BRT de Campinas será o maior do Brasil em pavimento de concreto

A partir de agosto, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC), ligada à prefeitura da cidade, inicia a implantação do sistema BRT (Bus Rapid Transit) que, segundo ela, será o maior do país em pavimento rígido. Compreendendo três corredores, que somarão 36,6 quilômetros pavimentados em concreto, o projeto tem um custo estimado em 451 milhões de reais e deverá ser concluído no prazo de três anos, de acordo com as projeções da EMDEC. Vale ressaltar que o BRT do Rio de Janeiro tem 39 quilômetros de extensão, mas não é 100% em pavimento de concreto.

Em maio, os canteiros de obras começaram a ser instalados nos quatro lotes que integram o projeto campineiro, para que os trabalhos iniciem no segundo semestre deste ano, após as desapropriações e remanejamentos necessários para sua execução. Em junho, os engenheiros da EMDEC e das construtoras envolvidas no projeto passaram por um treinamento ministrado pela ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland), que prestará assessoria técnica aos serviços de pavimentação.

A obra será composta por um corredor de 17,9 quilômetros de extensão, no distrito de Campo Grande, e outro de 14,6 quilômetros, em Ouro Verde, que serão interligados por um terceiro corredor, o Perimetral, de 4,1 quilômetros. O sistema contará ainda com estações de transferência e os corredores terão espaço para ultrapassagens. Os embarques e desembarques, em nível, ocorrerão em estações instaladas junto ao canteiro central do corredor, portanto à esquerda dos veículos, que serão articulados ou biarticulados.

As projeções são de que a obra consumirá um volume de concreto simples de aproximadamente 77 mil metros cúbicos. O tipo de vibroacabadora utilizada para a execução do pavimento rígido será definido em função dos estudos geotécnicos do terreno, ainda em execução. Para a implantação do projeto, os órgãos ambientais de Campinas autorizaram a supressão de 2,2 mil árvores ao longo de seu trajeto. Como compensação, 45,5 mil mudas serão plantadas em áreas definidas pela Secretaria do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do município.

A implantação do projeto conta com 95 milhões de reais em recursos da União e com um crédito de 197 milhões da Caixa Econômica Federal. Ao município, cabe o aporte de 197 milhões de reais, viabilizado por meio de um financiamento obtido também junto à Caixa. Segundo a prefeitura, o sistema BRT irá melhorar a mobilidade urbana entre os distritos do Campo Grande e Ouro Verde, que concentram quase 40% da população da cidade, até a região central.

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