Produtos mais consumidos no carnaval têm tributação de até 76%, mostra IBPT

Cada vez que um folião toma uma caipirinha, 76,66% do valor da bebida vão para o governo, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), que fez um levantamento sobre a tributação dos produtos mais consumidos no carnaval. A lista inclui de bebidas a fantasias e spray de espuma.

De acordo com a entidade, as bebidas têm a carga de impostos mais alta: além dos 76,66% da caipirinha, o chope tem 62,2% de tributação, e a lata ou garrada de cerveja, 55,6%. Segundo o presidente do IBPT, João Eloi Olenike, os percentuais altos estão ligados ao princípio da seletividade na definição dos impostos. “Quanto menos essencial o produto for para a população, mais tributado ele será”, explicou.

Para quem quer pular o carnaval fantasiado, a parcela de imposto pode chegar a 45,96% se a escolha for um colar havaiano. As máscaras de plástico têm 43,93% de impostos embutidos e as fantasias de tecido, 36,41%.

Outros itens típicos desta época, os confetes e serpentinas são tributados em 43,83%. Já 45,94% do preço dos sprays de espuma vão para os impostos.

A lista do IBPT também incluiu passagens aéreas, tributadas em 22,32%; e pacotes para assistir a desfiles de escolas de samba – com hospedagem, transporte e ingresso – que chegam a ter 36,28% de impostos.

Vendas

Segundo Toni Haddad, presidente do Polo Centro Rio, entidade que reúne empresários do comércio popular do Rio de Janeiro, a carga tributária de itens como fantasias e adereços influencia muito o preço dos produtos. Apesar disso, o setor espera aumento nas vendas este ano. Haddad disse que, nas duas últimas semanas, a procura por itens relacionados ao carnaval começou a aumentar. “Houve uma melhora bem interessante”. A venda de fantasias, acessórios e camisetas personalizadas, por exemplo, cresceu cerca de 25% em relação ao mesmo período de 2016. “E o restante do comércio pega carona nisso também.”

Varejo perde 108,7 mil pontos de venda em 2016, diz CNC

O varejo brasileiro registrou no ano passado o fechamento líquido de 108,7 mil lojas com vínculo empregatício em todo o país. É o pior resultado da série histórica desde 2005, quando o comércio varejista fechou com um saldo líquido positivo de mais de 45 mil lojas abertas.

Os dados foram divulgados hoje (13), pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O CNC explica que apesar de fechar 2016 com o pior resultado desde 2005, a queda do número de lojas foi menos acentuada no segundo semestre do ano passado, o que pode ser um início de que a economia está começando a dar sinais de recuperação.

No setor varejista, porém, esta recuperação é frágil. Em entrevista à Agência Brasil, o economista da CNC Fabio Bentes disse que 2016 foi um ano para o setor varejista esquecer.

“Foi mais um ano ruim para o setor. Foi ainda pior do que 2015 quando o número líquido de pontos de vendas fechados atingiu 101,9, o pior resultado do setor. E o varejo é um setor intensivo de mão de obra, e pelos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados em 2015 o setor registrou o fechamento de 175 mil postos de trabalho, o pior resultado da série iniciada em 2004. E o incrível é que em 2016 este saldo negativo se agravou: foram fechados 282 mil postos de trabalho no varejo,” acrescentou.

O economista da CNC afirmou que “foi um ano para o varejo esquecer, mesmo. Um ano em que o bolso do consumidor andou bastante surrado pela inflação alta, pela restrição ao crédito e pelo medo do desemprego, que acaba afetando as compras a prazo.”

A CNC ressalta o fato de que a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) [do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)] aponta que, entre janeiro e novembro de 2016, o volume de vendas do setor varejista registrou recuo de 8,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, tendo relação direta com a redução no número de lojas.

“A falta de dinamismo no mercado de trabalho e o crédito mais caro e restrito explicam parte significativa das perdas de vendas nos últimos anos. E o termômetro mais dramático da crise que ainda assola o setor é o número recorde de lojas que fecharam as portas ano passado”, avalia o economista.

Recuperação

Apesar do grande número de lojas fechadas ao longo do ano, o setor, segundo Fabio Bentes, já começa a mostrar desaceleração da queda do número de estabelecimentos.

De acordo com a CNC, de janeiro a junho de 2016, o varejo perdeu 67,6 mil pontos de venda, ao passo que, no segundo semestre, o setor registrou o fechamento líquido de 41,1 mil lojas – número também inferior ao observado na segunda metade de 2015, quando a perda foi 74,1 mil lojas. No total, o ano de 2015 perdeu 101,9 mil lojas.

A pesquisa da CNC indica que lideraram os fechamento de lojas os ramos de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-34,8 mil lojas), lojas de vestuário, calçados e acessórios (-20,6 mil) e lojas de materiais de construção (-11,5 mil).

Segundo a CNC, à exceção dos hiper e supermercados – que sofreram com a escalada dos preços no atacado no início de 2016 –, os demais segmentos analisados foram atingidos pelo encarecimento do crédito, tanto para consumidores como para a obtenção de capital de giro nos últimos anos.

Por regiões e por porte

O estudo da CNC revela que todos os estados apresentaram queda no número de lojas, fato inédito em 12 anos de pesquisa. São Paulo foi o estado mais afetado (-30,7 mil lojas), seguido por Rio de Janeiro (-11,1 mil) e Minas Gerais (-10,3 mil).

Por categoria de empreendimento, as micro (-32,7 mil) e pequenas empresas (-39,6 mil) – que empregam até 9 pessoas e de 10 a 49 funcionários, respectivamente – foram as mais afetadas pelo momento econômico em 2016.

No ano anterior, este segmento respondia por 98,6% dos pontos de venda do varejo nacional e empregava 76,5% da força de trabalho do setor. Lojas de médio porte, com 50 a 99 empregados, tiveram perda de 12,9 mil pontos de venda. Os grandes varejistas, com mais de 99 funcionários, fecharam 23,5 mil lojas.

Expectativa para 2017

A CNC avalia que, após dois anos de fechamento líquido de pontos de venda, em 2017, o número de lojas deverá apresentar estabilidade. “Além de o fechamento de pontos de venda está ocorrendo em um ritmo menos intenso desde o segundo semestre do ano passado, a tendência de queda da inflação poderá abrir espaço para a recuperação do consumo por parte das famílias, bem como para a esperada queda nas taxas de juros aos consumidores e empresários do varejo”, disse Fabio Bentes.

“Olhando pra frente, dificilmente a gente poderá ter um ano pior. Principalmente pela queda da inflação que deverá fechar o ano em torno dos 4,5% e também porque, no segundo semestre, com uma taxa de inflação menor, abre-se espaço para uma queda maior das taxas de juros – aquelas compras a prazo que vinham sendo prejudicadas pelas taxas de juros tendem a ser menos afetadas”, explicou.

É por estes e outros fatores que na avaliação da CNC o setor varejista trabalha com uma expectativa de estabilidade para 2017. “As vendas não tendem a crescer muito, mas também param de cair, e devem ficar próxima de zero. Com isto, o número de empregos e lojas abertas tendem a estabilizar embora em patamares próximo de zero – tanto no que diz respeito às vendas como na abertura do número de lojas”, avalia o economista.

Para que a situação melhore de forma significativa, falta o ingrediente fundamental para esta reativação das vendas – que é a geração de empregos. “A recuperação do emprego é ponto fundamental para que isto ocorra, porque, ao contrário de outros países, no Brasil a renda do mercado de trabalho responde pela quase totalidade do consumo. Então para que o varejo se recupere é preciso melhora do emprego e da renda. E a gente sabe que em um período de crise o mercado de trabalho é a última coisa a reagir,” concluiu o economista.

Aplicativo brasileiro permite a gestão de frotas públicas

Em parceria com a Telit, que atua em Internet das Coisas, a Mobiware anuncia o lançamento do Helios Mobile, aplicativo brasileiro que permite a gestão de frotas públicas. Ligado à Internet das Coisas, o app conversa diretamente com o MDVR + kit de câmeras que captam a imagem e o som de qualquer veículo em tempo real.

Menor que um aparelho celular convencional, o dispositivo é extremamente compacto (12cm x 9cm x 2cm 0,57kgs) e traz grandes vantagens para veículos que transportam materiais de valor, químicos ou de risco. Em caso de acidente, por exemplo, a empresa conseguirá acompanhar imagens e sons transmitidos em tempo real. “Adicionalmente, o Helios Mobile traz benefícios para carros de utilidade pública como polícia, bombeiro, ambulância, bem como soluções de rastreamento de caminhões pesados e transportes de valores”, conta João Francisco da Costa, CEO da Mobiware.

Além disso, o modelo de negócio oferecido pela Mobiware propõe que o próprio usuário opere e mantenha a estrutura em seus dispositivos com pouco ou nenhum envolvimento de empresas de monitoramento. Com um login e uma senha de segurança, é possível ter acesso ao Helios e iniciar o controle e a comunicação com a frota cadastrada. O aplicativo também oferece suporte em casos como freada brusca, sensores de porta e temperatura, além da opção de envio de comandos para o bloqueio do veículo, acionamento da sirene e luzes de alerta.

“Oferecemos a opção de monitoramento em tempo real, atribuição automática de endereços para reais posições geográficas, histórico da viagem com animação exibido diretamente nos mapas e sem nenhuma despesa relativa à instalação ou acesso ao sistema. A nossa tecnologia é completa e pode ser utilizada em qualquer lugar do mundo, com conectividade à internet de ponta”, finaliza João.

O projeto contou com o fornecimento do módulo de comunicação 3G ou 4G da Telit. A solução é composta por um kit de até quatro câmeras de áudio e escuta, disponível para venda no A?próprio site da marca (http://www.mobiware.com.br/ ).

Inbox Guarda Tudo e Pronto Espaço unem-se para a criação da SS Self Storage

A Inbox Guarda Tudo e a Pronto Espaço, duas tradicionais empresas do mercado de self storage – a primeira operação teve início em 1996 –, anunciam a fusão das suas atividades e a criação da SS Self Storage. Com três unidades na capital paulista, a SS Self Storage já nasce com potencial para expansão imediata, em imóveis próprios, de 35% da sua área locável. Ao longo deste ano, a empresa ainda pretende inaugurar unidades em cidades com mais de 500 mil habitantes.

Self storage é a atividade caracterizada pela locação de unidades autônomas (boxes) por pessoas e empresas para a armazenagem de móveis, documentos e estoques de mercadorias, entre outros.

Para Renato Daud, proprietário da Pronto Espaço, o trabalho em conjunto trará ganhos substanciais em termos de potencial de divulgação e captação de clientes. “A união faz sentido primeiro porque são duas companhias com muita experiência na gestão de self storage. Além disso, conseguimos identificar pontos de sinergia em diversas áreas, como comercial, atendimento e logística”. Por ora, a SS Self Storage abrange as regiões sul, leste, oeste e central da cidade de São Paulo.

A receita para o crescimento da SS Self Storage baseia-se na identificação e conversão de imóveis com as características adequadas para a atividade de armazenamento, atração de investidores que dispõem de instalações vagas em seus portfólios e parcerias com fundos de capital interessados em diversificar. Este último trabalho está a cargo de Marcelo Andrade, empreendedor e consultor de empresas especializado na área de gestão de negócios, fusões e aquisições – também atuou como diretor de multinacionais nos setores industrial e de bens de consumo.

“Ainda abriremos espaço para a entrada de outros operadores de self storage que buscam ganho de escala e maior abrangência geográfica”, afirma Flavio Del Soldato Jr., diretor da Inbox Guarda Tudo. Com essa estratégia, a SS Self Storage terá condições de crescer em? um setor hoje marcado pelo avanço de competidores ligados a fundos de investimento. “São empresas que dispõem de muitas unidades e grande capacidade de divulgação”.

Solução para a falta de espaço

De acordo com a Associação Brasileira de Self Storage, operam atualmente no Brasil 216 unidades, que oferecem 390 mil m² de área locável. O estado de São Paulo concentra o maior número de self storages (103), seguido por Rio de Janeiro (24) e Paraná (14).

Criado na década de 1960 nos EUA, onde reúne mais de 50 mil unidades, o self storage chegou ao Brasil em 1993. Em contraste aos tradicionais guarda-móveis oferecidos por transportadoras, nos quais as pessoas não têm acesso aos seus pertences até decidirem retirá-los, o self storage garante total liberdade para guardar, arrumar e acessar os objetos a qualquer momento. Assim, é bem mais prático e confortável, pois funciona como um complemento da casa ou escritório.

Para quem precisa de espaço, o self storage apresenta uma relação custo/benefício mais interessante do que o aluguel de galpões. Primeiro, porque não existe prazo mínimo de permanência, tampouco cobrança de multas se o contrato for rescindido. Depois, não há gastos com IPTU, condomínio, manutenção e segurança, fora que é possível diminuir ou aumentar o tamanho do box quantas vezes o cliente quiser.

Outra importante vantagem diz respeito à segurança. Ao alugar um espaço, apenas o contratante tem acesso por meio de uma senha ou cartão magnético. E, quando termina de usar o box, basta trancá-lo e levar a chave. Para completar, a contratação de um seguro dos bens por parte dos usuários é obrigatória.

Para mais informações, acesse http://www.selfstorage.com.br

Conheça modelos de negócios de startups que devem crescer acima da média em 2017

O número de startups no Brasil atingiu a casa dos 4.200 e não para de crescer, conforme estimativas da ABStartups (Associação Brasileira de Startups). De acordo com a entidade, sete tendências de negócios para empresas iniciantes deverão bombar em 2017. Entre os destaques, estão as “fintechs”, companhias que atuam com novas tecnologias financeiras, e os apps O2O (online to offline), que utilizam canais online para oferecer serviços presentes no mundo real. Mas também há oportunidades interessantes em áreas como sustentabilidade, saúde e nutrição, inteligência artificial, internet das coisas e até mesmo startups que podem efetivar parcerias com grandes empresas.

Confira alguns exemplos de empresas iniciantes que fazem parte destes nichos de mercado e o que elas projetam para 2017:

Fintech

A contabilidade é um setor tradicional que passa por uma revolução operacional. Contribuindo para descomplicar processos contábeis de rotina, bem como reduzir os custos fixos anuais, a empresa curitibana Contabilizei cresce em ritmo vertiginoso oferecendo um serviço inovador que funciona na nuvem. O sistema desenvolvido pela empresa agrega praticidade e eficiência ao micro e pequeno empreendedor dos setores de serviços e comércio na hora de resolver pendências contábeis das mais diversas, como emissão de nota fiscal eletrônica, controle de resultados e guias on-line de impostos. Em 2016, a empresa teve um crescimento de 140% na sua base de clientes na comparação com o ano anterior. Em maio daquele ano, a Contabilizei conquistou o prêmio de Melhor Negócio B2B da América Latina pelo Latam Founders, considerado o Oscar das Startups. Agora, a Contabilizei trabalha com a expectativa de crescer três vezes mais. Apenas para o primeiro semestre deste ano, deve ampliar sua base de clientes em 120% comparado ao mesmo período do ano passado.

Outra tendência de fintech são os meios de pagamento. Neste cenário, emerge a KiiK, plataforma de adquirência com base mobile, que permite realizar pagamentos por meio de seu aplicativo. Até o final do ano mais de 2 mil estabelecimentos devem aceitar a KiiK como meio de pagamento. Em vez do cliente entregar o cartão de crédito ao lojista, ele seleciona no aplicativo qual o cartão deseja utilizar e a forma de pagamento. Para finalizar a compra, basta aproximar o celular do QR Code gerado pelo estabelecimento ou digitar seu código de identificação e a transação é realizada. Além disso,a KiiK é a primeira fintech brasileira a oferecer pagamento por meio de Chatbot, outra aposta tecnológica das empresas que promete ganhar força em 2017, sobretudo para facilitar ainda mais o dia a dia dos seus usuários. Ao solicitar a conta, o cliente acessa o aplicativo – Telegram ou Messenger do Facebook – que, por meio de geolocalização, entende que está no restaurante e que vai pagar a conta. Então, basta digitar o valor e a cobrança será feita no cartão de crédito do cliente, que já cadastrou o número na plataforma KiiK.

O2O

Um estudo da Associação Brasileira de Serviços Online para Offline (ABO2O) aponta projeção de mais de R$ 1 trilhão em transações nos aplicativos O2O, modelo de negócio que utiliza canais online para oferecer produtos e serviços offline, até 2020. O Vá de Táxi, aplicativo da Porto Seguro para solicitação de táxi, trouxe para o mercado a desburocratização do serviço. Em menos de dois minutos, com alguns cliques, é possível chamar o táxi e o passageiro é atendido em poucos minutos. Antes da tecnologia, o passageiro precisava fazer sinal na rua e esperar que algum profissional o atendesse. Para as empresas, os funcionários precisavam preencher mais de dez espaços no boleto. Sem contar o tempo que as empresas demoravam para repassar os valores das corridas para os profissionais. Agendar táxi, então, era um tiro n’água e muitas vezes as pessoas perdiam seus compromissos. “Projetamos um crescimento de mais de 200% na operação, baseada principalmente, no nosso projeto de expansão para todas as regiões do país”, diz Tatiana Vecchi, CEO da Vá de Táxi.

Sustentabilidade

Aproveitar ao máximo as experiências da vida ao mesmo tempo em que busca cuidar do meio-ambiente é um tipo de comportamento cada vez mais comum, principalmente nas grandes cidades. Uma maneira de diminuir a emissão de gases danosos à atmosfera é aderir a onda do carsharing, um modelo mais econômico e sustentável de transporte. Uma das opções mais populares de carsharing na capital paulista é a Zazcar, primeira empresa de carsharing da América Latina. Com 52 pontos espalhados por São Paulo, a Zazcar permite que o usuário alugue um carro pagando por hora e quilômetros percorridos, sem limitação de horas de uso, em esquema diferente das tradicionais locadoras de veículos em que você precisa fechar uma diária e dizer com antecedência quando devolverá o carro. Todo o processo é feito por meio do aplicativo, desde o cadastro, até o destravamento do veículo. Para este ano, a Zazcar projeta aporte de R$ 7 milhões para aumentar sua frota e o número de postos de retirada de carros. A ideia é adicionar modelos sedãs e esportivos na frota. Adotar o uso do carsharing, além de proporcionar uma economia para o usuário, a prática também diminui o impacto que o uso diário de um veículo próprio causa no meio ambiente.

Outro movimento no setor é liderado pela Strider, empresa de inovações tecnológicas para o mercado agrícola. De olho no compromisso com a sustentabilidade, a startup desenvolve ferramentas que auxiliam no monitoramento ostensivo da lavoura e agilizam o processo de tomada de decisão do agricultor. Graças à precisão tecnológica de identificação de focos de contaminação por pragas, o dono da fazenda faz uma aplicação controlada de agrotóxicos, reduzindo o desperdício de insumos e reduzindo a quantidade de produtos químicos despejados no campo, como ocorre em fazendas que não fazem uso de tecnologia de precisão. A Strider já monitora o maior número de hectares pagos do mundo – são mais de 500 fazendas que aplicam suas ferramentas sobre um território de mais de um milhão de hectares distribuídos por quatro países. Após fechar o ano de 2016 com faturamento 2,5 vezes superior a 2015, a empresa pretende investir, este ano, mais de R$ 4 milhões em novas tecnologias e na expansão de serviços. A meta é crescer três vezes mais.

Saúde e nutrição

Oferecer um novo canal de vendas para as principais farmácias e drogarias do país e, ao mesmo tempo, possibilitar comodidade e as melhores ofertas na compra de medicamentos, produtos para higiene pessoal, cosméticos e suplementos aos consumidores. É com essa proposta que os empreendedores Robson Michel Parzianello e Eduardo Raulino – sócios fundadores da Phamarcy S/A – decidiram criar o Farmácias APP, primeiro marketplace mobile especializado em saúde e beleza com atuação no mercado nacional. Lançado no início do mês, o app oferece a possibilidade de o usuário pesquisar o produto desejado no campo de busca e em seguida comprar diretamente pela plataforma. Atualmente, os usuários do Farmácias APP conseguem efetuar os pedidos nas redes Drogaria São Paulo, Drogaria Pacheco, Época Cosméticos, Bel Col, Homeopatia Brasil e Vitalis Pharma (farmácia de manipulação). “Nos próximos meses, a expectativa é de que mais farmácias, drogarias e redes varejistas sejam incorporadas ao sistema. Em uma projeção conservadora, esperamos que 1 milhão de usuários baixem o aplicativo até o final de 2017”, afirma Robson Michel Parzianello.

Inteligência artificial

Nos últimos anos, a Inteligência Artificial deixou de ser algo distante da realidade, exclusivo de filmes de ficção científica ou privilégio de grandes empresas de TI. Uma das ferramentas que utilizam tal tecnologia são os chatbots, um programa de computador que faz a interação na conversa com pessoas, simulando um atendimento humano. A Nama é a primeira empresa no país a desenvolver um sistema próprio de Inteligência Artificial (I.A.) para robôs de atendimento e oferece ao mercado uma plataforma de chatbots prontos para automatizar serviços e tarefas, informar, vender e auxiliar, tudo de forma natural, independente do canal (Facebook Messenger, Chat na Web, Telegram, etc.). Segundo o Bank Of America Merrill Lynch, o segmento de chatbots deve movimentar até US$ 153 bilhões até 2020 no mundo. Com a Nama, qualquer empresa pode oferecer ao público um atendimento omnichannel, uniforme e 24/7. A startup já tem como clientes o banco Bradesco, a gigante de telecomunicações Accenture e está lançando nas próximas semanas o seu primeiro case público: um atendente virtual para que o cidadão agende serviços no Poupatempo, programa do Governo do Estado de São Paulo. Para 2017, a empresa espera registrar crescimento de 300% na venda de soluções em chatbot em relação ao ano passado.

Internet das coisas
Ferramentas de analytics para o varejo físico como a Seed Digital se consolidou no mercado e vem ajudando os grandes varejistas a identificar as suas deficiências e otimizar sua gestão de taxa de conversão, através da análise fluxo de pessoas em lojas de rua e shoppings. A empresa pode analisar, por exemplo, a audiência de vitrines para analisar a atratividade sobre as pessoas que transitam próximo ao estabelecimento. É possível conhecer o sexo e o perfil de quem a vitrine chamou mais ou menos atenção e também saber quem entrou na loja depois de olhar para a vitrine. A expectativa de crescimento da empresa para 2017 é de 50%.

Parceria com grandes empresas

O Rapiddo, startup de delivery on-demand por meio de frota de motos, carros e bicicletas, firmou parceria com uma das maiores empresas brasileiras de logística integrada, a Modern Logistics, com o objetivo de unir a expertise de ambas empresas inovadoras para estruturar uma plataforma de distribuição nacional. A Modern possui avançados centros de distribuição (CD), espalhados estrategicamente pelo país, inclusive integrados à malha aérea, com frota própria de aeronaves cargueiras. Com o Rapiddo, esta estrutura vai se beneficiar da capilaridade e a avançada tecnologia desenvolvidas pela startup, sobretudo no que diz respeito à logística de última milha, um serviço ainda carente nas cidades brasileiras, que retarda, principalmente, o desenvolvimento do setor de e-commerce e dificulta o surgimento de novos modelos de comercialização, que possam ser mais adequados às dimensões continentais do país. Com essa parceria, será possível combinar a frota de entregadores em nuvem do Rapiddo com a infraestrutura multimmoodal da Modern, oferecendo uma solução de impacto para o setor. “Este ano queremos crescer 250%. O que tornará isso possível é a expansão do nosso serviço para restaurantes e também a estruturação de um serviço com foco em e-commerce”, afirma Guilherme Bonifácio, CEO do Rapiddo.

Centro Universitário São Camilo abre vagas para pessoas com deficiência

O Centro Universitário São Camilo está com vagas abertas para pessoas com deficiência nos cargos de ascensorista, controlador de acesso e inspetor de alunos nos campi Pompéia e Ipiranga e no Promove (centro de atendimento à população).

Para se candidatar é necessário ter ensino médio completo, residir próximo a um dos campus e ter disponibilidade de atuação. É desejável ter experiência em atendimento ao público.

Os interessados devem enviar currículo para o e-mail selecao@saocamilo-sp.br

Os cargos apresentam salário a partir de R$ 1.400,00 e benefícios como VR, VT, convênio médico, plano odontológico, seguro de vida, convênio com farmácias e bolsa de estudos (exceto para o curso de medicina).

Infracommerce inicia operação de e-commerce do grupo 3Corações

A Infracommerce, empresa de Full Service para e-commerce na América Latina, iniciou a operação do canal de vendas online do Grupo 3corações, líder nacional no segmento de café torrado e moído. Com o acordo, a empresa passa a ser a responsável pela plataforma, operação, logística e SAC do canal.

Neste primeiro momento, a empresa ficará à frente da página de TRES, marca do Grupo 3corações para máquinas de cafés espresso e multibebidas. A expectativa é melhorar a capilaridade de vendas de cápsulas e acessórios, colocando à disposição dos clientes uma vitrine completa de produtos da marca. A vantagem do e-commerce é que o consumidor pode ter acesso a todos os itens, desde acessórios até os mais variados sabores de cápsulas, assim como a linha completa de máquinas multibebidas, em um só lugar.

Comprando pelo site, o cliente ainda pode ver as promoções e descontos exclusivos em máquinas e combos especiais, assim como lançamentos de linhas de cafés. Além disso, a loja dispõe de um programa de fidelidade, o Clube TRES, que oferece aos participantes descontos progressivos nas compras de cápsulas e vantagens personalizadas, com valores diferenciados para os sabores preferidos do consumidor ou no mês de seu aniversário.

Segundo Thiago Alves, head de e-commerce do Grupo 3corações, a disponibilidade de produtos e o encantamento do cliente são as principais preocupações da operação do site. Dessa forma, além das vantagens oferecidas pelo canal, a empresa ainda investe constantemente em testes de usabilidade e ferramentas de comunicação para que a experiência de compra do usuário seja sempre a melhor possível. “A integração do canal com a solução full service da Infracommerce nos auxilia bastante no cumprimento dessa meta”, explica.

Hoje, a TRES conta com cinco modelos de máquinas (Mimo, Modo, Versa, Gesto e Serv) e 20 sabores de bebidas já consolidados no mercado, que incluem cafés espressos, filtrados, cappuccinos, chás e outras bebidas quentes, como chocolatto caramello e chai latte. A loja online ainda oferece acessórios como xícaras e porta-cápsulas.