Em janeiro, vendas totais do varejo caem 2,2%, enquanto e-commerce cresce 15%

São Paulo –  Embora as vendas totais do varejo continuem a cair, há alguns sinais de melhora desde o início do ano, de acordo com o SpendingPulse, indicador de varejo da Mastercard. O relatório afirma que as vendas totais no varejo, exceto automóveis, materiais de construção e restaurantes, encolheram 2,2% em janeiro, em comparação ao mesmo período de 2016, dando continuidade a uma longa faixa de declínios sobre o ano anterior. Mesmo assim, houve alguns sinais de que os gastos estão aumentando: as vendas caíram 3,3% nos últimos três meses em relação ao mesmo período do ano passado, acima da queda de 4,6% ano a ano, registrada no quarto trimestre de 2016.

Além disso, mais uma vez considerado o ponto de destaque do varejo, o e-commerce, continua a brilhar. O setor cresceu 15% em janeiro comparado ao mesmo período do ano anterior, o sétimo mês consecutivo de ganhos. Nos últimos três meses, as vendas no canal cresceram 17,8%, mantendo o mesmo crescimento do último trimestre de 2016.

Em janeiro, quatro setores superaram as vendas totais: vestuário, produtos farmacêuticos, materiais de construção e artigos de uso pessoal e doméstico. Enquanto isso, móveis e eletrônicos, combustíveis e supermercados ficaram atrás do total das vendas no varejo. Quanto aos setores on-line, eletrônicos superaram o desempenho da média do canal, enquanto móveis, vestuário, hobby & livrarias e produtos farmacêuticos ficaram abaixo do crescimento global do comércio eletrônico.

Restaurantes: este mês, o indicador de varejo SpendingPulse incluiu em seus setores o desempenho de restaurantes brasileiros. Em janeiro, esse novo segmento registrou uma queda de 8,5% em relação a janeiro de 2016.

“O ambiente econômico ainda é desafiador, com um mercado de trabalho sem perspectivas de melhoras e queda da confiança dos consumidores. Esperamos uma queda contínua das vendas no varejo, mas há indícios de que a perspectiva esteja finalmente dando sinais de melhora”, afirma Kamalesh Rao, diretor de pesquisas econômicas da Mastercard Advisors.

Regiões brasileiras: a região Sudeste (–1,5%) teve desempenho acima da média, enquanto Norte(–4,5%), Nordeste (–3,3%), Sul (–3,3%) e Centro-Oeste (–3,0%) ficaram abaixo do registrado pelo varejo, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

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