Mercado tradicional de seguros precisa se reinventar, diz especialista

São Paulo – O mercado tradicional de seguros precisará se reinventar se quiser continuar atendendo a uma clientela cada vez mais exigente. É o que afirma Gustavo Zobaran, coordenador do Comitê de Insurtechs recém-criado pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) para acompanhar a tendência mundial de uberização do setor. “O mercado de seguros entrou em uma fase de profunda transformação, e a simples digitalização do serviços não será suficiente”, explica ele. “É um caminho sem volta”.

Insurtechs são startups que estão inovando com o de tecnologias de ponta, como inteligência artificial, machine learning e IoT, para melhorar sensivelmente o modelo de negócios existentes no setor de seguros. É um mercado em franco crescimento, que só em 2015 atraiu investimentos de US$ 3,1 trilhões no mundo. No Brasil, esse nicho emergente também ganha força graças ao surgimento de um novo modelo de negócios alicerçado na economia colaborativa que está modificando a maneira tradicional de fazer seguros. “A expectativa de crescimento das Insurtechs é de 50% em 2017, dobrando o resultado em 2018”, diz Zobaran.

Ele observa que estão surgindo empresas verdadeiramente inovadoras, que adotam uma nova forma de se relacionar com seus clientes e de oferecer-lhes apólices e atendimento personalizados ao máximo. Recém-criado para substituir o de Seguros Online, o novo comitê quer acompanhar de forma mais abrangente a evolução do mercado segurador e ajudar o poder público e privado a criar uma regulamentação específica para as Insurtechs.

No próximo dia 7/06, em reunião do comitê, Zobaran levará o Google para apresentar uma pesquisa sobre o comportamento do consumidor de seguros na Internet. Esta será a primeira de uma série de pesquisas segmentadas do Comitê de Insurtechs. “Pretendemos fazer um mapeamento do setor e identificar pontos em que o comitê poderá atuar daqui para frente”, conta Zobaran.

“O mercado de Insurtechs é a nova onda do setor e uma oportunidade de ouro tanto para as seguradoras investirem quanto para as empresas que desenvolvem tecnologias para o segmento”, afirma o execeutivo. Segundo ele, o mercado está acostumado a enxergar seguro como proteção e não como prevenção. “A grande virada de chave das Insurtechs é justamente trabalhar na oferta de serviços preventivos, que ajudem a evitar os sinistros”.

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