Confiança da indústria do ABC reflete instabilidade político-econômica

São Bernardo do Campo – O otimismo apresentado pelos gestores da região do Grande ABC nos últimos trimestres sofreu um abalo. De acordo com a 6ª edição do Boletim IndústriABC, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) apresentou queda e seguiu a tendência apresentada em níveis estadual e nacional.

O estudo registrou que o ICEI da região do ABC é de 52,9, enquanto no Estado de São Paulo é de 54,5 e de 50,6 no Brasil, em escala que vai de 0 (pessimista) a 100 (otimista). Na última edição do Boletim, apresentada em março deste ano, os números eram de 61,8 no ABC, os mesmos 54,5 em São Paulo e 54,0 no Brasil.

Apesar dos indicadores de confiança da indústria terem melhorado nos últimos 12 meses, no trimestre passado observou-se uma redução do grau de confiança em diferentes índices analisados. Os fatores que mais influenciam essa trajetória foram as quedas observadas na avaliação das condições da economia (45,2 no ABC, 48,5 no Estado e 41,1 no Brasil) e nas expectativas em relação à economia brasileira (47,6 na região, 54,6 no Estado e 47,9 no Brasil).

Os dados são parte de mais uma pesquisa de Sondagem Industrial (SI) e de Índice de Confiança (ICEI) realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), cujo recorte regional é elaborado pela Universidade Metodista de São Paulo por meio do Observatório Econômico.

De acordo com a 6ª edição do Boletim IndústriABC, os resultados apresentados foram influenciados pelo cenário político e econômico do Brasil nos últimos meses. O quadro de instabilidade se reflete nas perspectivas de manutenção da política econômica e da capacidade de realização de algumas reformas anunciadas.

Após terem apresentado uma evolução mais acentuada em relação aos índices de confiança na economia nos passados, os gestores industriais do Grande ABC revelaram-se mais pessimistas em comparação aos dados nacional e estadual. “Entretanto, se já se observava um distanciamento entre a melhora das expectativas positivas e a alteração efetiva das atividades do setor industrial na economia, com a piora das expectativas, a retomada da atividade produtiva tende a se alongar um período maior”, diz o estudo.

O Boletim IndústriABC também registra que os índices apresentados frustraram parte do setor, que aguardava uma retomada da atividade econômica, em especial na indústria, com alguma substancialidade, já no ano 2017. “Ao que tudo indica teremos de aguardar mais alguns meses para a retomada da atividade. No Grande ABC, contudo, não podemos desprezar os possíveis efeitos da retomada das exportações ao longo de 2017, em especial na cadeia automobilística, o que poderá repercutir positivamente sobre o setor industrial”, aponta.

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