Financiamento de veículos novos registra queda de 9,9% em 2016

O financiamento de veículos novos registrou o seu mais fraco desempenho no ano passado. O total de recursos liberados foi R$ 80,2 bilhões, o que representa uma queda de 9,9% em doze meses. De acordo com levantamento da ANEF (Associação Nacional das Empresas Financeiras de Montadoras), até então o menor volume era de R$ 88,9 bilhões, alcançado em 2015. “O fraco desempenho da economia impactou fortemente na concessão de crédito ao consumidor. Ao mesmo tempo em que os bancos, em razão do aumento dos riscos, foram mais rigorosos, muitos consumidores optaram por adiar suas compras com medo de não quitar sua dívida. O ano de 2016 foi de muita cautela, tanto por parte das pessoas, como por parte das instituições financeiras”, avalia o presidente da entidade, Gilson Carvalho.

Na avaliação do executivo, 2017 deverá ser um pouco melhor. A expectativa é de que o saldo de financiamentos para a compra de veículos e motocicletas registre um pequeno aumento de 2,5% e alcance a marca de R$ 166,7 bilhões. Já o total de recursos liberados poderá crescer um pouco mais e somar R$ 86,7 bilhões, o que representa uma alta de 5,5%. “No primeiro semestre, o mercado deverá manter o ritmo, pois o nível de confiança da população ainda continua baixo e ninguém quer comprometer sua renda ou ficar inadimplente. Depois, nossa expectativa é de crescimento no volume de negócios, mas ainda muito inferior aos anos anteriores”, avalia Carvalho.

Inadimplência

Em 2016, a taxa de inadimplência nas operações de financiamento registrou aumento de 0,4 ponto percentual tanto para pessoas físicas como para jurídicas. Para o primeiro grupo, a taxa foi de 4,6%, enquanto para o outro, foi de 5.0%. Na carteira de leasing, o índice de não pagadores foi um pouco menor: 3,8% para as pessoas físicas e de 3,6% para as empresas. “Os índices de inadimplência ficaram abaixo da expectativa, o que é muito bom, mas estão crescendo. Em 2014, a taxa para as pessoas físicas era 3,9% e em 2015, foi de 4,2%”, explica o presidente da ANEF.

Modalidades de pagamento

O financiamento mantém a preferência do consumidor na hora de fechar a compra de um zero quilômetro. No ano passado, 49% dos negócios envolveram operações de CDC. As compras à vista registraram o melhor resultado desde 2008 e corresponderam por 44% das vendas efetuadas em 2016. O consórcio respondeu por 5% dos contratos e o leasing, por 2%.

No segmento dos veículos pesados, o Finame foi responsável por 62% das negociações, seguido pelo CDC (17%), compras à vista (14%), consórcio (5%) e leasing (2%). “Em veículos comerciais o financiamento via Finame sofreu retração de quatro pontos percentuais no ano passado, em relação ao mesmo período de 2015. Isso pode ser atribuído, em grande parte, à migração para modalidades de financiamento, como o consórcio e o CDC, e também para as vendas à vista”, afirma o vice-presidente setorial de veículos comerciais da ANEF, Bernd Barth. “Um dos prováveis fatores para essa mudança pode ser atribuído às condições pós-fixadas do Finame, que não se mostraram tão atrativas em relação às demais modalidades pré-fixadas, sinalizando preferência dos clientes por alternativas mais seguras e previsíveis de financiamento frente a um cenário econômico considerado ainda instável”, conclui.

Já a maioria dos compradores de motocicletas optou pelo consórcio. No ano passado, essa modalidade de crédito foi responsável por 36% dos contratos. Na sequência, estão os financiamentos com 34% das operações e as compras à vista, com 30%. “O consórcio evoluiu substancialmente no ano passado e passou a ser a primeira opção do consumidor, quando ele não tem recursos suficientes para fechar o negócio à vista. Podemos dizer que essa modalidade de crédito permanece sólida e é representativa no escoamento das motocicletas fabricadas no Brasil”, avalia o vice-presidente setorial de motocicletas da ANEF, Ricardo Tomoyose.

Recursos liberados

Dos R$ 80,2 bilhões liberados ao longo do ano passado para a compra de um veículo novo por meio do CDC (Crédito Direto ao Consumidor), R$ 71,4 bilhões foram destinados para as pessoas físicas e R$ 8,8 bilhões para as empresas. Esse montante é 10,2% e 7,0% menor na comparação com 2015.

A entrada do 13º salário e as promoções promovidas pelas redes de concessionárias ajudaram a alavancar os negócios em dezembro, que registrou o melhor resultado do ano nessa modalidade de crédito. O total liberado foi de R$ 8,0 bilhões, aumento de 10% em relação a novembro, e de 1,7% na comparação com o mesmo período de 2015. Para as pessoas físicas foram destinados R$ 7,2 bilhões, enquanto para as jurídicas, R$ 857 milhões.

Na carteira de leasing, no acumulado do ano, foram liberados R$ 2,0 bilhões, queda de 32,2% em doze meses. O maior volume, de R$ 1,4 bilhão, foi destinado para as pessoas jurídicas, e os R$ 631 milhões para as pessoas físicas. Na comparação com os negócios realizados em 2015, a queda foi de 25,7% e de 43,6%, respectivamente.

No último mês de 2016, as operações de leasing atingiram R$ 162 milhões, redução de 16,5% na comparação com novembro e de 50,3% em relação ao mesmo período de 2015. Para as pessoas jurídicas foram liberados R$ 124 milhões e para as pessoas físicas, R$ 38 milhões.

Saldo das carteiras

No acumulado do ano, o saldo das carteiras de financiamento foi de R$ 162,7 bilhões, uma diminuição de 11,4% em doze meses. Desse total, R$ 158,3 bilhões foram destinados para as operações de CDC e os restantes R$ 4,4 bilhões para o leasing. Esse indicador equivale a 2,6% do PIB (Produto Interno Bruto). No mesmo período de 2015, essa taxa era de 3,1%, o que representa uma queda de 0,5 pontos percentuais – isso representa 5,2% do total de crédito do SFN (Sistema Financeiro Nacional) e 10,5% do total das operações de crédito – recursos livres.

Taxa de juros

Na comparação com as instituições independentes, as taxas praticadas pelos bancos ligados às montadoras continuam mais atraentes. Em dezembro, as entidades associadas à ANEF cobraram juros de 23,14% ao ano e 1,76% ao mês, enquanto os independentes trabalharam com 25,70% e 1,92%, respectivamente. O prazo médio das concessões é de 42,4 meses. Já o prazo máximo oferecido pelos bancos é de 60 meses.

Investimento estrangeiro no setor produtivo do país é recorde em janeiro

O investimento direto no país, recursos que entram no Brasil e vão para o setor produtivo da economia, chegou a US$ 11,528 bilhões, em janeiro deste ano, informou hoje (17) o Banco Central (BC). Esse foi o maior valor para o mês na série histórica, que tem início em 1995. Em janeiro de 2016, esses investimentos ficaram em US$ 5,455 bilhões.

Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, é incomum entrar esse volume de recursos no início do ano. Ele explicou que esse resultado foi influenciado por operações no setor de eletricidade. “Tivemos aquisições [de empresas no Brasil] concentradas neste mês no setor elétrico”, disse.

Maciel acrescentou que o investimento estrangeiro é a melhor forma de financiar o déficit das contas externas do país, porque os recursos se “incorporam à atividade produtiva, gerando renda, emprego, impostos e naturalmente lucros, com uma parte reinvestida no país”.

Em janeiro deste ano, as contas externas ficaram negativas em US$ 5,085 bilhões. Em janeiro de 2016, o saldo negativo das transações correntes – as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do país com o mundo – foi menor: US$ 4,817 bilhões.

Para Maciel, houve uma expansão “moderada” do déficit em transações correntes, em um cenário de maior dinamismo da atividade econômica em relação a 2016 e também de uma perspectiva de crescimento das exportações”.

Aplicações no Tesouro Direto em janeiro batem recorde e chegam a R$ 2,4 bilhões

As aplicações no Tesouro Direto chegaram ao recorde de R$ 2,47 bilhões em janeiro. Segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional divulgados hoje (17), o número de operações de investimento (221.316) e de novos investidores ativos (21.632) também foi recorde no período.

O total de investidores ativos alcançou a marca de 423.431, o que representa crescimento de 70,9% nos últimos 12 meses.

Os resgates totalizaram R$ 2,21 bilhões em janeiro, sendo R$ 1,49 bilhão relativos aos vencimentos de títulos e R$ 720 milhões às recompras.

Os títulos mais comprados pelos investidores foram os indexados ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais -, cuja participação no volume total de investimentos atingiu 49,8%. Os títulos indexados à taxa Selic (Tesouro Selic) corresponderam a 25,7% do total e os prefixados (Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais), a 24,5%.

Em relação ao prazo, 10,3% dos investimentos ocorreram em títulos com vencimento acima de 10 anos. As aplicações em títulos com prazo entre cinco e 10 anos representaram 36,8% e as com prazo entre um e cinco anos, 52,9% do total.

O valor médio por operação de investimento chegou a R$ 11.180,81. A maior parte dessas operações (71,3%) é relativa a aplicações de até R$ 5 mil, o que reforça a busca do Tesouro Direto por pequenos investidores.

Estoque

O estoque do Tesouro Direto, por sua vez, alcançou o montante de R$ 41,7 bilhões, crescimento de 1,6% em relação ao mês anterior (R$ 41,1 bilhões) e de 55,9% sobre janeiro de 2016 (R$ 26,8 bilhões). Os títulos remunerados por índices de preços respondem pelo maior volume no estoque, alcançando 64,1%. Na sequência aparecem os títulos indexados à taxa Selic, com participação de 20,6%, e os títulos prefixados, com 15,3%.

Confiança dos Consumidores demonstra pessimismo com o atual cenário econômico, mostram SPC Brasil e CNDL

Não há otimismo que resista à sequência de más notícias que assolam o país há pelo menos dois anos. A desaceleração da economia brasileira e o receio de piora na situação ainda afetam a confiança dos brasileiros. Os dados do novo Indicador de Confiança do Consumidor (ICC), medido pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), registraram 41,9 pontos em janeiro de 2017. O resultado, abaixo do nível neutro de 50 pontos, reflete principalmente a má avaliação que os consumidores fazem do momento atual da economia.

Para especialistas do SPC Brasil e da CNDL, a medição da confiança permite antecipar a propensão para o consumo, investimento e, consequentemente, os rumos da economia. “Em tempos de retração do consumo e incertezas sobre o futuro, os dados podem ser especialmente interessantes para o varejo nacional. Além de mensurar a avaliação que os consumidores fazem do passado e do futuro, tanto da economia como de sua própria vida financeira, a sondagem buscará estabelecer as razões conjunturais que os levaram a se posicionar entre o pessimismo e o otimismo”, explica o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

O Indicador de Confiança do Consumidor tem uma escala que varia de zero a 100 pontos. Quando abaixo de 50 pontos, mostra que o pessimismo predomina entre os consumidores; quando acima dos 50, mostra predomínio do otimismo. O Indicador é medido em quatro dimensões: tanto para a economia quanto para a própria vida financeira, o consumidor avalia o momento atual e diz o que espera para os próximos seis meses.

Para 48% dos consumidores que avaliam a economia como ruim, a corrupção é a principal causa

O Subindicador de Percepção do Cenário Atual mede a percepção do consumidor sobre a economia e a sua vida financeira no momento da pesquisa. Em janeiro, registrou 29,6 pontos – abaixo do nível neutro, o dado mostra que os consumidores avaliam ???>V????omuito mal o momento presente.

“É preciso destacar, porém, que há grande diferença entre avaliação que os consumidores fazem da economia e da própria vida financeira”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. Na avaliação do desempenho da economia, o indicador atingiu 18,1 pontos; já na avaliação da vida financeira, atingiu mais do que o dobro (41,0 pontos). “Em suma, o momento atual é ruim para a economia e isso afeta a vida financeira dos consumidores. Porém, a percepção de deterioração da economia é mais acentuada do que na vida pessoal”, avalia.

Em termos percentuais, 83% enxergam que as condições econômicas são ruins, ante apenas 1% que consideram ser boas. Para 15%, o quadro econômico atual é regular. Entre os que fazem uma avaliação negativa do estado da economia brasileira, quase metade (48%) identifica a corrupção como a principal causa da má situação. Há também 41% que apontam os sintomas da crise: 25% dizem que o desemprego está alto e 16% dizem que os preços em geral subiram.

Quanto à própria vida financeira no momento atual, 39% dos entrevistados fazem uma avaliação negativa. Os que a consideram regular constituem maioria, alcançando quase metade da amostra (46%), enquanto 14% a consideram boa. Entre os que avaliam mal a vida financeira, 35% apontam o desemprego como a causa principal. Em seguida, 32% dizem estar com dificuldades para pagar as contas e com o orçamento apertado; 14% apontam a queda da renda familiar, que levou à redução do consumo, e 11% dizem estar atrasando o pagamento de dívidas.

Perspectivas sobre a vida financeira puxam as expectativas para cima

A percepção dos consumidores sobre como serão os próximos seis meses para a economia e para sua vida financeira também foi analisada e ficaram em patamar acima das condições atuais. Em janeiro, o Subindicador de Expectativas registrou 54,2 pontos, acima do nível neutro e puxado pelas perspectivas que os consumidores têm sobre a própria vida financeira. Nesse quesito, o dado alcançou 63,2 pontos. Já no quesito da economia, os consumidores mostraram-se mais cautelosos e as expectativas marcaram 45,1 pontos. Segundo a economista-chefe, o resultado mostra que, apesar de estarem diante de uma situação claramente ruim, os consumidores demonstram certo otimismo quando se trata do futuro, na comparação com o presente, e de maior otimismo quando se trata da condição pessoal, na comparação com a economia.

Em termos percentuais, a maioria relativa (38%) diz não estar nem pessimista nem otimista com o futuro da economia. Já os pessimistas somam 36% e os otimistas, 22%. Para justificar o pessimismo com os próximos seis meses da economia, mais uma vez a questão da desconfiança com a representação política aparece: 54% desses entrevistados citam a corrupção, a incompetência dos governantes e a falta de punição dos políticos como a principal razão de seu desalento. Para 16%, o aumento do desemprego é o que explica seu pessimismo e para 10%, a percepção de que a inflação continuará subindo.

Já entre os otimistas com a econo???>V???mia, metade (50%) não sabe dizer as razões de seu otimismo: apenas diz acreditar que coisas boas irão acontecer. Em seguida, 20% acreditam que o pior momento da crise passou e 9% concordam com as medidas econômicas que estão sendo adotadas. Há ainda 9% que citam a percepção de que os preços pararam de aumentar.

Já quando se trata das expectativas com a vida financeira, 59% diz estar otimista. Um quarto (25,5%) diz não estar nem otimista nem pessimista e 14% têm expectativas ruins ou muito ruins.

Alto custo de vida é o que mais pesa na vida de 59% dos brasileiros

O Indicador de Confiança do Consumidor também investigou os reflexos da Conjuntura Econômica na vida dos brasileiros. Os dados mostram que o que mais pesa na vida dos brasileiros é o custo de vida, citado por 59%. Comumente ouvida, a expressão “custo de vida” traduz a dificuldade de se manter o padrão de consumo. O desemprego aparece em seguida, com 19% das menções, seguido pelo endividamento, mencionado por 10%.

Se o custo de vida incomoda, é nos supermercados que os consumidores mais percebem o aumento dos preços: 62% têm essa percepção na comparação com dezembro. Há também 55% que sentiram aumento nas contas de energia elétrica. Nas tarifas de telefone, preço de roupas e de itens de bares e restaurante, essa percepção foi menos acentuada.

Crediário apresenta alta de 29% em 2016 e deve alcançar 35% em 2017, aponta MultiCrédito

Com a restrição de crédito enfrentada por muitos brasileiros ao procurar os bancos, cada vez mais consumidores têm visualizado no crediário a saída ideal para continuar consumindo em tempos de crise. De acordo com a base de dados da MultiCrédito, empresa que atua há mais de 30 anos nesse segmento, o crediário cresceu 29% em 2016, ante resultado do ano anterior.

Mas, afinal, o que motiva o sucesso do crediário? “O mote dos anúncios voltados a ‘quanto você quer pagar?’ tem forte apelo perante o consumidor. Muitos setores, como ótica, móveis e calçados e confecção passaram a optar pelo crediário recentemente, porque perceberam que era um mecanismo eficiente para atrair novos clientes”, explica Flávio Vaz Peralta, vice-presidente comercial da empresa.

No caminho da expansão do crediário no País, o risco de a inadimplência aumentar também existe. Para Flávio, apesar de o consumidor estar mais consciente, por conta do acesso cada vez maior a informações nesse sentido, o caminho para os lojistas aproveitarem a onda de crescimento de forma segura está na adoção de novas tecnologias de inteligência de crédito. “A inteligência é um fator cada vez mais necessário dentro do setor, principalmente no que diz respeito a conceder crédito para pessoas que não têm conta bancária, por exemplo. Temos cada vez mais demanda do varejo para identificar os melhores consumidores”, afirma.

E esse não é um cenário que deva mudar, pelo menos no curto prazo. Dando continuidade ao crescimento expressivo observado em 2016, a MultiCrédito projeta um índice ainda maior para 2017: incremento de 35% sobre os resultados observados em 2016. “O empresário que quer fazer girar seu fluxo de caixa deve continuar vendo no crediário uma alternativa, tanto para se autofinanciar, como também para atrair o consumidor que antes não entrava na loja”, finaliza Flávio.

1,5 bilhão de smartphones foram vendidos no mundo em 2016

1,495 bilhão de smartphones foram vendidos ao longo de 2016 no mundo, estima o Gartner, em relatório publicado esta semana. Isso representa um crescimento de 5% em comparação com as vendas de 2015, que somaram 1,424 bilhão. O número é bastante próximo àquele aferido pela IDC de abastecimento do varejo mundial: 1,49 bilhão de smartphones em 2016, o que é um dado positivo, pois indica que não houve encalhe. Enquanto a IDC informa dados de sell-in (unidades enviadas ao varejo), o Gartner mede o sell-out (unidades vendidas pelo varejo).

A Samsung manteve a liderança do mercado mundial no ano passado, com 306,5 milhões de smartphones comercializados, ou 20,5% de share. Sua participação, contudo, caiu dois pontos percentuais em comparação com 2015, quando havia sido de 22,5%. A empresa foi impactada principalmente no segundo semestre, com a suspensão das vendas do Galaxy Note 7, após alguns deles pegarem fogo. Isso fica claro nos dados do quarto trimestre, quando as vendas da fabricante sul-coreana diminuíram 7,9% em relação ao mesmo período de 2015, baixando de 83,4 milhões para 76,8 milhões, o que a fez perder a liderança para a Apple nos três últimos meses do ano (17,8% de share contra 17,9% da rival norte-americana).

A Apple conseguiu aumentar em 5,5 milhões de unidades as suas vendas no quarto trimestre, em relação ao mesmo período de 2015, alcançando 77 milhões de iPhones. No ano de 2016 inteiro foram 216 milhões de smartphones comercializados, o que lhe garantiu a segunda posição no mercado mundial, com 14,4% de share.

O terceiro, o quarto e o quinto lugares são ocupados por marcas chinesas: Huawei, Oppo e BBK. Em 2016 elas venderam, respectivamente, 132,8 milhões, 85,3 milhões e 72,4 milhões de smartphones. Merecem destaque Oppo e BBK, que conseguiram mais que dobrar as suas vendas anuais – a primeira havia vendido 39,5 milhões em 2015 e a segunda, 35,3 milhões.

Duopólio de sistemas operacionais

O duopólio formado por Android e iOS nos sistemas operacionais móveis nunca esteve tão claro quanto no quarto trimestre de 2016. Juntas, as duas plataformas concentraram simplesmente 99,6% das vendas de smartphones no mundo entre outubro e dezembro do ano passado. O Android lidera com folga, tendo representado 81,7% do total, ou 352,7 milhões de unidades. O iOS registrou 77 milhões de unidades vendidas, ou 17,9%.

MUFG prevê alto nível de investimentos diretos no Brasil

Para este ano inteiro, o MUFG – Banco de Tóquio espera um déficit em conta corrente de US$ 25 bi, sendo ligeiramente superior ao déficit de US $ 23,5 bilhões alcançado no ano passado. A avaliação do MUFG é que o Real mais forte (apreciação média para a taxa USDBRL 3,30 em 2017 de 3,49 em 2016) e alguma retomada do consumo das famílias tendem a aumentar as saídas de USD relacionadas com viagens ao exterior.

Além disso, há uma margem para um nível relativamente maior de remessas de lucros e dividendos na sequência da recuperação gradual do crescimento económico. Em termos de entrada de dólares, o banco espera mais um ano de superávit comercial elevado (US $ 50 bi) influenciado pelo crescimento das exportações, considerando a alta de todos os tempos, juntamente com a recuperação mais lenta das importações.

O MUFG espera que os investimentos diretos (IDE) sejam de cerca de US $ 75 bi para todo o ano, e esses grandes influxos são beneficiados pela expectativa de maior crescimento econômico, além de iniciativas governamentais como a concessão dos aeroportos (4 aeroportos serão leiloados em março 16), outros leilões de infra-estrutura ao longo deste ano e autorização governamental para empresas estrangeiras e investidores para comprar terrenos no Brasil. Mais detalhes sobre este assunto serão divulgados em breve.

Consumidor fará compras de maior valor agregado por smartphones

Até o final deste ano, a maior parte dos varejistas online deve priorizar o ambiente mobile em vez do desktop. Ao mesmo tempo, consumidores passarão a ter mais confiança em realizar compras de maior valor agregado por meio dos smartphones. Além disso, a modalidade de Paid Search deve despontar como canal-chave para conquistar clientes e a publicidade em vídeo deve elevar o potencial da mídia programática para um patamar mais elevado.

Isso é o que revela o relatório Digital Commerce & Marketing Outlook 2017 da Criteo, especializada em publicidade digital e marketing de performance. O estudo analisou as propensões do mercado e da própria base da Criteo, que conta com mais de 13 mil empresas e 17 mil publishers pelo mundo, para apontar as principais tendências para os setores de e-commerce e de marketing digital em 2017.

“No ano passado, acertamos em cheio algumas previsões como, por exemplo, o aumento das jornadas de compra multi-device, a maior influência da web nas aquisições off-line, entre outras. Nosso objetivo é fomentar o mercado com informações relevantes e estratégicas, além de aprimorar os nossos próprios produtos para atender às novas realidades”, explica Fernando Tassinari, diretor da Criteo no Brasil.

O que vai mudar em 2017

· Consumidores farão compras de alto valor agregado por dispositivos móveis. No ano passado, o desktop liderou essas vendas, mas em 2017, os consumidores se sentirão igualmente confortáveis para realizar esse tipo de compra por smartphone. Já no segundo semestre de 2016, o tíquete médio de pedidos feitos via aplicativos móveis foi 27% maior em relação aos feitos em computadores. No mesmo período, as vendas realizadas com o uso de browsers em celulares foi apenas 9% menor se comparadas às feitas via desktop.

· Em 2017, os varejistas devem investir mais em anúncios no formato do Google Shopping, também conhecidos como Product Listing Ads (ou PLAs, na sigla em inglês), e expandir os mecanismos de pesquisa para melhorar a descoberta e a conversão de clientes. À medida que o formato Paid Search se torna mais competitivo e os anunciantes ficam mais sofisticados com recursos de segmentação e atribuição, os canais de alto investimento trarão os melhores resultados.

· Este ano, a mídia programática será usada não apenas para comprar anúncios em vídeo, mas também para automatizar a criação e otimização das peças. Milhares de variações de anúncios em vídeo geradas dinamicamente permitirão que os profissionais de marketing executem campanhas altamente segmentadas, personalizadas para cada indivíduo.

· Cada vez mais, as marcas vão exigir medidas precisas e imparciais de ROI para mensurar os grandes montantes de dinheiro que direcionam aos varejistas. Os orçamentos de venda e marketing dos fabricantes devem convergir à medida que os consumidores se tornem mais identificáveis em plataformas e mídias. A competição pelas verbas aumentará conforme as estimativas se aproximem dos objetivos de branding e desempenho.

· O mercado ocidental vai priorizar o mobile no lugar do desktop. Varejistas que são líderes e possuem maturidade na web móvel já percebem 39% a mais de conversões se comparados aos que ainda não estão nesse ambiente. Atualmente, a Ásia (especialmente a China) é líder mundial em participação de vendas móveis, além de guiar em inovação no segmento, fornecendo uma experiência muito superior aos usuários.

Indústria Paulista gera 6,5 mil postos de trabalho em janeiro, aponta Fiesp

Depois de perder 518 mil postos de trabalho nos últimos três anos, a indústria paulista registrou saldo positivo de 6,5 mil vagas de emprego em janeiro, variação positiva de 0,31% na comparação com dezembro de 2016, sem ajuste sazonal. Na comparação com o mês anterior, com ajuste sazonal, o valor foi -0,24%. O resultado positivo do mês é o primeiro registrado desde abril de 2015, quando foram feitas 6 mil contratações. Já na análise de janeiro deste ano contra o mesmo mês do ano anterior, a variação ficou negativa em 5,73%, com demissão de 132 mil trabalhadores. Os dados são da Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, feita pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, divulgada nesta quinta-feira (16).

O diretor titular do Depecon, Paulo Francini, espera que esse seja um sinal de recuperação. “Esperamos que a indústria volto a gerar novos postos de trabalho neste ano, aponta Francini. Para Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, “embora os sinais ainda sejam tênues, temos que comemorar o primeiro mês com geração de emprego depois de 20 meses de movimento negativo”.

Entre os setores acompanhados pela pesquisa, 15 contrataram, 3 ficaram negativos e 4 permaneceram estáveis. “Ou seja, 68% dos setores acompanhados tiveram crescimento. Esse dado pode ser um sinal de que finalmente estamos num processo de retomada da geração dos empregos, de que o Brasil tanto precisa”, conclui Paulo Skaf.

O destaque setorial ficou por conta do segmento de produtos de borracha e de material plástico, com aumento de 1.969 vagas, e o de confecção de artigos de vestuários e acessórios, que gerou 1.742 postos.

Regiões

Por região, a variação no mês ficou positiva no estado de São Paulo (0,31%), na grande São Paulo (0,14%) e no interior (0,43).

Quando avaliadas as diretorias regionais, há resultado positivo para São Carlos (+2,16%), influenciado por materiais elétricos (5,92%) e produtos alimen??I???O?

70% dos desempregados estão dispostos a ganhar menos que no último emprego

O Brasil ainda vive sua pior recessão dos últimos vinte anos e os impactos sentidos pela indústria, comércio e serviços resultam em uma taxa de desemprego que se aproxima dos 20%, levando em conta quem está sem trabalho e procura por emprego, quem tem empregos com poucas horas semanais ou aqueles que já desistiram da busca. A pesquisa “O desemprego e a busca por recolocação profissional no Brasil”, realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela ‘Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), investiga qual o perfil dos desempregados, os motivos que levaram ao desemprego, as consequências na vida familiar e as medidas adotadas para encontrar nova colocação no mercado. O estudo mostra que sete em cada dez desempregados (68%) estão dispostos a ganhar menos do que recebiam no último emprego, principalmente os homens (74%) e os que pertencem às classes C, D e E (70%).

As principais justificativas nestes casos são que o que importa atualmente é arrumar um emprego para pagar as despesas (29%) e que o importante é voltar ao mercado de trabalho (25%). Por outro lado, 32% não estão dispostos a receber menos, principalmente as mulheres (36%) e os que pertencem às classes A e B (44%), sendo a razão mais citada o fato de encararem o salário menor como regressão profissional (15%), seguido da possibilidade de ser difícil voltar ao patamar salarial que possuía antes (12%).

O levantamento revela que, considerando aqueles que participaram de ao menos uma entrevista desde que estão desempregados, 50% chegaram a recusar alguma proposta, sendo que 20% o fizeram porque a remuneração e/ou benefícios eram insuficientes, enquanto 10% alegam que o local era muito distante de casa.

A pesquisa do SPC Brasil e da CNDL mostra o seguinte perfil dos entrevistados: 58% são do sexo feminino, com média de idade equivalente a 35,7 anos; 65% têm até o ensino médio completo, 89% pertencem às classes C, D e E e 55% têm filhos, sendo que desA7??8?C???tes 75% têm filhos com idade abaixo de 18 anos.

60% não estão sendo chamados para entrevistas de emprego

Em geral, o desemprego não é novidade para a maioria dos brasileiros ouvidos na pesquisa: 74% já passaram pela experiência de perder o emprego, sobretudo nas faixas etárias de 35 a 49 anos (84%) e acima de 50 anos (79%). Em contrapartida, 26% garantem nunca ter enfrentado o desemprego, aumentando para 33% entre os mais jovens. Praticamente metade dos entrevistados estão desempregados por um período que se estende por até seis meses (47%), sendo que a média de tempo chega a 12,2.

“Números como esses repercutem gravemente em todo o quadro social, pois menos pessoas trabalhando significa retração no consumo, aumento da inadimplência, impactos negativos no padrão de vida das famílias e, em geral, ampliação da recessão e resultados piores para a economia do país”, explica o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro.

A busca por um novo lugar no mercado de trabalho é praticamente unânime (94%), sendo que 80% estão procurando emprego atualmente e 14% estão recorrendo a outras formas de renda enquanto não conseguem a recolocação. Nove em cada dez entrevistados se sentem preparados para conseguir um novo emprego (93%), e somente 3% sentem não estar preparadas. O otimismo predominante decorre, principalmente, do fato de que 59% garantem possuir boa experiência profissional, além de terem preenchido cadastros em diversos sites de emprego (28%) e porque frequentemente leem jornais e visitam sites de emprego para ver vagas disponíveis (24%).

Um em cada cinco desempregados afirma estar buscando capacitação profissional para conseguir melhores oportunidades (21%), sobretudo os mais jovens (28%). Dentre estes, as áreas mais mencionadas são as de idiomas (9%), administração de empresas (6%), técnico de informática (5%), técnico em enfermagem (5%) e estética (5%). Já 75% admitem não estar em busca de capacitação profissional.

De qualquer modo, mesmo entre os que procuram aumentar sua empregabilidade, por meios de cursos e outras formas de capacitação, o cenário não é animador, uma vez que seis em cada dez entrevistados, no geral, afirmam que não estão sendo chamados para entrevistas de emprego (60%).

87% dos demitidos alegam motivos externos, em grande parte associados à crise econômica

A maioria das pessoas ouvidas já trabalhou anteriormente (97%) e somente 2% garantem nunca ter trabalhado. Considerando o último emprego, a forma de contratação mais usual foi CLT, com carteira assinada (59%), seguida pela contratação informal sem registro na carteira (13%), a contratação temporária (9%) e a terceirização com carteira assinada (8%).

Considerando a experiência de trabalho anterior, cinco em cada dez desempregados eram do setor de serviços (48%), seguido pelo comércio (34%), indústria (12%) e setor público (5%). Em 68% dos casos, o desligamento foi feito por demissão, mas outros 16% garantem ter pedido demissão e 14% alegam que foi feito um acordo.

Dentre os que foram demitidos, praticamente nove em cada dez (87%) alegam causas externas, principalmente ligadas à crise econômica vigente, como redução de custos por parte da empresa para lidar com os efeitos da crise (43%), diminuição nas atividades da empresa, resultando em mão de obra ociosa (15%) e fechamento da empresa (10%). Somente 7% falam em motivações pessoais, como resultados abaixo do esperado no trabalho (3%) e dificuldade de relacionamento com os colegas e/ou chefe (2%).

Levando em conta apenas os que pediram demissão, a principal razão apontada é a insatisfação com as atividades realizadas na empresa (19%), seguida da insatisfação com o salário (12%) e do desejo de mudar de carreira e/ou área de atuação (9%).

Perguntados sobre o tipo de oportunidade desejada pelos desempregados, 51% preferem os postos com carteira assinada, enquanto 32% mencionam qualquer vaga, independente do formato.

59% estão confiantes em conseguir emprego nos próximos 3 meses

Ainda que o tempo médio na condição de desempregados seja equivalente a mais de um ano, seis em cada dez entrevistados estão otimistas sobre a possiblidade de encontrar emprego os próximos 90 dias (59%). Em média, os respondentes acreditam em resolver essa situação nos próximos 4 meses.

Levando em conta a expectativa para conseguir emprego nos próximos três meses, 58% se mostram confiantes, pois são bons profissionais e acreditam que tudo dará certo. Em contrapartida, 28% estão desanimados, seja porque não têm visto muitas vagas disponíveis no mercado (21%), seja porque estão fazendo entrevistas, mas não conseguem vaga (7%).

Para Pellizzaro, embora muitos brasileiros se sintam prontos para voltar ao mercado de trabalho, o fato é que não parece haver vagas disponíveis para absorver todo esse contingente. “A questão não passa apenas pela qualificação, e sim pela fragilidade atual da economia brasileira, que não oferece as condições necessárias para que sejam criados novos empregos”, afirma. “Para 2017, a expectativa é de um cenário econômico melhor do que em 2016, mas a recuperação deve se tornar mais sólida apenas no segundo semestre. Sendo assim, a expectativa é de que os dados de desemprego ainda mostrem alguma piora no primeiro semestre do ano, antes de demonstrar algum alento na segunda metade do ano”, explica o presidente.

37% dos desempregados que não moram sozinhos eram os principais responsáveis pelo sustento da casa

Além de investigar o perfil e o comportamento dos desempregados na busca por uma recolocação, a pesquisa aprofundou a análise em relação àqueles que não moram sozinhos para entender o impacto do desemprego no contexto familiar. Para isso, algumas perguntas foram focadas nos desempregados que não moram sozinhos: 35% deles garantem que há pelo menos mais uma pessoa sem trabalho na casa onde vivem. Ao mesmo tempo, 79% dos respondentes garantem conhecer alguém próximo que perdeu o emprego ou foi obrigado a fechar a empresa nos últimos três meses.

A pesquisa mostra ainda que 92% desses desempregados ouvidos contribuíam financeiramente para as despesas da casa, sendo que 37% eram os principais responsáveis (aumentando para 52% entre os homens, 56% na faixa etária acima de 50 anos e 39% entre às classes C, D e E) e 55% contribuíam, mas não eram os principais responsáveis.

Cerca 17% dos desempregados que moram com outras pessoas e que contribuíam com o sustento da casa afirmam que a perda do trabalho gerou conflitos na família, principalmente discordâncias sobre as despesas da casa (12%) e brigas por causa de dinheiro na hora de dividir as contas (8%). Já uma em cada cinco pessoas ouvidas garante que o desemprego motivou outras pessoas da casa, que antes não trabalhavam, a trabalhar ainda que fazendo bicos (21%). Em casos mais agravantes, 4% destes entrevistados afirmaram que após a perda do emprego algum integrante da família precisou interromper os estudos para trabalhar e ajudar nas despesas.

“Os efeitos nocivos do desemprego na vida das famílias acabam forçando as pessoas a buscar fontes alternativas de renda. Em tempos de recessão e desemprego acentuado, como este que o país atravessa, as pessoas são obrigadas a se adaptar, pois mesmo cortando gastos, há muitas contas que precisam ser pagas”, relata o presidente do SPC Brasil.

Para Pellizzaro, é natural que outros integrantes da família procurem formas de obter renda, mas o problema é que as oportunidades de trabalho são escassas e o desânimo dos empresários faz com que poucos considerem oferecer novos empregos: “É preciso, urgentemente, reverter esse quadro – o que passará pela melhora da economia e retomada do crescimento, fazendo com que o empresariado volte a acreditar no país. Além disso é necessário que algumas reformas que ajudam a destravar a economia sejam aprovadas, com destaque para a reforma da previdência e a reforma trabalhista”, conclui.

Metodologia

A pesquisa buscou traçar o perfil do desempregado brasileiro e o impacto no processo de recolocação profissional no mercado. O ponto de partida foi a definição do que vem a ser uma pessoa considerada desempregada. Mediante os critérios adotados, se o indivíduo está trabalhando ou não tem interesse e/ou condições de trabalhar no momento, ou mesmo se está se organizando para montar o próprio negócio e por isso não procura emprego, não foi elegível para responder à pesquisa. Por outro lado, se está procurando emprego, ou recorrendo a formas alternativas de renda enquanto não encontra uma vaga, ou ainda, se não está em busca de emprego porque procurou por muito tempo, sem sucesso, e está aguardando para ver se surge alguma oportunidade, então foi elegível para responder à pesquisa.

Foram entrevistados pessoalmente 600 brasileiros desempregados acima de 18 anos, de ambos os gêneros e de todas as classes sociais nas 27 capitais. A margem de erro geral é de 4,0 pontos percentuais para um intervalo de confiança a 95%.

Acesse a pesquisa na íntegra e a metodologia em:

https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/pesquisas