Coeficiente de importação da indústria avança no 1º tri

O Coeficiente de Importação da Indústria de Transformação (CI) do Estado de São Paulo avançou 1 ponto percentual (p.p.) de janeiro a março deste ano, para 21,5%, na comparação com outubro, novembro e dezembro do ano anterior, quando bateu 20,5%. Os dados são do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) e do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp.

Segundo o levantamento, o resultado no trimestre foi puxado pelo crescimento de 6,2% das importações (em quantum) e pelo aumento de 1% no consumo aparente. O CI calcula a proporção de produtos consumidos no mercado interno que é importada.

Dos 20 setores analisados, dez tiveram avanços contra o trimestre imediatamente anterior, com destaque para derivados de petróleo e biocombustíveis (+5,1 p.p.), produtos químicos (+3,0 p.p.) e indústrias diversas (+1,4 p.p.). Na contramão, oito setores marcaram retração, com ênfase para produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-1,3 p.p.), produtos têxteis (-0,9 p.p.) e bebidas (-0,5 p.p.).

Para o diretor titular do Derex, Thomaz Zanotto, o aumento tanto do coeficiente de exportação quanto de importação é um sinal positivo. “A expansão dos coeficientes do primeiro trimestre foi confirmada em abril, mês em que registramos o maior superávit comercial desde 1989. O aumento das exportações e das importações é saudável, pois sinaliza a retomada da economia, o que logo será convertido em mais empregos. Isso comprova a crença de que o comércio exterior é central para nosso processo de recuperação.”

Coeficiente de exportação tem leve alta

Também com avanço no primeiro trimestre de 2017, o Coeficiente de Exportação da Indústria de Transformação (CE) teve uma ligeira expansão, para 20,8%, ante os 19,9% no acumulado dos três meses anteriores, uma alta de 0,9 p.p.

De acordo com os analistas do Depecon e do Derex, os dados refletem o aumento de 5,5% das exportações (em quantum) e o aumento de 0,8% da produção industrial. Já na análise contra os mesmos meses do ano passado, houve baixa de 0,2 p.p., quando o coeficiente era de 21%.

Entre os 16 setores de exportação estudados, as altas mais expressivas foram em veículos automotores (+3,3 p.p.), derivados do petróleo, biocombustíveis e coque (+3,2 p.p.) e metalurgia (+2,9 p.p.). Na outra ponta, os recuos ficaram por conta dos coeficientes de produtos têxteis (-2,6 p.p.), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-1,2 p.p.), couros, artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-0,3 p.p.) e móveis (-0,1 p.p.).

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