Grupo Panalpina sinaliza investimentos nos próximos meses no Brasil

O Grupo Panalpina, uma das principais companhias internacionais de comércio exterior, logística e transporte de cargas, anunciou nesta quinta-feira (20), o balanço de seus resultados no primeiro semestre de 2017, em que registrou um forte crescimento em seus volumes de cargas transportadas tanto via modal aéreo quanto via modal marítimo.

Mesmo com maiores taxas de frete e a pressão nas margens em um ambiente de mercado continuamente desafiador, a companhia aumentou seu EBIT reportado de 34,7 milhões (primeiro semestre – PS – de 2016 ajustado: CHF 60,8 milhões) para CHF 42,0 milhões e o lucro consolidado de CHF 21,8 milhões (PS de 2016 ajustado: CHF 47,9 milhões) para CHF 29,9 milhões, de janeiro a junho de 2017.

“Graças à gestão rigorosa dos custos, melhoramos o EBIT pouco a pouco no primeiro semestre de 2017 e restauramos a rentabilidade no mercado de frete marítimo no segundo trimestre do ano”, diz Stefan Karlen, CEO da Panalpina. “Com a implementação bem-sucedida do nosso novo sistema de TI na Alemanha, um importante mercado para nós, ganhamos também um novo impulso no nosso programa de transformação de operações”, acrescenta.

EBIT e lucro consolidado mais altos

Como resultado da contínua pressão na margens, o lucro bruto do grupo diminuiu 9% no primeiro semestre de 2017, chegando a CHF 673,1 milhões, enquanto no mesmo período do ano passado atingiu CHF 736,3 milhões. Ao mesmo tempo, os custos foram reduzidos consideravelmente, já que as despesas operacionais totais diminuíram 6%, caindo para CHF 609,8 milhões (PS 2016: 651,0 milhões).

Já o EBIT reportado e o lucro consolidado aumentaram na comparação ano a ano, mas diminuíram quando confrontados aos respectivos valores de 2016, ajustados em função dos custos de reestruturação. O EBIT reportado atingiu CHF 42,0 milhões, em comparação com CHF 34,7 milhões no ano anterior (PS de 2016 ajustado: CHF 60,8 milhões) e a margem EBIT para lucro bruto foi de 6,2%, ante 4,7% do ano passado (PS de 2016 ajustado: 8,3%). O lucro consolidado reportado, por sua vez, aumentou de CHF 21,8 milhões (PS de 2016 ajustado: CHF 47,9) para CHF 29,9 milhões.

Frete aéreo

Os volumes de frete aéreo aumentaram 7% no primeiro semestre de 2017, em linha com o crescimento estimado do mercado, de cerca de 8%. A alta demanda por capacidade de frete aéreo elevou as taxas que colocam as margens sob pressão contínua. O lucro bruto por tonelada diminuiu 10% para CHF 623 milhões (PS 2016: CHF 690 milhões), resultando em um lucro bruto total de CHF 294,6 milhões (PS 2016: CHF 304,5 milhões). O EBIT reportado subiu de CHF 33,1 milhões (PS de 2016 ajustado: CHF 45,7 milhões) para CHF 39,1 milhões. A margem EBIT por lucro bruto atingiu 13,3% em comparação com os 10,9% (PS de 2016 ajustado: 15,0%) do ano anterior.

Frete marítimo

No frete marítimo, os volumes obtiveram alta de 5%, resultado acima do crescimento estimado de mercado, em torno de 4%. No entanto, o lucro bruto por TEU (medida padrão para calcular o volume de um contêiner) diminuiu 12%, indo para CHF 283 milhões (PS 2016: CHF 323 milhões), resultando em um lucro total bruto de CHF 214,6 milhões (PS 2016: CHF 232,9 milhões). O EBIT registrou queda de CHF 2,6 milhões no primeiro semestre, ante um lucro de CHF 1,3 milhão em 2016 (PS de 2016 ajustado: CHF 10,9 milhões), mas retornou à rentabilidade no segundo trimestre.

Logística

Com relação às operações logísticas, à medida que a reviravolta das unidades de baixo desempenho continuou, o lucro bruto diminuiu 18%, chegando a CHF 163,9 milhões (PS 2016: CHF 198,9 milhões). No entanto, a rentabilidade aumentou, registrando um EBIT reportado de CHF 5,4 milhões para os primeiros seis meses de 2017, em comparação com CHF 0,3 milhão (PS de 2016 ajustado: CHF 4,1 milhões) do mesmo período do ano passado.

Cenário global

“As companhias marítimas e as companhias aéreas devem ser muito mais disciplinadas do que nos anos anteriores na gestão da capacidade de transporte e na manutenção das taxas de frete”, afirma Karlen. “Mesmo com a certeza de que podemos melhorar a rentabilidade unitária do frete marítimo na segunda metade do ano, a do frete aéreo permanecerá sob pressão. Portanto, nos concentraremos no que podemos influenciar diretamente: controlar o custo de forma muito eficaz e avançar com nosso programa de transformação de operações”, completa o presidente do Grupo Panalpina.

Brasil

As operações da Panalpina no Brasil estão entre as que mais se destacaram nos negócios da companhia, superando as expectativas ano após ano e protagonizando resultados acima do mercado. Segundo o presidente da Panalpina Brasil, Marcelo Caio D’Arco, percebe-se leve melhora do mercado nacional desde o fim de 2016, quando registrou-se aumento no total de cargas movimentadas, principalmente no frete aéreo.

“No ano passado foi possível identificar que a situação econômica começou a mudar. Alguns setores indicavam que a demanda tinha deixado de cair, o que incentivou as empresas a adotarem um ritmo de produção mais pontual, exigindo da logística mais eficiência operacional no que se refere a transit times. Um dos diferenciais que destacaram a Panalpina nesse cenário foi a sua expertise em avaliar as opções logísticas e definir as melhores combinações. Por exemplo, hoje o modal aéreo é uma excelente alternativa ao transporte marítimo, que sofre com alta de frete e pouca oferta de navios”, avalia. A empresa registrou variação positiva no volume transportado na exportação e na importação aérea durante o último semestre, acima de 15%.

D’Arco ressalta ainda que, mesmo com a pressão nos custos do modal marítimo, a operadora logística alcançou um desempenho importante no segmento, crescendo mais que o mercado, com um aumento de 25% no total movimentado no modal. “Isso nos alegrou muito, pois consolida a Panalpina Brasil como a operadora logística multimodal que é”, complementa.

“Para este ano, temos um planejamento de crescimento importante, alicerçado por investimentos que devem se concretizar nos próximos meses. Acreditamos que estamos no caminho certo para oferecer produtos ainda mais eficientes e customizados aos nossos clientes”, finaliza o presidente da Panalpina Brasil.

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