Mercado de franquias em Santa Catarina cresce 22% em 2018

Florianópolis – Segundo o mais recente balanço divulgado pela ABF (Associação Brasileira de Franchising), o mercado de franquias em Santa Catarina aumentou 22% em número de redes, atingindo o patamar de 546 marcas operando no estado. Além disso, em números de unidades expandiu 20%, com 4.170 operações de franquias. Em relação ao faturamento, o mercado catarinense chegou a cerca de R$ 6,8 bilhões em 2018. Esse valor representa um crescimento de 10% em relação ao ano passado.

Assim como em todo o País, o segmento de Alimentação em Santa Catarina foi um dos destaques atuando em 26,9% do Estado, seguido dos segmentos Saúde, Beleza e Bem-Estar (19,6%) e Serviços Educacionais (14,3%). Esses números revelam que o estado está alinhado com o mercado nacional. No Franchising, o segmento de Alimentação oferece diversas oportunidades de negócios. Sendo um mercado promissor, conheça algumas marcas que atuam no estado:

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Conab avalia que aumento das exportações de soja podem afetar mercado interno

Os produtores brasileiros de soja devem encontrar bom mercado para comercialização de sua colheita. As exportações nos dois primeiros meses de 2019 chegaram a 8,24 milhões de toneladas, segundo a Secretaria de Comércio Exterior. Comparado com o mesmo período nos dois últimos anos, quando as vendas brasileiras para o exterior ficaram próximas a 4,4 milhões de toneladas, os embarques praticamente dobraram.

“O principal destino da oleaginosa continua sendo a China. Do total vendido, cerca de 7 milhões foram enviadas apenas para o país asiático”, afirma o analista de mercado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Leonardo Amazonas. “Mesmo com o comprometimento chinês de comprar mais 10 milhões de toneladas da oleaginosa norte-americana, a procura pelo produto brasileiro continua intensa”, garante.

Amazonas ressalta que, caso ocorra uma nova operação entre os dois países, poderá ser realizada apenas a partir da próxima safra americana (2019/2020). Além disso, o técnico indica que as exportações dos EUA para a China, na safra 2018/2019, permanecem menores que o registrado nas últimas seis safras.

“Para se ter uma ideia, em 2017 a China adquiriu cerca de 31 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos, e apenas 8,36 milhões em 2018. Com a trégua entre os dois países em dezembro do ano passado, a aquisição chinesa poderia voltar a crescer, porém, ainda que cheguem a um patamar de 20 milhões de toneladas em 2019, seria um quantitativo abaixo do normal”, reforça o analista.

De acordo com dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda), neste ano a China deve importar 88 milhões de toneladas de soja. Confirmando-se que 20 milhões de toneladas do produto virão do mercado norte-americano, o país asiático ainda importaria 68 milhões de toneladas do Brasil e outros países. “Estima-se que, caso não haja um acordo no conflito entre os dois países, o Brasil poderá chegar a um valor de exportação para a China próximo a 59 milhões de toneladas em 2019”, pondera Amazonas. “Este índice é menor que o exportado no ano de 2018, de 68 milhões de toneladas, mas ainda seria maior que o valor de 2017, que foi de 53,79 milhões de toneladas”.

Mercado Interno – A análise considera também a questão da demanda interna, uma vez que o aumento de 11% na mistura com o biodiesel, prevista a partir de junho deste ano, pode diminuir a quantidade de grão destinada ao óleo de soja. “Além disto, teremos um aumento na expectativa de exportações de carnes, principalmente para Rússia e China. Isto faz com que o consumo do farelo de soja também aumente em 2019”, destaca o analista. “E a estimativa é de que o Brasil consuma aproximadamente 44 milhões de toneladas de grãos internamente”.

De acordo com o último levantamento da safra de grãos 2018/2019, divulgada pela Conab neste mês, a produção da soja deve ser de 113,5 milhões de toneladas. A quebra de safra brasileira se deve a problemas climáticos enfrentados nos estados que cultivam a oleaginosa, como Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul e na região do Matopiba, principalmente na Bahia.

Número de startups de soluções para o varejo cresce quase 40% em um ano

A inovação já faz parte do varejo brasileiro e o número de startups nacionais focadas em tecnologias voltadas para melhorar a forma de relacionamento com o consumidor subiu de 194 para 269 nos últimos doze meses, um crescimento de quase 40%. A região Sudeste continua com a maior concentração de startups (67,1%), seguida pela região Sul (25,6%%), Nordeste (5%), Centro-Oeste (1,8%) e Norte (0,8%).

Metade das empresas está no estado de São Paulo. Rio Grande do Sul ocupa a segunda posição no ranking, com quase 10% das startups, seguido por Minas Gerais (9%), Paraná (8,2%), Santa Catarina (7,8%) e Rio de Janeiro (7,4%). Os dados são do Retail Tech Mining Report, levantamento feito em 2019 e desenvolvido pela plataforma de inovação aberta Distrito e pelo OasisLab, primeiro centro de inovação especializado em varejo do Brasil.

O documento teve o apoio do Centro de Estudos e Pesquisas do Varejo (CEPEV) da USP, KPMG, Neomode, Neoway e Posigraf. Em sua construção também foram consultadas informações da Associação Brasileira de Startups, DisruptBox e LinkedIn.

Segundo o fundador e CEO do OasisLab, Hélio Biagi, em 2018, cerca de 10% do volume de compras no varejo nos EUA foi realizado por meio de e-commerce e o crescimento dessa fatia tem se mantido consistente em cerca de um ponto percentual por ano. Ele explica que no Brasil o comércio eletrônico ainda representa pouco mais de 4% do total, mas o setor tem apresentado crescimento de dois dígitos mesmo num cenário de crise.

“No entanto, a inovação no varejo vai muito além de permitir que o consumidor faça suas compras pela internet. Dentro da loja física, transformações óbvias se misturam às mais sutis. Enquanto clientes se encantam com tecnologias como displays e espelhos inteligentes, realidade virtual e checkout automatizado, outras menos evidentes também são fundamentais para o varejista”, completa.

É dentro desse cenário que as startups brasileiras ganham força ao apresentar uma nova forma de se relacionar e fazer negócios. Divididas em nove categorias, elas oferecem soluções para o varejo dentro das áreas de operações, inteligência artificial, pagamentos, engajamento do consumidor, logística, internet das coisas, ambientes virtuais, sustentabilidade e e-commerce.

Segundo a especialista em varejo Fabíola Paes, porta-voz da Neomode – parceira do estudo e que trabalha com soluções omnichannel a fim de melhorar a logística das empresas -, o Retail Tech Mining Report é importante uma vez que amplia e aprofunda as informações apresentadas ano passado no “Loja 4.0: Panorama das startups brasileiras do varejo – 2ª edição 2018”. “Podemos ver, por exemplo, que 94% das startups existentes foram criadas nos últimos oito anos e que o grande impulso no setor ocorreu em 2015, quando 19% das empresas mapeadas iniciaram as atividades”.

A Neomode, por exemplo, surgiu em 2016 e está entre as 19 startups que desenvolvem soluções pensando na área logística. Sua plataforma exclusiva de integração Omnichannel World Class conecta as vendas online com o estoque das lojas físicas e as transformam em verdadeiros minicentros de distribuição, capazes de atender novos pedidos de compras com o estoque local. Do grupo mapeado no Retail Tech, explica Fabíola, a maior concentração de startups está no ramo de operações, com 72 startups. “Depois aparecem engajamento com o consumidor (54) e e-commerce (39)”.

Fabíola acredita que embora já tenhamos um grande crescimento em inovação e uso da tecnologia no varejo brasileiro, ainda há muito a se fazer. “A transformação digital e a inovação partem de uma mudança de conceito, uma quebra de paradigmas, no acreditar que é possível fazer melhor e diferente do que se está acostumado. Vai da integração de canais ao bom uso da informação obtida por meio deste movimento, algo que realmente impacta a vida tanto de quem vende quanto de quem consome”, conclui.

82% das principais importadoras já destinaram profissionais para acompanhar Novo Processo de Importação

São Paulo – Um levantamento feito pela multinacional de tecnologia Thomson Reuters em parceria com o Instituto Aliança Procomex ouviu cerca de 200 profissionais das principais empresas que importam mercadorias no Brasil e seus parceiros para conhecer os principais desafios e oportunidades com relação ao Novo Processo de Importação, que entra em vigor em 2020.

A sondagem constatou que 73% deles já estão se movimentando para mudar os processos internos, enquanto 66% pensam em atualizar a solução tecnológica que utilizam para a gestão de comércio exterior. O estudo também revela que as empresas estão mais atentas aos prazos, uma vez que 82% afirmaram já ter destinado profissionais para acompanharem a implementação do Novo Processo de Importação. Em 73% delas, o assunto é tratado diretamente pelos gestores (diretores ou gerentes). Em relação a prazos, 66% dos respondentes acreditam que a adequação levará seis meses ou mais para serem concluídas.

“O Novo Processo de Importação, centrado na DUIMP, está previsto inicialmente para entrar em vigor no final de 2020, mas as empresas precisam se preparar desde já para estar 100% adequadas e garantir eficiência na operação. Os primeiros testes já começaram e são muito importantes para se identificar o que precisa ser aprimorado e modificado no processo atual de cada empresa. Quem deixar para última hora, além de ficar atrás dos concorrentes, pode até mesmo ver sua operação paralisar. Algumas empresas chegaram a ficar alguns dias sem exportar seus produtos em 2018 por não se atentarem a isso quando a DU-E entrou em vigor”, afirma Luis Sena, Gerente Senior da solução ONESOURCE Global Trade, para gestão de comércio exterior, da Thomson Reuters no Brasil.

“Os resultados da sondagem comprovam que as empresas estão atentas e sabem que é preciso trabalhar desde já. A melhor forma de se adequar é simular desde já as exigências do novo processo. A Thomson Reuters já disponibiliza na solução ONESOURCE Global Trade um ambiente de testes com as funcionalidades já desenvolvidas pelo governo federal e, a partir de abril, a funcionalidade já estará disponível de maneira definitiva no sistema”, completa Luis Sena.

Ampliar em US$ 24 bilhões o PIB brasileiro e aumentar a corrente de comércio de 6% a 7% em apenas um ano. Essa é a estimativa do governo com a implementação do Novo Processo de Importação, que irá simplificar e trazer mais tecnologia para o comércio exterior no Brasil. Os dados foram apresentados pelo governo federal em evento realizado no mês de fevereiro. As mudanças, que terão como principal novidade a DUIMP – Declaração Única de Importação, estão previstas para entrarem em vigor no fim de 2020. Essa ação é parte do Acordo Sobre Facilitação de Comércio, assinado com a OMC (Organização Mundial do Comércio) em 2013.

Com a DUIMP, tudo passa a ser digital. Todas as informações sobre as importações ficarão concentradas em um único documento no Portal Único de Comércio Exterior do governo federal, o que facilita a validação dos dados, simplifica a emissão das licenças necessárias para a entrada de produtos no país e unifica a declaração em todo o território nacional. Os impactos serão imediatos. De acordo com o governo federal, os prazos médios de importação vão cair em 40%, dos atuais 17 para 10 dias, equiparando o Brasil com as principais economias do mundo. Estima-se que a grande maioria das mercadorias sejam liberadas antes mesmo de chegarem ao país. Será um complemento para a DU-E (Declaração Única de Exportação), implementada em 2018.

John Edwin Mein, Coordenador Executivo da Aliança Procomex, alerta para o fato que ao mesmo tempo que a introdução da DUIMP simplifica significativamente os processos de comércio exterior, trazendo grandes benefícios para as empresas em termos de diminuição de tempo de importação e aumento da confiabilidade do processo, exige que as empresas se adequem aos novos processos investindo na mudança de procedimentos, processos e sistemas internos da empresa.

93% das empresas consideram tecnologias inteligentes fundamentais para Transformação Digital

São Paulo – A SAP SE divulgou os resultados de um estudo sob encomenda realizado pela Forrester Consulting, que apontou que 93% dos executivos consultados sinalizam que a adoção de tecnologias inteligentes, como aprendizagem de máquina, Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial, blockchain e realidade aumentada/virtual, são fundamentais para o sucesso de seus processos de Transformação Digital.

O estudo consultou 740 executivos, tomadores de decisão de TI em empresas de diversos segmentos do mercado. Para participar, as empresas consultadas cumpriram dois critérios importantes: estar passando ativamente pelo processo de transformação digital e ter implementado iniciativas com pelo menos duas tecnologias emergentes.

Os respondentes apontaram a busca por vantagem competitiva como principal fator para adoção das tecnologias inovadoras. As empresas consultadas estão implementando ou já implementaram tecnologias que incluem IoT (92%), Inteligência Artificial (78%), Machine Learning (77%), Realidade Virtual/Aumentada (70%) e Blockchain (68%).

A pesquisa também revelou que, tendo as jornadas de transformação digital como prioridade, as organizações estão otimizando cada vez mais os processos existentes para elevar os níveis de eficiência, ampliando processos para gerar mais valor e transformando os modelos de negócio para abrir novos fluxos de receitas. Além disso, 92% das empresas demonstraram alto interesse por plataformas capazes de unificar os dados coletados/gerados pelas tecnologias inteligentes e os processos de negócios.

Os resultados mostram também que as prioridades são diferentes a depender das indústrias e do grau de maturidade digital e objetivos de negócio. Empresas do setor de manufatura estão priorizando a implementação ou expansão dos esforços em projetos de manutenção preditiva, já empresas varejistas estão concentrando esforços na adoção de Big Data e análise preditiva para tomada de decisões. Já as de serviços públicos (utilities) estão implementando salas de controle digitais que fornecem informações como taxas de capacidade e eficiência para análise em tempo real pelo time executivo.

“O estudo mostra que as empresas estão investindo em diferentes tecnologias inteligentes e que o principal objetivo é obter vantagem competitiva para os negócios. As empresas estão cada vez mais conscientes que a sobrevivência no mundo digital depende da capacidade de inovar. Mais importante do que adotar uma tecnologia ou outra, é entender a capacidade de conectar pessoas, processos, tecnologia e dados como forma de acelerar a transformação digital, fazendo mais com menos, elevando os níveis de engajamento dos clientes”, explica Rui Botelho, Vice-Presidente da área de Digital Core da SAP Brasil

O estudo contou com 740 entrevistados em diversos países, incluindo o Brasil. As entrevistas foram realizadas entre setembro e outubro de 2018 e os resultados consolidados em janeiro de 2019.

Mercado de biodefensivos cresce mais de 70% no Brasil em um ano

Brasília – A produção de produtos biológicos para controle de pragas e doenças agrícolas cresceu mais de 70% no último ano no Brasil, movimentando R$ 464,5 milhões ante R$ 262,4 milhões em 2017. O resultado brasileiro é considerado o mais expressivo da história do setor e supera o percentual apresentado pelo mercado internacional.

Em termos globais, o setor apresentou crescimento de 17% no mesmo período. Os dados detalhados sobre o desempenho do ano passado da indústria nacional de biodefensivos foram apresentados nesta quinta-feira (21) pela Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico (ABCBio), considerando apenas as empresas associadas que representam 70% do mercado nacional.

O crescimento do mercado brasileiro de defensivos biológicos segue tendência mundial de redução do uso de agroquímicos para combater pragas e doenças nas lavouras. Em um país com alto índice de insetos devido ao clima tropical, o desafio dos agricultores é reduzir a aplicação dos pesticidas, principal método de manejo de pragas do país atualmente, para também reduzir o custo da produção e os riscos associados para a saúde humana e os recursos naturais.

O que é

O controle biológico faz parte do chamado Manejo Integrado de Pragas (MIP) e permite o uso de organismos vivos ou obtidos por manipulação genética para combater pragas e doenças provocadas por lagartas comuns, mosca, nematoides (vermes microscópicos), cigarrinha das raízes, broca da cana, ácaros e fungos e outros agentes nocivos para a agricultura.

Os produtos biológicos podem ser utilizados em qualquer cultura, desde frutas e verduras, até grãos, cana de açúcar, entre outros. Existem dois tipos de biodefensivos: os macrobriológicos, que consistem no uso de macroorganismos, como insetos, ácaros e outros inimigos naturais das pragas; ou microbiológicos, que se baseiam em bactérias, fungos e vírus.

Segundo Rose Monerrat, diretora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, os produtos mais usados no mercado são os microrganismos. “A procura tem sido muito grande e está crescendo. Segue uma tendência mundial, porque as exigências do mercado europeu estão fazendo com que este mercado cresça cada vez mais”, comenta.

O professor titular de Entomologia e Acarologia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), José Roberto Parra, lista uma série de vantagens para o uso de biodefensivos, principalmente o aspecto ecológico e social dos produtos.

Entre os benefícios apontados pelo engenheiro agrônomo está a ausência de resíduos químicos nas culturas, uma vez que o Brasil exporta muitas commodities e o mercado internacional tem colocado cada vez mais restrições aos agroquímicos.

“É indiscutível essa vantagem. Não tem problema de resíduos químicos e não há desequilíbrios biológicos. Quando você usa inseticidas, você mata esses agentes de controle biológico, que chamamos de inimigos naturais, então, o controle biológico não mata e não aumenta a resistência das pragas. E não tem problemas ambientais de contaminação do solo, da água, dos alimentos”, explica.

Resultados no campo

O manejo de controle biológico é realizado há mais de dez anos pela Fazenda Salgueiro da Serra, situada em Buritis, na região Noroeste de Minas Gerais. As primeiras experiências com produtos biológicos na fazenda do Grupo Agrosalgueiro, que atualmente planta soja, milho e feijão, começaram na década de 1990 e se intensificaram a partir de 2007.

“Na época, o pedido dos sócios era para produzir mais, gastar menos e, se possível, usar menos agroquímicos. Responsável pela compra de insumos, planejamento técnico e experimento agrícola do grupo, a única forma que eu enxerguei para trabalhar esses objetivos foi o biológico e conceitos de agroecologia. Com ingredientes ativos, controle químico eu sei que não teria muita chance de reduzir custo, porque todo ano estávamos aumentando doses ou números de aplicações e com o biológico foi o contrário: nós reduzimos doses e número de aplicações”, conta Rogério Aoyagui, consultor técnico sobre biológicos e herdeiro acionista do grupo Agrosalgueiro.

O engenheiro agrônomo explica que, para reduzir doenças de solo, da planta e do sistema como um todo, o manejo biológico tem se tornado uma ferramenta fundamental. O que tem sido usado em maior escala na fazenda são os microorganismos probióticos. O grupo também utiliza inimigos naturais, agentes biológicos promotores de nitrogênio e compostagens líquidas à base de resíduos animais como fonte de nutrientes e biorremediador do solo. Manejo de sistemas e outras tecnologias já desenvolvidas também foram inseridos para contribuir com a melhoria do processo produtivo.

“Atualmente conseguimos reduzir e, em alguns casos, substituir agrotóxicos. E, obviamente, atingimos a meta inicial de redução de custo. Aumentou a produtividade e reduzimos a carga de químicos. Estávamos um pouco receosos, mas o resultado foi bem interessante. É difícil aceitar a mudança e a quebra de paradigmas de técnicos, consultores, proprietários e funcionários, esse foi um dos maiores desafios. Posso seguramente dizer que o manejo biológico é um caminho sem volta, uma ferramenta importantíssima para a revolução agrícola do mundo”, comenta Aoyagui.

Em relação à assistência técnica e contratos de parcerias com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o grupo tem tido suporte de manejos e acompanhamento do desenvolvimento de uma agricultura mais sustentável. Segundo Rogério, a parceria tem sido fundamental para implantar as inovações tecnológicas com mais segurança e com grande margem de sucesso.

“Na parceria com a Embrapa conseguimos ter critérios de avaliação sobre a qualidade das nossas lavouras e do produto final. O objetivo do grupo é ter uma produção cada vez mais sustentável e responsável, respeitando cada vez mais a natureza e garantindo produtos saudáveis para a sociedade”, relata Rogério.

“Nossa meta é reduzir no mínimo em 50% o uso de agroquímicos. Seria um grande sonho. Com a nossa credibilidade como empresa familiar e cuidadores da terra, temos a missão de gerar uma condição de harmonia, alegria e bem estar nos grupos que atuamos e na sociedade. Um dos nossos grandes incentivadores é a Embrapa, pelo suporte técnico”, comenta o proprietário Fernando Aoyagui.

A qualidade ambiental da área de produção da fazenda e a experiência de aplicar em campo tecnologias biológicas de controle de pragas têm atraído a atenção de pesquisadores de outras regiões do país. “O grupo está na vanguarda, fazendo o controle de forma segura e responsável”, elogiou Rose Monerrat.

Além da Fazenda Salgueiro, a Embrapa é parceria de diversos grupos de produção ou pesquisa sobre controle biológico em todas as regiões do país. A empresa tem produtos biológicos comercializados no mercado e há mais de 30 anos desenvolve tecnologias inofensivas à saúde humana e ao meio ambiente para controle de doenças.

“Temos mais de 200 projetos no portfólio e mais ou menos 100 pesquisadores envolvidos. Muitos produtos já foram desenvolvidos e estão sendo comercializados no mercado para atender essa área. Todas as unidades estão fazendo coisas novas, tem produto para controle de lagarta, de percevejo, de nematoide”, comentou Rose.

Plantio de culturas regionais

Nem todas as pragas e doenças que atingem as lavouras brasileiras podem ser controladas por produtos químicos. Em regiões com culturas, solos e clima diferentes, tem crescido a busca por pesquisas que desenvolvam biodefensivos eficazes no controle de doenças específicas de algumas localidades.

Entre as pesquisas em andamento está o trabalho da Embrapa da Amazônia Oriental. A unidade, situada em Belém (PA), analisa o uso de bactérias para promover o crescimento da planta e também para controlar a fusariose, doença que ataca o plantio da pimenta do reino.

“Não tem nenhum agroquímico registrado para controle da fusariose, o que há são medidas preventivas, como evitar plantio perto das áreas de incidência alta, por exemplo”, disse Alessandra Keiko, pesquisadora responsável pelo estudo.

A agrônoma explica que a fusariose é uma doença de solo, causada por um fungo que ataca a raiz da planta, por isso é difícil de controlar. A doença ocorre em todos os lugares de plantio de pimenta do reino e é um problema típico de clima tropical.

A unidade também está desenvolvendo pesquisa, ainda em estágio inicial, sobre o uso de própolis para controlar a bacteriose na mandioca. A cultura também é afetada pela “podridão radicular”, problema que atinge a raiz e está muito relacionado à chuva, entre outros fatores.

Alessandra comenta que a demanda por controle biológico no Norte é grande, pois a região tem muitas culturas e doenças para s quais não existem agrotóxicos registrados para combatê-las. E a maioria é produzida pela agricultura familiar.

“Todas as doenças que ocorrem para o açaí, por exemplo, não têm químico registrado. Outros exemplos: o cupuaçu, as fruteiras nativas, a mandioca. O uso de controle alternativo com extrato de plantas, óleos essenciais, viria (no Norte) não como alternativa aos químicos, mas como forma de controle mesmo”, explica Alessandra.

Expansão

Enquanto o mercado convencional de defensivos agroquímicos tem apresentado sinais de estagnação, com resultado recente de queda global de 6% na produção (US$ 64 bilhões), o saldo mundial do controle biológico em 2018 foi 17% maior que o alcançado no período anterior, de US$ 3,8 bilhões.

No Brasil, em fevereiro do ano passado, o mercado de produtos biológicos nacional movimentou US$ 164,9 milhões, o que corresponde a quase R$ 528 milhões, segundo a consultoria Agribusiness Intelligence/Informa. O controle biológico representa 5% da produção geral de controle de pragas e a América Latina é a região que apontou crescimento mais acelerado nesta área.

Para 2020, a expectativa é que o setor de biológicos fature no mundo US$ 5 bilhões e que em 2025 chegue a US$ 11 bilhões, segundo outra consultoria, a Dunham Trimmer – International Bio Intelligence.

Performance destacada

O levantamento da consultoria internacional mostra que o Brasil é o quarto país com melhor performance na produção de produtos biológicos, respondendo por 7% da comercialização mundial. O setor é liderado por Estados Unidos (37%), Espanha (14%) e Itália (10%).

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, avalia que o mercado de biológicos ainda vai crescer muito no Brasil, pois estes produtos passaram a ser demandados por todos os produtores agrícolas e, não somente, pelos da agricultura orgânica.

“Os produtores brasileiros de uma forma geral, os produtores de cana, principalmente, produtores de grãos já vem procurando muitos produtos biológicos para utilizar no manejo fitossanitário das suas lavouras. Então, a tendência é crescer ainda mais e é importante que a gente aperfeiçoe o processo no Ministério da Agricultura para colocar esses produtos não tóxicos à disposição dos agricultores brasileiros”, comentou Tereza Cristina.

Registros

Outro fator que tende a favorecer o crescimento dos biológicos é o processo mais simplificado de registro dos produtos, que levam prazo menor para serem liberados. Até o dia 22 de fevereiro, o Mapa tinha 1.187 produtos químicos aguardando registro, sendo que a demanda mais antiga da fila é de 2009. Para registro de biológicos, a fila tinha 17 pedidos pendentes e outros seis para agricultura orgânica.

Apesar do prazo mais curto, o registro de um produto biológico segue praticamente o mesmo padrão de exigência dos agroquímicos. Para ser liberado para comercialização, o biodefensivo, como também é conhecido, deve atender requisitos de segurança da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A ministra Tereza Cristina reforça que já existem procedimentos diferentes na legislação para registro de produtos para agricultura orgânica e biológicos e que várias empresas de não orgânicos estão interessadas em adotar o uso dos biodefensivos devido aos benefícios e à facilidade do processo.

“Esse procedimento é um pouco mais rápido do que o registro normal, mas ainda é possível melhorar o fluxo do processo para que a gente consiga ter um procedimento ainda mais rápido do que é hoje”, comentou a ministra.

Segundo o Mapa, o Brasil tem atualmente 256 produtos de baixa toxicidade registrados, entre microbiológicos, semioquímicos (feromônios) e produtos de agricultura orgânica, como os extratos vegetais. O registro de biológicos no Mapa se intensificou a partir de 2015. Só em 2018, foram registrados 52 produtos, a maior média desde 1991, quando foi liberado o primeiro controle biológico no país.

Histórico

A primeira ocorrência de controle biológico registrada no mundo é de 1888, quando os Estados Unidos importaram um inseto da Austrália para controlar uma praga do tipo cochonilha, que afeta lavouras de citros. No Brasil, a primeira tentativa de importação de um inimigo natural de pragas ocorreu em 1921.

Na época, o país importou dos Estados Unidos uma vespa para controlar uma praga que atingia o pessegueiro, mas a aplicação não foi bem-sucedida. Em seguida, ocorreram outras tentativas de controle de pragas de pastagens com insetos importados, principalmente a partir das décadas de 1950 e 1960, até o desenvolvimento do biocontrole nas lavouras de cana-de-açúcar.

“O caso que deu mais certo em larga escala foi em cana-de-açúcar e este sucesso se deveu à importação de um inimigo natural chamado Cotesia Flavipes, uma vespinha que foi importada de Trinidad e Tobago e começou a ser introduzida na época por usinas”, explica o professor José Roberto Parra.

O especialista relata que a experiência com a vespa Cotesia ganhou força principalmente em Piracicaba, interior de São Paulo. Na região, o controle biológico é utilizado em 3,5 milhões de hectares de lavouras de cana-de-açúcar.

Segundo o professor Parra, a entrada da chamada Helicoverpa Armígera nas produções de algodão da Bahia entre 2011 e 2013 foi outro momento de marco do uso de controle biológico no país. Os produtores começaram a usar um tipo de vírus e uma vespa que parasita os ovos da praga, até que saísse um agrotóxico capaz de controlá-la.

“A Helicoverpa criou uma cultura de controle biológico, porque ela só era controlada biologicamente, não tinha produto (químico) registrado. Então, o pessoal teve que usar biológico”, conta o professor.

Desconhecimento e pouca disponibilidade

Quase metade dos produtores brasileiros ainda desconhecem os produtos biológicos para controle de pragas e doenças nas lavouras e 39% já utilizam este tipo de manejo, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico (ABCBio). Entre os agricultores que já adotam biodefensivos, 76% apontam que consideram o controle biológico eficiente e 60% destacam a segurança da aplicação dos produtos biológicos.

Praticamente todos os produtores que utilizam afirmaram à pesquisa, feita em parceria com a empresa Agribusiness Consulting, que a decisão pelo controle biológico foi motivada pela importância da pós-venda, segurança, proteção do meio ambiente e aumento da produtividade, além de ser um complemento aos produtos químicos. Para 96%, a tendência é de crescimento do mercado nos próximos cinco anos.

Alta demanda e baixa oferta

Apesar do forte crescimento apresentado no último balanço do setor, a produção de biológicos ainda responde por apenas 2% do faturamento total do mercado de controle de pragas.

Pesquisa da ABCBio mostra ainda que os produtos biológicos são utilizados em cerca de 10 milhões de hectares no Brasil. A área total plantada no país é de 77,4 milhões de hectares.

A associação identificou também que a taxa de adoção desse tipo de manejo de pragas não chega a 20% do total de propriedades. Em algumas regiões e culturas, como a soja, não chega a 5%.

Problema cultural

Para o Professor titular de Entomologia e Acarologia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), José Roberto Parra, o grande problema no país é a existência de “uma cultura de controle químico” do agricultor, que ainda está muito ligado à tradição de combater pragas com agrotóxicos e submetido à pressão das indústrias de defensivos químicos.

“O problema do Brasil, basicamente, é cultural. O indivíduo fala assim ‘eu vou continuar aplicando inseticida, porque o meu pai aplicava inseticida, meu avô aplicava, etc’. E, logicamente, como é de se esperar, há pressão de quem produz inseticida. Lógico, isso existe. Então, você tem que mudar essa cultura para que a gente utilize menos produtos químicos”, recomenda.

Parra ressalta que o processo de mudança não é rápido e depende da disponibilidade e qualidade do inimigo natural das pragas. Técnicos que atuam no setor destacam que a biodiversidade brasileira abriga muitas espécies que podem ser utilizadas no desenvolvimento de biodefensivos.

Contudo, de acordo com o Mapa, das 1.137 pragas e doenças registradas no país, apenas 86 contam com solução biológica, o que representa 8% dos alvos que mais afetam as lavouras brasileiras.

“A disponibilidade do insumo biológico é fundamental, assim como que seja de qualidade. Não adianta nada falar que temos controle biológico, se não oferecermos opção”, ressalta Parra.

Outro problema é saber a amostragem exata de insetos e pragas na lavoura para determinar a hora certa de liberar e aplicar o controle biológico. O professor avalia que o país ainda está incipiente nesta área e deve desenvolver tecnologias modernas de sensoriamento remoto, por exemplo, para atacar as doenças no local correto e com a quantidade ideal de biodefensivo.

Capacitação

Mesmo os produtores que decidem utilizar o controle biológico esbarram nas dificuldades técnicas e de falta de conhecimento e capacitação sobre a aplicação dos novos produtos.

“Essa área de controle biológico está crescendo muito nos últimos anos. Vários agricultores estão utilizando. E o grande desafio é você ter o pessoal capacitado para trabalhar na área, empresas de qualidade produzindo bons produtos e cursos de formação na área, que existem poucos”, afirma Rose Monnerat, pesquisadora da Embrapa.

O engenheiro agrônomo Rogério Aoyagui, que trabalha como consultor de manejo biológico na região Centro-Oeste do Brasil, relata que há poucas pessoas preparadas tecnicamente para fazer o controle. O deficit de qualificação resulta em má aplicação e ineficiência no uso do produto. Aoyagui ressalta que, para ser preventivo e sustentável, o manejo biológico deve ser planejado e executado como um sistema produtivo e não como ação curativa ou para fins específicos e paliativos.

“Tem produtos que o pessoal não sabe o que de fato é ou não sabe recomendar a campo. Eles aplicam para uma coisa, mas o produto tem serventia para outra. O que ainda é pior é comparar a recomendação de manejo biológico com a recomendação de manejo convencional. Outros produtores estão associando o biológico com ingrediente ativo, sintético e isso é um pouco problemático, porque o resultado é bem diferente, se tratado só com biológico ou se tratado com biológico e fungicida, embora algumas empresas defendem não haver interferência.”, explica Aoyagui.

A questão da logística e armazenamento dos organismos utilizados para combater as doenças também tem sido um dos principais fatores apontados por especialistas e produtores para baixa adesão aos produtos biológicos. O chamado “tempo ou vida de prateleira”, que determina a duração que o produto pode ficar armazenado, é um dos critérios para a acessibilidade do produto no mercado.

“O microrganismo é mais utilizado, porque a forma de aplicação é igual ao inseticida e tem um componente a mais que é muito importante: quando você compra um fungo, você pode armazená-lo. A gente chama isso de “tempo de prateleira”, então, você pode armazená-lo e utilizá-lo daqui a alguns meses. O macro você tem que utilizar imediatamente”, explica Parra.

Rose Monerrat, que dirige a Embrapa Recursos Genéticos, avalia que as dificuldades de transporte e de armazenamento dos produtos biológicos ainda afeta muito o custo. “Tem produto que tem de ficar em baixa temperatura e isso é um grande problema para o controle biológico. Produtos à base de vírus são os mais afetados, mas depende muito do tipo de formulação. Há aqueles à base de bactéria, por exemplo, que têm vida de prateleira mais longa, mas outros têm um tempo menor.”

Outros desafios

O Brasil tem outra peculiaridade que dificulta a rápida disseminação dos produtos biológicos. Além do número elevado de pragas devido ao clima tropical, o país planta em grandes áreas, enquanto que na Europa o uso de biodefensivos se fortaleceu mais rapidamente, porque as áreas agricultáveis são menores.

A diferença teve impacto no desenvolvimento das empresas produtoras de controle biológico. No continente europeu as empresas de biológicos surgiram há aproximadamente 50 anos, e no Brasil as fábricas foram impulsionadas já nos anos 2000.

“O grande problema é o nosso tipo de agricultura, ou seja, agricultura de grandes áreas. Por exemplo, há produtor que tem área de 100 mil hectares com soja na Bahia ou em Goiás, isso é uma área imensa. Então, você não pode transferir o que se faz na Europa para o Brasil. O Brasil tem uma condição diferente”, comenta Parra.

O especialista destaca que o Brasil atingiu a liderança na agricultura tropical nos últimos 40 anos e tem condições de vencer com excelência o desafio de desenvolver um modelo de controle biológico específico para região tropical.

“Esses desafios vão sendo transpostos à medida em que a gente vai melhorando os estudos, oferecendo mais opções e transferindo a tecnologia”, sugere o professor.

PIB fluminense cresceu 1,2% em 2018, destaca Firjan

Rio de Janeiro – Em 2018, o PIB (Produto Interno Bruto) fluminense avançou 1,2% em relação ao ano anterior, conforme a Nota Técnica da Firjan ‘Rio de Janeiro: resultados e perspectivas para o PIB’. De acordo com a análise da federação, após três anos de resultados negativos, os setores de serviços (+0,9%) e indústria (+1,2%) voltaram a apresentar crescimento.

Na indústria ocorreu um crescimento em todos os subsetores, com exceção da construção civil que registrou queda de -1,6%, decorrentes dos efeitos da crise fiscal que afetou principalmente a demanda por obras de infraestrutura. Por outro lado, a indústria de transformação avanços 2,6% em 2018, baseadas principalmente nos segmentos de fabricação de coque, de produtos derivados e de biocombustíveis e veículos automotores.

Porém, a mudança na dinâmica de produção no segundo semestre, em função da queda de exportações de veículos para a Argentina, acende um sinal de alerta para 2019. Já a indústria extrativa cresceu 1,3%, patamar inferior ao observado em 2017.

“A expectativa no início de 2018 era de um PIB de 1,9%. Porém, chegamos a próximo de 1%, fechando em 1,2%. Esse descasamento ocorreu fundamentalmente por dois motivos: um técnico, devido à queda nas exportações de veículos automotivos para a Argentina; e o segundo, o da desconfiança do empresário, gerada pela frustração da não aprovação das reformas, em especial a da previdência”, destaca o gerente de Estudos Econômicos da Firjan, Jonathas Goulart.

De acordo com o economista, 2019 apresenta um cenário parecido com o ano anterior: um novo governo, retomada de confiança do empresário e expectativa da reforma da previdência. “Nesse cenário, com a aprovação da reforma, o Rio de Janeiro pode crescer 2,6% em 2019. Sem a reformação, não passaremos de 1,4%. É um cenário semelhante ao que tínhamos no início de 2018. Esperamos que o resultado seja melhor ao fim de 2019”, avalia Goulart.