Mercado secundário de debêntures tem recorde de ativos líquidos em dezembro

São Paulo – O número de debêntures consideradas líquidas no mercado secundário alcançou recorde em dezembro de 2019. De acordo com a ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), as 84 séries registradas no período representam o maior resultado mensal desde 2012. Em relação a novembro, por exemplo, houve alta de 38%. O avanço puxou para cima a média mensal de ativos líquidos em 2019, que totalizou 46 debêntures, ante 25 em 2018. São considerados líquidos os ativos que têm, em média, um negócio por dia, volume de R$ 1 milhão negociado por dia e que passam pelo menos a metade do mês em negociação.

Os títulos com remuneração atrelada ao DI e ao DI + spread foram os responsáveis por boa parte desta alta. As debêntures indexadas ao DI consideradas líquidas passaram de sete, em novembro, para 17 séries, em dezembro, enquanto os papéis atrelados ao DI + spread saltaram de três para 13. Esse crescimento está relacionado ao ajuste dos preços dos papéis em novembro, quando o IDA-DI (índice da ANBIMA que mede o desempenho das debêntures remuneradas pelo DI) registrou queda de 0,07%. O movimento de adaptação nos preços dos papéis promoveu retomada da demanda por parte dos investidores no mês seguinte, aumento no número de negócios e valorização de 0,43% no IDA-DI.

Indústria desacelera lançamento de produtos em 2019

Entre os meses de janeiro e dezembro de 2019 a indústria brasileira recuou na intenção de lançar produtos no mercado. O Índice GS1 de Atividade Industrial, calculado pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, apresentou queda de 8,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior, tendência também identificada no comparativo com dezembro de 2018 (3,7%). O índice se baseia nos pedidos de registro de código de barras para bens de consumo. O código é atribuído pela associação e é um padrão mundial de identificação na cadeia de abastecimento.

“Em seu terceiro ano de publicação, o Índice GS1 Brasil de Atividade Industrial tem demonstrado antecipar a produção da indústria nacional com acuracidade. O indicador apontou o desaquecimento de 2017, a retomada em 2018 e novamente, em 2019, um arrefecimento da confiança. O ano que começou positivo, tendo os dois primeiros trimestres com crescimento significativo em relação a 2018, viu a partir de julho uma desaceleração no lançamento de produtos, resultando em um terceiro e quarto trimestres abaixo do esperado. Esperamos que em 2020 a renovação de portfólio nas empresas aconteça com maior entusiasmo, tendo a GS1 Brasil como parceira em todos os momentos”, afirma Virginia Vaamonde, CEO da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil.

Em dezembro de 2019, no entanto, o Índice GS1 Brasil de Atividade Industrial apresentou aumento de 2,7% na comparação com o mês anterior no dado livre de efeitos sazonais. Há dois setores da indústria que podem comemorar saldo positivo em 2019. A indústria de bebidas e a de vestuário e acessórios lançaram 8,6% e 1,7% mais produtos do que em 2018, respectivamente.

40% dos brasileiros já fizeram compras na internet, apura CNI

O comércio eletrônico tem se consolidado como opção para o brasileiro que busca adquirir produtos e serviços com mais comodidade e por menor preço. Entre 2013 e 2019, a parcela da população que realizou compras pela internet quase dobrou, passando de 23% para 42%, percentual que sobe à medida em que aumentam a renda familiar e a frequência em que se costuma acessar a rede mundial. Além disso, a parcela de brasileiros que afirma nunca comprar produtos piratas subiu de 28% para 45%.

Um panorama dos hábitos do consumidor brasileiro e o comércio eletrônico está na pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira 51 – Perfil do Consumidor: Consumo pela Internet, pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O estudo mostra que as principais vantagens percebidas nas compras pela internet são produtos mais baratos e acessíveis, além da praticidade e da comodidade. Conheça abaixo as principais conclusões da pesquisa:

Renda maior, compras mais frequentes

Embora 42% dos brasileiros já tenham feito compras pela internet, essa média esconde diferenças importantes nos hábitos de consumo conforme o perfil do consumidor. A pesquisa mostra, por exemplo, que 74% dos brasileiros com renda familiar superior a cinco salários mínimos já fizeram compras pela rede mundial.

Essa parcela cai para 59% entre pessoas com renda entre dois e cinco salários mínimos e para 37% na faixa entre um e dois salários mínimos. Entre brasileiros com renda familiar de até um salário mínimo, apenas dois em cada 10 consumidores recorreram ao comércio eletrônico.

Além de comprar mais, as pessoas com maior renda também recorrem com maior frequência ao comércio eletrônico. Se considerados apenas os consumidores que já compraram pela internet, 34% daqueles com renda familiar acima de cinco salários mínimos consomem online sempre. Esse percentual cai para apenas 9% com renda familiar abaixo de um salário mínimo.

Produtos e Serviços

O brasileiro adquire mais produtos do que serviços pela internet. Entre os que realizam compras online pelo menos uma vez, 98% mencionam ter comprado produtos e 75%, serviços. Uma explicação, segundo a pesquisa, é que os produtos se referem àqueles consumidos por todas as faixas de renda, como vestuário, calçados, eletrônicos e eletrodomésticos.

Já os serviços disponíveis online costumam ser menos adquiridos pelo consumidor de menor renda, como refeições em restaurantes, opções de lazer, viagens aéreas e serviços de transporte por aplicativo. “O consumo de produtos alcança mais brasileiros que o consumo de serviços, porque o tipo de serviço oferecido online é mais voltado para brasileiros de renda mais alta”, aponta a pesquisa.

De acordo com o levantamento, os produtos mais comprados pela internet são eletrônicos (TV, celular, videogames etc), citados por 43% dos entrevistados. Essa categoria é seguida por calçados, bolsas e assessórios (31%); vestuário (23%); eletrodomésticos (18%) e livros (16%). Já os serviços mais consumidos são refeições (16%); música, jogos e filmes em serviços de streaming (16%); ingressos para shows e cinema (15%); transporte urbano (15%) e passagens aéreas (12%).

Cai consumo de produtos piratas

Entre 2013 e 2019, o percentual de brasileiros que afirmam nunca comprar produtos piratas subiu de 28% para 45%. A maior queda ocorreu entre aqueles que afirmam comprar essas mercadorias às vezes, caindo de 34% para 23% da população. O hábito, no entanto, é mais frequente entre os brasileiros mais jovens: 71% daqueles com idade entre 16 e 24 anos afirmam comprar produtos piratas, mesmo que raramente. O percentual cai para 28% entre os brasileiros com 55 anos ou mais.

Segundo a pesquisa, um dos fatores para a redução na compra de produtos piratas foi o surgimento de plataformas de streaming, por exemplo, que tornaram possível o acesso a músicas e filmes a preços menores, o que reduziu a demanda por CDs e DVDs no mercado clandestino.

Mais cômodo e mais barato

Segundo os entrevistados, o preço mais baixo/acessível é a maior vantagem de se realizar compras pela internet. O fator é apontado por 37% da população, seguido pela praticidade, com 16%. Na contramão, os consumidores também apontam desvantagens na hora de irem às compras online. A dificuldade em trocar ou devolver produtos foi observada por 26% das pessoas ouvidas. A demora na entrega (22%) e a falta de contato com o produto (15%) aparecem como outros fatores negativos no comércio eletrônico.

Cai para 23% número de empresas brasileiras na corrida da Indústria 4.0

A implantação da indústria 4.0 no País está perdendo cada vez mais força, como mostra o relatório da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Segundo o levantamento, desde 2017 houve uma queda de 30% para 23% no número de empresas que estão instituindo ações rumo ao desenvolvimento tecnológico. Além disso, apenas 3% dos empresários se sentem preparados para a quarta revolução industrial.

De acordo com o relatório, para o próximo ano, a expectativa dos empresário é que haja um crescimento de 1,7% nesse tipo de investimento. Para o economista e presidente-executivo da Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (Abimei), Paulo Castelo Branco, a indústria brasileira ainda está muito atrasada para os avanços da indústria 4.0 em relação à outras potências mundiais.

“A indústria 4.0 é apontada como a principal alternativa para o desenvolvimento tecnológico da indústria nacional, mas muitos empresários ainda não sabem como implementar ações tecnológicas nas empresas e como esse desenvolvimento é importante para a competitividade da indústria brasileira no mercado mundial”, comenta Paulo Castelo Branco.

Dados da Agência Brasileira de Desenvolvimento e Indústria (ABDI), apontaram que a quarta revolução industrial deve movimentar US$ 15 trilhões nos próximos 15 anos. “O investimento em novas tecnologias pode trazer inúmeras vantagens para o nosso País como redução de custos, modernização do nosso parque fabril, como a automatização dos processos que ajudarão no aumento da produtividade”, comenta o presidente-executivo da Abimei.

O relatório da Fiesp também apontou que a falta de recursos próprios, a não capacitação dos funcionários e a falta de conhecimento em relação ao custo benefício são um dos obstáculos para a implementação da indústria 4.0 no País. “O Brasil está expandindo seus acordos para a abertura comercial, mas precisa se atentar aos novos rumos da indústria para um maior crescimento da nossa economia”, comenta Paulo Castelo Branco.

Para estimular o crescimento da indústria nacional, a Abimei tem promovido e feito parte de diversas iniciativas do setor. Entre elas a redução das alíquotas dos impostos de importação, estratégia criada pelo Governo, que favorece a compra de equipamentos e ferramentas tecnológicas para aprimorar o desenvolvimento de produtos no Brasil.

Estudo aponta tendências e seus impactos no futuro do trabalho

São Paulo – A Cognizant, uma das empresas líderes mundiais em tecnologia e negócios, apresenta estudo com 42 tendências sobre o futuro do trabalho. O levantamento contém análises e insights coletados nos 10 anos de trabalho do Center for the Future of Work (CFoW – Centro para o Futuro do Trabalho) da empresa. As tendências foram divididas em cinco categorias: mudanças nos modos, nas ferramentas, na estética, nos desafios e no significado do trabalho.

“A ideia do estudo era demonstrar como a tecnologia teve e continua tendo impactos contundentes no mercado de trabalho. Os humanos serão cada vez mais necessários. Não para tarefas repetitivas, mas para dar um direcionamento crítico e criativo para os insights que os bots nos trarão”, afirma João Lúcio de Azevedo Filho, presidente da Cognizant no Brasil.

Modos de trabalho

• De hierarquia para “wirearquia” – Apesar de terem sido importantes, as hierarquias não pertencem a um mundo colaborativo. Aí entram as “wirearquias”, um modelo de organização baseado em auxílio mútuo e confiança. O futuro da estrutura organizacional está em equilibrar esses dois modelos.

• De cargos para tarefas – Nossas profissões são um pedaço de nossa identidade. Contudo, o futuro do trabalho requer que as profissões sejam pensadas de maneira mais fluida, aceitando mudanças e reinvenções. Isso quer dizer que cargos estão sendo desconstruídos em tarefas, que são a forma mais sustentável de lidarmos com a força de trabalho homem-máquina.

• De segunda a sexta para segunda a quinta – A jornada de trabalho de 40 horas distribuídas em cinco dias ao longo da semana é fruto da Primeira Revolução Industrial. Mas agora o trabalho pode ser realizado a qualquer hora, de qualquer lugar. E a tendência é que o fim de semana passe a contemplar a sexta-feira também.

• De assistentes para robôs assistentes – Os assistentes facilitam o trabalho daqueles em posições de liderança. Mas esses profissionais poderiam ter profissões mais rentáveis e produtivas. Dessa forma, os robôs não vão roubar empregos, mas sim facilitar o trabalho. O novo assistente funcionará com zeros e uns, não com café.

• De comprar para alugar – Os custos de comprar são maiores do que a ideia de comprar. A ligação entre riqueza e posses está diminuindo. E logo será desfeita. Embora a ideia de posse tenha sido um dos pilares do mundo moderno, a tendência é de mudança. Possuir bens não é mais tão sedutor assim para os jovens que estão entrando no mercado.

• De robôs maus para robôs bons – Uma ideia disseminada pelo imaginário popular é a de que os robôs fazem muitas coisas boas, mas também podem fazer coisas muito ruins. De quem é a culpa? Nossa! Bots mal programados só podem ser corrigidos por humanos. Ou seja, bons humanos ainda são necessários para desenvolver bons bots.

Ferramentas de trabalho

• Do polegar para a voz – Pode ser a era digital, mas o ato de digitar é cada vez mais supérfluo. Seus gadgets são capazes de ouvir tudo que você fala agora. Com isso, a tendência é cada vez menos digitar e cada vez mais utilizar os comandos por voz.

• De microscópios para datascópios – Tal como os microscópios mudaram a medicina, a inteligência artificial é um datascópio que trará soluções antes inimaginadas. A IA, assim como outras ferramentas, não substituirá as pessoas, mas sim permitirá que façamos coisas incríveis.

• De programação a (quase) sem programação – Os softwares estão engolindo o mundo – incluindo outros softwares. Por isso, plataformas que requerem pouco ou nenhum conhecimento de programação estão democratizando a maneira com que sistemas empresariais são desenvolvidos, utilizados e expandidos.

• Da insegurança para a segurança – Estamos às vésperas de uma transformação em que a tecnologia será o aspecto central da sociedade moderna. Portanto, as empresas não devem hesitar em investir em cibersegurança. Quadruplicar o investimento atual é um bom começo.

• De petaescala para exaescala – O Eniac, primeiro computador a ser comercializado, completou 74 anos. Mas não vimos nada ainda. O futuro do trabalho será baseado na exaescala – um sistema computacional capaz de realizar um quintilhão de cálculos por segundo.

• Do 4G para o 5G – O advento do 5G vai acelerar a transmissão de dados ante as redes 4G. O próximo espectro de banda larga será a fase seguinte da revolução digital. E a fusão do 5G com a inteligência artificial vai aumentar a escala da Internet das Coisas.

• Da inteligência artificial para o machine learning – As aplicações comerciais da IA e do ML estão trazendo grandes retornos financeiros. Os filmes de Hollywood com robôs inteligentes malvados são uma miragem. Mas modelos de negócio baseados em machine learning serão uma realidade.

• Do centralizado para o descentralizado – A tecnologia moderna deu mais ferramentas de centralização e controle para pessoas, governos e sociedades. Mas são as expressões descentralizadas que fazem as democracias liberais. A descentralização – se feita da maneira correta – será o antídoto para a polarização na era digital.

• Do desenvolvimento de software para engenharia de software – O maior desafio dos desenvolvedores de software hoje em dia é conseguir acompanhar a velocidade com a qual o mercado muda. É o fim da programação como a conhecemos. A engenharia de software fará com que o desenvolvimento de programas acompanhe a economia digital.

• Do bit para o qubit – O futuro é muito mais do que números binários. O futuro da sociedade e da inteligência artificial está no qubit – a base da computação quântica.

• De cloud para edge computing – A IoT pôs fogo na definição de cloud computing. A nuvem sobrecarrega a distribuição de computadores, mas a próxima parada está nas beiradas da rede. A mudança de cloud para edge computing vai acelerar e virtualizar o mundo em níveis sem precedentes.

• Da internet para a splinternet – A internet como uma vila global está se dividindo em tribos locais da splinternet conforme países aplicam diferentes regulações em seu funcionamento. A internet como conhecemos está morrendo.

• De smartphones para smartdevices – Aplicativos, plataformas, sistemas e websites fazem parte do nosso cotidiano. Você não precisa aprender como a tecnologia funciona. Você precisa aprender como trabalhamos e vivemos com ela.

• Do servidor para o contêiner – A arquitetura cliente/servidor foi padrão por muito tempo. Agora esse modelo está sendo desafiado pelo surgimento de softwares de visualização que redefinem o que é um servidor. Contêineres estão substituindo componentes de hardware por códigos.

Estética do trabalho

• Do terno para o capuz – Os ternos não combinam mais com essa nova era de disrupções. Os softwares comandam o mundo dos negócios agora, e os ternos caindo em desuso foi só dano colateral.

• Do cubículo para o sofá – Atualmente, conseguimos trabalhar de qualquer lugar com um computador, celular ou tablet: num café, no saguão de um aeroporto, num quarto de hotel e até mesmo em um escritório. Nossos cubículos serão extintos.

• Do subúrbio para a cidade – Antes isolados tecnologicamente, os subúrbios urbanos agora estão florescendo. Procurando pela Quarta Revolução Industrial? Ela está lá.

• De vidro e aço para tijolos e madeira – Novas ideias vêm de prédios antigos. Ambientes legais não são apenas aqueles feitos de vidro e aço. Prédios antigos estão sendo rejuvenescidos para abrigar empresas desenvolvendo novas tecnologias.

• De “originals” para “digit-alls” – No mundo da TI, os “originals” cuidam da parte de infraestrutura, enquanto os “digit-alls” desenham os aplicativos e plataformas que dominarão o mundo. Os primeiros ficarão até toda a carga de trabalho de infraestrutura do mundo ser automatizada. Os segundos ficarão até saírem de moda.

Desafios

• De “ver” para “tome cuidado com o que vê” – A manipulação digital está fazendo com que questionemos o que é real e o que não é. Os deepfakes também são um perigo no mundo digital.

• De “somos todos um” para “todos somos um” – A personalização da tecnologia está acabando com a crença de que todos temos uma identidade em comum. Com a chegada da realidade virtual, a tendência é que cada um viva sua realidade de forma cada vez mais pessoal.

• De “wi-fi grátis” para “sem wi-fi” – Ficar conectado o tempo todo está deixando todos malucos. Por isso, espaços sem wi-fi vão restaurar a calma e a sanidade de nossos cérebros confusos.

• De “a privacidade morreu” para ” vida longa à privacidade” – Assinar newsletters e fazer testes on-line pode ser divertido, mas as pessoas estão começando a questionar se vale a pena trocar seus dados por isso. As grandes empresas de tecnologia estão na mira da sociedade por conta de problemas com a privacidade do usuário. Não, a privacidade não morreu ainda.

• De humano para ciborgue – Hoje, nós acessamos as informações por meio de nossos gadgets. No futuro, todas as respostas serão enviadas diretamente para nossas mentes. Nossos avós acham que já somos super-humanos, mas seremos simplórios perto de nossos netos. Estamos nos transformando em ciborgues, e as gerações futuras terão curiosidade para saber como era ser um humano pré-tecnológico.

Significado do trabalho

• De “cuidado com a língua” para “desembucha!” – Estamos eliminando as formalidades. Prepare-se para ficar chocado. A necessidade de sermos cada vez mais autênticos causará o fim da conversa fiada.

• De #sextou para #segundou – Você saberá que o futuro do trabalho chegou quando se sentir motivado em uma segunda-feira. Esqueça o medo de os robôs tomarem todos os nossos trabalhos. Pode ser que o que nos torna humanos seja o trabalho em si.

• De serviços para experiências – A não ser que você seja um gamer ou um influencer, você se desenvolveu em uma carreira na área de serviços. Mas o que vem depois? Prepare-se para a era das experiências. Tecnologias como realidade aumentada, realidade virtual, inteligência artificial e cross reality vão abrir as portas para a criatividade e experiências imersivas.

• De uma carreira para várias – O mindset de ter apenas uma carreira está virando um problema. O crescimento da automação e da IA fará com que o modelo “educação-emprego-carreiras” fique obsoleto. Há mais de um caminho para o sucesso – você pode só precisar de mais de uma carreira para alcançá-lo.

• Do vermelho para o verde – Energias renováveis. Reciclagem. Transporte público. É o encontro do capitalismo com o conservacionismo. Ainda bem que várias tecnologias estão mudando a percepção do público em relação à sustentabilidade, fazendo com que ideias ecológicas de negócio sejam cada vez mais possíveis. A sustentabilidade finalmente faz sentido (e dinheiro).

• Da produção privada à produção individual – Prototipações rápidas e produções velozes abrirão para bens personalizados feitos pelo próprio usuário. As produções individuais são a alternativa ecológica para a manufatura e o varejo.

• Da reciclagem para a economia circular – Há mil anos, os japoneses produziram o primeiro papel reciclado. Mas precisamos pensar em novas abordagens. A sustentabilidade está completando seu ciclo, e, na economia circular, todo dia é o Dia da Terra.

• De informação grátis para informação paga – A onda das informações públicas disponibilizadas na internet está acabando, mas serviços de assinatura podem ser uma salvação. Não há gratuidade – pelo menos não do ponto de vista da privacidade.

• Da aposentadoria à continuidade – Nosso ciclo de trabalho esteve bem definido no decorrer do último século. Os 65 anos eram a linha de chegada da carreira de muita gente. Mas agora precisamos dar umas voltas a mais. O jogo não acaba com a chegada da aposentadoria.

• Do CEO para a SHEO – Ainda teremos uma era em que a chegada de uma mulher ao cargo de CEO de uma grande empresa não será notícia por si só. O mundo corporativo ainda é predominantemente masculino, mas isso está acabando.

• Do Ocidente para o Oriente – O domínio econômico do mundo ocidental está desaparecendo com a chegada da era da informação. O Ocidente levou a melhor nas três primeiras Revoluções Industriais, mas pode perder a Quarta para países como a China, os Emirados Árabes Unidos e a Índia.

• Da diversidade ao pertencimento – A diversidade é um conceito que está na ponta da língua. Mas a inclusão para minorias no ambiente de trabalho deve ser mais do que um representante no meio da maioria. Essa abordagem está chegando ao fim. Não importa nossa identidade, todos nós queremos sentir que pertencemos a algum lugar.

Confira as tendências de 2020 para o setor de RH

Iniciar o ano com um novo emprego é o sonho de muitos brasileiros. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), o número de desempregados no no mês de novembro País chegava a 12,5 milhões. Já entre os trabalhadores, 70% deles desejam mudar de emprego. Os dados são de um levantamento realizado pela Glassdoor, feito com 4.492 pessoas.

Para ajudar neste contingente, este ano reserva uma série de inovações em ferramentas para auxiliar a captar novos talentos para uma empresa. Confira abaixo as principais tendências para 2020:

•Ferramentas digitais de recrutamento e seleção: com inteligência artificial, gamificação dos processos, gerenciamento centralizado dos dados;

•People Analytics;

•Experiência do candidato: desde a seleção até o onboarding, ferramentas integradas que entreguem uma experiência transparente até o momento da admissão do candidato;

•Ferramentas de análise de desempenho, diagnóstico de cultura e algoritmos para identificar fit cultural.

•Sistemas de automação de rotina do RH

•Recrutamento Online

•Chatbots para o RH

“As principais tendências para o setor, na verdade, giram em torno de inovações que unem tecnologia e inteligência artificial, isso acontece porque a área precisa dessas atualizações para deixar os processos tradicionais de lado para dar espaço a métodos muito mais eficientes tanto para o dia-a-dia de uma empresa, como para captação de novos talentos”, afirma Celson Hupfer, CEO da Connekt, plataforma inteligente de recrutamento digital.

Usuários de aplicativos de transporte pensam em desistir de seus carros, revela Accenture

São Paulo – Quase dois terços (63%) dos proprietários de automóveis nos EUA que usam aplicativos de transporte disseram que considerariam desistir de seu veículo pessoal durante a próxima década, de acordo com uma nova pesquisa da Accenture.

A pesquisa, que entrevistou mais de mil consumidores nos EUA, constatou que a satisfação do consumidor com os aplicativos de transporte é muito forte (92%), e que a grande maioria (93%) dos entrevistados espera manter ou aumentar seus gastos com esses serviços neste ano. Apesar dessas descobertas, no entanto, mais da metade (52%) dos entrevistados relatou alternar entre aplicativos que oferecem serviços online para pegar caronas, ou corridas compartilhadas.

“Esses serviços têm crescido em satisfação dos clientes graças à praticidade que representam, incluindo a confiabilidade nos horários de início e término das corridas, a possibilidade de fazer reservas, e a simplicidade no pagamento”, disse Andrea Cardoso, diretora-executiva da Accenture para Indústria Automotiva. “O desafio agora para essas empresas é manter essa fidelização do cliente, por meio da customização de experiências”.

A pesquisa da Accenture indica uma oportunidade para as empresas que oferecem carona por plataformas digitais – bem como outras empresas de plataforma que estão enfrentando alto crescimento orgânico por meio da conquista de clientes – aprofundar seu relacionamento com os consumidores, considerando o seguinte:

• Os relacionamentos devem ter como base a confiança. Quase sete em cada 10 participantes (69%) disseram que ter seus dados pessoais protegidos é um aspecto extremamente importante da experiência, mas apenas 27% dos participantes disseram que confiam totalmente em seu provedor.

• As marcas devem ter um propósito. Menos de um em cada três motoristas de aplicativo norte-americanos (29%) disseram que sentem fortemente que sua marca é um negócio responsável que promove interesses ambientais e sociais. Pesquisas adicionais da Accenture descobriram que os clientes têm duas vezes mais chances de compartilhar dados pessoais com marcas que retribuem à sua comunidade do que com marcas que não fazem.

• A relevância é quem manda. Mais da metade dos consumidores está disposta a andar de veículo autônomo no próximo ano, incluindo veículos de passeio (62%), veículo pessoal (61%) e ônibus públicos (56%). No entanto, menos da metade (42%) dos veículos de passeio americanos expressam interesse em serviços adjacentes de empresas de transporte de passageiros, como entrega de alimentos e modos de transporte alternativos, como bicicletas e patinetes.

“A crescente demanda por marcas confiáveis ​​e direcionadas por propósito colocou a experiência do cliente no centro de como as empresas de plataforma criam e agregam valor aos seus usuários”, afirmou Robin Murdoch, que lidera a prática global de software e plataformas da Accenture. “É imperativo que eles tenham um entendimento muito claro das necessidades e expectativas de seus consumidores antes de lançar novos serviços”.