Setor de saúde investe em biometria para coibir fraudes

O FBI (Federal Bureau of Investigation) estima que as perdas anuais dos serviços de saúde nos Estados Unidos estejam entre US$75 e US$250 bilhões – assumindo que entre 3% e 10% dos gastos com saúde pública e privada sejam indevidos. Por conta de fraudes e ineficiência, os norte-americanos estão aumentando o investimento em protocolos de segurança de hospitais, clínicas e outros serviços de saúde que possam ser mais bem controlados através da identificação biométrica. Hoje calcula-se que, de cada dólar gasto em saúde, 10 centavos são destinados ao pagamento de contestações de fraude.

Estudo realizado pelo Biometric Research Group, vinculado à Universidade do Estado de Michigan, revela que somente 11,1% dos esquemas fraudulentos já investigados e comprovados envolviam cidadãos comuns. A grande maioria acontece com a participação de médicos e funcionários dos serviços de saúde.

De acordo com Kerry Reid, vice-presidente comercial da HID Biometrics, esses esquemas geralmente incluem indivíduos que desnecessariamente prescrevem medicamentos subsidiados pelo governo para vender no mercado negro; cobrança de serviços que nunca prestaram; cobrança duplicada por serviços prestados; alteração de datas, descrição dos serviços prestados ou da identidade dos membros ou provedores; cobrança de serviços sem cobertura; violação de registros médicos; declarar diagnóstico ou tratamento incorreto para maximizar o pagamento; prescrever tratamentos adicionais sem necessidade; pagamento de propina para sócios; uso de profissionais sem licença para exercer determinado cargo.

A Biometric Research Group calcula que o investimento em soluções biométricas para o mercado de saúde vai chegar a US$5 bilhões em 2020, refletindo o aumento de demanda por soluções de prevenção contra fraudes, a necessidade de se aumentar a privacidade dos pacientes, e a segurança do sistema de saúde como um todo.

Os principais ganhos com a implantação da autenticação biométrica nos serviços de saúde são cinco: 1. Identificação e autenticação de médicos e colaboradores; 2. Identificação e autenticação de pacientes; 3. Controle de acesso a medicamentos de uso restrito; 4. Controle de vacinação; e 5. Acesso ao histórico do paciente, com todas as consultas, exames, tratamentos e cirurgias realizados.

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