Oi lança seu serviço de vídeo sob demanda: Oi Play

A Oi acaba de entrar no mercado de vídeo sob demanda com a criação do serviço Oi Play, um portal para acesso a filmes, séries e outros conteúdos audivisuais de programadoras como HBO, Discovery, Fox, Viacom, Sony e ESPN. O Oi Play será disponibilizado, sem custo adicional, para os assinantes dos planos Oi Total Residencial (banda larga, fixo e TV por assinatura), Oi Total Conectado (banda larga, fixo e móvel) e também para o Oi Total Solução Completa (banda larga, fixo, móvel e TV por assinatura). O acesso pode ser feito pelo site oiplay.tv ou pelo aplicativo móvel Oi Play (Android, iOS). É permitida a conexão simultânea de até cinco dispositivos.

Junto com o Oi Play, a operadora apresentou um novo pacote de serviços, o Oi Total Play, que mescla banda larga, telefonia fixa e o acesso ao serviço de vídeo sob demanda. A Oi é a primeira operadora a fazer uma oferta substancial de conteúdos em vídeo da TV por assinatura aos assinantes do serviço de banda larga. De acordo com Bernardo Winik, diretor de varejo da Oi, o produto estava em teste em dez unidades federativas. Segundo ele, nessas localidades, a operadora observou crescimento de 5% na venda de banda larga, enquanto o tíquete médio das novas vendas subiu 11%, sem canibalizar a venda de TV. “Não percebemos a perda de venda de TV nessas praças”, afirma. A partir desta quinta, 27, o produto está disponível em todo o território nacional, com exceção do estado de São Paulo, onde a operadora não conta com rede fixa instalada.

Os pacotes são oferecidos com serviço de banda larga de até 15 Mega, modem wi-fi, fixo com ligações ilimitadas para qualquer fixo do país. As diferenças estão no empacotamento da programação não linear:

* Oi Total Play Básico traz o conteúdo do serviço Noggin, da Viacom e que conta com conteúdos do Nick Jr., e à Coleção Oi, por R$ 114,90 por mês;

* Oi Total Play Intermediário traz também o acesso ao conteúdo do Crackle, Fox Premium, ESPN Whatch e Discovery Kids On por R$ 134,90 ao mês;

* Oi Total Play Top traz acesso ao HBO GO, além dos conteúdos dos pacotes anterior, por R$ 159,90 por mês.

Os pacotes permitem ampliar a banda larga de até 25 mega (por mais R$10) e de 35 Mega (mais R$ 20).

Pesquisa

De acordo com Ermindo Cecchetto, diretor de convergência da Oi, para formatar o produto, a operadora encomendou uma pesquisa com mais de 1 mil consumidores de todos o país, não restrito às capitais e nem à base da empresa. Segundo ele, ficou claro que o consumo de conteúdo hoje é maior e multiplataforma.

Segundo ele, o produto é destinado aos 14% de domicílios que contam com banda larga, mas não com o serviço de TV por assinatura. “Eles não têm TV paga, mas não ficam sem conteúdo. O consumo de vídeo já representa 60% do total de tráfego dos nossos clientes de banda larga”, conta. Com o novo serviço, a operadora espera, ainda, formar um novo público para o serviço de TV. “Será uma porta de entrada para a TV”, diz.

Programação

Roberto Guenzburguer, diretor de produtos e serviços móveis, relata que os parceiros de conteúdo acreditaram na ideia, mas não foi simples a negociação. “Tivemos que quebrar alguns tabus”, disse.

No evento de lançamento à imprensa, os parceiros se mostraram confiantes com a nova proposta de distribuição de conteúdo. Segundo Alessandra Pontes, vice-presidente de afiliadas da Discovery, a operadora acredita que o serviço servirá como porta de entrada para a Pay-TV. “A Oi teve essa percepção e, para a Discovery, isso é transparente. Queremos estar disponíveis ao assinante como ele quiser consumir”.

Alberto Niccoli, gerente geral e vice-presidente sênior da Sony Pictures Television no Brasil, que conta com o Crackle na plataforma, faz coro. “Esse formato preserva o ecossistema. Operadora e programadora vão caminhar juntos nesta nova modalidade”, diz. “Cada vez mais, a palavra final passa a ser do assinante”, completa.

Para Raul Costa, gerente geral da Viacom Brasil, a oferta online é fundamental para atender uma geração nativa do online. “Há um número grandes de consumidores que já nasceram na era da Internet. Temos que aprender o que é o consumo nesse universo. Quando decidimos criar esse produto (o Noggin), fizemos porque sabemos que a criança está nessa plataforma”.

Adriana Naves, vice-presidente de afiliadas da Fox Networks Group Brasil, chama atenção para o papel do conteúdo nacional exclusivo também na plataforma online. “Precisamos identificar o que o consumidor quer e entregar um conteúdo de qualidade, inclusive local. Tivemos conteúdos brasileiros que ganharam destaque aqui e em toda a América Latina, como (as séries) ‘Me Chama de Bruna’ e ‘Um Contra Todos'”, diz.

Para Marcello Zeni, vice-presidente de afiliadas da ESPN no Brasil, além de produzir localmente, é preciso saber empacotar e formatar o acervo internacional para a forma que o brasileiro gosta de consumi-lo. “Além disso, trouxemos conteúdos para fazer com que as pessoas passem a entender mais de esportes e demandem, depois, o canal linear”, afirma.

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