Faturamento das indústrias de materiais de construção tem queda de 7,1% no primeiro semestre

São Paulo – Os números da indústria de materiais de construção apresentaram queda acentuada neste primeiro semestre de 2017. Segundo o Índice ABRAMAT – Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Construção – os primeiros seis meses do ano mostram decrescimento de 7,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. O mês de junho também apresentou redução de 5,4% do faturamento das vendas dos materiais de construção em relação ao mesmo mês de 2016.

O emprego na indústria de materiais de construção também apresentou redução nos números. Somente no mês de junho houve baixa de 5,5% em relação a junho do ano passado. Já no acumulado do ano houve queda de 6,5%.

Para Walter Cover, presidente da ABRAMAT, o primeiro semestre apresentou queda superior ao que a entidade havia previsto no início de 2017, levando a um cenário de incertezas quando à recuperação do setor principalmente por conta de fatores negativos na economia e na política. “Não será possível recuperar vendas no restante do ano a ponto de neutralizar a queda do primeiro semestre. A previsão para o ano de 2017 foi modificada para uma redução de 5% no faturamento real da indústria de materiais”, destaca Walter.

No varejo, o mercado deve apresentar um aumento de vendas da ordem de 3 a 4% mas o segmento das construtoras deverá ter uma queda de 13 a 14%. “As vendas ainda são impactadas negativamente pelo alto desemprego, receio de perder o emprego e crédito dificultando às famílias e às empresas. As obras de infraestrutura continuam num ritmo muito lento e as decisões de investimento na casa própria e em edificações comerciais são afetadas pela incerteza na economia, agravada pela crise política”, ressalta o presidente da ABRAMAT.

Materiais – O Índice da ABRAMAT ainda revela que os materiais de base e acabamento seguem em queda, por conta de fatores negativos da economia e política nacional. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, os resultados apresentaram queda de 4,8% para materiais de base e 6,2% para acabamento. Já no acumulado do primeiro semestre deste ano as quedas foram de 7,6% (base) e 6,3% (acabamento).

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