Mercado de cartões crescerá 15,5% em 2018, projeta Abecs

A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) divulgou, ontem, que o mercado de cartões avançou 12,6% em 2017 contra o ano anterior, para R$ 1,360 trilhão. Para 2018, as projeções da entidade são de alcançar um crescimento de 15,5% em relação ao observado no ano passado, para R$ 1,57 trilhão.

A participação dos cartões nas famílias também subiu de 30% para 32% na mesma relação. “O setor ambiciona crescer muito na participação no consumo das famílias e a grande luta do setor é criar uma condição de crescimento sustentável junto ao regulador”, comentou hoje o presidente da associação, Fernando Chacon, no Congresso de Meios Eletrônicos de Pagamento (CMEP).

Ele acrescentou que a ideia seria alcançar no Brasil números comparáveis a outros países, de 65%. Quando separado por categoria, a maior alta veio do uso do cartão pré-pago – o qual também mostra uma base menor na participação total – que avançou de R$ 3,9 bilhões transacionados em 2016 para R$ 6,6 bilhões (+68,8%).

Em seguida veio o débito, que mostrou alta de 12,6%, de R$ 451,3 bilhões para R$ 508 bilhões na mesma relação. Já o cartão de crédito subiu 12,4% nos valores transacionados, de R$ 749,7 bilhões para R$ 842,6 bilhões. “Percebemos que o uso do plástico vem se intensificando não apenas com novos entrantes, mas entre aqueles que já eram usuários”, avalia Chacon, destacando que os dados da Abecs de 2017 mostram que pelo menos 96% dos usuários usa o cartão de crédito todo o mês, sendo que 55% usa, ao menos, uma vez por semana.

Ainda segundo o presidente da associação, porém, apesar de a preferência pelo plástico, o volume de dinheiro sacado no País ainda é muito grande (R$ 1,31 trilhão). “É uma das primeiras vezes que vemos o cartão superar os saques. Isso mostra uma oportunidade muito grande de ocupar esse espaço não só de papel moeda mas também de cheques compensados, principalmente porque esses meios geram um custo bastante elevado não só para o governo, mas para o próprio consumidor”, afirma o executivo.

Em 2017, a contribuição do plástico como pagamento foi de R$ 1,36 trilhão, enquanto os cheques compensados totalizaram R$ 751 bilhões. “O ambiente no Brasil é muito propício para que o cartão supere o cheque porque somos uma indústria com condições muito competitivas”, completa Chacon.

Taxas

Ainda de acordo com o presidente da associação, mesmo que a inadimplência do setor tenha encerrado 0,8 ponto percentual acima dos calotes totais de pessoas físicas (6% contra 5,2%), a tendência ainda é de queda para a MDR – taxa líquida de descontos cobradas de lojistas. “O tempo todo nossa indústria é colocada em uma posição em que os preços podem ser praticados de forma diferente, mas estamos muito competitivos quando comparamos os custos com outras modalidades do ponto de venda”, diz Chacon.

A indústria teve um prejuízo de R$ 25 bilhões no ano passado, alta de 2,94% em relação a 2016. A taxa líquida de desconto média do setor fechou em 2,95% para cartão de crédito e de 1,6% para débito. O presidente afirmou ainda que o mercado cresceu “acima do previsto” em 2017 e as perspectivas continuam positivas para 2018. As projeções deste ano são de um crescimento de 15,5%, para R$ 1,57 trilhão em valor transacionado pelo setor.

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