Estudo aborda uso de treinamentos em programas de compliance nas empresas

A consultoria global Protiviti realizou, em conjunto com a CrossKnowledge, líder global em soluções de educação digital, uma pesquisa inédita para detalhar o uso dos treinamentos em Programas de Compliance, dado que este é um dos mecanismos mais utilizados pelas empresas para difundir e solidificar a cultura de compliance em tempos de Lava Jato e das obrigatoriedades impostas pela Lei Anticorrupção.

De acordo com o levantamento, 62% afirmam que utilizam o treinamento como instrumento de fortalecimento de imagem e reputação da companhia no mercado, não limitando-se apenas à questão regulatória. “É interessante observar que muitas organizações já enxergam o treinamento como um elemento importante na promoção da cultura de compliance, e não apenas como um requisito legal”, explica Jefferson Kiyohara, líder da Prática de Riscos & Compliance da Protiviti,

O estudo observa uma tendência das empresas buscarem treinamentos de compliance com métodos que permitem o self study, como e-learning e autodesenvolvimento. A modalidade de ensino à distância lidera o levantamento, sendo usada por 38% das companhias respondentes, enquanto 33% usam o método tradicional de ensino consistido em treinamentos presenciais ministrados por palestrantes internos. Já 20% das organizações entrevistadas dizem que os seus funcionários evoluem os seus conhecimentos de compliance por meio do autodesenvolvimento, estudando sobre o tema com documentos que são disponibilizados pela empresa. Treinamentos presenciais com especialista externo e com institutos especializados são os métodos usados para 6% e 3%, respectivamente.

“Os treinamentos e-learning têm grande representatividade na análise porque têm a vantagem de atender uma ampla dispersão geográfica e cobrir assimetrias de agenda. Para manter o interesse e atratividade junto aos colaboradores, é fundamental a renovação das abordagens utilizadas, e também dos conteúdos. Há espaço para benchmark e renovação do conteúdo buscando especialistas externos”, conta Eduardo Hauaji, analista de marketing da CrossKnowledge.

O ponto de atenção é relativo à abrangência destes treinamentos. O levantamento identificou um número alarmante de empresas com baixo nível de alcance no treinamento de seus colaboradores. 42% das empresas treinam menos do que 50% do seu público na temática compliance. Além disto, há casos de grandes empresas que relatam não ter ainda um programa de treinamentos compliance formalizado e implantado.

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