UNESP e Austrália fecham parceria para intercâmbio de estudantes

A Austrália, considerada o 3º país mais procurado por estudantes brasileiros para a realização de intercâmbio, segundo pesquisa realizada pela Belta (Brazilian Educational and Language Travel Association), através do ATN (Australian Technology Network), grupo que reúne cinco grandes universidades australianas acabou de firmar com a UNESP (Universidade Estadual Paulista), um acordo de cooperação para pesquisas e intercâmbio de estudantes.

Uma delegação do ATN esteve no Brasil em setembro, quando também visitou UFMG, Unifesp, Mackenzie, USP, Unicamp e FAPEMIG para discutir a viabilização de parcerias também com essas instituições. Além da UNESP, o ATN já possui acordo de cooperação internacional em pesquisas no Brasil com a FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

“Essas parcerias entre universidades brasileiras e australianas viabilizam e facilitam a mobilidade de pesquisas e pesquisadores entre os dois países, além de possibilitar mobilidade estudantil e acadêmica para cursos de graduação e pós-graduação. O ATN é reconhecido como líder mundial de uma nova geração de universidades voltadas para a colaboração da indústria e em pesquisas com impacto no mundo real”, destaca Patricia Monteiro, gerente de educação do Consulado Geral da Austrália.

Composto pela University of Technology Sydney, Queenslad University of Technology, RMIT University Melbourne?, Curtin University e University of South Australia, o ATN responde por 20% do número de estudantes de graduação na Austrália e por 22% dos estudantes internacionais no país.

Brasileiros na Austrália

Em 2016, quase 30 mil brasileiros estavam em intercâmbio na Austrália, cerca de 50% a mais do que em 2012, realizando cursos de línguas, projetos científicos, pesquisa e extensão, ou a trabalho.

Com educação de qualidade e reputação internacional, principalmente quando os assuntos são as descobertas e inovações, a Austrália ocupa a 14ª posição no ranking mundial de educação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Outros fatores que fazem com que seja um destino bastante procurado são qualidade de vida e diversidade cultural.

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Startups de todo país podem se inscrever para incubação no Parque Tecnológico de Sorocaba

O edital das inscrições para o processo seletivo de incubação de novas empresas na Hubiz, incubadora do Parque Tecnológico de Sorocaba – PTS, termina no dia 15 de outubro. As empresas aprovadas neste edital, o segundo de 2017, se juntarão a outras 20 startups que hoje recebem toda assessoria feita pela Hubiz.

O edital é destinado a pessoas físicas ou jurídicas, individualmente ou em grupo, cujas propostas tenham como o objetivo o desenvolvimento ou geração de produtos, processos e serviços inovadores e/ou de base tecnológica. “Acredito que ser empreendedor é a profissão do século 21. Por isso incentivamos pessoas e empresas a transformar ideias em negócios”, diz Marcelo De Santis Ferreira, coordenador de incubação da Hubiz.

Podem se inscrever projetos de todo o país nas seguintes áreas: automotiva, biotecnologia, eletroeletrônica, energias alternativas, engenharia biomédica, fármacos e produtos naturais, metal mecânica, novos materiais, serviços inovadores, sistemas de produção, tecnologias da informação e comunicação, economia criativa e impacto social.

As propostas serão avaliadas por um comitê técnico especializado – composto por representantes de instituições parceiras da Inova Sorocaba, agência que administra o PTS – e eventualmente algum convidado.

As empresas vencedoras terão acesso a toda a estrutura do PTS e aos serviços oferecidos pela incubadora, tais como consultorias, assessorias, palestras e workshops, entre outros, além de estarem inseridas em um ambiente de inovação, que propicia o intercâmbio de ideias e tecnologias.

As inscrições devem ser feitas por meio do link: http://sgi.macropus.com.br/hubiz/edital/ . Informações pelo telefone: (15) 3416-6160.

Levantamento do Cetem vai estimar a emissão de mercúrio nos garimpos do Brasil

O Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) está fazendo um levantamento sobre as emissões de mercúrio nas atividades de mineração de ouro em pequena escala no Brasil. O trabalho faz parte do esforço do governo brasileiro para cumprir a Convenção de Minamata sobre Mercúrio, da qual o país é signatário, que pretende reduzir as emissões e eliminar o uso do mercúrio, para proteger a saúde humana e o meio ambiente dos efeitos nocivos dessa substância.

Segundo a pesquisadora Zuleica Castilhos, do Cetem, o levantamento, feito a pedido do Ministério do Ministério Meio Ambiente (MMA), vai ajudar a descrever o atual cenário dos garimpos de ouro. O trabalho já começou nos estados com maior produção: Pará, Mato Grosso, Rondônia e Amapá. Os garimpos da Bahia também serão analisados.

“A grande vantagem deste trabalho é que ele está sendo feito em campo. Acompanhamos os processos produtivos de áreas importantes na produção da pequena mineração de ouro. O que se faz é um balanço do que é utilizado e do que é perdido nos processos para todos os compartimentos ambientais – água, solo, sedimentos e atmosfera”, explicou.

Em parceria com órgãos públicos estaduais e municipais e cooperativas de garimpeiros, um grupo de pesquisadores já visitou garimpos do Mato Grosso, Pará e Amapá. “Agora, estamos organizando nossa expedição para o estado de Rondônia e vamos finalizar com a Bahia”, acrescentou Zuleica.

O levantamento do Cetem deve ser concluído em novembro, e o relatório final será entregue ao MMA. Para a pesquisadora, a perda de mercúrio para o meio ambiente, sobretudo para a atmosfera, pode ser reduzida com a adoção de novas tecnologias.

“O que a gente pode ver neste trabalho é que em algumas áreas, comparado ao final dos anos 1980 e início dos anos 1990, houve mudanças nos garimpos e, com isso, uma redução muito importante do percentual de mercúrio perdido para o meio ambiente. atualmente, há um interesse maior em recuperar o mercúrio perdido, inclusive porque o produto ficou muito caro. Então, existem passos no processo de produção para a efetiva recuperação do mercúrio.”

Convenção

A Convenção de Minamata sobre Mercúrio prevê a regulamentação internacional do setor informal de mineração artesanal e de ouro em pequena escala. O acordo considera o mercúrio um problema global. “O que caracteriza o mercúrio como um poluente global é a sua estabilidade química quando emitido para a atmosfera. Ele pode ser emitido aqui no Brasil e chegar ao outro lado do mundo e vice-versa. Uma vez liberado, pode permanecer na atmosfera por cerca de um ano até se depositar sobre os solos e as águas”, ressaltou a pesquisadora.

Segundo Zuleica, a convenção recebeu esse nome em homenagem a mulheres da cidade de Minamata, no Japão, contaminadas por mercúrio na década de 1950 em decorrência do consumo de peixe. “Quando mulheres grávidas são contaminadas por metilmercúrio, a substância pode passar pela placenta e atingir o sistema nervoso central do feto, que pode nascer com problemas neurológicos irreversíveis. E a primeira vez que isso foi registrado no mundo foi em Minamata, no Japão.”

Adecco, Itaú, Kroton, Magazine Luiza e outras seis empresas oferecem 300 vagas

Adecco, Atento Brasil, Itaú, Kroton Educacional, Magazine Luiza, Polishop, TIM Brasil, Walmart e Zara oferecem 300 postos de trabalho para profissionais com ensino médio, técnico e superior cursando/completo. Os interessados podem se inscrever por meio do VAGAS.com.br.

As oportunidades são para atuar em várias regiões do Brasil.

Adecco

A Adecco Brasil é uma empresa de recrutamento e seleção de profissionais, principalmente de atuação em nível operacional, entre boa parte dos setores da indústria. A empresa está presente no Brasil desde 1989.

Número de vagas: 20
Inscreva-se aqui: http://www.vagas.com.br/vagas-de-adecco

Atento Brasil
A Atento Brasil é uma empresa multinacional de contact center, pertencente ao fundo de capital de risco Bain Capital, constituída no dia 7 de dezembro de 1999 e presente nos seguintes países: Argentina, Uruguai, Chile, Colômbia, El Salvador, Espanha, Guatemala, Marrocos, México, Peru, Porto Rico e Venezuela.

Número de vagas: 26
Inscreva-se aqui: http://www.vagas.com.br/vagas-de-atento-brasil

Itaú
O Itaú Unibanco é o maior banco privado do Brasil – e uma das maiores empresas do mundo, segundo ranking da revista Forbes. Está no mercado há mais 90 anos e hoje conta com mais de 90 mil colaboradores, quase 60 milhões de clientes e mais de 95 mil acionistas.

Número de vagas: 55
Inscreva-se aqui: http://www.vagas.com.br/vagas-de-itau

Kroton Educacional
É a maior empresa privada brasileira no ramo da educação no Brasil, fundada em 1966 em Belo Horizonte, está com 20 oportunidades de trabalho para diversas cidades no País. Dona de marcas como: Faculdades Anhanguera, UNIC e LFC.

Número de vagas: 36
Inscreva-se aqui: http://www.vagas.com.br/vagas-de-kroton

Magazine Luiza
Empresa brasileira com sede em Franca, São Paulo, fundada por Luiza Trajano Donato. Possui aproximadamente 750 lojas em mais de 15 estados do Brasil. Atualmente, emprega mais de 25 mil funcionários.

Número de vagas: 30
Inscreva-se aqui: http://www.vagas.com.br/vagas-de-magazine-luiza

Polishop
É uma empresa multicanal de grande porte que está no mercado desde 1999 oferecendo soluções e uma gama de produtos e eletrônicos.

Número de vagas: 31
Inscreva-se aqui: http://www.vagas.com.br/vagas-de-polishop

Tim Brasil
É uma empresa de telefonia brasileira subsidiária da Telecom Itália e opera nas redes GSM, EDGE, WCDMA, HSDPA, 3G e 4G. No Brasil, foi fundada em 1998, mas seu conceito de rede se deu em 2002, quando sua cobertura já atingia o patamar de 2.500 municípios.

Número de vagas: 23
Inscreva-se aqui: https://www.vagas.com.br/vagas-de-tim-brasil

Walmart
Maior rede varejista do mundo, nascido nos EUA, em 1962. E presente no mercado brasileiro desde 1995. A primeira loja em nosso país foi uma unidade do Sam’s Club, em São Caetano do Sul, na grande São Paulo. Hoje, a rede está presente em 18 estados e no Distrito Federal.

Número de vagas: 25
Inscreva-se aqui: https://www.vagas.com.br/vagas-de-walmart

Zara
Zara é uma rede de lojas espanhola de roupas, calçados e acessórios para o público feminino, masculino e infantil. A marcar está presente em mais de 93 mercados e possui mais de 7 mil lojas espalhadas pela Europa, América, Ásia, Oceania e África. A Zara pertence ao grupo Inditex.

Número de vagas: 54
Inscreva-se aqui: https://www.vagas.com.br/vagas-de-zara

Painel da Abranet aponta vantagens e riscos de inovar com startups

O crescimento dos investimentos e do número de startups no Brasil abre inúmeras possibilidades de se inovar. Apesar de ser um sistema em construção, e de origem recente, com um caminho de aprendizado por parte de empresas, empreendedores e financiadores, trabalhar em parceria com startups é uma forma de encurtar o caminho e trazer a inovação mais rápido para dentro das empresas de internet. Porém, é preciso tomar cuidados, tanto para criar uma startup, quanto para se relacionar com uma em busca de inovações. Algumas recomendações para essa parceria foram dadas pelos participantes do painel “A Internet e a Inovação – Startups, Investidores, Aceleradoras e Corporações”, que contou com a presença de cerca de 80 pessoas na Futurenet 2017, pré-evento promovido pela Associação Brasileira de Internet (Abranet) no Futurecom 2017, que começou hoje (02/10), em São Paulo.

A mesa foi mediada por Dorian Guimarães, diretor de Planejamento Estratégico e Marketing da Abranet. Participaram como debatedores Guilherme Ralisch, consultor do Sebrae-SP; Jorge de Paula Costa Ávila, diretor sênior de Desenvolvimento de Negócios da Qualcomm; José Eduardo Velloso, engenheiro de Tecnologia e Inovação da Bosch; Marcelo Sato, partner da Astella Investimentos; e Rogério Tamassia, cofundador e diretor da Liga Ventures.

Do ponto de vista de quem quer empreender, o Brasil tem mostrado números crescentes. Segundo Marcelo Sato, da Astella, mais de uma centena de startups no Brasil estão atuando em tecnologias emergentes, como Internet das Coisas (IoT), que movimentou cerca de US$ 1,7 bilhão no ano passado no Brasil.

Com tantas possibilidades de parceria, como é possível se relacionar com as startups? A primeira delas é criar uma. Jorge Ávila, da Qualcomm, chamou a atenção para as oportunidades. “É possível encontrar em bancos de patentes milhares de ideias que, conjugadas, podem trazer um novo produto ou solução para um problema”, apontou.

Ao mesmo tempo, observou Guilherme Ralisch, em seu programa de apoio a startups o Sebrae observa que muitos empreendedores estão propondo negócios em áreas das quais os sócios não têm conhecimento da tecnologia, são pouco inovadores, sem diferencial ou que até apresentam soluções e produtos já existentes e, portanto, com potencial muito pequeno de ampliação de mercado e até mesmo de sobrevivência.

A outra forma de se relacionar com uma startup é torná-la seu fornecedor, uma forma de fazer inovação sem ter de criar uma estrutura e equipe totalmente própria. Nesse caso, alguma adaptação será exigida de ambos. “Conversamos com uma grande empresa do setor de bebidas que não tinha com investir em startups e resolveu usá-las como fornecedores, mas não é fácil comprar de startups.”, contou José Eduardo Velloso, da Boch.

Dorian Guimarães levantou então a questão dos diferentes modos e tempos de trabalho de uma startup e uma empresa já consolidada. “Há processos de cadastramento de fornecedor que demora meses, prazos de pagamentos de mais de 90 dias, e isso pode significar a morte da startup”, ponderou. Rogério Tamassia, da Liga Ventures, disse que se trata de um grande processo de aprendizado. “As grandes empresas já estão mais avançadas, trilhando seu caminho para trabalhar com esses empreendedores”, apontou. Prazos diferenciados de entrega e pagamento, em sistemas chamados fast track, são algumas alternativas.

CA Technologies reúne executivas de TI para debater a pequena presença feminina em cargos de liderança nas áreas de tecnologia

São Paulo – Líderes de grandes companhias brasileiras se reúnem em evento gratuito, em São Paulo, para debater a presença de mulheres no mercado de TI. Organizado pela CA Technologies, uma das maiores empresas de software do mundo, o Women in Tech – Should I Stay or Should I Go? será realizado no dia 24 de outubro, com participação de Aruna Ravichandran, vice-presidente de DevOps na CA Technologies e nomeada uma das 100 Mulheres Mais Influentes do Vale Silício pelo San Jose Business Journal e uma das Mulheres Mais Influentes e Poderosas de 2016 pelo National Diversity Council.

O debate abordará os obstáculos encontrados pelas mulheres em suas carreiras e os motivos pelos quais a grande maioria não alcança cargos de liderança em sua trajetória profissional. Apesar de representarem 43,8% dos trabalhadores brasileiros, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) em 2015, apenas 37% dos cargos de direção e gerência, e 10% nos comitês executivos, das grandes empresas são ocupados por mulheres.

No setor de tecnologia, no entanto, nota-se uma predominância ainda maior de homens. Um relatório recente do escritório Fenwick & West LLP mostra que as mulheres ocupam apenas 11% dos cargos executivos nas empresas do Vale do Silício. Segundo a pesquisa Women in Tech: the facts, 56% da força de trabalho feminina abandona a carreira em níveis hierárquicos médios, o dobro dos homens. Os motivos são a falta de apoio e oportunidades nas empresas, carência de modelos inspiracionais e o sacrifício da vida pessoal para crescer na carreira.

Junto com Aruna Ravichandran, estarão presentes Alessandra Bomura, CIO da Telefônica Vivo, Andrea Cabeça, Superintendente de Qualidade e Testes do Itaú, e Ana Paula Milani, Gerente de Qualidade e Software da Cielo. O evento começa às 19h30, no Campus São Paulo. O painel Women in Tech – Should I Stay or Should I Go? é aberto ao público e gratuito. Para participar, os interessados precisam se cadastrar em http://www.bit.ly/CAwomenintech. As vagas são limitadas.

Serviço:

Women in Tech – Should I Stay or Should I Go?

Onde: Campus São Paulo – Rua Coronel Oscar Porto, 70 – Paraíso, São Paulo – SP, 01313-902

Quando: 24 de outubro. Credenciamento às 19h30.

Quanto: Gratuito

Inscrições:www.bit.ly/CAwomenintech| Vagas limitadas

Consumo de cafés especiais cresce e gera demanda por mão de obra especializada

O paladar do brasileiro para o consumo de cafés premium tem se tornado cada vez mais apurado e eles não estão dispostos a abrir mão do sabor diferenciado dos grãos especiais. Enquanto o café tradicional tem crescido cerca de 2% ao ano, os cafés gourmet crescem em média 13%. Dados da Nielsen, empresa germânico-americana focada em pesquisas de mercado, apontam que os cafés com custo superior a R$12,00 nas embalagens de 500 gramas tiveram um crescimento ainda maior, cerca de 31,1% entre os anos de 2015 e 2016.

Em Belo Horizonte, o cenário não é diferente e o projeto Café da Semana é a confirmação de que o segmento está em franca ascensão. Até 28 de outubro, a cidade sedia um roteiro de 19 estabelecimentos, que oferecem os melhores cafés especiais de diferentes regiões do estado. O circuito faz parte da programação da Semana Internacional do Café, que será realizada entre os dias 25 e 27 de outubro, no Expominas. “Começamos a primeira edição com oito casas e três anos depois já somos 19, não somente de cafeterias como de outros setores que optaram por investir nos cafés especiais”, explica Felipe Brazza, idealizador da Liga dos Baristas e dono do Café das Amoras.

A Lullo Gelato, participante do circuito, foi uma das casas que percebeu a força dos cafés especiais na hora de diversificar seu mix de produtos e oferecer uma experiência mais completa para o seu cliente. Além das 25 opções do mais puro gelato italiano, desde maio deste ano, a gelateria passou a oferecer também uma carta com 10 rótulos de cafés especiais. “Queremos trazer uma experiência única aos clientes, além de um mix de produtos variado, que consegue agradar a todos; por isso, além do gelato feito diariamente, trouxemos opções muito saborosas e inusitadas cafés artesanais”, afirma Cristiane Temporão, sócia da Lullo.

Para Julia Fortini, sócia da Academia do Café, as pessoas têm buscado mais qualidade e rastreabilidade no café. “O café especial, além de ter uma quA7???E???????alidade superior, busca entender e passar ao cliente final informações sobre toda a cadeia produtiva do café, a história do produtor, o processo de secagem, colheita e região. As pessoas estão vendo esse movimento e notando as diversas possibilidades e oportunidades que o café traz, e, consequentemente, estão apostando no mercado de cafés especiais, seja abrindo cafeterias ou torrefações, por exemplo”.

Oportunidade de mercado

Com um mercado tão aquecido é natural que a busca por profissionais qualificados cresça também. O barista, profissional especializado em cafés diferenciados, seja na extração do espresso, seja no trato dos mais variados cafés coados e suas inúmeras receitas, tem se tornado cada vez mais requisitado. “Barista não é somente a pessoa que faz o café, ele deve entender sobre toda a cadeia produtiva, desde a produção até a xícara. É um profissional extremamente importante para o café especial, pois é quem faz a ligação do produtor do café com o cliente final, precisa compreender a cadeia para passar toda essa informação ao público”, explica Fortini.

A oferta de cursos de especialização tem seguido a mesma curva de crescimento. “Como estamos falando de um segmento mais especializado, as pessoas não tem a dimensão da oportunidade que ele tem oferecido. Recebemos demandas quase diárias e treinamos constantemente profissionais que são rapidamente absorvidos pelo mercado. Com dois cursos rápidos, de oito e dezesseis horas, o participante já está apto a se inserir no mercado de trabalho. Depois é a prática e a vivência na lida com o café que vai torná-lo um verdadeiro expert”, explica Brazza. Já a Academia do Café oferece cursos com certificação internacional da Specialty Coffee Association (SCA), ministrados em três níveis – fundação (mensal), intermediário (de dois em dois meses) e avançado (agendado sob demanda). O investimento inicial para o curso básico gira em torno de R$900,00 e a média salarial no primeiro ano pode chegar a R$2.200,00.

Seja para degustar um café especial ou saber mais sobre a profissão, a rota do Café da Semana é a melhor pedida do mês de outubro. O roteiro completo pode ser conferido em: semanainternacionaldocafe.com.br.