Abrinq registra crescimento firme e constante do setor de brinquedos

Com grande parte dos balanços dos associados no azul, o presidente da entidade, Synésio Batista da Costa, diz que o setor de brinquedos vai voltar a crescer em 2017, e que em mais quatro anos a produção nacional deverá ficar com 70% do mercado.

Se observado o desempenho da indústria nacional nos últimos oito anos, desde 2009 o faturamento vem crescendo ininterruptamente, sempre com a produção nacional arrancando mais participação dos brinquedos importados. Em 2016, o faturamento total da indústria (preço varejo) foi de R$ 6.018.700,00, sendo que a produção nacional performou R$ 3.465.600,00. Crescimento de 7% em relação a 2015.

A geração de empregos no setor teve ligeira alta ano passado em relação a 2015, passando de 31.125 para 32.681 postos entre empregados e terceirizados. O número de fábricas recuperou o índice de 2013, passando de 378 em 2015 para 380 ano passado, quando foram lançados algo acima de 1000 novos brinquedos, de acordo com Synésio Batista da Costa. “O brinquedo é desconectado desses problemas econômicos, vai direto ao coração”, explica.

Segundo o presidente da ABRINQ, é preciso que os fabricantes e lojistas enfatizem para as famílias a importância do brincar, uma preocupação unânime entre as 23 entidades do setor existentes no mundo, cujos associados faturaram em 2016 US$ 89,8 bilhões – crescimento de 2,7%.

Ano passado os brinquedos com valor acima de R$ 100,00 perderam participação de mercado (13,5% para 12,4%), em compensação as faixas de R$ 21 a R$ 30, R$ 31 a R$ 50 e R$ 51 a R$ 100 registraram crescimento. Os números comprovam que houve aumento per capita na compra de brinquedo por criança, passando para 5 a 7 unidades por ano.

Em primeiro lugar na preferência das crianças, segundo estatística da ABRINQ, continuaram liderando ano passado as bonecas e bonecos, com 18,7%; seguidos dos carrinhos (15,1%), patins, patinetes e veículos a bateria (12%) e os brinquedos que reproduzem o mundo real (10,2%). Nas vendas por canais, destaque para o crescimento da participação da Internet, que saiu de zero em 2009 e passou para 20,5% ano passado. A liderança é das lojas especializadas, com 33,2%.

São Paulo é o maior mercado para a indústria do brinquedo, com 33% (perda de 3,1%), seguido do Rio de Janeiro (9,8%, menos 1,9%), Minas Gerais (8,3%, crescimento de 0,9%), Santa Catarina (6,6%, aumento de 1,1%) e Paraná (6%, antes 6,8%).

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