Economia global cresce e emissões se mantêm constantes

Pelo terceiro ano consecutivo, as emissões globais de CO2 permaneceram estáveis mesmo com o crescimento da economia global. A informação, divulgada nesta sexta-feira, 17, pela Agência Internacional de Energia, reforça a mensagem de que o crescimento de energia renovável em detrimento à geração por combustíveis fósseis, em especial o carvão, é uma solução viável para permitir o crescimento da economia sem intensificar as emissões e de gases efeito estufa e o aquecimento global.

De acordo com o líder global da Prática de Clima e Energia do WWF, Manuel Pulgar-Vidal, esta notícia deve servir como mais uma prova de que um futuro de baixo carbono é possível, mas não deve, de forma alguma, ser motivo para descanso. “Se não aumentarmos os nossos esforços para reduzir as emissões, prevê-se que o aquecimento ultrapasse o limite de 1,5° C, limite para além do qual um certo número de impactos climáticos se tornaria irreversível”.

Pulgar-Vidal acrescenta que “nossos esforços devem incluir a retirada de todos os combustíveis fósseis, não apenas o carvão, e a expansão em massa de energia renovável em todos os usos finais, como eletricidade, transporte, refrigeração e calor. Se não o fizermos, corremos o risco de perder a rica biodiversidade do planeta, diminuindo a capacidade da natureza de fornecer os serviços dos quais a sobrevivência humana depende.

De acordo com a nota da IEA, as forças do mercado, as reduções de custos tecnológicos e as preocupações com mudanças climáticas e poluição atmosférica foram os principais fatores que provocaram a dissociação entre emissões e crescimento econômico. Porém, apesar do não-aumento de emissões ser uma boa notícia para a melhoraria da poluição do ar, isto não é suficiente para colocar o mundo em um caminho que mantenha o aumento da temperatura global em até 2°C.

Para o coordenador do Programa Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil, André Nahur, “a manutenção, por três anos consecutivos, do nível de emissões mostra que a mudança para um futuro de baixo carbono é possível e que já começou. Agora precisamos acelerá-la enquanto ainda há tempo”.

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