Maioria das tentativas de fraudes é aplicada no segmento de telefonia, revela Serasa

São Paulo, 26 de julho de 2017 – Segundo o Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraude, de janeiro a maio de 2017, o Brasil registrou 782.244 tentativas de fraude. Isso representa uma tentativa a cada 16,8 segundos. O segmento de telefonia foi o mais afetado no acumulado do ano, sendo responsável por 38,6% do total, com 301.956 tentativas. Neste tipo de golpe, dados de consumidores são utilizados por criminosos para abertura de contas de celulares ou compra de aparelhos, por exemplo.

Caso a fraude no segmento de telefonia seja bem sucedida, funciona como uma “porta de entrada” para os fraudadores aplicarem golpes de maior valor em outros setores da economia. Os golpistas costumam comprar telefones para ganharem um comprovante de residência e, assim, abrir contas em bancos para pegar talões de cheque, pedir cartões de crédito e fazer empréstimos bancários em nome de outras pessoas.

O setor de Serviços vem em seguida no ranking de segmentos com mais tentativas de fraude identificadas de janeiro a maio de 2017 (233.092), representando 29,8% do total. Em terceiro lugar está bancos e financeiras com 23,9% de participação e 187.203 tentativas. O quarto setor mais afetado pelas tentativas nos cinco primeiros meses do ano foi o Varejo, com 47.452 tentativas e participação de 6,1%. Os demais segmentos representaram 1,6% do total. Veja mais detalhes na tabela abaixo:

Em maio deste ano, 164.988 tentativas de fraude foram aplicadas em todos os segmentos, o que representa um aumento de 19,7% em relação a abril do mesmo ano, quando o indicador apontou 137.856 tentativas. Na comparação de maio de 2017 x maio 2016, o crescimento nas tentativas foi de 12,3%.

Segundo os economistas da Serasa Experian, a volta gradativa do consumidor ao mercado de crédito após 2 anos de recessão econômica pode estar estimulando os fraudadores a aplicar golpes, já que muitas vezes os mesmos consideram esses períodos de maior movimentação como ambiente propício. O Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito apontou crescimento de 2,1% no primeiro semestre de 2017, na comparação com o mesmo período do ano anterior, na quantidade de pessoas que buscou crédito no país.

Principais tentativas de golpe apontadas pelo indicador:

Compra de celulares com documentos falsos ou roubados;

Emissão de cartões de crédito: o golpista solicita um cartão de crédito usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a “conta” para a vítima e o prejuízo para o emissor do cartão;

Financiamento de eletrônicos (Varejo) – o golpista compra um bem eletrônico (TV, aparelho de som, celular etc.) usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a conta para a vítima;

Abertura de conta: golpista abre conta em um banco usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a “conta” para a vítima. Neste caso, toda a “cadeia” de produtos oferecidos (cartões, cheques, empréstimos pré-aprovados) potencializa possível prejuízo às vítimas, aos bancos e ao comércio;

Compra de automóveis: golpista compra o automóvel usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a “conta” para a vítima;

Abertura de empresas: dados roubados também podem ser usados na abertura de empresas, que serviriam de ‘fachada’ para a aplicação de golpes no mercado.

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