Mobility reinventa modelo de negócio para voltar a crescer

Um dos principais players brasileiros de locação de veículos para grandes agências de turismo nacionais e internacionais, a Mobility foi obrigada a se reinventar depois de ver o seu modelo de negócio fortemente impactado pela pandemia do Coronavírus, que derrubou em 76% o faturamento da empresa no exercício de 2020. “O setor de turismo praticamente parou e, como consequência, o aluguel de carros, que era o centro do nosso negócio”, explica Oskar Kedor, CEO da Mobility, com mais de 20 anos de atuação no mercado global de turismo.

“Era parar ou mudar”, revela o executivo. Diante deste cenário, para seguir adiante, a Mobility viu-se impelida a reavaliar seus custos para adequá-los à realidade que se impôs. “Mudamos de endereço, reduzimos nossos espaços e, infelizmente, também dispensamos colaboradores. Precisávamos reduzir a pressão dos custos enquanto buscávamos soluções para readquirir o equilíbrio e avançar com a empresa”, conta Kedor.

Antes de dar o próximo passo, Kedor olhou atentamente o mercado, bastante “remexido” pela pandemia, e se perguntou: O mercado voltará como antes? O consumidor “pós-pandemia” será o mesmo? A vacina é o único caminho para se voltar à normalidade? A pandemia não precisaria terminar para ele ter as suas respostas, até porque o mercado de mobilidade, lentamente, já experimentava algumas mudanças. “As mudanças, que até então ‘engatinhavam’, passaram a andar rápido e, com a pandemia, começaram a correr”, descreve o executivo. “A Mobility, obviamente, não poderia ficar parada”.

No “novo” normal que todos estão obrigados a viver, o consumidor já dá mostras de que não é o mesmo e, com ou sem vacina, a vida vai continuar, porém com mudanças de hábitos importantes. Com esta percepção do cenário, a Mobility redesenhou o seu modelo de negócio, ampliou seu campo de atuação e apontou o foco para o mercado interno. “Acreditamos na expansão do transporte individual que, dessa vez, não será com base na posse do veículo, mas sim pelo seu compartilhamento”, aponta o CEO da Mobility.

O marco inicial dessa nova fase da Mobility foi o contrato de exclusividade firmado com a Kinto Share, marca global da Toyota, já presente e ativa em 29 países. A Kinto, agora no marketplace Mobility, oferece seus carros por meio de diferentes modalidades de contrato: assinatura, mensal, eventual e por hora. “Este é o tipo de serviço que deve crescer e muito no futuro”, prevê Kedor, sobretudo pelo afastamento do consumidor do transporte coletivo, o que já se constata com números expressivos. De acordo com o executivo, a marca da Mobility está nos diferenciais: o serviço de leva e traz, disponibilidade de carros do ano, dispensa de depósitos caução, ausência de multas em alteração ou cancelamento de contrato, e opção por carros de luxo, híbridos ou modelos normalmente não disponíveis.

Apesar das novidades e das excelentes perspectivas, o CEO da Mobility não acredita numa recuperação rápida dos negócios. Para ele, o avanço acontecerá de forma relativamente lenta, porém segura, na maior parte de 2021. “A curva de recuperação deve se apresentar no último trimestre do ano, já apontando para um exercício bem melhor em 2022”, afirma.

Autor: canalexecutivoblog

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