Setores de comércio e serviços puxam faturamento das MPEs paulistas em abril

O faturamento das micro e pequenas empresas (MPEs) do Estado de São Paulo apresentou crescimento de 7,8% em abril deste ano sobre o mesmo mês de 2017, já descontada a inflação. No período, os setores de comércio e serviços puxaram o desempenho positivo com aumentos de 13,4% e 6,7%, respectivamente, em suas receitas. A indústria, entretanto, teve queda de 8,3% no faturamento. A receita total das MPEs em abril ficou em R$ 52,2 bilhões, o que representa R$ 3,8 bilhões a mais do que no mesmo mês de 2016. No acumulado de janeiro a abril deste ano, as MPEs registraram elevação de 4,2% no faturamento real em relação ao primeiro quadrimestre de 2016. É a primeira alta num quadrimestre desde 2014. Os resultados são da pesquisa de conjuntura Indicadores Sebrae-SP.

Os fatores que podem ter contribuído para a elevação do faturamento em abril foram: inflação sob controle – preservando o poder de compra da população – e liberação dos recursos das contas inativas do FGTS, que injetou R$ 4,56 bilhões em vendas no varejo brasileiro, conforme informação da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). As vendas de Páscoa que este ano foi comemorada em abril, diferentemente do ano passado, também colaboraram com o resultado, especificamente no comércio.

“Os resultados do 1º quadrimestre mostram que os pequenos negócios começaram a sentir os reflexos da recuperação econômica. Confiantes na retomada, fizeram a lição de casa e passaram até a gerar mais empregos”, afirma o presidente do Sebrae-SP, Paulo Skaf. Mas, segundo ele, o estudo mostra também que voltou o sinal amarelo: “O otimismo com a recuperação está mais moderado. É que a confiança anda lado a lado com a previsibilidade. Num momento de incertezas, como as geradas com a recente alta dos impostos sobre os combustíveis, empresários e consumidores tendem a voltar a puxar o freio dos investimentos e do consumo. Isso não é bom para ninguém. Por isso, somos contra qualquer aumento de impostos, que sacrifiquem ainda mais a sociedade”.

Por regiões, o interior do Estado apresentou o melhor desempenho das MPEs, que tiveram crescimento de 7,8% no faturamento em abril, em relação a igual mês de 2016. Na mesma comparação, a região metropolitana de São Paulo vem logo em seguida: as MPEs lá situadas viram a receita aumentar 7,7%. No município de São Paulo, a alta foi de 6,3%. Já o Grande ABC ficou no terreno negativo, com queda de 17,5% em abril de 2017 sobre abril de 2016.

A folha de salários das MPEs paulistas ficou 6,1% maior em abril ante o mesmo mês do ano passado. O pessoal ocupado nessas empresas aumentou 1,9%, mas o rendimento dos empregados caiu 0,3%, já descontada a inflação.

“Os pequenos negócios são favorecidos com inflação e juros menores, pois esses são fatores com influência direta no poder de compra das famílias, os principais consumidores das micro e pequenas empresas”, afirma o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano. “Quando os preços sobem com menos intensidade e o crédito fica mais acessível, o cliente se sente mais encorajado a comprar; porém, ainda há complicadores para os pequenos negócios, como o elevado nível de desemprego e de inadimplência das empresas, além da incerteza política do País.”

Microempreendedor Individual

Os Microempreendedores Individuais (MEIs) registraram a 21ª redução seguida no faturamento real em um mês, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Em abril ante igual mês de 2016, o recuo na receita foi de 3,2%. Contudo, o ritmo de queda diante dos meses anteriores se mostrou menor do que ocorria em 2016, mais uma vez. A receita total dos MEIs em abril foi de R$ 3,5 bilhões, o que representa um montante R$ 116,4 milhões menor do que o de abril do ano passado.

Segundo a pesquisa do Sebrae-SP, a indústria foi o único setor entre os MEIs que apresentou aumento no faturamento, de 5%. O MEI do comércio viu sua receita cair 9,8% e no setor de serviços, a diminuição foi de 1,3%.

A queda no faturamento dos MEIs foi maior no interior do Estado: de 3,6%. Na região metropolitana de São Paulo, o recuo ficou em 2,8% no mesmo período.

Expectativas

Quanto às expectativas para o faturamento da empresa, em maio de 2017 51% dos donos de MPEs afirmaram esperar manutenção da receita nos próximos seis meses. Houve aumento dos que aguardam melhora, de 27% em maio de 2016 para 32% em maio de 2017.

Com relação à economia brasileira, 41% dos proprietários de MPEs entrevistados disseram aguardar estabilidade para os próximos seis meses e 26% têm expectativa de aumento no nível de atividade. Houve crescimento no número dos que esperam piora para a economia brasileira, de 16% (em maio 2016) para 18% (em maio 2017).

Na visão de 48% dos MEIs, haverá melhora do faturamento nos próximos seis meses e 41% aguardam estabilidade na receita. Em relação à economia brasileira, 43% esperam melhora e 40%, estabilidade. Em maio de 2017, a parcela dos MEIs que espera piora para a economia ficou em 14%.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s