Startup movimenta R$ 20 bilhões com ecommerce de veículos seminovos

São Paulo – A startup AutoAvaliar, plataforma de comercialização de veículos entre concessionárias e lojistas, deve fechar o ano com uma movimentação da ordem de R$ 20 bilhões com o repasse online de automóveis usados no País.

De janeiro a dezembro de 2017, já foram vendidos cerca de 96 mil veículos no pregão online da empresa, o que representa uma venda a cada cinco minutos. A plataforma B2B da AutoAvaliar é utilizada atualmente em mais de 2,5 mil concessionárias e cerca de 20 mil revendedores multimarcas no Brasil.

O repasse online de seminovos é atualmente uma estratégia utilizada pelo varejo automobilístico para ampliar seus negócios no Brasil, em paralelo com as vendas de zero quilômetro.

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Trabalhador intermitente é mulher e tem até 29 anos

Os trabalhadores intermitentes brasileiros contratados no mês de novembro têm, em sua maioria, até 29 anos, ensino médio completo e são principalmente mulheres. Estão concentrados nas regiões Sudeste e Nordeste e atuam, em grande parte dos casos, como assistentes de vendas. Ainda não há dados disponíveis sobre a remuneração desses trabalhadores.

Os dados foram detalhados nesta quarta-feira, 27, pelo Ministério do Trabalho a partir dos primeiros contratos intermitentes firmados após a entrada em vigor da reforma trabalhista. O trabalho intermitente é aquele que permite à empresa convocar os trabalhadores quando se é necessário, remunerando-os pelas horas cumpridas.

O saldo de contratos intermitentes foi positivo em 3.067 vagas em novembro. De acordo com o coordenador-geral de Estatísticas da pasta, Mário Magalhães, houve forte contratação de trabalhadores no regime intermitente por conta da Black Friday. Segundo ele, uma única grande rede de comércio de móveis e eletrodomésticos anunciou a contratação de 1,2 mil pessoas nessa modalidade.

Segundo os dados do Ministério do Trabalho, o comércio abriu 2.822 novas vagas de empregos intermitentes, ou 92% do saldo total. Desses, 2.749 são assistentes de vendas. Os serviços foram responsáveis por outros 185 novos postos. As contratações de intermitentes ficaram concentradas no Sudeste (1.305 novas vagas) e no Nordeste (1.244 postos), mas com características diferenciadas. No Sudeste, por exemplo, os contratos dessa modalidade ficaram concentrados em Minas Gerais (408) e São Paulo (782), enquanto ficaram espalhados entre os Estados nordestinos.

Ainda de acordo com a pasta, 54% dos trabalhadores intermitentes contratados em novembro são mulheres, contra 46% de homens. Mais de 2,1 mil têm até 29 anos, ou 69% do total, enquanto apenas 3% têm 50 anos ou mais. Pela escolaridade, é possível verificar que os contratos intermitentes são mais comuns no caso de trabalhadores que têm até o ensino médio completo (86%). Apenas 8% dos empregados nessa modalidade têm ensino superior, e 7% têm até o ensino fundamental completo.

Remuneração

Magalhães explicou que a pasta ainda não tem dados detalhados sobre a remuneração dos trabalhadores intermitentes. Há inclusive empresas com dificuldades em inserir os dados da maneira correta – a orientação é informar o salário-hora do empregado, o que será reforçado junto às companhias. O técnico admitiu, porém, que as estatísticas poderão acabar incorporando contratos ativos sem que o trabalhador tenha exercido de fato a atividade, uma vez que o Caged não detecta se e quanto o empregado recebeu por aquele contrato. “Pode ocorrer, mas não é a regra”, minimizou.

Confiram empresas que têm vagas de estágio e trainee

Procurando uma vaga de estágio ou trainee? Confira as oportunidades disponíveis nos programas com inscrições abertas em ordem crescente de término do prazo.

Acesso – trainee
As vagas são para a área de business /produto, vendas, marketing e relacionamento com clientes – e TI. Para as oportunidades de TI os estudantes devem estar cursando tecnologia de informação (e outros cursos relacionados) e para as vagas de business serão aceitos estudantes de todos os cursos de graduação. Em todo os casos, a preferência é por recém-formados, com até dois anos de graduação (entre dezembro de 2015 e dezembro de 2017). Os selecionados começam a trabalhar em janeiro.

Salário: de 3.600 reais , vale-refeição de 26 reais e vale-alimentação de 200 reais/mês, assistência médica, assistência odontológica, estacionamento ou vale transporte e seguro de vida.
Inscrições: até 5 de janeiro na plataforma Eureca

WTC Business Club – estágio
Os candidatos devem estudar entre o 2º e o 6º período de cursos voltados para gestão e negócios, tais como administração, comércio exterior, economia, publicidade e propaganda, relações internacionais, relações públicas e marketing. As oportunidades são para a cidade de São Paulo.

Salário: não informado
Inscrições: até 5 de janeiro, enviando currículo para processoseletivo@wtcclub.com.br

McDonald’s – estágio
As sete vagas disponíveis são para o escritório do McDonald’s localizado em Alphaville (SP): uma de finanças (contabilidade), quatro de marketing, uma de sistemas de informação, e duas de manutenção e equipamentos. Podem participar da seleção candidatos com previsão de formação superior entre julho de 2019 e julho de 2020 em cursos de desenvolvimento de sistemas, marketing, engenharia, relações internacionais, contabilidade, administração e cursos relacionados. Conhecimento em pacote Office e disponibilidade para começar o estágio no mês de fevereiro de 2018 são requisitos.

Salário: 1.500 reais, com auxílio transporte de 275 reais, ticket restaurante de 600 reais, fretado ou estacionamento, seguro de vida, convênio médico e academia.
Inscrições: até 7 de janeiro pelo site Eureca

OdontoPrev – estágio
A companhia busca estudantes que estejam cursando o penúltimo ou o último ano de bacharelado em administração, odontologia, engenharias, direito, psicologia, ciência da computação e análise de sistemas. O local das vagas é Barueri (Alphaville). As vagas são para as áreas de governança em TI, jurídico, auditoria clínica (odontologia), marketing, recursos humanos e financeiro.

Salário: não informado
Inscrições: até 12 de janeiro pelo site da empresa

Vernalha Guimarães & Pereira Advogados (VG&P) – trainee
As oportunidades são para advogados com até dois anos de formado (Graduação em Direito (entre dezembro de 2015 e dezembro de 2017) com registro na OAB, que tenham interesse em ingressar na carreira da advocacia empresarial. Aprovados vão trabalhar em Curitiba (PR).

Salário: 4 mil reais para o primeiro ano e 5 mil reais para o segundo ano. Benefícios: vale refeição, auxílio-transporte ou estacionamento, plano de saúde, bolsa educação anual de mil reais para participação em congressos e eventos que contribuam para o programa, além de treinamentos internos de desenvolvimento e capacitação profissional.
Inscrições: até 14 de janeiro pelo site do VG&P

AngloGold Ashanti – estágio
São aceitos estudantes dos cursos de engenharia civil, engenharia de minas, engenharia química, engenharia elétrica, direito, engenharia de produção, engenharia ambiental, engenharia de controle e automação, engenharia mecânica, geologia, geografia, comércio exterior, economia, história, comunicação, administração, sistemas de informação, psicologia ou nutrição. É preciso ter disponibilidade para trabalhar nas cidades de Santa Bárbara (MG), Caeté (MG), Sabará (MG) e Nova Lima (MG). Também é requisito estar estudando a partir do 4º período com previsão de formatura no mínimo em dezembro de 2018.

Salário: 1.000 reais
Inscrições: até 21 de janeiro pelo site VAGAS.com

Embraer – trainee
Para participar do programa, é preciso ter formação universitária concluída entre julho de 2015 e dezembro de 2017, em cursos às áreas de negócio que têm vagas, como de recursos humanos, financeira, operações (TI, Suprimentos, CSI, PCP), tecnologia, mercado de defesa & segurança e inovação. O programa dura um ano e meio e começa no dia 19 de abril de 2018.

Salário: não informado
Inscrições: até 22 de janeiro de 2018 pelo site da Embraer ou da Cia de Talentos

Heineken – estágio
A empresa oferece oportunidades para estudantes que estejam no antepenúltimo ou penúltimo ano letivo de diversos cursos. Há vagas para São Paulo (SP), Itu (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Alagoinhas (BA), Alexânia (GO), Benevides (PA), Caxias (MA), Igarassu (PE), Igrejinha (RS) e Recife (PE). Entre as áreas de atuação estão marketing, assuntos corporativos, recursos humanos, produção e logística, finanças e vendas. Todos os participantes precisam ter inglês avançado.

Salário: não informado
Inscrições: até 22 de janeiro pelo site da 99jobs

Amgen – estágio
A empresa busca universitários com previsão de formatura entre dezembro de 2019 e dezembro de 2020. Os cursos mirados são farmácia, administração, engenharia, biomedicina, biologia, marketing, relações públicas, publicidade e propaganda, comunicação social, jornalismo, letras, psicologia e turismo. Os candidatos devem ter inglês avançado e domínio do pacote Office. As vagas são para atuar na sede administrativa, localizada na cidade de São Paulo, e também na unidade fabril em Taboão da Serra.

Salário: não informado
Inscrições: até 28 de janeiro pelo site da Page Talent

Amazon – estágio
Há 48 vagas em diversas áreas para trabalhar em São Paulo.

Salário: 1.900 reais e benefícios.
Inscrições: até 31 de janeiro pelo site da Companhia de Estágios

Yara- estágio
Em seu programa de estágio são 25 vagas para cidades de São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS). As vagas são para todas as áreas. O início do estágio será em fevereiro.

Salário: não informado
Inscrições: até 31 de janeiro pelo site da Companhia de Estágios

BASF – estágio
São 60 vagas de estágio para diversas áreas e cursos em São Paulo (Morumbi e ABC). As oportunidades são para estudantes de direito, psicologia, marketing, matemática, administração, contábeis, química, farmácia, publicidade, biblioteconomia, todas as engenharias, entre outras áreas.

Salário: de 1.521 reais a 2.226 reais
Inscrições: até 31 de janeiro pelo site da Companhia de Estágios

Unicasa –trainee
Os candidatos devem ter graduação entre 2014 e 2016 nos cursos de administração, publicidade, engenharia, economia, marketing, relações internacionais e comércio exterior, disponibilidade para viajar e residir em qualquer região do Brasil. O programa acontece durante três meses em Bento Gonçalves, sede da empresa.

Salário: 3 mil reais, plano de saúde, programa de auxílio educação, ajuda de custo para despesas (alimentação, hospedagem, locomoção), moradia e transporte.
Inscrições: pelo site de trainees. O prazo não foi informado. Uma vez encerradas as inscrições, a Unicasa informa que mantém aberto o cadastro de currículos via site – os novos currículos inseridos após o período de inscrições entram em um banco de dados.

JLT – estágio
A empresa busca estudantes dos cursos de administração, economia, ciências atuariais, direito, relações internacionais, engenharia, contabilidade e psicologia. As áreas disponíveis são backoffice, internacional, comercial e técnica. É preciso ter previsão de formatura para dezembro de 2018 e inglês fluente. As vagas são para Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).

Salário: não informado
Inscrições: pelo site da empresa. O prazo não foi informado.

Citi – estágio
Há diversas vagas pontuais que vão sendo abertas durante todo o ano em várias áreas do banco. Podem se candidatar estudantes do ensino superior cursando a partir do segundo ano, com formação entre dezembro de 2018 e dezembro de 2020. É preciso ter nível de inglês a partir do intermediário.

Salário: não informado
Inscrições: o ano todo pelo site da Across

Ipiranga- estágio
O programa de estágio acontece durante todo o ano, conforme o surgimento de oportunidades.As inscrições estão sempre abertas, com oportunidades para estudantes do penúltimo ou último ano do ensino superior e último ano do curso técnico.

Salário: não informado
Inscrições: o ano todo pelo site da Ipiranga

Itaú Unibanco – estágio
As oportunidades são para atuar na área corporativa do banco. Os estudantes devem estar cursando a partir do antepenúltimo ano de cursos de exatas e humanas.

Salário: não informado
Inscrições: o ano todo pelo site do Itaú Unibanco

Grupo Muffato gerou mais de mil empregos em 2017

O Grupo Muffato – quinta maior rede de supermercados do país – gerou 1.200 empregos diretos e 200 indiretos em 2017 com a abertura de quatro novas lojas e a repaginação e ampliação de outras duas.

Mesmo em um ano marcado pelos altos e baixos da economia do país, o Grupo manteve seus planos de crescimento. “Uma das características do Grupo é a resiliência. Decidimos não recuar diante da situação econômica desfavorável e seguir adiante com os planos de expansão traçados para este ano, gerando 1.400 empregos entre diretos e indiretos”, comenta o diretor Everton Muffato.

A rede abriu três novas lojas sob a bandeira Super Muffato (supermercados e hipermercados) nas cidades de Birigui (SP), Londrina (PR) e Maringá (PR) e uma unidade do Max Atacadista – bandeira de atacarejo do Grupo – em São José dos Pinhais, também no Paraná. “A unidade de Birigui foi nossa sexta loja no interior de São Paulo e a de Maringá nossa segunda loja no conceito gourmet”, explica Everton.

Além das quatro inaugurações, o Grupo também ampliou e repaginou as unidades do Super Muffato da Avenida João Paulino em Maringá, que ganhou 55% mais espaço e do Parque Shopping em Presidente Prudente (SP).

Com as novas unidades, o Grupo Muffato encerra o ano com 53 lojas e 12,5 mil colaboradores diretos, além de gerar 4,7 mil empregos indiretos. “Sabemos da nossa imensa responsabilidade, afinal são mais de 17 mil famílias que direta ou indiretamente dependem da capacidade do Grupo de gerar emprego e renda, contribuindo para o desenvolvimento das cidades onde atuamos”, afirma Everton.

Para 2018, a rede pretende continuar investindo em novas unidades e também na modernização e ampliação de algumas lojas. Um dos investimentos já anunciados pelo Grupo é a construção de mais um Max Atacadista em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, cuja inauguração está prevista para o segundo trimestre do ano que vem. “Temos muitas novidades que ainda não podemos antecipar, mas o processo de expansão consolidada continua forte, sem, contudo, perder o foco. Somos uma empresa de pessoas para pessoas cuja proposta é oferecer uma experiência única de compras aos nossos clientes”, conclui Everton.

Via Varejo leva negócio online para lojas físicas a partir de fevereiro

A operação de marketplace no site do Ponto Frio e da Casas Bahia, que formam a Via Varejo, concentra pelo menos 1,5 milhão de itens, oferecidos por 3,1 mil lojistas. Já uma loja de uma das marcas tem, em média, entre 5 mil e 10 mil produtos, dependendo do tamanho e da área de atuação. A partir de fevereiro, porém, a empresa pretende levar o pacote de fornecedores do mundo virtual para o mundo real.

A companhia está em fase de ajustes de um ambiente virtual exclusivo para atender aos clientes que ainda preferem sair de casa para comprar uma geladeira ou uma panela de pressão em vez usar o computador ou o smartphone. A proposta é que os lojistas ofereçam aos consumidores a mesma quantidade de itens da operação on-line, que concentra milhares de lojas sob as duas bandeiras da Via Varejo.

Se o catálogo do Ponto Frio ou da Casas Bahia não tiver para venda, por exemplo, um aparelho de jantar de uma determinada marca ou uma capinha de celular buscada pelo cliente, o vendedor da loja física vai procurar no marketplace desenvolvido especificamente para atender às lojas físicas e oferecer as alternativas, como uma espécie de multicanal de vendas, ou um catálogo eletrônico.

Paulo Madureira, diretor de soluções e serviços da Via Varejo, conta que a operação de marketplace tem sido uma grande aposta para o grupo e que a ideia é aumentar ainda mais esse potencial. Além de levar a variedade de itens do site para as lojas físicas, o objetivo é aumentar a oferta de serviços para os lojistas, exatamente como é feito há dois anos com a empresa HP. A Via Varejo é responsável pela venda e pelo pós-venda, ou seja, também entrega o produto.

“Podemos ampliar nossa plataforma logística, ganhar ainda mais escala e aumentar os ganhos para os lojistas que integram o nosso marketplace”, diz Madureira. Com isso, a Via Varejo passaria a ter em seus centros de distribuição os itens oferecidos pelos lojistas, em vez de as compras serem despachadas por esses parceiros.

Para os lojistas, a ampliação de canais de distribuição pode representar um maior contato com os consumidores, além de dar maior visibilidade à marca. Por outro lado, se o controle da Via Varejo não for muito rigoroso, a experiência do cliente pode ser tão ruim que há o risco de desistência não só daquela compra, mas de negócios futuros. “Hoje, fazemos um acompanhamento em tempo real das vendas no nosso marketplace”, diz o diretor da Via Varejo. “Se um lojista recebe um determinado volume de pedidos e começa a ter picos, precisamos entender se é apenas uma promoção pontual que atraiu mais consumidores e se ele terá condições de cumprir, de fato, a entrega.”

O controle do lojista, segundo Madureira, começa ainda nos primeiros contatos. Cerca de 80% desses parceiros são micro, pequenos e médios lojistas, com faturamentos que variam de R$ 40 mil a R$ 70 mil. Além de saber que tipo de produto pode interessar aos clientes das duas bandeiras da Via Varejo, a empresa avalia se ele tem escala para cumprir com os pedidos e qual é a sua situação tributária e legal. Problemas com o CNPJ ou débitos com a Receita Federal desqualificam os interessados. A companhia também analisa as queixas contra o lojista junto aos Procons e no site Reclame Aqui. Quem for mal avaliado não consegue fazer parte do time.

A Via Varejo costuma acompanhar as tendências de consumo para encontrar novos lojistas. Um exemplo que a empresa gosta de citar é o spinner, espécie de disco girado no dedo que fez sucesso com a garotada. “Foi uma febre, vendeu muito. Por isso precisamos reforçar as fontes de abastecimento. Em média, esse processo para que um novo lojista integre o marketplace leva de duas semanas a um mês”, afirma executivo.

Madureira garante que a Via Varejo tem uma boa cobertura com a atual oferta de lojistas e produtos, mas sabe que não pode descuidar. “É o tipo de negócio em que precisamos associar a oferta de itens com preço e qualidade”, lembra. Apesar de estar perto de começar a oferecer o catálogo virtual nas lojas do Ponto Frio e da Casas Bahia, o diretor não divulga a projeção de aumento de vendas, tanto nas lojas físicas quanto no marketplace.

Rei do Mate moderniza meio de pagamento

O Rei do Mate, maior casa de mate do país, está modernizando o método de pagamento para seus clientes e irá permitir que os pedidos sejam pagos pelo celular, através do sistema de pagamento digital móvel do Google, o Android Pay. A ferramenta foi lançada no dia 7 de novembro no país, e a rede de cafeterias é uma das primeiras a oferecer o serviço em suas lojas. “Acredito que o Android Pay é um meio de pagamento que veio para ficar e aumentar o leque de opções como uma alternativa rápida e segura para o público”, afirma Antônio Carlos Nasraui, diretor comercial de marketing do Rei do Mate.

Para utilizar o novo método, os usuários de smartphones, com o sistema operacional Android, cadastram seus cartões de crédito e/ou débito no aplicativo e na hora do pagamento, basta aproximar o aparelho dos terminais de pagamentos equipados com a tecnologia NFC, que permite a troca de informações sem fio e de forma segura entre dispositivos compatíveis que estejam próximos.

As lojas que disponibilizam o serviço estão identificadas com um adesivo próximo ao caixa.

Principal meta dos brasileiros para 2018 é juntar dinheiro

Os brasileiros chegaram ao fim de 2017 com a sensação de que o auge da recessão mais grave enfrentada pelo país já ficou para trás. Porém, ainda é tempo de contabilizar perdas e mudanças na gestão do orçamento familiar impostas pela crise. Assim, 2018 traz otimismo, mas também cautela. O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) pesquisaram quais são as expectativas e projetos dos brasileiros para 2018 e mostram que, mais da metade dos brasileiros (54%) estão mais otimistas com o cenário econômico de 2018 e 58% acreditam que a sua vida financeira também será melhor. A pesquisa mostra que as principais metas financeiras para este ano são juntar dinheiro (45%) e sair do vermelho (27%).

Porém, em uma nota que vai de 1 a 10, onde 1 é muito ruim e 10 é muito bom, a expectativa para a economia brasileira para 2018 é de 5,7 e a da vida financeira pessoal é de 6,7. Entre os que acham que a situação da economia vai piorar (13%), as principais consequências serão ter de evitar gastos com coisas desnecessárias para guardar dinheiro (54%), comprar menos (45%) e ficará mais difícil de economizar e fazer reserva financeira (41%). Já 19% acreditam que o cenário econômico em 2018 será igual a 2017.

Como medida para superar os problemas decorrentes da crise econômica em 2018, a maior parte dos entrevistados deve evitar o uso do cartão de crédito (26%), organizar as contas da casa (25%) e aumentar a renda fazendo trabalhos extras (22%).

De acordo com o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro, a insegurança de parte significativa dos brasileiros é resultado de uma combinação de fatores. “De um lado, o cenário de incerteza em relação a eleição presidencial que se aproxima, com alto grau de imprevisibilidade e que também afeta a percepção do mercado; do outro, a lentidão do país para superar os obstáculos que impedem a retomada da atividade econômica, situação agravada pelos níveis de desemprego ainda elevados”, afirma Pellizzaro. “Fica a impressão de que a qualquer momento é possível ter de enfrentar uma demissão, por exemplo. Isso só vai mudar a médio prazo, à medida que as pessoas forem sentindo a melhora dos indicadores econômicos no dia a dia”.

Em 2018, apesar dos problemas econômicos do país, 38% não gostariam de abrir mão de fazer uma reserva financeira, 29% não querem abrir mão dos planos de celular e internet e 23% do plano de saúde. Segundo os entrevistados, os principais fatores que podem influenciar o aumento do seu consumo no ano que se inicia são o preço dos produtos (47%), as promoções (40%) e a melhora na economia (32%).

O levantamento do SPC Brasil mostra ainda que em 2018, pensando na vida financeira, 44% pretendem fazer alguma reserva, 14% querem financiar uma casa própria e 12% pretendem financiar um automóvel.

Entre os principais temores para 2018 estão possíveis problemas de saúde (40%), ser vítima de violência ou assalto (32%) e não conseguir pagar as dívidas (31%). A corrupção foi lembrada, sendo para 86% dos brasileiros, o problema mais importante do País a ser resolvido em 2018, seguida pela crise econômica (61%), a violência (58%), saúde (47%), educação (41%), e o desemprego (37%).

Retrospectiva 2017: 85% dos brasileiros tiveram que fazer cortes no orçamento

Se 2018 começa com boas expectativas para a economia do Brasil e para a vida financeira pessoal, o ano que passou deixou más lembranças na vida dos consumidores: para 55% dos entrevistados a economia piorou em 2017 se comparada a 2016 e apenas 13% acham que ela melhorou.

Considerando as finanças pessoais, quatro em cada dez (41%) afirmam que também piorou na mesma base de comparação. Dentre os principais motivos, os mais citados são o aumento do valor de produtos e serviços sem o aumento paralelo dos rendimentos (55%), a diminuição da renda familiar (31%) e o endividamento (28%). Entre os 20% que acreditam que melhorou, os principais fatores são ter conseguido organizar o orçamento (36%), porque mais pessoas da casa estão trabalhando (20%) e porque seus negócios prosperaram (18%).

A pesquisa mostra que 85% tiveram que fazer cortes ou ajustes no orçamento em 2017, principalmente as refeições fora de casa (63%), a compra de itens e vestuário, calçados e acessórios (56%), e itens supérfluos de supermercado (49%).

Segundo a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o aumento dos níveis de consumo estará em grande parte associado à criação de postos de trabalho e à melhora da atividade econômica, como um todo. “O consumo está começando a reagir, mas a intensidade dessa reação dependerá da volta dos investimentos e das políticas de combate ao desemprego. Só assim a confiança do consumidor poderá ser reestabelecida”, avalia.

Dívida dos brasileiros inadimplentes em 2017 chegou ao valor médio de R$ 3.902

Ao final do ano de 2017, aproximadamente 59,9 milhões de brasileiros estavam negativados, segundo estimativa do SPC Brasil. Entre os consumidores que ficaram com o nome sujo ao longo de 2017 (17%), 81% possuem parcelas no cartão de crédito pendentes, 69% estão com dívidas vencidas no cartão de lojas e 67% com parcelas pendentes em carnês ou boletos. As contas que estão a mais tempo sem pagar são as parcelas do cartão de crédito (9 meses, em média) e as dívidas do cartão de lojas (média de 8,6 meses). E as que estão a menos tempo são as contas do telefone (2,7 meses) e a de água e luz (1,6 meses).

Em média, o valor total da dívida em atraso é de R$ 3.902, entretanto, 57% não souberam declarar o valor. Cerca de 34% pretendem limpar o nome, mas não têm uma previsão definida. Entre quem pretende limpar o nome em 2018, a média de tempo prevista para efetuar os pagamentos e sair da lista de negativados é de quatro a cinco meses.

Para a economista, os brasileiros tiveram que fazer sacrifícios e mudanças para lidar com a crise, o que impactou diretamente os hábitos de consumo. “Muitas pessoas viram suas contas fugirem ao controle, ocasionando o endividamento e uma série de dificuldades financeiras. Ao mesmo tempo, aqueles que planejaram os gastos e organizaram as finanças atravessaram este período de forma menos atribulada. Essa atitude faz toda a diferença na gestão das contas o dia a dia”, explica Kawauti.

Em relação ao emprego, 35% consideram-se estáveis em seus cargos. Entre os 19% que estão desempregados atualmente, 49% estão nessa situação há mais de um ano, sendo a média de 10 meses sem trabalho.

74% realizaram pelo menos um projeto que tinham para 2017

O levantamento ainda mostra que 74% conseguiram realizar pelo menos um projeto que tinham para 2017, sendo que os principais são: cuidar da saúde (24%), ter mais tempo livre para o que gostam (15%) e poupar dinheiro (13%).

Já 94% não conseguiram realizar pelo menos algum projeto que haviam planejado para o ano passado, principalmente juntar dinheiro (35%), fazer uma grande viagem (25%) e conseguir pagar as contas atrasadas (25%). Perguntados sobre os motivos para não conseguirem cumprir estes os planos, os preços altos (41%), a quantidade restrita de dinheiro já direcionada ao pagamento das contas mensais (41%), o desemprego (18%) e a falta de organização financeira (17%) foram os mais citados.