Estudo aponta que 8% dos fornecedores apresentam riscos aos parceiros

São Paulo – Segundo um levantamento da Serasa Experian, realizado em junho, a principal fonte de financiamento de curto prazo das empresas é o crédito com fornecedores, representando, em média, 30% do total de capital de giro obtido pelas empresas. Para este estudo, a Serasa analisou 50 mil empresas de todos os portes, dos setores primário, indústria, comércio e serviço.

Além disso, foi verificado que 8% dos fornecedores apresentam riscos aos seus parceiros, financiadores e compradores, em razão de estarem com problemas trabalhistas, tributários ou ambientais. Trata-se de multas milionárias em indenizações, sem falar na reputação, com danos que podem ser irreparáveis às marcas das empresas. Para minimizar problemas de análise de risco com os fornecedores, a Serasa Experian lançou o Serasa Conecta, uma solução que une compradores e fornecedores para alavancar negócios com mais segurança.

Em relação ao risco de probabilidade de inadimplência das empresas fornecedoras, as que possuem faturamento acima de R$ 100 milhões apresentaram 14,3% de risco. Já as empresas fornecedoras com faturamento abaixo de R$ 100 milhões, o risco é de 20,6%.

“A constante redução de custos de forma indiscriminada nas empresas vem diminuindo os investimentos necessários nas áreas de compras, inviabilizando a capacitação técnica dos funcionários, a qualidade das fontes das informações analíticas e prejudicando a seleção dos melhores fornecedores. Atualmente, a relação preço-prazo-volume é mais importante na escolha do fornecedor do que os outros aspectos de qualidade’, diz Victor Loyola, vice-presidente de Pessoa Jurídica da Serasa Experian.

Ainda segundo o estudo da Serasa, atualmente, 83% das consultas para crédito pessoa jurídica no Brasil são feitas entre empresas. De 2011 a 2016, o crédito mercantil (empresa-empresa) cresceu timidamente, enquanto o crédito banco-empresa caiu quase 30%. O crédito mercantil vem sendo, nos últimos anos, a principal fonte de recursos para as médias e grandes empresas brasileiras, por serem recursos naturais da atividade empresarial, seus custos são substancialmente menores em relação aos custos dos empréstimos bancários para capital de giro.

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