Indicador Antecedente Composto da Economia sobe em março, diz FGV

O Indicador Antecedente Composto da Economia(IACE) para o Brasil, divulgado pelo FGV/IBRE e pelo The Conference Board (TCB), subiu 1,9% entre fevereiro e março atingindo 108,7 pontos (2010 = 100). Das oito séries componentes, quatro contribuíram para a alta do indicador, com destaque para o Índice de Expectativas dos Serviços, com variação de 7,9%.

O Indicador Coincidente Composto da Economia (ICCE) do Brasil, também elaborado pelo FGV/IBRE e pelo TCB, que mensura as condições econômicas atuais, caiu 0,4% no mesmo período, para 97,8 pontos (2010 = 100). As variações semestrais do ICCE permanecem no terreno positivo pelo segundo mês consecutivo.

“A nova elevação do IACE em março aponta para uma reversão próxima do atual quadro recessivo”, afirma Paulo Picchetti, pesquisador do IBRE/FGV. “No entanto, o resultado negativo do ICCE no mês corrobora a percepção que esta reversão ainda está sujeita a oscilações de curto prazo, e ocorrerá de forma bastante gradual”, afirma Picchetti.

O Indicador Antecedente Composto da Economia agrega oito componentes econômicos que medem a atividade econômica no Brasil. Cada um deles vem se mostrando individualmente eficiente em antecipar tendências econômicas. A agregação dos indicadores individuais em um índice composto filtra os chamados “ruídos”, colaborando para que a tendência econômica efetiva seja revelada.

Sobre o Indicador Antecedente Composto da Economia (IACE)

O Indicador Antecedente Composto da Economia (IACE) para o Brasil foi lançado em julho de 2013 pelo FGV/IBRE e pelo The Conference Board. Com uma série desde 1996, o IACE teria antecipado, de maneira confiável, todas as quatro recessões identificadas pelo Comitê de Datação de Ciclos Econômicos do IBRE (CODACE) durante este período. O indicador permite uma comparação direta dos ciclos econômicos do Brasil com os de outros 11 países e regiões já cobertos pelo The Conference Board: China, Estados Unidos, Zona do Euro, Austrália, França, Alemanha, Japão, México, Coréia, Espanha e Reino Unido.

Os oito componentes do IACE são:

Taxa referencial de swaps DI pré-fixada – 360 dias (Fonte: Banco Central do Brasil)
Ibovespa (Fonte: BOVESPA – Bolsa de Valores de São Paulo)
Índice de Expectativas da Indústria (Fonte: FGV/IBRE)
Índice de Expectativas dos Serviços (Fonte: FGV/IBRE)
Índice de Expectativas do Consumidor (Fonte: FGV/IBRE)
Índice de produção física de bens de consumo duráveis (Fonte: IBGE)
Índice de Termos de troca (Fonte: FUNCEX – Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior)
Índice de quantum de exportações (Fonte: FUNCEX – Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior)

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