Executivos admitem que empresas não estão preparadas para lidar com ansiedade da geração Y

São Paulo – A geração Y é bastante conhecida pela sua motivação, possibilidade de gerar resultados e ansiedade. São jovens profissionais que não visam apenas a remuneração e sim a possibilidade de crescimento e aprendizado. Contudo, é uma geração que não consegue lidar com as angústias e desiste rápido frente as dificuldades, o que acaba transformando o relacionamento com as empresas em um grande desafio. Segundo pesquisa encomendada pelo Ibmec e realizada pelo Instituto Locomotiva, com 220 CEOs e diretores de RH entre janeiro e fevereiro de 2017, 69% dos executivos admitem que suas empresas não estão preparadas para lidar com a ansiedade da geração Y.

“Os jovens da geração Y não precisam de muita motivação para trabalhar. Eles gostam de gerar resultados e serem desafiados, contudo não sabem lidar com a ansiedade. Se as coisas não acontecem no momento que acreditam, já mudam de emprego”, afirma Antonio Carlos Kronemberger, diretor de Soluções Corporativas do Ibmec.

A dificuldade, entretanto, não reflete na intenção de contratação. 58% dos entrevistados afirmaram que o perfil geracional do candidato é importante ou muito importante na hora da contratação e, dentre eles, 24% afirmaram dar preferência para contratar profissionais da geração Y.

“O maior desafio das empresas atualmente é aprender a lidar com essa ansiedade da geração Y. É motivá-los nos ambientes de trabalho e ajudá-los a esperar o tempo de cada coisa acontecer”, diz Kronemberger.

Muitas empresas vêm adaptando alguns modelos de gestão para conseguir não só atrair, mas como manter esses novos profissionais. Gestões cada vez mais horizontais, meritocracia e políticas de bem-estar para os funcionários são algumas ações que as empresas estão assumindo para se adaptar as mudanças provocadas por essa geração.

“Ainda que seja um desafio liderar essa geração no ambiente de trabalho, não há opção, ruim com eles muito pior sem eles. Se por um lada a colaboração é um atributo, por outro lado, desenvolver esses novos líderes será o grande desafios dos gestores atuais!”, afirma Carlos Alberto Júlio, Head de Estratégia do Instituto Locomotiva.

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