Estudo revela tendências dos consumidores nas compras de supermercado

Pesquisa encomendada pela Superlist.com, startup de comércio eletrônico que oferece itens essenciais no modelo de recorrência, revela tendências de comportamento sobre a forma como o consumidor lida com a rotina de ir ao supermercado. O estudo indicou que 12% dos consumidores das grandes cidades prefere evitar ao máximo uma ida ao supermercado, pois não têm nenhum prazer em fazer compras nesses estabelecimentos. Este número aumenta para 26% quando considerados os entrevistados que discordam totalmente ou em parte que “fazer compras em supermercados é uma atividade que dê prazer” – ou seja, um em cada quatro consumidores.

Em média, os consumidores ouvidos na pesquisa gastam mais de duas horas dentro do supermercado realizando compras de itens de abastecimento, mas gostariam de utilizar esse tempo em outras atividades de seu interesse. A constatação é complementada com uma análise sobre as novas necessidades do consumidor, e conclui que um dos modelos de negócios que se destaca para atender a essa demanda é a compra programada.

“A internet revolucionou mercados estabelecidos como o da música, dos livros e dos vídeos e está claro que também será responsável pela alteração no modo como os consumidores lidarão com a questão do varejo alimentar e sobretudo na maneira com que as residências modernas serão abastecidas”, diz Alberto Parra, CEO da Superlist.com. Para ele, “sem dúvida serão criados novos modelos como a Superlist.com que foram desenhados exatamente para atender às necessidades deste consumidor principalmente em áreas em que há a necessidade de atendimento constante e regular, que é o caso da compra programada (também chamada de “recorrente”). O que este consumidor mais preza é a economia em todos os sentidos – de tempo e de dinheiro”.

A pesquisa constatou ainda que a população brasileira está mais madura e também mais ocupada. Hoje os lares são menores e a penetração do smartphone adquire uma relevância maior no modo de consumo das pessoas, que possuem cada vez mais acesso à internet. Nos primeiros seis meses de 2016, 18,8% das transações do e-commerce foram realizadas em dispositivos móveis, segundo a Ebit. Já, segundo a ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), o setor de e-commerce deverá crescer, em 2017, 12%, em relação ao ano anterior, com um faturamento de cerca de R$60 bilhões.

A pesquisa, realizada pela MeSeems a pedido da Superlist.com, levou em consideração o estilo de vida moderno das pessoas que moram em grandes cidades e que têm cada vez menos tempo, além do atual cenário econômico brasileiro que exige, cada vez mais, que as pessoas encontrem novas formas de economizar. Foram ouvidas quinhentas pessoas, entre 25 e 50 anos da região de São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília.

Falta de tempo é fator de impacto

A forma com que as pessoas abastecem suas casas com itens essenciais de supermercado é impactada diretamente pela falta de tempo, combinada com o maior acesso à internet. A pesquisa revela que 29% das pessoas entrevistadas concordam total ou parcialmente que a ida ao supermercado é considerada uma obrigação e gostariam de poder se livrar dela. “Percebemos que grande parte das pessoas gostaria de utilizar o tempo gasto em supermercado realizando outras tarefas mais prazerosas”, diz Patrícia Quintiliano, CMO da Superlist.com.

Outra informação revelada por uma pesquisa complementar realizada por consultores contratados pela Superlist.com é que as pessoas, quando realizam compras de abastecimento pela internet, estão procurando principalmente quatro atrativos: 1) facilidades que o ambiente online oferece; 2) descontos e promoções; 3) disponibilidade do produto; e 4) poupar tempo e esforço.

Ainda segundo a pesquisa, 78% das ocasiões de compra em supermercados são de abastecimento ou reposição que possuem uma dinâmica distinta de uma compra de emergência ou consumo imediato, tanto em relação ao sortimento quanto à escolha do estabelecimento em que a compra será realizada (atacarejo, supermercado ou mercado de vizinhança).

Os consumidores – conclui a pesquisa sobre o cenário de consumo global – irão comprar produtos de abastecimento recorrente não mais apenas de uma única forma (lojas virtuais ou físicas). O que acontecerá é que eles utilizarão todos os canais disponíveis, de acordo com a sua conveniência, usando o canal que melhor se adaptar às suas necessidades. Alberto Parra diz que “os consumidores perceberam que há um gasto maior em compras ?picadas? e esta é uma das razões do crescimento das compras de itens de abastecimento. Nos últimos anos, o mercado tem procurado entender os novos hábitos dos consumidores para se adaptar rapidamente a esta nova tendência de compra omnichannel (multicanal)”.

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