Brasil é 8º maior mercado em investimento em fintechs

São Paulo – De acordo com relatório da Global FinTech Hubs Federation, federação internacional que reúne associações de apoio a startups, executado pela consultoria Deloitte, o Brasil registrou o oitavo maior volume de investimentos em fintechs no mundo, em 2016. No total, foram aportados no mercado nacional US$ 161 milhões (cerca de R$ 515 milhões), superando países como Austrália (US$ 91 milhões) e Japão (US$ 87 milhões).

O grande volume de investimentos foi puxado por três empresas: Nubank (de cartões de crédito vinculados a aplicativo), GuiaBolso (de app para controle de gastos) e Creditas (antiga BankFácil, de empréstimos on-line). No entanto, o mercado também está atento a oportunidades em fintechs menos conhecidas do público geral, mas com grande potencial de crescimento.

É o caso, por exemplo, da Muxi, líder em ofertas de plataformas para o mercado de meios de pagamento na América Latina, que recentemente iniciou o programa de aporte de seu novo acionista, a Confrapar – umas das principais gestoras brasileiras de fundos de investimento no setor de tecnologia. O valor do investimento, que pode chegar até R$ 16 milhões em curto prazo, visa incrementar ainda mais o portfólio de produtos da empresa, além de propiciar a expansão de suas operações para os Estados Unidos.

“Nosso objetivo é adicionar novos perfis de clientes em nossa carteira, entre eles bandeiras, emissores de cartões, adquirentes e sub-adquirentes”, afirma Eduardo Rocha, CEO da Muxi no Brasil. Atualmente, a companhia possui mais de 130 colaboradores, entre engenheiros e desenvolvedores de negócios, e sua tecnologia está presente em mais de 3 milhões de dispositivos (terminais POS, m-POS, tablets e smartphones), garantindo o gerenciamento e conexão com qualquer plataforma transacional.

Outra iniciativa no setor é a da Paggi, empresa de tecnologia de pagamentos, que oferece soluções em múltiplos meios de captura. A startup, que se chamava Kiik e era totalmente focada em soluções de pagamento mobile, passou a se chamar Paggi e atacar o mercado offline, por meio de máquinas POS e mPOS. A empresa já conta mais de 400 estabelecimentos físicos cadastrados em São Paulo e espera ter mais de duas mil máquinas de POS e mPOS em uso até o final do ano, transacionando na casa dos R$ 70 milhões. Para que essa mudança fosse possível, a empresa recebeu investimento de R$ 2 milhões da venture capital Incube. Para 2018, planeja levantar outra rodada de investimento. “Por meio da Paggi, queremos oferecer uma infraestrutura completa em pagamentos de cartão, junto com uma integração total de todos os nossos serviços que serviços oferecidos aos nossos parceiros”, afirma Maurício Valim, CEO da Paggi.

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