Conheça mitos e verdades sobre a geração millennials

Muito se fala sobre a personalidade dos millennials. Em artigo publicado na Fast Company, Rich Bellis defende que qualquer divisão de gerações é tênue, do ponto de vista sociológico, e inútil, na prática. “Se você está tentando entender o que determinado funcionário quer ou por que está agindo de certa forma, não se deve buscar essas respostas em características que supostamente se aplicam a qualquer pessoa que nasceu em um determinado período de 15 a 22 anos”, diz ele.

Ainda assim, as pessoas estão acreditando nessa generalização, segundo Bellis, porque ao acreditar no estereótipo, ele se confirma – você vai acabar encontrando algo que vê como uma “prova” de determinada característica dos millennials.

“A maioria dos millenniais não é tão facilmente caracterizável. Como grupo, são tão multifacetados quanto qualquer outro ajuntamento de humanos”, afirma. Bellis listou quatro estereótipos comuns sobre os millennials no mercado de trabalho, que costumam irritar as pessoas dessa geração.

1. Millennials não aceitam críticas

Dizem que os jovens são tão auto-centrados que não conseguem aceitar feedbacks construtivos. Como resposta, os profissionais tendem a amenizar as críticas. Nathan Chaffetz, de 30 anos, diz que um chefe já deu a ele um “feedback tão suavizado que foi difícil entender o que ele queria”. Não era o primeiro emprego de Chaffetz e não tinha um cargo pequeno – ele era gerente de um escritório da empresa. Mesmo assim, ele relata que era “tratado como uma criança” muitas vezes.

Hoje, ele é diretor de desenvolvimento da plataforma Perfect Loop, que trabalha com recrutamento. “Uma coisa de que gosto no meu novo emprego é que estamos realmente tentando encontrar empregos para as pessoas e quebrando esses estereótipos”, diz ele. A empresa tenta superar títulos de empregos tradicionais e níveis de experiência para encontrar profissionais que se encaixam em requisitos de habilidades e personalidade.

2. Millennials fingem que são adultos

Os millennials pensam que qualquer coisa que tenha relação com “ser adulto” é um problema. A piada começou há aproximadamente três anos, com jovens de 20 e poucos anos descrevendo tarefas como pagar o aluguel na data correta e ter que lavar a roupa depois de um dia cansativo no trabalho. Mas a piada acabou sendo usada como uma evidência usada pelos mais velhos para provar que os jovens pensam que merecem reconhecimento especial por se comportarem como adultos.

Sobre isso, Brian O’Connor, consultor de SEO de 30 anos, afirma: “Estou no processo de comprar uma casa e juntando toda a documentação necessária para fazer isso. Parem com essa bobagem de dizer que não sabemos passar a nossa roupa”.

3. Millennials são narcisistas

Millennials são muitas vezes alvo de piadas pela obsessão em “fazer uma curadoria” de suas próprias personalidades nas redes sociais, de forma tão exagerada que isso se sobreporia à identidade na vida real.

Um episódio da série High Maintenance mostrou uma estudante universitária que passou o dia inteiro tirando selfies e vai dormir sozinha em sua cama, após estragar a única conversa ao vivo com outra pessoa.

Mas a jornalista Kelsey Campbell-Dollaghan lembra que “o desespero por atenção nas mídias sociais não depende de idade”.

4. Millennials são preguiçosos e sensíveis demais

“A questão da preguiça é o que me incomoda”, afirma uma diretora de produção de uma startup de tecnologia que prefere não ser identificada. “Meus pais frequentemente dizem que eu tenho de parar de trabalhar tanto, não o contrário”.

Ela também relata que sente “um tipo de sexismo”. “Quando estou estressada, mas me sinto perfeitamente capaz de lidar com meu trabalho, sou vista como “desgastada”, então meu chefe me dá um abraço, pergunta se estou bem e diz o quanto eu pareço cansada”. Em outras palavras, o estereótipo dos millennials também revela estereótipos de gênero (e até mesmo assédio sexual) que as mulheres enfrentam desde que começaram a trabalhar ao lado dos homens. “Quando um homem da minha idade está estressado, acham que é porque ele tem muito a fazer, mas está fazendo um ótimo trabalho, considerando o quanto ele está ocupado”.

A questão da sensibilidade também incomoda. Segundo Desiree Brown, de 29 anos, “se as pessoas de gerações anteriores tivessem um melhor entendimento e respeito pela saúde mental, teriam mais compaixão pelas pessoas que lutam com questões psicológicas ou priorizam o bem estar”.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s