BNDES “anêmico” prejudica setor de implementos rodoviários

As vendas de implementos rodoviários são um dos termômetros do desempenho do país, segundo a entidade que congrega os fabricantes do segmento. Se isso for tomado ao pé da letra, temos um paciente que enfrenta uma febre com oscilação de temperatura. Para a Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir), pesa a presença anêmica do BNDES nessa balança, uma vez que o banco está engolfado no pacote esquizofrênico que tomou conta do Brasil.

A falta de uma política ativa de incentivos à indústria por parte do BNDES acentua a crise atual e no setor de implementos o resultado é uma queda de praticamente 18% no índice de emplacamentos de janeiro a julho desse ano em relação ao mesmo período de 2016. Em números redondos, a indústria entregou 30.712 unidades em 2017 contra 37.430 produtos despachados no ano passado. “Em um momento como o atual faz falta a ação do BNDES dando suporte à indústria e desempenhando seu papel histórico de parceiro dos setores produtores”, afirma Alcides Braga, presidente da Anfir.

A maior retração acontece no mercado de carroceria sobre chassis (21,7%). “A recuperação no mercado urbano ainda deve demorar porque depende do aumento de consumo nas cidades”, explica Mario Rinaldi, diretor Executivo da entidade. Já no setor de reboques e semirreboques apresentou, a queda foi menor (12,2%). Apesar disso, cinco segmentos apresentaram variação positiva: baú carga geral, transporte de toras, baú frigorífico, baú lonado e tanque alumínio.

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