Parque Tecnológico de Sorocaba sedia Seminário de inovação

Na quinta-feira, dia 16 de novembro o Parque Tecnológico de Sorocaba sedia o Seminário de Inovação, a partir das 14h. Com um público estimado de 450 pessoas, entre empreendedores, executivos, representantes do poder público, de universidades, e profissionais do ecossistema nacional de inovação, o evento visa promover interação entre os participantes por meio de painéis com diversos temas atuais.

Ao fim do evento, serão anunciados os vencedores do 1º Prêmio Sorocaba de Inovação. As inscrições para participação do Seminário podem ser feitas pelo site http://www.premiosorocaba.com.br.

A abertura do evento acontecerá às 14h, pelo presidente do Parque Tecnológico de Sorocaba, Roberto Freitas, e em seguida serão realizados três painéis de debate. O primeiro discutirá a inovação como pauta prioritária para governos engajados com o desenvolvimento socioeconômico e diferencial competitivo para a indústria. Este painel terá como participantes Edson Orikassa, gerente da Toyota e presidente da AEA (Associação Brasileira de Engenharia Automotiva), Guilherme Calheiros, diretor de inovação Porto Digital, João de Negri – diretor IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e Leonardo Garnica – gerente de inovação da Natura.

O segundo painel, às 15h, trará como tema os diversos modelos de financiamento disponíveis tanto para empresas, quanto para instituições acadêmicas, com a participação de Eduardo Saggiorato, Superintendente Desenvolve SP e Fernão Vale, do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Socia)

No terceiro painel, previsto para começar as 16h15, alguns dos principais atores do sistema nacional de inovação se reúnem para falar sobre as pautas e diferentes frentes de trabalho no sentido de incentivar e contribuir o desenvolvimento socioeconômico do Brasil através da inovação. Entre os palestrantes estão Gianna Sagazzio, diretora de inovação CNI, Jorge Audy, presidente ANPROTEC (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores) e Roberto Freitas, presidente do Parque Tecnológico de Sorocaba

A partir das 17h, o Diretor executivo do Parque Tecnológico, Nelson Calcellara, abordará as ações e resultados, perspectivas e oportunidades para o futuro, e Marcelo Nakagawa, Professor de Empreendedorismo e Inovação INSPER (Instituição de Ensino Superior), trará o assunto da digitalização da economia.

Por fim, ao término dos debates, serão anunciados os vencedores do Prêmio Sorocaba de Inovação.

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Atitude empreendedora, inteligência emocional e múltiplas habilidades são características do profissional do futuro

São Paulo – O mundo mudou e os profissionais precisam se adaptar ao novo perfil de profissional que as empresas estão buscando. É o que revela um estudo realizado pela Workana, plataforma de trabalho freelance com atuação em toda a América Latina. De acordo com o levantamento, características que antes não eram tão importantes, passam a ser fundamentais para o profissional do futuro como atitude empreendedora, inteligência emocional e múltiplas habilidades.

De acordo com Guillermo Bracciaforte, cofundador da Workana, a mudança parte dos dois lados, tanto de empresas quanto de profissionais. “Ao mesmo tempo que as empresas buscam profissionais que não apenas cumpram ordens, mas que tenham atitudes empreendedoras, esses trabalhadores também não querem mais simplesmente obedecer, mas sim, fazer parte da empresa com ideias criativas”, aponta Bracciaforte. Ele ainda destaca que esse é um grande benefício para as empresas, que podem ter à disposição pessoas que colaborem para seu crescimento no mercado.

Acompanhando esse movimento, os profissionais também buscam desenvolver diversas habilidades, além de investirem em qualificação profissional para se manterem atualizados. O estudo realizado pela Workana apontou também que no último ano 80% dos profissionais latino-americanos investiram em qualificação. Para Bracciaforte, essa é uma tendência que deve seguir em crescimento na região, já que as empresas buscam cada vez mais pessoas qualificadas que executem tarefas especializadas.

Classe média brasileira voltará ao patamar de 2014 só em 6 anos

Quando morava com os pais, até meados de 2015, Jennifer de Souza, de 22 anos, trabalhava porque queria ajudar a complementar a renda da família, de classe média, que fechava todo mês em torno de R$ 3 mil.

De Mauá, região metropolitana de São Paulo, a jovem aproveitou as vagas que surgiram com o boom do setor de serviços e comércio. Até que veio a crise. De dois anos para cá, foram alguns bicos, nada formal.

Hoje, Jennifer vive das contribuições que consegue nas ruas paulistanas, onde, junto do marido, também pede dinheiro para ajudar famílias carentes de sua comunidade. “Isso é tudo de antes, quando a gente tinha dinheiro. Hoje não compro nada”, diz ela, apontando para os acessórios de prata que usa nas mãos e pescoço.

Na casa dos pais, o momento também é outro. O pai perdeu o emprego de motorista e só a mãe trabalha, com uma pequena banca de açaí em Mauá. A linha do tempo de Jennifer é um retrato da economia brasileira.

Em 2015 e 2016 as classes D e E engordaram em mais de 4 milhões de famílias. Só daqui a seis anos, em 2023, a classe média terá recuperado o patamar de participação que alcançou em 2014, quando 28% dos lares brasileiros tinham renda mensal de R$ 2.302 a R$ 5.552.

As projeções, realizadas pela Tendências Consultoria Integrada, fazem parte de estudo que analisa a evolução de famílias e renda entre as classes no Brasil até 2026, a partir de dados do IBGE.

Para Adriano Pitoli, um dos economistas responsáveis, o quadro se deve ao fim do crescimento econômico puxado por consumo e pelo setor de serviços. “Este avanço, que empregava principalmente mão de obra pouco qualificada, não tem mais espaço. No médio prazo, provavelmente haverá uma dinâmica mais concentradora de renda”.

A previsão é que a classe A recupere os rendimentos mais rapidamente nestes primeiros anos. Enquanto a renda total da classe C vai crescer a uma média anual de 2,3% até 2026, a velocidade entre os mais ricos será de 4,1%, e de 3% para os rendimentos totais. Entre 2003 e 2014, a renda da classe média crescia cerca de 6% ao ano.

Educação não revertida em produtividade, acesso ao crédito encurtado e fraco ambiente de negócios são listados pelo economista Marcelo Neri como entraves à retomada do antigo crescimento da classe média.

Diretor da FGV Social, o economista foi responsável por cunhar o termo “nova classe média”, em 2008. “Nossa situação fiscal não comporta um empurrão na classe C por meios tributários”, diz. Para Neri, o governo precisa enfatizar a necessidade das reformas e se firmar como agente regulador, e não como um órgão que repassa recursos públicos para a população.

Novas empresas deverão se adequar ao Bloco K a partir de janeiro de 2018

Em 2007, com o objetivo de agilizar os processos para a expansão econômica nacional, o Governo Federal anunciou o SPED (Sistema Público de Escrituração Digital), um projeto de solução tecnológica que oficializa os arquivos digitais das escriturações fiscal e contábil dos sistemas empresariais dentro de um formato digital específico.

Devido a mudança de emissão do Livro de Controle da Produção e do Estoque para o meio eletrônico, foi incluído na EFD o Bloco K, que obriga todas as empresas industriais e atacadistas, exceto aquelas enquadradas no Simples Nacional, a registrarem todas as entradas e saídas de produtos, bem como as perdas ocorridas nos processos produtivos.

Uma pesquisa feita pelo Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e de Assessoramento no Estado de São Paulo (Sescon-SP) com empresários de contabilidade em todo o Estado revelou insatisfação com a nova exigência. Para a maioria (32%) dos entrevistados, o Bloco K resultará em mais burocracia e custos para as empresas. Outros 31% advertem que a crise tem sido um grande entrave para as adequações, visto que a obrigação fiscal exige a aquisição de um software de gestão empresarial integrado e treinamento específico de pessoal.

Ainda de acordo com a pesquisa, é provável que uma parcela considerável das empresas (23%) deixe para a última hora as mudanças necessárias para atender às normas do Bloco K. Apenas 14% das organizações enquadradas na primeira etapa de implantação estão preparadas.

Diante da necessidade do cumprimento dessa obrigação acessória, as empresas desenvolvedoras de tecnologias são a solução para que as empresas consigam se adequar a essa obrigação acessória. Para Marcelo Guidugli, CEO da Procfit, empresa desenvolvedora de soluções de gestão empresarial, as companhias devem se adequar o quanto antes as exigências do Bloco K. “A obrigatoriedade do Bloco K é mais uma regulamentação exigida pelo governo e as empresas devem iniciar se adequar o quanto antes, através de uma solução eficiente é possível cumprir facilmente todas as exigências dessa obrigação acessória”, afirma Guidugli.

Do ponto de vista técnico, o Bloco K é altamente complexo, pois devem ser registradas pelos funcionários todas as informações relacionadas aos estoques de mercadoria, desde o saldo estocado, substituição de insumos e perdas no processo produtivo até o produto completamente acabado, sendo este fabricado pela própria empresa ou por terceiros.

Para gerar corretamente as informações do Bloco K, a empresa precisará controlar seu estoque e processo produtivo da forma mais eficaz possível. Para suprir essa necessidade, é preciso implantar um ERP confiável, já adequado ao Bloco K, que permite fazer uma gestão muito mais eficiente, evitando dores de cabeça no futuro.

Com ele, as empresas também poderão diminuir o tempo dedicado a cada tarefa, otimizar o fluxo de informações para as tomadas de decisão e reduzir custos, simplificando assim a sua gestão e permitindo que elas foquem no mercado em que atuam. Outra medida importante é obter o auxílio de uma ferramenta de análise de impacto, identificando possíveis inconsistências na manufatura das empresas que devem ser tratadas para a validação do Bloco K.

Obras de contorno no PR somam R$ 720 milhões

Com um orçamento próprio de R$ 260 milhões e prazo que envolve os próximos anos, o governo paranaense deve realizar várias intervenções de melhoria no contorno de pelo menos cinco cidades importantes do estado. As iniciativas devem resolver gargalos rodoviários em pontos críticos dos municípios de Marechal Cândido Rondon, Castro e Wenceslau Braz, cujos projetos estão em andamento, e em Francisco Beltrão e Pato Branco, cujas licitações já foram autorizadas. A extensão total é de quase 43 km.

A Coordenadoria Técnica do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) é a responsável pelo planejamento das obras. De acordo com José Richa Filho, secretário estadual da Infraestrutura e Logística, os projetos aproveitaram a experiência acumulada em outros municípios e tem como foco tirar o tráfego pesado dos perímetros urbanos. “Cidades como Agudos do Sul, Campo Largo e Mandaguari receberam essas obras que contribuíram para a melhoria do fluxo de veículos, redução de acidentes e a qualidade de vida da população”, afirma.

Além dos R$ 260 milhões que saem diretamente do orçamento estadual, outros R$ 460 milhões devem ser aplicados pelas concessionárias privadas também em obras de contornos rodoviários. São cinco tipo de empreendimentos desse tipo projetados até 2021, segundo o DER-PR. As obras envolvem rodovias concessionadas que atravessam os municípios de Peabiru, Arapongas, Jandaia do Sul, Apucarana, Londrina e Cambé.

Viadutos e duplicações em andamento

Outra frente de atuação na área rodoviária é a construção de viadutos em cidades cortadas por rodovias estaduais. É o caso de Foz do Iguaçu e Paranaguá. Na primeira cidade, o estado autorizou a abertura da licitação para a construção de um viaduto no cruzamento da BR-277 com uma das importantes avenidas da cidade – Costa e Silva – e as obras devem começar em 2018 a um custo de R$ 17,5 milhões. Outro viaduto (já autorizado) será construído em Paranaguá, com investimentos de R$ 20 milhões e 900 metros de extensão.

Outros R$ 350 milhões foram aplicados em duplicações, incluindo a a PR-445, entre Londrina e Cambé, e da PR-323, ligando Maringá a Paiçandu, além de executar a obra no trecho entre Curitiba e Piraquara, na PR-415. Em projeto está ainda a conclusão da duplicação da Rodovia da Uva, na Região Metropolitana de Curitiba.

As concessionárias também realizam obras de duplicação na Rodovia do Café (Ponta Grossa a Apucarana), na PR-151 (Jaguariaíva), BR-277 (trecho urbano de Guarapuava) e PR-317, entre Floresta a Engenheiro Beltrão, e BR-376, no trecho que liga Nova Esperança a Paranavaí. Nesse caso, os orçamentos não foram divulgados, mas não fazem parte dos R$ 350 milhões citados acima.

Banco Mundial poderá financiar Rodoanel Norte

A estrutura financeira que deve suportar a construção do trecho Norte do Rodoanel, em São Paulo, ganhou o reforço do IFC. O projeto também já tem a sinalização de apoio da Agência Multilateral de Garantia ao Investimento (Miga), outra divisão do Banco Mundial. Em resumo: a dois meses do leilão, programado para 10 de janeiro, o processo ganha musculatura e deve reforçar a atratividade de players internacionais. A projeção de investimentos no trecho é estimada em R$ 581,5 milhões ao longo de 30 anos de concessão, fora o valor de outorga – lance mínimo de R$ 462,3 milhões – e que será o definidor da escolha do vencedor.

Na prática, o provável suporte financeiro da IFC foi sinalizado por uma carta-compromisso entregue pelo diretor geral da Agência, Giovanni Pengue Filho. Ele, inclusive, participa de um road show na Europa justamente para apresentar o projeto de concessão à investidores internacionais. “O interesse do IFC em participar do projeto também como eventual financiador sinaliza para o mercado que o projeto tem condições de financiabilidade e que, para bons projetos, não há escassez de recursos como vimos nos resultados dos dois leilões de rodovias paulistas já realizados esse ano”, avalia Giovanni em referência aos lotes Rodovias do Centro-Oeste Paulista e Calçados licitados com ágios de 138% e 438%, respectivamente, sobre os valores mínimos de outorgas.

O suporte anterior da Miga já havia oficializado via carta de interesse com a oferta de garantias contra riscos não-comerciais para investimentos de capital próprio e de dívida no projeto. A garantia da instituição inclui violação de contrato, expropriação, inconvertibilidade cambial e restrição de transferência, bem como riscos relacionados a transtornos civis.

Nomeados seis novos adidos agrícolas do Brasil

Brasília – A partir de agora, o Brasil terá seis novos adidos agrícolas, três mulheres e três homens, designados para Tailândia, Índia, Vietnã, Arábia Saudita, Coréia do Sul e México. O mandato é de dois anos, passível de renovação por mais dois.

Os decretos de nomeação assinados pelo presidente Michel Temer foram publicados nesta sexta-feira (10), no Diário Oficial da União, de acordo com lista de nomes selecionados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento que foi também submetida à análise do Ministério das Relações Exteriores.

Foram designados ainda os adidos agrícolas na Argentina, África e Rússia e reconduzidos aos cargos os representantes do Brasil na União Européia, Genebra e Estados Unidos.

O Mapa agora conta com 15 adidos agrícolas. “Até 2019, o Brasil deverá ter mais 10, somando 25 adidos, que atuarão em mais de 41 países e blocos econômicos”, disse Odilson Ribeiro e Silva, secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério. “Eles estarão presentes em mercados importantes onde o nosso país mantenha acordos de cooperação ou parcerias estratégicas.”

Selecão de candidatos

A base da seleção para o quadro de acesso de adidos agrícolas é organizada pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Mapa e Escola Nacional de Gestão Agropecuária (Enagro). Os candidatos são treinados, capacitados e integram lista tríplice para escolha do ministro da Agricultura. Após essa primeira seleção, os nomes são submetidos à consulta do Ministério das Relações Exteriores e enviados para designação pelo presidente da República.

As atribuições de um adido agrícola abrangem a diversidade de assuntos técnicos da agricultura no mundo. Entre suas tarefas mais relevantes estão a busca por melhores condições de acesso a produtos do agronegócio, análises e estudos sobre as políticas agrícolas e legislações de interesse da agricultura brasileira.

Outras atividades envolvem a participação brasileira em eventos de interesse do agronegócio, questões sanitárias e fitossanitárias, cooperação na área agrícola, além de políticas ambientais, de combate à fome e de desenvolvimento rural.

Quem são os novos adidos agrícolas:

Maria Eduarda de Serra Machado – Tailândia
Dalci de Jesus Bagolin – Índia
Bivanilda Almeida Tápias – México
Thiago Charão de Oliveira – Vietnã
Marcel Moreira Pinto – Arábia Saudita
Gutemberg Barone de Araújo Nojosa – Coréia do Sul