Empresas ativam alta tecnologia óptica em plena Amazônia

Baseada em Campinas, a fabricante de soluções para redes ópticas Padtec anunciou a ativação de mais um trecho da malha subfluvial do programa Amazônia Conectada. Com extensão de 530 km, a etapa liga Novo Airão a Coari, no estado do Amazonas. Para o trecho recém ativado, a fibra foi instalada nos rios Negro e Solimões com tecnologia DWDM, ou seja, multiplexação por divisão densa de comprimento de onda, a qual permite a expansão de capacidade de transmissão sem necessidade de expansão física da rede. Na etapa de 340 km, entre Manacapuru e Coari, a Padtec usou ainda a tecnologia Raman de alta potência, que viabiliza a transmissão de longa distância sem necessidade de estações intermediárias.

Como é responsável pela instalação e comissionamento da rede óptica, a Padtec possui uma estrutura local. Já o projeto final, coordenado pelo Ministério da Defesa, prevê uma extensão de 3, 6 mil km de infraestrutura lançada nos leitos dos principais rios da Bacia Amazônica e o atendimento de mais de 7,5 milhões de habitantes, oferecendo serviços de internet e conexão de alta capacidade para aplicações como telemedicina e ensino a distância. “Além disso, deverá interconectar diversos órgãos nas áreas da saúde, segurança pública, trânsito e turismo e, ainda, contribuir com as ações do governo federal já desenvolvidas para a expansão da banda larga na Região Amazônica”, detalha general de Divisão Decílio de Medeiros Sales, coordenador-geral do Programa Amazônia Conectada.

A italiana Prysmian, por sua vez, no projeto Xingu Conectado, desenvolvido pela Telebras e Prodepa, em uma ação entre o governo federal e o estado do Pará, para implantar uma rede de fibras ópticas de alta capacidade de cerca de 400 quilômetros, para interligar os municípios de Altamira, Anapu, Brasil Novo, Gurupá, Medicilância, Pacajá, Placas, Porto de Moz, Senador José Porfírio, Uruará, Vitória do Xingu e São Feliz do Xingu. O contrato recente é de 2,5 milhões e envolve a expansão da internet banda larga na região amazônica do Xingu, com o fornecimento de aproximadamente 400 km de fibras ópticas.

A compra foi feita pela Ômega, empresa a frente da instalação da rede. De acordo com a Prysmian a infraestrutura vai cobrir as 12 cidades citadas acima, o que significa beneficiar cerca de 600 mil pessoas. Com capacidade de 10 Gbps expansíveis, a infraestrutura será compartilhada com as operadoras e provedores da região. Os cabos ópticos serão fabricados na planta da de Sorocaba (SP), com entrega prevista para setembro deste ano. “A participação da Prysmian neste importante projeto reforça ainda mais nossa posição de liderança no mercado de fibras ópticas”, argumenta Reinaldo Jeronymo, diretor de telecomunicações da Prysmian Brasil.

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