Brasil atingirá 8 milhões de contas bancárias abertas via smartphone

Um estudo da M2sys aponta que os bancos brasileiros atingiram, em 2016, um volume superior a 2 milhões de contas bancárias 100% abertas por dispositivos móveis.  O levantamento é uma projeção da própria M2sys, empresa especializada em serviços de documentação digital para vários tipos de empresas, universidades, seguradoras, corretoras de seguro, imobiliárias, bancos, supermercados e órgãos de governo.

Os dados do levantamento foram obtidos com base em informações divulgadas pelos principais bancos tradicionais e dos novos bancos de varejo “sem agência”, além de dados do Banco Central.

A própria M2Sys atua como fornecedora de uma plataforma de tecnologia em nuvem, através da qual diversos bancos oferecem formulário para a abertura de contas via smartphone e recebem em seus data centers os pacotes com a documentação digital para estas operações já devidamente conferidos e certificados. Uma das vantagens do sistema é que os usuários não necessitam digitar grandes quantidades de dados, bastando capturar a imagem dos documentos exigidos através da câmera do celular.

Por meio desses serviços, os bancos clientes da M2Sys atingiram, em outubro último, uma média diária de 10 mil contas abertas por smartphone, média esta que vem se mantendo nos primeiros meses de 2017.

Com este tipo de serviço para bancos, a M2sys ampliou consideravelmente o volume de documentos digitais processados em sua plataforma, atingindo em 2016 o montante de 200 milhões de documentos, o que eleva para mais de 1 bilhão o total de transações processadas pela empresa via imagem nos últimos 10 anos.

Por meio desses serviços, os bancos clientes da M2Sys atingiram, em outubro último, uma média diária de 10 mil contas abertas por smartphone, média esta que vem se mantendo nos primeiros meses de 2017.

Com este tipo de serviço para bancos, a M2sys ampliou consideravelmente o volume de documentos digitais processados em sua plataforma, atingindo em 2016 o montante de 200 milhões de documentos, o que eleva para mais de 1 bilhão o total de transações processadas pela empresa via imagem nos últimos 10 anos.

De acordo com Márcio Guariente, diretor da M2sys, um dado surpreendente do estudo é o grande número de usuários que usa o horário noturno ou os finais de semana para acessar e usar os formulários de abertura de contas oferecidos pelos bancos clientes da empresa. “No nosso sistema, nada menos de 60% dos documentos são enviados pelo usuário entre as seis horas da tarde às quatro da madrugada ou entre sábado e domingo”, afirma o executivo.

Na visão de Guariente, ao longo de 2017 haverá um  crescimento expressivo do modelo de abertura móvel de contas no Brasil, ao mesmo tempo em que se aprofundará a tendência de estagnação ou redução do número de postos de atendimento físico, não apenas dos bancos, mas também de prefeituras, escolas, fóruns etc.

No caso específico dos bancos, pelos dados do Banco Central, a base de agências físicas recuou de 23,12 mil unidades em 2014 para 22,7 no último levantamento, em julho de 2016. “Nossa previsão é de que, ao final deste ano, o Brasil contabilize algo em torno dos 8 milhões de contas 100% digitais que serão abertas só nos cinco maiores bancos de varejo e em outras 5 instituições desse tipo, cujo modelo de negócios é o de relacionamento e transações apenas por internet e por dispositivo móvel”, afirma o diretor.

Ainda segundo o executivo, “os bancos clientes da M2Sys já haviam reduzido fortemente a exigência de presença física para a maior parte das transações, mas ainda havia insegurança quanto ao cadastramento remoto, uma restrição que hoje está praticamente abolida”, comenta ele.

Na avaliação do especialista, as novas aplicações da M2Sys para a captura de documentos para terceiros, inclusive para a abertura de contas, são mais seguros que as transações com documentos físicos. Isto porque conseguem articular um grande número de recursos de validação, como o uso de “selfies” associadas à análise biométrica, emprego de GPS para determinar a localização do usuário, leitura de códigos gráficos em documentos originais, criptografia na transmissão e leitura digital de assinatura analógica.

“Esse conjunto de validadores chega a superar os níveis de segurança e fidedignidade das informações colhidas no tradicional balcão de cadastramento”, assinala.

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