Cogeração de energia pode ser o caminho para retomada do setor de cana

O potencial para a geração de energia a partir da cana-de-açúcar é grande. Atualmente, a fonte biomassa representa 9% da potência outorgada pela ANEEL (Agência Nacional de Energia) na matriz elétrica do Brasil. E, nos próximos sete anos, se as usinas conseguirem aproveitar todo seu potencial, poderão fornecer energia elétrica equivalente a até duas usinas do porte de Itaipu por ano e representar 24% do consumo na rede nacional.

A estimativa da Unica (União da Indústria de Cana de Açúcar) e da ANEEL mostra que a geração de energia a partir da cana é um dos caminhos para a retomada do setor. E as alternativas e desafios desse mercado serão discutidos no Fórum dos Produtores de AgroEnergia, no dia 23 de agosto, durante a 25ª FENASUCRO & AGROCANA, maior feira mundial do setor sucroenergético realizada em Sertãozinho, interior de São Paulo.

Mais de 500 produtores de 40 países se reunirão no fórum, realizado pela Orplana (Organização de Plantadores de Cana), Datagro Consultoria e Reed Exhibitions Alcantara Machado.

Representantes de países como África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Bélgica, França, Colômbia, Inglaterra, Guatemala, Turquia, Marrocos, Honduras, entre outros, participarão do evento que vai discutir os obstáculos da cogeração no Brasil e levantar caminhos para que as usinas aproveitem melhor seus subprodutos para que a energia da cana se consolide na matriz energética brasileira.

A bioeletricidade promove a geração de renda e de emprego, estimula a indústria e ainda traz a possibilidade de energia mais barata para o consumidor final, principalmente em momentos de instabilidade econômica ou de baixa nos reservatórios das hidrelétricas brasileiras.

O Fórum será dividido em cinco painéis, com a participação de palestrantes estrangeiros. Além do melhor aproveitamento dos subprodutos, na área da cana-de-açúcar, os temas abordarão: a otimização da produção pelos sistemas de plantio MPB (muda pré-brotada) e meiosi – sendo novidades para os produtores brasileiros; inovações na colheita mecanizada; a gestão de custos sucroenergéticos; políticas públicas para o setor de açúcar e biocombustíveis, entre outros.

Os subprodutos do milho e a geração de energia e diversidade de biomassas também serão apresentados durante o Fórum. O evento contará ainda com a participação da palestrante Martha Betancourt, diretora executiva da Procaña (Associação Colombiana de Produtores de Cana-de-açúcar), que falará sobre Sistema Integrado.

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