Volume de downloads de apps e receita vão mais que dobrar no mundo em cinco anos

A indústria de apps não vai morrer tão cedo. É o que está exposto no novo relatório da App Annie, que projeta que tanto os downloads quanto o faturamento nas lojas de aplicativos vão mais que dobrar ao longo dos próximos cinco anos.

O volume de instalações crescerá 136%, alcançando 352,9 bilhões em 2021 no mundo, com um ritmo médio de crescimento anual de 19% nesse período. A região da Ásia e Pacífico vai concentrar 56% dos downloads em 2021, com 198,9 bilhões de instalações, com destaque para os mercados da China e da Índia, respectivamente o primeiro e o segundo lugar no ranking mundial nesse quesito. Para efeito de comparação, em 2016 foram 149,3 bilhões de downloads de apps e em 2017 são esperados 197 bilhões. Os números da App Annie somam App Store, Google Play e lojas independentes de Android.

O faturamento nas lojas de aplicativos, por sua vez, aumentará 125% entre 2016 e 2021, passando de US$ 61,8 bilhões para US$ 139,1 bilhões, o que representará um crescimento médio anual de 18%. A concentração do faturamento vai aumentar ao longo desse período, prevê a App Annie. Se em 2016, os cinco maiores mercados em receita com apps representaram 75% do faturamento mundial, em 2021 eles responderão por 85%. A lista dos cinco maiores mercados é composta por: China, EUA, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido, nesta ordem. A maior receita média por aparelho virá do Japão: US$ 105 em 2021. A região da Ásia e do Pacífico responderá por 55% do faturamento com apps em 2021. Os números da App Annie abrangem somente o faturamento através do sistema de billing das lojas de aplicativos. Ou seja, não está computada a receita com comércio móvel ou com publicidade móvel dentro dos apps.

Android X iOS

Neste ano de 2017, pela primeira vez os apps Android vão ultrapassar em receita aqueles para iOS. Somando a Google Play e lojas independentes que trabalham com o sistema operacional do Google, apps Android vão gerar US$ 41 bilhões este ano contra US$ 40 bilhões da App Store. A distância vai aumentar ao longo dos próximos cinco anos, com Android alcançando US$ 78 bilhões em 2021 contra US$ 60 bilhões da App Store. A loja da Apple, contudo, continuará sendo a líder em receita no mundo. E quando analisada a receita média por aparelho, os iPhones continuarão vencendo os Androids. Para efeito da comparação, em 2016, a App Store movimentou US$ 34 bilhões e as lojas de Android, US$ 27 bilhões.

Em volume de downloads, o Android seguirá à frente do iOS e aumentará a diferença nos próximos cinco anos. Em 2016 foram 108 bilhões de instalações de apps Android contra 29 bilhões de iOS. Em 2021 os volumes serão 300 bilhões e 42 bilhões, respectivamente.

Games

Os jogos continuarão sendo a categoria que mais gera receita entre apps móveis. Porém, sua participação tende a diminuir, perdendo espaço para a assinatura de conteúdo móvel. Em 2016, os games responderam por 82% do faturamento nas lojas de aplicativos. Em 2021, sua participação na receita será de 76%, prevê a App Annie.

Análise

O sucesso dos chatbots na Ásia e a sua chegada no Ocidente, por meio do Facebook Messenger, fez com que alguns especialistas previssem o “fim dos apps”. Nada poderia estar mais distante da realidade. A verdade é que apps e chatbots vão conviver – e até cooperar uns com os outros. Claro que talvez em algumas situações, para determinadas aplicações, haverá uma canibalização. Mas, em geral, nada indica que as pessoas vão usar menos apps. O que acontece, sim, com a maturidade do mercado, é a redução da quantidade de downloads, paralelamente a um aumento da receita média por usuário com apps. É o que aconteceu em países desenvolvidos e que começa a ocorrer agora na China e deve acontecer no Brasil e na Índia nos próximos anos.

O convívio harmonioso entre apps e chatbots já havia sido previsto por este noticiário em artigo assinado por seu editor, Fernando Paiva, em abril do ano passado. E será celebrado na edição deste ano do Forum de Desenvolvedores Tela Viva Móvel, que contará com apresentações de cases de apps e de chatbots. Já estão confirmadas as participações de representantes do Banco do Brasil, McDonald’s, Natura, Vivo, Esporte Interativo, GetNinjas, Wappa, YouSe, Truckpad, Clickbus, Leela Games, Bonuz, CPqD, Easy Carros, Meitu, dentre outros.

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