Startup de afroempreendedorismo busca financiamento coletivo

São Paulo – De acordo com uma pesquisa conduzida pela Universidade de Harvard, os negros têm 16% menos chances de serem aceitos ou de receberem hóspedes via plataforma de turismo de experiência. Os levantamentos indicam que os algoritmos das plataformas convencionais restringem a visibilidade de anunciantes negros, mesmo em bairros e cidades de maioria negra – o que favorece a concentração de renda e a exclusão econômica em plataformas colaborativas.

Para mudar esse cenário, a plataforma virtual Diaspora.Black articula, em rede, viajantes e anfitriões, conectando-os a serviços relacionados à cultura negra em diversas cidades do mundo. A startup Diaspora.Black – que acaba de ser selecionada para o programa de aceleração da Artemisia – busca financiamento para manter a equipe em São Paulo por um período de seis meses.

Para garantir a participação integral dos empreendedores ao longo dos meses de aceleração, a Diaspora.Black precisa de R$ 35 mil para arcar com despesas como alojamento, água, luz, supermercado, transporte, entre outros. A campanha está sendo veiculada pela Catarse e para colaborar – com doações a partir de R$ 10 – basta acessar https://www.catarse.me/diasporablack

“Participar desse programa abre uma oportunidade única de visibilidade, qualificação e investimento para todo o mercado afroempreendedor”, salienta Carlos Humberto da Silva Filho, sócio-fundador. Segundo o empreendedor, a população negra representa mais de 51% do total de empresários do Brasil, de acordo com dados do Sebrae. “Mas, o financiamento às nossas iniciativas tem três vezes mais chance de ser negado”, afirma.

A Diaspora.Black acredita que o fomento ao turismo é um grande catalisador da circulação econômica na comunidade negra. A proposta é reunir em uma única plataforma iniciativas e serviços focados na cultura negra em diferentes cidades para aproximá-las de viajantes conectados na rede.

Atuando com o conceito de negócio de impacto social, a Diaspora.Black acredita na vocação do turismo para o fortalecimento econômico da comunidade negra. A rede está presente em dez países com mais de 1.500 usuários cadastrados, dos quais 74% são mulheres negras, na faixa entre 25 e 34 anos. O recorte de gênero é um importante indicador do impacto proposto pela rede: a oferta de hospedagem domiciliar pelas usuárias já representa 30% de aumento de renda nesses lares.

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Aluguel residencial com aniversário em fevereiro com reajuste pelo IGP-M deve recuar 0,41%

O aluguel residencial em andamento com aniversário em fevereiro e correção pelo IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), da FGV (Fundação Getúlio Vargas), sofrerá atualização de -0,41% no seu valor.

A variação negativa foi verificada no acumulado de fevereiro de 2017 a janeiro de 2018, fechando o comportamento dos preços em 12 meses. No mês, o indicador teve alta de 0,76%.

O IGP-M é eleito como um dos principais indicadores para reajustes contratuais por ser o primeiro divulgado ainda dentro do mês de referência.

Para facilitar o cálculo do novo aluguel, o Secovi-SP (Sindicato da Habitação) divulga fator de atualização, que, no caso, será de 0,9959. Por exemplo: para atualizar um aluguel de R$ 1.500,00 que vigorou até dezembro de 2017, realiza-se a multiplicação de R$ 1.500,00 por 0,9959. O resultado, R$ 1.493,85, é o aluguel de janeiro a ser pago no final do mês de fevereiro ou início de março.

Abaixo, os reajustes dos últimos meses:

Fatores de reajustes de aluguel

Contrato com aniversário em fevereiro/17 e pagamento em março/17: 1,0665
Contrato com aniversário em março/17 e pagamento em abril/17: 1,0538
Contrato com aniversário em abril/17 e pagamento em maio/17: 1,0486
Contrato com aniversário em maio/17 e pagamento em junho/17: 1,0337
Contrato com aniversário em junho/17 e pagamento em julho/17: 1,0157
Contrato com aniversário em julho/17 e pagamento em agosto/17: 0,9922
Contrato com aniversário em agosto/17 e pagamento em setembro/17: 0,9834
Contrato com aniversário em setembro/17 e pagamento em outubro/17: 0,9829
Contrato com aniversário em outubro/17 e pagamento em novembro/17: 0,9855
Contrato com aniversário em novembro/17 e pagamento em dezembro/17: 0,9859
Contrato com aniversário em dezembro/17 e pagamento em janeiro/18: 0,9914
Contrato com aniversário em janeiro/18 e pagamento em fevereiro/18: 0,9948
Contrato com aniversário em fevereiro/18 e pagamento em Março/18: 0,9959

Victor Morais é o novo diretor de Criação da Integer\OutPromo

São Paulo – A Integer\OutPromo amplia seu time de criação. A novidade é a chegada de Victor Morais para trabalhar ao lado de Marco Centenaro, ambos diretores de Criação liderados por Antônio Neto, sócio e VP de Criação da agência.

Há 19 anos no mercado, “Vitão” teve passagens pela TracyLocke Brasil/NewStyle, Momentum e Future Group.

45% não controlam as próprias finanças, mostra pesquisa sobre educação financeira

Planejar as despesas da casa, organizar o orçamento de acordo com a receita disponível e não exagerar nas compras impulsivas. O brasileiro até sabe o que precisa ser feito, mas nem sempre coloca a teoria em prática. Um estudo realizado em todas as capitais pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que 45% dos brasileiros admitem não fazer um controle efetivo do próprio orçamento, percentual que sobe para 48% entre as pessoas das classes C/D/E e para 51% entre os homens. Entre os que fazem uma administração precária do orçamento, 21% confiam na própria memória para gerir os recursos financeiros.

Os que fazem um controle de fato do orçamento somam 55% dos consumidores, sendo o caderno de anotações (28%), a planilha em Excel (18%) e aplicativos no celular (9%) as práticas mais adotadas. Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, a disciplina é parte fundamental para uma vida financeira saudável. “Foco e esforço são essenciais para se alcançar uma vida financeira equilibrada. Não importa a ferramenta utilizada para anotar os gastos, importa que o método seja organizado. Algumas pessoas têm facilidade com planilhas ou aplicativos, outras preferem o velho caderninho de anotações. O importante é anotar e principalmente analisar os registros, de forma que o consumidor identifique onde há sobras e onde o orçamento deve ser ajustado”, aconselha a economista.

O levantamento ainda revela que a maior parte dos consumidores brasileiros garante ser autodidata nos conhecimentos para gerir o próprio dinheiro: entre aqueles que acreditam ter um bom grau de conhecimento para gerenciar suas finanças pessoas, 45% aprenderem sozinhos, enquanto 34% tiveram ensinamentos desde cedo com a própria família. Os que aprenderam a gerenciar as finanças com o marido ou esposa são 14%, enquanto 9% fizeram um curso e 6% recorreram a algum especialista.

De modo geral, 51% dos consumidores avaliam ter um grau ótimo ou bom para gerenciar seu dinheiro e 48% consideram esse conhecimento ruim ou regular. Além disso, três em cada dez (31%) brasileiros admitem insegurança para gerenciar o próprio dinheiro, contra 46% que se consideram seguros. Outros 23% mostram-se indiferentes.

Mesmo entre os que controlam orçamento, 59% sentem dificuldades na tarefa; falta de disciplina é o maior vilão dos que não têm educação financeira

De acordo com a pesquisa, em cada dez consumidores que controlam seu orçamento, seis (59%) sentem alguma dificuldade ao executar essa tarefa, sendo as principais queixas a falta de disciplina em anotar os gastos e rendimentos com regularidade (26%), a falta de tempo (12%), a dificuldade em encontrar um mecanismo simples de controle (11%) e a dificuldade em fazer cálculos (5%). Os que não sentem dificuldades somam 41% da amostra.

A falta de disciplina também é a principal justificativa para aqueles que não controlam o próprio orçamento, com 34% de menções. Outros 15% não veem necessidade em registrar gastos, fazendo as contas apenas de cabeça, enquanto 11% justificam o fato de terem uma renda que varia de um mês para o outro. Há ainda 10% que admitem preguiça e 10% que não sabem como fazer.

Consumidor anota despesas básicas da casa, mas se descuida das pequenas compras; 57% não planejam o mês com antecedência

Entre aqueles consumidores que fazem um controle adequado do seu orçamento, os gastos de primeira necessidade e de valores mais elevados são os que recebem um tratamento mais cuidadoso. A pesquisa aponta que 92% anotam despesas básicas, como mantimentos, produtos de higiene, mensalidades escolares e contas da casa como água, luz, condomínio e aluguel. O mesmo percentual de 92% também anota as prestações contraídas no carnê, crediário e cartão de crédito que vencem nos meses seguintes. Outros 85% sempre anotam os rendimentos, como salários, pensões e aposentadorias.

Entretanto, o controle dos pequenos gastos cotidianos e compras não planejadas ainda são deixadas de lado por parte expressiva dos entrevistados. O dinheiro que poupam dos salários ou investem (24% que não controlam), gastos esporádicos com lazer e beleza (30% que não controlam) e pequenos gastos do dia a dia, como estacionamento, despesas com taxi e com idas para bares e restaurantes, por exemplo (36% que não controlam), ficaram nos últimos lugares do ranking das principais anotações.

No momento de lidar com o controle dos gastos mensais, os perfis dos brasileiros que controlam seu orçamento se dividem: enquanto 43% planejam o mês com antecedência, anotando os rendimentos e o que esperam gastar, outros 35% preferem anotar os gastos no decorrer do mês, verificando posteriormente como ficou o orçamento. Os que só anotam os gastos depois que o mês termina somam 21% da amostra, percentual que sobe para 25% entre os consumidores da classe C.

“Anotar as despesas no fim do mês é um grande risco, pois não há um controle real do quanto se gasta. Quando chega a hora de fazer as contas, pode ser que o consumidor tenha ultrapassado o limite do orçamento, ficando no vermelho. Uma boa estratégia para evitar que isso aconteça é reservar uma quantia fixa todo mês para as compras menores e respeitar esse limite. Mas, para isso, o planejamento das contas deve ser feito no início do mês”, diz o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli.

69% pechincham na hora das compras, mas 45% costumam parcelar em vez de juntar dinheiro para comprar à vista

De acordo com a pesquisa, 84% dos consumidores têm o hábito de fazer pesquisa de preço e 69% costumam pechinchar em busca de valores mais em conta. Mas uma das principais dificuldades do brasileiro é se esforçar para adquirir algum bem a vista: 45% admitem não ter o hábito de juntar dinheiro para realizar uma compra de valor mais elevado à vista, optando na maior parte das vezes pelo parcelamento. A falta de paciência para esperar a quantia ser alcançada com o tempo (51%) é o principal motivo para quem nunca faz esse esforço.

77% passaram situação de aperto financeiro em 2017; corte em supermercados, lazer, beleza e pacotes de TV e internet foram alguns dos ajustes

A pesquisa ainda revela que em cada dez brasileiros, oito (77%) passaram por alguma situação ao longo de 2017 em que o orçamento não foi o suficiente para fechar as contas do mês. O percentual cresce para 87% entre os consumidores que têm entre 35 e 49 anos.

Para quem vivenciou a situação de aperto, 40% mudaram hábitos de consumo, passando a comprar coisas mais baratas e fazer pesquisa de preço. Três em cada dez (29%) entrevistados fizeram cortes no orçamento, principalmente nos itens de supermercado, salões de beleza e saídas para bares e restaurantes. Outras adequações que o momento de dificuldade impôs ao brasileiro foi parar de comprar roupas e sapatos (20%), sacar dinheiro de uma reserva que possuíam (16%) e reduzir pacotes de TV por assinatura, internet e celular (15%). Assumindo uma postura mais arriscada, 14% passaram a usar mais o cartão de crédito para cobrir despesas, outros 14% pediram dinheiro emprestado a amigos e familiares e 12% recorreram a empréstimos em bancos e financeiras.

53% das empresas devem mudar suas relações com fornecedores de alto risco em 2018

Realizada com 539 executivos do mundo todo, a pesquisa anual da consultoria global Protiviti junto ao The Shared Assessments sobre Gestão de Riscos de Fornecedores, mostra que 53% das empresas entrevistadas devem deixar ou mudar as relações com alguns fornecedores devido aos elevados níveis de riscos.

Companhias de seguro, incluindo planos de saúde, aparecem como as empresas que provavelmente irão realizar movimentos de redução de riscos, tendo preocupações com os seus custos e com a falta de expertise interna para avaliar os controles sobre fornecedores. O estudo, em seu quarto ano, mostra que 71% das empresas do setor securitário devem mudar suas relações com fornecedores de alto risco nos próximos 12 meses.

Observando o cenário brasileiro, com a promulgação da Lei da Terceirização, será cada vez mais comum a contratação de fornecedores para prestação de serviços e estes fornecedores, por sua vez, também contratarão seus terceiros para cumprir os contratos. Conseguir mapear os riscos envolvidos nestas relações e estabelecer controles será um diferencial para que as empresas possam buscar eficiência em seus negócios sem os impactos de eventuais riscos materializados.

O conselheiro sênior do The Santa Fe Group (Shared Assessments Program), Gary Roboff, diz que apesar de alguma evolução geral da gestão de risco de fornecedores, o estudo mostrou que, com algumas exceções, o avanço foi incremental desde a primeira interação do estudo em 2014. “O passo mais importante que uma empresa pode dar para melhorar a performance da gestão de risco de fornecedores é realizar avaliações periódicas e independentes da efetividade do programa. Fazer benchmarks de formar regular é extremamente importante frente aos desafios associados ao ambiente de rápidas mudanças nos riscos externos e no ambiente regulatório”, completa Roboff.

A mesma evolução pode ser observada no Brasil. Antes, a gestão de riscos de fornecedores no País ficava limitada ao processo de contratação de fornecedores e era focada na homologação financeira e de aspectos administrativos, tais como certidões negativas, regularidade nos órgãos competentes, dentre outras demandas.

“Hoje também são avaliados aspectos ligados à imagem e à reputação de terceiros não somente na contratação, bem como ao longo de todo o contrato. Também há uma evolução de programas de auditoria de fornecedores para avaliar in loco se os parceiros cumprem pontos definidos nos contratos e na legislação”, explica Thiago Guimarães, líder da área de Business Performance Improvement (BPI) na operação brasileira da Protiviti.

Como citado por Gary Roboff, é importante que as empresas façam benchmarks de forma regular para entender quais riscos o mercado entende como críticos, mapear quais de seus fornecedores e contratos estão expostos a ameaças e poder atualizar o programa de gestão de riscos de fornecedores da empresa para torna-lo mais efetivo e evitar a exposição de seus negócios.

Empresários esperam faturamento e investimento superiores em 2018

Os empresários estão otimistas em relação ao aumento do faturamento e também dos investimentos nos negócios em 2018. É o que identificou a pesquisa “Expectativa Empresarial” da Boa Vista SCPC, realizada no 4º trimestre de 2017, com cerca de 920 respondentes de todo o Brasil. Dos entrevistados, 81% esperam que o faturamento cresça em 2018 na comparação com o ano anterior. Por setor, os empresários do Comércio são os mais otimistas neste quesito, com 85%. Logo depois estão os da Indústria (81%) e de Serviço (80%). A tabela abaixo mostra os detalhes.

De modo geral, para 58% das empresas investigadas pela Boa Vista SCPC no 4ºTri17, há também uma expectativa de crescimento nos investimentos para o ano de 2018, como parâmetro aos valores investidos em 2017. Na comparação por porte, mais de 60% das pequenas, médias e grandes empresas pretendem investir mais que em 2017. Na análise por setor, 65% das empresas do setor de Comércio pretendem investir mais no próximo ano, assim como 57% das empresas do setor de Serviços e 52% das empresas no setor da Indústria.

Ainda de acordo com a pesquisa, 65% delas esperam que em 2018 o nível de endividamento diminua em comparação ao ano de 2017. Esta expectativa é maior entre as empresas de pequeno (68%) e médio (72%) portes, e também no setor do comércio (68%). De modo geral, para 2018, 47% das empresas esperam diminuição da inadimplência nos negócios. Entre as empresas de médio porte e também no setor de Comércio, coincidentemente esta expectativa é de 56%, e superior quando comparada aos demais portes e setores analisados.

Perfil das empresas

Dos empresários entrevistados, 54% são proprietários, sócios e presidentes. 6% superintendentes e diretores. 20% gerentes. 3% coordenadores e supervisores. 13% analistas e assistentes e 4% contador e controller. 12% são do setor da Indústria, 33% do Comércio e 55% de Serviços. 79% são de micro e pequeno portes; 11% de médio porte e 10% de grande porte.

Cláudio Luiz da Silva é o novo diretor de mobile e OTT na Samba Tech

A Samba Tech, empresa de gestão e distribuição vídeos online na América Latina, confirmou a contratação de Cláudio Luiz da Silva para a posição de diretor de mobile e over the top (OTT). Como missão, o executivo terá que aumentar as vendas do Samba Play, a plataforma de criação de vídeos em canal personalizado, e incrementar a comercialização das soluções white label. Com passagens pela Oi e pelo Instituto Europeu de Design (IED), Luiz da Silva era diretor de VAS para B2C e B2B na TIM até o começo deste mês. Formado em administração de empresas pela ESPM, o novo diretor da Samba Tech possui MBA executivo pela Coppead da UFRJ.