Startups do Brasil estão na mira dos japoneses, diz estudo

As companhias japonesas estão de olho nas boas oportunidades junto as empresas inovadoras, em especial startups, do Brasil. Chama a atenção deles, aquelas dos setores de agritech (22%), tecnologia da informação (13%), fintech e logística (ambas com 9% cada). A informação faz parte do relatório do Grupo de Estudos das Empresas Japonesas sobre Inovação no Brasil criado pela Japan External Trade Organization (JETRO) em parceria com as companhias que integram o Grupo de Trabalho de Inovação da Câmara de Comércio e Indústria Japonesa no Brasil, que reúne 35 corporações que atuam no país.

Além das quatro áreas citadas, os nipônicos têm interesse nos setores de mobilidade, health tech e infraestrutura (todos com 6%). Outros, como biotecnologia, marketing, retailtech e security (com 3%) também são mencionados. A boa notícia para os brasileiros é que 26% dos japoneses querem inovar a partir dos novos modelos de negócios das startups, e outros 17% objetivam investir e até adquirir companhias ou atuar no co-desenvolvimento de produtos e serviços com empresas recém-criadas e rentáveis.

“Há interesse das companhias do Japão em ampliar os negócios a partir das subsidiárias que conhecem bem o mercado local, mas outras nações têm recebido prioritariamente os investimentos, embora reconheçam a importância brasileira”, argumenta Atsushi Okubo, diretor-presidente da JETRO no Brasil. De acordo com ele, outros mercados acabam por receber investimentos japoneses pelo desconhecimento, muitas vezes, do potencial brasileiro de inovação. “Para obter mais apoio, 40% das companhias que compõem o grupo de estudos afirmam que é preciso a matriz enviar seus principais executivos para desbravarem o Brasil”, completa Okubo.

Na pesquisa do Grupo de Inovação, a visita ao ecossistema brasileiro para a construção de um networking e a participação em programas de aceleradoras privadas e mesmo de inovação aberta por agências governamentais, respectivamente, foram citados por 41% e 18% dos japoneses como fundamentais para avançar no Brasil. “Hoje, temos casos em que as empresas buscam solucionar problemas resultantes dos ambientes de negócios no Brasil, como o Custo Brasil, através da inovação, porém, 50% delas priorizam a busca de novos negócios a partir de suas operações locais”, diz Okubo.

De acordo com o estudo Global R&D Funding Forecast, os gastos com P&D devem crescer 3,6% em todo o mundo em 2019, totalizando US$ 2,3 trilhões. E, segundo o Índice Global de Inovação (IGI), o Brasil ocupa a 66ª posição entre as nações mais inovadoras do planeta, em lista liderada pelo trio Suiça, Suécia e Estados Unidos. O Japão ficou em 15º lugar.

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