Confiança do empresário da indústria indica expectativa de melhora para os próximos 6 meses

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), que começou o ano de 2017 acima dos 50 pontos, registrou uma alta em Fevereiro, atingindo 53,1, o que sugere expectativas de melhora da categoria para os próximos seis. Os dados são do boletim da Indústria do CEPER/FUNDACE.

O levantamento mostra também que o índice das condições atuais da economia vem apresentando uma alta por três meses seguidos – embora permaneça abaixo de 50 (o índice varia de 0 a 100 pontos, sendo que valores abaixo de 50 indicam retração ou piora) –, mostrando que a deterioração das condições atuais vem diminuindo de velocidade.

O indicador das expectativas em relação à empresa apresentou alta de cinco pontos em relação a dezembro de 2016, permanecendo positivo para os próximos seis meses. “A retomada de uma trajetória de expectativas positivas é fundamental porque tende a elevar os investimentos produtivos, o que é uma condição necessária para a retomada econômica ao longo de 2017”, avalia o pesquisador do CEPER Luciano Nakabashi, um dos coordenadores do Boletim Indústria.

Nos dados, nota-se uma expressiva melhora nos três segmentos da indústria – indústria da construção, indústria extrativa e indústria da transformação – em em fevereiro de 2017, sobretudo quando se compara com o ICEI de fevereiro de 2016.

Com relação ao porte das empresas, o Boletim do CEPER mostra que as grandes são as que apresentam maior ICEI devido às melhores condições para enfrentar períodos de crise econômica. As pequenas empresas ainda mostram leve pessimismo, mas com o valor do índice muito próximo da neutralidade, enquanto as médias empresas apresentam leve otimismo.

Segundo o professor e pesquisador Luciano Nakabashi, para a manutenção da melhora do ICEI nos próximos meses é crucial que a agenda de reformas do governo caminhe para que a dívida pública possa entrar em uma trajetória sustentável, visto que esta é uma das principais causas de incerteza do cenário econômico nacional.

“Com maior solidez dos fundamentos econômicos, as melhores expectativas se transformarão em investimentos, o que é um elemento chave para que o País retorne a uma trajetória de crescimento”, descreve.

O levantamento mostra também que o indicador de produção da indústria atingiu 44,2, o que representa uma alta de quase quatro pontos comparado ao índice anterior, de janeiro. Apesar desse aumento, este número continua evidenciando uma avaliação negativa.

Em relação à evolução do número de empregados, o índice teve alta, mas também segue abaixo de 50, sugerindo retração do número de empregados. O índice para a utilização da capacidade instalada efetiva em relação a usual tem ficado abaixo de 50, sendo o menor valor entre os três indicadores.

Emprego, renda e faturamento – A variação do emprego do mês de dezembro frente ao mesmo mês do ano de 2015 foi negativa, indicando que ainda há uma tendência de redução do emprego na indústria, o que também ocorre em outros setores da economia brasileira.

O desemprego tende a se manter baixo ao longo de 2017 mesmo que haja uma recuperação da economia brasileira, pois o mercado de trabalho demora mais para apresentar reação, explica Nakabashi. “Portanto, 2017 ainda será um ano de elevado desemprego, sem melhoras no nível salarial”.

Em relação ao rendimento médio e faturamento real da indústria também registraram-se quedas, embora suaves, em dezembro de 2016 em relação ao mesmo mês do ano anterior, de 3,8% e 4,8%, respectivamente. Entretanto, os indicadores mostram que a retração destas duas variáveis vem se reduzindo, podendo alcançar, de acordo com os analistas do CEPER, estabilidade em 2017. “Até com possibilidade de leve melhora a partir do segundo semestre, o que irá depender da estabilidade política e manutenção da agenda de reformas”, conclui Nakabashi.

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