Fundador da rede de franquias Anjos Colchões conta como deu a volta por cima

Claudinei dos Anjos, fundador da rede de franquias Anjos Colchões, possui uma história de empreendedorismo surpreendente. Filho de um humilde vendedor de cereais no interior do município de Capitão Leônidas Marques, no Paraná, Claudinei enfrentou até um incêndio para hoje ser um empresário de sucesso.

Mesmo com poucos recursos, seus pais faziam questão que os 4 filhos estudassem em colégio particular na cidade vizinha de Cascavel, para que pudessem ter uma vida mais confortável, pois o sonho do seu pai era que seus filhos fossem Gerentes de Banco.

Com apenas 19 anos de idade já era casado, em seguida se elegeu Vereador na cidade de Capitão Leônidas Marques e também chegou a ser o Presidente da Câmara de Vereadores. Na época, observou que a política não era bem o que queria e assim viu a necessidade de gerar empregos na sua cidade. Com apenas 21 anos de idade, Claudinei resolveu abrir sua primeira fábrica de estofados, completamente sem capital ou recursos, nem ao menos para comprar uma furadeira, utilizando apenas ferramentas manuais.

Os primeiros estofados não foram fáceis de vender, por isso aceitou a proposta de um lojista moveleiro da cidade a troco de alguns bois e vacas sem raça. Posteriormente vendeu o pequeno gado a troco de um fusca amarelo, ano 1975, para poder trabalhar. Com a camionete de seu pai, Claudinei levava os estofados produzidos pela fábrica e começou a crescer gradativamente, evoluindo para a construção de seu parque fabril.

Porém, o destino lhe reservava dias de muitas dificuldades quando um incêndio destruiu toda a sua fábrica e os sonhos de uma vida inteira. Muito abalado com o prejuízo, Claudinei não desistiu de ter sua empresa. Começou a renegociar com cada um dos seus fornecedores, pediu prazos de pagamento e a ajuda que mudaria o seu futuro: uma “concordata branca”, como ele mesmo define e foi assim que reencontrou o caminho do sucesso.

Em 1990 foi fundada a fábrica Estofados Anjos, com apenas 4 funcionários. Em 1999 nasceu a D.Angelis Estofados, uma fábrica que produz estofados de linha média/alta. Em 2001 nasceu a Anjos Colchões, onde a empresa começou a produzir espuma para as fábricas de estofados e também produzir colchões de espuma e colchões de mola.

A Anjos Colchões é uma empresa 100% nacional que conta hoje com um complexo fabril de 27.000 m2 de área construída, num terreno de 73.000 m2.

Em 2008, foi criada as Lojas Anjos Colchões Franchising e teve início a expansão por meio da venda de franquias de lojas de colchões e estofados.

O projeto deu muito certo, hoje a rede de franquias conta com mais de 48 lojas em operação e um plano de expansão que prevê a abertura de 20 unidades até dezembro de 2017.

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Giraffas inaugura loja no complexo multiuso LED Barra Funda-SP

O Giraffas, rede de restaurantes, inaugura, no dia 09 de março, uma loja no complexo multiuso LED Barra Funda, na zona oeste de São Paulo (SP), próximo ao terminal do Metrô.

A unidade fica localizada no mall de serviços e alimentação do empreendimento, que possui um hotel e duas torres, uma residencial e outra comercial. Com a inauguração, o público paulista passa a contar com 112 lojas da rede Giraffas em todo o Estado.

A partir de agora, moradores, hóspedes e todos os visitantes que passarem pelo local poderão desfrutar do variado cardápio de pratos, lanches e sobremesas da marca.

Endereço – Av. Marquês de São Vicente, 1619 – Barra Funda, São Paulo – SP, 01139-003

O Giraffas é uma das maiores redes no segmento de fast-food e pioneira na categoria de pratos. Tudo começou na década de 80, com uma lanchonete na capital federal e hoje são mais de 410 unidades pelo Brasil e cinco restaurantes nos Estados Unidos. A marca está presente em ruas, shoppings, rodoviárias, aeroportos. A rede oferece pratos, sanduíches e sobremesas.

Aportes aos planos abertos de caráter previdenciário somam R$ 115 bilhões em 2016

Os aportes efetuados por titulares dos planos abertos de caráter previdenciário no acumulado de 2016, mantiveram o ritmo de desempenho de 2015. Os aportes efetuados por titulares dos planos abertos de caráter previdenciário somaram R$ 114,72 bilhões no acumulado de janeiro a dezembro de 2016, representando crescimento de 19,93% em relação aos aportes registrados em 2015, quando foram aplicados R$ 95,65 bilhões, de acordo com dados informados pela FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), que representa 67 seguradoras e entidades abertas de previdência complementar.

De acordo com Edson Franco, presidente da FenaPrevi, não houve mudança no ritmo de expansão quando comparado ao crescimento de 2015. “Observamos que o   participante manteve a estratégia para garantir renda complementar na aposentadoria, e essa escolha pelos planos abertos de caráter previdenciário está relacionada ao entendimento de que essa é uma modalidade transparente e que atende ao planejamento financeiro do poupador”, afirma o executivo.

Atualmente, um total de 81.492 mil pessoas já usufruem dos benefícios dos planos abertos de caráter previdenciário (aposentadorias; pecúlios, por morte e por invalidez; e pensões, por morte e por invalidez). O sistema contabiliza 13.059.671 indivíduos com planos, sendo que deste total 9.918.783 são participantes de planos individuais (já computados os planos para menores) e 3.140.888 de planos empresariais.

Ainda de acordo com dados do balanço, a captação líquida dos planos (diferença entre captação e resgates) registrou saldo positivo de R$ 60,83 bilhões em 2016, volume 24,14% superior aos R$ 49,00 bilhões registrados no ano anterior.

Resultado por tipo de plano

Os planos individuais foram os que mais receberam recursos dos titulares dos planos em 2016. No total, foram aportados (contribuições e prêmios) R$ 98,03 bilhões na modalidade, representando aumento de 15,77% em relação aos R$ 84,68 bilhões computados no ano anterior.

Já os recursos destinados a planos empresariais somaram R$ 14,74 bilhões em aportes. No acumulado de 2015, foram registrados R$ 9,14 bilhões.

Os planos para menores, por sua vez, acumularam R$ 1,95 bilhão em aportes, representando alta de 6,56% em relação ao valor de R$ 1,83 bilhão arrecadado em 2015.

VGBL e PGBL

Na análise por modalidade de plano, o VGBL (indicado para quem não tem como se beneficiar da dedutibilidade fiscal prevista no formulário completo de I.R.P.F.), recebeu prêmios de R$ 104,94 bilhões de janeiro a dezembro de 2016.

O PGBL (modalidade de plano indicada para quem tem como se beneficiar da dedutibilidade prevista no formulário completo de I.R.P.F.) registrou R$ 8,92 bilhões de contribuições em 2016. Os planos tradicionais, por sua vez, registraram R$ 855,75 milhões.

Resultado Mensal (Dezembro de 2016)

Já na análise mensal, os aportes feitos por titulares dos planos abertos de caráter previdenciário foram de R$ 16,54 bilhões. No mesmo mês do ano anterior foram registrados R$ 13,26 bilhões.

No mês de dezembro, a captação líquida apresentou elevação de 29,66%, registrando saldo positivo de R$ 11,38 bilhões.

Os planos individuais receberam R$ 14,10 bilhões dos recursos em dezembro de 2016, correspondendo a alta de 19,49% na comparação com os R$ 11,8 bilhões registrados no mesmo mês do ano anterior.

Os recursos destinados a planos empresariais também avançaram e somaram R$ 2,25 bilhões em contribuições, enquanto que no mesmo mês do ano anterior foram registrados R$ 1,3 bilhão.

Os planos para menores, por sua vez, acumularam no mês R$ 196,4 milhões, representando leve recuo de 0,86% em relação aos R$ 198,1 milhões somados em dezembro de 2015.

Os dados das contribuições e prêmios por modalidade de plano mostram que o VGBL recebeu R$ 14,61 bilhões. O PGBL registrou R$ 1,84 bilhão. Já a arrecadação dos planos tradicionais foi de R$ 91,74 milhões.

Tratamento fiscal

A opção por planos de caráter previdenciário deve considerar e priorizar uma visão de longo prazo, dada a tributação diferenciada para o poupador. No PGBL, modalidade de plano indicada para quem declara o Imposto de Renda (IR) pelo formulário completo, o poupador pode deduzir anualmente da base de cálculo do tributo, o valor total das contribuições efetuadas a planos de previdência complementar, durante o exercício social, até o limite de 12% da sua renda bruta, reduzindo o imposto a pagar ou, até mesmo, podendo ter direito à restituição.

É o chamado diferimento fiscal, ou seja, o pagamento do IR devido sobre esses recursos, acrescidos dos rendimentos auferidos, é realizado apenas no momento do resgate total ou parcial, ou do recebimento do benefício.

Para usufruir da dedução, o participante da previdência complementar aberta tem de estar contribuindo para a previdência oficial, inclusive no caso do titular, com mais de 16 anos, ser dependente de quem faz a declaração.

Já no VGBL, modalidade de plano indicada para quem declara o Imposto de Renda pelo formulário simplificado, para quem se encontra na faixa de isenção do IR, ou para quem já atingiu o limite de dedução previsto para a previdência complementar (12% da renda bruta), não é possível deduzir da base de cálculo do IR os valores dos aportes realizados ao plano. No entanto, no momento do resgate ou do recebimento do benefício, o IR incide apenas sobre o valor dos rendimentos auferidos, e não sobre o valor total do resgate ou do benefício recebido, como ocorre no PGBL.

De acordo com o presidente da FenaPrevi, é importante destacar que, para ambas as modalidades de planos (PGBL e VGBL), não há cobrança do imposto de renda a cada seis meses, sobre os rendimentos obtidos, como ocorre em alguns tipos de aplicações.

Outra característica do PGBL e do VGBL é a possiblidade do poupador optar pelo regime de alíquotas regressivas do imposto de renda, significando, deste modo, que, quanto mais tempo os recursos permanecerem aplicados, menor será a alíquota do Imposto de Renda incidente.

Pesquisa Sensor da Fiesp indica otimismo para fevereiro

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria registrou queda de 0,7% em janeiro, na série livre de influências sazonais, após apresentar um avanço de 3,6% em dezembro. No acumulado em 12 meses até janeiro, o indicador recuou 8,3%. Os resultados foram divulgados nesta segunda-feira, 6, pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). O INA acompanha o total de vendas reais, as horas trabalhadas na produção e a utilização da capacidade instalada (NUCI) da indústria de transformação paulista.

Todos os indicadores de conjuntura que compõem o INA apresentaram queda em janeiro, a variável total de vendas reais (-1,3%) foi a que exerceu maior influência na formação do resultado negativo do INA no primeiro mês do ano. As horas trabalhadas na produção e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) recuaram 0,8% e 0,3p.p. respectivamente.

“Os dados de janeiro não anulam o saldo de dezembro. É natural que se passe por uma situação de alta e baixa. Temos uma tendência de lenta recuperação para o primeiro semestre, com essa melhora sendo acentuada a partir do segundo semestre”, destaca Paulo Francini, diretor do Depecon, apostando em um crescimento da atividade industrial de 1,2% para 2017.

Em 18 setores divulgados, 11 apresentaram variação positiva e 7 negativas no mês. O de artigos de borracha e plástico sofreu queda de 0,5%, com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção recuaram 0,4%, vendas reais caíram 0,1% e o NUCI cedeu 1,1p.p.

O INA do setor têxtil apresentou resultado positivo de 1,3%, com ajuste sazonal. O total de horas trabalhadas na produção e NUCI tiveram alta de 2,4% e 0,3p.p. respectivamente, enquanto que o total de vendas reais recuou 2,2%.

Variação positiva também é vista no segmento de metalurgia básica, que subiu 0,8% em janeiro, também com ajuste sazonal. O resultado teve forte influência da variável das horas trabalhadas na produção (+1,3%). O NUCI permaneceu estável e o total de vendas reais recuou 5,2%.

Sensor

A pesquisa Sensor do mês de fevereiro ficou em 50,6 pontos, ante os 49,0 pontos de janeiro. O resultado acima da casa dos 50 pontos é o primeiro apresentado depois de uma sequência de 3 anos no patamar inferior a esse dado, na série com ajuste sazonal. Leituras acima de 50 sinalizam aumento da atividade industrial para o mês.

O resultado do Sensor teve a influência do indicador de emprego, que passou dos 49,4 pontos em janeiro para os atuais 51,9 pontos. Resultados acima dos 50,0 pontos indicam expectativa de admissões para o mês.

O indicador de vendas também teve crescimento na pontuação, passando de 51,3 pontos para 55,2 pontos. Já o indicador de mercado passou para 51,5 pontos, ante os 52,5 pontos. Acima dos 50,0 pontos, indica melhora das condições de mercado. “A expectativa de um ciclo de redução mais intenso da taxa básica de juros (Selic) vai beneficiar o desempenho da indústria”, aponta Francini.

Mãe cria franquia especializada em produtos para pessoas alérgicas por falta de opções para filha

A enfermeira Sarah Lazaretti, 57 anos, sempre encontrou dificuldades para conseguir cuidar dos problemas alérgicos da filha. Com a falta de produtos específicos no mercado nacional, a solução era correr atrás dos caros e importados. Às vezes, por precisar contar com a ajuda dos amigos que viajavam para fora do país, Sarah nem sempre tinha em mãos os produtos que precisava para suprir a necessidade das crises de Marina, hoje com 26 anos.

Foi por isso que Sarah, em 1993, quando sua filha tinha quatro anos, decidiu, em sociedade com sua irmã Julinha, criar uma marca especializada em produtos que previnem as alergias e possuem formulações menos agressivas à saúde. Desde então, a Alergoshop está empenhada em suprir as necessidade e carências dessas pessoas.

O primeiro passo das empreendedoras foi buscar no mercado internacional linhas de produtos naturais, capas antiácaros, ADF acaricida e alguns cosméticos. Sarah também se preocupou em encontrar um ponto comercial para alugar, além de um fornecedor nacional de semijoias.

Em 1994, a marca decidiu desenvolver seus primeiros produtos e apostou nos cosméticos da linha Uso Diário. Hoje, a Alergoshop conta com mais de 50 itens de fabricação própria e possui dez diferentes linhas:

Boa Noite – focada nas alergias respiratórias, que tanto atrapalham o sono de quem as têm, as capas antiácaros para colchão e travesseiros são o carro chefe da empresa. Nesta linha, também há travesseiros de tecnologia de ponta e que minimizam o aparecimento das alergias aliados ao uso das capas;

Beleza – completa e focada na beleza da mulher, a linha contêm esmaltes (livres de tolueno, formaldeído e dibutilftalato), maquiagens hipoalergênicas, tintura para cabelo, semi jóias e o inovador NiControl, um kit analítico que permite que o consumidor veja se existe e isole a o contato do níquel com a pele;

Uso Diário – com produtos hipoalergênicos e livres de parabenos, corantes e fragrâncias. Ideal para um dia a dia saudável e livre de alergias;

Total Care – a mais recente e inovadora linha da marca. Todos os seus produtos, além de serem livres de parabenos, corantes e fragrâncias, também extinguem 105 substâncias com potencial sensibilizante e prejudicial à saúde, como PABA, triclosan, alumínio ureia, entre outros;

Dermocosmética – elegante e hipoalergênica, a linha possui compostos de tratamento da pele, conferindo elasticidade, nutrição, revitalização e proteção à pele;

Lazer a Proteção – como o próprio nome diz, a linha diz é focada na vida ao ar livre e contém protetor solar e repelentes e o exclusivo Alívio Sting, um gel que alivia a coceira e vermelhidão provocadas pelas picadas de insetos;

Limpeza e Proteção – produtos de limpeza hipoalergênicos, dermatologicamente testados e livres de derivados do petróleo e outros produtos sintéticos, que causam irritações na pele e não são sustentáveis e nem amigos do meio ambiente, estão presentes na linha, que também inclui outro carro chefe da empresa, a solução acaricida ADF, que mata e repele as infestações de ácaros de qualquer superfície;

Intimidade – a linha contém coletor menstrual, preservativo livre de Látex e o Pip’s, produto prático que evita o contato da mulher com o vaso sanitário;

Respire Bem – cuidadosa com crianças e adultos alérgicos, a linha conta com espaçador, desumidificador, umidificador e purificadores de ar.

Além de ser a primeira empresa que realmente entendeu as necessidades dos alérgicos, a marca também foi pioneira ao montar uma loja especialmente para este nicho. “Acredito que o grande diferencial da Alergoshop é que, para garantirmos um produto de qualidade e seguro, fazemos todos os testes e possuímos os laudos de laboratórios e aprovados pela Anvisa”, afirma Sarah Lazaretti.

Preocupada pelo fato de não existirem lojas especializadas em alérgicos, a empresa resolveu apostar no mercado de franquias e, em 2012, abriu sua primeira unidade franqueada, na cidade de Campinas, em São Paulo.

Hoje, a empresa conta com 12 unidades franqueadas, além de 3 lojas próprias.

A Alergoshop não testa seus produtos em animais, nunca usou parabenos e se dedica a pesquisar no mercado as matérias primas mais seguras para utilizar em seus produtos.

Fabiana Nakai é a nova gerente de vendas da Panalpina Brasil em Campinas

Com mais de 18 anos de atuação em provedores logísticos internacionais, Fabiana Nakai agora integra o quadro de executivos da Panalpina Brasil, com a responsabilidade de comandar a gerência de vendas da unidade da operadora logística em Campinas (SP).

Graduada em Administração com ênfase em Comércio Exterior pela Universidade Paulista (UNIP) e cursando MBA em Supply Chain pela Faculdade Getúlio Vargas (FGV), Fabiana chega à Panalpina Brasil com intensa bagagem profissional.

Dupla jornada tem impactos profundos na saúde física e mental das mulheres, alertam psicólogas

São Paulo – Em rodas de amigas, quando o assunto é a dupla ou tripla jornada de trabalho, é comum encontrar aquelas que gostariam de bater um papo com as mulheres que queimaram os sutiãs. Mas, você sabia que os sutiãs nunca foram queimados, pois a prefeitura não autorizou o fogo no local?

O ato conhecido como Bra-Burning (queima dos sutiãs) aconteceu em Atlantic City, nos Estados Unidos. Era um protesto de um grupo de direitos feministas contra a realização do Miss América, em 1968, já que o concurso impunha uma visão arbitrária da beleza, considerada opressiva às mulheres naquela época.

Denise Miranda de Figueiredo, psicóloga e especialista em terapia de casal, explica que a queima dos sutiãs é o ato feminista mais lembrado e falado da história. “Ele se tornou um marco na luta dos direitos femininos, que se intensificou entre as décadas de 60 e 70. Como resultado, ocorreram importantes mudanças na sociedade visando à igualdade dos gêneros, como o direito de votar, de trabalhar, de participar da política, de atuar em profissões antes consideradas exclusivas dos homens e muitas outras conquistas”.

“Não temos dúvidas que todas as transformações são essenciais para uma sociedade mais igualitária e justa. Entretanto, sabemos também que ainda há muita desigualdade na questão de gênero quanto falamos em salários, jornadas de trabalho, dedicação à criação dos filhos, entre outros itens”, diz Denise.

Para Marina Simas de Lima, psicóloga e especialista em terapia de casal e família, além da diferença dos salários entre homens e mulheres, há também diferenças na jornada de trabalho. “Recente estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que houve aumento no número de horas que a mulher trabalha. Se ela é casada e tem filhos, a conta é ainda maior. Toda essa responsabilidade assumida pelas mulheres nos últimos anos tem um preço e ele pode ser bem alto”, explica Marina.

Para Denise, no pacote dos direitos conquistados pelas mulheres vieram muitas coisas boas, mas nem todas são fáceis de administrar. “Muitas delas, se não a maioria, além de trabalhar fora, assumem o gerenciamento do lar e a criação dos filhos. A popularmente chamada “dupla jornada” tem levado às mulheres à exaustão, com impactos profundos na saúde física e mental”, explica Denise.

Para Marina, fica muito claro que é muito mais difícil para as mulheres do que para os homens conciliarem trabalho e família sem adoecerem ou se ressentirem em algum momento pelas escolhas que tiveram que fazer. “Percebemos que esse é um dos grandes desafios do novo século: administrar vida profissional e vida pessoal de forma equilibrada e igualitária dentro dos relacionamentos afetivos”, explicam.

As psicólogas Denise e Marina prepararam algumas estratégias para ajudar as mulheres a conquistarem mais autonomia e equidade quando se trata das tarefas domésticas. Confira:

Desapegue: Você não é a mulher maravilha. Então, que tal pedir ajuda do parceiro e dos filhos para as tarefas domésticas? Mas, atenção: aceite o jeito do outro fazer, sem fazer críticas.

Reforço positivo: Sempre que o parceiro ou os filhos ajudarem, aproveite para elogiar, dê um reforço positivo. Certamente, eles se sentirão motivados a continuar contribuindo.

Faça uma lista e distribua para todos: Uma casa funciona igual a uma empresa. Faça uma lista das tarefas e delegue para a família. Deixe as regras claras, assim como prazos e resultados esperados.

Não use o sexo como forma de punição: Outro ponto importante é que sexo é sexo e serviço doméstico é serviço doméstico. Não use a “greve de sexo” como forma de punir o parceiro porque ele não lavou a louça. Para isso, use o diálogo.

Seja mulher: É muito importante abrir espaço para ser mulher com todas as sutilezas ligadas ao poder feminino. Aceite as gentilezas, deixe-se ser conquistada. Lembre-se do seu poder interior.

Tire um tempo para você: É muito comum que dentro da rotina de trabalho, filhos e casamento a mulher se esqueça de si mesma. Reserve um tempo por semana para cuidar de você. Vá ao salão de beleza, faça um esporte, uma caminhada, ouça música, enfim, aproveite para fazer algo que você goste e que te faça relaxar.