Sociobioeconomia do Pará pode gerar R$ 170 bilhões em 20 anos

Negócios com base na natureza podem gerar US$ 17 bilhões no Brasil até 2030  | Negócios | Um só Planeta

Divulgado nesta terça-feira, 19, durante o Fórum Mundial de Bioeconomia, o estudo “Bioeconomia da sociobiodiversidade no estado do Pará”, realizado pela The Nature Conservancy (TNC), em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Natura, traz análises socioeconômicas inéditas sobre os impactos das cadeias produtivas da sociobiodiversidade no estado.

Coordenada pelo professor Francisco de Assis Costa, do Núcleo de Altos Estudos da Amazônia (NAEA/UFPA), a pesquisa analisou 30 produtos da sociobiodiversidade paraense desde a produção até a comercialização. Em 2019, o PIB gerado por essas cadeias foi de R? 5,4 bilhões. O valor é quase três vezes maior do que o registrado pelas estatísticas oficiais do IBGE, que indicavam um valor bruto de produção de R? 1,9 bilhão no mesmo ano, considerando apenas a produção rural, primeiro elo da cadeia produtiva. Além disso, estima-se que tenham gerado cerca de 224 mil empregos.

Para a vice gerente da Estratégia Povos e Comunidades Indígenas e Tradicionais da TNC Brasil, Juliana Simões, essa análise é de extrema importância pois lança um olhar sobre toda a cadeia fechando o ciclo produtivo, desde o elo inicial, produção rural da sociobiodiversidade, até o final, vendas dos produtos nos mais diversos mercados.

“Há um grande potencial de desenvolvimento dessas cadeias no estado, ajudando a dar escala à comercialização destes produtos, que podem ser cultivados sob a premissa do desenvolvimento sustentável”, destaca o executivo.

A Especialista Líder do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Juliana Salles Almeida, concorda. Para ela, “este estudo inovador demostra que a bioeconomia – baseada em princípios bioecológicos – não é somente um investimento extremamente rentável para a economia local, mas também é um elemento importante para a conservação da floresta amazônica. Manter a floresta em pé é a principal força motriz para fazer a região amazônica gerar receita e diminuir as desigualdades sociais, e é um dos pilares da Visão 2025 do Banco, nossa guia para a recuperação sustentável da região” .

Os produtos que mais se destacaram foram açaí, cacau-amêndoa, castanha-do-pará, palmito, borracha, tucumã, cupuaçu-amêndoa, cumaru, murumuru e óleo de castanha-do-pará. Eles foram responsáveis por mais de 96% da renda gerada, o que equivale a R? 5,2 bilhões. Esses produtos são aqueles cuja demanda é majoritariamente advinda do mercado consumidor de fora do estado do Pará.

Ao projetar os ganhos econômicos potenciais futuros nas próximas duas décadas, com políticas públicas adequadas, o estudo mostra que com as cadeias produtivas do açaí, cacau-amêndoa, castanha, copaíba, cumaru, andiroba, mel, buriti, cupuaçu e palmito, a renda total gerada pode chegar a R? 170 bilhões em 2040, ou seja, aumentar em mais de 30 vezes o seu valor.

Trabalhando há mais de 20 anos com comunidades amazônicas com auxílio técnico, transferência de tecnologia, conhecimento para gestão e investimentos e instalação de agroindústrias na floresta, a Natura entende que a valoração dos serviços ambientais também são importantes fontes de renda para proporcionar negócios de impacto positivo para todos.

“Podemos ser protagonistas na agenda global de sustentabilidade e da economia de baixo carbono, se escolhermos modelos compatíveis com conservação e regeneração dos biomas, inovando com investimentos na sociobioeconomia de floresta em pé, apostando em ciência e tecnologia, aliando desenvolvimento humano e valorização das comunidades e do conhecimento tradicional”, explica a diretora de sustentabilidade de Natura &Co para América Latina, Denise Hills.

Inclusão
A vice gerente da TNC Brasil destaca, ainda, que além de mapear o tamanho e as potencialidades bioeconômicas, o estudo veio para contribuir com a construção de políticas inclusivas que distribuam melhor a renda dentro das cadeias produtivas, de forma a remunerar adequadamente os produtores familiares, os povos e comunidades indígenas e tradicionais.

“A extensão de floresta Amazônica e a diversidade sociocultural dos povos tradicionais do Pará fazem deste um dos maiores exportadores de produtos da sociobioeconomia brasileira. Neste estudo jogamos luz sobre esta economia, destacando a necessidade de envolvimento das comunidades tradicionais para que de fato tenhamos um desenvolvimento ambiental, social e econômico inclusivo”, explica Juliana Simões.

Desafios
A ausência de políticas públicas e o avanço do desmatamento e da degradação florestal podem prejudicar o desenvolvimento da sociobioeconomia no Pará, que desde 2006 ocupa o primeiro lugar no ranking dos estados amazônicos que mais desmatam florestas, sendo responsável por 47% do desmatamento total no bioma em 2020.

Por esta razão, o estudo também traz os desafios e as recomendações para que o desenvolvimento da sociobioeconomia no Pará se dê de forma exitosa e justa, beneficiando todos os elos das cadeias produtivas e sem prejuízos ao meio ambiente ou aos povos tradicionais. São seis eixos principais de atuação que se complementam e retroalimentam:

1) Políticas de desenvolvimento rural: Ciência Tecnologia e Inovação (CT&I), crédito e assistência técnica
Devem ser dirigidas às demandas da agricultura familiar baseada em Sistemas Agroflorestais, mirando processos ecológicos mais amplos e integrados, mesmo que para isso demandem prazos maiores para a obtenção de resultados. Ao gerar renda ao longo do desenvolvimento das cadeias da sociebiodiversidade, os resultados são mais perenes e sustentáveis.

2) Criação de um sistema contínuo de base de dados das cadeias de valor dos produtos
Diante da lacuna de estatística oficial sobre os diferentes elos da cadeia de valor da sociobiodiversidade e da relevância desses setores para geração de emprego e renda na economia local (rural e centros urbanos), sugere-se o desenvolvimento de um Sistema Contínuo de Base de Dados.

3) Política fundiária e territorial das áreas de uso comum
É preciso favorecer povos tradicionais e áreas com potencial para o desenvolvimento das cadeias de produtos florestais não madeireiros. Para tanto, deve se dar prioridade a planos de regularização fundiária e ordenamento territorial por meio do reconhecimento do direito dos povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais.

4) Desenvolvimento de mecanismos financeiros, como Pagamento por Serviços Ambientais (PSA)
Institucionalizar a implementação de precificação dos serviços ambientais via PSA produto-produtor, vinculando o serviço ambiental provisionado pela conservação florestal ao produto e ao produtor da cadeia de valor.

5) Sistema de rastreabilidade e certificação dos serviços ambientais
De forma complementar ao instrumento econômico de PSA, recomenda-se também a criação de selos de certificação dos serviços ambientais. Tal procedimento tem como objetivo comprovar a origem do produto e a sustentabilidade na sua produção, agregando valor à cadeia.

6) Política fiscal de redistribuição de renda gerada pelos produtos
Criação de incentivos fiscais para produtos da sociobiodiversidade transacionados dentro do estado do Pará e aplicação de alíquota diferenciada para as operações de comércio interestadual e exportação para outros países, por se tratar de produtos bioma-específicos.

A íntegra do estudo pode ser conferida aqui:
https://www.tnc.org.br/conecte-se/comunicacao/noticias/estudo-de-bioeconomia/

Índice de Sistemas Previdenciários traz Brasil quase estagnado

Brasil fica em 23º no ranking mundial de melhores e piores regimes de  previdência; Veja a pesquisa

São Paulo – O sistema de renda de aposentadoria da Islândia foi eleito o melhor do mundo em sua estreia no 13º Índice Global de Sistemas Previdenciários anual da Mercer e do CFA Institute (Mercer CFA Institute Global Pension Index – MCGPI). Os Países Baixos e a Dinamarca conquistaram o segundo e o terceiro lugares, respectivamente, após uma década de disputa pela primeira posição. O estudo também revela que há muito que os sistemas de pensões podem fazer para reduzir a desigualdade de gênero das aposentadorias – uma questão inerente a todos os sistemas.

O MCGPI é um estudo abrangente dos sistemas globais de pensões, representando dois terços (65 por cento) da população mundial. Ele avalia os sistemas de renda de aposentadoria em todo o mundo, destacando algumas deficiências em cada sistema e sugerindo possíveis áreas de reforma que proporcionariam benefícios de aposentadoria mais adequados e sustentáveis. Os três principais sistemas, todos recebendo nota A, eram sistemas sustentáveis e bem administrados, proporcionando grandes benefícios aos indivíduos.

Presidente e CEO do CFA Institute, Margaret Franklin, CFA, disse que era mais importante do que nunca entender como os benefícios da aposentadoria poderiam ser melhorados.

“A pandemia exacerbou a desigualdade socioeconômica em muitas partes do mundo. E, de uma perspectiva de investimento de longo prazo, estamos operando em um ambiente extremamente desafiador, com taxas de juros historicamente baixas e, em alguns casos, rendimentos negativos que afetam claramente os retornos”, comentou Franklin.

“Para agravar a questão, a diferença de gênero nas pensões apresenta desafios adicionais e urgentes, com as mulheres enfrentando seus anos de aposentadoria com menos benefícios. Com essas preocupações em mente, a promessa de uma aposentadoria segura depende de formuladores de políticas e partes interessadas da indústria tomando medidas coletivas para examinar os pontos fortes e fracos dos sistemas de pensões, com o objetivo de oferecer melhores benefícios de aposentadoria a todos os indivíduos”, disse ela.

O sócio sênior da Mercer e principal autor do estudo, Dr. David Knox, concordou com a Sra. Franklin, dizendo que era fundamental que os participantes do setor de pensões agissem agora.

“Os governos em todo o mundo responderam à COVID-19 com níveis significativos de estímulo econômico, o que aumentou a dívida do governo, reduzindo a oportunidade futura de os governos apoiarem sua população idosa. Os planos de aposentadoria em todo o mundo estão se inclinando ainda mais para os planos do estilo de acumulação, longe dos tradicionais planos de benefício definido. Apesar dos desafios, agora não é o momento de travar a reforma da previdência – na verdade, é hora de acelerá-la. Os indivíduos estão tendo que assumir cada vez mais responsabilidade por sua própria renda de aposentadoria e precisam de forte regulamentação e governança para serem apoiados e protegidos”, disse o Dr. Knox.

Diferenças de gênero nos resultados das pensões

A análise do MCGPI destacou que não havia uma causa única para a diferença de gênero nas pensões, apesar de todas as regiões terem diferenças significativas no nível de renda de aposentadoria entre os gêneros .

“As causas da disparidade de gênero nas pensões são mistas e variadas. Todos os países e regiões têm questões socioculturais, de desenho de pensão e relacionadas ao emprego contribuindo para que as mulheres sejam muito mais desfavorecidas do que os homens no que diz respeito à renda de aposentadoria”, disse o Dr. Knox.

Embora os problemas relacionados ao emprego sejam uma das maiores dificuldades que conhecemos- mais mulheres em empregos de meio período e períodos fora do habitual devido a responsabilidades de cuidados e salários médios mais baixos, por exemplo – o estudo descobriu que as falhas no desenho de pensões agravavam o problema. Isso inclui acúmulo não obrigatório de benefícios de pensão durante a licença parental, ausência de contribuição ao fundo de pensão enquanto cuidam de filhos pequenos ou pais idosos na maioria dos sistemas e a falta de indexação de pensões durante a aposentadoria, que têm um impacto maior nas mulheres devido a uma expectativa de vida mais longa.

“Sabemos que eliminar a desigualdade de gênero nas aposentadorias é um enorme desafio, dada a estreita ligação da previdência com os padrões de emprego e renda. Mas, com a pobreza entre os idosos, mais comum para as mulheres, não podemos ficar parados”, disse o Dr. Knox.

“Há uma série de ações que as indústrias de previdência podem tomar. Para começar, devem remover as restrições de elegibilidade para indivíduos ingressarem em planos de pensão relacionados ao emprego. Independentemente de quanto se ganha, quanto trabalha ou há quanto tempo está trabalhando, todo indivíduo deve ter a capacidade de participar de um plano de aposentadoria que forneça benefícios adequados.

“Os fundos de pensão também podem introduzir créditos para quem cuida de jovens e idosos. Os cuidadores prestam um serviço valioso à comunidade e não devem ser penalizados em seus anos de aposentadoria por ficarem algum tempo fora da força de trabalho formal”, disse ele .

Pelos números

A Islândia teve o valor de índice geral mais alto (84,2), seguida de perto pelos Países Baixos (83,5). A Tailândia teve o valor de índice mais baixo (40,6).

O Índice usa a média ponderada dos subíndices de adequação, sustentabilidade e integridade. Para cada subíndice, os sistemas com os valores mais elevados foram Islândia para adequação (82,7) e sustentabilidade (84,6) e Finlândia para integridade (93,1). Os sistemas com os valores mais baixos entre os subíndices foram Índia para adequação (33,5), Itália para sustentabilidade (21,3) e Filipinas para integridade (35,0).

Em comparação com 2020, a China e o Reino Unido mostraram melhorias como resultado de uma reforma previdenciária significativa, que melhorou os resultados para os indivíduos e a regulamentação previdenciária .

Brasil

Com a entrada de novos países no ranking, neste ano o Brasil caiu quatro posições em relação a 2020, tendo ficado na 30ª colocação com 54,7 pontos, praticamente a mesma pontuação atingida em 2020 (54,5 pontos).

Para Felipe Bruno, líder de Previdência da Mercer Brasil, a manutenção de uma posição localizada próxima às ultimas posições do ranking está relacionada à manutenção de uma nota baixa no subíndice sustentabilidade: “A reforma previdenciária aprovada em 2019 ainda não produziu os efeitos esperados, o que mantém o sistema brasileiro dentre os mais desequilibrados do mundo. O quesito sustentabilidade continua a ser a maior deficiência, situação esta agravada de 2020 para cá com a pandemia e os efeitos da alta inflação, que impulsionaram o desemprego e a queda no nível de financiamento global da previdência. Felipe ainda completa: “O governo e os demais atores locais têm um grande desafio pela frente para colocar o Brasil no caminho de ser um sistema mais equilibrado e abrangente, que possa ajudar o país a equacionar seus desafios de longo prazo”.

Sobre o Índice Global de Sistemas Previdenciários da Mercer e do CFA Institute

O Índice Global de Sistemas Previdenciários avalia os sistemas de renda de aposentadoria em todo o mundo, destacando algumas deficiências em cada sistema e sugerindo possíveis áreas de reforma que proporcionariam benefícios de aposentadoria mais adequados e sustentáveis.

Esse índice é um projeto de pesquisa colaborativa patrocinado pelo CFA Institute , a associação global de profissionais de investimento, em colaboração com o Monash Centre for Financial Studies (MCFS) , parte da Monash Business School da Monash University, e a Mercer, líder global em redefinir o mundo do trabalho e remodelar os resultados de aposentadoria e investimentos.

Este ano, o Índice Global de Sistemas Previdenciários compara 43 sistemas de renda de aposentadoria em todo o mundo e cobre dois terços (65 por cento) da população mundial. O Índice de 2021 inclui quatro novos sistemas – Islândia, Taiwan, Emirados Árabes Unidos e Uruguai.

O Índice Global de Sistemas Previdenciários usa a média ponderada dos subíndices de adequação, sustentabilidade e integridade para mensurar cada sistema de aposentadoria em relação a mais de 50 indicadores.

Setor de supermercados ganhou quase 40 mil unidades no 1º semestre

Supermercados aceleram ritmo de expansão - 15/10/2021 - Painel S.A. - Folha

De janeiro a junho de 2021, foram abertos quase 40 mil supermercados no Brasil, um forte crescimento na comparação com 2019, quando foram registradas cerca de 25 mil novas unidades. No primeiro semestre de 2020, as inaugurações cresceram 8,5%, com 27 mil operações. Os dados são de um levantamento da Geofusion, empresa de inteligência geográfica, que aponta que o setor ganhou destaque neste ano por causa das aberturas que foram adiadas em 2020. Outro fator que impulsionou a expansão dos supermercados foi o aumento do consumo de alimentos em casa.

Número e valores dos unicórnios da AL quase dobram a cada ano

São‌ ‌Paulo‌ ‌-‌ ‌‌Os investimentos em tecnologia, principalmente de desenvolvimento de produtos e soluções digitais, têm impulsionado e aumentado a economia na América Latina. Essa é uma das constatações do relatório “Transformação Digital na América Latina – 2021”, conduzido pelo fundo de venture capital Atlantico, que traça as principais mudanças com a digitalização de diversos setores nos países latino-americanos.

De acordo com o report, a capitalização de mercado das empresas de tecnologia já representa 3.4% do PIB total nesta região, algo que vem aumentando a cada ano. Antes, elas representavam 2.3% e 1.8%, em 2020 e 2019, respectivamente.

Esse aumento vem acompanhado dos números e valores dos unicórnios dos países latino-americanos, que tem praticamente dobrado a cada ano que passa. Em 2018, surgiram apenas 4 unicórnios nesta região. Em 2021, o número de novos unicórnios na América Latina já está em 27 no ano.

O valor de mercado dessas empresas também têm aumentado e muito. Em 2018, os unicórnios latino-americanos movimentaram cerca de 19 bilhões de dólares no ano. Esse número foi crescendo gradativamente com o passar dos anos (35 bilhões em 2019 e 46 bilhões de dólares em 2020), mas teve o seu boom em 2021, alcançando US﹩ 105 bi.

A movimentação das empresas latinoamericanas no mercado dos Estados Unidos também foi destaque no relatório, principalmente das que abriram o capital na América do Norte, como é o caso da VTEX e d.local.

De acordo com o managing partner do Atlantico, Julio Vasconcellos, mesmo que a capitalização de mercado das empresas que abrem o capital localmente tenda a ser menor do que aquelas que abrem o capital nos Estados Unidos, o movimento no Brasil não fica para trás.

“A capitalização de mercado acumulado das 10 maiores empresas de tecnologia que abrem o capital no Brasil também teve um importante crescimento, de três vezes mais, no período de 2010 a 2019. Nos próximos anos vamos ver esses números aumentarem ainda mais, muito pelo potencial que a região possui”, finaliza Vasconcellos.

O avanço tecnológico na América Latina já vinha acontecendo com o passar dos anos. Os investimentos de capital, tanto de empresas locais como de companhias de outros países, era realidade, tanto que as perspectivas do setor vinham sendo otimistas. A pandemia da covid-19 traçou um novo panorama para os países dessa região, que nos próximos anos devem ser impactados positivamente cada vez, como mostra o relatório “Transformação Digital na América Latina – 2021”, divulgado pelo fundo de venture capital Atlantico no dia 20 de setembro.

O documento aborda diversos aspectos da evolução tecnológica na América Latina, levando em consideração todo o fator pandêmico, abrangendo sua análise para diferentes setores que passam pelo processo de transformação digital.

O relatório completo, contendo todas as informações obtidas pela equipe do Atlantico, pode ser acessado no site oficial da empresa.

64% das empresas da AL apostam no trabalho remoto depois da pandemia

São Paulo – A pandemia da covid-19 trouxe novas tendências para o mundo todo. Particularmente para as empresas da América Latina, que passam por uma constante transformação digital, as novidades devem começar a aparecer nas novas formas de trabalho. Mais companhias estão aceitando o trabalho remoto e acreditando que ele veio para ficar. De acordo com o relatório “Transformação Digital na América Latina – 2021”, conduzido pelo fundo de venture capital Atlantico, 64% das companhias latino-americanas devem apostar no trabalho completamente remoto a partir dos próximos anos, número que era apenas 9% antes da pandemia.

O levantamento, feito com líderes e profissionais de Recursos Humanos de 524 companhias da América Latina em julho de 2021, mostra que a mudança no conceito de local de trabalho deve ser gigante. Antes do período de lockdown, 69% das empresas adotavam o modelo presencial, seguidos por 25% do trabalho híbrido e apenas 9% nas atividades remotas.

Atualmente, o cenário é completamente diferente e as posições entre o primeiro e terceiro lugares se inverteram. Além de 64% das companhias estarem apostando no trabalho remoto, o número de empresas no modelo híbrido também aumentou, passando para 31%, e apenas 5% das empresas voltaram às atividades presencialmente.

De acordo com o managing partner do Atlantico, Julio Vasconcellos, a pesquisa mostra uma nova tendência que deve ser vista nos próximos anos. “O report mostra que o trabalho remoto é algo que vem agradando, tanto as empresas como os empregadores”, comenta Vasconcellos.

Dentro deste extrato do novo modelo de trabalho, os entrevistados foram questionados sobre a frequência que os empregados precisam estar no escritório depois da implementação do trabalho remoto. Do total, 40% afirmaram que precisam estar presencialmente apenas em reuniões externas e conferências e 22% disseram que precisam ir ao escritório apenas algumas vezes por mês.

Seguindo a onda do modelo híbrido, 13% afirmaram ter de ir às companhias de 3-5 vezes por semana e 21% de 1-2 vezes por semana. Apenas 4% afirmou não ter trabalhado remotamente neste período.

Novos funcionários, novas tendências

O relatório também traz outro estudo inédito, apontando a transformação da diversidade nos novos postos de trabalho depois da pandemia. Os entrevistados foram perguntados como foram as contratações desde o começo do trabalho remoto, indicando que 60% das novas aquisições representaram mais diversidade de gênero, seguido por diversidade socioeconômica (54%) e diversidade racial (33%).

As companhias também foram questionadas sobre as atividades dos seus empregados que trabalham remotamente e a forma que analisam algumas particularidades, como se eles atuam secretamente em mais de um trabalho ao mesmo tempo.

Do total, 33% das empresas acreditam que seus funcionários não possuem outras atividades em paralelo, seguidos por 30% de empresas que não sabem, 29% que sabem que os funcionários exercem atividades extras em outros períodos e 8% acreditam que seus funcionários realizam dois trabalhos concomitantemente.

O relatório “Transformação Digital na América Latina – 2021”

O avanço tecnológico na América Latina já vinha acontecendo com o passar dos anos. Os investimentos de capital, tanto de empresas locais como de companhias de outros países, era realidade, tanto que as perspectivas do setor vinham sendo otimistas. A pandemia da covid-19 traçou um novo panorama para os países dessa região, que nos próximos anos devem ser impactados, como mostra o relatório “Transformação Digital na América Latina – 2021”, divulgado pelo fundo de venture capital Atlantico no dia 20 de setembro.

O documento aborda diversos aspectos da evolução tecnológica na América Latina, levando em consideração todo o fator pandêmico, abrangendo sua análise para diferentes setores que passam pelo processo de transformação digital.

O documento completo, contendo todas as informações obtidas pela equipe do Atlantico, pode ser acessado no site oficial da empresa:

https://www.atlantico.vc/2021-transformao-digital-da-america-latina

Os destaques da pesquisa inédita sobre o futuro do trabalho remoto pode ser acessado no seguinte link:

https://www.atlantico.vc/futuro-do-trabalho-latam-2021-remoto

Atlantico é um fundo de venture capital que investe em empresas de alto crescimento na América Latina. O fundo é liderado por Julio Vasconcellos, fundador do Peixe Urbano e primeiro representante do Facebook no Brasil. O fundo faz parte da mesma firma de investimentos do fundo Canary.

Economia Criativa é o segmento com mais dificuldades para retomada

As atividades econômicas estão, aos poucos, recuperando o seu faturamento e voltando a funcionar após a diminuição dos casos de Covid-19. Mas, apesar disso, as micro e pequenas empresas da Economia Criativa são as que têm tido mais dificuldade para retomar suas atividades e as que apresentam a maior média de queda de faturamento. De acordo com a 12ª Pesquisa de Impacto da Pandemia do Coronavírus nos Pequenos Negócios, produzida pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), esse segmento registrou perdas de -64% no faturamento, uma recuperação de apenas quatro pontos percentuais se comparada com a penúltima pesquisa, realizada em maio e que havia registrado perdas de -68%.

“Esses são os empreendedores que encontram mais dificuldade para a retomada, pois ainda vivemos um momento delicado para realizar eventos que promovam aglomerações e a grande maioria das empresas que atuam com a Economia Criativa depende essencialmente da vacinação ampla para voltar a exercer as suas atividades”, comenta o presidente do Sebrae, Carlos Melles. O resultado da Economia Criativa está bem abaixo da perda média de faturamento de todas as atividades levantadas, que ficou em -34%, apresentando um incremento de nove pontos percentuais em relação a maio, quando foi detectada perda de faturamento de -43%.

Melles destaca que inclusive o Turismo, que era uma atividade que sempre apresentava uma queda média de faturamento semelhante ao da Economia Criativa, já demonstra sinais de recuperação e mostrou resultados surpreendentes se descolando da primeira colocada do ranking. “Assim como a Economia Criativa, na pesquisa que realizamos em maio, o Turismo apresentava uma queda média de faturamento de -68%. Já nessa 12ª edição, ele apresentou uma queda de -48%, uma diferença de 20 pontos percentuais”, revela o presidente do Sebrae.

Melles enfatiza que a recuperação do Turismo foi a maior detectada em pontos percentuais pela pesquisa quando comparada com as outras atividades e que isso pode ser reflexo de uma demanda que há muito tempo estava reprimida e de constantes processos de digitalização que as empresas desse segmento realizaram para se manter no mercado. “É provável que o Turismo tenha desempenho ainda melhor nos próximos meses. Com a chegada de feriados prolongados, festas de fim de ano, verão e carnaval, as pessoas já começam planejar suas viagens e a efetivar contratos e reservas”, salienta. Apesar da melhoria do Turismo, ele continua sendo a segunda atividade mais afetada, seguida pelo Artesanato (-47%), Beleza (-44%), e Serviços de Alimentação e Logística e Transporte, ambos com perdas de -41% do faturamento.

A 12ª Pesquisa de Impacto da Pandemia do Coronavírus nos Pequenos Negócios ainda revela que apenas a Indústria de Base Tecnológica e os pet shops e veterinárias representaram uma piora no quadro do faturamento de -29% para -36% e de -30% para -32%, respectivamente. As atividades menos afetadas são o Agronegócio (-8%), Energia (-9%), Saúde (-15%), Serviços Empresariais (-23%) e Serviços Pessoais (-26%).

Exportações do agro batem recorde para setembro, com US$ 10,1 bilhões

As exportações do agronegócio foram de US$ 10,10 bilhões em setembro, atingindo o recorde da série histórica no mês. O valor foi 21% superior ao exportado em setembro de 2020. O complexo soja e as carnes foram destaques nas exportações do mês, registrando aumento de US$ 1,91 bilhão no valor exportado.

Segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a alta deve-se à forte elevação das cotações internacionais dos produtos do agronegócio exportados pelo Brasil (+27,6). A quantidade de produtos exportados teve redução de 5,1%, comparado a setembro de 2020.

Apesar do recorde nas exportações do agronegócio em setembro, a participação do setor na balança comercial caiu de 45,8% em setembro de 2020 para 41,6% em setembro de 2021. O resultado é explicado pelo forte crescimento das exportações dos demais produtos na balança comercial brasileira (+43,5%), que também observaram elevação dos valores exportados pelo crescimento dos preços internacionais de commodities.

As importações de produtos do agronegócio alcançaram US$ 1,25 bilhão em setembro de 2021 (+19,2%). Estes valores também foram impactados pela alta dos preços médios de diversos produtos, como nos casos do trigo (+24,7%) e óleo de palma (+77,7%).

Setores

O principal setor exportador do agronegócio brasileiro foi o complexo soja, responsável por quase um terço do valor exportado no mês. As exportações do setor tiveram aumento de 50%, subindo de US$ 2,13 bilhões em setembro de 2020 para US$ 3,19 bilhões em setembro de 2021. A forte demanda chinesa pela soja brasileira foi responsável pelo recorde de embarque do mês de setembro.

As exportações de carnes (bovina, suína e de frango) também bateram o recorde na série histórica: o Brasil nunca havia exportado mais de US$ 2 bilhões em meses de setembro. Em 2021, as vendas externas de carnes no mês foram de US$ 2,21 bilhões, com expansão de 62,3% em relação a setembro de 2020. As exportações de carne bovina tiveram a maior contribuição nas vendas externas do setor, subindo de US$ 668,20 milhões em setembro de 2020 para US$ 1,19 bilhão em setembro de 2021 (+77,7%). Houve recordes no valor e no volume exportados (212 mil toneladas), além de alta expressiva no preço médio de exportação (+39,3%).

Em setembro de 2021, cinco setores alcançaram 80,6% do valor total exportado pelo Brasil em produtos do agronegócio: complexo soja, carnes, produtos florestais, complexo sucroalcooleiro, cereais, farinhas e preparações. Estes setores aumentaram a participação nas exportações brasileiras em relação a setembro de 2020, que foi de 79,0%.

Produção mundial de café robusta deve quebrar recorde histórico

A safra mundial de café robusta para o ano-cafeeiro 2021-2022 está prevista em 77,1 milhões de sacas de 60kg, volume 4,6% maior que o de 2020-2021. O Vietnã, maior produtor dessa espécie, deverá ser responsável por 29,7 milhões de sacas, volume que representa um aumento de 6% em relação à safra passada. Em relação ao café da espécie arábica a previsão mundial é que sejam produzidas 87,7 milhões de sacas no corrente ano-cafeeiro 2021-2022, safra que deverá apresentar uma redução de 14%, se comparada com a anterior.

O Brasil teve sua safra total, incluindo as espécies de arábica e robusta, estimada em 48,8 milhões de sacas de 60kg para a safra 2020-2021, número que representa aproximadamente 30% da produção mundial, estimada em 164,8 milhões de sacas. Tal produção brasileira contempla 33,3 milhões de sacas de café arábica, que equivalem a 38% da produção mundial, e 15,4 milhões de sacas de café robusta, as quais correspondem a 20% do volume físico produzido dessa espécie no mundo. Essa performance posiciona o Brasil em primeiro lugar na produção de café arábica e em segundo lugar na produção de café robusta, em nível global.

Neste mesmo contexto de análise da performance da cafeicultura, o Valor Bruto da Produção dos Cafés do Brasil, está estimado em R$ 36,3 bilhões para 2021, sendo R$ 28 bilhões de café arábica, que equivalem a aproximadamente 77% desse total, e R$ 8,3 bilhões da espécie de café robusta, que correspondem a 23% do VBP da cafeicultura brasileira.

Encomendas de comida por delivery cresce 66% em 2020 na AL

São‌ ‌Paulo‌ ‌-‌ ‌‌O distanciamento social imposto pelas regras sanitárias da pandemia da covid-19 ajudou a impulsionar o mercado das entregas de comida por delivery na América Latina. Essa é uma afirmação do relatório “Transformação Digital na América Latina – 2021”, conduzido pelo fundo de venture capital Atlantico, que traça as principais mudanças com a digitalização em diversos setores nos países latino americanos.

De acordo com o report, as entregas de comida por aplicativos cresceram 66% em 2020, em comparação aos números de 2019. O setor movimentou o total de US﹩ 72 bilhões no último ano, diferente dos US﹩ 43 bilhões do ano anterior.

O documento ainda ressalta que o setor de alimentos está passando por uma migração gradual do hábito de compras offline para o online. No mundo todo, 25% dos entrevistados já preferem fazer as suas compras de mercado online, seja para entrega em casa ou para retirada na loja. Desse total, 63% aumentaram suas compras de mantimentos online após o distanciamento social e 86% estão mais propensos a manter esse comportamento para o período pós-pandemia.

“A comodidade das entregas por aplicativo têm atraído cada vez mais mais compradores com o passar dos anos. Ifood, no Brasil, e Justo, no México, têm sido os grandes destaques na América Latina’, explica o managing partner do Atlantico, Julio Vasconcellos.

O e-commerce ganhando mais força

O mercado de compras online no varejo também tem tido um grande peso nos últimos anos, principalmente por uma particularidade: o domínio e fortalecimento de três principais empresas em cada um dos países latinoamericanos. De acordo com o relatório, em 2019 elas representavam 30% das movimentações no varejo. Esse número aumentou e, em 2020, já representa 37% do total.

No Brasil e na Argentina o domínio é maior ainda. Em 2020, 64% das movimentações no varejo brasileiro aconteceram pelo Mercado Livre, Magalu e B2W. Na Argentina esse percentual é ainda maior: 75%, com domínio do Mercado Libre, Garbarino e Fravega. O cenário no México é o inverso, com apenas 34% das movimentações acontecendo em três empresas: Mercado Libre, Amazon e Walmart.

Essa alta também vem sendo registrada nas compras feitas em lojas internacionais em toda a América Latina, equiparando com os dados do comércio eletrônico doméstico. A Taxa de Crescimento Anual Composta das compras feitas nos e-commerces estrangeiros tem sido de 12%, enquanto no doméstico tem sido de 11.5%.

Em 2018, foram gastos US﹩ 178 bilhões no e-commerce, com 83% sendo no mercado doméstico e 17% no internacional. A expectativa é de que neste ano os valores alcancem a casa dos US﹩ 230 bilhões, sendo 86% no mercado doméstico. Já em 2023, os consumidores latinoamericanos devem gastar US﹩ 307 bilhões em e-commerce, voltando ao patamar de 83% no mercado doméstico.

“Um dos fatores que tem ajudado no aumento das compras internacionais são as facilidades implementadas com os pagamentos digitais”, pontua Vasconcellos.

O relatório “Transformação Digital na América Latina – 2021”

O avanço tecnológico na América Latina já vinha acontecendo com o passar dos anos. Os investimentos de capital, tanto de empresas locais como de companhias de outros países, era realidade, tanto que as perspectivas do setor vinham sendo otimistas. A pandemia da covid-19 traçou um novo panorama para os países dessa região, que nos próximos anos devem ser impactados positivamente cada vez, como mostra o relatório “Transformação Digital na América Latina – 2021”, divulgado pelo fundo de venture capital Atlantico no dia 20 de setembro.

O documento aborda diversos aspectos da evolução tecnológica na América Latina, levando em consideração todo o fator pandêmico, abrangendo sua análise para diferentes setores que passam pelo processo de transformação digital.

O documento completo, contendo todas as informações obtidas pela equipe do Atlantico, pode ser acessado no site oficial da empresa:

https://www.atlantico.vc/2021-transformao-digital-da-america-latina

Atlantico é um fundo de venture capital que investe em empresas de alto crescimento na América Latina. O fundo é liderado por Julio Vasconcellos, fundador do Peixe Urbano e primeiro representante do Facebook no Brasil. O fundo faz parte da mesma firma de investimentos do fundo Canary.

Mercer apura maior interesse por investimentos sustentáveis na AL

De acordo com o relatório Asset Allocation Insights 2021 da Mercer, que destaca as movimentações dos Fundos de Pensão em mercados em desenvolvimento, os investimentos sustentáveis ​​vêm despertando cada vez mais o interesse de investidores da América Latina, seguindo tendência global. Em meio aos desafios apresentados pela pandemia da COVID-19, são ativos que têm repercutido amplamente, se tornando uma prioridade, variando de situação de acordo com o mercado em questão.

No Brasil, por exemplo, a pesquisa Tendências de Investimentos 2021, feita com 53 entidades de previdência (englobando 219 Planos) locais aponta que cerca de 23% delas indicam que têm uma política de investimento responsável bem implementada, enquanto cerca de 41% das grandes entidades e 31% das médias e pequenas possuem também, mas precisam melhorá-la. No Chile, Colômbia e Peru, várias AFPs (Associações de Fundos de Pensão) aderiram a algum tipo de programa de investimento responsável, considerando questões ESG em suas políticas e estratégias de investimento.

“Diante dos alertas com relação às mudanças climáticas e da retomada dos EUA ao grupo de países comprometidos em mitigar os impactos no planeta, a alocação de ativos em ESG vem se apresentando como uma tendência mundial. Na América Latina, não poderia ser diferente, conforme constatamos em pesquisas com Fundos de Pensão e acesso a fontes primárias de dados”, explica João Morais, líder de Wealth da Mercer Brasil. “Em breve, governos dos países na região devem publicar novas orientações de ESG voltadas a investimentos de Fundos de Pensão”, completa.

Já a alocação média de ativos dos Fundos de Pensão da América Latina é relativamente conservadora em comparação com a média geral da pesquisa. Argentina e Brasil são os que apresentam maior percentual de aplicações de renda fixa na região, ambos acima de 70%. Sem contar esses dois países citados anteriormente, a alocação média para renda fixa foi de 60,6%. No ano passado, a alocação geral de renda fixa diminuiu modestamente, com ligeiros aumentos em outros segmentos como os produtos alternativos. No total, para a América Latina, as alocações de renda fixa continuam a ser dominadas por ativos domésticos, ao passo que as alocações de private equity têm se tornado cada vez mais diversificadas em mercados estrangeiros ao longo de todo o período de medição.

Fiona Dunsire, Líder Regional de Wealth da Mercer, observou que muitos investidores se voltaram com sucesso para novas formas de fornecer governança e supervisão de seus investimentos. “A tomada de decisão ágil e a supervisão de investimentos tornaram-se ainda mais desafiadoras em 2020”, afirmou ela. “Embora muitos investidores tenham mostrado que estavam à altura da tarefa, muitos podem ter perdido algumas das oportunidades apresentadas pelos mercados”.

O relatório da Mercer destaca como os investidores de Fundos de Pensão estão evoluindo em todo o cenário de investimento global, enquanto atendem seus beneficiários e partes interessadas localmente. O documento resume as decisões que os investidores na América Latina, Oriente Médio, África e Ásia – representando mais de US ﹩5,3 trilhões em ativos sob gestão – estão tomando com suas estratégias de investimento.

Principais destaques

• A alocação de ativos permaneceu relativamente inalterada no ano passado. No entanto, a Mercer viu investidores de alguns mercados, como Indonésia e Argentina, aumentarem marginalmente sua exposição em classes de menor risco em 2020, evidenciando um posicionamento mais conservador, bem como a necessidade de liquidez para atender a fluxos de saída relacionados à COVID-19.

• Os aumentos de alocações em ações e reduções no segmento de renda fixa são evidentes desde o início da pesquisa, com recuo no segmento de Renda Fixa de 56,7% para 50,9%, quando comparado ao período inaugural (7 anos atrás).

• No total, as carteiras de ações têm aumentado sua exposição em ativos estrangeiros e agora possui posição ligeiramente maior (51% no exterior e 49% no doméstico) embora o home bias (preferência doméstica) permaneça. Com uma carteira com foco doméstico, os investidores expõem suas posições a riscos desnecessários, renunciando algumas fontes benéficas de retorno. Mesmo aqueles que enfrentam restrições em seus países de origem podem ganhar valiosa experiência se forem capazes de acessar algum nível de diversificação global.

• Mudanças em direção a investimentos alternativos (4,2% das alocações consolidadas na pesquisa) foram interrompidas no ano passado em geral, embora com aumentos em alguns segmentos. O Peru tem a maior alocação na pesquisa, principalmente por meio de private equity, incluindo investimentos secundários e imóveis. Coréia do Sul, Colômbia e Taiwan também têm exposições relativamente relevantes, ligeiramente acima de 10% de alocação. A Mercer espera maiores ganhos dos investidores no segmento à medida em que busquem aumentar a diversificação e os retornos ajustados ao risco.

• Os investidores estão mudando o foco para abordar as tendências de mercado, como sustentabilidade ESG, governança e taxas, que se tornaram ainda mais importantes em meio aos desafios apresentados pela COVID-19. A sustentabilidade e o investimento responsável, têm repercutido amplamente à medida com que os investidores e governos priorizam essas questões, ainda que os mercados individuais estejam em pontos diferentes ao longo da jornada.

A análise neste relatório incorpora informações de 16 mercados, incluindo percepções empíricas e comentários para mercados onde os dados externos não estão disponíveis, incluindo a região do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), China Continental, Filipinas e Cingapura.