, seguros de saúde, seguros dentais e benefícios para funcionários.

Além do impacto da pandemia, o estudo cita outros fatores que contribuem para o projetado crescimento expressivo das healthtechs no continente. Um deles é a crescente busca de grandes players em saúde, como empresas farmacêuticas e grupos hospitalares, por inovação e eficiência.

Ainda, o estudo de Latitud observa que em vários países do continente, como o Brasil, os empregadores são alguns dos maiores gastadores com assistência à saúde de seus colaboradores. Diante da alta permanente dos custos com os planos de saúde, esses empregadores tendem a buscar novas soluções para o aprimoramento de suas análises e parcerias, visando a melhor tomada de decisão em relação às necessidades na área da saúde.

Há um dilatado horizonte de oportunidades de médio e longo prazo para as healthtechs na América Latina, sintetiza o estudo de Latitud. Com o cenário das healthtechs latino-americanas se desenvolvendo, elas podem ir de um modelo regional de “focar em grandes problemas por meio de soluções simples” para um modelo global de “focar em soluções usando ferramentas complexas”. 

Algumas oportunidades nesse sentido são monitoramento remoto de pacientes, big data e inteligência artificial, internet das coisas, interoperabilidade de dados, dispositivos vestíveis e realidade virtual para cirurgias.

Porém, as healthtechs regionais terão de enfrentar desafios como ambiente regulatório, infraestrutura de dados, privacidade do usuário e competição global por talentos.

O problema da saúde

Entre 1990 e 2020, a população com mais de 65 anos quase dobrou no continente, de acordo com dados do Banco Mundial e OCDE. Essa é uma primeira oportunidade para as healthtechs. Outra é o grande terreno para a evolução dos gastos com saúde na América Latina, em comparação com outros continentes. Em 2019, novamente segundo dados do Banco Mundial e OCDE, o conjunto dos países latino-americanos investiu 8% do Produto Interno Bruto em saúde, ante 16,4% na América do Norte e 9,3% na Europa. 

Com menores investimentos em saúde, a América Latina apresenta menores indicadores em estrutura de atendimento. No ano de 2017 e conforme as mesmas fontes, foram registrados 1,9 leitos de hospital para cada 1.000 habitantes na América Latina, ante 2,8 por 1.000 na América do Norte, 4,5 por 1.000 habitantes no Leste da Ásia e Pacífico e 5,4 leitos por 1.000 habitantes na Europa.

Nesse cenário demográfico e de investimento em saúde, é de se esperar a continuidade de uma rápida expansão das healthtechs na região, em razão da demanda por novas soluções para suprir deficiências no setor, destaca o estudo de Latitud. A pesquisa ressalta que esse crescimento já vem ocorrendo nos últimos anos, tendo a pandemia de covid-19 como um elemento alavancador.

Venture capital

Uma sinalização nesse sentido é o fato de que o investimento em healthtechs tem crescido nos últimos anos em porcentagens superiores ao conjunto das startups. Entre 2015 e 2021, o total captado pelas healthtechs cresceu em mais de 50 vezes, proporção muito acima da taxa de crescimento na captação pelas startups em geral. 

Outro sinalizador é que as maiores rodadas de financiamento ao segmento estão ficando muito maiores na América Latina: de US$ 5,4 milhões em 2015 para US$ 125 milhões em 2022. 

Existe, portanto, um inequívoco crescimento do interesse de investidores pelas healthtechs na região, acrescenta o estudo de Latitud. O estudo nota que 2021 foi especialmente dinâmico para o setor, com recordes de investimento, tendo o Brasil na liderança em captação, com US$ 370 milhões, seguido do Chile, com US$ 209 milhões.

E, ainda que os investimentos neste ano estejam menores do que em 2021, as healthtechs devem ter um resultado superior a 2020 tanto no Brasil quanto globalmente.

58% dos executivos de TI alegam que novos talentos têm formação insuficiente

São Paulo (SP) – A pesquisa Tendências em Tecnologia, realizada durante o Universo TOTVS 2022, em parceria com a H2R Pesquisas Avançadas, aponta que cerca de 58% dos executivos de TI acreditam que os novos talentos não estão totalmente capacitados para o mercado. 

“Desde 2019, as empresas de tecnologia alertam para o apagão de profissionais de TI no Brasil. A falta de profissionais capacitados impulsiona o crescimento das universidades e escolas corporativas no País”, menciona a Coordenadora de Treinamento e Capacitação da Keyrus Academy, Christiane Gatti. 

O estudo ainda aponta que apenas 13% dos participantes consideram que os profissionais de TI são mais valorizados no Brasil. Em relação ao investimento na capacitação de suas equipes, quase metade das empresas afirmaram que investem menos do que o suficiente, outros 26% consideram que fazem um investimento normal, 14% afirmam investir pouco e 5% dizem que não investem nada.

O Brasil forma apenas 53 mil pessoas por ano em cursos de perfil tecnológico, mas a demanda média anual é de 159 mil profissionais de TI e comunicação. É o que aponta o estudo “Demanda de Talentos em TIC e Estratégia TCEM”, publicado pela Brasscom.

De acordo com a entidade, a projeção é de um déficit anual de 106 mil talentos, 530 mil em cinco anos. São números que refletem o crescimento acelerado do setor de TIC, e deixam clara a urgente necessidade de que a formação profissional também seja ampliada no mesmo ritmo.

Para a Brasscom, o ideal é as empresas criarem estratégias inovadoras para ampliar a formação de talentos e superar o déficit – previsto para ultrapassar meio milhão de profissionais, pois a baixa de mão de obra desperta um alerta para o risco de um apagão de profissionais qualificados para ocupar os postos vagos.

Employer U

A implantação de Universidades Corporativas têm crescido em diferentes segmentos que têm percebido a importância de investir no ativo mais importante de uma organização: o capital humano e intelectual.

O movimento é descrito como Employer U (universidade conectada à empresa, em tradução livre) que além de formar ou capacitar profissionais de acordo com a cultura organizacional da empresa, ainda contribui para inserir mão de obra qualificada no mercado de TI.

A multinacional Keyrus, líder mundial em consultoria de inteligência de dados, digital e transformação de negócios, lançou a Keyrus Academy, Universidade Corporativa com o objetivo de ampliar a rede da multinacional e capacitar profissionais de TICs. 

“Nosso objetivo é ampliar nossa rede e capacitar o profissional de tecnologia, indiferentemente de ser um colaborador ou não. Sentimos a necessidade de capacitar a mão de obra disponível no mercado. Além dessa ampliação, mantemos nossos treinamentos internos e os treinamentos corporativos”, menciona a Coordenadora de Treinamento e Capacitação da Keyrus Academy, Christiane Gatti. 

O diferencial da implementação das Universidades Corporativas é que as pessoas aprendem com quem vive na prática o dia a dia do mercado de tecnologia. No caso da Keyrus Academy os cursos são ministrados por consultores Keyrus que são profissionais altamente capacitados tecnicamente e mercadologicamente. 

“Entendemos que a educação é fator determinante para o engajamento dos colaboradores, o que impacta diretamente em uma entrega de qualidade”, enfatiza Gatti.

Considerando o atual cenário, em que a crise afeta diferentes áreas e setores da sociedade, é de extrema importância e necessidade que os colaboradores estejam alinhados e capacitados a lidar com as novas realidades, caso contrário, a empresa pode estagnar. Logo, com uma capacitação adequada é muito mais fácil ampliar a excelência no trabalho executado. 

Outro ponto importante a se destacar é o fato de que a capacitação dos colaboradores contribui para a gestão de planos de carreira, afinal, tem ocorrido uma movimentação de profissionais que buscam por uma aprendizagem contínua para investir em um plano de carreira vindouro.

80% das empresas ainda não se adequaram completamente à LGPD

São Paulo (SP) – A pesquisa de Privacidade e Proteção de Dados realizada pelo Grupo Daryus, consultoria de gestão de riscos, cibersegurança, proteção de dados e segurança da informação, apresenta que 80% das empresas no Brasil ainda não estão completamente adequadas à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Dentro desse universo, 35% dos entrevistados disseram que suas empresas estão parcialmente adequadas, enquanto outros 24% apontaram que estão na fase inicial de adequação. 

A LGPD, que está em vigor desde setembro de 2021, dispõe sobre o tratamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais. Com o objetivo de apresentar as tendências sobre proteção e privacidade de dados, o levantamento permite observar o cenário em que as empresas brasileiras estão neste processo, sendo parâmetro tanto para as organizações que já concluíram a adequação, quanto para as que estão em andamento ou ainda não iniciaram essa mudança. 

Segundo a pesquisa, apenas 20% das empresas informaram estar completamente adequadas à lei. Dessas, 53% disseram que contaram com o auxílio de uma consultoria especializada durante o processo de adequação. Já 27% preferiram não contratar especialistas externos e 12% ainda não iniciaram esse processo. 

Apesar do cenário preocupante, mais da metade dos entrevistados (58%) disseram que, neste momento, as organizações em que trabalham tratam o tema de Proteção de Dados Pessoais com alta relevância. Outros 33% tratam o assunto com média ou baixa relevância e apenas 4% não o consideram relevante. 

A pesquisa também identificou que a preocupação com os dados pessoais vem crescendo entre os usuários da internet. A maioria já deixou de fazer alguma atividade por preocupações com dados pessoais (87%), como deixar de instalar aplicativos para celulares, navegar em alguma página da internet por preocupação com o phishing ou deixar de realizar alguma compra online por receio de fraudes e golpes. 
Responsabilidade pela privacidade e proteção de dados 

Em 44,95% das empresas, a área responsável pela Privacidade e Proteção de Dados responde diretamente à presidência ou alta direção da empresa, 10,61% respondem à TI, 7,07% à área jurídica e 6,06% à Segurança da Informação. 

Além disso, o levantamento aponta que somente 9,33% das empresas participantes investem acima de 5% nesta área. A falta de investimento em Privacidade e Proteção de Dados pode gerar multa, impactar de forma negativa a imagem da empresa e contribuir com o aumento de vazamento ou sequestro de dados, uma vez que 19,69% das organizações não investem nesta área. 
Preocupação das empresas nos incidentes envolvendo dados 

A maior preocupação nos incidentes que envolvem dados pessoais é com as questões legais para 56,59% das empresas, enquanto 55,49% estão preocupadas com a imagem da companhia. Entre outras preocupações citadas estão as questões financeiras (49,45%), operacionais (30,77%) e contratuais (32,97%). 

O levantamento também indica que 63% das empresas informaram não ter sofrido incidentes de segurança contendo dados pessoais, enquanto 8% reportaram a ocorrência desse tipo de incidente. Já 4% indicaram incidentes envolvendo dados pessoais sensíveis, que representam risco ou dano relevante aos titulares, e precisam ser comunicados a Autoridade Nacional de Proteção de Dados Pessoais (ANPD) e aos titulares dos dados afetados. 
Armazenamento de dados pessoais na nuvem 

Cada vez mais empresas estão utilizando a nuvem para o armazenamento de dados, por conta da facilidade e praticidade desse recurso. Porém, a responsabilidade por esse armazenamento é da empresa e deve conter os mecanismos necessários para evitar o vazamento dessas informações. Cerca de 64% das empresas armazenam os seus dados pessoais na nuvem, 19% disseram que não armazenam os dados nesse ambiente e 16,48% não souberam informar. 

O levantamento foi realizado pelo Grupo Daryus em setembro de 2022 e foi respondido por 200 profissionais das empresas de 16 áreas de atuação, além do governo, situadas em 27 estados brasileiros sendo que 34%, empresas de grande porte com mais de mil colaboradores. 

Produção brasileira de grãos deve ser de 312,2 milhões/ton, alta de 15%

Brasília (DF) – A estimativa para a safra 2022/23 indica uma produção de 312,2 milhões de toneladas, 15% ou 40,8 milhões de toneladas superior à obtida em 2021/22. Com a conclusão da semeadura das culturas de primeira safra em dezembro, as atenções se voltam para a evolução das lavouras e os efeitos do comportamento climático, que deverá definir a produtividade. Os números constam no terceiro levantamento da safra de grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), nesta quinta-feira, 8. Com relação à estimativa anterior, anunciada em novembro, quando foram projetadas 313 milhões de toneladas, os dados mostram um ajuste no volume total produzido, em função da menor produtividade do milho e redução na área de arroz.

Com a área total de plantio no país estimada em 77 milhões de hectares, a agricultura brasileira mantém a tendência de crescimento observada nos últimos anos, também com previsão de recorde. O resultado equivale a um crescimento de 3,3% ou de 2,49 mil hectares sobre a área da safra 2021/22.

Nas pesquisas realizadas para esse levantamento, a evolução da semeadura das culturas de primeira safra apresenta um leve atraso. “Essa cautela dos produtores é natural em um cenário climático que apresenta excesso de chuvas e baixas temperaturas, sobretudo em parte dos estados das Regiões Sul e Sudeste, e ainda as restrições hídricas e baixa umidade do solo na Região Centro-Oeste e no Matopiba. Ainda assim, a produção estimada para a safra 2022/23 continua recorde”, afirma o presidente da Conab, Guilherme Ribeiro.

No caso da soja, a terceira estimativa para a área de plantio, no atual ciclo, aponta para crescimento de 4,6% sobre a safra passada, situando-se em 43,4 milhões de hectares. A conclusão da semeadura está prevista para o final de dezembro e as condições climáticas vêm beneficiando as lavouras. “Durante o levantamento de campo, identificamos que a leve redução na produtividade sobre a estimativa do mês anterior foi compensada pelos acréscimos nas áreas, em especial no Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Minas Gerais”, afirma o diretor de Informações Agropecuárias e Políticas Agrícolas da Conab, Sergio De Zen. “Com relação à produção, a safra de soja em curso deve chegar a um volume recorde de 153,5 milhões de toneladas, 22,2% ou 27,9 milhões de toneladas acima da obtida na safra anterior”.

Para o milho, a Conab prevê uma produção total de 125,8 milhões de toneladas na safra 2022/23, com aumento esperado de 11,2% comparado à safra anterior. O plantio do milho primeira safra avançou em todas as regiões produtoras do cereal. “No Rio Grande do Sul, a diminuição e irregularidades de chuvas em novembro, aliadas a altas temperaturas, provocaram sintomas de déficit hídrico nas plantas”, esclarece a superintendente de Informações da Agropecuária, Candice Santos. “O clima afetou principalmente as áreas que se encontram no estágio reprodutivo. Diante disso, a Conab mantém o monitoramento das lavouras para avaliar os possíveis impactos, o que pode intensificar as quedas já registradas no rendimento do milho no estado”.

Outras culturas – O arroz tem área estimada em 1,5 milhão de hectares, uma redução de 9,5% em relação à safra anterior. A produção está prevista em 10,4 milhões de toneladas, com a semeadura avançando nas áreas produtoras no país. O feijão também aponta redução de 2,3% na área total a ser semeada. A produção total de feijão no país, somando-se as três safras, é estimada em 2,9 milhões de toneladas. Já o algodão deverá crescer cerca de 2,3% na área a ser semeada, totalizando 1,6 milhão de hectares, com produção prevista de 2,9 milhões de toneladas de pluma. Para o trigo, com a expectativa de aumento de 11,5% de produtividade e de 11,6% da área cultivada em relação à safra passada, este levantamento concretiza uma produção recorde de 9,6 milhões de toneladas de trigo para esta safra, valor 24,4% maior que o do ciclo anterior.

Mercado – As análises de mercado dos grãos brasileiros mostram que para a soja em grãos, houve redução das estimativas de esmagamento em 2023, passando de 51,43 milhões de toneladas para 50,68 milhões de toneladas. O motivo para isso é que, nesse levantamento, considerou-se que o percentual de mistura de biodiesel ao diesel nos três primeiros meses de 2023 será de 10% (B10). Na estimativa anterior, a estimativa era de que esse percentual seria de 12% até março (B12). Com essa redução no processamento de grãos prevista, as estimativas dos estoques finais de soja em grãos da safra 2022/23 passam de 5,28 milhões de toneladas para 6 milhões de toneladas.

Quanto ao milho, para a safra 2021/22 o destaque é o aumento das estimativas de exportações para 41,5 milhões de toneladas, considerando os altos volumes exportados em novembro e a boa expectativa para dezembro. Dado isso, os estoques de passagem foram ajustados para 7,1 milhões de toneladas. “Para a safra 2022/23 mantivemos a perspectiva de aumento do consumo interno de milho e projeção de continuidade de demanda externa aquecida pelo milho brasileiro, o que em conjunto com uma maior produção brasileira, resultará em aumento de 8,4% nas exportações”, afirma o superintendente de Estudos de Mercado e Gestão Da Oferta da Conab, Allan Silveira. “Já as estimativas para o algodão permaneceram estáveis nesse 3º levantamento. O destaque é a redução de 0,6% dos estoques finais, em virtude da redução da produção prevista para a safra 2022/23 em relação ao último levantamento. Já na comparação com a safra 2021/22, o consumo nesta safra 2022/23, deve ser 2,1% maior e o estoque final também deverá sofrer incremento de 20,7%”, completa.

Para o arroz, em relação ao levantamento anterior, os dados destacam a projeção de queda das exportações de 1,3 para 1,2 milhão de toneladas e redução dos estoques de passagem para a safra 2022/23. O boletim ressalta que esse movimento ocorre em meio a um cenário projetado de menor disponibilidade de grãos, em função da menor produção prevista e do provável cenário de melhores preços internos. Com isso, a perspectiva é de leve retração do estoque de passagem, saindo de um patamar estimado de 2 milhões de toneladas ao final de 2022 para 1,8 milhão de toneladas ao final de 2023 (redução de -8,0% em comparação ao projetado no mês anterior).

Para a safra de trigo, que foi iniciada em agosto/2022 e será encerrada em julho/2023, foram revisados tanto os números de produção quanto os de consumo interno, no que se refere ao uso para sementes, devido ao incremento de área plantada. A estimativa de exportação também foi ajustada, passando de 2,7 para 3 milhões de toneladas. Com a consolidação dos dados, a safra brasileira de trigo deve encerrar com estoque de passagem de aproximadamente 1 milhão de toneladas.

Bancos no Brasil são mais maduros em mobile banking do que em outros países

São Paulo (SP) – A maturidade digital dos bancos brasileiros no mobile banking se destaca em patamares acima da média global nas funcionalidades de abertura e fechamento de conta e na ampliação do relacionamento com o cliente, aponta pesquisa da Deloitte. De acordo com os dados do Brasil da pesquisa global Digital Banking Maturity 2022, que contou com a participação de 304 bancos, de 41 países, e investigou as funcionalidades digitais ao longo da jornada do cliente, os bancos brasileiros podem se tornar campeões no canal mobile, desenhando novas iniciativas de digitalização com foco na experiência do usuário (UX), especialmente para o dia a dia bancário, implementando recursos como gamificação e tags de geolocalização de transações.

O contexto brasileiro considera a avaliação de oito dos principais bancos nacionais olhando para o número de funcionalidades oferecidas em comparação com o contexto global. A maturidade digital dos bancos brasileiros incumbentes, ou seja, os players tradicionais/estabelecidos, atinge nível médio com melhores pontuações para as funcionalidades de expandir relacionamento (41% no Brasil ante 26% na média global) e encerrar relacionamento (39% Brasil ante 22% global).

As pontuações para abertura de conta (46%) e operações bancárias do dia a dia (43%) são próximas às médias globais, de 49% e 45%, respectivamente. Nos quesitos de informações centralizadas (49%) e integração do cliente (34%), os brasileiros ficam um pouco atrás da média global — 62% e 40%, respectivamente. A pontuação da pesquisa se baseia em 1.208 funcionalidades e recursos de experiência do cliente, considerando quatro bancos brasileiros incumbentes.

“A indústria bancária brasileira é uma das mais inovadoras e relevantes do mundo, e nossa pesquisa de maturidade digital comprova isso. Por outro lado, existem lacunas que devem ser preenchidas para que os bancos brasileiros avancem ainda mais. Os clientes estão cada vez mais conscientes do que desejam e qual modelo de atendimento é o ideal para suas necessidades, por isso é necessário um serviço centrado no cliente, com sensibilidade para entender suas demandas que visam cada mais agilidade nos serviços”, avalia Sérgio Biagini, sócio-líder para a indústria de Serviços Financeiros da Deloitte.

Com base em 590 funcionalidades e recursos de experiência do cliente, analisando quatro bancos brasileiros incumbentes e quatro insurgentes, a pesquisa analisou o nível de maturidade no mobile banking. Os bancos brasileiros estão acima da média global nas funcionalidades abertura de conta (54% Brasil X 46% da média global); expandir relacionamento (34% X 21%) e encerrar relacionamento (54% X 17%). As instituições brasileiras se aproximam das médias globais nos quesitos integração do cliente (37% X 42%) e operações bancárias do dia a dia (43% X 44%). O Brasil fica atrás na funcionalidade de reunir informações do cliente (27% X 45%).

“A experiência do cliente tem de estar no centro das prioridades de qualquer organização. Na indústria financeira isso deve ser ainda mais presente. Os usuários esperam agilidade, assertividade, proteção de dados e informações claras. Os bancos brasileiros já vêm há muito tempo fazendo o dever de casa e são bastante inovadores, mas num mundo digital que vive em evolução, melhorias são necessárias o tempo todo”, destaca Guilherme Evans, sócio da Deloitte e líder da Deloitte Digital.

De acordo com a pesquisa, os bancos brasileiros incumbentes podem se tornar campeões em internet banking se reduzirem a lacuna de digitalização implementando recursos de UX e novas funcionalidades, especialmente para abertura de conta, integração de clientes e operações bancárias do dia a dia.

“A nossa pesquisa traz informações relevantes para os bancos brasileiros refletirem sobre como superar seus desafios e também obter inspirações para se tornarem modelos para outras instituições globais. Ainda que o posicionamento do mobile banking no Brasil seja referência, com avançado nível de maturidade digital, a pesquisa apresenta uma gama de oportunidades que ainda são pouco exploradas aqui no Brasil”, afirma Luiz Caselli, sócio de Consultoria Empresarial da Deloitte.

Lacunas dos bancos no internet banking e mobile banking

O estudo analisou a presença de quatro bancos incumbentes brasileiros no internet banking e de oito bancos (incumbentes e insurgentes) no mobile banking. A partir dessa análise, foram identificadas lacunas de digitalização que devem ser preenchidas.

No internet banking, foram identificadas: comparação com informações de outros bancos do cliente (na categoria ‘informações centralizadas’); rastreamento do progresso do processo e chat durante o processo (em relação à abertura de contas); métodos alternativos de acesso ao internet banking e demonstração da conta atual (quesito ‘integração do cliente’); transferência bancária via Facebook e sugestão de produtos baseados na situação financeira atual (‘operações bancárias do dia a dia’); e agendamento de serviços médicos e pedido de refeições (‘expandir relacionamento’).

Já no mobile banking, as lacunas identificadas foram: comparação com informações de outros bancos do cliente (na categoria ‘informações centralizadas’); autenticação via login em outro banco e chat durante o processo (em relação à abertura de contas); recursos de gamificação e realidade aumentada (quesito ‘integração do cliente’); tags de geolocalização da transação e sugestão de produtos baseados na situação financeira atual (‘operações bancárias do dia a dia’); e agendamento de serviços médicos (‘expandir relacionamento’).

Estudo aponta expansão de pagamentos alternativos na AL

São Paulo (SP) – O comércio digital cresce rapidamente em mercados em expansão como América Latina e África. As duas regiões possuem a maior taxa de crescimento anual (CAGR) de compradores digitais do mundo e isso perdurará até 2025. Entre as inovações que contribuem para essa aceleração, estão as inovações em pagamentos como os pagamentos instantâneos, Buy now pay later, mas, em especial, as carteiras digitais.

As transferências baseadas em contas, por exemplo, que incluem pagamentos instantâneos populares como o Pix no Brasil e o PSE na Colômbia, quase dobra em volume (CAGR de 86%) a cada ano no comércio digital da América Latina desde 2018.

Espera-se que, até o final de 2022, essas transferências movimentem cerca de US$ 70 bilhões, com destaque para a Colômbia, onde devem corresponder a 30% dos pagamentos no comércio digital do país; para o Brasil (24%), Guatemala (11%), Bolívia e Chile (ambos 10%). Até 2025, esse tipo de pagamento alternativo deverá atingir US$ 121 bilhões em volume na América Latina, com um CAGR de 33%.

Os dados foram apresentados pela fintech global de pagamentos EBANX. O estudo anual Beyond Borders 2022/2023, cobre 15 países da América Latina e, pela primeira vez, alguns dos países africanos em que o comércio digital mais cresce. A pesquisa apresenta dados de múltiplas fontes e fornece insights, incluindo dados internos do EBANX e pesquisas e análises inéditas da Americas Market Intelligence (AMI).

As carteiras digitais são outro exemplo de método alternativo em crescimento na América Latina. Segundo projeções da AMI, até 2025 as e-wallets devem expandir cerca de 20% no comércio digital, chegando a ultrapassar US$ 70 bilhões (até 2025) em pagamentos, o equivalente a 10% de todo o volume movimentado no setor da região.

Argentina e El Salvador despontam como os países onde as carteiras digitais são mais utilizadas, representando 23% dos seus respectivos mercados digitais. Em seguida estão Bolívia (14%), Peru (13%), Uruguai (12%), Brasil (11%) e México (8%). Segundo o Ebanx, a confirmação de pagamento instantânea, programas de recompensa ou cashback e a boa experiência do usuário, fazem com que as carteiras digitais sejam populares entre os consumidores de serviços de streamings e jogos digitais.

Uma análise baseada em dados internos do EBANX, por exemplo, mostra que os gamers latino-americanos recorrem com mais frequência ao uso de meios de pagamentos alternativos versus cartões de crédito para suas compras online, com pagamentos como e-wallets e vouchers superando em frequência o uso de cartões de crédito.

Depois do cartão de crédito (52%), as carteiras digitais são o segundo maior método de pagamento para a compra de produtos digitais na América Latina, que inclui as compras de jogos, com uma participação de 16% em 2021 – cinco pontos percentuais acima da média de 11% do comércio online total da região no mesmo ano. A explicação para essa parcela maior se deve à experiência instantânea e móvel que funciona muito bem para jogos, mas mais do que isso – também é uma questão geracional. Os jovens jogadores – aqueles abaixo de 25 anos – não possuem cartões de crédito, o que acaba empurrando essas gerações para as e-wallets.

Outro ponto avaliado é que o volume de pagamentos feitos para influenciadores, streamers e jogadores na América Latina deve crescer 60% ao ano e atingir US$ 61 bilhões em 2025, de acordo com a AMI. A maioria destes pagamentos, especialmente aqueles feitos para os nano-influenciadores e pelo conteúdo produzido para as plataformas (social media rewards), é de baixo valor, os chamados micropagamentos.

Brasil bate Estados Unidos no uso de carteiras digitais, diz estudo

São Paulo (SP) – O estudo “De Pandemia para Endemia: Entendendo o próximo estágio no uso de cartões-presente brasileiros”, realizado pela Blackhawk Network Brasil, empresa de soluções de pagamento, revelou que os brasileiros já estão à frente dos estadunidenses em alguns usos das chamadas carteiras digitais, utilizadas principalmente em smartphones. A pesquisa, que ouviu cerca de 4 mil pessoas em março de 2022, mostra que 96% dos brasileiros já usaram cartões-presente em carteiras digitais, contra 72% dos americanos. 

Os cartões-presente são códigos que podem ser adquiridos nos mais diversos e-commerces, varejos e marketplaces de bancos de todo o País, oferecendo acesso a créditos que podem ser gastos em produtos e serviços de grandes marcas, como Xbox, iFood, Netflix, Uber, entre outras. A presença dos cartões-presente nas carteiras digitais se justifica: a pesquisa mostra que 51% dos consumidores usam os gift cards como dinheiro em compras virtuais, enquanto 60% defendem que é uma maneira mais rápida, fácil e segura de pagar por coisas. 

Os dados sobre carteiras digitais revelam uma tendência trazida pela pandemia e que deve permanecer mesmo após a retomada total da economia. Em 2020, no auge das restrições sanitárias, outra pesquisa da empresa já mostrava o Brasil à frente dos EUA nessa modalidade de pagamento, ainda que a adesão fosse bem menor: 62% dos brasileiros usaram uma carteira digital naquele ano, contra 43% dos americanos. 

A Blackhawk diz que a guinada para o digital chegou por conta da pandemia, mas não é passageira. Hoje, as atividades presenciais já retornaram, mas nossa pesquisa mostra que 55% dos brasileiros preferem fazer compras por métodos híbridos ou totalmente digitais. Entre a geração Z, o número chega a 64%. 

Gift cards

Dados sobre a venda de gift cards confirmam ainda mais essa tendência. Em 2019, os cartões-presente digitais, comprados em grandes e-commerces e marketplaces de bancos, respondiam por 20% das vendas da Blackhawk Network Brasil. Hoje, esse valor já subiu para 59%. Aqui, novamente, o Brasil se destaca: em toda a América, o País é onde os gift cards digitais mais fazem sucesso. No segundo lugar, os EUA, eles correspondem a apenas 26% das vendas. 

Além de atenderem a uma demanda crescente no digital, os cartões-presente têm ajudado consumidores a lidarem com problemas da cadeia de suprimentos do varejo físico. A pesquisa mostra que 85% já tiveram que encontrar um presente alternativo por conta de itens fora de estoque. Nesses casos, 44% afirmam que optaram por gift cards. 

Confira tendências de compras online e presenciais no Brasil

São Paulo (SP) – Um terço dos brasileiros faz compras online semanalmente. Isso é o que mostra estudo da fintech Rapyd, líder global em unificação de pagamentos digitais. Mas o que se compra e como se paga? De acordo com a pesquisa – que abordou 3088 pessoas com hábito de comparar online ao menos uma vez por mês, em seis países da América Latina (Argentina, Chile, Colômbia, México, Peru e Brasil), por aqui a tendência do e-commerce é mais forte nas seguintes categorias de produtos: roupas, sapatos e acessórios (com 69% dos entrevistados tendo adquirido esses itens nos 90 dias anteriores à pesquisa), produtos cosméticos, de beleza e bem-estar (60%) e itens de supermercado (53%). 

Interessante notar que em todas as 18 categorias listadas, a grande maioria das compras, embora em diferentes proporções, foi feita a partir do smartphone. E mais: 31% dos entrevistados disseram fazer semanalmente compras pelo celular, e 27% o fazem pelo computador.

Em relação aos meios de pagamentos usados no e-commerce, o estudo confrontou duas questões – quais são os métodos mais usados e quais são os preferidos. A resposta é diferente para cada ponto de vista, a não ser pelo PIX, que é o mais usado (por 56%) e também o preferido (de 36%). Em segundo lugar de popularidade está o cartão de débito (54%) e no de preferência está o cartão de crédito (20%). 

A maior discrepância fica por conta do PayPal, uma vez que 42% dos entrevistados disseram usar esse meio de pagamento, mas apenas 9% apontaram esse como seu preferido. Algo parecido acontece com o boleto bancário, usado por 34% dos entrevistados, mas sendo o preferido de apenas 5%. Vale ainda um destaque para o dinheiro em espécie, que marca presença na lista do e-commerce, uma vez que ainda é comum a possibilidade de pagar com notas no momento da entrega do delivery. 

Mesmo sendo tão “analógico”, esse método é usado por 21% dos entrevistados, mas apenas 1% o tem como preferido. Contudo, quando se trata de compras presenciais, nas lojas físicas, o dinheiro salta do 7º para o terceiro lugar entre os meios de pagamento mais usados, com 45% dos entrevistados afirmando usarem esse recurso e 8% dando preferência a este método. Em segundo lugar dos mais populares está o cartão de débito (55%, e preferido por 20%) e na liderança de uso e preferência, novamente, aparece o PIX (55% e 37%, respectivamente). “A adoção do PIX foi impulsionada pela pandemia, pela abordagem não burocrática intencional e pela facilidade de fazer pagamentos móveis com taxas de transação zero”, avalia Marc Winitz, CMO da Rapyd.

Destaques

Um terço dos brasileiros relatou fazer compras online semanalmente em um dispositivo móvel ou em seu computador.

Alguns dos principais itens comprados online são artigos moda, beleza e mantimentos.

Os compradores brasileiros preferiram comprar via celular em vez de usar o computadores em todas as categorias.

As transferências bancárias com Pix foram a forma mais popular de pagar compras online e em lojas.

Para pagamentos online, o Pix é usado por 56% dos entrevistados. E é o método de pagamento preferido de 36%.

Praticamente igual, em segundo lugar do meio de pagamento mais utilizado vem o cartão de débito, sendo utilizado por 54%. No entanto, este é o método de pagamento preferido de apenas 16% dos entrevistados. 

O segundo meio de pagamento preferido no Brasil para compras online é o cartão de crédito (20%), embora seja um pouco menos utilizado que o cartão de débito.

Para compras presenciais, o PIX também está no topo, sendo utilizado por 55% dos entrevistados e sendo o método preferido por 37% deles.

O segundo método mais utilizado é o cartão de débito (51%), mas o segundo método preferido é o cartão de crédito (mais de 20%)

O dinheiro ainda desempenha seu papel, sendo usado por 21% dos entrevistados para compras online e por 45% para compras na loja

O boleto bancário também é representativo em ambos os casos, sendo utilizado por 34% para compra online e 12% para compra em loja física

Empresas com tecnologias interoperáveis são mais rentáveis

São Paulo (SP) – Um novo estudo da Accenture mostra que empresas com aplicações corporativas altamente interoperáveis entre seus sistemas ganham maior agilidade, podendo prosperar em meio à incerteza e alcançando um desempenho financeiro mais sólido. Em 2021, as empresas com alta interoperabilidade – ou 34% do total de empresas pesquisadas – aumentaram a receita seis vezes mais rápido do que seus pares com baixa interoperabilidade. Além disso, elas têm o potencial de saltar outros cinco pontos percentuais no crescimento anual de suas receitas. 

O relatório Value Untangled: Accelerating radical growth through interoperability tem como base uma pesquisa realizada pela Accenture com mais de 4 mil executivos C-suite de 19 setores em 23 países. De acordo com o levantamento, nos últimos dois anos, 49% das empresas adotaram novas tecnologias e transformaram seus negócios com rapidez inédita. Desse total, 40% transformaram várias partes de seus negócios simultaneamente. 

Segundo o estudo, graças à alta interoperabilidade, essas empresas têm a agilidade de que precisam para passar por uma transformação mais concentrada. Ao usar aplicações que interagem facilmente entre si, permitindo o compartilhamento de dados, maior transparência e conexões humanas de qualidade, as organizações podem agir mais rápido na hora de aproveitar novas oportunidades. 

O levantamento mostra que um terço das empresas priorizaram esse nível de agilidade e estão conseguindo passar à frente de seus concorrentes em termos de crescimento de receita, eficiência e resiliência. A interoperabilidade tem papel fundamental na jornada de reinvenção total dessas empresas, segundo a Salesforce. 
Vantagens das empresas 

Empresas de alta interoperabilidade não se beneficiam apenas de um desempenho financeiro melhor. Elas são 12 pontos percentuais melhores na hora de aprimorar suas cadeias de suprimentos e operações; 16 pontos percentuais melhores em reinventar a experiência do cliente; 12 pontos percentuais mais bem-sucedidas em melhorar a produtividade dos funcionários; 4 pontos percentuais mais bem-sucedidas na adoção de práticas comerciais sustentáveis e 11 pontos percentuais mais propensas a sustentar transformações concentradas.   

Empresas líderes com alto índice de interoperabilidade têm crescimento lucrativo ao alocar 2 a 4% a mais de seus orçamentos funcionais e de TI em aplicações. Elas ainda conseguem administrar o mesmo número, se não maior, de aplicações diversas em suas pilhas de TI. Atualmente, a maioria das empresas tem mais de 500 aplicações, com 82% afirmando que continuarão a expandir o alcance dessas aplicações, o que aumenta a importância de uma abordagem interoperável. 

Ao mesmo tempo, 66% afirmam que o número de aplicações e suas complexidades técnicas são uma barreira para alcançar a interoperabilidade. As empresas de sucesso têm a alta interoperabilidade no centro de suas estratégias gerais de negócios e tecnologia. 
Como ser interoperável

O estudo recomenda três ações para as empresas que desejam aumentar sua interoperabilidade: 

Invista na nuvem – Onipresente, a nuvem é essencial para a interoperabilidade. O primeiro passo das companhias que têm sucesso na melhora da interoperabilidade é transferir as aplicações existentes para a nuvem e investir em novas aplicações baseados em nuvem. Porém, mais importante ainda é usar a nuvem para conectar dados e experiências entre aplicações, criando uma versão da verdade para a empresa. O levantamento constatou que cerca de 72% das empresas com interoperabilidade alta/média adotaram a nuvem pública e já migraram 30% de seus dados e cargas de trabalho. Apenas 60% das empresas que têm uma interoperabilidade baixa ou nula adotaram a nuvem pública, uma diferença de 12%. 

Use tecnologia composable – O uso de soluções comprovadas e repetíveis que possam ser configuradas e reconfiguradas com agilidade, a fim de atender as necessidades dos negócios em constante mudança são chamadas de tecnologia composable. São elas que levam a flexibilidade para o centro das organizações e permitem que elas lidem com os efeitos da disrupção por meio de uma transformação melhor, mais rápida e barata. Para tal, é preciso migrar de uma arquitetura de tecnologia de partes estáticas e autônomas para uma de peças que possam ser encaixadas de acordo com a necessidade de cada negócio. Ao usar soluções pré-construídas e interoperáveis para trocar e ativar componentes de aplicações menores, novas soluções podem ser criadas sem maiores disrupções. 

Foque na colaboração com significado – Aplicações interoperáveis são apenas uma parte da equação. A interoperabilidade possibilita uma colaboração mais significativa, permitindo que funções e pessoas trabalhem juntas de forma contínua e integrada rumo a um objetivo comum. Elas podem usar dados, analytics e IA em tempo real, juntamente com novas formas de trabalho, desvendando o valor da tecnologia, capacitando pessoas e alcançando resultados melhores. Mas a cultura colaborativa precisa vir de cima: 27% dos executivos consideram a falta de colaboração entre as funções de negócios um dos principais desafios causados por uma interoperabilidade baixa ou nula. A liderança pode ampliar a colaboração elaborando casos de uso amplos para novas aplicações interoperáveis e desafiando colaboradores de diferentes funções a resolvê-los em equipe.