Preços de remédios podem cair até 80% com pacto entre países do Mercosul

Pacto entre ministros da Saúde do Mercosul, assinado no dia 16, irá reduzir em até 80% o preço de medicamentos de alto custo. A compra conjunta garantirá maior oferta de tratamentos à população dos países que integram o bloco econômico.

Alguns medicamentos estão na lista para uma próxima compra conjunta entre os países, como o Eculizumabe, que é um dos remédios mais caros e mais demandados, via judicial, no SUS (Sistema Único de Saúde), o Trastuzumabe, Rituximabe e toda a linha dos Mabes, indicadas para o tratamento de artrite reumatoide e câncer.

Em 2015, o governo brasileiro realizou, pela primeira vez, a compra do medicamento Darunavir – usado para o tratamento do HIV, junto à Venezuela, Chile, Uruguai, Argentina, Paraguai, Peru e Suriname. Na ocasião, os países conseguiram uma economia de 83% com a negociação realizada. Somente para o Brasil, que já registrava um dos menores preços do bloco, de US$ 2,98 por unidade, a aquisição representou uma redução de US$ 14,2 milhões.

Auditoria também é importante para as pequenas empresas

Fundada em 1994, a Fhom Alimentos, de Marisa Castaldelli Vidoz é auditada há pelo menos 12 anos. “Começamos a fazer marcas próprias para duas redes de supermercados e a realização de auditoria anual – é exigência desses clientes”, conta.

A empresária diz que a auditoria contábil é feita por empresa terceirizada, por ser um trabalho minucioso, que segue muitas leis, dificultando que seja realizado internamente.

“Além disso, a legislação muda com frequência, complicando ainda mais o processo. Já aconteceu de mandarmos mercadoria para Minas Gerais e os produtos retornarem porque havia mudado a tributação do Estado e ninguém nos avisou. Às vezes, em um mesmo Estado as regras variam conforme a atividade da empresa. É tudo muito complexo.”

O fato de ser um processo intrincado, porém, não pode desencorajar pequenas empresas a adotar essa prática. “A auditoria é uma forma de conferir se o que a empresa está fazendo na esfera contábil e fiscal está correto”, diz o diretor da Direto Contabilidade, Gestão e Consultoria, Silvinei Toffanin.

Segundo ele, o resultado pode apontar tanto a oportunidade de restituição de impostos quanto constatar pendências e obrigações que não estão sendo cumpridas corretamente.

O consultor afirma que a empresa pode correr risco tributário por não cumprir coisas simples. Como exemplo, cita um problema comum que ocorre na área trabalhista e está relacionado à alimentação da equipe.

“Para não ter problemas, basta que o empresário faça um comunicado no site do Programa de Alimentação do Trabalhador, do Ministério do Trabalho, informando que está aderindo a este programa. Caso não faça, todo o investimento feito com refeitório ou vale refeição será considerado salário e irá gerar base de cálculo para o INSS. São detalhes desse tipo que a auditoria ajuda a identificar”, explica.

Por meio dos resultados obtidos com auditoria é possível criar cenários para a empresa, fazer projeção futura e melhorar o resultado, ressalta Toffanin. “Além disso, é uma forma de implantar governança transparente nas empresas que estão crescendo e um requisito para atender empresas de grande porte.”

Líder de auditoria da Grant Thornton, Daniel Maranhão acrescenta que o descontrole financeiro e contábil pode levar uma empresas a fechar as portas. “Por outro lado, o controle financeiro adequado produz informações confiáveis e ágeis que são essenciais para a gestão e tomada de decisão.”

Segundo ele, realizar auditoria pode criar bases para a empresa sobreviver em um mercado cada vez mais competitivo, além de facilitar o acesso às instituições financeiras e dar mais segurança na prestação de informações tributárias ao Fisco.

Maranhão afirma que ter dados confiáveis das áreas financeira e contábil, também agiliza o processo para receber investimento ou para vender o negócio. “A transparência e credibilidade são valores indispensáveis para qualquer organização, independentemente de seu porte.”

Passar credibilidade a potenciais investidores foi um dos motivos que pesaram na decisão dos fundadores da Mais Energia Soluções Energéticas de fazer auditoria a partir de 2015, após o primeiro ano de atividade.

“Nosso objetivo foi aumentar a credibilidade do negócio perante fornecedores, clientes e potenciais investidores”, diz o diretor, Fábio Cabral.

O empresário ressalta que a prática proporcionou a implantação de processos e controles voltados à organização e rastreabilidade de movimentações financeiras e de documentos. “Isso facilita a conferência ao final de cada exercício. Também inserimos boas práticas do mercado, sugeridas pelos auditores.”

Segundo ele, no final deste ano a empresa vai implantar rotina bimestral para a realização de auditoria interna, com o objetivo de corrigir eventuais erros durante o exercício e facilitar o trabalho da auditoria anual.

Toffanin conta que ao término da auditoria é gerado um balanço com os dados de antes e depois da conclusão do trabalho. “Se o empresário seguir as orientações dadas pelo consultor externo, no ano seguinte poderá realizar auditoria interna sem a necessidade de contratar uma empresa especializada, basta que siga atentamente as alterações na legislação para fazendo as adaptações.”

Ele afirma que a pessoa que for destacada para fazer auditoria interna deve se dedicar somente a esta função. “No máximo, essa pessoa pode cuidar também da área de compliance, por regra de controle, porque esse funcionário precisa manter a isenção total sobre as demais áreas”, explica.

Maranhão, no entanto, afirma que para realizar esse trabalho é ideal que a pessoa tenha independência em relação à empresa e seus acionistas. “Mas o empresário pode, alternativamente, buscar uma melhoria de seus processos e controles internos contratando um profissional com experiência na área de auditoria contábil, para que seja responsável pela adoção e revisão das melhores práticas de controles e processos internos.”

O pequeno empreendedor que ainda tem dúvidas quanto à importância de realizar auditoria contábil e financeira deve consultar o site da organização de fomento ao empreendedorismo Endeavour. Na área de pesquisa, basta digitar a palavra ‘auditoria’ para ter acesso a um grande volume de informações sobre o tema.

Resultados

Vantagens

Melhora do comportamento de governança corporativa e aumento da transparência entre parceiros, sejam eles acionistas, fornecedores ou clientes

Real

As decisões são baseadas em dados concretos, respeitando-se e beneficiando-se das melhores práticas contábeis e tributárias

Antecipação

Riscos e contingências são identificados previamente, evitando perdas de capital

Agilidade

Facilita a entrada de novos acionistas ou investidores, além de tornar mais ágil transações de fusão, aquisição e venda

Marcelo Pimentel assume diretoria de Operações da Marisa

São Paulo – A Marisa, maior rede de moda feminina e lingerie do Brasil, anuncia Marcelo Pimentel como novo Diretor de Operações da companhia.

Com mais de 20 anos de experiência no varejo, Marcelo trabalhou na rede britânica de supermercados Sainsbury’s, que se juntou ao grupo Walmart em 2001, onde permaneceu por mais de 14 anos – trabalhando no Reino Unido e no Brasil. Há dois anos assumiu a Diretoria de Operações da rede de farmácias DPSP (Drogaria Pacheco São Paulo), deixando o cargo para se juntar ao corpo executivo da Marisa.

A Marisa é a maior rede de moda feminina e lingerie do Brasil. Com mais de 68 anos de experiência, construiu uma forte relação de cumplicidade e intimidade com a mulher, conhecendo e acompanhando suas necessidades e anseios.

Está presente hoje em todas as regiões do Brasil e conta com aproximadamente 400 lojas nas melhores ruas e shoppings do país. É uma das pioneiras do setor no e-commerce, oferecendo seus produtos pela sua loja virtual há 17 anos.

Lojas Americanas inaugura nova unidade em São Paulo

A Lojas Americanas inaugura, nesta quinta-feira (22/06), mais uma unidade na cidade de São Paulo. A loja terá modelo tradicional e sortimento de 60 mil itens de diversas categorias. Com essa unidade, a rede passa a contar com 312 lojas no estado.

A inauguração faz parte do plano de expansão da Lojas Americanas, lançado em 2014, que prevê a abertura de 800 novas lojas até 2019 e investimentos de R$ 4 bilhões em todo o país.

Para a inauguração, haverá promoções em itens de bombonière, alimentos, higiene e beleza, celulares, TVs, cama, mesa e banho, fraldas, eletrodomésticos e outros.

Cristina Famano e Filipi Cavalcante reforçam time da FS

A FS, desenvolvedora brasileira de serviços de valor adicionado, anunciou duas contratações: Cristina Famano será sua nova CMO para Brasil e restante da América Latina, e Filipi Cavalcante passa a ser seu head de enternaiment. Famano será responsável pelas áreas de experiência do usuário, comunicação, canais, ofertas e produtos, enquanto Cavalcanti cuidará da área de entretenimento. Ambos vão se reportar diretamente ao CEO da companhia, Alberto Leite.

Famano tem mais de 15 anos de experiência em planejamento, gestão, canais e abertura de novos mercados, tendo passado por empresas como Apple, Nextel e Telefônica. Ela é graduada em Engenharia Civil na Poli/USP; pós-graduada em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas; e possui mestrado em Estratégia e Liderança pela London Business School.

Cavalcante, por sua vez, tem mais de dez anos de experiência em marketing digital e já trabalhou nas operadoras Claro, Oi e TIM. Ele é formado em Ciência da Computação pela UFRJ e pós-graduado em Marketing pela mesma universidade.

Brasil terá 80% de sua população conectada à web em 2021

O número de Internautas brasileiros saltará de 135 milhões para 180 milhões usuários, 80% da população nacional, em 2021, é o que prevê a Cisco por meio da nova edição do estudo Cisco Visual Network (VNI) apresentado nesta quarta-feira, 21. O documento projeta ainda crescimento no consumo de dados por mês, com a média individual mudando de 24 GB para 44 GB por mês. Por residência, vai saltar de 62 GB para 119 GB em um período de cinco anos.

A quantidade de dados trafegados na rede brasileira terá um incremento de atuais 2,4 exabytes/mês para 5,5 EB/mês. Por sua vez, a velocidade média da banda larga passará de 11,2 Mbps para 21,3 Mbps. “A velocidade média mundial de banda larga fixa vai saltar de 27,5 Mbps para 53 Mbps. Na América Latina, passará de 9,3 para 20,5 mbps. E no Brasil, de 11,2 para 21,3 Mbps”, explica Hugo Baetam diretor de provedores de serviço da Cisco. “Ainda estamos longe da média mundial, mas melhor que a América Latina”.

Apenas 6% dos pequenos empresários pretendem contratar crédito

Com a economia ainda tardando para demonstrar crescimento, os micro e pequenos empresários seguem retraídos na busca por crédito. De acordo com dados apurados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes (CNDL), a demanda por crédito das micro e pequenas empresas (MPEs) atingiu 13,1 pontos em maio, ligeiramente acima dos 12,4 pontos registrados em abril, configurando uma estabilidade. Quanto mais próximo de 100, maior é a probabilidade de os empresários procurarem crédito e quanto mais próximo de zero, menos propensos eles estão para tomar recursos emprestados. Expressivos 84% dos MPEs afirmam não ter a intenção de tomar crédito, ante apenas 6% que manifestaram essa intenção.

Entre aqueles que não pretendem tomar crédito, 43% dizem conseguir manter o negócio com recursos próprios. Esses empresários mencionam, ainda, a insegurança com as condições econômicas do país (18%) e as altas taxas de juros (18%).

Três em cada dez (29%) micro e pequenos empresários consideram difícil o processo de contratação de crédito, contra 26% que avaliam como fácil. Entre os que consideram difícil, o excesso de burocracia e as exigência dos bancos são o principal entrave, mencionado por 45% desses empresários. Em segundo lugar aparecem as taxas de juros elevadas (41%). A contratação de empréstimo em instituições financeiras é o tipo de crédito mais difícil de ser contratado para 23% da amostra – para 12% é o crédito junto a fornecedores.

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, para explicar a baixa demanda dos micro e pequenos empresários por crédito, é preciso ir além da conjuntura. “É verdade que as condições econômicas pesam, mas a sondagem mostra que o principal motivo para não contratar é a consideração de que os empresários conseguem se manter com recursos próprios. O dado sugere uma barreira entre as micro e pequenas empresas, que não veem no crédito um meio para se expandir ou, se veem, têm a percepção de que o processo pode ser demorado, burocrático e custoso”, afirma Pinheiro. “Em face das dificuldades relatadas por esses empresários, políticas que forneçam informações e orientação sobre o processo de contratação de crédito e sobre a forma como convém usá-lo pode ser uma forma de fomentar o crescimento e o financiamento dessas empresas.

Indicador de Intenção de Investimento recua para 27,2 pontos em maio

O micro e pequeno empresariado brasileiro também tem se mostrado pouco interessado em realizar investimentos em seus negócios. O indicador de propensão a investir registrou somente 27,2 pontos em maio, pouco abaixo dos 29,8 pontos observado em abril, o que configura estabilidade dentro da margem considerada pelo estudo. O indicador também leva em consideração uma escala que varia de zero a 100, sendo que quanto mais próximo de 100, mais o empresário tende a realizar investimentos.

Em termos percentuais, 66% dos micro e pequenos empresários não pretendem investir nos próximos três meses, sendo uma das principais razões a desconfiança diante da crise (29%). Além desses, 38% disseram não ver necessidade de investir, 13% investiram recentemente e 10% mencionam a falta de crédito.

“O quadro é de baixo interesse pelo investimento e isso decorre, principalmente, da percepção de que não há necessidade de investir e das incertezas que ainda cercam o ambiente de negócios no país”, explica o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro. “A crise, que se arrasta por quase três anos, afetou a renda das famílias e o consumo. Diante de um tal cenário, é até esperado que os empresários adiem seus planos de expansão ou melhoria dos negócios. O baixo apetite por investimentos é ainda acentuado pelas altas taxas de juros”, diz Pellizzaro.

Aumento das vendas é o principal objetivo entre os que irão investir

Mesmo diante de uma cenário ainda difícil, um quinto dos empresários (21%) sondados disseram que pretendem fazer algum investimento nos próximos 90 dias. Entre essa parcela minoritária de empresários, a principal motivação para investir é aumentar as vendas, mencionada por 47% desses empresários. Também são citadas a necessidade de adaptar a empresa a uma nova tecnologia (18%) e atender ao aumento da demanda (12%). Os investimentos prioritários serão ampliação de estoque (32%), investimentos em comunicação e propaganda (30%), compra de equipamentos (28%), reforma da empresa (22%,) e ampliação do portfólio (15%).

Considerando os empresários que planejam investir, a maior parte irá recorrer ao capital próprio guardado na forma de aplicações ou investimentos (57%), ou resultante da venda de algum bem (12%). Há ainda 15% que mencionam o empréstimo em bancos e financeiras. A opção pelo capital próprio deve-se, principalmente, ao fato de os juros bancários serem muito altos, citado por 42%

Metodologia

Os Indicadores de Demanda por Crédito e de Propensão para investimentos do Micro e Pequeno Empresário calculados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) levam em consideração 800 empreendimentos com até 49 funcionários, nas 27 unidades da federação, incluindo capitais e interior. As micro e pequenas empresas representam 39% e 35% do universo de empresas brasileiras nos segmentos de comércio e serviços, respectivamente.