Indicador de Nível de Atividade avança 0,6% em maio, aponta Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria registrou avanço de 0,6% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal. O resultado teve forte influência do total de vendas reais, que subiu 2,4%. Entre as demais variáveis de conjuntura que compõem o INA, houve aumento no número de horas trabalhadas na produção (0,2%) e estabilidade no Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI). O resultado positivo do INA também é mostrado na série sem ajuste, que marcou elevação de 10,4% no mês e ainda com queda de 1,6% no ano. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 29/06, pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

Segundo Paulo Francini, diretor do Depecon, a atividade da indústria paulista está andando de lado. “A recuperação da atividade industrial segue lenta, hesitante e com viés de baixa”, aponta.

Em 18 setores divulgados, três tiveram destaque. O de bebidas registrou elevação de 0,3% em maio, na série com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção avançaram 0,5%, total de vendas reais caiu -0,6% e o NUCI ficou estável.

O INA de artigos de borracha e plástico avançou 2%. As horas trabalhadas na produção, vendas reais e o NUCI avançaram 2,3%, 3,2 e 0,4 p.p., respectivamente. Já para o setor de móveis houve elevação de 3,5%. As vendas reais e o total de horas trabalhadas na produção subiram 6,6% e 5,3%, respectivamente. Já o NUCI recuou -0,3 p.p.

Sensor

A pesquisa Sensor de junho, também analisada pelo Depecon, mostrou recuo de 1p.p, para 50,9 pontos, na série com ajuste sazonal. Leituras acima de 50 pontos sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial para o mês.

Dos indicadores que compõem o Sensor, o que capta as condições de mercado caiu 3p.p e passou para 51,9 pontos em junho, ante os 54,9 pontos de maio. Acima dos 50,0 pontos, indica melhora das condições de mercado.

A queda também foi verificada no indicador de emprego, que cedeu 2,8 p.p, marcando 48,7 pontos, antes os 51,5 pontos do mês anterior. Resultados abaixo dos 50,0 pontos indicam expectativa de demissões para o mês. Já o estoque cedeu 0,4 p.p, marcando 48,4 pontos, ante os 48,8 de maio, que indica que os estoques estão acima do nível desejado.

O único destaque positivo foi o componente vendas, que avançou para 54,7 pontos, ante os 53,9 pontos de maio, sendo este o melhor resultado do mês de junho desde 2009.

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