Crise política ainda não tirou economia brasileira dos trilhos, diz economista da Serasa

São Paulo – Segundo o economista da Serasa Experian Luiz Rabi, os últimos acontecimentos políticos afetaram o cenário econômico, mas a melhor situação da economia do país neste ano, em relação a 2016, e o avanço das reformas no Congresso, como a trabalhista, conseguiram amortecer os impactos. “Ou seja, apesar do ambiente político bem mais conturbado, o trem da economia brasileira não descarrilhou, apenas está andando mais devagar, porém na direção correta”, disse. Esta foi a conclusão da análise feita hoje de manhã pelo economista na primeira transmissão, ao vivo, realizada pela Serasa Experian no Twitter.

Há 9 anos como o responsável pela área de Indicadores de Mercado da Serasa Experian, Luiz Rabi (foto) é economista pela FEA-USP, mestre em estatística e doutor em economia também pela USP. Foi economista-chefe dos bancos BMC, Bicbanco e ex-diretor de fundos e incentivos fiscais do Ministério da Integração Nacional.

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Mais de R$ 9,5 bi do Reintegra aguardam resgate das exportadoras brasileiras

São Paulo – De acordo com levantamentos da Becomex, uma empresa especializada no gerenciamento integrado na área tributária e operações internacionais, dos R$ 19 bilhões que o governo esperava devolver às empresas brasileiras exportadoras por meio do Programa Reintegra, apenas metade (R$ 9,5 bilhões) foi resgatada, mesmo em tempos de crise. A outra metade ainda está lá na Receita, esperando as empresas exportadoras do Brasil requisitarem esse benefício fiscal.

Em vigor desde 2011, o Reintegra é um mecanismo criado pelo governo para devolver uma parcela dos impostos pagos na cadeia produtiva às empresas exportadoras de bens manufaturados no Brasil. Como sugere o nome, tem por objetivo reintegrar valores referentes a custos tributários residuais existentes nas cadeias de produção. Assim, a pessoa jurídica produtora e exportadora de bens manufaturados no País, poderá reaver parcial ou integralmente o resíduo tributário existente na sua cadeia de produção.

“O crédito proveniente do Reintegra é um recurso extra, um ‘dinheiro novo’ esperando ser resgatado, o que pode impactar positivamente nos resultados da empresa”, explica o vice-presidente de Operações da Becomex, Rogerio Borili.

Antes de solicitar os créditos do Reintegra a empresa precisa fazer uma apuração correta dos dados, de acordo com Rogerio Borili. Para isso, ao invés de procurar a terceirização dessa operação com parceiros da área jurídica ou da área de TI, o ideal é que se busque uma parceria completa, que possa garantir uma operação com compliance e com soluções de tecnologia feita sob medida, e que atenda às particularidades de cada empresa.

“Optar por um parceiro completo – não só tributário nem somente de sistemas – será estratégico para requerer o crédito, pois as inúmeras intimações nos pedidos se deve às divergências de informações”, afirma Borili.

Os créditos do Reintegra podem ser pedidos trimestralmente, ou seja, em julho já será possível solicitar o crédito referente ao 2º trimestre. É importante ficar atento porque quanto mais rápido for solicitado mais rápido o seu resgate.

Recentemente, levantamentos da Becomex também apontaram que mais de 50% das empresas exportadoras no Brasil pagam mais impostos do que deveriam por não aproveitar corretamente os benefícios fiscais e aduaneiros existentes. O estudo também revelou que muitas empresas sequer sabem o potencial que poderiam economizar com o pagamento de impostos e tributos.

47% dos inadimplentes estão muito endividados, revela pesquisa da Boa Vista SCPC

O nível de endividamento elevado (muito endividado) atinge 47% dos consumidores inadimplentes, ou seja, que estão com o “nome sujo”, de acordo com a pesquisa nacional Perfil do Consumidor Inadimplente, realizada pela Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), com cerca de 1.500 respondentes. Em seguida, 26% se dizem mais ou menos endividados, outros 26% um pouco endividados e apenas 1% declara não ter dívidas. Entre os consumidores não inadimplentes (sem negativação do débito), apenas 10% se declaram muito endividados, 21% mais ou menos endividados, 46% pouco endividados e 23% sem endividamento.

Realizada entre os dias 23 de maio e 13 de junho, a pesquisa Perfil do Consumidor Inadimplente constatou ainda que para 62% dos consumidores negativados no SCPC, as dívidas comprometem mais de 50% da renda, ao fim de cada mês. A imagem abaixo contém os detalhes.

Causas da inadimplência

O desemprego é principal causa da inadimplência para 32% dos consumidores, seguido de diminuição de renda (24%), descontrole financeiro (20%), empréstimo do nome a terceiros (11%), despesas extras com saúde e educação (10%) e atraso no recebimento do salário (3%).

Contas diversas como IPTU, IPVA, educação e plano de saúde são responsáveis por 25% da inadimplência, seguidas de empréstimo pessoal e consignado (17%), móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos (13%), alimentação (13%), vestuário e calçados (11%), contas de consumo de água e luz (9%), financiamento de veículos (6%), materiais de construção (3%) e financiamento da casa própria (3%).

A forma de pagamento utilizada para a compra que gerou a inadimplência foi o boleto para 27% dos entrevistados, cartão de crédito (21%), carnê de financiamento/crediário 15%, cheque ou cheque especial (14%), cartão de loja (12%) e contrato de empréstimo pessoal ou consignado (11%).

Ajuda financeira

Quando questionados se buscaram ajuda financeira antes de serem negativados, 32% dos consumidores procuraram agências bancárias, 30% parentes e familiares, 21% financeiras e 17% amigos ou colegas.

Na hipótese de contratar um empréstimo para quitar sua dívida, dos consumidores que estão hoje inadimplentes, 55% levam em conta se a parcela caberá no bolso, 41% as taxas de juros e 4% a quantidade de parcelas. Para os consumidores que não estão negativados, 62% observam em primeiro lugar as taxas de juros, 33% se as parcelas cabem no bolso e 5% a quantidade de prestações.

Nota

A Pesquisa Nacional do Perfil do Inadimplente é realizada pela Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), por meio de questionário eletrônico. Aplicada para 1.471 consumidores com restrições ou não, entre os dias 23 de maio a 13 de junho de 2017. Os resultados devem ser lidos considerando-se 2,5% de margem de erro e 95% de grau de confiança.

Salvador revê prazos para liberar obras imobiliárias

Por meio de uma parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento e Urbanismo de Salvador (Sedur) e o Conselho de Arquitetura e Urbanismo da Bahia (CAU/BA), a prefeitura da capital baiana planeja desburocratizar o processo de licenciamento para obras de empreendimentos imobiliários. A medida integra o Programa Salvador 360, que contempla a integração dos bancos de dados de ambos os órgãos.

Dessa forma, as autoridades pretendem facilitar o acesso e o cadastro de informações das empresas, bem como a emissão de Registros de Responsabilidade Técnica (RRTs), autorizações e verificações de coordenadas geográficas de empreendimentos e obras. Com isso, espera-se obter maior rapidez nas fiscalizações e demais serviços previstos para facilitar a emissão de licenças para construções.

O objetivo, de acordo com a Sedur, é reduzir o tempo médio para até 48 horas nos licenciamentos de obras imobiliários de pequeno e médio porte, com no máximo 350 metros de área construída. Nos empreendimentos de maior porte, o prazo se estenderá a até três meses, devido à necessidade de outros estudos, como o impacto sobre a mobilidade urbana.

A solicitação para liberação de uma obra deverá ser realizada por um responsável técnico (engenheiro ou arquiteto), que dará entrada ao pedido de alvará por meio do portal Simplifica, que está sendo implementado pela Sedur. O sistema do portal irá verificar todas as informações nos bancos de dados do Conselho Regional de Engenharia (Crea) e no CAU, tornando mais práticas a verificação e a liberação da obra.

A previsão é que o portal Simplifica entre em operação no próximo ano. Vale ressaltar que a flexibilização no licenciamento de obras imobiliárias foi um dos pivôs na queda do ex-ministro Geddel Vieira Lima do governo Temer. O ministro teria sido flagrado pressionando órgãos de preservação do patrimônio público para liberar a construção de um empreendimento de seu interesse, em Salvador.

Australiana compra divisão de correias transportadoras da Sandvik

Maior fabricante de polias e roletes da Austrália, a Nepean acaba de comprar uma parte específica da europeia Sandvik – as divisões de sistemas de correias transportadoras. O negócio é sinérgico, na medida em que polias e roletes são muito usados nesse tipo de transporte adotado em operações minerais, ou seja, na movimentação tanto no processamento, incluindo etapas entre britagens sucessivas, como no carregamento do mineral já processado.

“A Nepean ganhará importantes instalações na Europa, Escandinávia, Brasil e Austrália Ocidental, além de nossas operações já existentes na costa leste e oeste da Austrália e da África. Também obteremos ganhos em tecnologia avançada, incorporação e propriedade intelectual de produtos líderes,” afirma diretor executivo da empresa australiana, Miles Fuller.

Com a aquisição, novas linhas de produtos, incluindo a de tubos e roletes, serão colocadas no mercado como uma prioridade. A Nepean também amplia sua expertise, o que na Austrália inclui soluções integradas de manuseio de materiais a granel das minas para as estações de cargas de trem ou caminhão. “Com a integração dos ativos da Sandvik, a Nepen poderá fornecer um conjunto único e integrado de soluções para a indústria mineradora”, diz o comunicado oficial.

JCB vende 13 equipamentos para a Ouro Verde

A fabricante de equipamentos JCB, que produz retroescavadeiras, escavadeiras hidráulicas e demais máquinas para movimentação de materiais, concretizou a venda de 13 unidades para a locadora Ouro Verde, entre pás carregadeiras e minicarregadeiras. Em um mercado que se caracteriza pela paralisação nos negócios nos últimos anos, a transação foi anunciada pela fabricante como um feito digno de comemoração. Segundo a empresa, esta foi a maior venda do ano no país até este momento.

De acordo com a Ouro Verde, a aquisição foi realizada para atender um contrato de locação com a produtora de fertilizantes Yara. “Nessa operação, necessitamos de máquinas de porte um pouco menor que as convencionais do mercado, porém robustas para suportar o trabalho, já que elas são mobilizadas para o transporte de fertilizante, um material muito agressivo”, explica Lucas Barbosa, gerente de compras da locadora. Por esse motivo, ele destaca que a empresa opta por modelos com menos eletrônica embarcada, mais adequados ao trabalho bruto.

O contrato envolveu a aquisição de minicaregadeiras modelo 190 e das pás carregadeiras 426ZX e 422ZX. Os equipamentos receberam uma pintura diferenciada para suportar a agressividade da operação e a fabricante também disponibilizou um programa de manutenção ao cliente, por meio de sua rede de distribuidoras, para suportar a demanda de produtividade da locadora junto à Yara. “Unindo nossos conhecimentos, chegamos a um modelo de preparação de tinta ideal para proteger a pintura do equipamento e sua melhor proteção contra a agressividade do produto transportado”, completa Barbosa.

MAN aposta em consórcio para venda de caminhões

O financiamento via consórcio é a aposta da montadora alemã MAN para impulsionar a venda de caminhões no Brasil. A iniciativa mais recente é um megaevento a ser realizado dia 24 desse mês, reunindo cerca de 600 compradores em 13 concessionárias de dez estados. Para atiçar o “Ibope”, a companhia separou 20 carros, modelo UP, zero km, para serem sorteados entre os clientes. No mercado desde 1981, a MAN Latin America tem uma produção que já ultrapassou o marco de 800 mil veículos, com mais de 100 mil unidades exportadas para mais de 30 países.

Parceira da MAN, a BrQualy Consórcio vai operacionalizar o processo, inclusive com a transmissão do evento via sua TV corporativa. Empresa de São José do Rio Preto, a operadora é especializada na administração de grupos de consórcio de veículos comerciais MAN/Volkswagen. “Buscamos envolver simultaneamente 13 revendas, em diferentes cidades e estados, como uma forma de aproximar a montadora, concessionários e clientes em um momento especial de relacionamento”, explica Humberto Mazzotti, superintendente Comercial da BrQualy Consórcio.